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Marcos Guterman

06.julho.2010 00:01:40

A seleção da Alemanha, ou as voltas que o mundo dá

FBL-WC2010-MATCH59-ARG-GER

Klose, polonês, e Boateng, de pai ganês

 

A Alemanha não se cabe em si. O time que tentará nesta quarta-feira classificar-se para sua oitava final de Copa é o queridinho da competição, com seu ataque avassalador e seu “futebol arte”. O traço mais marcante, porém, é a grande presença de jogadores de origem estrangeira – alguns negros, outros poloneses e turcos, um brasileiro. “Essa seleção alemã está dando a todo o país o sentimento especial de força, porque essa equipe multicultural realmente joga junto, algo que não se imaginava possível antes”, festejou o jornal Die Welt.

Nem sempre foi assim na Alemanha, claro. Em “Olympia”, Leni Riefensthal, a cineasta de Hitler, apresentou uma imagem muito diferente do potencial esportivo e patriótico alemão. Há apenas 70 anos, o ideal retratado no filme – e disseminado em cada célula do corpo social do país – indicava o sonho da sociedade branca pura.

Não se muda uma mentalidade assim em apenas sete décadas. Mas a seleção de futebol da Alemanha indica que alguma coisa está diferente naquele complexo país.

 

Olympia_Poster

O filme ariano de Riefensthal

 

Fotos: Carls de Souza/France Presse e Reprodução

comentários (33) | comente

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33 Comentários Comente também
  • 06/07/2010 - 00:36
    Enviado por: Sica

    Aliás essa Copa mostrou um mundo que Franklin Zoer já descrevia no “O Futebol Explica o Mundo”. A seleção da Suiça é uma conferencia da ONU. O Elia que não jogou contra o Brasil bota FOGO na partida quando entra e é Congolês. A maior promessa do futebol frances (o Neymar deles que a imprensa criticou não ter sido convocado) é um argelino muçulmano de nome árabe.
    A na seleção ucraniana não classificada tem um jogador nascido na Nigeria. Até a terra natal do bigodinho, a Austria, tem um jogador negro na equipe(o craque do time, como não podia deixar de ser).

    Num país como a Alemanha, ver um millionário de Köln e ex soldado da segunda guerra como Helmut Kohl defendendo o turco Özil das acusações de imigrante ilegal é de fazer a gente voltar a acreditar no futuro da humanidade.

    O mundo está mudando….ainda bem.

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  • 06/07/2010 - 01:59
    Enviado por: Fabio Unique

    Hitler, além de feio, esteticamente inferior (eu não sei como traduzir o politicamente correto “aesthetically challenged”), era Austríaco. E parte da Europa Oriental, além de ter participado no Holocausto com tanto gosto quanto a Alemanhã, continua anti-semita.

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    • 06/07/2010 - 12:33
      Enviado por: Norberto

      na verdade, o adolfinho nasceu na região da boêmia, que na época era parte do império austro-húngaro, mas depois passou a fazer parte da tchecslováquia e hoje é parte da república checa.

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    • 06/07/2010 - 20:02
      Enviado por: José Paulo

      Norberto, sua informação não confere. Hitler nasceu em Braunau am Inn, Áustria, a 110 km. a leste de Munique, bem longe da antiga Boêmia e República Tcheca. Mas é realmente confortável a miscigenação racial que o futebol globalizado produziu. Hitler ficaria com os cabelos em pé se visse a atual seleção alemã.

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  • 06/07/2010 - 03:06
    Enviado por: jan z. volens

    Alemanha e Europa sao diferentes dos tempos pasados como vemos na selecao “nacional” da Alemanha – com ligacoes com a Turquia, Polonia, Ghana, Nigeria, e BRASIL. O ministro de saude nacional e do Vietnam, adotado pelo Alemaos, a representante do partido da esquerda no parlamento europeo e filha de pai do Iran, um dos presidentes do partido da esquerda e Judeo. Nos partidos politicos a varios diputados/as parlamentares federais turco-alemaos. A embaixador do esporte da Alemanha, Stefi Jones, campeao do futbol feminino, e filha de pai “African-American” de EUA. O 10% da populacao na Alemanha sao imigrantes ou filhos de imigrantes pos-guerra. A situacao e a mesma na Europa do Leste toda…

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  • 06/07/2010 - 05:52
    Enviado por: Kxorraum

    Guterman, completamente desnecessária a tua frase: “Não se muda uma mentalidade assim em apenas sete décadas”. Não?? Em quanto tempo então??

    E isso de “alguma coisa está diferente”.

    Porque não dizer: “A Alemanha em apenas 70 anos mudou muito” ??? Ou não é assim??

    Disgusting!!!

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  • 06/07/2010 - 08:46
    Enviado por: Ben

    A diversidade étnica da seleção alemã não se explica apenas por causa de uma mudança de mentalidade. O que pesa nesse caso é o grande número de imigrantes (e descendentes) que vivem atualmente na Alemanha. Outro fator, ao contrário do que acontece no Brasil, é que a carreira de jogador de futebol profissional não é o único meio para um pobre melhorar a sua qualidade de vida.

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  • 06/07/2010 - 09:13
    Enviado por: Julio-de-Sampa

    A mentalidade muda, sim. De um indivíduo ou de um povo, no devido tempo. Mudou na Alemanha, mudou no Japão. Certamente mudará em Israel e na Palestina.

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  • 06/07/2010 - 09:22
    Enviado por: Rogério

    Guterman

    Agora fiquei em mais em dúvida ainda qual seria a correta acepção da palavra mentalidade.
    Mas de qualquer forma, muita coisa mudou, um cara como Hitler, com o discurso da época, por exemplo não conseguiria obter votações expressivas atualmente. A não ser por uma minoria fiél e reacionária, do tipo os caras que votavam no Maluf e no Janio Quadros. Na Europa há os jean marie le pens da vida ( em minúsculo mesmo) que mostram que aquele ranço não desapareceu. No entanto seria preciso situações propícias, quer dizer, desastrosas para esses caras realmente subirem ao poder. Evidentemente esses precisam adaptar seu discurso ultra radical aos novos tempos. Não podem mais falar em campos de concentração para minorias ( mas que dá uma vontade, dá) se seguram para passar um discurso mais light, mas a essência é a mesma, a xenofobia, o elitismo e a suposta supremacia de seu grupo cultural ou etnico.
    Infelizmente o fato de o time multicultural da Alemanha ser festejado em sua terra não o é principalmente por esta qualidade. Isso ocorre por que estão ganhando, ou seja os imigrantes estão ajudando o time a ganhar. Se o fracasso ocorre, o discurso altera-se rapidamente. Vejamos os exemplo dos azuis da França. Quando ganharam a mistura e a diversidade foi festejada e enaltecida, agora com o vexame, levantou-se um discurso mais radical da direita e que encontrou acolhida na mente comum. O futebol realmente mistura-se com a política e com tudo o mais do cotidiano de um país, afinal é mais uma e forte representação simbólica, como tudo que confere identidade à uma pessoa. A começar pelo nome desta, é uma palavra um simbolo. Seu país é uma ficção jurídica, sua bandeira e hinos, todos simbolos que personificam e reforçam a existencia de cada cidadão. Sem falar que o futebol, além da simbologia da representividade, extrae algo mais profundo, como a própria combatividade guerreira, a virilidade de um povo. o extase da vitória e a tragédia da derrota associada à figura da pátria. Vejamos que o homem massa por mais politizado e público que se torne através da cultura, não consegue lutar sozinho contra essa onda inconsciente que o invade em momentos de emoção, é preciso que uma estrutura externa, um exoesqueleto cultural, político e legal possa ajudar a segurar a onda das marés humanas que se alteram a cada ciclo lunar.

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    • 06/07/2010 - 10:21
      Enviado por: Marcos Guterman

      Amigos Rogério, Ben e Kxorraum

      A acepção de “mentalidade”, nesse caso, é correta, porque invoca a longa duração. Setenta anos em história não são senão uma vírgula, principalmente em se tratando de Alemanha, que está no coração da Europa, tanto no que diz respeito à geografia quanto em relação à sua conformação após a queda do Império Romano.

      É óbvio que se trata de erro historiográfico buscar raízes remotas, medievais, para a mentalidade que desembocou no racismo estatal nazista (há quem veja em Lutero exemplos de uma suposta antecipação dos projetos hitleristas, o que é um autêntico exagero). Mas não se pode ignorar que um empreendimento como o Terceiro Reich não surge do nada. Correndo o risco que toda a redução implica, é possível ver no discurso da unificação alemã (1871) o marco zero da mentalidade que ajudaria o nazismo a surgir. O nacionalismo, a ideia de que a Alemanha tinha vocação imperial e o entendimento de que a nova nação incluía gente de fala alemã em outros países e excluía quem não tivesse identidade “germânica” deram o impulso para que o Reich tivesse, em seu DNA, a marca do autoritarismo, da guerra e do exclusivismo. Quando o nazismo chega ao poder, mesmo considerando-se as particularidades desse processo, o cenário estava propício para algo desse gênero. Isso não muda em uma geração.

      Por outro lado, você lembra que as condições atuais são diferentes, que “muita coisa mudou”, sugerindo que o ambiente democrático impede a ascensão de uma nova onda fascista na Alemanha. Concordo em parte, Rogério. A democracia, de fato, é o único antídoto possível para o fascismo, mas é bom lembrar que a democracia alemã entre a Primeira e a Segunda Guerra era vibrante, com imprensa livre e partidos fortes. E gente como Hitler obtinha poucos votos e era considerada marginal nesse contexto. No entanto, a covardia da chamada “burguesia” alemã, que estava apavorada com o perigo comunista, determinou o fortalecimento de Hitler. Uma vez no poder, ele deflagrou sua campanha de propaganda e terror que buscou eliminar o contraditório da vida alemã, no que ele foi bastante bem-sucedido.

      Não é possível acreditar que, passados somente 70 anos (que é a expectativa de vida de um homem saudável), essa mentalidade tenha mudado inteiramente. Há diversas obras recentes sobre a dificuldade alemã de lidar com seus traumas de guerra, que não são poucos. Os pais e avós dessa geração atual estiveram diretamente envolvidos nas barbaridades da Segunda Guerra, razão pela qual qualquer sinal de que a Alemanha não é mais a mesma é sempre festejado como se fosse redimir a nação inteira do seu passado. A seleção de futebol, com seus “estrangeiros” e negros, e o fato de a Alemanha ser o destino de muitos imigrantes são vistos como exemplos de que, sim, o país está mudando. Mas a imprensa alemã, pelo que tenho lido, está ciente de que ainda há um longo caminho a percorrer.

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    • 06/07/2010 - 14:08
      Enviado por: Rogério

      Caramba, Guterman. Nessa você matou a bola no peito lá na defesa, fez um tremendo meio de campo e marcou um golaço, é só correr pro abraço!

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    • 07/07/2010 - 04:21
      Enviado por: Fabio Unique

      Guterman,apesar de não ser o alvo do seu comentário, agradeço pela aula também, e voce está em boa compania quando diz que não se deve traçar paralelos diretos entre Idade Média e Holocausto, sendo a análise de eventos mais recentes o tanto quanto mais adequada. (Já ouvi isso de outros historiadores).

      Não sei se é uma boa leitura daqueles tempos, mas ouvi falar que um dos eventos contemporaneos salientes na psique Européia foi a colonização Africana ao final do século19, em que uma sociedade idealista e anti-escravocrata consolidou uma visão de que era vítima da inferioridade alheia, atravancando o progresso naquele continente, vítimas da mentalidade atrasada dos Africanos, ao invés de algozes de um choque cultural. As colonias Alemãs, Austro-Hungaras, ou sei la eu, se não me engano, foram perdidas durante a Primeira Guerra Mundial, para as outras potencias.

      Mais incrível é que a Africa ainda pertencia a Europa durante a Segunda Guerra Mundial, excetuando a Africa do Sul e um ou outro lugar. O Terceiro Reich, ao se estabelecer na Europa Continental e vencer a guerra contra a Inglaterra, estava “on for the long ride”.

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  • 06/07/2010 - 09:56
    Enviado por: Zero

    É, o mundo dá voltas em todos os sentidos. Enquanto a Alemanha dá guinadas para miscigenar imigrantes, a Turquia dá voltas para radicalizar seu islamismo, a América do Sul tenta reviver o discurso da Guerra Fria, etc..

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  • 06/07/2010 - 11:53
    Enviado por: renato

    Bem Gustavo, esse seu anti germanismo está muito ambíguo

    Porquê você não fala de uma Rússia novamente Stalinista?

    Porquê você não fala de uma China novamente Maoísta?

    Quer dizer que o Brasil pode voltar a ser uma ditadura porque meu avô apoiou a ditadura de Getúlio Vargas? Quer dizer que nossa motivação política está na genética, e não no ambiente em que fomos criados?

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  • 06/07/2010 - 12:07
    Enviado por: Fey

    Guterman,

    Concordo que a brutalidade da época, não será tão rapidamente esquecida. Mas a mentalidade de acreditar numa raça ariana superior está a muito tempo enterrada no passado para os alemões na minha humilde opinião.
    Não sou historiador, digo isso por ter estudado numa escola alemã, conhecer muita gente dessa terra, e por ter conversando abertamente com eles. É praticamente inacreditável que a maioria dos atencessores dessa gente tão simpática hoje, tenha deixado se levar pelo fanatismo mesclado com desesperos e fobias pra apoiar um ditador maquiavélico como o Hitler no passado.

    A uns dez anos atrás lí na Newsweek (posso estar enganado quanto a fonte) que os Alemões são os turistas mais educados e agradáveis do mundo não apenas porque derramam seus Euros, mas também porque procuram entender e estudar melhor doque outros povos sobre os costumes e a cultura alheia.
    Fora o futebol, observo constantemente a maneira como a atual Alemanha procura se engajar com outros países. Afinal, será que os seus avós imaginavam que há companhias que fariam franceses, ingleses e alemões trabalharem lado a lado e ainda beber e festejar fora do serviço juntos? Ou que ela estaria ativamente tentando se enquadrar nos acordos climáticos firmados em conjunto com países do terceiro mundo? Ou que ela estaria emprestando dinheiro aos gregos? Ou que ela revisaria os seus programas sociais devido a grande imigração turca? Ou que editaria junto com a França o livro de História a ser usado nas suas escolas públicas?

    Sim, a Segunda Guerra deixou seqüelas inquestionáveis pra aquela geração que lutou nela, mas mesmo passando apenas 70 anos, cabe lembrar que agora quem está na vida adulta e no controle do país são os seus netos, que lhe garanto foram ensinados e martelados durante a juventude do erro que a sua nação cometeu. E com isso a mentalidade muda sim.

    Ironicamente, hoje os países que mais tenho medo que o preconceito e a discriminação ganhe proporções medonhas a la nazismo, são os países que antes se diziam defensores da liberdade como os EUA. Sim, não tenho dúvidas que os EUA ainda é um pais democrático, e que tirando vários defeitos seus, é um país liberal e grandioso. No entanto, é crescente a opinião xenófoba principalmente nos estados republicanos, ganhando cada vez mais momento com as incertezas econômicas, e políticas. Nos EUA, pelo direito a liberdade de expressão, é permitido até que certos grupos expressem o seu racismo não só em passeatas mas também em atos que beiram a invasão de privacidade e vandalismo. Na Alemanha atual tais atos já são considerados crimes, e são gravemente criticados pela sua população.

    No Brasil também encontro essa velha fórmula em doses pequenas. Com a única diferença que aqui, o branco-de-olhos-azuis é que está sendo moldado pelo partidão como o vilão inimigo, explorando as raízes coloniais ao invéz de basear na conjuntura do momento. Fora isso usa-se a mesma estratégia do ufanismo sutil que se encontra em frases como “nós temos a melhor escola de futebol do mundo” ou expressões como “a força do brasileiro que vem da mistura de todas as raças”.

    Se é pra falar desse tipo de mentalidade de uma raça superior a outra portanto, acho que se a Alemanha de hoje se não está melhor doque a maioria dos países, ela está igual.

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    • 07/07/2010 - 06:50
      Enviado por: Kxorraum

      Fey, obrigado, você escreve melhor que eu, e faço (com a sua autorização) minhas as tuas palavras.

      Guterman, sigo no meu protesto (agora já mais calmo), e estou convencido que a afirmação: “A Alemanha mudou muito” é muito mais acertada que “alguma coisa está diferente”, que é intensionalmente querer dizer que são mudanças pálidas.

      E a que mais doeu no estômago foi “Não se muda uma mentalidade assim em apenas sete décadas”, sendo você um conhecedor de que os “ultras” na Alemanha existem, mas são sementes sem terra fértil, demonstrando a clara mentalidade em “apenas 70 anos”.

      70 anos com vergonha do passado muda a mentalidade de um povo. Qualquer dúvida, recomendo uma visitinha a esse encantador pais que é a Alemanha.

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  • 06/07/2010 - 12:15
    Enviado por: Por que no te callas?

    Realmente, blogueiro Marcos Guterman, você não perde a mania de misturar sempre as coisas e de sempre meter política no meio de qualquer assunto. O “ataque avassalador” da Alemanha é, na verdade, um time com esquema muito parecido com o da Seleção Brasileira: joga no contra-ataque, marcando sempre no próprio campo. Só que eles têm meias habilidosos e um atacante matador (e um técnico mais inteligente do que Dunga). Agora, o esquema de jogo é inteiramente diferente ao da Espanha, que, aliás, é bem mais estilosa que a alemanha.

    Quanto à bobagem escrita pelo sei lá o que (suponho que jornalista) alemão, é o seguinte: Alguma vez na sua vida você já jogou futebol? Já viu alguém, numa pelada, num campinho ou numa quadra qualquer, deixar de passar a bola pra outro cara, porque ele é negro, japonês ou cor-de-abóbora? Você só nao passa a bola para outro cara se ele for muito ruim, se estiver mal colocado, se você for “fominha” etc. No caso alemão, obviedade das obviedades, o país está inundado de turcos (caso do Ozil) desde a década de 70, que, obviedade das obviedades, devem ter alguns carinhas bons de bola. Vê se alemão, inglês etc., é como no Brasil, que a cada ano despeja novos talentos no mercado da bola. Claro que não. Se eles não buscarem fora, vão achar onde? É diferente do Brasil, e veja São Paulo, PR, RS, temos todo tipo de etnia por aqui, mas em geral sobressaem negros, mulatos, brancos. Quantos ‘japas’ bons de bola temos aqui? Além do Sandro Hiroshi, ex-SPFC, quem mais?

    Então, esse papo de sociedade multicultural tem outro fundo que o sr. não consegue ou nao quer ver, e que é algo tão óbvio em todas as sociedades européias dos anos 90: a Globalização gerou levas de imigrantes africanos e asiáticos para todas aquelas nações que, antes, eram demografica e etnicamente estáveis. Quer tirar a prova dos nove? Veja a Suécia, Dinamarca e tantos outros países brancos, que começam a viver com o que o “cumpanhero” alemão falou. Multiculturalidade não é só marca alemã, mas das sociedades industriais globalizadas, que, ao mesmo tempo que acabaram com fronteiras de mercado, arrasaram economias pobres e criaram mais e mais imigrantes. Mais uma prova dos nove? Quantos muçulmanos há na França hoje? Cerca de 3 milhões. Qual a religião de Zidane, junto com Platini, maior jogador francês de todos os tempos?

    E pode crer que, com o aquecimento global e suas consequências diversas, isso que você chama de “multiculturalidade” vai aumentar ainda mais. Povos inteiros se deslocarão em busca de refúgio, sabe-se lá onte. Por isso, MG, mais uma vez fica aqui um toquinho de que você, de fato, viaja muito na maionese, e que é fissurado por sionismo, nazismo, antissionismo e temas correlatos e tenta sempre encontrar ganchos para esses temas, mesmo quando não têm nada a ver com o assunto em questão.

    Lamento informá-lo, mas esse seu post aqui está tão crível quanto o do favelado de camiseta da Argentina…Haja viagem…

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  • 06/07/2010 - 13:47
    Enviado por: Pedro

    Marcos
    Alguns comentários são muito inteligentes ma este do tal “por que no te callas” está carregado de ranço, mau humor, preconceito. Típico de quem não aceita a opinião diversa. Comentário rancoroso. Confuso. As observações que vc fez em seu comentário são simples e pertinentes. O cara está contra o que? Contra quem? A quem vc ofendeu ? O que tem a ver o tal do aquecimento global com sociedades multiculturais ? E que história é essa de que economias industriais arrasaram as economias pobres ?
    E, finalmente, por que permitir comentários agressivos sejam publicados ?
    Parabéns pelo trabalho. Um abraço

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    • 06/07/2010 - 15:22
      Enviado por: Filipe Carvalho

      Pois é Pedro, mas o que você esperava de alguém que em outro tópico escreveu:

      “Mas na hora H, somos “apenas” pentacampeões. Como tem gente otária que nunca perde a oportunidade de malhar o Brasil e que deveria manter a boca (ou os dedos) fechada (cerrados). Deveriam mudar para o país que consideram ideal. Aí, de lá, xinguem o Brasil, ofendam etc.”

      Prepotência, ufanismo e pensamento simplista e “bushiano” do “está conosco ou contra nós, típico no Brasil de hoje a começar por nosso presidente.

      Mas ele se esforça para escrever com ares de intelectual, como quem busca legitimidade no que escreve. Desse tipo aí conheço vários. E esse cidadão se entregou de vez no texto acima.

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    • 06/07/2010 - 15:54
      Enviado por: joe

      “E, finalmente, por que permitir comentários agressivos sejam publicados ?
      Parabéns pelo trabalho. Um abraço.”

      Aqui esta o Sr. Pedro, um dos “bons amigos” do Sr. Guterman.

      Sr. Guterman, como não sou seu inimigo, mas simplesmente um “leitor”, e apesar de não estar sempre de acordo com o senhor, não considero que opinar contra deva ser confundido ou visto como um ato de agressão. Por isso lhe peço que me permita, e tomo a liberdade responder ao Sr. Pedro.

      Sr. Pedro, o Sr. Guterman permite comentários, simplesmente COMENTÁRIOS, contra e a favor de suas opiniões. O Sr. Guterman, Sr. Pedro, no fundo se sente feliz por poder realizar o seu trabalho numa empresa como o Estadão (que é contra a censura) e por viver num país “democrático” como o Brasil, onde NAO PERMITIR, ou seja, PROIBIR comentários, é algo inadimissível nos tempos em que vivemos. Quanto a agressividade que o senhor vê no comentario pelo senhor citado, pode ser simplesmente uma apreciação sua, uma opinião sua, que o Sr. Guterman pode ou não estar de acordo, e não creio que o senhor Guterman deva, por uma questão de visão democrática, dar preferencias a aquelas pessoas que “dizem” pensar como ele. E sendo o senhor “amigo” do Sr. Guterman, deveria zelar pela sua credibilidade e não incentivá-lo a atitudes anti-democráticas, xenófobas ou racistas, ou seja, não o estimule a ter atitudes extremas de nenhuma forma. Confie na sua capacidade de discernir, e mais, confie na democracía, que apesar de falha, e inoperante muitas vezes, ainda é, senão um ótimo um, bom modelo a seguir. Desfrute de sua liberdade Sr. Pedro, e viva em paz…

      “Por que no te callas”, estou 100% de acordo com voce, magnifica colocação. A tão falada “antiga cultura européia” na atualidade esta cheia de contra-sentidos que muitas pessoas não entendem e outra tantas não querem aceitar. A Europa de hoje não se parece em nada com a Europa de 20 anos atrás, para não ir mais longe. Todo o resto é um mito, que muita gente desconhece, muitos tentam perpetuar e que a outras tantas lhes custa muito aceitar. Um abraço…

      Um abraço para o senhor também Sr. Pedro. E ponha a cabeça pra fora da janela e veja o que esta acontecendo, não se ofenda nem se sinta ofendido. De um passeio pelo mundo, vai lhe fazer bem, não tenha duvidas…

      Paz, muita paz. (que muita falta nos faz…)

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  • 06/07/2010 - 14:45
    Enviado por: joe

    Realmente esta demonstrado. O Sr. Guterman tem sérias dificuldades para entender o que está acontecendo no mundo. Deveria praticar Yoga como o técnico da Alemanha, com certeza lhe ajudaria muito. E mais agora, que ele esta dando voltas na cabeça “preocupado” com as voltas que o mundo dá.

    Entendo que o trabalho do Sr. Guterman, como o de qualquer outra pessoa, tenha suas dificuldades, e é bem possível que ele tenha razão, quando diz que o mundo esta mudando. Para ajudá-lo e demonstrar minha compreensão, e que é possível SIM, que ele tenha razão, envio uma noticia publicada hoje em alguns jornais da Europa.

    Serão verídicas? Não sei. O Sr. Guterman já se encarregará de “investigar”…

    Informação publicada na página 67 da secção “Gente” da edição impressa do día 06 de julho de 2010 do Jornal “El Periódico De Catalunya”.

    ISABEL II AVISA DE QUE VA A CAMINO DE LA BANCARROTA.

    (BEGOÑA ARCE / Londres)

    El plan de austeridad del Gobierno de David Cameron le está complicando la existencia a la reina de Inglaterra. Los contables de Isabel II advirtieron ayer de que las arcas de la casa real pueden quedarse «sin un penique» en el 2012. Ese año tendrán lugar los grandes festejos del Jubileo de Diamantes para celebrar el 60º aniversario de la subida al trono de la soberana, pero no será oro todo lo que brille. La reina tuvo que sacar el pasado año de los fondos de reserva 7,8 millones de euros para poder cumplir con todos los compromisos de la Corona, porque la asignación fijada por el Estado no le llegaba. En las reservas reales apenas quedan 18,3 millones y casi la mitad de esa cantidad desaparecerá este año. A este ritmo, en el 2012, según afirman sus asesores, no quedará nada. «La casa real está perfectamente al tanto de las dificultades del actual clima económico. Hemos congelado la plantilla de empleados y están examinando cada vacante para ver si podemos evitar el reemplazarla», ha declarado Sir Alan Reid, uno de los responsables de las finanzas reales, quien como otros de los empleados de palacio mejor pagados ha aceptado reducir su sueldo. Las últimas cuentas de la soberana, pertenecientes al ejercicio 2009-2010, ya muestran una reducción de 3,6 millones de euros en el gasto de la casa real con respecto al mismo periodo del año anterior. Incluyendo en los cálculos la inflación, Isabel II habría gastado un 12,2% menos que el año precedente.

    El ministro de Finanzas, George Osborne, anunció el pasado mes que la asignación a la casa real quedará congelada este curso. Los contables de la reina estudian con el gobierno un nuevo sistema, que entrará en vigor a partir del 2010, para tratar de prevenir futuros problemas financieros de la Corona.

    Informação publicada na página 67 da secção “Gente” da edição impressa do día 06 de julho de 2010 do Jornal “El Periódico De Catalunya”.

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  • 06/07/2010 - 18:13
    Enviado por: Pedro

    Caro Marcos
    Fique à vontade ´se não quiser postar este comentário para que não se prolongue uma polêmica boba.
    Olha, muito longe de querer sugerir a censura em seu blog. Mas é, sim, direito do autor selecionar os comentários. Esclareço então que só observei se não seria o caso de deixar de lado grosserias que colocam em dúvida sua honestidade intelectual, como deixa transparecer o companheiro aí de cima.
    Quanto ao sr Joe, para quem pede paz e respeito à opinião do outro, muito interessante a maneira como se dirige ao “sr. Guterman” no post das 14h45.
    Meu caro Filipe, eles estão em toda parte. A web é um terreno fértil para a arrogância e a vulgaridade.
    Abraço

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    • 06/07/2010 - 19:14
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro Pedro, obrigado por sua preocupação, que é também a minha. Como sei da minha capacidade intelectual, não é por causa das ofensas de um punhado de gente que não me conhece que eu vou me incomodar. O problema é quando as ofensas não são contra mim, mas contra povos inteiros. Daí eu censuro mesmo.

      Um abraço

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    • 06/07/2010 - 19:33
      Enviado por: joe

      Sr. Guterman, como diz o seu “amigo” Sr. Pedro

      “A web é um terreno fértil para a arrogância e a vulgaridade”.

      Faça feliz ao seu “amigo”, mostre a ele que o senhor é diferente, utilize a rede com imparcialidade e abandone sua arrôgancia e sua vulgaridade. O senhor deveria usar a sua “capacidade intelectual”, como jornalista, para informar, não para julgar, deixe isso para os Juizes. (e para o seu “amigo” Sr. Pedro)

      Paz,muita paz. (que muita falta nos faz).

       Estadao.com.br / Hoje – 06/07/2010

      Israel irá indiciar militares acusados por violência na Faixa de Gaza
      Um dos asuspeitos teria disparado contra grupo de palestinos desarmados e com bandeira branca
      06 de julho de 2010 | 14h 06

      JERUSALÉM – Promotores da Justiça Militar de Israel anunciaram nesta terça-feira, 6, que vários militares, alguns deles oficiais de altas patentes, serão indiciados por suas ações durante a ofensiva militar contra a Faixa de Gaza entre 2008 e 2009.

      Entre os ameaçados de enfrentar processo está um militar suspeito pelo suposto homicídio culposo de duas mulheres palestinas desarmadas e que acenavam uma bandeira branca quando foram atingidas, de acordo com uma testemunha.

      De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém Wyre Davies, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que começou no final de 2008, ficou famosa pelo fato de que, segundo a ONU, mais de 1,3 mil palestinos foram mortos, em comparação com apenas menos de 20 israelenses.

      Israel afirmou que suas ações, que incluíram bombardeios de áreas habitadas, foram justificadas pois tentavam paralisar as atividades de militantes, que disparavam foguetes da Faixa de Gaza para Israel.

      A campanha militar foi criticada internacionalmente, e um relatório endossado pela ONU, o chamado Relatório Goldstone, acusou Israel de uso desproporcional da força, uma conclusão rejeitada pelo governo de Israel.

      ‘Conexões suficientes’

      Na declaração desta terça-feira, o Exército afirmou que o incidente no qual o soldado israelense supostamente disparou contra as palestinas desarmadas se assemelha a um caso descrito no Relatório Goldstone.

      Mas acrescentou que foi “impossível” estabelecer “conexões suficientes” entre o depoimento de uma testemunha palestina e o testemunho dado pelos soldados israelenses.

      “Depois de receber os depoimentos, o Advogado Geral Militar ordenou que um sargento seja indiciado sob acusação de homicídio culposo pela Justiça Militar”, informou o Exército Israelense.

      “Esta decisão é baseada em provas de que o soldado, que estava servindo como atirador, deliberadamente atingiu um indivíduo andando com um grupo de pessoas que agitavam uma bandeira branca, sem receber ordens ou autorização para fazer isso”, acrescentou a declaração do Exército.

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    • 06/07/2010 - 23:27
      Enviado por: Por que no te callas?

      Pedro, li essa sua outra baboseira apenas agora. Não questionei a honestidade intelectual do blogueiro, e sim sua (dele) capacidade interpretativa dos fatos, que para mim deixa (e muito) a desejar. Só isso. Direito meu ver as coisas de outra maneira. Já você, sequer consegue fazer isso. É apenas um parasita dos comentários alheios.

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  • 07/07/2010 - 00:04
    Enviado por: ubiratan

    Militares em geral, possuem uma lógica simplória que justifica toda e qualquer atitude que possa ser classificada por não militares como desnecessária, arrogante, que poderia ser evitada para não causar danos a populações civis.
    ” Para atingirmos os objetivos necessários com toda eficácia, efeitos colaterais indesejáveis são inevitáveis “.
    Penso que o Gal. Sharon, admirado por todos os direitistas israelenses, usou esse raciocínio, para instigar os facistas libaneses, a executar civis palestinos que viviam nos campos de refugiados Sabra e Chatila.
    Eu nem sei se esse fato aterrador foi condenado pelo CSO, quando ocorreu.
    Bem, também não faz nenhuma diferença para os assassinos. Havia uma lógica nisso tudo.

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  • 07/07/2010 - 07:56
    Enviado por: Por que no te callas?

    E aí, blogueiro, só tem coragem de publicar comentários daqueles que não o questionam ou que endossam seus chutes, ops, “análises” futebolísticas? Posso ser provocativo, mas ofensivo não sou (nem fui). Eu rebato suas colocações com argumentos, só isso. Sua censura decorre de algum receio de que as pessoas percebam que sua argumentação pode estar manquitola?

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    • 07/07/2010 - 09:33
      Enviado por: Marcos Guterman

      Por que no te callas

      Seu comentário foi editado porque continha ofensas a outros comentaristas. Se quiser publicar suas ideias por aqui, peço moderação.

      Obrigado

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    • 07/07/2010 - 11:14
      Enviado por: Por que no te callas?

      Suas regras têm dois pesos e duas medidas. Quem começou as agressões foram seus acólitos, não eu. Basta reler. Só respondi e, em meu comentário, os chamei de medíocres, pois são mesmo, uma vez que não foram capazes de argumentar uma vírgula em cima do seu texto ou do que escrevi. Só o defenderam acriticamente, o que, ao meu ver, é deslavado puxassaquismo (adulação, se preferir termo mais sutil). Desde quando dar nomes aos bois é ofensa?

      E você não editou nada. Censurou parágrafos inteiros, nos quais não havia quaisquer menções a você ou a quem iniciou as agressões. Agora edição e censura são sinônimos?

      E vou repetir minha pergunta: Esses critérios também fazem parte da sua noção de “democracia saudável”? Aliás, nesse outro post ímpar, está lá outro dos defensores de suas idéias, atacando e chamando de “burro” a quem discorda de sua visão (como o tal de Agamenon chama o sr. Carpy). Por que não o “edita” então, ou melhor, faz valer sua noção de cidadania e respeito online? Ou ela é válida só para os que tocam na sua orquestra?

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    • 07/07/2010 - 12:48
      Enviado por: Marcos Guterman

      Por que no te callas

      Meus critérios são muito claros. Para mim, um pouco de pimenta nos comentários não faz mal a ninguém. Por outro lado, há um limite para isso, e quem determina qual é esse limite sou eu. Se você discorda, é só mudar de canal.

      E você está muito enganado a respeito deste blog. Se prestar atenção, perceberá que há muito mais comentários críticos aos meus posts do que elogiosos. E acho ótimo que seja assim. Só é possível aprender com o contraditório.

      E, finalmente, parece que você não entendeu o que é democracia saudável. Todos os países cometem erros, mas somente as democracias saudáveis buscam corrigi-los, permitindo a crítica e o julgamento livre de pressões.

      Não pretendo continuar essa polêmica com o senhor. Quem frequenta este blog há mais tempo, como Rogério, Kxorraum e outros tantos, sabe bem que pode me espinafrar à vontade, porque eu acho importante ouvir opinião de quem tem o que dizer. Se o senhor quiser participar do debate, fique à vontade.

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    • 07/07/2010 - 14:34
      Enviado por: Rogério

      “Quem frequenta este blog há mais tempo, como Rogério, Kxorraum e outros tantos, sabe bem que pode me espinafrar à vontade,”

      Verdade Guterman. E vou continuar espinafrando toda vez que achar que pisou na bola. ( segundo meus critérios,claro heheeheh)

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  • 09/07/2010 - 04:42
    Enviado por: Frik

    Pois me parece que esta mesma ‘mistura’ pode revelar a existência de um neo-nacional-socialismo , eu diria – se auto-considerando “progressista” e flagrantemente filo-arabista: ou seja, o mesmo velho ódio contra Israel (antes “povo errante” e agora “entidade sionista”) servindo de solução e va´lvula de escape até mesmo para os atritos cotidianos: Explico com um exemplo singelo – o técnico não costuma ser o culpado por derrotas?! Pois é, pouca gente no Brasil tentaria explicar a burrice, e a mais incompetência crônica e irremediável de um Parreira, ou de um Dunga, com teorias de conspiração – mas não sejam ingênuos de não perceber que o técnico Joachim Löw, da derrotada Seleção Alemã, que com certeza é um alemão do sul, de origem católica, e tão bom no schopps e na salsicharia de carne suína quanto qualquer loiro do norte, vai agora no minimo o privilégio de ser considerado um parente distante do Rabbi Löw de Praga ( o mesmo que criou o famoso Golem)

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Marcos Guterman

    Marcos Guterman é jornalista profissional desde 1989. Trabalhou por 15 anos na Folha e desde 2006 está no Estadão, onde edita a Primeira Página. É historiador, com graduação e mestrado pela PUC-SP. Atualmente faz doutorado em História na USP, tendo o nazismo como tema de pesquisa. É autor do livro "O Futebol Explica o Brasil". Sua pátria é o Santos Futebol Clube.
    Contato: marcos.guterman@grupoestado.com.br

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