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Marcos Guterman

19.fevereiro.2012 15:20:32

A resposta iraniana ao poder ocidental

O Irã dos aiatolás é um país em estado permanente de vingança. Essa visão, que explica as tensões geradas pela teocracia iraniana em relação ao Ocidente, surge em “O Xá dos Xás”, livro de 1981 do jornalista polonês Ryszard Kapuscinski que está sendo lançado agora no Brasil.

Morto em 2007, Kapuscinski é um autor controverso. Ele testemunhou 27 revoluções – a última delas no Irã, em 1979, quando o xá Reza Pahlevi foi derrubado por democratas e religiosos islâmicos – e descreveu boa parte desses movimentos misturando literatura e jornalismo. Vários detalhes que ele incluiu em suas narrativas carregam erros factuais ou mesmo invenção pura. Nada disso, porém, tira a força de sua obra – pelo contrário: pode-se dizer que o criativo Kapuscinski valoriza o espírito das revoluções, o que o jornalismo, sozinho, talvez não seja capaz de fazer. Para ele, os “fatos” eram meros acessórios de uma história muito maior.

No caso de “O Xá dos Xás”, essa história tem como elemento central a elaboração da resposta iraniana ao imperialismo ocidental, traduzido pela figura de Pahlevi. A Revolução Islâmica, ápice dessa reação, isolou deliberadamente o Irã, e Kapuscinski vê nisso uma qualidade. A leitura que Kapuscinski faz desse desdobramento beira o simplismo ideológico – não nos esqueçamos de que ele trabalhou durante muito tempo para a agência de notícias do Partido Comunista da Polônia. “No mundo superlotado e impositivo de hoje, a única forma de o mais fraco se defender, de conseguir manter-se à tona, é separar-se dos demais, colocar-se à margem”, escreve Kapuscinski, a propósito da intenção do Irã sob o regime do aiatolá Ruhollah Khomeini de não permitir a influência ocidental. O jornalista diz que “as pessoas têm medo de ser engolidas, desnudadas, de passar por um processo de uniformização” do pensamento. Kapuscinski, porém, é omisso quanto à uniformização do pensamento empreendida pelo regime teocrático em nome da “pureza cultural”, que só existe no discurso de tiranos travestidos de guardiães de tradições ancestrais.

Mas Kapuscinski atribui ao xiismo o papel de elemento definidor do Irã, como se o xá fosse uma aberração e não tivesse sido ele mesmo produto das contradições do país. Segundo seu raciocínio, o Irã que o Ocidente conhece não é senão o dos “petroburgueses”, classe social de parasitas criada pelo xá no boom do petróleo na primeira metade dos anos 70, que se pendura na rede de favores e de corrupção em torno do monarca e se isola em vilas sofisticadas em Teerã e na Europa. “Como é distante dessas vilas o Irã real, que, em breve, levantará a voz e surpreenderá o mundo!”, escreve Kapuscinski. “A nova classe social faz uma demonstração da dolce vita iraniana sem limites em sua perversão de costume, ganância e cinismo.” O juízo de valor retroativo, baseado na leitura de que um estado “ideal” foi contaminado pela “perversão” estrangeira, cria a problemática sensação de que os iranianos não foram, eles também, responsáveis pelo regime tirânico que por tanto tempo os governou.

Por outro lado, e é nisso que reside a força da narrativa de Kapuscinski, fica claro que o xá foi longe demais. No livro, compreende-se o tamanho da hostilidade do iraniano comum em relação ao Ocidente, encarnado na figura do monarca e de seus patrocinadores americanos e britânicos, algo fartamente explorado pelos aiatolás. Compreende-se também que as eventuais sanções impostas ao Irã são vistas como interferência externa e que, na história iraniana, não é exatamente um problema viver sob esse bloqueio.

Como mostra Kapuscinski, o Irã xiita se enxerga como “asilo e refúgio” para aqueles que contestam os poderosos: “Um xiita é, antes de tudo, um oposicionista”. A ostentação das monarquias muçulmanas sunitas é um incômodo grave para os xiitas, minoritários no mundo islâmico e que se veem como um povo orgulhosamente marcado para sofrer. O xá desafiou esse estado de espírito quando o petróleo revirou o Irã do avesso, criando “a ilusão de uma vida totalmente transformada, de uma vida sem esforço, de uma vida gratuita”, escreve Kapuscinski. “O petróleo é uma matéria-prima que envenena a mente, embaça a visão, desmoraliza.” O xá prometeu transformar o Irã em potência, momento em que, para o autor, o país mergulhou na luxúria e na insensatez.

O contraste do inseguro e depravado xá com o vigoroso e asceta Khomeini não poderia ser maior. O velho aiatolá, que nunca foi retratado quando jovem, “jamais saiu de Qom”, sua cidade natal, núcleo de imenso fervor religioso. Era, nas palavras de Kapuscinski, um “homem obstinado e dono de uma firme e inexorável força de vontade”.

Já a fragilidade do xá se traduz, conforme Kapuscinski, na violência absurda de sua polícia política, a Savak, que podia sequestrar qualquer pessoa, torturá-la muito além do limite da sanidade e só então perguntar-lhe o nome e o endereço. O resultado disso foi o terror permanente. Desse modo, mostra o autor, o regime do xá deixou aos iranianos a escolha entre a Savak e os mulás. “O povo, claro, escolheu os mulás.”

O Irã então erigiu um regime quase tão opressor quanto o do xá, em nome da independência em relação ao Ocidente. Mas, como diz Kapuscinski, os iranianos escolheram os mulás em 1979 não porque são fanáticos, mas porque são esclarecidos. Por essa razão, o movimento reformista do Irã contra os exageros da teocracia, traduzido na recente “revolução verde”, pode ser o primeiro sintoma de que a roda da história no país não parou de girar. Como diz um entrevistado a Kapuscinski, “no Irã nunca haverá paz”.

 

(Resenha de minha autoria publicado no Sabático de 18 de fevereiro.)

comentários (168) | comente

168 Comentários Comente também
  • 19/02/2012 - 15:55
    Enviado por: Christian Brito

    Invensão pura? Isso tira ligitimidade da obra.

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  • 19/02/2012 - 16:22
    Enviado por: antonio

    sabático de 18 de fevereiro? Acho que o estadão deveria ser ecumênico e contratar blogueiros islâmicos, budistas, evangélicos, etc., para não ser parcial. Mas esperar isso do estadinho, é utopia.

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    • 19/02/2012 - 22:51
      Enviado por: Roberto Kedoshim

      Neste caso, Sábatico é um suplemento literário publicado aos sábados e não um preceito religioso.

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    • 20/02/2012 - 14:22
      Enviado por: Marcelo

      Antônio, você não entedeu a ironia. Ele escreveu “sabático” para dizer que mesmo sendo judeu, ele trabalhou no sábado, ou seja, violou uma regra do judaísmo, pois é um moderado! Aff!

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    • 21/02/2012 - 15:32
      Enviado por: Mario de Sampa

      Antonio, me diga o nome de um jornal brasileiro que o faça.

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  • 19/02/2012 - 16:23
    Enviado por: Darth Vader

    Isso aí ta parecendo um resmumo de livro enviesando, não o que o titulo sugere, muito mal escrito, é uma propaganda descarada do Kapuscinski. Como o estadão permite um artigo assim? Não tem revisor aí!?

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    • 19/02/2012 - 18:05
      Enviado por: Marcio

      Porque o Estadao e’ um veicuo democratico, nao e’ como o partidao! Ou o PT que quer controloar tudo e todos!
      Tao democratico que permite ate’ idiotas como voce comentar!

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    • 19/02/2012 - 19:25
      Enviado por: papai noel

      Por que o estadinho,
      de tao democratico que e,
      nao da espaco para outras opinioes ?

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  • 19/02/2012 - 17:23
    Enviado por: valeria

    Nada como manipular a opinião das pessoas como se existisse o bem e o mal, ocidentais e muçulmanos, pobre de quem cai nessa conversinha barata!!! Ou são xiitas, fundamentalistas, sionistas, comunistas, ocidentais, ninguém aguenta mais isso.
    A verdade é uma só meu querido.
    Ah não dá mais pra ler esses jornais e esses blogueiros não tem nada a comunicar não passam de ignorantes.
    O povo brasileiro já é em sua grande maioria ignorante com relação aos seus próprios problemas e aqui ainda tem gente que fica querendo manipular, apenas devemos desejar sorte para o povo iraniano e também para os israelenses, judeus ou não. O resto é farinha do mesmo saco!!!!!

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    • 19/02/2012 - 18:02
      Enviado por: Marcio

      ” não dá mais pra ler esses jornais e esses blogueiros não tem nada a comunicar não passam de ignorantes.”

      Entao nao leia!
      Alguem colocou um revolver na sua cabeca e mandou voce ler o blog?

      Voce e’ masoquista ou burra mesmo?

      Vaza!

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    • 19/02/2012 - 18:36
      Enviado por: leitora

      Sr. Marcio já vi edo que você gosta por que você não vaza para aquele Estado terrorista. Você é de lá? Volta prá lá, sai daqui por que os PTralhas continuaram aqui por muito tempo.

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    • 19/02/2012 - 18:42
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sra. Valéria

      Excelente post e observação, as tentativas de manipulação voltadas à demonização do Irã, são gritantes, e o exemplo de que os que creem nesta manipulação, não desejam ou “toleram” interferência quanto ao raciocínio crítico às suas crenças, se manifesta na “singela” postagem direcionada a senhora que se finda com um agressivo “vaza!”, na clara tentativa de a intimidar, e a calar.
      Só por esse “detalhe” já da para se ter uma ideia do calibre dos que abraçam essa vertente demonizadora dos muçulmanos, e nos intuí a imaginar suas reais motivações …

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    • 19/02/2012 - 19:28
      Enviado por: papai noel

      oh marciona !

      ignorancia e grossura (educacao) tem limite ……

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    • 21/02/2012 - 03:59
      Enviado por: maria

      viver religião é perder a vida, ser manipulado no simbólico é a última coisa que uma pessoa de conhecimento deve permitir

      a única coisa que vale ser defendida com todo o esforço e nunca dorme, que veio antes dos poderosos, mas que as crianças e os sábios sempre perceberam é a grande entidade VIDA, que o pré-socrático Heráclito mostrou com a mais perfeita sintética e o pobre, brilhante e o maior dos judeus: SPINOZA, que mostrou verdade que deus é uma entidade universal que não precisa de religião para ser incitado, a vida já o faz… e por isso foi execrado pelos judeus, católicos, por certo qq outro aproveitador desse dispositivo de controle estatal, chamado vulgarmente de religião faria mais uma inquisição com outros nomes, pra isso somos poetas…

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  • 19/02/2012 - 17:26
    Enviado por: leitora

    No seu sabático não faça absolutamente nada Sr. GutMANN

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  • 19/02/2012 - 17:52
    Enviado por: mario

    Mais uma tendenciosa,imparcial e repugnante reportagem do Estadão.A populaçao brasileira já é mal informada e voces ainda colocam isto.Vergonha!

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    • 19/02/2012 - 18:04
      Enviado por: Marcio

      “A populaçao brasileira já é mal informada ”

      Concordo 199% !!!!

      Se fossem bem informados estes PTralhas nao estariam no poder, fazendo e desfazendo com o dinheiro publico.

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    • 19/02/2012 - 19:25
      Enviado por: Marta Q.

      Sim, seria interessante escrever sobre palestiniano Khader Adnan, atualmente em greve de fome contra seu aprisionamento ilegal em Israel. Veja o que ele conseguiu fazer público numa carta entregue ao seu advogado, quando este o visitou na prisão:

      “A ocupação israeliana tem sido brutal contra nosso povo, especialmente contra prisioneiros. Fui humilhado, torturado e atormentado por interrogadores. Que crime cometi? Nenhum. Aqui estou num hospital, cercado de carcereiros, algemando, meus pés acorrentados à cama. A única coisa que posso fazer é oferecer minha alma ao Criador, pois eu acredito que idoneidade e justiça prevalecerão no fim contra a tirania e a opressão.”

      Não preciso dizer mais nada…

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    • 20/02/2012 - 16:43
      Enviado por: aac

      Marcio, a sua obsessão com o PT é indisfarçável e sinalizadora. Sensacional!

      Gostaria de lembrá-lo que o PT é o curso natural da história embora com mais de 100 anos de atraso. Você já parou para pesnar que o partido dos trabalhadores (britânicos), por exemplo, governou o Reino Unido ao longo dos últimos 16 anos! E voltará em breve ao poder com a imconpetência já mostrada por Cameron. Lá ninguém fica histérico como você só por ouvir a expressão Labor Party. Cresça e apareça!

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  • 19/02/2012 - 17:57
    Enviado por: Marcio

    Guterman,
    Porque as pessoas se referem “ao seu sabatico”? Parecem que nao conseguem esquecer o que voce e’, e a partir dai gira tudo ao redor….coincidentemente..so’ coisa ruim!

    Eta povinho bunda!

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    • 20/02/2012 - 11:36
      Enviado por: maria

      é impossível nesse tipo de discussão que os grupos implicados não estejam aqui representados, a questão iraniana é clara como a luz, só o Império Decadente do Norte pode matar para fzer propaganda 100 mil pessoas em um dia (hiroshima) e 80 mil em outro (nagasaki), foi o único país a cometer esse tipo de crime de guerra, muito maior q o gas de mostarda na primeira guerra.

      qual é a situação nuclear de israel? pq nenhum presidente do império detém a colonização da palestina por israel?

      essas questões são diretamente implicadas, fugir disso é negar a verdade com retórica política não honesta

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  • 19/02/2012 - 17:58
    Enviado por: Marcio

    E nao sei o porque de voce permitir estes drones de blog que sao pagos so’ bara ficar combatendo o que nao gostam. Gente mais chata!

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    • 19/02/2012 - 18:31
      Enviado por: leitora

      PTralha????Você tem razão são esses políticos os responsáveis por todas essas mazelas. E os de lá são como os de cá, e quem paga é o povo que vota (ou não) neles.
      Se você tá mais revoltado cai fora você, você vai ter de aguentar os ptralhas por muitos anos ainda.
      Dorme com essa!!!!!!!!!
      Vazei.

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  • 19/02/2012 - 17:59
    Enviado por: o censurado

    Quero mais que esse Ryszard Kapuscinski queime no inferno. E no inferno muçulmano.

    O fato é que o Iran está desenvolvendo armamento nuclear enunca escondeu, ou melhor, sempre afirmou em alto e bom tom que Israel deve ser varrida do mapa.

    O cenário atual, entretanto, apresenta um presidente dos USA socialista, racista e MUÇULMANO, razão pela qual, Israel que ponha suas barbas de molho, embbora não tenha nenhuma escolha. Ela tem de atacar para sobreviver.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,eua-e-gra-bretanha-alertam-governo-de-israel-para-nao-atacar-ira,838038,0.htm

    E que ninguém se engane, a Irmandade Muçulmana, através da primavera árabe, vai unir todo o mundo muçulmano contra Israel. O pau vai comer feio.

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  • 19/02/2012 - 18:00
    Enviado por: Marcio

    Agora sobre seu post.

    Adorei! Excelente sinstese do livro, nao preciso nem ler!
    Quanto ao autor nao conheco muito o mesmo, mas agora fiquei interessado.

    Parabens! E sem erros de portugues!

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    • 20/02/2012 - 16:51
      Enviado por: aac

      Marcio, pelas pérolas que você já desfilou neste espaço, você acha que existe alguém que possa imaginar que você já tenha lido algum livro em sua vida.

      Sua declaração distraída revela tudo sobre seu intelecto: “Agora sobre seu post: Adorei! Excelente sinstese do livro, nao preciso nem ler!”

      ‘Não preciso nem ler.’ Logo a visão dos outros é sua minha visão!!!! Que pena, Marcio, suas intervenções são um vácuo neste fórum.

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  • 19/02/2012 - 18:01
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Não tem nada a ver com o tema do post, mas com o autor citado. Ryszard Kapuscinski, morto em 2007, foi um dos grandes poetas poloneses da segunda metade do século 20 até início do século 21, indicado inclusive ao Prêmio Nobel de Literatura. Achei curioso ler aqui a respeito dele, de quem conhecia a profissão de jornalista e historiador especializado em temas políticos, mas sobre quem só me interessava a veia literária. Há muito tempo tenho os poemas dele, que são muito bons. Em geral, poetas envolvidos em política -como Ernesto Cardenal e Thiago de Mello, por exemplo- são muito ruins. Se deixam contaminar pelo panfletarismo e por palavras de ordem. Entre as exceções estão o salvadorenho Roque Dalton e R.Kapuscinski.

    I

    Me afastei tanto de mim mesmo
    que já não sei dizer nada a meu respeito
    nem o que sinto
    quando me molho sob a chuva
    nem quando me transformo
    em um punhado de grama seca
    queimada pelo sol
    não sei me encontrar
    descrever este personagem
    nomeá-lo
    assegurar
    que
    existe

    II

    Escrevi pedra
    escrevi casa
    escrevi cidade
    quebrei a pedra
    demoli a casa
    destruí a cidade.

    sobre o papel,
    marcas da luta entre
    a criação e o extermínio

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  • 19/02/2012 - 18:17
    Enviado por: Justo

    Putz…abriram a pocilga esquerdopata! E os caras nem vieram de fantasias apesar do carnaval!
    Acho que o pagamento nestes dias é uma cerveja por cada besteira escrita nos comentários.
    O estadão deveria fazer um teste de bafômetro nestes caras, antes de liberar os comentários!

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    • 19/02/2012 - 18:23
      Enviado por: Justo

      Agora entendi a onda de esquerdopatas.Tem chamada na pagina principal no site do estadão.A ordem deve ter partido de cima.

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    • 20/02/2012 - 01:44
      Enviado por: Hernandez Martín

      “JUSTO”, seu comentário foi brilhante. É isso mesmo. E se puserem o bafômetro na boca deles, ele desmancha. O ácool que esses pessoal deve mamar corroi a mente deles…

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  • 19/02/2012 - 18:17
    Enviado por: leonardo

    infelizmente essas visitas da agencia ao iran sao nulas pois o ira nao abrira mao de seu projeto nuclear que inclui sim armas pois ja avançou muito para voltar atras e israel esta certo em sua avaliaçao e o ocidente pagara caro pois a cada semana eles avançam e americanos e europeus ficam nas sançoes e quando estiverem com as bombas eles e que darao as cartas!!!!!

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  • 19/02/2012 - 18:31
    Enviado por: Rone

    Alguns blogs tentam justicar as guerras promoviadas pelo Ocidente no O.M., e não se sentem mal com as mortes de milçhares senão milhões de inocentes nesses conflitos, acham natural, como podem ser tão canalhas?

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  • 19/02/2012 - 19:16
    Enviado por: Marta Q.

    A obra é mistura de “literatura e jornalismo”, depois repleta de “detalhes” que nada mais são do que “erros factuais ou mesmo invenção pura”, ou seja, o tal livro pertence ao lixo. Só otários é que o comprarão, desperdiço de tempo e dinheiro!.

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    • 19/02/2012 - 19:46
      Enviado por: Marcos Guterman

      Discordo, Marta. O livro é excelente.

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    • 20/02/2012 - 01:55
      Enviado por: Hernandez Martín

      Marta, faço adesão ao seu comentário. Não dá para entender a fascinação de jornalistas contratados por este Jornal por escrevedores de papel. O que escrevem é produto porco. O destino é o lixo mesmo. A asneira fede. Quando começo a ler esses elogios indiretos ao fascismo muçulmano dá vontade de apertar o nariz, para não sentir o mau cheiro que essas linhas podres do livro exalam.
      Ô Marta, vamos juntar-nos ao Justo e começar a ajudar o Guterman a filtrar as imundícies?

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    • 20/02/2012 - 09:00
      Enviado por: Carolina

      Marcos, eu sei que havia dito que não iria mais comentar e também nem tenho que me meter em conversa que não me pertence, mas tenho que comentar que, a julgar pelo critério da Marta, A Sangue Frio, do Capote, deveria estar sendo moído em Gramacho agora. A Sangue Frio é, de longe, um dos melhores livros que já li e é exatamente o que o Guterman descreveu – mistura de romance com jornalismo repleta de detalhes que, às vezes, são pura invenção.

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    • 20/02/2012 - 20:35
      Enviado por: Mario de Sampa

      Carolina, que estória é esta de que não iria comentar mais….. ?

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    • 21/02/2012 - 20:05
      Enviado por: Carolina

      Ô, Mario, vc é um querido. Pois é, agora decidi que vou ficar quietinha, budista, silenciosa. Hehehehe. Te desejo todo o axé, tá? Pelo menos virtualmente, vc é um gentleman. Beijos.

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  • 19/02/2012 - 20:10
    Enviado por: RAFAEL D'AMICO

    IRÃ x COCAÍNA : A Solução. Todos nós sabemos como acabar com elas, más ninguém tem peito de assumir: Cocaína : todos sabem de onde vem, Colombia, Perú e Bolívia. Solução: agente laranja vai desfolear toda a plantação. Ah , e o meio ambiente, estou me lixando pora ele. Quanto ao IRÃ , bombardeio nele , antes que seja tarde, tem que virar fumaça .
    Queridos esse é o mundo em que vivemos. E ponto.

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    • 20/02/2012 - 02:00
      Enviado por: Hernandez Martín

      Rafael, seu comentário é lúcido. Vamos formar com a Marta e o Justo um escudo para desmascar reportagens que afagam o odioso islamismo?

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  • 19/02/2012 - 20:21
    Enviado por: Mario de Sampa

    Existem livros e livros. Mas não existem sábios de um livro só. Percebo que algumas pessoas procuram a sabedoria ou a “verdade final” em apenas um lugar. Isto não existe. A leitura é a materia prima para o enriquecimento pessoal e base para conceitos individuais tanto pela defesa como pela condenação daquilo que lhe foi fornecido pelo autor. O debate se dá com questionamentos e não simples ofensas. Um dos livros mais lidos e difundidos do mundo, a Bíblia, é um dos mais manipulados e cheios de “erros factuais” mas nem por isto deixa de ser uma obra marilhosa. Guterman ao em sua resenha não cria nenhuma novidade sobre a derrubada do xá Reza Pahlevi para aiatolá Khomeini. Apenas enriquece os aspectos relacionados com a visão Kapuscinski, conteúdo do livro “O Xá dos Xás”, que aliás me abriu o apetite por lê-lo.

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    • 19/02/2012 - 20:25
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro Mario, obrigado. É incrível como esse pessoal aí em cima não entendeu o que eu escrevi e atribuiu a mim coisas que eu não disse, só porque sou judeu. Certamente é porque eu escrevo mal, já que, como todos sabemos, não existe antissemitismo no Brasil.

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    • 19/02/2012 - 21:25
      Enviado por: tiopi

      ” A leitura que Kapuscinski faz desse desdobramento beira o simplismo ideológico – não nos esqueçamos de que ele trabalhou durante muito tempo para a agência de notícias do Partido Comunista da Polônia.”
      Pelo que eu li e percebi esse trecho irritou muita gente…você se referiu aos comunistas e logo começaram a referirem-se a você pela sua religião, sábado e tudo mais…

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    • 20/02/2012 - 00:32
      Enviado por: mauroz

      É Guterman, infelizmente existe muito anti-semitismo no Brasil, basta ler os comentários ao seu Blog.
      Obrigado por escrever o que pensa, sem medo do politicamente correto e das patrulhas de esquerda.
      Obs: a confusão dos patrulheiros entre o suplemento do Estadão e o Sabá dos judeus é hilária.

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  • 19/02/2012 - 20:22
    Enviado por: Mario de Sampa

    P.S: Dá onde apareceu tantos visitantes “transeuntes”???? Gooooooooogle????

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  • 19/02/2012 - 20:30
    Enviado por: Marcio

    Guterman
    Voce nao “fala” maus comigo!

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  • 19/02/2012 - 20:49
    Enviado por: João Só

    É um povo com cinco mil anos de história. Já queimaram Atenas e já viram Persépolis ser queimada. Tem uma atitude com seu próprio país que a nossa civilizaçãozinha de dois mil e quinhentos anos não entende.

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    • 21/02/2012 - 04:31
      Enviado por: maria

      mas tem tantos outros que pensaram no tema, por exemplo, norman finkelstein que em duas resenhas para a “Folha de S. Paulo”, o jornalista Marcos Guterman busca desqualificá-lo como historiador. No primeiro texto, diz que Finkelstein é “crítico histérico e raso da instrumentalização do Holocausto pelos judeus”. No segundo texto Guterman ataca, : “anti-sionista de poucos recursos acadêmicos”.

      Mesmo que não se concorde com as idéias de Finkelstein — e esclareço, desde já, que as idéias não podem serem sufocadas pelas ideologias, que mantem os Estados e as religiões.

      vejamos outro homem: historiador israelense Shlomo Sand, que acredita que não existe nem um povo nem uma nação judeus.

      Seus motivos estão expostos em “A Invenção do Povo Judeu”. Best-seller em Israel, traduzido para 21 idiomas e incensado pelo historiador Eric Hobsbawm, o livro chega agora ao Brasil (Benvirá).

      O autor defende que não há uma origem única entre os judeus espalhados pelo mundo. A versão de que um povo hebreu foi expulso da Palestina há 2.000 anos e que os judeus de hoje são seus descendentes é, segundo Sand, um mito criado por historiadores no século 19 e desde então difundido pelo sionismo.

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  • 19/02/2012 - 21:09
    Enviado por: tiopi

    Ótimo texto Guterman,
    pela leitura do mesmo eu pude perceber que o povo sempre tem que escolher a qual lado ficar e neste caso foi dos mulás, mas como o próprio Kapuscinski relatou isso um dia deverá mudar, porque o Irã continua sendo governado por um sistema totalitário.
    Agora quanto a resposta iraniana ao poder ocidental, isso não passa de retórica para que os aiatolás se perpetuem no poder.

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  • 19/02/2012 - 21:32
    Enviado por: Aloysio Horta

    Pois é Marcos, essa questão iraniana é bem complicada com relação aos judeus. O teu título e o teu texto dão a impressão de que valorizas conceitos que vão contra Israel. Não me parece adequado esqueceres que o estado Israelense já é uma realidade na região, a meu ver, como ocidental que sou, uma boa realidade (estado democrático, alinhado com o que há de melhor em termos de civilização) -, já tem gente defendendo palestino por aí… E os dirigentes iranianos não negam a sua intenção (malígna), né? E ainda tem primavera árabe por aí, que ninguém sabe no que vai dar… Agora, a sugestão de leitura é sempre bem vinda.

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  • 19/02/2012 - 21:43
    Enviado por: Didi Dada

    Prezado Senhor Guterman:Pessoas como o senhor é que fazem o preconceito contra os JUDEUS,aumentar muito no mundo todo.

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    • 22/02/2012 - 09:13
      Enviado por: Rogerio

      Isso mesmo. Pessoas como Marcos fazem aumentar dia-a-dia o opreconceito contra judeus. E aumenta veretiginosamente.
      Pessoas como ele são muito mas muito mais fanáticos do que os mulçumaos.
      Eles só tem uma pátria, trabalham 25 horas trazendo e levando informações, procuram ocupar postos chaves, fazer propagandas, fazer lobbies, mas que no fundo nao respeitam nenhum pais, nenhuma outra bandeira. Estão aqui por mitivos economicos e falta de espaço em sua pátria. Não tem nenhuma ligação com o Brasil ou qualquer outro pais onde estejam.
      O Brasil deve se cuidar com as atividades de pessoas como ele dentro Brasil.
      Sou azpenaas brasileiro precavido.

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    • 22/02/2012 - 09:28
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro Rogério

      Muito obrigado. Você, em apenas algumas linhas, provou que o antissemitismo no Brasil não é uma fantasia da cabeça de judeus com “complexo de perseguição”.

      E cuidado: nós cozinhamos criancinhas goyim pra fazer matzá.

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  • 19/02/2012 - 21:59
    Enviado por: Zeca

    Boa Noite,

    Extremos deixam as pessoas cegas, sempre foi assim, e isso já causou tantas guerras. Esperemos que de alguma forma venha ai uma nova era em que os homens enxergarem livres de lentes parciais, enxerguem as coisas com mais imparcialidade.

    O mundo não resistirá se o homem não mudar. Resistiu até hoje pq não tínhamos bombas atômicas, químicas, e afins. Hoje temos, e em 20 anos qualquer país vai ter. Não dá mais para manter nossa rotina histórica de guerras imensas a cada 50 ou 100 anos!

    Então é tempo de mudança, ela tem que vir, pq Deus existe, e não vai deixar a gente destruir o mundo.

    Marcos, lentes distorcidas enganam muitos de seus leitores, faz parte. Parabéns pelo texto!

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  • 19/02/2012 - 22:17
    Enviado por: Axe

    Se Israel tem a bomba e o Iran tiver a bomba, nada acontecerá: ambos se respeitarão.

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    • 20/02/2012 - 00:02
      Enviado por: Mario de Sampa

      Axe, vamos dizer assim: Se vc estiver certo tudo continuará como está. Caso esteja errado o povo de Israel será “exterminado”, conforme pregado abertamente pelo Irã. Como diz Chacra, Israel não pode se dar ao luxo de perder um confronto pois será o fim.

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  • 19/02/2012 - 22:22
    Enviado por: Glúon

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    A charge relacionada com o post
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    http://gluoncharges.blogspot.com/2012/02/obama-netanyahu-na-onu-resposta.html
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  • 19/02/2012 - 22:31
    Enviado por: Anselmo Arruda

    O atual governo iraniano derrubou Pahlevi, assassino, ditador apoiado pelos governos ocidentais. Depois foi atacado numa guerra (que a ONU não criticava os crimes de Saddam), que era financiado e armado também por estes governos ocidentais. Bush, Chenney, Raminsfeld viviam passeando com seu amigo pelo Iraque, nesta época. Agora existe o explicito apoio ocidental para os sunitas contra os xiitas, que governam o Irã; e é este país que deve confiar e não se defender dos seus antigos e atuais inimigos?

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  • 19/02/2012 - 22:50
    Enviado por: Celio

    Eu não vejo a hora de israel atacar o Irã. Só assim terá paz na região, Ou seja, só assim 6 milhões de palestinos voltaram para casa. Só assim israel devolverá as terras que não lhe pertence. Como dizem a união faz a força (no caso lá religião)

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    • 20/02/2012 - 02:49
      Enviado por: Hernandez Martín

      Célio, como você bem observa, a intriga palestiana termina com o retorno deles ao Irã, terra de onde não deveriam ter saído, como ciganos. Foram parar em Israel porque os muçulmanos “amam” seus irmãos, quando não estão no terreno deles, e sim dos outros, como em Israel.

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  • 19/02/2012 - 23:13
    Enviado por: Sorales

    Guterman

    Há sim um flagrante intervencionismo no Irã pelo Ocidente, desde tempos imemoriais; do colonialismo britânico ao imperialismo anglo-americano. De cultura persa, os iranianos vivem cercados de países árabes, governados por ditaduras “made in Inglaterra”, nos dizeres de Joelmir Beting. Estas, “escravocratas”, são instrumentalizadas pelas potências ocidentais, lideradas pelos EUA, que exercem forte pressão contra os persas, no plano geopolítico, até mesmo antes da ascensão dos americanos na região, a partir do início da década de 50, em parceria com o os britânicos. E a guerra psicológica dos EUA contra o Irã, como sempre o império dourado impõe seu poder, ocorre por pressões externas e pelo serviço secreto, ainda atuante dentro do país. Como pôde ser visto nas recentes revoltas contra os aiatolás promovidas pela oposição, que não nega a influência da cultura ocidental em seus propósitos. Se o país cede espaço na política local à oposição, fatalmente os EUA abrirão uma cabeça de ponte ideológica para a retomada do controle do país, perdida com a revolução que derrubou o xá Reza Pahalevi. Lembrando que o revolucionário e legendário líder iraniano Mosaddegh foi retirado do poder em um golpe em 19 de agosto de 1953, organizado e realizado pelo Estados Unidos, com a CIA , a pedido dos britânicos, do MI6, que escolheu o iraniano General Fazlollah Zahedi para suceder Mosaddegh. Época em que os britânicos e aliados exerceram um forte boicote sobre o país, como acontecera também na década de 1920. Se não me engano, em pouco mais de 100 anos o irã sofreu 4 boicotes internacionais, incluindo o de que atualmente vem sem vítima. Com a queda da ditadura na Líbia, o Irã é o último país produtor de petróleo do OM que ainda não caiu sob o controle dos EUA. De modo que, para mim, a bomba para o Irã é uma questão de sobrevivência em sua soberania e cultura mais que milenar. O governo de Israel diz que a bomba iraniana acarretará uma corrida dos países do OM às armas nucleares; o que já pode estar acontecendo, pelo fato de o país judeu já dispor de seu arsenal atômico, com tecnologia e financiamento dos pelos EUA. Como disse o “sábio” brasileiro José Alencar, com a bomba atômica o Irã poderá promover a paz na região. Guterman, acho que vc exagera quando diz “O Irã então erigiu um regime quase tão opressor quanto o do xá, em nome da independência em relação ao Ocidente”. Pois há uma diferença muito grande em salvaguardar a cultura de um povo quanto ao risco de um processo de “assimilação”, ou a adesão pura e simples a um modelo político decadente como é o do ocidental na atualidade.

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    • 20/02/2012 - 00:26
      Enviado por: Mario de Sampa

      Sorales, vc diz “…para mim, a bomba para o Irã é uma questão de sobrevivência em sua soberania e cultura mais que milenar.”. Mas independente da bomba, o Irã sob o regime dos aiatolás já se isolaram e preservam a cultura milenar (mesmo que ainda esteja um pouco ocidentalizada). Pelo que eu saiba o Irã não está sendo ameaçado em sua soberania e nem há indícios de que isto seja possível na atual conjuntura.

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    • 20/02/2012 - 01:21
      Enviado por: Axe

      Sorales: isenção é isso. Só faltou falar do nascimento do Kwait. Parabéns !
      Mario de Sampa: India e Paquistão não tomam a Cashemira exatamente pelo respeito de um pelo outro. Como disse um comentarista aqui certa vez, “se meu vizinho se armar, farei o mesmo, pois sei o que irá fazer quando lhe faltar um bem de que necessita muito e eu o tiver”.

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    • 20/02/2012 - 02:08
      Enviado por: Hernandez Martín

      Zé Alencar, sábio?

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    • 20/02/2012 - 08:55
      Enviado por: tiopi

      Sorales,
      ótimo texto.
      thanks

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    • 20/02/2012 - 09:50
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Sorales

      Excelente postagem. É sempre bom, lembrar, como o ocidente bonzinho age, para aos poucos ir tomando o que não é seu.
      Depois é fácil vociferar, que os iranianos é que não prestam, são irracionais, intransigentes, radicais e fundamentalistas, quando na verdade só querem preservar seu país, sua independência e cultura …

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    • 21/02/2012 - 14:05
      Enviado por: justo

      Como pode um sujeito dizer uma coisa destas?
      “Como disse o “sábio” brasileiro José Alencar, com a bomba atômica o Irã poderá promover a paz na região”
      É preciso ser um imbecil completo para concordar com isto. Ou um petista fanático (pleonasmo?).
      O Irã, na visão deste “comentarista” esta REALMENTE em busca da bomba atômica para o que mesmo? Ah… Sim para a PAZ na região. E diz mais o ignorante. Diz que a busca é para ter a arma nuclear CONTRA ISRAEL. Contra Israel por quê? Israel iniciou alguma guerra desde sua fundação? Nenhuma. Apenas se defendeu destes pulhas assassinos, ganhando todas as guerras (o que deixa os pulhas com mais ódio ainda) e de forma convencional. Jamais ameaçou lançar artefatos nucleares sobre quem quer que seja. Já o Irã fornece armamento de todos os tipos, inclusive com recursos financeiros, para os terroristas do Hamas e do Hezbolah. Esta em guerra com Israel através do terrorismo covarde.
      Ainda inventa dados de que o Irã sofreu em 100 anos… Que 100 anos? Estamos falando deste podre regime ditatorial que persegue e mata as minorias Bahais e outras. Que limita de forma animal as liberdades individuais, desde que tomou o poder com a queda do Xá. E isto ocorreu 1979. Não há 100 anos.

      O ignorante (para dizer o mínimo sobre a mente doentia), diz mais ainda:
      “Pois há uma diferença muito grande em salvaguardar a cultura de um povo quanto ao risco de um processo de “assimilação”, ou a adesão pura e simples a um modelo político decadente como é o do ocidental na atualidade.”

      Este mesmo MODELO POLITICO DECADENTE é que permite que um imbecil deste venha a este blog e diga estas asneiras , que alguns porcos aplaudem feito claque (paga) para corroborar tal idiotice. Estivesse este imbecil em Cuba, na China ou Irã e tivesse escrito contra o MODELO POLITICO DECADENTE destes mesmos países e o imbecil estaria pendurado em uma corda ou a família teria que pagar a bala para se livrar deste incomodo.

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    • 21/02/2012 - 18:53
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. “Justo”

      Não creio que o seu nick sintetize qualquer característica sua, afinal, ataca com ofensas aqueles que discordam de sua visão de mundo.
      Aparentemente os argumentos dissonantes dos seus, são fortes demais para que o senhor encontre respaldo em pura e simples argumentação lógica para contrapô-los. Assim, não lhe resta alternativa senão a ofensa daquele que articulou a ideia que o irritou por sua clareza e lógica, e nem tão pouco quanto aqueles que concordaram com ele, a esses, o senhor chama de porcos.
      Não vou descer ao seu nível, afinal, seu desatino se deve simplesmente a pura e simples falta de argumentos para sustentar suas crenças ..

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  • 20/02/2012 - 01:14
    Enviado por: Hernandez Martín

    Esse lixo de livro produzido por Kapuscinski, esse comunista caído do caminhão de mudança, é uma embromação barata. Será que neste Jornal, O Estadão, não tem um revisor para impedir que comunistas envelopados no islamismo venham com essa conversa fiada de decorar de cores o odioso pensamento islâmico? Estão pensando que todo leitor é burro?

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  • 20/02/2012 - 01:34
    Enviado por: Hernandez Martín

    SEGURA A CABRA

    Os povos das nações livres estão torcendo para Israel começar a agir logo e pôr um freio nesse programa abusado do Irã. Foram permitir esses loucos islâmicos chegarem ao poder, agora os cidadãos estão padecendo na mão deles. Não vão deixar o poder onde mamam. São iguais ao Fidel em Cuba, o finado Poyong na Coréia, o timão dos vermelhinhos na China, para não falar nos orelhas-secas da América do Sul, pixotes de expressão internacional. Eles mamam no próprio povo. É como segurar a cabra para o bode mamar. E se a cabra tenta andar um passo, eles cutucam uma baioneta na barriga dela, para continuarem mamando. E como se não bastasse a teta da cabra deles, vai divisa nacional brasileira para dar de mamar tambem os bodões Castro em Cuba. Essa teta nova tem nome. Dá para ler as iniciais quando um bodão Castro tira o beiço para respirar: BNDES

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  • 20/02/2012 - 01:45
    Enviado por: Chacal & Bladerunner

    Guterman, Kapucinski foi um grande repórter na África e na ìndia. Não sei no Irã não li o livro, mas não concordo que tenha sido uma escolha do povo iraniano entre a Savak e Khomeini. Em 1979,quando a monarquia caiu no Irã, o grupo de Khomeini, sua milícia xiita do faixas-verdes, não era a mais poderosa, e sim os comunistas do Mujahedin e Kalq e do Tudeh (Partido Comunista Iraniano). Após a queda da monarquia, a Savak do xá, depois de expurgada, virou rapidamente a Savama de Khomeini e passou a perseguir comunistas e as minorias curdas e árabes – o Mujahhedin perdeu milhares de combatentes. Por isso, mesmo sem saber, os iranianos escolheram entre dois terrores: a polícia secreta do xá e a de Khomeini.

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    • 20/02/2012 - 11:51
      Enviado por: Hernandez Martín

      Por este comentário, dá para entender melhor o enredo tratado pelo livro. Fica mais claro que Kapucinski peca por tentar colorir e suavizar o odioso islamismo iraniano, como algo que a saída da monarquia justifica. Ora, que absurdo! Quando a monarquia persa enviou e patrocinou terroristas pelo mundo para detonar pessoas inocentes em nome da monarquia? Como podemos receber a pretensão desse Kapucinski, de tomarmos como aceitável a queda da monarquia pelo domínio islâmico dos aiatolás sobre o seu próprio povo e tentado a ser dirigido para os “infiéis” do mundo? O livro deveria ceder ao bom senso de não tentar manipular opinião de quem viesse a lê-lo, sugerindo que o pior, porque “diferente” do anterior. Agora ficamos a assistir os aiatolas buscando uma bombinha nuclear para abrir fogo contra seus “infiéis”! Como as nações livres permitiram que fosse tão longe?

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  • 20/02/2012 - 09:11
    Enviado por: Sorales

    Hernandez Martín

    Eu escrevi “sábio” com aspas!

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  • 20/02/2012 - 09:23
    Enviado por: Dany

    Lembro que na época eu ainda adolescente achei uma crueldade o que fizeram com a família do Xá,o exílio dela foi humilhante mesmo,eu associei aquele golpe – ou revolução – como uma “queda da Bastilha” no oriente médio…Até hoje não consigo ver beleza nos ataques sangrentos,no trauma que uma mudança radical como foi pôde causar em muitos.Outro dia assisti um filme iraniano recente,quase sem querer – acho – o diretor passa ao espectador essa “agonia” que é a de um povo ainda procurando uma identidade,tentado pelo ocidente dito “decadente” mas amarrado pelas emoções da luta,porque foi de fato uma luta imensa pra eles se libertarem da monarquia.Imagino que deva ter durado muitos anos e não foi assim de repente como pensamos por aqui.Acho que por isso mesmo é que tiveram de radicalizar,mas a que preço??
    Você escreve muito bem,Marcos Guterman,seu texto é digno de uma conferência sobre o tema.

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    • 20/02/2012 - 11:42
      Enviado por: Anselmo Arruda

      O preço de não voltar a ser uma colônia, governada por um ditador apoiado pelo Ocidente (Que a ONU não vai criticar nunca) como é Arabia, Iêmen, Kwait, Omã.
      Façam um documentário sobre as condições de vida na Cisjordânia, Gaza, prisões israelenses e saberá do que os muçulmanos estão tentando se defender.

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    • 20/02/2012 - 12:02
      Enviado por: Anselmo Arruda

      O preço de não se tornar uma ditadura apoiada pelo Ocidente como a Arabia, Kwait, Iemen, Omã, Bahrein (Que a ONU nunca critica), de não viver pior que um animal como na Palestina.

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  • 20/02/2012 - 09:30
    Enviado por: Sorales

    Mario de Sampa

    As ações hostis contra o Irã pelo Ocidente são mais que centenárias. Assim como o intervencionismo, como escrevi acima. Agora, colocar uma bomba assassina no carro de um cientista nuclear iraniano não é intervencionismo? Agressão? Quando houve a guerra Irã/Iraque eu fui recebido pelo embaixador iraniano em Brasília (na ralidade, um jovem curdo de 33 anos, de nome Ahmad) e ele me mostrou numa estante um grande número de volumes, mas de 100 livros, produzidos por estudantes da Universidade de Teerã, com material apreendido na Embaixada dos EUA, quando da invasão da mesma. Tratava-se de um material apreendido dos depósitos de papel, em tiras, das máquinas cortadoras de documentos da embaixada, que os destruiu, às pressas, diante da ameaça de invasão. Os universitários colocaram tira por tira, uma a uma no devido lugar e restauraram os documentos que, posteriormente, foram remetidos aos países europeus e à ONU, como prova do intervencionismo dos americanos no país.

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  • 20/02/2012 - 09:39
    Enviado por: Dany

    Sobre o filme que assisti (“A propos d’Elly”,em francês) achei aqueles jovens da história um bocado parecidos com os meninos cubanos.Dá pra se refletir…

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  • 20/02/2012 - 09:40
    Enviado por: Sorales

    Dany

    O pai de Reza Pahlevi, Mohammad Reza Pahlavi, proibiu o uso de turbante no país, como parte do processo de ocidentalização da cultura iraniana. Aos infratores, a ordem era cortar a cabeça com o turmante junto. Acho que este post, com as análises de Guterman da obra de Ryszard Kapuscinski, diz tudo.

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    • 20/02/2012 - 12:06
      Enviado por: Anselmo Arruda

      Com o aval da Onu, Inglaterra e EUA, que nesta época, tinham lá a maior embaixada no Oriente Médio.

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    • 20/02/2012 - 12:23
      Enviado por: Dany

      No filme que vi tinha umas garotas iranianas com véu mas eles não cobriam todos os cabelos,inclusive uma delas parecia ter feito mechas.Sinal de mudanças que vêm??Aos poucos,né?

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  • 20/02/2012 - 09:47
    Enviado por: antonio aparecido colleti

    LOGICO, ISRAEL É ALERTADO EM NÃO GUERREAR COM O IRÃ……….O IRÃ NÃO É OS INDEFESOS PALESTINO, QUE GUERREIAM NAS MAIORIAS DAS VEZES COM ARMAS ARTESANAIS,……………

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  • 20/02/2012 - 10:02
    Enviado por: Rudi

    Meu conselho aos raivosos sempre de plantão: se matriculem numa academia de boxe e se façam de brabos cara a cara com alguém. Um blogue é local de troca de idéias e não de agressões.

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  • 20/02/2012 - 13:34
    Enviado por: justo

    Tem um filme Iraniano, que inclusive concorre ao Oscar este ano, chamado “A separação”.
    Recomendo.
    Os dramas pessoais são sempre os mesmos em qualquer lugar do planeta, mas os meios ondem ocorrem…

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  • 20/02/2012 - 14:50
    Enviado por: Abel

    Como o autor mesmo disse:

    “No mundo superlotado e impositivo de hoje, a única forma de o mais fraco se defender, de conseguir manter-se à tona, é separar-se dos demais, colocar-se à margem”, escreve Kapuscinski,

    Realmente,alguns culturas e etnias do mundo se comportam dessa maneira.Nao tem nada com ser bozinho,ser correto ou se preocupar com a democracia do proximo.

    Como viver em grupos tem seus previlegios o mesmo so tenta manter o que ja vive o lhe tras proveito,seja ele no Vaticano,Israel,Ira ou Venezuela.

    E como um palanque onde cada um com sua propria propaganda tenta gritar mais alto e fazer valer o seus ideais

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    • 20/02/2012 - 14:53
      Enviado por: Abel

      Pequenos soldados do exercito propagandista.Formiguinhas que vao de um lado para outro tentando garantir o sobrevivencia da colonia.A desculpa que e para o bem do proximo e quase uma piada de mal gosto.O importante e manter o sobrevivencia da “colonia”.

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  • 20/02/2012 - 14:53
    Enviado por: Hernandez Martín

    Israel, esqueça não de apagar o fogo do Irã. Para quem não se admoesta pela diplomacia, chumbo grosso neles.

    Salve os Estados Unidos da América, o guardião contra os comunistas e tiranos sanguinários do mundo! O comunismo miserável apagou na antiga URSS e agora está querendo acender um foguinho aqui na América do Sul, com os pixotes latinos. Os doidos de karl marx respiram o ar fétido das catacumbas onde jazem encerrados os restos mortais do finado comunismo.

    Abaixo o imperialismo marxista!

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  • 20/02/2012 - 14:53
    Enviado por: Leo Augusto

    Ola.

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  • 20/02/2012 - 15:13
    Enviado por: Helio Neri Leite

    No Irâ tem eleições?. Pensei que o Irã fosse igual a Arabia Saudita onde não existe eleição, nem parlamneto nem judiciário,mas é considerada uma democracia para os ocidentais.

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  • 20/02/2012 - 15:31
    Enviado por: LIEMAR

    Os poderosos da terra sempre enfiaram goela abaixo tudo o que querem nos oprimidos, isso vem dos tempos de adão e eva, e não muda nunca, o irã que se prepare , porque Isral é doidinho pra usar as armas enferrujadas, que recebem dos Americanos todos os anos, Israel nunca respeitou nenhum tratado,tem armas nucleares, saõ loucos tanto quanto o irã, não respeita território alheio, e tem gente que acha que eles são um povo santo,só se for santo do capeta, satanaz, gramunhão, e outros diabos,nem a faixa de gaza, que é mixaria pra eles e importante para os Palestinos eles respeitam, querem se julgar donos da verdade, ninguem deve ser varrido do mapa, como quer o Irã, mas respeito às diferenças é bom e todo mundo gosta, ao invés de alegria por ter tido de volta seu território demarcado na década de quarenta, eles ficam tentando vingar tudo, povinho vingativo.

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  • 20/02/2012 - 15:44
    Enviado por: LIEMAR

    Se Jesus vostasse hoje aquele povo o mataria, talvez de maneira pior, a Biblia diz, (Veio para o que era seus, e os seus não o receberam) e não receberia de novo, toda a religiaõ tem seus loucos, se os católicos fosse obedecer o Papa, não existiria a pilula, preservativos e etc.. os evangélicos idem, e assim por diante, Alguns Paises se acham taõ donos do mundo que querem que o mesmo só leia sua cartilha, porque o mundo tem que seguir a regra deles? porque é a melhor, pode ser pra você e não pra mim, cada qual com sua maneira de vida, seus pensamentos e atitudes, porque um doido pode estar com a espingarda e outro não, que diferença faz a morte com uma funda, como a de davi, ou a morte por enforcamento? se a vida se foi !!! porque ninguem se preocupa com os famintos da Somália? porque são na maioria negros e lá não tem petróleo, e ainda tem gente defendendo a América, que vá pro Inferno.

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  • 20/02/2012 - 17:03
    Enviado por: Diogenes da Lantterna

    ” Os persas invadirão a França, Roma e a Espanha e deles surgirá o flagelo da destruição de Jerusalem e este será o início do final dos tempos.” -cent. V e IX.
    - ” Muitos serão os indícios mas, desapercebidos passarão, ou seja, na época do Papa alemão, de um rei negro poderoso que a todos seguirão como se fosse bom e do filho de uma muçulmana, dita virgem, gerará juntamente com um judeu, um filho com dois dentes na garganta que a todos parecerá a salvação da bondade e o mesmo já estaría comandando a subversão da ordem e da família, nas trevas.” -cent. 5.555 e 1.897. (tradução do original em francês arcaico do livro e cartas que Nostradamus escreveu á Luis IX.) – Non lo credo pero que …..

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  • 20/02/2012 - 17:57
    Enviado por: Paulo

    Guterman
    .
    Acompanho sazonalmente seu Blog mas em razão do fanatismo geral dos debatedores meu saco acabou, uma questão simples no entanto permanece sem resposta por aqueles que apoiaram a invasão do Iraque pelos USA fato que agora tende a se repetir contra o Irã tendo Israel como ariête da OTAN:
    .
    Qual deveria ser, na sua opinião, a punição ou a forma de retratação daqueles que destruíram o Iraque utilizando como principal argumento a existência de armas de destruição em massa efetivamente não encontradas?
    .
    Caso essa triste novela se repita com o Irã o que deveria ser feito contra Israel e a OTAN?
    .
    Att
    Paulo

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    • 21/02/2012 - 02:06
      Enviado por: Hernandez Martín

      Como sua pergunta se encontra no Blog do Guterman, a resposta é a seguinte: A DESTRUIÇÃO EM MASSA, SE VOCÊ AINDA NÃO LEU NO EXTENSO NOTICIÁRIO INTERNACIONAL DA OCASIÃO, JÁ HAVIA OCORRIDO PARA CIMA DOS CURDOS. TAMBEM, A VERDADEIRA ARMA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA DO IRAQUE ERA O PRÓPRIO SAN HUSSEIN, COISA QUE OS ESQUERDOPATAS NUNCA DESISTEM DE NEGAR.

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  • 20/02/2012 - 18:38
    Enviado por: Andrew

    ” `jamais saiu de Qom’ , sua cidade natal”

    Caramba!!! que pataquada!!! Khomeini passou 14 anos no exílio (entre Turquia, Síria e França por uns 4 meses) e foi recebido com furor pelo povo quando retornou.
    Kapuscinski distorce a realidade, não para criar sobre ela um romance, mas para dar mais peso à sua própria opinião. Ou seja, a realidade é dura demais com a sua visão política.
    Se o Guterman não conhece a relidade e embarca nas pseudo-narrativas de qualquer autor, sem verificação independente de fatos, pratica um péssimo jornalismo. Dizer que algumas coisas são verdade e outras não no livro do tal do Kapuscinski e não distinguir umas das outras é triste…

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    • 20/02/2012 - 18:49
      Enviado por: Marcos Guterman

      Andrew

      Como está claro no meu texto, Kapuscinski estava fazendo uma comparação entre a imagem austera e vigorosa de Khomeini e a imagem fraca e covarde do xá. A frase “nunca saiu de Qom” se enquadra nessa construção da imagem, que não é de Kapuscinski, mas dos iranianos religiosos que apoiavam Khomeini. Ele estava falando da criação da mitologia em torno do aiatolá. Lamento que você não tenha entendido assim e tenha partido logo para a agressão. Bastava ter perguntado a respeito do exílio e eu teria respondido. O “tal Kapuscinski” fala bastante do exílio de Khomeini no livro. Ele não é tão idiota assim.

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    • 20/02/2012 - 19:59
      Enviado por: Andrew

      Marcos,

      Desculpe-me se pareceu agressivo, não era essa a intenção. Ok, eu aceito que gosto de cutucar. Mas, admita, a sua resposta ao meu comentário ( e só aí se ) introduziu uma terceira narrativa, a dos iranianos religiosos que apoiavam Khomeini. Dá pra ver porque “o tal do Kapuscinsky” (oh não, de novo!!!) é tão controverso. Autores assim deveriam ter seus livros publicados em três cores: verde para as narrativas reais, amarelo ( ou cinza…) para aquilo que não pode ser comprovado e vermelho para aquilo que a imaginação marxista lhe dá (argh!!!) licença poética para misturar com a realidade.

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  • 20/02/2012 - 18:40
    Enviado por: Sorales

    Paulo

    Bush, momentos antes de atacar o Iraque, praticamente expulsou do país os inspetores da ONU que tentavam encontrar as tais de “armas de destruição em massa” de Saddan. Porque sabia que elas não existiam. Convém lembrar que a mídia norte-americana, ciente da farsa, também convenceu o povo dos EUA que Saddan dispunha de armas que poderia atingir o território americano. Convenceu milhares de filhos de família a irem matar e morrer no Iraque, com base numa mentira. Veja quão vergonhosa é a política dos governantes (da Oligarquia) dos Estados Unidos, no Mundo, que já tem em suas costas milhões de vítimas inocentes no decorrer dos anos. Somente no Iraque foram mais de 300 mil vidas inocentes ceifadas. Se somarmos à Guerra do Golfo, esse número poderá chegar a 500 mil. É o único país a utilizar a bomba atômica até hoje. Um taque ao Irã poderá produzir dezenas de milhares de vítimas; quer pelas mão próprias, quer pelas de Israel. A fome e a vontade de comer, nos dizeres popular.

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    • 20/02/2012 - 22:13
      Enviado por: tiopi

      Sorales,
      o ocidente ( EUA, Inglaterra, França, Holanda, Itália, Austrália e outros cupinchas) estão em dificuldade financeira no momento, a guerra vai demorar…
      …Israel pira…

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  • 20/02/2012 - 19:02
    Enviado por: jurandir

    Um flagra no filme “V de vingança” nos mostra as bandeiras estadunidense, russa, inglesa,israelense,
    com o cordão umbilical da suástica. preciso escrever mais??

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  • 20/02/2012 - 19:05
    Enviado por: Marcos Manocchi

    Israel, como o 51º estado americano, não uma nação, só tem a ganhar com a situação.Qualquer situação.

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  • 20/02/2012 - 19:06
    Enviado por: Marcos Manocchi

    Moderação ou censura?

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    • 20/02/2012 - 19:15
      Enviado por: Marcos Guterman

      Uau, demorou um minuto para seu comentário entrar e você já está me acusando de “censura”? Que coisa impressionante. E depois dizem que os judeus é que têm mania de perseguição.

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    • 20/02/2012 - 21:35
      Enviado por: Mario de Sampa

      Já ví muitos não reconhecerem Israel como uma nação, mas este argumento “51 Estado Americano” foi bem original. De toda a forma prefiro a caipirinha coada, muito gelo, açúcar e….. Vodka Absolut….. kkkkk

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  • 20/02/2012 - 19:21
    Enviado por: Hilton

    Parabéns, Marcos. Eu aprecio bastante suas resenhas. :)

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  • 20/02/2012 - 20:04
    Enviado por: Justo

    É dificil ler certas coisas que se repetem, se repetem e se repetem como se de tanto falar a mesma coisa ela se torne verdade!
    Como é possível a alguém que é racional, alfabetizado e que lê as noticias (por vezes em mais de uma língua) pode vir aqui e escrever que é culpa do ocidente que esta satanizando o Irã???

    O irã fomenta o terrorismo. Fornece armas e recursos financeiros para o Hamas e o Hezbolah. Treina e orienta lideranças na Siria, no Líbano e em outros locais para tentar varrer Israel do mapa. Diz abertamente para o mundo que Israel é o satã do OM. Faz discursos na ONU contra Israel e os EUA. onde grande parte dos países conscientes abandonam o plenário. Esta buscando construir a bomba atômica, mente para o mundo que seus objetivos são pacificos mas não permite a inspeção pelos organismos internacionais para verificação (apesar de ter assinado o tratado de não proliferação de armas atômicas).

    E TEM GENTE QUE TEM A CARA DE PAU DE ACUSAR O OCIDENTE DE SER RESPONSÁVEL POR TUDO ISTO?

    Ou é uma besta completa ou é um mau intencionado com propositos bem especificos!!!

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    • 20/02/2012 - 21:59
      Enviado por: tiopi

      É, Justo…
      …ainda bem que os EUA não fomentam terrorismo em nenhum lugar do mundo e nem muito menos fornece armas para nenhum grupo…
      …só o Irã faz isso…
      …sinistrooooo!!!!

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    • 21/02/2012 - 11:53
      Enviado por: justo

      Engraçado a resposta que me foi dada. Em momento algum foi capaz de negar o que escrevi. E como todo petista (será sindrome isto?) acaba querendo justificar o crime de um, apontando o crime de outro, apesar de que guerra é algo totalmente diferente de terrorismo. Mas vá tentar explicar isto… vá!

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    • 21/02/2012 - 21:23
      Enviado por: tiopi

      Justo,
      eu não neguei o que você escreveu porque já é sabido de várias atividades iranianas em represália ao estado de israel e ao EUA.

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    • 22/02/2012 - 16:42
      Enviado por: justo

      E ele continua a apontar os erros dos outros para justificar o erro que ele acha correto.
      Haja paciência!

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  • 20/02/2012 - 20:55
    Enviado por: Joaquim Paulino

    O Irã mais cedo ou mais tarde terá que ser atacado e neutralizado, seja com armar convencionais ou nucleares. Não há tempo a perder com países terroristas como o Irã, espero que Israel e Obama planejem um ataque às centrais nucleares iranianas e acabem de vez com os Mulás, aitolás e outros fanáticos terroristas

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    • 20/02/2012 - 23:11
      Enviado por: Celio

      Dizer que o EUA não fomenta terrorismo, é o cúmulo da ignorância. O que ele fez no Iraque, o que está fazendo no Afeganistão, paquis tao? isto é ato heroico ?

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  • 20/02/2012 - 21:18
    Enviado por: Leo Augusto

    Joaquim:
    “Armas convencionais ou nucleares´´.
    Mas não é o Iran que quer ´´riscar Israel do Mapa“? Ou é exatamente o contrário conforme suas palavras?

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  • 20/02/2012 - 21:48
    Enviado por: zuchs

    Olha só. Relacionaram o partido trabalhista britânico ao PTralha tupiniquim, mas que piada.
    O PTralha está fundamentado na estrutura dinossaurica, paleozóica do tempo dos pterossauros
    comunistas, com gente com Stalin, Mao e a Elite escragista de Cuba, os castro, só uma mente mentalidade tacanha, atrasada, politiqueira, puxa saco e sacana, levam eles a endeusar tanta mediocridade e incompetência juntos, diga o ex Ministro Jobim, que pediu para cagar e escapuliu,
    alias vocês deveriam se perguntar para vocês mesmos quanto custa ABRIR uma empresa no Brasil,
    aliás o DINHEIRO que você buscam em sacos, sacolas, meias e CUECAS, vem da unica Riqueza que o Brasil ainda possui e que depois de privatizar, REAMENTE começou a dar lucro…Fora isso somos privilegiados por um SISTEMA ELÉTRICO criado pelos MILITARES Itaipu, lembra-se, que o lulla resolveu devolver mais do foi tratado para o Paraguai, porque você não vai para o Paraguai e tenta ficar lá dizendo que é Brasileiro ? Vocês são uma piada. Que o diga a Erenice, Delubio, Genoino Cueca, Palloci e sua fortuna que cresce mais do que PAU de CAVALO, ah, e o filho , você sabe quem, dono das TELES… ahahahahah, estão com os pés sujos também.

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    • 22/02/2012 - 11:01
      Enviado por: acc

      zuchs…quanta bobagem e apresentada e forma completamente desarticulada se é que é possível apresentar bobagens de forma organizada!

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  • 20/02/2012 - 23:06
    Enviado por: Celio

    Realmente, nota-se que a maioria das opiniões são de exímios leitores de jornais, que acreditam nas manchetes e o pior, nos tal forçadores de opiniões, e o mais pior, se é que existe, leitores de um único jornal. Para quem não lê gibi, a arabia saudita esta a ponto de explodir, só esperando um foguinho. Bom é o seguinte, um ataque ao Irã, teria as seguintes consequência:
    Irã atacaria a arabia saudita, com isso, o anti americanismo que é grande por lá explodiria, a consequência é a revolta popular chamarei de primavera saudita, destronando os ditos reis e com isso nasce uma nação mais islâmica e religiosa. O reinado do Barein desintegraria e adivinha quem tomará conta. Do outro Lado, Hesbolá ataca Israel, não tendo outra opção, o libano ataca israel, a Síria, para tirar o foco, também ataca Israel. Vendo a enrascada que entrou, israel pede ajuda a sua esposa, EUA. A consequência disso é que egito também querendo tirar o foco dos problemas interno, ataca israel. Combalido, o Iraque, também, posiciona contra Israel, Sobra a turquia que é solicitada a ajudar a mulher de israel, EUA, entretanto,a turquia lembra o ataque da frotilha onde morreram vários turco, o que ela pode fazer, é não deixar que israel se desintegra e media um cessar fogo.O irã destrói toda a fronta americana no golfo. A Russia e china não aceita que a Otan participe desta guerra. Temendo sua destruição, israel, detona sua primeira bomba nuclear em uma região desabitada, no sentido de parar a guerra, e para surpresa, o irã detona a sua também. Agora é saber quem dará o primeiro tiro nuclear em área habitada. Há, o petróleo já esta a 250 dólares já que as refinaria do golfo estão ardendo. Temendo uma escalada maior, a mulher de israel, juntamente com a Russia, China e Turquia, tentam um cessar fogo e conseguem. Moral da historia ou da estoria. Irã saiu fortalecido como potencia regional pois seu poderio militar foi subestimado e os mercados se abrem, Kwait, arabia saudita, Barein e outros, não possuem mais reinados. Israel retrocede do seu expansionismo tendo que entregar suas armas nucleares para a “ONU”. tendo a onu agora ter que fixar moradia em israel.

    Agora o pior disso, é que a mulher de israel, volta-se para America do Sul.. aqui já é outra historia.
    Ainda bem que o Brasil pode construir um bomba rapidinho.
    Se cuida Chavez.

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    • 22/02/2012 - 07:34
      Enviado por: Marta

      Célio, explodir bombas atómicas não é como bombardear edifícios numa área com população supranumerária enjaulada em guetos. Basta re-memorizar a catástrofe de Tschernobyl na Ucrânia em Abril de 1986. As consequências também seriam sentidas no país detonador, a longo, longo, longo prazo! O vento, o qual sopra as nuvens altamente radioativas, não conhece fronteiras nacionais. O fato de que Paquistão e Índia tenham gastado dinheiro para construir bombas atómicas é um bom exemplo de insensatez, ou melhor, de profunda burrice e falta de visão futurística, numa região repleta de religiosos fanáticos, em grande parte analfabética e extrema em pobreza execrável.

      Quanto à Síria atacar Israel ou o Irão atacar a Arábia Saudita, tudo muito improvável. Por sorte, suponho, tal “racionalidade” não predomina nos círculos que detêm o poder, pois podem calcular as consequências de forma mais “calma”, sem grandes derramamentos emocionais. Retórica político-religiosa, problemas e eleições internos e as reais implicações de atos insanos devem ser colocados na balança. O exército sírio, penso, tem muita semelhança com o exército israeliano atual: são excelentes em atirar à longa distância contra pessoas desarmadas (mulheres, crianças e idosos), mas falham num conflito em que se defrontam com soldados/lutadores destemidos e igualmente bem equipados, ou seja, um bando de criminosos armados pela Rússia, nada mais. Ainda, é muito improvável que países árabes ataquem em conjunto Israel. Em comum os árabes têm apenas a língua, a qual, caso não falem o árabe tradicionalmente erudito, é também muito divergente. Mesmo a religião que praticam é repleta de seitas com as interpretações as mais diversas do livro que consideram “sagrado”. Matam-se mutuamente de forma bárbara e impiedosa por divergências religiosas. Como irão lá encontrar uma base comum para atacar Israel, se apenas se limitam a “condenar” verbalmente o açougueiro sírio Assad?!

      Sugiro a leitura de diversas fontes: inglesa, norte-americana, francesa, árabe, israeliana, brasileira etc. e muita ponderação. Ainda, conhecimento histórico sobre os países envolvidos, a raiz dos conflitos e o que está de fato em jogo podem ajudar na avaliação do que está o ocorrer e futuramente, PROVAVELMENTE (nenhuma garantia!) ocorrerá.

      Repito, a coisa é mais complicada do que parece…

      Saudações cordiais da Europa,
      Marta Q.

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    • 22/02/2012 - 12:26
      Enviado por: Celio

      Cara Marta,
      Sua escrita de muita racionalidade vai de encontro com a falta da realidade.
      Se você pega um escorpião, e em sua volta coloca fogo, sabe o que acontece? claro que sabe, você talvez seja instruída, mas conjecturemos que alguém aqui não saiba, bem, o escorpião num ato de desespero “aferroa” se é que exista esta, e morre/suicida.
      O desespero do Homem do EUA, será grande, e sua única alternativa será esta, lógico, que terá a racionalidade proporcional ao Quilotons que será empregado.
      Acho que você esta muito saudosista, das guerras corpo a corpo, esta não existe mais, agora atira-se e quem morreu é chamado “efeito colateral” alias é assim que israel guerreia.
      Outra coisa, utiliza-se apenas o passado para justificar o presente.
      Conhecimentos gerais, mas lógico que você sabe disso, mas muitos não sabem, com a desintegração da URSS, varias bombas desapareceram, e lógico que você sabe onde elas estão.
      Outra coisa, usa-se a religião para fomentar o comércio, então tudo isso que acontece lá é comercio. Agora, essas sua fontes, não são confiáveis ( inglesa, norte-americana, francesa, árabe, israeliana, brasileira(principalmente esta) etc. ), porque você muito bem sabe, basta lê-las a respeito do Brasil.
      Uma coisa é certa, só haverá paz, quando as forças se igualarem, por enquanto elas tendem de um lado, até que o primeiro botão seja pressionado.

      Você sabia porque color tampou(foi mandado) os buraquinho da serra do cachimbo ?
      Hoje já é diferente.

      Você sabe qual foi a consequência da morte de um Duque(acho que foi duque mesmo, mas a consequência tenho certeza) ?

      A todos que se deram ao trabalho de ler este , sugiro que selecione vários jornais de vários países( não se preocupe o Google traduz) leia mas leia as entrelinhas, e você dirá : “Putz não acredito, esse mundo é podre mesmo” .

      Alias tem um filme, agora não me lembro o nome, que já previa a invasão da líbia e o motivo para tal, você acha que estavam preocupados com gente morrendo lá?

      Porque terrorista ? qual é a definição disso ?
      Porque eixo do mal ? qual a definição disso ?

      Olha só como a comunicação influencia na mente das pessoas que não questiona.

      Bom embora vários comentários aqui tenha desvirtuado do proposto, mas é bom, mostra o sentimento de muito sobre o tema.

      Abraços.

      PS. Quanto ao Blogueiro, ele é tendencioso elegante mas não demonstrando, afinal é assim que as ovelhas aparecem. cutuquei e não me censure.

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    • 22/02/2012 - 16:44
      Enviado por: justo

      Putz… comecei a ler até a parte do escorpião de matar….
      Como tem pessoas bobinhas no mundo. Acreditam em tudo.. até em papai noel, e acham que os outros também são ótarios.
      Escorpião que se mata em um circulo de fogo… ai ai ai … assim você me mata !
      Vá estudar!

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    • 22/02/2012 - 17:17
      Enviado por: Celio

      Caro Justo e com todos os superlativos que merece.

      Fico imaginando você questionar : alhos com bugalhos..

      Ai você fica meditando : ” Meu deus, o que tem a ver alhos com uma excrescência de forma arredondada que se forma em algumas espécies de ávores do género Quercus.

      Esse é o mal das pessoas fáceis de serem convertidas, pois a leitura é feita Ipsis Litteris.

      At

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  • 21/02/2012 - 02:34
    Enviado por: Hernandez Martín

    ISRAEL! AVANTE!
    E desta vez, nada de devolver terra para terrorista. Fixe-os numa terra só. Aí veremos como eles são bonzinhos consigo mesmos!

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  • 21/02/2012 - 02:42
    Enviado por: Sutter

    Não acredito que o Irã seja de fato perigo para Israel e sim o futuro e a falta de vontade de negociar, coisa importante na região, Gaza é o problema ao meu ver por questões de imagem

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  • 21/02/2012 - 06:08
    Enviado por: Roberto

    Caro Marcos. Ao escrever” …..”pureza cultural” que só existe no discurso de tiranos travestidos
    de guardiães de tradições ancestrais”, você está se referindo a nazistas, islâmicos ou judeus?
    Esclareço que não pertenço a nenhum desses quadros e, talvez por isso mesmo, temo todos, e também, para que não saque da arma permanentemente engatilhada do preconceito.

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  • 21/02/2012 - 09:45
    Enviado por: Rubens

    Guterman: Como você faz para escovar os dentes? Fecha os olhos? Sim porquê não creio que seja possível ver sua imagem sem vomitar de nojo. Mesmo para você.

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    • 21/02/2012 - 19:31
      Enviado por: Mario

      Que isso, ataque pessoal gratuíto? Debata com argumentos, fatos, ideologias, etc… Não precisa chegar nesse nível de desespero, mesmo porque desmerece à voce mesmo.

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    • 22/02/2012 - 16:18
      Enviado por: Celio

      Poxa!, deprimente. apelou, perdeu.

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    • 22/02/2012 - 16:32
      Enviado por: Celio

      Não me contive..

      Você pode escrever sem nexo, sem conteúdo e ser totalmente ao contrário dos demais, mas apenas escrevas, assim dará chance ao contraditório e mesmo for contra dê sua tréplica, mas escreva. É assim que nos diferenciamos.

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  • 21/02/2012 - 10:30
    Enviado por: armenio

    Excelente síntese do livro. Vou lê-lo e divulgá-lo. Quanto a vocês, avessos ao PARTIDO DOS TRABALHADORES, quer queiram quer não queiram, o PT vai dar as cartas ainda por muito tempo, pois conhece a linguagem do povo, coisa distante de vocês.
    Durmam com esta!!!

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  • 21/02/2012 - 10:59
    Enviado por: Jabre

    21.02.12 – 9:46
    É indiscutível que o povo iraniano, farto do Xá, de suas extravagâncias, repressões violentas e do seu servilismo ao ocidente, apelou para a única saída possível: A revolução religiosa, comandada pelos clérigos xiitas. Creio que a maioria apoia o novo regime, que também tem opositores, dentro e fora do país. Focado, agora, pelo novo expansionismo americano e europeu, com suas economias em crise, é bem provável que o Irã e a Síria sejam objeto de ataques militares, inclusive porque isso pode garantir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo e beneficiar também Israel, que anseia ampliar o seu poderio bélico, econômico e político na região. A questão é se os ataque serão cirúrgicos ou se uma nova guerra pode nascer dessas agressões contra os territórios sírios e iranianos, afetando interesses de outros países, como a China e a Rússia. Na verdade, americanos, europeus e judeus não querem apenas destruir as instalações nucleares do regime dos iatolás e depor o ditador Assad, querem impor uma nova ordem, capaz de submeter todo o oriente médio aos designios dos vencedores da Guerra Fria. Se isso vai conconcretizar-se ou não e quais os desdobramentos é dificil prever.

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  • 21/02/2012 - 11:39
    Enviado por: Dany

    Está parecendo propaganda política.Quanto mais falam do Irã mais aumenta a curiosidade a respeito desse país.Tanto que agora eles têm até um filme bem cotado pro Oscar.Depois vai ser o que??Uma companhia aérea que derruba as concorrentes,uma invenção que comove a todos,um segundo Lula -iraniano- a volta dos que não foram…
    Desse jeito estão ajudando a promover o Armadinejade,viu.

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    • 22/02/2012 - 16:46
      Enviado por: justo

      Dany.. você certamente não assistiu ao filme (A separação) não é mesmo?
      Assista.
      Quem sabe você entenda alguma coisa.

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  • 21/02/2012 - 12:19
    Enviado por: Hernandez Martín

    Ih! Mais para delirar na visão de os Estados Unidos moverem um dedo do pé para se apropriarem do petróleo alheio. Bá! Algum navio americano, até hoje, foi visto puxando patróleo do Iraque?

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  • 21/02/2012 - 12:50
    Enviado por: Pedro

    “Já a fragilidade do xá se traduz, conforme Kapuscinski, na violência absurda de sua polícia política, a Savak, que podia sequestrar qualquer pessoa, torturá-la muito além do limite da sanidade e só então perguntar-lhe o nome e o endereço” Nos EUA com o Ato de Defesa Nacional e Ato Patriota os militares tem as mesmas atribuições que a polícia política

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  • 21/02/2012 - 14:52
    Enviado por: André Bueno

    Kkkkkk Deixa eu ver se entendi:
    (a) o livro foi escrito em 1981 (ou seja, esta coluna constitui exercício de “resgate” histórico ou, talvez, trabalho de arquivo);
    (b) é publicação que mistura fatos reais com invenções.
    Ou seja, tá difícil, né, Guterman, cumprir a agenda de meter pau no Irã?
    Vale até resgatar livro ficcional com 31 anos de atraso.

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    • 21/02/2012 - 15:28
      Enviado por: Marcos Guterman

      André

      Não, você não entendeu.

      O livro acaba de ser publicado no Brasil, pela Companhia das Letras. Por essa razão, o Sabático (caderno de cultura do jornal O Estado de S. Paulo) me pediu que fizesse a resenha.

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  • 21/02/2012 - 16:49
    Enviado por: LIEMAR

    Sr. Marcos Guterman, pelos comentários, prós e contras, se vê a importancia do livro e da sua matéria, concordando ou não. posições diversas é o que nos faz mover em todos os sentidos, por isso desde pequeno já nos movimentamos em sentido contrário à muitos e muitas coisas, o que gostamos, o que defendemos e fazemos, por amor próprio e por quem está sempre ao nosso lado, parabens pela suas colocações, que tanto interese desperta, por isso a importancia que tem, e a possibilidade de todos aqui neste espaço escreverem e ser aceito até pedidos de se varrer alguem do mapa, mostra o quanto é bom viver num Pais livre, que apesar de longe do ideal que queremos, é com certeza um dos melhor lugar da terra, Abraços.

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  • 21/02/2012 - 18:15
    Enviado por: Axe

    Puxa, houve tempos em que o demônio a ser destruído era a Coréia do Norte. E ainda há quem ache que não está sendo levado a repetir a opinião alheia.

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  • 21/02/2012 - 19:26
    Enviado por: Mario

    O Irã realmente tem um clero dominante que desagrada a muitos, tanto no Ocidente, Oriente Médio e ao povo iraniano.
    Mas dizer que se houver uma guerra o Ocidente irá fazer do Irã um país livre é pura demagogia. O que o Ocidente quer é dominar a região, tanto pelo petróleo, quanto para abrir caminho contra o maior desafio atual, a China.
    Não é nada prudente o ocidente cutucar onde não deve, pois além do Irã a Russia e China vão cair em cima.

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  • 21/02/2012 - 20:34
    Enviado por: Marta Q.

    “O Irão dos aiatolás é um país em estado permanente de vingança, ue explica as tensões geradas pela teocracia iraniana em relação ao Ocidente.”

    Nada poderia ser mais equivocado do que tal conclusão, Guterman!

    Tenho profundas dúvidas quanto ao poder explicativo dum livro escrito em 1981 cuja base são meras invenções cerebrais do autor. O mundo mudou muito desde 1981! As ambições nucleares iranianas são legítimas, no que tange ao direito de construir usinas atómicas e realizar pesquisas científicas. Quanto ao facto de que estaria a construir uma bomba atómica, como dizem alguns países, aliás os mesmos que afirmaram haver depósitos de armamentos químicos e biológicos no Iraque de Sátão Husseim, de passagem ainda a serem “descobertos”, o problema é mais complicado do que parece. Em primeiro lugar, por que apenas alguns “privilegiados” podem construir bombas quando desejam e ninguém reclama coisa alguma? Os tais inspetores da OEA já investigaram as usinas dos EUA ou as bombas atómicos do Estado sionista? As bombas da Rússia? Da Índia? Do Paquistão? Da Inglaterra etc? Ora, é fácil notar que há algo profundamente errado na argumentação daqueles que negam ao Irão o “direito” de possuir uma ou mais bombas atómicas. É preciso enfatizar o fato de que uma explosão atómica naquela região afetaria não apena o o país bombardeado, mas toda a vizinhança (Índia, Paquistão, Afeganistão, Rússia, Israel etc), inclusive a Europa. A coisa é mais complicada do que parece. Ainda, um ataque atómico contra Israel implicaria uma imediata resposta atómica do mesmo, o que acabaria destruindo um e outro. Seria a elite dominante iraniana, os estratégicos militares, tão estúpidos? Tenho lá minhas dúvidas? O extinto de auto-preservação é poderoso. Homens ou mulheres-bombas encontravam-se, na maioria dos casos, sob o efeito de drogas… O que precisa ser discutido internacionalmente é a legitimidade daqueles que têm bombas atómicas, constroem novas, armazenando-as e pesquisam ainda outras parafernálias químicas e biológicas de destruição em massa e desejam impedir outros de fazerem a mesma coisa. A quem pensam que enganam?

    Para terminar, notem bem o quão profundamente ilegal é a conversa fiado dos políticos e militares israelianos de que o Estado sionista estaria a preparar um ataque às instalações nucleares iranianas. Bem, não seria também correto, se o Irão discutisse publicamente e preparasse um ataque às instalações nucleares de Israel? Ora, meios para tal os persas possuem!

    Enquanto isso, a apropriação das terras palestinianas continua, pois afinal os palestinianos são apenas “animais terroristas” e os usurpadores santos democráticos escolhidos por deus para dominar a terra onde corre leite e mel. Parabéns!

    Nunca haverá paz naquele pedaço do mundo enquanto tais problemas não forem adequadamente resolvidos. E a solução não significa a destruição do Estado judeu, mas a incorporação política e económica do mesmo à comunidade dos países que formam aquela região. Neste caso, negociações e concessões mútuas serão imprescindíveis. Um caminho a percorrer, doutra forma, mais matanças, injustiças e um eterno ciclo de vinganças. Neste sentido, a entrevista do estudioso judeu Yehuda Bauer para a All Jazeera (entender inglês é necessário!) é muito ilustrativa.

    Saudações cordiais,
    Marta Q.

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    • 21/02/2012 - 23:27
      Enviado por: Euler

      Olha, Dª Marta, eu queria que o Irão tivesse mesmo uma arma nuclear (bomba), pois aí, não haveria mais guerra alguma, tenho certeza. Vide Coréia do Norte.

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    • 22/02/2012 - 16:52
      Enviado por: justo

      A gente sente o antissemita de longe no blog.
      “estado judeu” “estado sionista” e por ai a fora.
      Desconhece que Israel NÃO POSSUE instalações atomicas em lugar algum. Jamais desenvolveu reatores nucleares ou usinas em Israel. (apesar de não ter assinado o tratado de não proliferação de armas atomicas).
      Vem com aquela historinha de que o “povo judeu é o escolhido”.. Já sabemos que tipo de gente é esta, minha cara. Aqui não cola mais.
      E para tentar esclarecer os que ainda tem dúvidas, vai um video informativo.

      http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5uVClOoC530

      Shalom!

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  • 21/02/2012 - 23:18
    Enviado por: Sutter

    Maria

    Não perca tempo com livros com opinioes tolas e teorias exoticas o fundamento verdadeiro de escrever um livro é a vaidade e o conteudo é mera formalidade

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  • 22/02/2012 - 10:21
    Enviado por: Marta

    Ora, Guterman,

    vejo que censuraste minha resposta ao sr.Euler. Problemas com opiniões divergentes? Entendo muito bem o que sentes, mas na qualidade de jornalista parcialidade e intolerância ideológica
    (como a censura de comentários desfavoráveis à Causa) são péssimas conselheiras. Sugiro a Al Jazeera como exemplo: qualquer um (de Obama e Netaniaul, até Assad ou Putin) pode dizer ou escrever lá o que desejar, desde que dentro dos limites da civilidade. Isso resume-se assim: respeito à diversidade, à opinião do outro, genuína cultura democrática. Quem diria, num país árabe!

    Saudações cordiais e segue o teu trabalho sem medo da pura objetividade dos fatos. Eles são o que são, não o que desejamos!

    Marta Q.

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    • 22/02/2012 - 10:28
      Enviado por: Marcos Guterman

      Marta

      Não “censurei” nenhum comentário seu. Todos os que apareceram na minha tela foram publicados.

      É impressionante como, a partir de um episódio isolado, que pode ser muito bem fruto de problema técnico, já se tira conclusão sobre minha qualidade como jornalista. É duro. Mas vamos em frente. Diga lá o que você tem a dizer e eu publicarei, como tenho feito com todos os seus comentários.

      Obrigado.

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  • 22/02/2012 - 12:34
    Enviado por: Marta

    Bem, Gutermann, o erro foi todo meu. Referi-me a texto dirigido ao sr. Célio, o qual foi integralmente aceito. Assim, critiquei sem ter motivo para tal. Minhas desculpas.

    Saudações cordiais da Europa,
    Marta Q.

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  • 22/02/2012 - 14:19
    Enviado por: Sorales

    Marta
    A engenharia político-social engendrada pelo imperialismo no mundo árabe, trabalha juntamente em cima dos sectarismos tribais e religiosos, sempre armando e apoiando, logística e politicamente (inclusive na ONU), uns contra outros, para entronizar seus apaniguados no poder. Desde antes da Partilha da Palestina o processo de colonialismo e a transição para o imperialismo se deu assim. E a Guerra Fria muito contribuiu para o fortalecimento do sionismo, uma vez que essa ideologia “transitou” com a desenvoltura que lhe é peculiar, nos dois blocos de poder: Capitalista e comunista. Três são os ódios que movem esses povos (os mais deploráveis no homem): O entre famílias (no caso dos semitas os troncos de Ismael e Isaque), o racial e o religioso. Um cadinho explosivo onde a alma-grupo se sobrepõe ao indivíduo. Daí a banalização da vida; o morticínio, qual moto perpétuo, em nome de Deus e dos ancestrais. Nós, gentis, não somos capazes de medir e discernir a cultura belicista desses povos, mesmo porque nos limitamos a apenas assistir, passivamente, o desenrolar dos fatos, sem contudo exercer nossa capacidade de indignação, apesar de os respingos desse conflito nos atingir violentamente, tanto no campo da economia como no da segurança; quando, invariavelmente, muitos de nossos irmãos tombam vítima do fogo cruzado dessa guerra sem trégua, leviana. Word Trade Center, metrôs de Londres e Madri, além de um grande número de outros atentados pelo mundo, com o sacrifício de vidas de gentis, inocentes, que nada têm a ver com essa guerra. Veja os casos recentes da flotilha da paz, dos bombardeios de Gaza, do massacre na Síria, no Egito, etc. E o povo americano, agriolhado pela máquina de propaganda,ainda embalado em seu subconsciente pela figura do Tio Sam (a maior peça da guerra de propaganda de todos os tempos) não tem consciência do grau de manipulação a que é submetido, permitindo, muitas vezes que seus filhos sejam enviados para a guerra, para matar e morrer, com base em argumentos sórdidos, embustes, como foi o caso das armas de destruição em massa de Saddan. Agota com a bomba atômica do Irã, um novo processo de condicionamento de massa está em curso; como sempre, através da mídia engajada. Neste caso, mesmo que seja verdadeira a tal bomba, trata-se de algo absolutamente necessário para que o país persa preserve sua soberania e defenda a cultura milenar que lhe é própria, um valor absoluto.Como eu disse acima, o Irã é o último país do OM, produtor de petróleo, que ainda não caiu sob controle dos imperialistas. Enquanto o mundo debate a bomba persa, Israel anuncia a criação de mais 500 colônias em territórios palestinos…

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    • 22/02/2012 - 17:08
      Enviado por: justo

      Este antissemita me dá nauseas!

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    • 22/02/2012 - 18:02
      Enviado por: Celio

      Legal,

      Com muita elegância e conhecimento declinou sobre o assunto em epígrafe.

      O que é lamentável que alguns confunde opiniões sobre um dado assunto e o pior, não as aceita( que é um direito) e não as replicas com argumentos.

      At.

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    • 22/02/2012 - 20:32
      Enviado por: tiopi

      Sorales,
      parabéns você é o Barça dos posts aqui…

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    • 23/02/2012 - 10:21
      Enviado por: Justo

      O que será um “barça”? Um jogador do Barcelona?
      Pelo que eu conheço de cultura destes esquerdopatas antissemitas certamente queria dizer “Enciclopedia BARSA”.
      Mas acho que ele esta certo mesmo…o cara é um BARÇA!

      Ai ai ai …assim você me mata!

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  • 22/02/2012 - 16:43
    Enviado por: Ronaldo Graciano Facchini

    Radicalismo e fanatismo…quando voltados à politica e religião, tudo vai ao extremo.

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  • 22/02/2012 - 19:23
    Enviado por: Marta Q.

    Pois, Sorales, parece haver, de fato, como salientas, uma espécie de conluio ocidental (USA e Reino Unido, por exemplo) para abocanhar as riquezas não-renováveis dos povos que citas. A intervenção na Líbia foi muito rápida. No caso da Síria, cujo nível de brutalidade e crimes contra a humanidade superam a catástrofe na Líbia, argumentam os políticos ocidentais, é algo complicado…

    A ONU, em sua forma atual, pode ser jogada no lixo. Não presta para nada. É inútil, servindo de cabide de empregos. Há algo mais absurdo do que o poder de veto exercido pela China ou pela Rússia, como vimos atualmente nas resoluções que deveriam ser aprovadas contra o sírio Assado? Um grande teatro barato que serve apenas para legitimar os interesses daqueles que a controlam, de uma forma ou de outra.

    Assado já deveria ter sido eliminado, perdão, afastado do poder há muito tempo e entregue à Corte Internacional de Justiça, assim como seus oficiais, generais e torturadores de plantão. O que ainda estão a esperar? O massacre de trinta mil pessoas? Mais dois ou três meses e talvez tais “efeitos colaterais” sejam atingidos!

    Quanto ao Irão, não tenho a menor dúvida de que têm o direito de construir uma ou duas ou três ou mais bombas nucleares, da mesma forma que os EU, a Franca ou a Inglaterra ou mesmo Israel fizeram. Assim, não me surpreenderia, se acelerassem o desenvolvimento de tais objetos. Afinal, devem ter calculado a possibilidade de ataques aéreos contra suas usinas antes mesmo de construi-las. Talvez tenham negligenciado a política de assassinatos levado à cabo pelos israelianos, ou a capacidade dos mesmos de “plantar” bombas em locais de importância.

    Por fim, não tenho a menor ideia de tuas afinidades políticas, ideológicas, contudo, criticar as acoes criminosas do Estado de Israel não significa ser antissemita. Isso é uma argumento muito barato que sempre provoca um sorriso irónico em meus lábios quando o leio ou escuto. Gostaria de citar Gandhi sobre a questão palestina:

    “Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos. No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça. Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.
    Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.”

    Bem, tais palavras foram escritas em Harijan no dia 26 de Novembro de 1938. Não parecem bastante atuais? E, finalmente, teria sido M. K. Gandhi um pérfido antissemita?!

    É fácil notar que chamar alguém de “antissemita” devido às críticas que possa dirigir ao Estado judeu é uma tática muito simples e oca, pois evita a concentração no que realmente importa, ou seja, o abismo entre o que Estado judeu pretende ser (democracia, Estado de Direito etc.) e o que pratica diariamente. Aliás, é interessante ler sobre o destino de refugiados políticos africanos em Israel, pois o resultado é revelador…

    Saudacoes cordiais da Europa,
    Marta Q.

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    • 22/02/2012 - 19:49
      Enviado por: justo

      hahahaahahahah!

      Mas é infalivel isto … ““Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos”

      Todo maldito antissemita diz que tem amigos judeus!!!

      Argh…. É impressionante esta sindrome!

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    • 22/02/2012 - 21:24
      Enviado por: Celio

      Caro ………, Ops Justo.

      Com certeza você não é brasileiro, não seria justo conosco. Fico imaginando porque você mora aqui, ta com medo de encarar os una bomber. Seja homem, volte lá e defenda suas ideias. Pegue a bandeira, branca e azul, Pegue um fuzil e atire em alguma criança que estará jogando pedra. Delicie com isto.
      Sinta o ambiente da opressão e de lá escreva e vangloria de sua atitude.
      Pare de ler, vivencie, e de lá Carpe Dien.

      At

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    • 23/02/2012 - 09:33
      Enviado por: Euler

      Sr (not as) Justo (as they say):

      Caramba, quer dizer que até o Mahatma era antissemita ? Olha, se esta é realmente a sua crença, o caso é patológico : mania de perseguição. Atende pelo nome de esquizofrenia. Pouco a pouco ouvirá vozes e dirá que uma entidade divina está a lhe dar ordens. Procure um médico !!!

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  • 22/02/2012 - 22:26
    Enviado por: Sorales

    Marta Q.
    Ghandi fez outras manifestações em defesa dos palestinos, além da que vc postou acima. Não podemos confundir as diligências brutais dos comandantes do Estado de Israel com os palestinos, como se fossem algo pertinente ao povo judeu, mesmo que um boa parte dele (senão a maioria) se sinta afinada com a pátria que tanto ensejara, por séculos. Não sou contrário ao Estado de Israel. Sou apenas um humilde defensor intransigente de sua existência. O que ensejo, em meus comentários, é que se respeite o direito de os palestinos também terem seu estado; e nisto também sou intransigente. No entanto, quem mais fomenta no mundo aquilo que se convencionou denominar como antissemitismo, são certos judeus; aqueles que confundem críticas democráticas e honestas, tanto contra a violência física como contra a retórica. Há uma diferença abissal entre recriminar e discriminar. Se o que aconteceu com os judeus e a sua alma-grupo, cultivada com determinação e religiosidade, com sacrifício e martírio, é algo que jamais gostaríamos que acontecesse conosco (como foi o holocausto, cuja memória vem sendo “profanada” por negacionistas e até mesmo por certos judeus), não podemos nos omitir neste momento em que eles promovem tudo isso que condenamos na carne dos palestinos, simplesmente porque estes almejam a mesma coisa que os judeus perseguiram, por tanto tempo. Depois, com o advento da comunicação virtual, das redes sociais, a dor do povo palestino passou a ser bem mais “sentida” por uma sociedade hoje mais sensível e determinada em fazer prevalecer a justiça. Uma sociedade cada dia mais consciente em discernir entre o falso e o real, no tocante às notícias que que transitam na mídia; esta, muitas vezes engajada na máquina de propaganda a serviço dos opressores. No tocante ao que vc postou sobre a ONU, há anos que venho denunciando aqui e em outros espaços de debate democrático. Sendo a entidade criada com o entulho que restou dos escombros da Liga das Nações, coisa boa não poderia ser. Foi um prazer “contracenar” no blog do Guterman com VC.
    ABS

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  • 23/02/2012 - 14:46
    Enviado por: Marta Q.

    Excelente, Euler, um caso agudo de patologia. Ri bastante ao ler teu comentário, mas, em geral, tais deformações mentais são incuráveis, pois, quando aguda, esquizofrenia tem a ver com quimeras, sonhos, ou melhor, pesadelos de perseguição sem base concreta no mundo real. Ora, ouvi dizer (um amigo psiquiatra) que cacetadas ou porretadas dadas inesperadamente na cabeça do paciente podem levar à cura, um método antigo repudiado, mas agora novamente em moda. Assim, busca lá na Amazónia um bom pedaço de jacarandá e tenta ajudar ao dito-cujo da forma mais conveniente!

    Saudacoes cordiais da Europa (com risos, muitos risos),
    Marta Q.

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  • 23/02/2012 - 22:01
    Enviado por: Hernandez Martín

    Israel é o pêndulo do mundo. Querem paz? Abençoem-no.

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