É uma pena que, quando enfim o Estado resolveu aparecer na cracolândia, a ação esteja visceralmente contaminada por interesses eleitoreiros e econômicos. Essa promiscuidade obnubila o fato de que, sim, era necessário tomar alguma providência para acabar com um dos símbolos mais impressionantes da patologia da sociedade paulistana – que se emociona com um cachorro que apanhou de sua dona, mas não tem a mesma consideração por pessoas destituídas de sua humanidade.
Hoje sabe-se que os governos estadual e municipal decidiram agir para acabar com a cracolândia porque o governo federal já planejava fazê-lo – e, claro, tudo isso está no contexto da eleição para a prefeitura de São Paulo. Drogas e viciados perambulando por aí são um tema central para eleitores normalmente conservadores como o paulistano. Atacar o problema, mesmo com truculência e precipitação, deve render votos preciosos. Ademais, um dos projetos mais significativos do prefeito Gilberto Kassab – e de seus simpatizantes do setor imobiliário – é reformar justamente a região onde fica a cracolândia. Visto dessa perspectiva, o problema é claramente de higienização social, para satisfazer eleitores e empreiteiros.
Nada disso, porém, deveria descaracterizar a urgência do problema, que é de saúde pública, de segurança e de direitos – os dos viciados e também os das pessoas comuns que não conseguem circular por uma parte de sua própria cidade. A politização da ação estatal na cracolândia, tanto por parte dos governantes quanto por parte de seus críticos, não ajuda a colocar o drama em sua justa dimensão.
No limite, mesmo atabalhoada, a Operação Cracolândia era necessária e inadiável, e seus resultados, ainda que parciais ou mesmo eventualmente violentos, deverão servir para balizar futuras ações – gerando um necessário contraponto ao discurso ingênuo segundo o qual o problema da cracolândia pode ser combatido com sopão noturno e compaixão cristã.
Minha maior preocupação é com o tipo de assistência que é oferecida a essas pessoas depois que são retiradas das ruas. Que tem de ser retiradas com o uso da força bruta é óbvio. São doentes que não respondem mais por si. Se fossem cidadãos de classe media ou rica, suas famílias os teriam interditado, mas como são miseráveis acabam pelas ruas, transformando-se num pesadelo para si e para a sociedade.
A sociedade paulistana tem que cobrar que se invista na rede de apoio a essas pessoas, caso contrário cedo ou tarde elas voltarão para o crack e, consequentemente, para as ruas. Têm de haver clínicos gerais e médicos de outras especialidades trabalhando full time dentro desses abrigos. Só psiquiatra e assistente social não são suficientes. Além disso, tem de ser feito um trabalho de reinserção social (detesto esse termo, aliás) com as famílias dessas pessoas, especialmente se crianças e adolescentes.
A adolescente que fugiu de casa porque apanhava muito do pai e começou a usar crack pra conseguir suportar a dureza das vidas nas ruas não pode ser enviada para a mesma família da qual ela fugiu. Ela tem de encontrar outra família se/quando voltar para casa.
Enfim, não basta retirar as pessoas das ruas à força. Disso sou totalmente a favor, mas é preciso investir nessas pessoas para que elas recuperem sua autonomia e dignidade e isso demanda muito tempo e dinheiro. Muito mesmo.
Carolina,
às vezes você me assusta. Como assim” Que tem de ser retiradas com o uso da força bruta é óbvio.”?
Não, não óbvio. Eles são viciados. Se quiserem tratamento, devem ter. Mas não são psicóticos. Não representam perigos para outrem, não mais do que outros grupos (políticos e policiais por ex.), a não ser para si mesmos. E todo mudo têm o direito de se matar como quiser.
responder este comentário denunciar abusoJoão
Eu sou a favor de retirar essas pessoas das ruas à força. Isso não significa usar balas de borracha na primeira abordagem. Uma coisa é o cara viver na rua, ficar bêbado de vez em quando, falar sozinho pelas esquinas, etc. Outra coisa é o cara estar na rua entregue a um vício que lhe tira o discernimento sobre o que é certo e o que é errado.
Minha falecida avó foi assaltada às vésperas de completar 92 anos por um cara que estava visivelmente doidão de crack (havia uma cracolândia perto de nossa casa, mas felizmente não existe mais). Ele a empurrou e ela bateu com a cabeça no portão do prédio. O supercílio dela abriu, ela ficou nervosa, minha mãe ficou nervosa, fomos para o hospital, etc. Esse é apenas um dos muitos exemplos que poderia lhe dar de como essas pessoas, quando estão sob o efeito da droga, podem representar perigo àqueles que a cercam.
Quando papai e eu fomos à delegacia (o cara foi preso) e o ouvimos ele, que já estava quase lúcido, disse que não queria ter feito mal a ninguém, que só queria dinheiro para comprar crack, pagar a passagem pra ir pra casa, etc. Dá pra ter raiva de um cara desses? Não. Eu não consigo.
Essa pessoa está do-en-te. Ela não responde por si.
Posso citar exemplos de como os viciados em crack e outras drogas pesadíssimas fazem mal a si mesmo (para além do prejuízo óbvio que causam aos seus organismos). Você acha normal uma menina de 12 anos se prostituir para pagar duas pedras de crack? Eu não acho.
Esta menina, que atendi no Ministério Público, aos 12 anos tinha AIDS e sífilis. E estava grávida, claro. A irmã tinha tuberculose. Sim, porque, não sei se você sabe, mas os “cracudos” – como a população de rua daqui do Rio chama os viciados em crack – são muito mais vulneráveis a contrair tuberculose do que viciados em outras drogas.
Posso também te contar o caso que uma colega, da Promotoria ao lado da minha, atendeu há cerca de dois meses. A mãe com quinze filhos (vou repetir: QUIN-ZE filhos), já tinha perdido OITO para o crack. Por “perder para o crack” leia-se ou o cara foi morto porque não pagou dívida ou morreu como consequência natural do vício. A filha mais nova dessa senhora tinha nove anos e ela levou a criança até o MP implorando para que fosse providenciando um abrigo para a menina porque ela estava começando a se viciar.
Você já viu uma criança com as pontas dos dedos chamuscadas (sinal óbvio de quem é viciado em crack)?
Eu acho que tem que pegar essa família à força e levar para o abrigo. Tenta levar numa boa, conversando. Tenta uma, duas, três vezes. Não conseguiu? Pega pelo braço com força, algema ou põe camisa-de-força e põe na kombi da assistência social. Pelo bem dela.
É o que eu falei: chegou no abrigo, tem de haver uma estrutura para recebê-la. Mas na rua não pode ficar.
Qualquer cidade grande tem população de rua. Vivi em Londres e via vários mendigos. Mas cracolândias são algo completamente diferente do que apenas um punhado de pessoas desajustadas, trocando ideias aqui e ali.
Ah, detalhe: estou me lembrando de uma situação que aconteceu quando ainda havia essa minicracolândia aqui perto. Um dia eu cheguei na minha rua e, a dez metros do portão do meu prédio, um jovem completamente alterado, que gritava coisas desconexas, na presença de inúmeros transeuntes, abriu a calça, pôs o pênis pra calça e urinou no meio da rua. Não estou falando do cara que, na multidão do bloco de Carnaval, chega ali no cantinho da rua transversal ao bloco. Estou falando de um homem que urina em plena luz do dia na presença de crianças (há uma escola na minha rua) NO MEIO DA RUA, com carros vindo em sua direção.
Sorry, amigo, mas EU NÃO ACHO ISSO NORMAL.
Beijos.
Passa a impressão negativa aos que se sensibilizam com os maus tratos a animais, isto não quer dizer que eles tb não se sensibilizam com os “farrapos humanos” que povoam a cracolância e se escodem nas marquizes e viadutos da cidade. E ao final vc desdenha daqueles que realmente fazem alguma coisa sem intenções outras que não sejam humanitárias. Jamais se colcoaram como os que irão resolver o problema, como estes eleitoreiros que espantam a mosca e não resolvem a merda. O prato de sopa dos ingênuos tem mais valor. Serra disse uma vez (adianto que não tenho nenhuma simpatia por ele) que o problema da cracolândia se resolve em uma extensa lista de ações coordenadas, que se inicia lá em nossos países vizinhos e então se desdobra em muitas outras ações, onde a recuperação e tratamento é o final delas. Louvar espantar moscas é realmente a ingenuidade ao meu ver.
responder este comentário denunciar abusoJoão não representam perigos a outrem…
Sou aqui de São Paulo. Vamos marcar um passeio ali na região da Luz e adjacências às 22:00h
Topas ????
responder este comentário denunciar abusoCarolina, primeiramente informo que coloquei o meu comentário para o Marcos como resposta ao seu erroneamente. Mas voltando ao seu texto, acho que a maioria concorda com o que vc pensa. Mas como um Estado que não consegue dar a saúde pública qualidade suficiente para tratar de problemas mais simples, ser capaz de tratar de algo tão mais difícil e complexo de se realizar quando falamos de dependência química de uma droga assustadoramente viciante, problemas psiquicos e sociais (familia)? Os EUA com toda sua estrutura, onde as coisas funcionam bem melhor do que aquí, não conseguem inibir a entrada da droga, sua distribuição e dar conta recuperação dos viciados. Faz me crer que por este nosso lindo país tupiniquim vai ser quase uma utopia imaginar que o conseguiremos. Especialmente se depender de muitos discursos e ações eleitoreiras e um funcionalismo tão ineficiente.
responder este comentário denunciar abusoCarolina, ao ver a sequência de seu comentário, relativo a menores, gravidas, com HIV e outras doenças, acredito que isto é similar ao que temos em São Paulo e nos outros grandes centros. A Cracolândia é apenas um “point”, onde circulam todo o tipo de viciados em crack, inclusive transeuntes classe média que compram a droga mas não vivem e nem ficam o dia inteiro na região. A única coisa que tem em comum é a tragédia que os acompanha. Mas o crack está presente em maior e menor proporção em toda a cidade e subúrbios. Antigamente tinhamos os trombadinhas, que se viciavam em cola para suportar a fome e o frio. Com a chegada do crack estes migraram para a droga e a coisa desandou agregando todo o tipo de gente a procura da pedrinha, barata, fácil de encontrar e muito pouca repressão. Os mais pobres fogem de suas famílias desestruturadas, os classe média com famílias estruturadas entram por curiosidade, diversão ou más companhias. A reação mais comum dos paulistanos é de repúdio, aversão e medo.
responder este comentário denunciar abusoMario
É evidente que, neste momento, não é realista esperar que o Estado providencie uma ampla estrutura de saúde para a cura e acompanhamento dessas pessoas. Mas a gente não tem saída: tem que demandar que o Estado faça isso. O recado para as autoridades tem de ser “Não sei como vocês vão fazer, mas se virem. Façam.” Nem que pra isso tenhamos que entrar numa outra seara de discussão: o modelo de saúde pública que temos.
Particularmente acho que o SUS é um modelo fadado ao fracasso. Cobertura universal é muito bonito no papel, mas na prática não funciona. É letra morta. Canso de ver ações judiciais que pedem liminares obrigando o Estado a pagar os mais variados tipos de tratamento que, a meu ver, não são tão urgentes. Já vi liminar determinando que o Estado custeasse viagem e hospedagem a Cuba de pessoa que tem vitiligo. E vejo também, por exemplo (e sei que serei xingada por esse comentário), ideias como a de que o Estado tem de custear operação de mudança de sexo. Não dá. A meu ver, tem um limite…
Então, voltando à questão do crack, é evidente que a saúde dessas pessoas é um problema. Mas temos de ao menos tentar resolvê-lo porque o crack é uma questão de segurança também, mas é, sobretudo, um problema de saúde pública. O que não se pode permitir é que o Executivo cruze os braços diante dele alegando que “é complicado” ou que fique naquele jogo de empurra típico da Administração Pública – manda ofício pra cá, manda ofício pra lá e ninguém resolve nada porque ninguém quer se indispor com ninguém. O crack é uma pandemia. Está presente no Rio, em SP, em Pernambuco, nas cidades satélites de Brasília, em Manaus.
E, veja, não estamos falando só do crack, mas de todas as outras que vêm a reboque dele – ox, tirrê (mistura de maconha com crack), etc. Todas essas, cedo ou tarde, matam as pessoas. Se não matam, invalidam.
Tenho um amigo que, infelizmente, é cocainômano contumaz e certamente já usou crack algumas vezes. Já não sabemos mais o que fazer com ele. O cara já perdeu completamente a noção do que é razoável. Ganhou uma apartamento de herança, vendeu o imóvel e, em um ano, gastou TUDO em pó. Tem noção do que é uma pessoa cheirar um apartamento em Ipanema? Isso invalida um ser humano para o resto da vida. Não creio que alguém se recupere disso.
Só que ele, pelo menos, sempre terá a nós, família e amigos. Ele nunca ficará completamente sem apoio. Então com ele, honestamente, eu me preocupo beeeem menos do que com essa galera que está na rua.
Esses estão MOR-REN-DO. Existe uma geração de conterrâneos nossos que está desintegrando diante de nós. Vamos ficar de braços cruzados?
Cara Carol,
o que você relatou são crimes e delitos que têm que ser tratados como tal.
Mas é cláusula pétrea da constituição de 1988 o direito à intimidade. Quando se prende viciados por serem viciados (não é crime ser viciado), está se atropelando esse direito constitucional. E não se combate crimes cometendo outro crime.
responder este comentário denunciar abusoSe prostituir não é crime.
responder este comentário denunciar abusoEm tempo, vai nos artigos 144 e 227 da CR e vê lá o que se diz sobre “segurança pública” e dever do Estado para com crianças e adolescentes (a lógica desse artigo é reproduzida no art. 7o do ECA).
Seu argumento me lembra o das testemunhas de Jeová, que se recusam a permitir que seus filhos recebam transfusão de sangue. Sou totalmente a favor de retirar a criança de casa à força e fazer o procedimento. Sem choro nem vela. A criança não é propriedade dos pais.
Infelizmente, eu concordo com Carolina: um viciado, comprovadamente, não pode ter livre arbítrio sobre se deve ou não tratar de sua doença.
É preciso a intervenção do Estado, fazer com que o Ser Humano tenha tratamento ambulatorial.
E se faz absoluta a participação da Justiça: 1. Obrigando o dependente a se tratar; 2. Obrigando o Estado a tratar desse doente; 3. Obrigando a família do doente a se reestruturar; 4. Obrigando o Estado a fornecer meios para a reestruturação dessa família (trabalho, moradia, melhoria social, atendimento psicológico e social).
Onde eu trabalhava (projetos sociais de atendimento), haviam crianças em abrigos temporários por problemas estruturais familiares, sob supervisão direta do Juizado de Menores, que obrigava a família e o Estado a tomarem providências. Os juizes eram duros: caso não se chegasse a uma solução favorável à criança, ou se perdia o pátrio poder, ou se processava os responsáveis.
E, acreditem, os familiares tinham medo da Justiça e obedeciam-na.
Gangrenas precisam ser estirpadas, não contemporizadas. O viciado em crack deixou, há muito, de ser humano, mesmo tendo ainda (?) 46 cromossomas. Se os defensores de direitos humanos quiserem adotá-los e sustentá-los que não o façam com o meu imposto que é para finalidades mais importantes.
responder este comentário denunciar abusoTodos os viciados são criminosos? Matam, roubam, agridem, praticam lenocínio, traficam?
Há que ser muito hipócrita ou desonesto para afirmar isso.
Então essa lógica fascista simplesmente não tem lugar num estado democrático de direito. Se não gostam da constituição, reclamem com o doutor Ulisses. Ou vão chorar na cama.
responder este comentário denunciar abusoJoão Só
Acho importante ressaltar três coisas:
a) em nenhum momento eu falei em prender viciados, mas em abrigá-los;
b) quando há um conflito de cláusulas pétreas a solução deve ser encontrada através da ponderação. Qual princípio é mais importante?
c) a polícia não existe apenas para reprimir, mas para prevenir o crime.
Bj
Em relação à autora dessa pérola, faço a paráfrase:
Ignorâncias precisam ser estirpadas (sic), não contemporizadas. O fascista deixou, há muito, de ser humano, mesmo tendo ainda (?) 46 cromossomas. Se os reacionários quiserem adotá-los e sustentá-los que não o façam com o meu imposto que é para finalidades mais importantes.
responder este comentário denunciar abusoNunca escrevi um comentário a respeito de uma notícia, muito menos a respeito de um comentário de um internauta. Rompi com essa regra em função do seu posicionamento. Parabéns, Carolina: lucidez, sinceridade e sensatez. Muito longe do lugar comum da postura pseudo-politicamente correta, que condena essa parcela da população à morte, cruel e certa, sob o jugo do vício. Viciados em crack, em estágio avançados, devem ser declarados incapazes e recolhidos à tratamento. Eles não têm mais juízo de valor e colocar a si próprios e aos demais sob risco. Internação compulsória é a solução.
responder este comentário denunciar abusoJoão Só
Apenas agora vi seu comentário perguntando se todos os viciados são criminosos. Veja, quem reduziu o problema das cracolândias a uma questão de combate ao crime foi você. O tempo todo eu tenho dito que esta é uma questão de segurança pública também, mas, sobretudo, é um problema de saúde pública.
Deixar essas pessoas fenecendo pelas ruas, a meu ver, é a mesmíssima coisa que deixar um mendigo com um ferimento aberto perder sangue até morrer ali na esquina. Ou então ver que uma moradora de rua, com nítidos sinais de tuberculose, está nas últimas e não pegá-la pelo braço e enviá-la a um hospital público.
Repito: essas pessoas estão DO-EN-TES. A Organização Mundial de Saúde reconhece o alcoolismo como doença. Vícios desse nível são doenças. A capacidade da pessoa reger a própria vida fica comprometida. É por isso que existe o instituto jurídico da interdição.
Quanto à Constituição, não dá pra, simplesmente, dizer “reclamem com o Ulysses”. Me desculpe, mas isso é cinismo. Se a gente quer resolver um conflito de cláusulas pétreas (intimidade do viciado x direito à vida e à saúde) tem que chamar o debate pra si, cobrar das autoridades públicas.
Me admira você, que sempre se diz tão sensível ao sofrimento das chamadas classes populares, usar esse tipo de argumento – “Se querem se matar pelo vício que se matem.”. Isso, sim, é criminoso.
É muito certo e realista o que você diz.Parabéns por seu discernimento!
responder este comentário denunciar abusoCarolina, já dizia o Raul:
“É um sapato em cada pé
É direito de ser ateu ou de ter fé
Ter prato entupido de comida que cê mais gosta
É ser carregado, ou carregar gente nas costas
Direito de ter riso e de prazer
E até direito de deixar Jesus sofrer”
É, João Só. É direito seu achar que a vida dos pobres vale menos.
responder este comentário denunciar abusoAgora resolveu apelar para a mentira, Carolina?
responder este comentário denunciar abusoJoão Só
Se a carapuça não lhe serve, por que o incômodo?
Eu não “apelo” para coisa alguma. Apenas expus minha interpretação da sua última colocação vis-a-vis todos os seus comentários anteriores.
Se, depois de tudo o que eu disse sobre o vício em crack ser uma doença que afeta especialmente as pessoas miseráveis e pobres, se depois de eu ter dito que há meninas que se prostituem para pagar duas míseras pedras da droga enquanto dormem pelas ruas a sua resposta se limita àquelas palavras do Raul Seixas, a única coisa que eu posso concluir é que você não se importa com essas pessoas.
Se minha conclusão lhe incomodou, paciência; é o que acho. Se você acha que estou errada, então exponha seus argumentos.
Bjs
Carolina, sou um cara de esquerda. Voto na esquerda, no Lula e na Dilma. Quero dizer isso para, desde já, despartidarizar o que eu vou te dizer: cara, vejo no seu discurso uma sinceridade enorme e, porque não dizer, uma baita humanidade. Às vezes, uma ação enérgica é necessária até para se manter a humanidade em um determinado espaço social. Tanto para aqueles “drogados”, quanto para os outros cidadãos que vivem e circulam nesse entorno. Temos que pensar em ambos os grupos. A violência sofrida pela sua avó não pode se repetir! Da mesma forma que ações higienistas de “jogar o problema para debaixo do tapete” tampouco. Aqui no Rio, onde o problema do crack anda aumentando quase como em SP, a Prefeitura, junto com o Governo do Estado, lançou mão de uma iniciativa de, logo de cara, (e a força) retirar crianças e adolescentes de áreas de consumo de crack. Cara, sou totalmente a favor, desde que saibamos o que será feito dessas pessoas que merecem proteção e ajuda especializada. Morei nos EUA e se alguma criança ou adolescente está na rua em horário escolar, a polícia os para para saber porque não estão na escola. Acho que está na hora de reformarmos o ECA para que o Estado tenha mais poder para proteger crianças e adolescentes. O direito de ir e vir de crianças e adolescentes não pode ser interpretado como um impedimento de que o Estado intervenha para protegê-los de situações de perigo. Nesse ponto, discordo das ideias ditas de “esquerda”sobre o assunto.
responder este comentário denunciar abusoÉ muito chato isso. Sempre reclamavam que os políticos não faziam nada sobre a Cracolândia. E quando finalmente fazem,começam estas resenhas que fizeram por motivos eleitoreiros.
Muitos só sabem reclamar…
Roberto, agora está muito claro que a ação precipitada foi unicamente por razões eleitorais. Este jornal já publicou (e o Marcos repete no texto) que o governo federal estava planejando realizar uma ação para combater os viciados, e o governo estadual só iniciou esta ação (de maneira desastrada) para minar o plano federal. Pois, permitir que governo federal resolvesse um problema crônico dentro do Estado e Município de SP iria enfraquecer os candidatos do Governador e Prefeito na próxima eleição. Outro ponto que comprova isso é que a PM iniciou a ação sem que houvesse ação conjunta com a Prefeitura para o segundo passo, que é tratar os viciados. É como o Marcos Guterman e outros já disseram em outros posts: a ação era necessária, mas foi feita de maneira inadequada, pois só espalhou os viciados, sem conseguir – até agora – resolver o verdadeiro problema. Faltou planejamento.
responder este comentário denunciar abusoNão seja tão igênuo em acreditar totalmente no poder publico, politicos tem interesses sim.
responder este comentário denunciar abusoNeste sentido – se for de higienizacao do pedaço – só vai ser uma mudança de endereço. A realidade para os drogados sem pai, mãe e casa para morar eh a rua, amanha estarão de volta.
O principio da operação baseia-se num argumento completamente equivocado. Os responsáveis por ela até agora afirmaram que o grande objetivo é cortar o tráfico de drogas, pois a dificuldade de achar a droga faria com que as pessoas, em suas crises de dependência, procurassem ajuda médica.
Mas quem garante? Cade os estudos que apoiam este argumento? Com certeza, não há psicólogos e psiquiatras por trás desta operação, caso contrário jamais ela seria baseada em um argumento como este. A falta de droga influencias, na verdade, na peregrinação do tráfico e no aumento de seu preço.
E qual o recurso que resta aos dependentes químicos quando o preço da droga subir? Violência, roubo, prostituição. Além da higienização social, estes serão os frutos dum trabalho que se baseie em argumentos infundados.
Cracolândia não é caso de polícia. Usar bala de borracha contra dependentes químicos é covardia.
Não é a primeira vez que nossos queridos prefeito e governador utilizam de violência para expulsar as classes marginalizadas do centro e fingir que elas não existem. Quem não se lembra da expulsão dos camelôs? Ou das chacinas com moradores de rua? Ou da própria arquitetura anti-mendigo, usada atualmente nas grandes obras de infraestrutura?
Viciados, camelôs, moradores de ruas. Todos eles são seres humanos. Por mais que, as vezes, recebem menos valor que um cão apanhando.
“Cracolândia não é caso de polícia”? Como assim? O código penal mudou? Quem decide quais leis devem ser cumpridas ou não? Qual o critério? Será que amanhã pedófilos e estupradores poderão argumentar que “amor” não é caso de polícia? O que diz a lei? por que são contra que ela seja cumprida?
responder este comentário denunciar abusoLogo logo vão propor o “bolsa crack”
Para que os psico-depedentes possam usar sua droguinha numa boa.
Minha gente, qual o “cerne” desse problema todo ????
Marcos, este seu texto é perfeito e nenhuma ressalva tenhn que fazer a ele. Quero apenas fazer um acréscimo.
Recente pesquisa feita, por uma instituição australiana, estima em 200 bilhões o número de pessoas que usaram drogas ilegais no último ano. Os realizadores da pesquisa reconhecem ser difícil calcular o número exato de usuários de drogas ilegais, pela simples razão de que elas são ilegais. Mesmo assim, esse resultado deve ser usado como ponto de partida para uma reflexão.
200 bilhões de usários de drogas equivale a quase 3% da populaço mundial.
Se a porcentagem de pessoas que utilizam drogas ilegais no Brasil for semelhante a essa (e isso, claro, é um chute), emtão, conclui-se que número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais (não só o crack, mas todas as drogas ilegais, inclusiveta maconha, a cocaína tradicional e o ecstasy) no último ano foi superior a 5 milhões.
Imaginemos que número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais no último ano seja, de fato, semelhante a esse. É possível mandar para a cadeia mais de 5 milhões de usuários de drogas em um país que não cosegue mandas para a cadeia nem 10% de seus assasinos? E é possível internar compulsoriamente mais de 5 milhões de usuários de drogas em um país que não consegue garantir, a todas as suas crianças, pelo menos um pediatra por turno em cada posto de saúde, 24 horas por dia?
A doença do pensamento conservador….
200 bilhõesde usuários corresponde a 30 vezes o total da população mundial , de mais ou menos uns 7 bilhões.
‘Caba não mundão…
A tese da atabalhoada antecipação da varredura dos craqueiros, tese essa da FOLHA DE S. PAULO, seria na verdade uma versão edulcorada (adulterada, mentirosa, estelionatária) do que de fato ocorreu: a operação foi determinada pelo segundo escalão da PM sem consentimento ou ciência da cúpula militar e política da prefeitura e do estado, conforme matéria do ESTADÃO (para qual veículo mesmo trabalha o autor do texto acima, uma nova pérola do humanismo brazuca?). Ou seja, nem mesmo desvirtuamento político da ação houve. O que houve (e há) é uma ação pura e simplesmente higienista e totalmente ineficaz… Para delírio dos “jornalistas” sangue-nos-olhos… (nunca se viu esses mesmos “jornalistas” reclamarem de que não podem andar tranquilamente no Capão Redondo, Paraisópolis, Brasilândia… Parece que esses lugares nasceram para serem de fato intransitáveis pelo “cidadão comum”… Quem é exatamente esse “cidadão comum”? O que frequenta a Sala São Paulo?)
Versão corrigida de comentário anterior
Marcos, este seu texto é perfeito e nenhuma ressalva tenho que fazer a ele. Quero apenas fazer um acréscimo.
Recente pesquisa feita, por uma instituição australiana, estima em 200 bilhões o número de pessoas que usaram drogas ilegais no último ano. Os realizadores da pesquisa reconhecem ser difícil calcular o número exato de usuários de drogas ilegais, pela simples razão de que elas são ilegais. Mesmo assim, esse resultado deve ser usado como ponto de partida para uma reflexão.
200 bilhões de usuários de drogas equivalem a quase 3% da população mundial.
Se a porcentagem de pessoas que utilizam drogas ilegais no Brasil for semelhante a essa (e isso, claro, é um chute), então, conclui-se que número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais (não só o crack, mas todas as drogas ilegais, inclusive a maconha, a cocaína tradicional e o ecstasy) no último ano foi superior a 5 milhões.
Imaginemos que número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais no último ano seja, de fato, semelhante a esse. É possível mandar para a cadeia mais de cinco milhões de usuários de drogas em um país que não consegue mandar para a cadeia nem 10% de seus assassinos? E é possível internar compulsoriamente mais de cinco milhões de usuários de drogas em um país que não consegue garantir, a todas as suas crianças, pelo menos um pediatra por turno em cada posto de saúde, 24 horas por dia?
Pensei que a versão corrigida trocaria os 200 Bilhões por 200 Milhões.
responder este comentário denunciar abusoAlexandre Magno
Nessa conta é preciso avaliar quantos são realmente viciados e não simplesmene usuários “recreativos” no caso da maconha, do alcool e ecstasy por exemplo, há muitos que apenas curtem um barato de vez em quando, os que tem propensão ao vício são uma porcentagem menor. No caso do crack, tenho conhecidos e até amigos de juventude que usaram e pararam, mas ha outros que até param mas recaem, esse percentual de usuários que realmente precisam de ajuda deve ser bem menor e se o Estado investir em tratamento é possível minimizar o problema, mas nunca resolvê-lo pois o Estado não tem o poder de obrigar o usuário a se tratar, mas pelo menos essa estrutura deve existir para atender àqueles que assim desejam.
Não dá pra pra falar da cracolândia sem desmerecer a indignação com a violência contra animais? Uma coisa anula a outra?
Sabe-se que fumar causa cancer no pulmão, mas nenhum fumante é hospitalizado ou preso antes de desenvolver a doença. Mas o que um fumante faria para obter um cigarro se fosse ilegal? Essa pergunta é deveras producente, e mais: responder é facil, é só criar uma lei ilegalizando a nicotina e ver o que acontece com os fumantes.
Fabio, vc viajou!!!! fumou um baseado?
responder este comentário denunciar abusoMario de Sampa: A cracolandia representa a amostra mais patética dos usuários do crack, assim como os leitos no hospital do cancer representam a amostra correspondente dos fumantes de nicotina. Eu duvido que o tráfico dependa da cracolandia, assim como os comerciantes de cigarro comum não dependem dos usuários em fase terminal.
responder este comentário denunciar abusoFabio, como fumante e viciado no cigarro, nao sei o q faria,
Seria eu, mais um a sustentar o trafico.
É varrer a sujeira para debaixo do tapete, a cracolândia é apenas a parte visível da tragédia do vício. Podemos comparar os usuários de crack com zumbis, mortos vivos retratados numa série de TV, the walking dead, onde uma legião de contaminados não vivem mais apenas são movidos pela necessidade de satisfazer o vício e fazem de tudo para atingir esse objetivo, que na verdade nunca é alcançado, depois de uma fumada outras são necessárias até o usuário cair de exaustão.
E estão por toda parte, roubando de tudo, fios, e até torneiras para passar nos cobres. Eu conheço alguns que vivem na região, sempre pedindo dinheiro e tentando vender de tudo, peixes, bananas que conseguem. Eles precisam de tratamento, e não de polícia, pois na verdade são pessoas comuns que adoecem, e qualquer um acometido por uma enfermidade desta natureza dissolve seu caráter, trabalhadores honestos viram marginais sequestrados pelo vício. É importante nessas áreas investir nos centros de reabilitação para tentar atrair os viciados para o tratamento, muitos deles, talvez todos tem consciencia de que precisam parar mas não conseguem fazer sozinhos é uma sina terrível.
Sou da mesma opiniao, e dinheiro existe sim para isso. Uma pena que nossos politicos
tem um vicio tao nocivo quanto o Crack, o de aspirar e queimar o dinheiro publico.
Tudo o que disseste e verdade Rogerio.
Agora, nos (Brasil) estamos no sexto lugar na economia mundial.
Se alguem disser que nao ha dinheiro para resolver o problema do crack e mentira.
Se disserem que nao ha dinheiro para combater os narcotraficantes e mentira.
Uma das verdades e que esses usuarios de crack que vivem nas ruas sao considerados pior do que lixo. Porque o lixo ainda pode ser reciclado e virar dinheiro,enquanto que os zumbis do crack so representam prejuizo.
O dinheiro que esta sendo investido pela prefeitura no centro de reabilitacao vem de onde?
A prefeitura,o estado nao estao fazendo nada por causa dos viciados,e sim pela pressao dos moradores e da midia.
E alem do mais, pessoas,na visao do administrador sao apenas numeros. E pessoas na condicao de viciados no crack sao apenas algo a ser eliminado da face da terra.
Edgard e Ruben
Somos a sexta economia, por causa do PIB, mas como demonstrou o Guterman em outro post, o PIB não é tudo. Há muitos caminhos a percorrer e o principal deles seria o da distribuição de renda. O Crack é considerado droga de pobre, apesar de atingir a todas as classes, mas as classes mais baixas são mais vulneráveis com certeza. Além disso seria importante investir em prevenção em campanhas que atingissem esse público para evitar que surjam novos zumbis.
responder este comentário denunciar abusoJ BR, é claro que me equivoquei ao dizer 200 bilhões de usuários, ao invés de 200 milhões, em um planeta que tem 7 bilhões de habitantes. Deixei de passar esse engano.
Para que houvesse 200 bilhões de usuários de drogas ilegais no planeta, a população mundial teria que ser, aproximadamente, 28 vezes maior do que é, e todos os seres humanos sobre a Terra teriam que ser usuários de drogas, sem exceção alguma.
Portanto, todos os leitores que não sofrem de retardo mental severo entenderam que eu quis dizer 200 milhões e não 200 bilhões.
Agora deixe de babaquices e envie um comentário com sua opinião sobre o assunto em questão, que é o que se pode fazer em relação a questão das drogas ilegais. Se é que você tem alguma opinião sobre esse assunto.
Puxa, quanta amabilidade!
responder este comentário denunciar abusoMeu…era so reconhecer o erro e ponto final.
Nao precisava atacar o J BR desta forma.
A cada ano, cerca de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas no mundo
Uso é maior nos países desenvolvidos, onde as pessoas têm renda mais alta
06 de janeiro de 2012 | 7h 38
Das agências de notícias
Um novo estudo da revista médica britânica ‘The Lancet’ aponta que o grande número de doenças no planeta está ligado ao uso de drogas ilícitas. Fundamentada na estimativa de que cerca de 200 milhões de pessoas utilizam substâncias proibidas todo ano, a pesquisa aponta que existe um usuário de drogas a cada 20 pessoas com idades entre 15 e 64 anos. E que o uso é maior nos países desenvolvidos, em que as pessoas têm renda mais alta.
Realizado pela equipe da professora Louisa Degenhardt, do Centro de Pesquisa Nacional de Drogas e Álcool, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, e do professor Wayne Hall, do Centro de Pesquisa Clínica da Universidade de Queensland, em Brisbane, o estudo mostra que a ilegalidade das substâncias derivadas do ópio (opióides), as anfetaminas, a cocaína e a cannabis (maconha) impedem que se chegue ao número exato de usuários. Além disso, também não é possível especificar quantas dessas pessoas têm problemas com as drogas, incluindo aqui os dependentes.
Os estudiosos ainda apontam que, devido às limitações dos dados sobre a extensão do uso e a natureza dos danos relacionados, não há como fazer estimativas de drogas como o ecstasy, as alucinógenas, os inalantes, as substâncias benzodiazepínicas, como o Valium, e os anabolizantes esteroides.
De acordo com relatórios sobre Drogas e Crime, feitos pelas Nações Unidas, o consumo de cannabis parece ser maior na Oceania (Austrália e Nova Zelândia) em que cerca de 15% das pessoas, entre 15 e 64 anos, são usuários da droga. Já o uso de opióides, incluindo a heroína, é maior no Oriente Médio (até 1,4%). No caso das anfetaminas, a Oceania também aparece no topo do ranking, com até 2,8% dessa faixa etária fazendo uso de drogas como a metanfetamina cristal – mas aqui sem incluir o ecstasy. A cocaína é a substância mais consumida na América do Norte, com 1,9%. Apesar dos números, os pesquisadores destacam que nenhum método estimativo é ideal para avaliar todas as drogas ou todos os países.
Existem quatro grandes tipos de efeitos adversos à saúde do uso de drogas ilícitas: efeitos tóxicos agudos, incluindo overdose; efeitos agudos de intoxicação, tais como lesões acidentais e violência; desenvolvimento de dependência e efeitos adversos de uso sustentado, tais como doenças físicas.
De acordo com o estudo, a maconha é responsável por poucas mortes, sendo que as que ocorrem geralmente são acidentais. No entanto, a droga provoca dependência e contribui para o surgimento de transtornos mentais. Já os opióides ocasionam quatro tipos de efeitos: oferecem maior risco de dependência, talvez afetando 1 em cada 4 usuários, e são os principais contribuintes para a morte prematura devido a overdoses, muitas vezes em combinação com outras drogas, bem como acidentes, suicídios e violência, além do desenvolvimento de aids e hepatite. Eles também são responsáveis por dependência, infecções crônicas e doenças do fígado.
Segundo os pesquisadores, não há como conseguir respostas inteligentes para os problemas das drogas sem dados concretos e mais precisos. “Esta necessidade é especialmente urgente em países de alta renda, com taxas substanciais de uso de drogas ilícitas, e em países de baixa e média renda, que estão perto de áreas de produção de drogas ilícitas”, dizem.
Rogério, concordo com você que nem todas as 200 milhões de pessoas que, segundo a pesquisa, consomem drogas na verdade todos os anos (conforme reportagem do próprio Estadão que reproduzi em comentário anterior), são dependentes químicos. A própria pesquisa mostra isso.
O que eu quis, com meu comentário, foi mostrar como o problema do uso de drogas ilegais é extremamente complexo. Não há soluções simples para ele.
O simples ato de tentar separar quem é dependente químico de quem é apenas usuário de drogas ilegais já é extremamente complexo. Por exemplo: quem trabalha de segunda a sexta-feira, e, nesse período, não usa qualquer tipo de droga ilegal, e nem mesmo consome bebidas alcoólicas, mas jamais vai a uma festa em um fim de semana sem consumir drogas ilegais (compradas com parte do seu salário) é dependente químico ou meramente usuário?
Alexandre, talvez um pouco dos dois. Por que não podemos desprezar a dependencia psicológica que atua paralelamente à dependência física. Eu por exemplo, quando jovem, era alcoolatra de fim de semana. Quando havia alguma festa, bebia. Mas nunca bebi, sozinho, de chegar num bar e pedir uma cerveja. Nunca tive que tentar parar e atualmente bebo quase nada. Já o alcoolico é o dependente, tem que tomar todo dia e sofre muito para parar. Tudo depende da predisposição do cara, como a química dele, seus receptores interagem com a droga.
Se o cara do seu exemplo quiser parar é relativamente fácil, não precisa de tratamento de espécie alguma, mas o prazer que ele sente nesse dias tem um peso. Ao parar ele pode sentir uma certa crise de abstinência psicológica, um vazio que ele deve preencher com outras atividades mais saudáveis.
Em tempo: Carolina, meu comentário era para o Marcos e coloquei erroneamente como resposta a seu comentário. Desculpe-me.
Imagina… Sem problemas. Bjs
responder este comentário denunciar abusodroga eh uma droga, mas eh necessario ter algum criterio racional. sou radicalmente a favor da liberdade de escolha dos individuos. desde que nao comprometa a liberdade dos outros.
drogados que podem se tornar nocivos para si propios e acima de todos para terceiros, o poder publico deve restringir essa capacidade pelo bem de todos. se necessario com o uso de forca, mas acima de tudo entendendo que se trata de pessoas que nao estao na sua plena capacidade mental.
e a seguir, fazer um esforco dirigido para que o comportamento de esses individuos perca a capacidade de atingir a si proprio e a terceiros, sitaucao a partir da qual precisam ter sua reintegracao a sociedade acompanhada.
isto representa um custo economico e social muito elevado, e a longo prazo, so metodos de convencimento poderao diminuir esse flagelo. nessa mesma categoria entra para mim o uso continuado de alcol e tabaco, coisa que a sociedade ainda nao ve como negativo.
tudo o que falei eh meio utopico, mas eh mais ou menos o caminho que deve ser seguido.
desculpe carlos 3m, mas liberdade de escolha dos individuos, no nosso pais, so afetaria terceiros, eu, vc, nossas familias, Deus nos livre disso.
responder este comentário denunciar abusosantista, acho que voce entendeu errado. liberdade individual em sociedade tem limitacoes quando choca com as liberdades dos outros e eh responsabilidade dos proprios individuos terem desconfiomentro disto e quando isto falha, eh papel do estado proteger os perjudicados.
exemplo. voce tem liberdade de se drogar a vontade mas quando ficar doente, eu, que nao fiz parte da sua escolha, vou ter de pagar seu caro e longo tratamento medico, tirando recursos daqueles que estao doentes por motivos alheios a suas acoes e que realmente precisam da ajuda da sociedade. acho isso errado do ponto de vista meu e da sociedade.
responder este comentário denunciar abusoperfeito carlos, desculpe, agora entendi
responder este comentário denunciar abusoVou botar mais lenha na fogueira.
De acordo com a pesquisa que citei, na América do Norte, 1,9% das pessoas entre 15 e 64 usam cocaína todos os anos (Deixo claro que os próprios realizadores da pesquisa admitem que não podem ter certeza desses números).
Imaginemos que a porcentagem de brasileiros na mesma faixa etária que consome cocaína seja aproximadamente a mesma (não posso crer que seja muito menor, já que temos fronteiras com os maiores produtores de cocaína do mundo, coisa que a América do Norte não tem, e imagino que, no Brasil, essa porcentagem possa ser até maior do que isso, pela mesma razão).
Arredondamos esse índice para 2%. No Brasil, mais de 130 milhões de pessoas têm entre 15 e 64 anos. Calculando 2% de 130 milhões, chega-se a conclusão de que o número de brasileiros que consomem cocaína todos os anos não seria inferior a 2,6 milhões de pessoas (reparem que nem estou mencionando a maconha, para não complicar ainda mais as coisas).
Assim, temos as seguintes opções:
1- prendermos 2,6 milhões de usuários de cocaína por ano, todos os anos, apesar de não termos sequer a capacidade de prender 90% dos assassinos (opção economicamente inviável);
2- internarmos compulsoriamente em clínicas de reabilitação 2,6 milhões de usuários de cocaína por ano, todos os anos, quando não conseguimos sequer garantir tratamento a todos os alcoólatras que querem se tratar (opção economicamente inviável);
3- liberarmos definitivamente a cocaína (opção politicamente inviável, ainda mais quando se sabe que o uso crônico da cocaína causa realmente graves danos à saúde física e mental);
4- punirmos com o pagamento de multas 2,6 milhões de usuários de cocaína por ano, todos os anos;
Esta última opção teria consequências ainda mais inquietantes, pois, se todos os 2,6 milhões de usuários de cocaína fossem obrigados a pagar multas todos os anos, o uso de cocaína tornar-se-ia uma fonte de arrecadação para os governos, que, assim, longe de desejar realmente desestimular o uso dessa droga, ao contrário, poderiam mesmo chegar a desejar o aumento do número de usuários de cocaína, o que aumentaria a arrecadação.
5- punirmos com prestação de serviços à comunidade 2,6 milhões de usuários de cocaína por ano, todos os anos.
Mas como controlar o cumprimento dessa pena por 2,6 milhões de pessoas por ano, se sequer conseguimos garantir que a grande maioria dos criminosos que saem da cadeia em virtude do regime semiaberto voltem para ela a noite, como deveriam? Distribuiríamos 2,6 milhões de tornozeleiras eletrônicas por ano?
Desafio quem ler este comentário a imaginar uma sexta opção. Quem o fizer merecerá o prêmio Nobel (não sei se de medicina ou se da paz). Eu, particularmente, não consigo imaginar uma sexta opção.
Bom texto. Acredito que eu estou seguindo o mesmo raciocínio do Guterman ao dizer que, infelizmente, algo precisa ser feito mesmo que sirva apenas como uma má experiência.
E a policia Ferderal,onde entra?
Sera que ninguem sabe de onde vem o crack?
As mulas entregam a droga nas barbas da R.O.T.A. e ninguem ve nada?
Em continuidade ao meu comentário anterior, devo dizer que imaginei, sim uma sexta opção. Os hipotéticos 2,6 milhões de usuários de cocaína seriam obrigados, todos os anos, a distribuir cesta básicas. Mas aí, surgiria um paradoxo: os usuários de cocaína, ao serem punidos por usar esta droga, estariam contribuindo para o combate a fome. Neste caso, o uso de cocaína seria benéfico para as pessoas que vivem em condição de extrema pobreza.
Agora, veremos se alguém terá a ousadia e a criatividade necessárias para imaginar uma sétima opção. Eu estou tentando, mas ainda não consegui.
O Brasil é que não é para os ingênuos. Ele continua o mesmo de sempre, como há 512 anos atrás. Só mudaram as moscas. Continuamos a ser tão apenas empreendimentos comerciais. Nem daqui a mil anos será diferente (humanamente falando).
Vejam não somos absolutamente contra este passo tomado pelas autoridades embora reconheçamos que não resolve o problema em si que é muito mais complexo, mas até que enfim aqui e no rio alguém pelo menos agiu!! até que enfim !! Sabemos que a recuperação de adictos não é assim tão simplicista como aqui e no rio internando na marra! Quem lida com adictos sabe bem do que falo! Até que enfim alguém começa a agir e fazer algo pois foram decadas e decadas de descaso das autoridades deixando os carteis livres para se tornarem os bilionários que são hoje e nossos jovens numa draga total se arrastando feito espectros pelas ruas!! ate que enfim começa um movimento que espero continue e não seja somente devido a especulação imobiliaria e imagem do pais durante olimpiada e copa ! A imprensa deveria fazer marcação implacável nas politicas de estado brasileiro para que se resolva definitivamente este problema grave de cultivo, exportação de drogas para mercados internacionais e inclusive para o nosso mercado brasileiro. Tem que se ter uma politica de estado para isto tem que se ir se preciso for até a ONU e demais organismos internacionais e caso estes nossos vizinhos compartilhadores de vasta fronteira produtores e exportadores de drogas se recusem a parar com suas plantações deveriamos requerer uma interferencia politica e forças internacionais de seguranças para que exterminem tais plantações compulsoriamente !!! JÁ PASSOU DA HORA DE DECLARAR-SE GUERRA A ESTES GOVERNOS CONIVENTES DESTES PAISES PRODUTORES DE DROGAS COMO O MEXICO FAZ NO MOMENTO POIS ESTA É A ÚNICA SOLUÇÃO EFETIVA PARA O PROBLEMA DAS DROGAS E CRACOLANDIAS BRASILEIRAS DE FATO VIGIAR FRONTEIRAS É APENAS UM DETALHE. A ONU DEVE CONSIDERAR EXTERMINIO EM MASSA A PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE DROGAS POIS ANIQUILAM MILHÕES DE PESSOAS PRINCIPALMENTE A JUVENTUDE E PORTANTO OPTAR POR INVADIR ESTES PAISES PARA EFETUAR A DESTRUIÇÃO DAS PLANTAÇÕES CASO SEUS GOVERNOS IRRESPONSÁVEIS PERSISTAM EM PLANTAR DROGAS
Matéria importante para nossa reflexão, o assunto é muito complexo. Passa pela perda de valores imposta pela mídia especialmente a televisiva em busca da audiência a qualquer custo e pela destruição da unidade familiar, e poderíamos citar, também, o egocentrismo que aumenta a cada dia, bla, bla, bla, bla, bla, bla……..
Mas o que todos acabam esquecendo é de buscar a outra parte do problema os TRAFICANTES, porque será que sempre estão pegando os mais fracos e a outra ponta???
A pergunta que não deveria calar é:
Por que será que atrás dos traficantes com a mesma força e objetividade ninguem vai?
Será interesse ou quem sabe vai chegar em alguem “importante”? quem uma sua “Excelencia” como no filme do BOPE 2?
Realidade ou ficção?
Pois e. As decadas de descaso fizeram os carteis bilionarios, e agora com toda essa grana eles se tornaram intocaveis. Principalmente porque ha dinheiro para pagar juizes,policiais,fronteiras,logistica e ainda sobra.
responder este comentário denunciar abusoQuando não há priorização em resolver problemas no seu início,mas só quando ele se generaliza,a dficuldade é muito maior.Quantos problemas há na cidade que precisam ser resolvidos com urgência,no entanto nosso prefeito e nossos vereadores se deixam levar por argumentos baratos de um grande picareta para aprovar incentivos fiscais do município para construir estadio particular.Isso é uma traição para com os paulistanos que pagam altos impostos.Isso está entalado na garganta da população que vê tantos desmandos na cidade como:Saude,educação,segurança,transportes,favelas aumentando,etç,porém não vê ações para resolver problemas graves como esse no seu início.
Achar que a revitalização do centro velho só favorece uma meia dúzia de empresários gananciosos é uma tremenda bobagem. Ela favorece a todos, seja pela geração de empregos e oportunidades de negócios. De que adianta o centro velho ter tantas estações de metrô, se cada vez mais lojas e escritórios estão se mudando para regiões distantes da cidade?
Retirem Sao Paulo de si propria (com violencia?…).
É muito comum (e legítimo) cobrar-se a responsabilidade da Polícia Federal pela intensa entrada de drogas ilegais no Brasil. Mas é preciso ter em mente o seguinte fato.
Os Estados Unidos têm pouco mais de 12 mil km de fronteiras com dois países: o México e o Canadá. Pelo que sei, destes dois, somente o México é um grande produtor e ponto de passagem de drogas ilegais. Com o México, os Estados Unidos têm pouco mais de três mil quilômetros de fronteiras. E os Estados unidos não conseguem deter a entrada de drogas ilegais vindas do México em seu território.
O Brasil tem mais de 14 mil quilômetros de fronteiras com 10 países (inclusive a França, ou melhor, a Guiana Francesa). Destes, pelo menos quatro são grandes produtores de drogas ilegais: a Colômbia, a Bolívia, o Peru e o Paraguai. Os três primeiros são os maiores produtores de cocaína do mundo. O último é um grande produtor de maconha. Com estes quatro países, o Brasil tem uma fronteira de quase oito mil quilômetros, ou seja, cerca de 2,5 vezes o tamanho da fronteira dos Estados Unidos com o México. E, obviamente, o Brasil tem muito menos recursos que os Estados Unidos.
Finalmente, devo dizer algo de que provavelmente a maioria dos leitores nunca ouviu falar. Um dos maiores consumidores de drogas ilegais do mundo é o … Irã. O Irã tem a mais alta taxa de consumo opiáceos (ópio, heroína, etc.). Isto porque o Irã faz fronteira com o maior produtor de ópio e heroína do mundo, o Afeganistão.
Acontece que a pena máxima para o tráfico de drogas no Irã é a morte na forca, e muitos traficantes são executados sem qualquer julgamento na fronteira com o Afeganistão. Assim sendo, em tese, somente um louco tentaria entrar com ópio ou heroína no Irã.
Acontece que o número de pessoas loucas o suficiente para tal é muito maior do que se pode imaginar.
Sim, as pessoas arriscam a própria vida para entrar com ópio e heroína no Irã.
Não há nenhum risco que um homem disposto a obter lucro a qualquer custo não seja capaz de enfrentar.
O problema do viciado em drogas vai muito além de querelas político-administrativas.Se estivéssemos num país de fato civilizado (penso na Suécia,que maravilha) e numa democracia verdadeira,os excluídos da sociedade,incluindo os que sofrem de doenças mentais e os toxicômanos,seriam tratados como pessoas carentes de tratamento – desde o psicológico até o fisioterapeuta – porque representam uma porcentagem da população não negligenciável e que atinge todas as camadas sociais.
Mas serem usados como objeto de propaganda política, é inaceitável.
Prezado Guterman,quero lhe afirmar de que um “habitante” da cracolândia não precisa nem de sopa nem de mera compaixão cristã, mas de amor e respeito como qualquer outro cidadão doente.
Ótimo texto. Parabéns.
Uma das questões mais antipáticas e politicamente incorretas é dada pela da falta de leis específicas para estes assuntos. Depois repressão da ditadura viramos para o outro lado, onde cada grupo tem “direitos especiais” e pode tudo. Na prática, o viciado tem o direito de fazer o que bem entender, tal e qual como: defecar e urinar na via pública, dormir no meio da calçada atrapalhando os pedestres e se drogar sem ser importunado. Aparentemente não há lei de posturas públicas. Enfim, cada um faz o que quer e a lei não prevê nada disto. A ação teria que começar pela reforma das leis, e não precisamos imitar Singapura, onde cuspir no chão dá chibatada, mas podemos ter um mínimo de razoabilidade. A falta de civilidade geral é patente. A Cracolândia é apenas um dos aspectos da falta de civilidade e respeito gerais. Infelizmente, precisamos neste momento de leis civilizatórias. A questão do crack deveria ser tratada desta forma, primeiramente, para que o aparato policial possa agir e que outras ações possam ser implementadas, como a internação dos recalcitrantes. O resto, é deixar esta clientela à mercê das ONG´s que vivem dos recursos destinados a “atender” esta massa de drogados.
Sopão noturno e compaixão cristã ajudam e muito, quanto ao resto eu parcialmente concordo com voce Marcos.
Os pontos são:
1- O dono da loja de armas não é o criminoso, mas sim quem usa a arma de fogo.
2- O vendedor de droga é criminoso, quem usa não é, interessante não.
3- Todos sabem que traficantes como Beira Mar e Nem são só os gerentes, quem são os diretores e os acionistas, não estão nas favelas, nem na cracolandia.
4- O Brasil não planta cocaina, de onde ela vem em quantidades enormes, toneladas ao ano, ninguém vê, as vezes temos alguma grande apreensão, normalmente fruto de denuncia anônima.
É melhor confiarmos no sopão e na compaixão porque o resto não vai dar certo mesmo.
Abraços
Documentario sobre o proceso de “revitalizaçao” no bairro da Luz:
http://www.lefthandrotation.com/museodesplazados/ficha_luz.htm
Eleitoreiro ou não, 48 pessoas foram encaminhadas à tratamentos anti-drogas. Se dessas 48 pessoas 1 conseguir sair do vicio, já terá valido a pena. Concordo que isso deve ser continuado, e deveria ter sido feito antes. Porém, a atitude é valida.
Eles estão desnorteados e é normal sim, em alguns casos o uso da força bruta. Infelizmente.
Carolina: Voce esta certa quanto a necessidade de programas sociais para a recuperac@o dos
usuarios de drogas. O problema e como inserir na sociedade e no mercado de trabalho adultos
sem instruc@o, sem profiss@o, sem a disciplina necessaria e mesmo sem saude para enfrentar
a batalha. E um problema de dificil soluc@o. Eu sempre fui favoravel a programas sociais para
mulheres e adolescentes porque quando a mulher tem uma maneira honesta de ajudar a garantir
o sustento da familia, naturalmente ela procura limitar o numero da prole. Adolescentes (ate as
que ja possuem seu primero rebento) deveriam ser prioridade em qualquer programa. Isso deveria
ser feitos em parceria com empresas para garantir um treino profissional para essas mulheres e
adolescentes e o seu sucesso no mercado de trabalho.
Talvez o governo tenha recursos, talvez n@o. Se os recursos s@o limitados, ent@o deve haver uma prioridade em tratar jovens, porque, como disse acima, o investimento em adultos pode ter resultados decepcionantes. Me da um aperto no corac@o quando leio sobre criancas se prostituindo para fumar crack, garotos e garotas cheirando cola, abandonados como se fossem animais, vivendo na rua ou embaixo de viadutos. Me lembro de um comercial que passou na TV aqui ha algum tempo que mostra uma crianca rodopiando e “sonhando” ela diz: quando eu crescer eu quero ser bailarina. O comercial mostra em seguida a menina adulta rodopiando, ou melhor, cambaleando sem controle das pernas. E um comercial alertando contra o uso de drogas, claro. O que estou tentando ilustrar e que nenhuma crianca sonha em se tornar viciada em drogas. A realidade das circunstancias rouba o sonho de milhares dessas criancas.
Drogas sempre existiram e sempre existir@o. Cada pais tem o seu problema com o uso e trafico de drogas e sua maneira de lidar com o problema. No Brasil, eu gostaria de ver um serio compromisso em salvar vidas que podem ser salvas, quando ha uma luz no fim do tunel. Se os
filhos devem ser retirados da guarda do pais SO BE IT. M@e e pai n@o s@o donos de filhos e o Estado deve desenvolver uma politica de intervenc@o para livrar essas criancas de um destino cruel. Eu tambem preferia ver esses pequenos em estado de abandono criados em orfanatos ou abrigos que lhes garantam educac@o, saude e seguridade. E um sonho? Talvez.
Do jeito que a situac@o esta, n@o vai mudar a n@o ser que se invistam na causa: Filhos sendo gerados e jogados a propria sorte, sem nenhuma perspectiva de um futuro decente.
Esta busca inspiração nos @@@@@…
responder este comentário denunciar abusoQue tal mandar esses viciados para uma nova cracolandia, uma fazenda por exemplo, com medicos , psicologos, representantes da OAB, crack de graca( para esmagar o trafico).
Seria um projeto viavel, humano , que livraria a cidade desses zumbis.
Sempre vai existir viciado. Legalmente ou ilegalmente. Da mesma forma que existe alcoólatra e viciado em jogo.
O estado tem que ter uma verba e plano para isso; pra sempre.
Paralelamente uma justiça que funcione. Mas isso e’ uma utopia no Brasil.
Bem facil , faça como a China ou Cuba , fuzilamento a todos , viciados , traficantes e tudo que estiver associado a essa perdição.
hasta la vista !
Luiz, não sei se você leu o meu comentário, que foi o 11º antes do seu. Se não o leu, peço-lhe encarecidamente que o faça, pois nele consta o fato de que, no Irã, traficantes de drogas são enforcados, as vezes sem julgamento, e, mesmo assim, o Irã é o país onde onde mais se consome ópio e heroína no mundo. Portanto, a pena de morte não funciona.
Como eu disse, muitas pessoas estão dispostas a arriscar a própria vida para obter lucro, e poucas atividades são mais lucrativas que o tráfico de drogas (se é que há alguma).
responder este comentário denunciar abusoJá os traficantes estão livres , leves e soltos ! Por nossa fronteiras aéreas , terrestres e marítimas passa boi , passa boiada ! Mas as políticas higienistas só pretendem limpar a área para a especulação imobiliária !
iso é verdade meu caro colega, comprei meu apê ali numa região proxima a CROCO-LÂNDIA, por 16 mil hoje ta valendo 130 mil e só faz 10 anos.
responder este comentário denunciar abusoA questão não pode levar em consideração apenas os viciados. Mais importantes do que eles são as crianças, facilmente influenciáveis por maus exemplos de viciados que usam drogas descaradamente e ostensivamente em praça pública.
Conheça o outro lado da moeda. Leia o artigo do Reinaldo Azevedo intitulado: ” Governo Federal comanda difamação da operação contra a Cracolândia em São Paulo. A campanha de Haddad já começou, e setores da imprensa atuam como cabos eleitorais”.
Moeda de 30 centavos?
responder este comentário denunciar abusoApesar de algumas derrapadas aqui e ali no trato aos outros leitores que comentaram é evidente que os leitores que se deram ao trabalho de comentar estão empenhados em melhor compreender e enfrentar o problema todavia este é complexo e exige ação em várias frentes – desde o policiamento das fronteiras até a assistência a famílias desestruturadas e pobres – o que nos remete a outros problemas e gera questionamentos quanto à hierarquia das prioridades. Creio que a prioridade é o tratamento dos políticos que estão viciados em aspirar e queimar as verbas públicas como lembrou bem um dos comentaristas. Sem que este problema seja enfrentado todos os outros terão suas soluções comprometidas.
Demian Arce, alguns políticos chegam mesmo a injetar verbas públicas na veia, e usando seringas reutlilizadas por outros políticos. Assim, eles transmitem, uns aos outros, um vírus devastador: o vírus da ganância desenfreada.
responder este comentário denunciar abusoLivrar-se do vicio de drogas pesadas, que causam dependência física e psicológica quando o usuário deseja se tratar e abandonar o vicio, já é bastante difícil, existem diversos fatores envolvidos, inclusive o circulo de amizade do viciado tende a ser de pessoas na mesma condição, o que obriga ao ex-usuário a ter que abandonar sua antiga convivência, até por isso é mais fácil uma destas igrejas neo-pentecostais conseguirem exito, que todo um aparato estatal de médicos, psicólogos, assistentes sociais e etc. Agora, para quem não quer abandonar o vicio, não tem internação compulsória que possa resolver, afirmar que “abrigos”, “centro de tratamento” é a solução revela uma falta de contato com a realidade nua e crua coisa de gente bastante ingenua ou de quem quer só esconder o problema, transferi-lo de local (para a periferia) ou alguma medida paliativa do gênero.
Aviso aos navegantes, os viciados escolheram este local se instalar pelo mesmo motivo que o a prefeitura resolveu criar o projeto Nova Luz, a proximidade com o centro da cidade, para os interessados valorização na certa, para os viciados facilidade em conseguir papelão, latinhas, moedas no semáforo, roupas, comida. Local degradado por abandono dos imoveis, para a prefeitura desapropriação a baixíssimo custo ou até nenhum, dado a constatação de que boa parte dos imoveis da região os supostos “donos” não conseguem ser localizados, são administrados por gerações de testas de ferro que se apropriaram destes imoveis sem herdeiros. Para os viciados servem de locais de abrigo das intempéries ou pelo menos não apresentam vizinhança hostis.
É um problema sem solução que temos que equacionar e trabalhar em cima para sempre, para tentar uma redução de danos, e o principal, tentar afastar as crianças deste convívio.
E quanto ao suposto paulistano que desafia ao outro comentarista a passar pela região sem sofrer algum tipo de agressão, mostra todo o desconhecimento e preconceito, passo centenas de vezes pela região, (compro peças, transistores e afins na região), inclusive vou na virada cultural na Julio Prestes e faço questão que minhas filhas pequenas passem no meio destas ruas lotadas de usuários e tenham contato com a realidade, para que não cresçam em um mundo virtual chamando seres humanos de zumbis como se estivessem em um game.
essa operação é a apoteose da hipocrisia . Por parte de todos. Includive da mídia. Tanto é assim que ninguém até agora tocou no ponto nevrálgico da questão, que é a quase impossibilidade de recuperação do viciado em crack.
Então o que você sugere, censurado? Que enviemos todas essas pessoas para um forno?
responder este comentário denunciar abusoIrrecuperação ou é porque desistem logo por não receberem o apoio de ninguém??
Cuidado com o que você diz,pra não ser injusto com aqueles que persistem qté conseguirem se livrar do vício.
Conheço pessoas que se livraram do vício de crack, mas 1º tiveram que ser retirados das bocas de crack para seguir tratamento.
responder este comentário denunciar abusoalexandre magno.
Uma das atividades mais rentáveis que o tráfico de dfogas é o tráfico de pessoas, mormente praticado pela máfia russa sobre seu próprio povo e o do leste europeu. Herança do comunismo que tanto lhe agrada.
Censurado, concordo com você que o tráfico de seres humanos é uma atividade extremamente lucrativa.
Quanto ao comunismo, devo dizer que ele realmente muito me agradava quando eu era adolescente. Na verdade, todos os jovens decentes politizados da minha geração, bem como de gerações anteriores, sem exceção alguma, foram comunistas um dia. Quem pertence a minha geração ou a gerações anteriores e nunca teve simpatia pelo comunismo na juventude ou não era politizado, ou não era um ser humano decente.
responder este comentário denunciar abusoOutra interrogação faço eu: seriam todos esses “desajustados” pessoas completamente desprovidas de razão,pra que não mereçam ser ouvidos?? Outro dia conversei com um jovem que estava dormindo numa estação de trem,do lado de fora,e parecia envergonhado pelo fato de ter que se drogar pra esquecer em que estado se encontrava.Lembram-se das crianças que cheiravam cola e durante muito tempo saíram em notícias escandalosas dos jornais?? Estes viciados que ficam pelas ruas não escolheram perambular sem ter aonde ir.Se pudessem eles ficavam em casa,confortavelmente consumindo suas drogas,ou na situação dos mais sortudos que só dão trabalho aos pais -geralmente com bastante dinheiro pra internarem o filho numa clínica de desintoxicação. Eu acho que o problema do viciado que fica nas ruas se exibindo é mais um problema social e que devia ser resolvido por assistentes sociais e psicólogos,se a própria família não puder aceitá-los.Mas o lugar deles não é nas ruas e não deviam ser enxotados como se fossem viralatas.
Se ficam mostrando a todos o próprio vício é mais um pedido de socorro do que transgressão.
Quando é que o governo vai enfim encarar o problema de frente,meu Deus?
Dany, se eles tivessem casas, INEXORAVELMENTE chegaria o momento em que eles as trocariam por mais drogas e acabariam nas ruas. Para muitos, por incrível que possa parecer, a vida na rua é opção, para outros consequências de suas escolhas. Muitos preferem tentar fugir dessa situação, buscando trabalho (inclusive como camelô ou sacoleiro), educação e religião. Os promotores deveriam se escandalizar quando o poder público combate aqueles que buscam trabalhar para ganhar seu sustento.
responder este comentário denunciar abusohttp://www.who.int/topics/substance_abuse/en/
Se a OMS falou quem sou eu pra discordar.
(voltando de merecidas férias.. Feliz 2012 a todos!)
Pois é… cracolândia. A porcaria da cracolândia esta espalhada por cada esquina deste imenso São Paulo, nas vielas e nas calçadas de todas a cidades deste país que se diz chamar Brasil.
E nem é exclusividade do Brasil… há outras dezenas, senão centenas, de países “doentes” com estas (e outras também) drogas. Pior… pessoas lucram com isto e não é pouco.
Agora… os malditos politicos também querem (como se já não estivessem) sua fatia de méritos (?).
Enquanto isto, o alcool e o cigarrro continuam a serem vendidos livremente como se drogas não fossem. E você vai votar (nas próximas eleições) nos mesmos politicos de sempre, que irão perpetuar as mortes pelas chuvas no Rio em Janeiro, as drogas pelo país, o bolsa esmola que não motiva ninguem a sair do buraco, os aconchavos dos acertos das grandes empreiteiras, da propina dos banqueiros, dos fiscais corruptos etc…etc…
Tudo perda de tempo. A saúva deveria ter acabado com este país muitos anos atrás. Seria menos doloroso do que pelos politicos.
Concordo plenamente contigo… o que ninguém, incluindo os comentaristas, parece perceber. Vivem numa Matrix intelectual, com pretensão à importância, sem se dar conta do que verdadeiramente ocorre diante de si. Pobre país, pobre povo brasileiro. Pensar que, com todos nossos recursos naturais poderíamos ser uma grande nação… que desperdício, meu Deus. Fico imaginando o que os alemães (ou os japoneses) teriam feito se dispusessem de tudo o que temos….
responder este comentário denunciar abusoEu sou morador da região central Santa Ifigênia já há 10 anos, graças a Deus, na rua que moro não tem esse tipo de problema, porem para ir e vim do trabalho passo ali na região da Júlio Prestes, e confesso que já vi e ouvi de tudo, inclusive usuários, comentando quando a policia passa, “pode fica de boa que esse é um dos nossos”. Fico muito entristecido em ver essas pessoas zumbis circulando por ali. realmente há uma falta de interesse dos governantes, claro algum deles esta ganhando com isso. na minha opinião quem quer recuperação corre a traz, para os demais sugiro enfileirar na parede e meter bala, e nem precisa gastar com enterro, só jogar no Tiete que o rio faz o seu papel de ácido. aproveita e joga alguns corruptos tambem.
Jogar corpos no Tietê…é chique??
responder este comentário denunciar abusoSabe o Carandiru? Sabe o Hospital de Franco da Rocha? Pois é,… se não tivessem sido demolidos, bastariam reformas “baratas” em suas estrutura para transforma-los em clinicas de recuperação medica, psicológica ou ecumenica para todos estes viciados que não tem a mínima chance de recuperação perambulando pelas ruas. A IMCOMPETÊNCIA falou mais alto. Administradores de compra de super mercado e padaría se metem a govenar todo um povo, só pode dar nisso! Desrecalques de juventude mal orientada, com uma dose de preguiça e letargía cerebral chegam ao ponto estúpido de demolir o que já existe para não fazer nada, esta foi a pauta da vida destes sangue-sugas do dinheiro público com aptidão para enganar um povo que é bom aliás, um dos melhores do mundo porém, sujeitos a roubos e manipulações. (até por isso)
Se o Kassab antecipou o Haddad, ele agiu eleitoralmente correto, afinal ele e seus aliados governam a cidade e o estado. É para dar mole para petista, quando a Martaxa não fez nada no caso? E ganhar votos fazendo o óbvio é normal numa sociedade democrática. Higienizar um bairro e usá-lo em projeto habitacional é melhor que deixar tal barro entregue ao lixo; e o Serra tentou isso também. É claro que o centro da capital tem que ser reaproveitado; e cada metro quadrado.
Vamos ver o resultado.
Parabéns ao governo de SP pela iniciativa tomada, agora é só prosseguir com o trabalho social com os dependentes.
O que não pode é continuar é um espaço só para drogados, traficantes, pessoas doentes e tristes que ficam perambulando como se aquilo fosse um “condomínio para cracudos”.
Concordo plenamente com a Carolina, que postou seu relato e experiência com alguns usuários de crack, também moro no Rj e já vi dezenas de pessoas em um lugar consumindo e aterrorizando os moradores.
O governo tem que fazer valer os impostos recolhidos pelos contribuintes, tem que aplicar em projetos sociais, educação e segurança.
Danny, o seu comentario em resposta ao meu foi t@o embecil que n@o sei porque voce se
deu ao trabalho de faze-lo. Esse e o meu estilo de escrever. Se n@o e do seu agrado, voce daqui
por diante pode seguir adiante sem ler o que eu escrevo. Eu pelo menos fiquei dentro do assunto
abordado pelo blog e n@o escrevendo tolices infantis sobre outros comentaristas. GROW UP!
Soluções para combater as drogas:
Traficante em prisão perpétua, sem nenhum tipo de regalia e com trabalho forçado até os 65 anos.
Drogado – seria considerado criminoso, primeira pena 15 dias de solitária, sem regalias, nem drogas, óbvio e com acompanhamento medico / psicológico. Segunda pena, 30 dias de solitária. Terceira pena 3 meses de solitária. Se ainda assim não se corrigir aí eu não sei mais o que fazer.
Dr. Fanástico, você propõe, portanto, penas duras para o tráfico e o consumo de drogas. No entanto, como eu já disse em um comentário anterior, no Irã, a pena para o tráfico de droga não é a prisão perpétua, e sim a morte na forca. Mesmo assim, o Irã é o país onde mais se consome ópio e heroína no mundo. Ou seja, as penas duras não funcionam no Irã. Por que elas funcionariam no Brasil?
responder este comentário denunciar abuso“A cada ano, cerca de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas no mundo
Uso é maior nos países desenvolvidos, onde as pessoas têm renda mais alta
06 de janeiro de 2012 | 7h 38
Das agências de notícias
Um novo estudo da revista médica britânica ‘The Lancet’ aponta que o grande número de doenças no planeta está ligado ao uso de drogas ilícitas. Fundamentada na estimativa de que cerca de 200 milhões de pessoas utilizam substâncias proibidas todo ano, a pesquisa aponta que existe um usuário de drogas a cada 20 pessoas com idades entre 15 e 64 anos. E que o uso é maior nos países desenvolvidos, em que as pessoas têm renda mais alta.
200 milhões de usários de drogas equivale a quase 3% da população mundial.
[...]”
Se a porcentagem de pessoas que utilizam drogas ilegais no Brasil for semelhante a essa (e isso, claro, é um chute), então, conclui-se que o número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais (não só o crack, mas todas as drogas ilegais, inclusive a maconha, a cocaína tradicional e o ecstasy) no último ano foi superior a 5 milhões.
Imaginemos que número de brasileiros que utilizaram drogas ilegais no último ano seja, de fato, semelhante a esse. É possível mandar para a cadeia mais de 5 milhões de usuários de drogas em um país que não cosegue mandas para a cadeia nem 10% de seus assasinos? E é possível internar compulsoriamente mais de 5 milhões de usuários de drogas em um país que não consegue garantir, a todas as suas crianças, pelo menos um pediatra por turno em cada posto de saúde, 24 horas por dia?
responder este comentário denunciar abusoAlexandre, aqui penas duras funcionariam porque bandidos brasileiros (traficantes) são covardes, lá no Irã a cultura é outra, não há o medo da morte. Aqui um BÚ e sai todo mundo correndo.
Já o drogado deve ser tratado, mas de forma pesada, nada de achar que é um coitadinho, doente, é um sem vergonha mesmo, um mes em cana com isolamento cura qualquer um.
Qual é a sua sugestão, liberar as drogas e o governo cobrar imposto? Aí o governo vira o traficante?
É uma possibilidade, na Holanda e na Suiça deu errado.
Parabéns ao governo de São Paulo por tomar alguma iniciativa em limpar o centro da cidade.
Como policial, eu sei da dificuldade de combater o tráfico de drogas com uma legislação que só combate a oferta, e não a demanda. Reprimir o uso é quase impossível, uma vez que, EMBORA O USO DE DROGAS SEJA CRIME, NÃO HÁ PREVISÃO LEGAL DE PRISÃO.
Na prática, é como se usar drogas não fosse mesmo crime.
Enquanto houver quem compre haverá quem venda.
Legal!
Achei um artigo muito bem escrito, não só por ter visto os motivos eleitoreiros da ação, mas como também ter visto que esta ação possui relação com o projeto de reforma daquela região, estando desta forma ligada com os interesses do setor imobiliário, tão próximo ao prefeito Gilberto Kassab
(não se esqueçam que ele chegou a ser cassado em 2010, por ter recebido financiamento ilegal tanto da Associação Imobiliária Brasileira, como do Banco Itaú. Já pensou que legal se nós realmente quiséssemos combater a corrupção, e ao invés de só punir políticos que recebem estes dinheiros, que é algo bom, também puníssemos estas empresas e associações?)
Mas também gostei muito do artigo por denunciar o caráter bem hipócrita da sociedade paulistana: quando um cachorro morre, ela se comove inteiramente, mas quando seres humanos vivem em péssimas condições de vida, ela não liga nem um pouco. E ela é toda de se achar a defensora da “moral e bons costumes” (seja lá o que este termo significar para ela). Vivo em São Paulo, e percebo este descaso quase à todo o momento. Parece uma cidade onde todos possuem coisas muito importantes para se fazer, todos estão à todo o momento ocupados, e ninguém tem tempo para ninguém! É lógico que se for para conseguir chegar em casa, ver a novela, o futebol, a fórmula 1 (que é motivo de orgulho para esta cidade. Não temos transporte público de qualidade, mas temos a fórmula 1. Olha que maravilha!) ,alguma série na TV, sair com os amigos em algum bar,e por aí vai, aí todos temos tempo. Agora para outros seres humanos, aí a coisa complica! rsrsrrsrs. Na verdade, até para os filhos os paulistanos estão tendo cada vez “menos tempo”, e quando vêem notícias de crianças que cometem crimes e outras coisas, já estão prontos à lançarem seu veredicto de que os mesmos devem ser presos, ou coisa pior, sem se importarem com a educação que infelizmente faltou à muitos destes, que são o futuro do nosso mundo. Se preocupam tanto com o presente, que estão vendendo o próprio futuro, e o que é pior: não apenas o deles!
Com esta onda de consumismo em que vivemos então, parece que o individualismo se tornou ainda mais exacerbado: todos queremos comprar algo, ter algo. O sentido da vida se tornou este, e os valores coletivos e públicos foram totalmente esquecidos. Dizem que na Europa, na época da guerra, as pessoas se ajudavam mutuamente de uma maneira, que a nós, acho que seria, infelizmente, muito dificilmente de entender. Vi alguns anos atrás também na TV um documentário feito em Londres, mostrando como as pessoas de uma comunidade local conseguiram acabar com o problema de prostituição que havia na região, organizando a comunidade de maneira a dar estudo e chances às mulheres que se prostituiam. Acho que vai ser dificil ver isto em São Paulo.
Às vezes, pode parecer meio duro, mas acho que apenas com catástrofes como a guerra que assolou a europa é que muitas vezes as pessoas mudam suas consciências, o que não acho que esteja tão distante do Brasil, pois embora não estejamos perto de uma catástrofe militar, acredito que estamos muito de uma econômica, pois o nível de endividamento das pessoas, e de calotes cometidos está crescendo. Acho que logo, poderemos ter algo aqui como o que está acontecendo nos EUA, e aí, talvez, iremos perceber que existem coisas mais importantes do que consumir e ficarmos todos em nossa menoridade esquecendo que vivemos em uma sociedade.
Alexandre Magno.
Dizer que “”" como eu já disse em um comentário anterior, no Irã, a pena para o tráfico de droga não é a prisão perpétua, e sim a morte na forca. Mesmo assim, o Irã é o país onde mais se consome ópio e heroína no mundo. Ou seja, as penas duras não funcionam no Irã. Por que elas funcionariam no Brasil?”"” é falta de conhecimento. Histórico.
Como se depreende deste artigo de um jornal britânico, conhecido, e razoavelmente conceituado, os traficantes iranianos não estão sujeitos à pena de morte como você candidamente alega.
http://www.guardian.co.uk/world/2005/oct/27/iran.roberttait
“”"Since the 1979 Islamic revolution, more than 2.6 million Iranians have been arrested on drug offences. Almost half the prison population is serving time for narcotic-related crimes. Iran’s police and security forces have been fighting a losing war against the smugglers. In 2003, the country’s anti-drug forces seized 220 tonnes of drugs, reckoned by the UN to be just a fraction of the amount entering the country. Since the revolution, about 3,200 members of the security forces have been killed in clashes with traffickers.”"”
Alexandre Magno.
Esqueci de dizer.
No Iran traficantes não estão sujeitos à pena de morte, mas mulheres indefesas estão. Sofrem a bárbara execução por apedrejamento, em lenta agonia, de acordo com os preceitos religiosos daquela potência cultural e espiritual. Homossexuais também. Mesmo sem terem praticado nenhum crime.
Pelo que se depreende, os parametros usados pelos mullahs, que é quem efetivamente governa o Iran, são um tanto… sui generis, digamos.
IRAN/death penalty
International Federation for Human Rights
http://www.fidh.org/IMG/pdf/Rapport_Iran_final.pdf
Introduction
“A wide range of offences are punishable by death in Iran, ranging from a number of sexual offences
(e.g. fornication, adultery, sodomy, lesbianism, incest, rape) to drinking, theft, drug trafficking,
murder, and certain other offences (e.g. apostasy and cursing the prophet), ‘waging war’ on
people/God and ‘corruption on earth’ – offences that may extend from armed robbery to political
opposition or espionage. A number of economic offences are also punishable by death.”
Tradução livre:
“Uma vasta gama de crimes são puníveis com a morte no Irã, que vão desde uma série de crimes sexuais (fornicação, por exemplo, adultério, sodomia, lesbianismo, incesto, estupro) até o consumo de bebidas alcoólicas, o roubo, o TRÁFICO DE DROGAS, o assassinato, e certos outros crimes (por exemplo, a apostasia e amaldiçoar o profeta), ‘guerra contra o povo/Deus’, ‘corrupção na Terra’ e – crimes que podem se estender do assalto a mão armada à
oposição política ou à espionagem. Determinados crimes econômicos também são puníveis com a morte.”
Como se pode ver, tráfico de drogas é um dos inúmeros “crimes” que são punidos com a morte no Irã. E mesmo assim, ele continua acontecendo naquele país.
Ao falar sobre a pena de morte para traficantes de drogas no Irã, eu não procurei me desviar do assunto em questão, e sim mostrar a complexidade do assunto em questão, ao demonstrar que mesmo as mais duras penas não são suficientes para acabar com o tráfico de drogas.
Aliás, na China, onde o tráfico de drogas também é punido com a morte, o mesmo também continua existindo.
Portanto, “Censurado”, pare de jogar conversa fora e volte a enviar comentários sobre o assunto em questão: o problema das drogas ilegais, particularmente o crack.
responder este comentário denunciar abusoQUE PAÍS E ESSE QUE DIZ SER DEMOCRATICO E NÃO E NOS FORÇA A VOTAR NESSES
DESAVERGONHADOS,SÃO TÃO HIPÓCRITAS FALANDO DESSA CRACOLANDIA MAS PÕE A MÃO NO DINHEIRO PUBLICO E NÃO DÁ ESSE DINHEIRO PRA CONSERTAR ESSA VERGONHA INSTALADA NO BRASIL, E TEM MAIS DEPENDE MAIS DE UM VICIADO QUERER
AJUDA DO QUE O POVO RESOLVER ISSO POIS SE AS LEIS FOSSEM MAIS DURAS MUITA
COISA SERIA DIFERENTE AGORA SE ESSES FALSOS ESTÃO TÃO INCOMODADOS LEVEM
A CRACOLANDIA PARA SUAS CASAS GARANTO QUE VOCES ALEM DE GOGÓ PODEM FAZER EM POUCOS MINUTOS ESSES DEPENDENTES SAIREM DESSA RAPIDINHO.
VOCES NÃO SÃO OS BAM BAM BAMS??????????? PROVEM CAMBADA DE HIPÓCRITAS
COMO ME ENOJA ESSE HIPÓCRITAS FALANDO DE PESSOAS QUE NÃO QUEREM SE
AJUDAR POIS TENHO CERTEZA QUE MUITOS JÁ FORAM E JÁ VOLTARAM
Ao invés de ficar descutindo seria mais cabivel juntar aos que querem ajudar, essas pessoas que moram na rua sao pessoas doente que precisam de ajuda e apoio, é facil oferecer ajuda hoje e pedir pra voltarem amanha, eles tem que ter uma moradia, como a MISSAO BELEM oferece, se eles nao tiverem moradia de nada adianta….
Exemplo: passa no pisicologo hoje, e depois pedi para eles retornarem daqui dois dias… que ajuda é essa???????????
Ai eles voltam pra rua pq nao tem para onde ir… Pra tudo tem um jeito, menos pra morte, eles merecem SIM ser cuidados, cada um sabe o motivo por estar passando por isso, entao nao vamos ser ipocritas de dizer que foi fraqueza, pq qq um pode passar por isso se tiver passando por algo ruim na vida, uma pessoa sem estrutura e sem FÉ sem DEUS pode sim passar por isso… entao vamos ajudar …….
-Bem vindos ao primeiro mundo !!!!! Não se falava com certa inveja sobre o gueto de usuários na Holanda, “puxa… lá sim é um país de primeiro mundo, tem um lugar especial para os drogados, fornecem seringas e vendem maconha em lojas de café”.
O Holandes sempre foi liberal, diferente de certos outros povos da Europa que se comportam como verdadeiras malas sem alça, enquanto se consideram santos.
responder este comentário denunciar abusoRealmente a cracolândia não é para ingênuos. É para inccompetentes:
Ué, João! Pelo que entendi a polícia está fazendo justamente o que você sugeriu: preservando o direito dos consumidores de crack de ir e vir. Onde está a incompetência?
responder este comentário denunciar abusoQuanto consumo da droga em público (lembrando que consumir ainda é crime), bem, este é uma consequência natural da liberdade que se deu a essas pessoas. Elas vivem para o crack e através do crack. É óbvio que se se permitir que usufruam livremente do seu “direito de ir e vir” a primeira coisa que farão será voltar à cracolândia para consumir a droga. Para essas pessoas o consumo da droga se confunde com seu “direito de ir e vir”.
E aí eu pergunto: como reprimir esse consumo nos aglomerados sem o uso da força bruta? Alguém tem alguma sugestão?
É aquilo: quando a polícia tenta fazer alguma coisa (ainda que de forma atrapalhada), criticam. Quando ela recua (em função das críticas), a qualificam como incompetente. Aí fica difícil…
Venho por meio desta repudiar tamanho desserviço que você está a prestar à população, mostrando – se conivente com essa prática repressiva e de higienização social no bairro paulistano da Luz. Onde se há debates sérios sobre segurança, saúde e politicas públicas, não cabe jamais esse tipo de prática repressiva, apenas no ÙNICO país onde se há uma policia militar, mesmo em um (suposto) estado democrático de direito.
Você como jornalista de um grande veículo de massa, está prestando um grande desserviço à população brasileira. Não, não é óbvio que se necessita de força. Isso só faz sentido em uma lógica fascista de combate a pobreza, de jogar pra de baixo do tapete. Aposto que se você fosse do RJ iria elogiar as UPP’s.
Chega de hipocrisia!
POVO BRASILEIRO VAMOS FICAR ATENTOS, O ESTADÃO – ASSIM COMO TODA A GRANDE MÍDIA – SÃO PARTE DE UM OLIGOPÓLIO DOMINADO POR 10 FAMÍLIAS! QUE LIBERDADE DE IMPRENSA É ESSA QUE VOCÊS (DIREITA) TANTO COBRAM??? POR MEIO DE TEXTOS COMO ESSE QUE NOS FAZEM UMA LAVAGEM CEREBRAL COMO ESSA E NATURALIZAM AS MAIS DIVERSAS FORMAS DE OPRESSÃO!!!
André Flores, apoiadíssimo!!! Atitudes facistas devem ser repudiadas. Assusta o apoio que elas recebem, mas alegra-me também manifestações como a sua. Parabéns!
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