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Marcos Guterman

21.dezembro.2011 23:03:22

A mídia é deles, mas a verba é sua

A Carta Maior informa que a deputada Luciana Santos (PC do B-PE) propôs a criação de uma subcomissão na Câmara para buscar “formas de garantir a sobrevivência financeira de veículos de comunicação que fazem parte da chamada imprensa alternativa, como rádios comunitárias, portais e blogs na internet”. Como já dá para perceber, essa “garantia” viria na forma de financiamento com dinheiro público.

Luciana diz que a ideia é ir além da distribuição de publicidade oficial – a verba seria destinada diretamente à produção de conteúdo. O objetivo, afirma a deputada, é “aumentar a capilaridade da comunicação no país e ajudar a democratizá-la”.

Para mostrar que o tema é “suprapartidário”, a reportagem diz que a presidência da subcomissão foi entregue a Júlio Campos (MT), que é do DEM e tem “forte ligação com a imprensa tradicional” – foi dono de um grupo de comunicação no Mato Grosso, mas perdeu o negócio.

Atribui-se à “mídia alternativa” o poder de romper o suposto monopólio da informação mantido pelas grandes empresas de comunicação. Mas é difícil imaginar que essa “mídia alternativa”, uma vez financiada com dinheiro público, consiga ser crítica ao governo que lhe garante os recursos. O fato de haver apoio de gente da oposição à iniciativa não significa que ela tenha mais valor. Isso prova somente que o trabalho da chamada “grande imprensa”, mesmo com todos os seus erros, incomoda os políticos em geral, e não só os governistas.

É uma obviedade ululante, mas, num país em que os valores estão sendo propositalmente embaralhados para transformar em “golpistas” os jornalistas que investigam o governo, não custa lembrar: uma imprensa verdadeiramente livre é aquela que não depende do Estado que recolhe impostos, mas do leitor que paga pela informação.

comentários (72) | comente

72 Comentários Comente também
  • 22/12/2011 - 07:20
    Enviado por: Alexandre Magno

    Marcos, os jornalistas de um órgão de imprensa financiado pelo Estado pode, de fato, ter sua liberdade tolhida por interesses políticos. Por outro lado, os jornalistas de um órgão privado de imprensa podem ter sua liberdade tolhida pelos interesses econômicos dos anunciantes e dos acionistas, e os interesses econômicos podem ser tão incofessáveis quanto os interesses políticos. E aí?

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    • 22/12/2011 - 18:57
      Enviado por: CapEnt

      E todo empresario, acionista e anunciante pensa exatamente igual, é ideologicamente uniforme, e financia imprensa sempre com a mesma linha editorial? Óbvio que não.

      E essa é a unica hipótese para justificar esse descalabro vergonho com dinheiro publico.

      Caso contrário, isso é exatamente o que parece: um bando de amigos de políticos conseguindo uma teta do governo (as vezes o próprio politico), em troca de lamber bola, denegrir a imagem de qualquer um que vá contra o oficialismo, relativizar casos de corrupção e servir de plataforma de propaganda eleitoral fora de época.

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    • 22/12/2011 - 19:55
      Enviado por: Abel

      Quem lembra???… risos..

      Mas que vai vai mais que vai bem,mas que vai vai mais que bem.

      O fulano de tal e coisa nossa
      O outro fulano de tal e coisa nossa.

      Ps- comentario sobre o setor “privado” no Brasil.

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    • 26/12/2011 - 17:20
      Enviado por: Brasilino José Silva

      Então, caro senhor Guterman? Já teve tempo de ler o livro “A Privataria Tucana”?
      Ou as festividades de fim de ano impediram-no?

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  • 22/12/2011 - 18:49
    Enviado por: CapEnt

    Mídia sem leitores não aguenta em pé. Por isso eles vivem lambendo a bola do Governo Federal e de políticos, digamos, de “moral frágil”: para conseguir dinheiro.

    Isso é a continuação de uma lambança tipica de republiqueta de bananas, onde um grupelho amigos de políticos fundam empresas, e usam suas conexões para garantir a verba da empresa, mesmo sem vender nada.

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  • 22/12/2011 - 18:56
    Enviado por: Abel

    So para colocar um pouco de “spin” no topico digo o seguinte:

    Na verdade a midia alternativa nao tem que ficar falando somente “bem ou mal” do governo.

    Existem muitas areas jornalisticas onde a “midia alternativa” pode atuar.

    Exemplo seria questionar o que a o “quarto poder” esta dizendo ao povao como sendo verdade durante suas mirabolantas explicacoes….risos..

    PS- nao sou fan de comunista.Comunista e como Teocracia.Voce e bem vindo para ouvir o ponto de vista mas jamais tenta mostrar que estao errados.

    …risos..

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  • 22/12/2011 - 21:44
    Enviado por: Sorales

    Há uma escalada autoritária em praticamente todas esferas do poder no Brasil. Começando pelo Judiciário, a mídia não poderia ser exceção. O PCdoB, muito mais ideologizado, ganha cada vez mais desenvoltura no poder.

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  • 22/12/2011 - 21:46
    Enviado por: Marcio

    funciona?

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    • 22/12/2011 - 21:57
      Enviado por: Marcos Guterman

      Não sei. Eu não aderi porque prefiro mediar os comentários aqui mesmo no blog.

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    • 22/12/2011 - 23:44
      Enviado por: Marcio

      Oba! Muito melhor. Aqueloe negocio e’ muito chato! Nao sei quem teve a ideia!
      Alem de que qualquer pateta pode continuar anonimo escrevendo besteira com nome falso!

      Quanto ao post meu caro Guterman…
      esperava o que desta gente?

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  • 22/12/2011 - 23:34
    Enviado por: Fey

    Num cenário assim, a melhor forma de um canal de mídia (partindo do princípio que ela seja honesta) garantir o seu pão de amanhã, é investir em programas sociais para educação e ensino.

    Tendo a educação e o ensino, não é preciso se preocupar se a fonte de informação é financiada pelo Estado ou pelos consumidores, pois o leitor, telespectador, ou ouvinte terá discernimento suficiente para filtrar propagandas e lixos ideológicos das notícias.
    Tendo a eduação e o ensino, esses projetos toscos de controle de informação não seriam nem sequer cogitadas nos assuntos do dia-a-dia, pois teríamos um número maior de pessoas sensatas para votar em políticos que se preocupam em trabalhar e não mostrar que estão trabalhando via propagandas, enquanto que na prática tira mais férias do que criança de jardim de infância.

    Morando em alguns países democráticos considerados mais desenvolvidos do que o nosso, nunca ví propagandas – a não ser em épocas de eleições – do governo na TV com slogans como “XXXX, um país de todos”, ou arrastam resquícios de ditadura como “A Voz do Brasil” (nome pouco pretencioso) em rádios no horário nobre. Quando os líderes são competentes o suficiente, não é necessário nada disso, as obras e os resultados concretos dizem por sí próprio das suas qualidades de governança.

    É por isso que não podemos simplesmente cruzar os braços e esperar que o governo eduque as futuras gerações só porque já pagamos impostos. O pragmatismo nos dita o contrário: teremos governos que investem em educação a partir do momento que educamos direito os nossos filhos.

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    • 24/12/2011 - 16:29
      Enviado por: CapEnt

      Você parte do principio que nosso governo federal, um resquício do governo imperial português sem por nem tirar, quer um povo educado…

      Se não fosse dois ou três estados que realmente investem em educação, alguns industrialistas financiando SESI e SENAI e aquela rara extrata de peões com consciência que se arrebentam de trabalhar para dar educação privada boa para os filhos, o povo do Brasil teria a educação média do Zimbábue (e de fato tem em alguns rincões do Brasil pelo Norte e Nordeste).

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    • 25/12/2011 - 08:49
      Enviado por: Fey

      CapEnt,

      Leia os dois últimos parágrafos do meu comentário.
      Grato.

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  • 23/12/2011 - 07:31
    Enviado por: Leonidas Bike

    Ainda bem que não é forte. Sabe onde a imprensa oficial é forte? Na Russia, em Cuba, na Venezuela, no Iran e outros que o Brasil tem que ficar distante.

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  • 23/12/2011 - 09:17
    Enviado por: aac

    Vamos começar assim: “uma imprensa verdadeiramente livre é aquela que não depende do Estado que recolhe impostos, mas do leitor que paga pela informação”.

    Guterman, desculpe a franqueza, mas nunca vi tanta fragilidade conceitual e intelectual em um blog seu. Tanto conflito lógico.

    A realidade parece ser completamente oposta. Hoje, por exemplo, se discute o financiamento público de campanhas políticas justamente para se “cortar” o rabo preso que depois os eleitos terão com a iniciativa privada que os financiou.

    Qual é considerada uma das melhores (não uso o termo melhor, jamais) e mais respeitadas empresas jornalísticas do mundo? A BBC. Por que? Pela sua independência uma vez que seu maior fomentador é o estado britânico. Já tive a oportunidade de assistir escelentes documentários da emissora onde ela critica ferozmente o próprio establishment bretão.

    Agora, e o Estadão, para quem você escreve? Qual a chance dele ser profundamente crítico a empresas como a Hyundai, a Telefonica, a FMU, a Nestlé, a Claro, à Petrobras, a Vale e, principalmente e acima de tudo, a todas as empresas imobiliárias que garantem a sobrevivência do jornal, a sua inclusa? A resposta é nenhuma.

    A cidade de São Paulo em especial (sede deste jornal) é há décadas refem da indústria imobiliária que vem paulatinamente destruindo a cidade através de uma política guiada apenas pelos ganhos financeiros e não pelo bem estar do cidadão que nela vive. O Estado montou uma ação sistemática que denuncie este assalto e destruição? Não, como jamais fará porque depende da verba destas “empresas” para sobreviver.

    Finalmente é bom perceber que “a mídia é deles mas a verba é sua” sempre, em qualquer circunstância. Quando você assiste a centenas de comerciais de TV do Itaú, do Bradesco, da Nestlé, da Hyundai, de empresas de cartão de crédito, etc. pense em quem está pagando por eles? Quem paga são os clientes destas empresas, é óbvio, ou você acha que elas “põem a mão no prórpio bolso” para produzir os filmes e comprar a mídia. Lógico que não. A verba para isto está embutida no preço que você paga pelos produtos e serviços destas epresas.

    Por isso, quanto mais a empresa de quem você é cliente gasta com publicidade, fique preocupado e não orgulhoso. O palhaço e prejudicado por trás desta farra será sempre você, mesmo porque quanto mais elas investem em mídia, menos elas investem em qualidade e eficiência. Como provam Itaú, Telefonica, Amil, Sul America, etc., sempre no topo das listas de reclamação dos Procons!

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    • 23/12/2011 - 19:25
      Enviado por: carlos 3m

      aac, o estado, todos, sao extremamente ineficientes no gerenciamento, isto sem falar, em corrupcao.

      por isto, dinheiro publico aplicado no sistema politico, que deveria representar o cidadao, deve ser bancado do bolso do cidadao.

      muitos lamentavelmente, esperam que o poltico lhes de um beneficio material para votar nele. por isso eles serao os melhores perjudicados e na proxima oportunidade, se aprenderem dos seus erros, e isto significa usarem o raciocinho, nao votaram no politico.

      sou a favor do eleitorado errar e poder corrigir a vontade do que depender de uma fonte de financiamento que tem capacidade de influenciar negativamente a futura gestao publica.

      sou a favor de que o cidadao que quer ler papel impresso pague do bolso e nao o governo que tira do meu bolso sem perguntar.

      se o estadao for ruim por exemplo, so teria sucesso num pais de masoquistas. se nao quebraria e ponto.

      o fato de empresas como as que voce mencionou abusarem do seu poder economico nao eh culpa do estadao. eh culpa do governo que nao protege o consumidor e permite que abusem. pagamos funcoinarios publicos para que facam esse servico e se corrompem ao dinheiro extra. mas nos sempre pagamos a conta.

      recomendo ler free to choose do milton friedman e/ou assistir no youtube a sua entrevista com donahue e/ou ainda assistir a serie que ele mesmo publico em http://www.freetochoose.com
      mais atual que nunca.

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    • 23/12/2011 - 22:29
      Enviado por: aac

      Prezado carlos 3m, você começa dizendo: “o estado, todos, sao extremamente ineficientes no gerenciamento, isto sem falar, em corrupcao”.

      Dois comentários:

      a) os países com estado bastante atuante, com forte controle da produção de educação, de saúde, de saneamento, de produção de energia e, sobretudo, de economia de mercado (para garantir que ela exista, de fato) são justamente os mais avançados do mundo – Noruega, Finlandia, Suécia, Japão, Alemanha, Dinamarca, Holanda, todos top em Gini e IDH. Só podem ser estados extremamente eficientes.

      b) em governos pode haver fraude e corrupção. Na fraude integrantes do governo geralmente adulteram processos para desviar dinheiro público. Corrupção, que geralmente provoca perdas maiores do ativo público, sempre tem o corruptor e o corrompido. Uma ponta está no estado e outra sempre na iniciativa privada. Difícil afirmar qual das pontas o corruptor está presente com mais frequência. De qualquer forma ligar apenas o Estado a atos de corrupção é como dizer que existem imãs de um pólo só. A iniciativa privada é tão culpada pela corrupção quanto o estado.

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    • 24/12/2011 - 00:35
      Enviado por: Diogenes da Lantterna

      aac, a bandeira do PT na época do Governo Democrático Militar (eu votava) era justamente apoiada nesta balela de “precisamos ter uma imprensa livre e políticos independentes, sem a pluralidade de Partidos porque é a tática dos reaça para enfraquecer os partidos” é tudo que esta cambada de vagabundos da época queriam, locupletar-se com o dinheiro alheio, de todo o povo, dinheiro roubado do Estado”. A mesma tática foi usada na falida URSS, fazer o estado forte e rico para dominar tudo e roubar a vontade. Os ex-vagaus de antigamente se transfornaram em ladrões.

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    • 24/12/2011 - 19:41
      Enviado por: carlos 3m

      caro aac, nao acredito no estado forte. acredito sim que qualquer sistema politico que nao contemple a complexidade da natureza humana e a oferta e demanda dos recursos esta fadado a causar dor e sofrimento a uma parte relevante da populacao de uma forma ou de outra.

      voce citou uma serie de estados de “bem estar” social e o resultado tem sido considerado razoavelmente satisfatorio ate recentemente, porem eu acredito que isto ira mudar porque a estrutura de custos para bancar o “bem estar” nao da conta do recado em poucos anos.

      ” A iniciativa privada é tão culpada pela corrupção quanto o estado.”
      discordo totalmente. o estado tem como objetivo proteger o cidadao. a iniciativa privada tem como objetivo tomar a inciativa e nao proteger ninguem. voce poe ambas em pe de igualdade mas eu discordo.

      por outro lado sou a favor de o governo ter uma estrutura funcional enxuta, de carreira e bem paga que tenha claro seus objetivos. o estado tem lugar na sociedade mas ser empreendedor nao eh seu papel. porque voce acha que os “partidos da base” se matam literalmente para terem representantes em diretorias de estatais? amor a “patria” ?

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    • 25/12/2011 - 09:43
      Enviado por: aac

      carlos 3m, continuando brevemente nosso diálogo.

      Você diz: “a iniciativa privada tem como objetivo tomar a inciativa e nao proteger ninguem” !! Ora, este é o melhor argumento possível para a existência de um estado forte, atuante, regulador e fiscalizador. Se ela não protege ninguém, apenas ela mesma, que defenderá o cidadão dos abusos que ela pratica? (detruição da natureza, segurança do consumidor, saúde, impedição do abuso econômico, etc.).

      Fianlmente, como fica a China diante da sua visão?

      Este país hoje vive o que possivelmente é o período de desenvolvimento mais rápido e avassalador que qualquer país já viveu em toda a história da humanidade, incuindo aí a descoberta da agricultura, do barco a vela e da revolução industrial, esta última permitindo o maior salto vivido pelo homem no uso de energia disponível. E desenvolvimento de qualquer espécie é diretamente ligado à energia disponível no ambiente.

      A China simplesmente assumirá a liderança em todas as áreas do desenvolvimento científíco e tecnológico, principalmente pela sua vasta população e alto índice de comprometimento das pessoa com o trabalho duro, intenso.

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    • 27/12/2011 - 12:43
      Enviado por: José Antonio

      “A China simplesmente assumirá a liderança em todas as áreas do desenvolvimento científíco e tecnológico, principalmente pela sua vasta população e alto índice de comprometimento das pessoa com o trabalho duro, intenso.” Já se falou a mesma coisa sobre o Japão tempos atrás. A economia americana, mesmo com problemas graves é mais de 3 vezes a da China. Um país que a mão de obra é baseada em semi escravidão não se torna lider em lugar nenhum.

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  • 23/12/2011 - 10:50
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Hoje em dia, não sei quanto caiu. A venda de jornais,(papel) diminuiu por aqui.
    Na Argentina há agora “controle” sobre o papel pelo governo.
    Pelo andar carruagem, logo estarão controlando a mídia. Exatamente o que adorariam as “otoridades” petistas daqui

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  • 23/12/2011 - 11:24
    Enviado por: Dany

    Posso estar sendo parcial,mas vejo alguma coisa de positiva na chamada “mídia alternativa”,porque abre espaço de convivialidade e solidariedade nas comunidades carentes,e é disso que o Brasil precisa agora.Quanto a verba que recebem,obviamente que ela não deve servir para interesses que não sejam bem motivados e justificados.Do jeito como se gasta dinheiro a toa,é preciso que alguém – uma entidade idônea- fiscalize e controle esses canais de comunicação que não devem ser confundidos com a mídia propriamente dita.

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  • 23/12/2011 - 13:07
    Enviado por: Newman

    Se a porcaria desse projeto for aprovado, os jornais alternativos irão virar as novas ONGs.

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  • 23/12/2011 - 14:45
    Enviado por: carlos 3m

    guterman, fyi no firefox nao da para postar comentarios. deve ser censura da imprensa grande ao open source.

    a turma de quem voce fala eh a turma com saudade do pravda. ainda existe o providencial http://www.granma.cu para quem se sente carente. e ainda pode usado para limpar o proprio.

    e essa turma nao tem o menor pudor para enfiar a mao no meu bolso para bancar a suas bem intencionadas bondades

    so tenho uma resposta possivel, a sequencia de http://www.youtube.com/watch?v=E1lWk4TCe4U

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  • 23/12/2011 - 17:12
    Enviado por: Brasilino José Silva

    Depende mesmo da mídia. A Indústria da Mídia só informa o que lhe interessa. O resto ela oculta, ignora ou simplesmente distorce e mente. É um vale tudo. Por isso os meios estão esperneando tanto.

    Já o novo sistema tipo “grande irmão” que o estadão está implantando, é ótimo, e contribui com a liberdade de imprensa.

    É bom ver a foto de um moço intrigado, da namorada dele, do pai dele, todo o currículo dele, e todas as demais informações que circulam livremente pela internet. É só pesquisar um pouco. O pai dele é que tem razão ao afirmar que sua vida privada ficou menos privada, Há quem goste. Aliás as novas gerações já nascem sem privacidade.

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    • 23/12/2011 - 19:30
      Enviado por: carlos 3m

      em tempos de internet sua argumentacao eh falha. voce tem liberdade total de expressao a nao ser nas conhecidas ditaduras, cuba, china, siria, coreia do norte, ira, arabia saudita, …..

      a grande midia so atrae atencao porque oferece um servico util. se nao quebraria. o povo, a longo prazo sabe escolher, e tem direto de errar como qualquer um porque vai pagar pelo seu erro. tenha um pouco de fe na humanidade e menos nas ideologias.

      mas se quiser ampliar o horizonte leia e assista milton friedman. atual as ever.

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  • 23/12/2011 - 20:35
    Enviado por: Diogenes da Lantterna

    Nos últimos meses as notícias político/criminal me enduziram a formar a seguinte opinião, “o PCdoB quer suplantar o PT na forma de desvios do “tutu” público ou seja, o PT utilizou(a) o arcaico método de mensalão e o PCdoB construiu uma teia de ONGs malandras que, além de arrecadarem dentro dos grupos de interêsse, dobram o faturamento com o Nosso Dinheiro. Sem a necessidade de justificar gastos e salários altos. Parabens PCdoB por mostra a sua Verdadeira cara aos eternos iludidos.

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    • 24/12/2011 - 07:07
      Enviado por: Dany

      Concordo em parte com você,mas não seja tão tolo porque gastar Nosso Dinheiro,como diz,muitos já fizeram e fazem sem o mínimo pudor.O pior não é usar nosso dinheiro – o dos impostos – e sim nunca prestarem contas do que fazem com ele nem justificarem o seu uso para os fins que propõem.Se algum partido estiver por trás disso será que vão dizer?

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    • 24/12/2011 - 16:41
      Enviado por: CapEnt

      O PC do B já mostra a verdadeira cara faz uns 45 anos, só ver a panfletagem deles no governo militar, como o manual de Carlos Marighella. É de dar ânsia.

      Eterno iludido é um eterno iludido, jamais espere que ele acorde.

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  • 23/12/2011 - 23:58
    Enviado por: CORREGEDOR

    Penso que esse negócio de verbas públicas para publicidade teria que acabar por força de lei. Nenhuma estatal também deveria gastar com isso; desse jeito duvido que Paulo Henrique Doente Amorim continuaria com seu blog exclusivamente contra Serra, FHC, Gilmar Mendes e o PSDB. É um absurdo que no século XXI exista aberrações do tipo financiadas com dinheiro público.

    Temos muita briga para fazer.

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  • 24/12/2011 - 02:51
    Enviado por: Bueno de Taubaté

    Cada vez mais, o Brasil é o país da desfaçatez travestida com palavras bem soantes. ”Capilaridade” e outros termos são garimpados do fundo do baú vocabular para servirem a projetos que interessam a este ou aquele grupo, mas que, no final, redundam no mesmo esgoto de intenções perversas que inunda todas as instituições. O substrato ético que consubstancia a coluna dorsal de toda sociedade considerada mais ou menos civilizada é muito frágil no Patropi e o que temos é aquele circo de picaretas que se locupletam nos vários centros de poder concentrados em Brasília, o palco desse circo de corrupção, tráfico de influência e vulgaridade em que transformaram a Nação.

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  • 24/12/2011 - 03:01
    Enviado por: Bueno de Taubaté

    E o Brasil é o país do plágio. Já não é de hoje que os populistas do Patropi estudaram e aplicam as técnicas de manipulação do poder mussolinianas. Agora, estamos no momento do ‘upgrade’ e os métodos empregados por Hitler e Stalin para a ascensão nos respectivos sistemas políticos estão certamente na ordem do dia para picaretas tupiniquins em sua escalada rumo a Brasília. Por enquanto, o enorme caldeirão de tributos extorquidos à Nação continua a permitir aventuras, mas a questão é até quando isso será possível. Ao primeiro sinal de disrupção no funcionamento da economia brasileira, o picadeiro todo virá abaixo.

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    • 25/12/2011 - 23:48
      Enviado por: Mario de Sampa

      “O socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros.” e para não ser acusado de plágio, esta citação é atribuida a Margareth Thatcher. …. Concordo com vc Bueno de Taubaté… este será um dos principais motivos do declinio do atual governo.

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    • 02/01/2012 - 15:30
      Enviado por: bueno.de.taubate

      Mario,

      ”Socialismo” eh hoje no Brasil um termo muito desgastado. O PT eh verdadeiramente ”socialista”? O PSDB o eh? E o PSB, PC do B, PCB, PPS, etc, sao realmente ”socialistas” e se comportam como tal no contexto politico brasileiro? Se ficarmos no dominio das utopias, eh possivel arrumar argumentos para defender o ponto de vista socialista no contorno atual de crise do capitalismo que usou e abusou da hipertrofia financeira. Na pratica, contudo, a meu ver ainda estah para surgir um modelo de socialismo que realmente seja digno desse nome, ainda que os paises escandinavos tenham avancado bastante nesse sentido.

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  • 24/12/2011 - 07:59
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Guterman, um Feliz Natal e uma ótima passagem de ano para você e sua família. Parabéns pelo trabalho. Abraços!

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  • 24/12/2011 - 14:01
    Enviado por: Ben

    Se vivemos em uma democracia, então devemos ouvir a opinião dos contribuintes e dos consumidores de informações. Se ninguém compra jornais e revistas de esquerda, então a solução encontrada é cobrar indiretamente dos leitores?

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    • 24/12/2011 - 19:44
      Enviado por: carlos 3m

      perfeitamente. ben, um dos males da nossa “esquerda” eh achar que eles sabem melhor que o proprio povo o que eh melhor para ele.

      e por isso, se como voce diz, nao compram jornais de esquerda, a saida dos sabios que sabem melhor que nos que nos o que precisamos, a saida eh enfiar a mao no nosso bolso por meios indiretos.

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  • 24/12/2011 - 19:13
    Enviado por: Tony Costa

    A imprensa alternativa vive tradicionalmente do pequeno anunciante, e por vezes, das contas grandes de distribuiçao agregada do grande anunciante.

    E o caso dos jornais semanais de Artes & Entertenimento, Portais, Blogs, ezines, de publicaçoes de fim especifico ( estilo de vida, hobbies, ezines de opiniao, Semanarios Etnicos, publicacoes direcionadas a publico especifico, e por ai vai, ).

    Publicacoes por subscricao paga , tem uma fidelidade maior com o leitor, mesmo porque o leitor esta pagando por informacao de qualidade, nao opiniao.. E o caso de material especifico ( Bank & Tradesman, Thompson-Reuters,Harvard Review, New England Journal of Medicine, Material de cunho legal, financeiro, e os equivalentes no Brasil ).

    Por ai, pode-se deduzir, que a influencia economica do grande anunciante nao e tao predominante o quanto algum dos leitores sugerem, quando muito, o responsavel pela alocaçao de recursos em Media pode pedir a suspençao da veiculaçao em determinado veiculo.

    O interesse do grande e pequeno anunciante, e visibilidade, numero de retinas…..

    O grande anunciante paga por retina espalhando sua marca ou produto ao maior numero de veiculos compativeis com sua mensagem.

    Ja material patrocinado por Governos e outra estoria. O patrocinado passa a ser oficial. Se Alguem quer trabalhar com o Governo sendo o seu cliente numero 1, tudo bem. Desde que se entenda que vc passa a virar porta voz do governo, nao veiculo informativo.

    Isto sem contar que os seus melhores e mais engajados profissionais do ramo, editores, jornalistas, fotografos, cartoonistas vai pedir demissao, jogar a toalha, e por ai vai.

    Eu nem conheco a deputada, nao voto, mas isto me cheira a mais uma maneira de extrair dinheiro do contribuinte para projetos sem pe nem cabeca.

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  • 24/12/2011 - 19:19
    Enviado por: João Só

    Aos prosélitos de São Milton Friedman recomendo o documentário “Yes Men Fix The World”

    http://www.youtube.com/watch?v=m2j-8dz1xDE

    Mudar de opinião não vão mudar. Mas talvez té percebam o quando são ridículos.

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  • 25/12/2011 - 01:00
    Enviado por: CORREGEDOR

    A esquerda brasileira (conforme o espelho marxista não temos nenhuma), ou o que se apresenta como tal, essa mesmo que vive de mão dadas com Sarney, o notório antiesquerda do Regime de 64, não tem leitores, mas militantes. Antes de FHC os grandes jornaizões, principalmente a FOLHA, tinham colunistas vezeiros em meter o pau no governo; aí os problemáticos ideologicamente (Gorbachev já havia metido o rodo na União Soviética) se identicavam e deliravam. A FOLHA era a referência dessa esquerdalha. Mas quem lê hoje não quer nem saber do PT ou qualquer espectro parecido.

    Quem lê política hoje no Brasil está perto de simpatizar com o liberalismo político e econômico. O que falta são partidos politicos que se aproximem do povo para fornecer dogmas razoáveis para o entendimento popular. Nunca esteve tão fácil no Brasil a massificação de valores políticos racionais; naturalmente antipt.

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  • 25/12/2011 - 12:57
    Enviado por: Joe

    A grande imprensa brasileira fala de quem interessa falar.
    E não fala de quem não intere$$a falar.

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  • 25/12/2011 - 14:01
    Enviado por: MSC

    Esquerda boa é a de Cuba, que se arrasta e humilha por uma esmola americana diante de seus esdrúxulos e ridículos fracassos..

    A esquerda brasileira já evoluiu, passou da fase de acreditar na “igualdade social”, já suplantou a etapa cubana da violência, de massacrar o povo na tentativa de distorcer a realidade, ela agora apenas pratica por recordação genética aquilo que está no seu DNA de porco, mentir e roubar, mentir e roubar, mentir e roubar….

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  • 25/12/2011 - 16:07
    Enviado por: Carolina

    Guterman, desculpe a ignorância, mas a BBC é do Estado inglês, não é? Qual seria a diferença entre o que essa deputada está propondo e o sistema que sustenta a BBC?

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    • 25/12/2011 - 17:00
      Enviado por: Marcos Guterman

      Olá, Carolina

      A BBC não é do Estado. Ela é pública, no sentido mais puro possível. Ela é sustentada por uma taxa paga pelos britânicos e gerenciada por um conselho, renovado de tempos em tempos, cuja missão é manter-se distante da influência do governo.

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    • 25/12/2011 - 17:51
      Enviado por: Carolina

      Entendi. Obrigada.

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    • 26/12/2011 - 22:48
      Enviado por: Carlos Vicente

      “As operações da BBC são financiadas através da Licença de TV (TV Licence) que todo domicílio do Reino Unido com uma televisão que é usada para assistir programas ao vivo deve pagar. Em 2005 a licença foi de 126 libras (aproximadamente R$ 462,00 ou € 181,00). Com a renda da TV Licence, que chega perto dos 3 bilhões de libras, a BBC financia sua programação de TV, rádio e internet.
      Apesar de pública, a BBC não sofre ingerência do governo. A BBC é comandada por um grupo de 12 diretores (governors) não-executivos escolhidos pela Secretaria de Cultura, Mídia e Esportes e aprovados pela Rainha, que escolhem os diretores executivos e os rumos da empresa.
      Nos últimos anos, a BBC tem sido alvo de críticas quanto ao seu conteúdo, que tem se baseado em fórmulas comuns às emissoras comerciais, como “reality shows” e programas popularescos.
      O departamento de jornalismo da emissora possui escritórios no mundo inteiro. No Brasil, fica em São Paulo e o correspondente é Gary Duffy”.

      Fontw: wikipedia

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    • 27/12/2011 - 09:19
      Enviado por: Carolina

      Obrigada, Carlos Vicente.

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    • 27/12/2011 - 19:58
      Enviado por: Abel

      Legal Carlos,O povo o dinheiro e a Rainha e que escolhe quem vai gerenciar o negocio.Ou seja a monarquia e nao o governo(,risos..) e que decide que vai “decidar” o que passa ou nao passa na BBC.

      Realmente muito democratico o negocio. ahahah

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  • 26/12/2011 - 00:15
    Enviado por: Mario de Sampa

    Vamos ver se eu entendí. …” Para mostrar que o tema é “suprapartidário”, a reportagem diz que a presidência da subcomissão foi entregue a Júlio Campos (MT), que é do DEM e tem “forte ligação com a imprensa tradicional” – foi dono de um grupo de comunicação no Mato Grosso, mas perdeu o negócio…”. Fala sério!!!!!! hahahahhaahahh

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  • 26/12/2011 - 01:29
    Enviado por: Fabio Unique

    “uma imprensa verdadeiramente livre é aquela que não depende do Estado que recolhe impostos, mas do leitor que paga pela informação.” Então porque será que o leitor consome um produto cheio de publicidade? Chega a dar a impressão (trocadilho intencional) de que a imprensa não vende informação, ela vende acesso ao leitor.

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    • 26/12/2011 - 20:42
      Enviado por: Ben

      Tudo tem um custo. Inclusive os salários dos que mamam nas tetas do governo.

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    • 26/12/2011 - 20:54
      Enviado por: Microempresário

      Fábio, a imprensa vende publicidade porque isto permite reduzir o custo para o leitor e dá à empresa uma certa estabilidade financeira. Além disso, publicidade também é informação. (Naturalmente, presume-se que o leitor tenha discernimento suficiente para saber a diferença entre jornalismo e publicidade. Se não tem, toda a discussão perde o sentido.)

      Quando vc diz que a imprensa vende acesso ao leitor, de certa forma vc está certo. Só não esqueça que este acesso é conquistado pela qualidade da informação que a imprensa oferece ao leitor. Traduzindo: eu compro a revista X ou o jornal Y porque gosto do “produto” que eles oferecem. Se muitas pessoas pessoas pensam como eu, X e Y terão boas tiragens, o que os torna veículos atraentes para a publicidade. E eu prefiro ler uma revista cheia de anúncios do que uma sem nenhum. Pelo menos eu sei de onde o dinheiro está vindo.

      Só como exemplo: em minha cidade havia um jornal que só falava de política. Não tinha um único anúncio, e era distribuído de graça em vários bairros. De onde será que vinha o dinheiro? Outro detalhe era que o tal jornal costumava ficar meses enaltecendo o político A e metendo o pau no político B. De repente, de um dia para o outro, B virava santo e A virava bandido. Não ajudava muito na credibilidade.

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    • 26/12/2011 - 22:48
      Enviado por: Fabio Unique

      Os jornais demoram horas e são mal cheirosos, é mais barato comprar um computador e acessar sem pagar nada, depois os anuncios “rolam” na frente da notícia. Tá literalmente na cara do leitor que pagar não faz parte do negócio, são os patrocinadores que pagam, só não ve quem não quer. Sera que isso é mero detalhe?

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  • 26/12/2011 - 08:09
    Enviado por: Ben

    É fácil conseguir os melhores anunciantes. Basta fazer investimentos de risco, ter talento, trabalhar duro e oferecer o que o público deseja. Mais fácil ainda é ignorar tudo isso apelando ao autoritarismo. Pelo menos para quem detém o poder político, como a Cristina Kirshner.

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    • 26/12/2011 - 13:18
      Enviado por: Fabio Unique

      Melhor anunciante seria qual, as empresas estatais como a Petrobras que pagam caro porque seus “investimentos de risco” em combustíveis fósseis são a oitava vaca leiteira do mundo e ainda por cima são responsáveis e sérios, mesmo com cabide de empregos? Cade o risco? Não é como se estivessem vendendo algum produto novo, como painel solar residencial, então me poupe. A proposta da deputada é muito boa, ainda mais se acompanhar uma cláusula restringindo os “melhores anunciantes” para algum veículo que ninguém le.

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    • 26/12/2011 - 19:20
      Enviado por: Ben

      Me poupe você de argumentos sem pé nem cabeça. Se a Petrobras é “séria apesar dos cabides de emprego”, então porque essa empresa importa gasolina e etanol, mandou construir um petroleiro cujas soldas deverão ser refeitas no exterior, e gasta uma fábula com ONGs companheiras e com anúncios em revistas de esquerda de pouca tiragem? A prospecção petrolífera é um investimento de risco sim, porque custa muito caro e nem sempre a jazida encontrada é viável. A diferença no caso dessa empresa estatal, é que os prejuízos são bancados pelos contribuintes, via CEF e BNDES, com o aval do poder executivo. Agora para conquistar os melhores anunciantes da iniciativa privada, como bancos, montadoras de veículos e demais ramos de atividade, você precisa mostrar resultados. Sem leitores, sem anúncios. É simples assim.

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    • 26/12/2011 - 19:48
      Enviado por: Ben

      Companheiros não fazem a menor idéia do que seja um investimento de risco. Afinal o dinheiro jamais sai dos seus bolsos. Qualquer coisa o prejuízo pode ser “socializado”. Já ia esquecendo: Petróleo pesado de campos oceãnicos custa muito mais caro. Primeiro por causa do alto custo de extração. Segundo por causa do alto custo de refino. E a refinaria de petróleo pesado em Pernambuco, vai sair quando? No dia de São Nunca? O companheiro Chávez ainda não honrou a sua promessa de investir na refinaria.

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  • 26/12/2011 - 10:43
    Enviado por: Wilson-SP

    Marcos,

    Cabe um pergunta? Qual destes veículos da mídia alternativa teria independência, falo da ideológica, para produzir uma matéria sobre o Delúbio Soares, assim como a Veja fez com Ricardo Sérgio em 2002?
    Não só ficam quietos e não investigam nada, como glorificam o sujeito como o cara que fez o serviço que tinha que ser feito.
    Mídia alternativa no Brasil é bajulação do PT quando ele está no poder e baixo nível quando o governo não é PT.
    Quando alguém fala em mídia alternativa, eu me lembro daquela matéria baixíssimo nível da Caros Amigos sobre o filho bastardo de um ex-presidente. Nada representa melhor a mídia independente brasileira do que aquilo.
    Um abraço.

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    • 26/12/2011 - 20:41
      Enviado por: Carlos Vicente

      Não existe mais a figura do “filho bastardo”, Wilson. O pai pode registrar a criança ou esta pode, legalmente representada, obrigá-lo a reconhecer a paternidade. Ou, após a maioridade, requerer o reconhecimento. A maioria esmagadora reconhece. Nem todo mundo é Pelé.

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  • 26/12/2011 - 20:39
    Enviado por: Ben

    O que significa mídia alternativa? Mídia independente do governo, ou apenas mídia chapa branca? Seja um progressista alternativo. Bajule politiqueiros…

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  • 27/12/2011 - 11:57
    Enviado por: silvio corrêa

    Esse plano do governo no meu entender representa a ‘primavera brasileira’.
    A informação liberta e a participação individual a perpetua.

    O plano em questão tem o foco na diversificação de pensamentos, ou seja a quebra da cultura de massa através do apoio ao jornalismo de bairro, pequenas cidades , radiofusão, blogs independentes.

    A verba de publicidade do governo foi redistribuída , causou cólera à mídia generalista, e se constituiu uma importante alavanca para que hoje tenhamos acesso a ainda modesta diversificação de pensamentos, já visível na internet. É natural agora a demanda por desonerações em produções.

    Observe que pouco atentamos às informações e pensamentos oriundas de nossa comunidade próxima (nosso bairro, vila ou mesmo cidade).
    A representativade ficará facilitada quando a partir desse plano criarem microcosmos a qual, assim como o sr. Guterman pessoas comum poderão se expressar e principalmente, serem ouvidas por sua comunidade.

    Semelhante ao que ocorre nos USA, o cidadão tem a sua mídia preferida nacional , mas se atém ao fatos nacionais e o dicerne sob a ótica de sua comunidade ou microcosmo.

    Vamos investir sim , alguns pensam ser um ‘horror’ sectário Lulista. Mas eu particularmente penso que pode ser uma chance para vermos que ‘há vida além da novela das oito’.

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    • 27/12/2011 - 19:27
      Enviado por: Ben

      Jornais de bairro existem há décadas, e há décadas são usados pra embrulhar peixe. A única diferença é que agora eles serão bancados pelos contribuintes, não mais pelos anunciantes.

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    • 28/12/2011 - 16:13
      Enviado por: silvio corrêa

      Ben

      O que disse acima é real e o plano em questão ameniza isso também, permite sobrevivência financeira a pequenos veículos de imprensa e independentes (ao contrário que pensamos existem muitos, porém sufocados financeiramente pelo desalinhamento de opiniões) que terão real oportunidade de nos oferecer outro ponto de vista além dessa imprensa que voce diz que só embrulha peixe.

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    • 29/12/2011 - 07:37
      Enviado por: Ben

      A quem interessa o trem da alegria da imprensa estatizada? Não aos leitores que continuarão a embrulhar peixes com a versão impressa da Voz do Brasil. Mesmo nos sindicatos ninguém lê o proselitismo político e ideológico dos jornais e panfletos de esquerda.

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    • 30/12/2011 - 10:31
      Enviado por: silvio corrêa

      Ben

      O enfoque partidário em relação ao plano é compreensível se vinda da parte da mídia que a não quer, mas penso que nós cidadãos deveríamos compreender melhor os pormenores desse plano ,que ainda será mais debatido, antes de rotulá-lo.

      Veja um exemplo, Brasil 6ªeconomia. No Brasil nem eu e nem voce lemos alguma reprodução diferente da traduzida da BBC, mas o discernimento já nos veio de bandeija, vieram os analista depois, mas o cerne da questão já estava definido.

      Bem diferente da mídia Inglesa que tratou essa mesma informação com melhor variedade de linha de pensamento.

      O caminho mais curto para a pluralidade é financiando os independentes, não?

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    • 01/01/2012 - 11:11
      Enviado por: Ben

      Sei, independente do governo federal do qual o dono do jornal é financeiramente dependente. É muito mais fácil ser independente quando você lida com vários anunciantes. Eu só quero ver o tal jornalista independente publicar que o Brasil é o 44º em renda per capita e que o país subiu no ranking devido à desvalorização da Libra Esterlina.

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  • 27/12/2011 - 16:53
    Enviado por: Marcio

    Gutter an
    Você poderia ter respondido minhas questões técnicas. Não e’ mesmo?

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    • 27/12/2011 - 16:57
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro Marcio

      Me desculpe, mas eu só sou blogueiro. Eu não administro o estadao.com.br. Eu já respondi a você sobre a questão dos comentários, é tudo o que eu sei. Mas o estadao.com.br tem telefones e emails para contato de leitores. Sugiro que você entre em contato e tire suas dúvidas com quem realmente pode te ajudar. Eu não posso, por absoluta incompetência técnica.

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  • 03/01/2012 - 15:03
    Enviado por: Pedro Meira

    A maior parte do que é chamado “mídia alternativa” não me parece realmente interessada em investigar nada, mas sim em torcer os fatos, conforme as tendencias políticas seguidas pelos blogueiros. E os leitores dessas mídias alternativas estão menos interessados em informação do que em confirmar suas opiniões preconcebidas, a favor ou contra tal ou qual partido, a favor ou contra Obama, a favor ou contra Israel ou os palestinos, etc.

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  • 06/01/2012 - 07:31
    Enviado por: Tony Costa

    Alguem aqui falou sobre a BBC. E verdade, o material jornalistico deles e mais engajado na informacao pela fonte. De boa qualidade.

    Nos USA o seu material e repassado pelo sistema PBS, que e o equivalente, pelo menos em Sao Paulo, a Fundacao Padre Anchieta. Eu pegava muito no Radio pela madrugada o noticiario deles. Ate o sotaque britanico eles tinham. Eles sempre trabalhavam com analistas de expertise no assunto em pauta.

    Mas como foi explicado aqui, a BBC nao e um orgao governamental. Assim como o PBS, eles recebem doacoes de contribuintes ( individuos, empresas, e possivelmente alguma alocacao de fundos publicos ).

    Agora, algo interessante, que a publicidade de Governo em meios de comunicacao, nao e nada novo,e nem por isso exerce influencia no material editorial, assim como alguns aqui o fazem crer.
    E o caso de publicidade oficial por varias agencias do Governo ( emprego, moradia publica, licitacoes, etc ). E publicidade paga, nada mais, nada menos que a mesma proporcionada por empresas privadas.

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