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Marcos Guterman

03.janeiro.2012 22:27:47

A “guerra santa” em Israel

No último sábado, judeus ultra-ortodoxos fantasiaram-se de prisioneiros de campos de concentração nazistas, em Jerusalém, para protestar contra o que veem como incitação ao ódio contra eles em Israel, motivado pela sua exigência de observância estrita das normas religiosas no país. O choque causado pela imagem talvez encubra o fato de que essa tensão está na própria raiz da Israel estabelecida em 1948.

Essa Israel tenta se apresentar como algo diferente da “terra santa”  – e, no entanto, encontra-se desde sua fundação embebida em interdições religiosas. Ben Gurion, para garantir o aspecto judaico do novo Estado, essencial para justificá-lo, acertou com os ortodoxos, inclusive com os antissionistas militantes, uma espécie de “concordata” para a fundação de Israel liderada pelo sionismo – e não pelo Messias, como queriam os ultra-religiosos. Esse acordo viabilizou a arriscada aventura de juntar, num mesmo país, judeus de vários extratos ideológicos, o que, em se tratando de judeus, é receita certa para confusão. Mas mostra também como o nacionalismo sionista – embora laico e com a pretensão de criar um “novo judeu”, um “judeu musculoso”, como contraponto ao judeu vulnerável dos milênios de perseguição que redundaram na Shoah (Holocausto) – nutriu-se da matriz religiosa e deu força decisiva aos ortodoxos para interferir na política do país, principalmente a partir do final dos anos 70.

Essa interdependência fez do judaísmo em Israel um ente híbrido que se equilibra entre o vigor da liberdade intelectual e o risco permanente de retorno ao estado de isolamento característico do mundo ortodoxo, constrangendo o aspecto secular adquirido pelo judaísmo europeu no século 19 e que o tornou elemento vital na narrativa da história do Ocidente contemporâneo. Os ultra-ortodoxos (haredim) se consideram os únicos legítimos judeus, porque a secularização é vista como o fim dos judeus como “povo escolhido”. No limite, trata-se de uma tentativa de sequestro do judaísmo, que tanto aborrece os judeus laicos, queixosos da autoridade e dos privilégios estatais dados aos ortodoxos em uma Israel orgulhosamente secular.

Agora, na ânsia de afirmar suas certezas morais absolutas diante dos desafios modernos, os ultra-ortodoxos querem seqüestrar a Shoah, nada menos que a maior tragédia da história do povo judeu. Ao explorar a imagem da Shoah, alegando que estão sofrendo um “Holocausto espiritual”, os extremistas haredim reafirmam sua disposição de não ceder terreno aos seculares em Israel, jogando com o sentimento de culpa – como fazem todos os religiosos. É ainda mais vil, porém, justamente porque uma parte dos judeus ortodoxos atribui aos judeus seculares, sobretudo aos sionistas, a culpa pelo Holocausto. Em sua visão, a catástrofe que se abateu sobre o povo judeu foi conseqüência de seu afastamento da vida estritamente religiosa e da interferência política no destino ditado pela Providência. É como se dissessem que, se todos se comportassem como eles, afastando-se da aventura nacionalista e vivendo exclusivamente segundo a Torá, Deus não teria enviado os nazistas para castigá-los. Pior: para os ultra-ortodoxos, os judeus não devem nem se defender se mais alguém resolver eliminá-los no futuro; em sua visão, os judeus serão protegidos por Deus, se assim merecerem.

Agora, porém, os extremistas haredim foram muito mais longe. Ao vestirem-se como prisioneiros de campos de concentração, eles transferiram aos judeus laicos o papel de “nazistas”, que estariam eliminando os “verdadeiros judeus” e, com isso, desafiando o próprio Deus. É um passo além do aceitável nessa guerra santa obscurantista dos ultra-ortodoxos em Israel, esbofeteando a mesmíssima moral que eles dizem tão ardorosamente defender.

comentários (133) | comente

133 Comentários Comente também
  • 03/01/2012 - 22:57
    Enviado por: Carolina

    Se esses caras fossem minimamente inteligentes entenderiam que agora o povo israelense, e sobretudo o judeu, devem ficar unidos, não obstante as diferenças ideológicas. Instigar um conflito dessa natureza neste momento é muita estupidez. Essas pessoas realmente não têm ideia do que se passa aqui fora.

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  • 04/01/2012 - 00:06
    Enviado por: Jean

    “Em se tratando de judeus…” rsrsrsrsrsr

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  • 04/01/2012 - 00:12
    Enviado por: Fabio Unique

    Vivem num campo de concentração que eles mesmos desenvolveram, de regras dietéticas exdruxulas e rituais insípidos, fazem isso em nome de Deus então porque não fariam em nome do shoah?.

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  • 04/01/2012 - 02:11
    Enviado por: carlos 3m

    mesmo que a pratica mostra que os extremos se tocam, ainda no quesito volencia as coisas nao chegaram no mesmo nivel de outros extremistas pelo mundo.

    embora abomine aquela minoria que se auto-otorga o direto de serem os que definem a identidade da maioria, desde que respeitem as leis, tem o direto de expressao garantido. e isso eh um fato positivo que eh ignorado por muitos.

    se a livni tivesse sido mais sabia e menos ego, teria entrado no governo e netaniau nao precisaria do apoio de partidos questionaveis, que deram e dao forca a alguns extremistas, permitindo que tivessem um poder que ultrapassa em muito a sua real representatividade.

    aproveito para mencionar que essa turma de ultra ortodoxos e radicalmente anti-sionista e que mesmo assim moram em israel e fazem o possivel para perjudicar o pais. o ben gurion pisou na bola quando deu espaco para essa turma mas esta feito. so nao sei se eles pagam imposto. alguem sabe?

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    • 04/01/2012 - 11:13
      Enviado por: Fabio de Israel

      carlos 3m, a maioria,99,9% nao pagam impostos,recebem ajuda do governo para se dedicar aos
      estudos da Tora,e tambem nao servem ao exercito,mas reclamar e fazer bagunca ,isto eles sabem.
      Sao uma minoria que incomoda,mas estamos em uma Democracia,mas ha limites para a agressividade.Outra vez,sao uma minoria e nao influenciam em nada no Pais, como ja tentaram
      alguns comentaristas que continuam escrevendo bobagens por aqui.

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  • 04/01/2012 - 03:36
    Enviado por: Alexandre Magno

    Excelente texto, Marcos.

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  • 04/01/2012 - 04:04
    Enviado por: Alexandre Magno

    Há ainda, em Israel, um outro problema além dos já apresentados por Marcos neste texto, e que não é uma exclusividade de Israel (o Brasil também sofre desse mal, embora com consequências completamente diferentes): um sistema partidário excessivamente pulverizado. Israel tem, hoje, trezepartidos com representação no Knesset, e nenhum deles chega sequer perto de ter a maioria (o Knesset tem 120 membros, e, desses, só 27 pertencem ao Likud do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu). Assim, o Likud fica refém de partidos religiosos para manter a maioria no Knesset (a atual coalizão chefiada por Netanyahu inclui três partidos religiosos).

    Israel precisa ter, no máximo, cinco partidos com representação no parlamento, como ocorre na Alemanha. Isso diminuiria muito o poder político dos judeus extremistas. O Brasil também precisa disso. Isso diminuiria o poder de certas forças com grande representação no nosso Congresso.

    Assim, a solução para Israel conter o avanço do extremismo religioso judaico é a reforma política. Mas, nós brasileiros sabemos muito bem como é difícil realizá-la.

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    • 04/01/2012 - 08:37
      Enviado por: aac

      Alexandre, a reforma que mudaria o Brasil é difícil de ser realizada porque os que poderiam fazê-la se beneficiam do atual “estado das coisas” – excesso de partidos.

      Discordo apenas do seu número: três partidos são mais que suficientes porque na prática, mesmo onde o número é maior, verifica-se no máximo dois ou três grandes grupos ideológicos que podem reunir dezenas de partidos.

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    • 05/01/2012 - 09:05
      Enviado por: Cecilia

      Pelo menos, desta vez o Magno deu uma dentro ao mencionar a pulverização de forças no sistema partidário israelense, o que leva a impasses via de regra resolvidos pela entrada dos partidos religiosos nos governos, tenham sido estes de esquerda, centro ou direita. Isto vem acontecendo há décadas.
      Mas como não é lá muito forte em números, a coisa neste aspecto é ainda pior: Israel conta com nada menos do que 37 partidos políticos (!), dos quais 16 tem assento na Knesset. Um paisete minúsculo com esse exagero de partidos confirma o o dito ‘onde estão dois judeus, há três opiniões discordantes.

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  • 04/01/2012 - 06:45
    Enviado por: Ezequiel-SP

    ” A letra mata o espírito vivifica ”

    Ponto

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  • 04/01/2012 - 08:31
    Enviado por: aac

    “Israel orgulhosamente secular”?
    “Nacionalismo sionista laico”?
    “Judaísmo, elemento vital na narrativa da história do Ocidente contemporâneo”?

    Conflituoso.

    Afinal, Israel é ou não um estado laico? Iria além: a sociedade que compõe Israel é predominantemente laica? É óbvio que não. Nada mais longe disto que Israel.

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    • 04/01/2012 - 11:57
      Enviado por: José Antonio

      Nenhuma sociedade é laica, só se fossem todos ateus o que não existe no mundo. O estado sim é laico.

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    • 04/01/2012 - 12:16
      Enviado por: mm

      Você já foi pra lá? mais de 70% da população é laica.
      Já estudou a história do sionismo? sabe quem foi Ber Borochov? A. D. Gordon? Nachman Sirkin? ao menos Theodor Herzl? da um wikipedia neles.

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    • 04/01/2012 - 23:11
      Enviado por: aac

      O que seria um “Estado” sem as pessoas? Não existe – é como um dividido por zero. Não tem definição.

      Se não existe sociedadetotalmente laica ou não-laica obviamente não existe Estado laico ou não-laico.

      Estado laico é apenas uma idealização teórica que não existe em lugar nehum deste planeta. A começar por Israel. Um estado, num dado momento, é o que a maioria das pessoas que o constituem é ou pensa.

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    • 05/01/2012 - 15:44
      Enviado por: mm

      aac

      ainda nao entendi por que de “nada mais longe disto que israel” ou ” a começar por israel”. seria israel a maior teocracia do mundo? seriam brasil, e.u.a , frança, alemanha o oposto de israel?

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    • 06/01/2012 - 09:27
      Enviado por: aac

      MM, existem aproximadamente 250 milhões de cristãos nos EUA de hoje com seus 313 milhões de habitantes – ~79%.

      Segundo os números que vejo por aqui, os judeus são ~75% da população de Israel. Não muito diferente dos EUA e provavelmente, como você cita, França, Brasil, etc.

      Quando cito Israel, não me refiro a percentuais, mas à atitude. Poderia citar um país predominantemente muçulmano. Mas não vamos fechar os olhos à realidade: este blog tem viés claro. Veja que enxergo o judaísmo ou o “ser judeu” como uma religião, uma crença, nada mais. A diferença entre EUA é Israel está na importância que a religião tem.
      .

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    • 06/01/2012 - 11:22
      Enviado por: José Antonio

      MM, acho que vc. tem problemas com a palavra laica, sociedade laica ou população laica quer dizer que não existe religião no meio, seja qual for. A população secular israelense tem como base o judaismo, não é laica. O estado sim é laico, onde nenhuma religião manda, todos tem os mesmos direitos. Vc. diria que a população brasileira é laica? Onde cerca de 70% são católicos? Conheço sim Israel desde 72, parte da minha familia mora lá, a cada 2 anos os visito. Conheço também a chamada cisjordânia. Conheço Israel da Galiléia, eles moram perto em Haifa, até Eilat no sul, divisa com Jordânia e Egito.

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    • 06/01/2012 - 11:49
      Enviado por: José Antonio

      Desculpe MM, o comentário é dirigido ao AAC

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    • 06/01/2012 - 11:56
      Enviado por: José Antonio

      Ser judeu não tem nada a ver com religião, sei que a maioria não judaica acha isso, mas não é verdade. Eu e o Fábio somos judeus por sermos filhos de mãe judaica só isso. O judaismo não entra em questão. Acho que o Guterman também não é religioso. Nós falamos isso há anos, mas parece que não adianta. No holocausto os alemães nos matavam pelo sobrenome e indicações, nenhum queria saber se íamos a sinagoga. Para nós vivermos precisamos ter religião, para nos matar isso não interessava. Complicado a cabeça de vcs.

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    • 07/01/2012 - 10:08
      Enviado por: aac

      Jose Antonio, por partes:

      1) “O estado sim é laico, onde nenhuma religião manda” – falei que não só estado como laico são ideais teóricos. Quem manda em Israel são os cidadãos judeus, de crenças (religião) judaica. Portanto não é “tudo igual para todo mundo”. Pergunte aos Israelenses árabes ou outras minorias. Fazendo um paralelo esdrúxulo, é como dizer que os bancos centrais devam ser independentes. Não existe tal figura. Um BC sempre refletirá a linha de pensamento do chefe de governo. O próprio site do Fed americano (muito citado como “independente”) diz textualmente que sua independência é relativa. Assim como em supostos “estados laicos”.

      2) “Ser judeu não tem nada a ver com religião. Eu e o Fábio somos judeus por sermos filhos de mãe judaica, só isso.” – E esta não é uma clássica ‘crença’? Que particularidade têm as mães judaicas que as mães cristãs, muçulmanas ou budistas não tenham? Há um gene exclusivo? Um trecho de DNA exclusivo? (território perigoso pois começaríamos a fllertar com racismo). Não, não há J Antonio. Judaísmo é apenas uma religião em que pesem as “vossas crenças” em contrário.

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    • 07/01/2012 - 10:17
      Enviado por: aac

      Em tempo, J Antonio. Veja o que você mesmo, distraidamente, disse:

      “A população secular israelense tem como base o judaismo, não é laica.”

      Aqui, paradoxalmente, você classifica judaismo (ser judeu) como uma religião.

      “Complicado a cabeça de vcs”!!!

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  • 04/01/2012 - 08:55
    Enviado por: santista do jabaquara

    extremismo e um cancer maldito, incuravel

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  • 04/01/2012 - 10:20
    Enviado por: Rafaela

    Os haredim são muito ruidosos e midiáticos em suas ações. Há 2 ou 3 anos atrás eles se manifestavam em Jerusalém porque um estacionamento abria aos sábados e continua aberto até hoje, no centro da cidade, ao lado da Cidade Velha. A parada gay de Jerusalém também foi realizada em 2011 e deve ser manter no calendário da cidade.
    Não acredito que suas demandas tenham alguma possibilidade de serem atendidas (o caso agora é a separação dos ônibus por gênero), mas isso é democracia e como disse o Marcos, a discussão ruidosa faz parte da sociedade israelense, que ainda prefere o judeu sionista laico, forte e trabalhador, que defende seu estado, do que o judeu religioso, vestido com chapéu de pele em pleno deserto.
    Aliás, é só olhar a força física dos manifestantes para ver o “perigo iminente” de suas manifestações.

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  • 04/01/2012 - 11:04
    Enviado por: gabriel grande

    Parabéns pelo texto.

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  • 04/01/2012 - 11:18
    Enviado por: joao

    É Carolina a mesma ladainha de sempre, qualquer coisa que diga é acusar os outro de antisemita.
    Carolina evolua.

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    • 04/01/2012 - 13:09
      Enviado por: Carolina

      Por que tanta agressividade, João? Eu nem me dirigi a você.
      E eu não me recordo de ter classificado comentaristas do blog como antissemitas muitas outras vezes. E nem o fiz agora; apenas disse que não entendi a piada do Zé e que, caso o conteúdo seja mesmo o que eu apreendi, é de mau gosto.

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    • 04/01/2012 - 13:18
      Enviado por: Marcos Guterman

      Você não entendeu ainda, Carolina? Desde que o progressista camarada Stálin inventou esse troço de “antissionismo”, não existem mais antissemitas. É tudo fruto da nossa imaginação.

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    • 04/01/2012 - 15:05
      Enviado por: Carolina

      É que é difícil aceitar que ainda haja tanto cinismo e alienação.

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    • 04/01/2012 - 17:36
      Enviado por: João Só

      A coisa tava morna mas agora me interessou. O tal Zé do Povão fez um comentário tão cínico, mas tão cínico, que eu não entendi.

      Daí um tal joao (quanto desrespeito por esse belo nome hebráico), que parece que também não entendeu tanta profundidade, fez uma crítica aos supostos pendores denuncistas da amável Carol.

      E, “the last but not the least, o caro Marcos botou o camarada Estaline no meio de um complô antissemita internacional.

      Espero que não pare por aqui.

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    • 05/01/2012 - 00:32
      Enviado por: Crítico

      Tá mais pra Joãosinho Trinta que pra Spielberg

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  • 04/01/2012 - 12:24
    Enviado por: Dany

    É muito confuso o quadro,lembra o teto do Opéra em Paris com aquelas pinturas de Marc Chagall,famoso pintor judeu do fim do século XIX pro XX. Um tanto esquisito,como acontece nas melhores famílias.Fico do lado do menos prepotente,e creio que já sabem qual é…
    O perigo agora é o de uma aliança entre ultra-ortodoxos de todas as religiões.O mapa do mundo vai furar.

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  • 04/01/2012 - 13:50
    Enviado por: Tuareg

    Que confusão! A lei de Deus deve estar acima da lei dos homens. Se todos concordarem com isso o Estado pode ser laico. Senão a lei de Deus terá que prevalecer e os que não concordam terão que tolerar.
    É uma encruzilhada para qualquer povo de tradição religiosa secular ou até milenar. As mudanças devem ser muito, mas muito lentas, senão haverão conflitos. O Estado de Israel é muito novo e o judaismo muito antigo, aí esta a questão.

    Abraços

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    • 04/01/2012 - 20:06
      Enviado por: Microempresário

      Mostra bem como religião geralmente não combina com democracia nem com respeito a opiniões divergentes.

      Melhor argumento a favor do estado laico, impossível.

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  • 04/01/2012 - 14:40
    Enviado por: HenriqueS

    Enquanto isso pegaram um judeu para Cristo no Chile. O israelense Rotem Singer pode passar por um processo semelhante ao caso Alfred Dreyfus. Culpado mais por ser judeu do que pelo acidente que provocou.

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  • 04/01/2012 - 16:52
    Enviado por: Sorales

    Acho natural o que está acontecendo em Israel com os religiosos fundamentalistas. Mesmo que juridicamente os judeus construíram um país democrático, no fundo não há como dissimular a natureza confessional que moveu todo o processo de retorno à Palestina, desde o início da Diáspora até a criação de Israel. Não fosse o judaísmo, mesmo fissurado sectariamente, no decorrer dos séculos, o processo de assimilação teria se incumbido de dissipar a identidade étnico-religiosa dos israelitas. Mais cedo ou mais tarde o estado confessional, teocrático, haveria de se manifestar, com os religiosos, cuja população cresce no país, que recebe levas e levas de novos imigrantes fundamentalistas. Sharon, mais pragmático, soube tirar proveito dos religiosos com os quais ascendeu seu partido ao poder. Se hoje, anida minoria, já dão trabalho, imaginem quando estiverem mais fortes? Na realidade, os religiosos são o fiel da balança na composição do governo no Parlamento. Netanyahu não tem sido muito feliz com os fundamentalistas. Menos traquejado que Sharon, mesmo endurecendo o jogo com os palestinos, os religiosos exigem dele mais do que pode oferecer. Na realidade, Ntanyahu procura agradar os cristão americanos, dando força aos fundamentalistas, pois os religiosos protestantes e evangélicos são um importante esteio de apoio à política dos EUA em favor do Estado de Israel. Pior que há um êxodo de judeus laicos (esquisita esta expressão) israelenses, especialmente com destino aos EUA, de modo que, mais cedo ou mais tarde, os fundamentalistas ascenderão ainda mais o poder. O que, aliás, está acontecendo hoje no Egito, com os islâmicos, e que deverá ocorrer nos países da primavera árabe. Lembrando que nos EUA houve recentemente uma campanha que polemizou a “Colônia” nas grandes cidades americanas, incentivando os judeus israelenses a retornarem ao país. Estima-se que perto de 700 mil israelenses vivam hoje nos EUA. No entanto, convém ressaltar, é nos EUA (especialmente em Nova Yorque) onde o poder religioso judaico, sobre Israel, é mais forte E não foram os judeus religiosos de lá que mobilizaram perto de 100 parlamentares americanos no Congresso americano para protestarem, junto com Netanyahu, contra o presidente Obama quando ele propôs um acordo de paz entre Israel e palestinos com base nos territórios anteriores à guerra de 1967? E não foi em Nova Yorque que os fundamentalistas comemoraram, efusivamente, o assassinato do “pacifista” Rabin, por um extremista religioso? Não vejo um recuo dos religiosos diante de uma possível pressão do governo “laico” de Israel para que se comportem. Acredito mesmo é que eles radicalizarão cada vez mais suas ações. No tocante ao holocausto, muitos fundamentalistas pregam que ele se deu devido ao processo de assimilação dos judeus, da Europa, diante das riquezas materiais que acumularam, além de posições sociais que ocuparam, se afastando da fé. O que pode ser visto na Bíblia, que registra a ascensão e queda do “povo eleito”, na medida em que se aproximava ou se afastavam do “Convênio”.

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    • 05/01/2012 - 08:09
      Enviado por: Dany

      Por que outros povos “acumulam riqueza” somente pra eles e ninguém diz nada? Já quiseram culpar judeus até pela invenção do capitalismo – como se capital não fosse limpo – o que considero um absurdo,visto que os holandeses e alemães reformistas eram muito mais agressivos e” mão fechada” que os judeus na época em que surgiu o mercantilismo e a revolução industrial na Europa.Ainda hoje,nos Flandres,descendentes de holandeses e de nórdicos – cristãos – se gabam dos seus ancestrais ávidos por comércio e da prosperidade que eles traziam em nome de um deus ao qual eles glorificavam em segundo lugar – o dinheiro.

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    • 06/01/2012 - 10:03
      Enviado por: mm

      como diz jorge drexler, que povo que não acredita ser o povo escolhido? os brasileiros são o povo escolhido do carisma e do futebol. se alguem disser que espanhol joga melhor ou que italiano é mais carismático o bixo pega.

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    • 06/01/2012 - 11:07
      Enviado por: José Antonio

      Sorales, que absurdo, vc. está colocando a culpa do holocausto nas vitimas? E o seu problema com os judeus vem de onde? Qual é o judeu que é culpado por vc. nos odiar?

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  • 04/01/2012 - 17:06
    Enviado por: Rogério

    Com certeza as leis de Deus estão acima da dos homens. A lei da gravidade por exemplo, é inafastável, qualquer um que se jogar de cima de um prédio, vai se quebrar lá embaixo, e não adianta rezar ou suplicar.

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  • 04/01/2012 - 17:37
    Enviado por: Glúon

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  • 04/01/2012 - 17:53
    Enviado por: Alexandre Magno

    A influência dos haredim não pode ser subestimada. Uma pesquisa divulgada em 2007 (“Elazar, Daniel J., Religion in Israel: A Consensus for Jewish Tradition, Jerusalem Center for Public Affairs, retrieved 6 September 2007″, http://www.jcpa.org/dje/articles2/relinisr-consensus.htm ) revela que 8% dos judeus israelenses eram ultraortodoxos. Não ficou totalmente claro para mim, após ler este estudo, se os ultraortodoxos eram 8% dos judeus israelenses (aí incluídos os seus filhos menores) ou se eram 8% dos judeus israelenses adultos, mas acho que a última opção é a correta. Se eu estiver certo, então trata-se de 6% do eleitorado israelense é ultraortodoxa, já que os judeus são 75% da população de Israel. Em um país em que o partido mais votado (o Kadima) ocupa apenas 23,3%, aprox., das cadeiras do parlamento, e o segundo mais votado (o Likud, de Netanyahu) ocupa apenas 22,5%, 6% do eleitorado é muita coisa: trata-se de um número que define qual partido conseguirá formar a maioria no parlamento.

    De acordo com a pesquisa que citei, os sionistas religiosos eram 17% dos judeus israelenses. Os judeus religiosos são ainda mais perigosos que os ultraortodoxos. Foi um deles que matou Yitzhak Rabin.

    A mesma pesquisa mostra que apenas 20% dos judeus israelenses eram realmente seculares em 2007. Portanto, os judeus seculares já não são a maioria da população judaica de Israel a muito tempo.

    Uma reportagem publicada pelo jornal Haaretz em 2009 ( http://www.haaretz.com/print-edition/opinion/at-the-edge-of-the-abyss-1.3538 ) apresenta um número ainda mais aterrorizante: em 2028, os ultraortodoxos serão mais de um quinto dos judeus israelenses. Este número tem como base o altíssimo número de filhos que os ultraortodoxos costumam ter. Se isso acontecer, os ultraortodoxos terão condições de liderar o processo de formação do governo israelense, a não ser se o restante da sociedade israelense se unir para isolá-los.

    Como é improvável que os ultraortodoxos mudem seus padrões de comportamento e sua visão de mundo (pois se o fizessem, eles deixariam de ser ultraortodoxos) acho muito difícil que essa previsão não se realiza. E, quando isso acontecer, os judeus seculares e tradicionais vão agradecer a Deus por não terem retirado a cidadania dos árabes israelenses, pois os partidos seculares vão precisar do voto destes, e muito. Eles dirão: “Antes um primeiro-ministro árabe que um primeiro-ministro ultraortodoxo.”

    Quem viver, verá.

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    • 04/01/2012 - 18:14
      Enviado por: GabrielL

      Alexandre Magno,

      Nem ao mar e nem a terra. Na verdade, o problema é que Israel passa por um crescimento das minorias (árabes e religiosos) junto de um esvaziamento do ideal do sionismo que originalmente fundou o país. Cabe aos futuros governos saberem reinventar o conceito de sionismo original baseado no ideal kibbutznik, trazendo novamente a idéia da necessidade dos judeus seculares ao país para que possam retomar o ideal inicial de Israel. Infelizmente, as reformas econômicas introduzidas pelo Likkud ao longo dos anos 90 tornaram Israel um país comum, como qualquer outro. A base sionista que formou Israel é social democrata, e o país deve voltar atrás disso por novos meios. Não acho que o país virará uma ditadura das minorias…Só observar as ahliyot francesas e russas, pois são seculares.

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    • 04/01/2012 - 21:20
      Enviado por: carlos 3m

      04/01/2012 – 11:13
      Enviado por: carlos 3mmm
      for a bigger picture

      http://www.jpost.com/Opinion/Columnists/Article.aspx?id=251916

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    • 05/01/2012 - 15:05
      Enviado por: Fabio de Israel

      GabrielL,sera que li direito o que voce escreveu? ou estou pirado?
      Israel e um pais comum como qualquer outro???? Nao,nao e.deveria ser,
      mas por causa dos seus vizinhos hostis nao podemos ser normais como
      outros paises,ainda assim somos de primeiro mundo com este tamanho
      e com poucos anos de existencia.Kibbutz????? Voce vive em que epoca?
      se nao nos modernizassemos estariamos como os vizinhos,catando pistache.
      Sionismo? esta muito vivo e depende so da conscientizacao de cada um de nos.
      O resto do que voce escreveu e balela.

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    • 05/01/2012 - 18:40
      Enviado por: Fabio Unique

      O “bigger picture” do link do carlos3m vem bem a calhar para o que eu tenho dito, o mundo inteiro começou a regredir em 1979 no quesito religião, senão vejamos:

      -Taleban (Afaganistão)
      -Xiitas (Irã)
      -Popularidade do Papado (Europa Oriental e América Latina)
      -Direita Cristã (Estados Unidos)

      A marcha do Judaísmo em Israel é mero detalhe nesse contexto. Quem sabe sobrou algum ateu, talvez na China, talvez no Japão.

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  • 04/01/2012 - 19:02
    Enviado por: Mordechai Cano

    Guterman

    Mais uma materia que sem deturpar fatos deturpa a relidade.

    1- Os grupos de Haredim de loucos/paranoicos que tentavam fazer discriminar as mulheres nao representam todos os haredim, sao uma infima minoria a qual esta se dando uma importancia que eles nao tem. Nao sao mais religiosos de que outros ortodoxos, sao apenas doidos.

    2- existem dezenas de congregacoes haredim e nas nossas forcas armandas tem uma divisao, a Netzah Yehuda, compostaa apenas pora rapazes haredim e sera criada mais uma divisao devido aao numero de candidatos que querem servir nas IDF.

    3- Voce esqueceu de mencionar na sua materia as condenacoes que esses malucos receberam nao somente por parte ds autoridades mas de outras congregacoes heredim, do chefe da comunidade sefaradita haredi/ortodoxa, Rav Obadia Joseph e do rabino chefe das IDF, so para mencionar gente que voce com certeza sabe quens sao.

    4- Concordo com voce que foi uma infamia eles se fazerem de vitimas do nazismo. Estou atualmente em Jerusalem e, em Motzei Shabbat estava na rua a Ben Yehuda e quando me contaram fui ve-los. Nao eram nem 30 e eram vaiados por todos os que passavamos pelo kikar onde eles estavam.
    Credito a atitude desses tolos a total ignorancia da historia e da realidade no isolamento em que moram.

    5-Me da a impressao que voce nunca interesou-se pela historia de Israel. O nosso Pais foi fundado, criado e defendido por Judeus seculaares que nunca tiveram que fazer acordo algum com os ortodoxos par governar.

    6- Todas as congregacoes ortodoxas ou heridim se voce quiser nao representam sequer 10% da populacao Judaica de Israel e posso afirmar que os extremistas/doidos nao sao nem 10% e desses menos de 10%.

    Nao existe , nunca existiu e nunca existira uma guerra santa entre Judeus, nos nao somos assim, seguimos o que disse o Rambam quem afirmou que a “Torah pode ser interpretada de 70 formas diferentes e todas estao corretas”.
    A maioria dos ortodoxos nao discriminam outros judeus, mesmo aqueles que, esquecendo dos que morreram no holocuasto por serem Judeus, casam com nao Judias( eus).

    Um abraco

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  • 05/01/2012 - 08:04
    Enviado por: Marcos L. S.

    Me parece um momento de reflexão, Israel aparenta viver um momento, em que vai poder mostrar se é realmente diferente dos radicais extremistas muçulmanos que tanto critica, ou se vai dar uma guinada “ultra ortodoxa” que a transformará de vez numa teocracia completa …

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  • 05/01/2012 - 11:35
    Enviado por: Margarete

    Me parece que essa questão tomou, na imprensa, um espaço grande e uma importancia exagerada (maior do que a realidade)

    A população ultra ortodoxa de Israel, nao chega a 10% do total. E mesmo entre os ortodoxos, como o Mordechai comentou, muitos rabinos com liderança não apoiam os exageros ocorridos (se fantasiar de prisioneiro de campo de concentração , cuspir em pessoas na rua, agressoes e ofensas contra mulheres em onibus)

    E no final das contas, fotos como essa (religiosos fantasiados) percorrem a imprensa do mundo inteiro , apesar de serem algumas dezenas de pessoas – e a coisa fica pintada como “olha como esta a sociedade israelense” .

    Acho importante ressaltar, que o governo, e a justiça, estao contra os abusos e exageros. Protegem os direitos das mulheres. O proprio primeiro ministro declarou isto.

    Realmente, por causa da politica e apoio para formar o governo, os partidos religiosos acabam tendo um poder maior do que o seu real tamanho (digo, o tamanho e a porcentagem da população religiosa) . E os ultra ortodoxos acabam sendo barulhentos.

    Mas com certeza, a coisa está longe daquilo que muita gente (mundo afora, e na imprensa em geral, e tambem nos comentarios aqui) quer pintar : não há nenhum perigo grande, não tem nenhuma guerra santa, não se pode falar na “força dos fundamentalistas ” (em comparação aos fundamentalistas islamicos que vem ganhando poder nos paises arabes) , e a população judaica de Israel continua heterogenea, pluralista, e de maioria secular.

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  • 05/01/2012 - 13:20
    Enviado por: Sorales

    Dany

    Ser rico não é pecado…

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  • 05/01/2012 - 13:55
    Enviado por: Alexandre Magno

    Não há a menor dúvida de que no momento atual, quando os ultraortodoxos são apenas cerca de 10% da população, não há a menor chance de haver uma guerra santa em Israel. Mas nos próximos 20 anos, quando os ultraortodos forem mais de 20% da população, quem sabe o que pode acontecer? O problema não é se o Estado laico está em risco dm um futuro próximo. O problema é se o caráter laico do Estado pode vir a ser questionado nos próximos 15 ou 20 anos.

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  • 05/01/2012 - 14:51
    Enviado por: Fabio de Israel

    Concordo com a Margarete em tudo que escreveu,e so para acrescentar que e so falar de Israel
    que os Blogs se enchem de comentarios,principalmente dos antisemitas,que so esquecem de
    olhar para o seu umbigo e ver que nos paises arabes e onde hoje ocorrem os problemas mais
    serios com relacao a pouca vergonha dos seus governantes,que agora nao sabem o que fazer
    com tanto sangue nas maos,entao desviemos a atencao para Israel e saimos de foco por instantes.
    E simplesmente ridiculo.

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  • 05/01/2012 - 15:05
    Enviado por: Agnostico

    Religião e corrupção, infelizmente, são problemas de todos os países. Todos,

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  • 05/01/2012 - 15:06
    Enviado por: Marcio

    O fato e muito simples mas as pessoas inimigas de Israel ficam inflando o ocorrido,.
    Porque? Em uma tentativa inútil e infantil de tentar dizer que judeus padecem de extremismos como os islâmicos.

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  • 05/01/2012 - 15:26
    Enviado por: Crítico

    Implosão demográfica sendo lentamente escrita nas páginas do Tempo

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  • 05/01/2012 - 16:21
    Enviado por: Gudrun

    O problema “haredi” não é um verdadeiro problema. Na verdade, faz parte da paisagem israelense e sua diversidade. Fenômeno democrático. Fenômeno pluralista. E é só!

    É claro para mim que uma cambada de racistinhas de m. invade o blog para profetizar o fim de Israel, o fim dos judeus, quando surge uma notícia irrelevante como esta.
    São pobres de espírito. Gente podre. E é só!

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  • 05/01/2012 - 16:28
    Enviado por: Tuareg

    Não sei porque tanta discussão, segundo os Maias, o mundo acaba em Dezembro de 2012, não vai dar tempo para tudo isso, relaxem.

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  • 05/01/2012 - 16:35
    Enviado por: Rogério

    Vejo por alguns comentários que há uma preocupação em determinar a porcentagem de radicais que há e haverá em Israel no futuro. Talvez esta questão seja importante mas não determinante isoladamente em precipitar alguma situação mais radical. Baseado nas idéias de Anna Arendth vemos que não é preciso que todos sejam fanáticos para que o “mal” aconteça.
    Qual seria a porcentagem suficiente de fanáticos presente em uma população para que uma sociedade possa descarrilhar dos trilhos da “normalidade”? Se levarmos em consideração o período curto do 3º Reich, a população provavelmente era composta aproximadamente pela mesma proporção de moderados e radicais como em qualquer outra sociedade. Qual seria a porcentagem dos radicais que se disporiam, eles mesmos, a tomar pessoalmente certas atitudes, como pegar em armas e invadir países alheios, cercear direitos de minorias e finalmente eliminá-las? Certamente uma quantidade que daria traço em qualquer pesquisa.
    Mas como essa sociedade fornece suporte para esses loucos? Pelo menos é preciso a existência de alguns fanáticos em postos chaves no aparato institucional comandando outros menos loucos para irradiar suas ações sobre uma sociedade qualquer em dadas circunstâncias. O que potencializa a loucura dos radicais são as estruturas de poder historicamente montadas. A qualidade destas estruturas é elemento crucial na tarefa de cercear os instintos destes homens que buscam o poder, sendo a democracia obviamente o melhor sistema quando, bem ou mal, vai depurando até certo ponto a qualidade dos governantes, como um filtro a reter partículas grosseiras.
    É possível um psicopata chegar ao poder numa democracia mas este pode encontrar limites para sua loucura, quando há mecanismos legais como o impedimento, a alternância no poder, e outros que cerceiam abusos dos mandatários.

    No caso de Israel, em uma democracia, com ínstituições sólidas, seria um tanto difícil uma minoria conseguir abalar as estruturas, alterar radicalmente a democracia. Não só pela vigilia do eleitorado interno, mas também pela pressão exercida pela comunidade internacional e os aliados democráticos. E também podemos levar em consideração que os chamados radicais do presente poderiam ser considerados moderados em um tempo passado, em uma ou duas gerações a cultura evolui e não necessárimente todos os filhos de radicais serão radicais, o contrário é mais provável.

    É possível que a qualidade do eleitorado influa na alteração das estruturas de forma gradual com a velocidade peculiar do processo legislativo e também, pressionando o executivo, que possui liberdade de ação limitada pelos ditames da lei. Sendo, portanto, possível um mandatário como George Bush, presidente de um país civilizado, apoiado por seu povo em histerica aprovação redundar em invasão e guerra. A qualidade do eleitorado não está relacionada tão somente á proporção dos diversos componentes ideológicos, mas também às circunstâncias que agem sobre esse eleitorado, que pode, e sabemos que acontece, pender para direita ou para a esquerda ou influir em decisões importantes com sua esmagadora força política.
    Estamos realmente entregues à sorte, desde que nascemos, mas se existe algum poder mínimo de manobra dos cidadãos sobre o desenrolar dos acontecimentos de seu país, e do mundo, podemos e devemos exercê-lo racionalmente, desapegados de interesses ideológicos, religiosos, patrioticos e etc que volta e meia canalizam a manada para o abate.

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    • 05/01/2012 - 20:49
      Enviado por: Cecilia

      Perfeito, Rogério.
      Dá gosto ler o escreves.

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    • 05/01/2012 - 23:05
      Enviado por: Fabio Unique

      Rogério, confesso que li mas não enxerguei o ponto, cade o ponto? O Milgram Experiment e o Stanford Prison Experiment, ambos parcialmente inspirados no trabalho da intelectual que voce citou, e outras experiencias, revelam que a proporção populacional pré-disposta a praticar maldades é 2/3 da população, portanto acima de 51%. Não seria esta, em última instancia, a “qualidade do eleitorado” num “país civilizado”?

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    • 06/01/2012 - 01:30
      Enviado por: carlos 3mmm

      rogerio, entendi seu ponto mas tambem entendo que faltou mencionar o papel dos valores morais e do carater dos individuos, necessario para que esses valores sejam efetivamente praticados.

      sem a pratica de valores morais compativeis com os necessarios ao convivio social, civilizado passa a ser um termo irrelevante.

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    • 06/01/2012 - 09:45
      Enviado por: aac

      Rogerio, dois comentários em relação ao seu texto:

      a) o que seria um “louco”? O Chaves da Venezuela, que tem forte apoio popular, é louco ou visionário? O o Deng Xiaoping?

      b) você diz que para um “louco” ser bem sucedido, além “de alguns fanáticos em postos chaves no aparato institucional comandando outros menos loucos para irradiar suas ações sobre uma sociedade qualquer em dadas circunstâncias” ele precisa “as estruturas de poder historicamente montadas, que é o que potencializa a loucura dos radicais”.

      Em mimha opinião, na Alemanha pré-Segunda Guerra, o fator crucial no sucesso político de Hitler foi a enorme fragilidade moral e econômica do povo alemão, decorrente da derrota na Primeira Guerra Mundial. Um povo nestas condições – ultrafragilizado – se apega rapidamente a qualquer um que, com a maestria e poder de convencimento de Hitler, consiga unir almas ao redor de um objetivo comum – o amor pela pátria (patriotismo) e a sua reconstrução. Porque a reconstrução da Alemanha no fundo era a reconstrução da vida de cada um dos seus cidadãos.

      Sumário: em épocas normais Hitler provavelmente não ascenderia ao poder.

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    • 06/01/2012 - 11:39
      Enviado por: Dany

      Gostei do comentário do aac.Também sinto um pouco de temor quanto à direção “furiosa” que a humanidade está tomando,com a prevalência de fatos que me causam aflição.Os extremistas de todas as doutrinas estão convergindo cada vez mais, se unindo numa espécie de reação à decadência moral no mundo,como se estivessem querendo gritar “parem porque não aguentamos mais”.Já vivem falando da necessidade de se valorizar o que é espiritual e deixar o material em segundo plano.Chegam a criar preconceitos,atitude desesperada ao se protegerem do perigo de fora,do mal que está em toda parte.E é verdade que o mal se encontra em todo lugar,disso não discordo.O risco é de propagarem a ignorância como se fosse uma grande verdade.Ou melhor,ver somente aquilo que querem ver.

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    • 06/01/2012 - 11:43
      Enviado por: Rogério

      Cecília

      Obrigado pela gentileza.

      Fábio

      “revelam que a proporção populacional pré-disposta a praticar maldades é 2/3 da população, portanto acima de 51%”

      Acredito que até mais. Nossa natureza é complexa. Mas como conseguiram mensurar essa disposição de uma população para praticar maldades? Tem algum detalhe sobre o método do estudo?
      Intuo que qualquer um pode praticar maldades, em maior ou menor grau. Eu por exemplo considero um crime matar qualquer tipo de animais, mesmo baratas, isso racionalmente falando. Mas em algumas situações eu mato, quando a situação se torna insuportável. Este é o caso dos ratos que teimam em multiplicar-se em casa, como não consigo fazê-los sair, e considerando que podem transmitir doenças para meus filhos, fui obrigado a colocar veneno para eliminá-los. Esse é só um exemplo prosaico, mas acho que somos movidos pelas circunstâncias e quando mais fecha-se o circulo sobre o nossa sobrevivência mais malvados podemos nos tornar. Veja que não existe apenas o problema da sobrevivência fisiológica, mas também social e psicológica. Atentar contra a riqueza, a dignidade e o ego também pode ser considerado um ataque à sobrevivência e podemos, ao sentirmos nos ameaçados reagir praticando maldades, é instintivo. Arrisco dizer que a imensa maioriao dos seres humanos tem essa propensão a maldades, pois impressa no DNA. Não chegamos até aqui sendo apenas bons, a luta da humanidade sempre foi feita na base do sangue e da maldade. Modernamente vivemos quase que num redoma, mas o selvagem está lá latente, esperando a sua oportunidade. A pergunta mais importante seria, quais são as circunstâncias suficientes para que se abra essa caixa de pandora?

      Carlos

      “sem a pratica de valores morais compativeis com os necessarios ao convivio social, civilizado passa a ser um termo irrelevante”

      Acho mais interessante o termo “etica” do que “moral” pois a moral é relativa e altera-se no tempo e no espaço, na Árabia um a muher que mostra os cabelos pode ser considerada imoral, por exemplo.
      Mas concordo com a idéia, a moral ou a ética, faz parte da educação dos elementos de uma sociedade, é um fator importante que aglutina um grupo em torno de regras comuns, sem isso seria impossível a vida em sociedade.
      Mas seriam os alemães do 3 Reich, imorais ou mal educados? Não, como todos sabem eram considerados a nata da civilização, onde as ciências e artes eram extremamente desenvolvidas. Parece que a moral dos habitantes não foi suficiente para evitar o mal, pois apesar desta aglutinar os membros do grupo ao redor de um ideal de conduta houve algo maior que os levou a apoiar um pacote de idéias, cujo conteúdo, inclusive, muitos não conheciam totalmente ou mesmo não apoiavam em alguns pontos, mas que certamente tornou-se interessante e pelo menos o apoio tácito ocorreu. Sabe-se que Hitler também lançou mão do terror para minimizar oposições, mas os filmes que capturaram os discursos do Fuhrer mostram uma população hipnotizada por um ideal de grandeza.
      Então , talvez, esse valores morais, sejam importantes em dadas circunstâncias, em outras, outros interesses, mais instintivos ou menos confessáveis prevalecem.
      Se isso não fosse verdade, os americanos não teriam apoiado a invasão do Iraque, pois moralmente falando, é inadmissível aceitar a morte de outras pessoas, civis inclusives, mas as pesquisas de opinião da época mostraram o contrário disso.

      aac

      “Sumário: em épocas normais Hitler provavelmente não ascenderia ao poder”

      Concordo, o ambiente era propício. Porr azar da humanidade, havia o homem errado, no lugar errado, na hora errada.

      Realmente o termo “louco” não é adequado, é uma figura de linguagem, Hugo Chavez não é louco, talvez seja um idealista, ou um egoísta com sede de poder, é díficil definir, mas cujo padrão de comportamento fogete da curva da normalidade política atual da America Latina, cujos países em sua maioria são democrácias em evolução. Na Venezuela, apesar de democrática, aconteceu um certo retrocesso para o padrão caudilho das republiquetas de bananas.

      E Deng Xiaoping?

      É notável a transformação do mundo. Tempos radicais e líderes idem. Os ditadores chineses atuais parecem democratas perto dos do passado.

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    • 06/01/2012 - 16:54
      Enviado por: Fabio Unique

      Rogério, como no caso do Milgrim experiment quase todos os sujeitos, mais de 90%, administraram choques elétricos presumivelmente sádicos sem questionar a autoridade responsável (tem certeza que voce não encontra na internet, é uma referencia na área, poucos falam sobre Anna Arendth sem falar do Miligrim Experiment, será que soletrei errado?), foram feitos subsequentemente outros estudos (como o Stanford Prison Experiment) para determinar a pré-disposição ao mal, seria mesmo 90% da população? Como essas experiencias foram feitas e reproduzidas muitas vezes, ficou bem estabelecida a proporção de 2/3 da população na literatura científica, que apresenta pré-disposição no sentido de que podem “curtir” comportamentos sádicos.

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    • 06/01/2012 - 18:02
      Enviado por: Fabio Unique

      PS,

      É uma questão de valores (obediencia cega a autoridade, quase todos demonstram) versus gostar mesmo de humilhar os outros (“somente” 2/3 da população faria uma coisa dessas). Essa é a “qualidade do eleitorado” numa democracia.

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    • 08/01/2012 - 21:10
      Enviado por: Rogério

      Valeu Fábio, dei uma pesquisada e encontrei as experiências. Dá para ter uma idéia do quão animais somos e que nos conhecemos muito pouco, o quanto de nossas atitudes tem uma lógica mais profunda.

      “Essa é a “qualidade do eleitorado” numa democracia.”

      É para desanimar. Mas pensemos de forma otimista, pense ao contrário, nessas pessoas imersas num regime totalitário, trabalhando nos porões e prisões.

      Abraço!

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  • 05/01/2012 - 16:51
    Enviado por: Alexandre Magno

    Marcos, acho que você foi acusado de colaborar com os ditadores e ex-ditadores árabes desviando a atenção do público para os problemas de Israel. Acho até que você foi acusado de antissemitismo.

    Acho que ninguém disse, aqui, que haverá em Israel algo semelhante à Revolução Iraniana de 1979. O que se está dizendo é que os ultraortodoxos já começam a incomodar, e, como têm muitos filhos, incomodarão mais ainda, não amanhã ou no ano que vem, e sim daqui há décadas. E os israelenses tem que se preparar para isso desde já.

    Não esqueçamos que um primeiro-ministro israelense já foi assassinado por um extremista religioso de seu próprio povo: seu nome era Yitzhak Rabin, e esse crime ocorreu há 16 anos. Quem poderia imaginar, no início de 1995, que um primeiro-ministro de Israel seria assassinado não por um árabe ou um muçulmano, mas por um membro de seu próprio povo, membro esse que achava estar fazendo a coisa certa. O assassino Yigal Amir não era louco, tanto que ele pode ser julgado e condenado a prisão perpétua por ter assassinado o chefe de governo de seu próprio país, por motivos político-religiosos.

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    • 05/01/2012 - 17:40
      Enviado por: Rogério

      Alexandre
      Kennedy também foi morto por uma pessoa de seu povo, sob motivação política, radicais tem em qualquer lugar.

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  • 05/01/2012 - 17:56
    Enviado por: Marcio

    Alexandre
    A falta de logica nas suas colocacoes chega a ser primaria.
    O fato de um extremista ter matado um primeiro ministro não traz nenhuma implicação em termos de extremismos.
    Se vale para um não pode extrapolar para muitos. Basiquinho da lógica.

    Além de que você não sabe o que e’ ser um ultra ortodoxo judeu.
    Infelizmente o post fez confusão entre os dois conceitos e acabou por confundir os leitores.

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  • 05/01/2012 - 17:58
    Enviado por: Sorales

    A coisa está ficando esquisita. Ultraortodoxos querendo impor suas culturas e seus valores religiosos. Com israelitas “seculares” emigrando para os EUA (Cerca de 700 mil. Se confirmados este número, somente nos EUA vivem perto de 25% dos judeus israelenses), a ponto de a comunidade judaica daquele país estar promovendo propaganda para o “retorno”. O eterno retorno! Depois o risco da explosão demográfica dos palestinos (árabes) israelenses (nos EUA já há políticos, republicanos, que falam em remoção pura e simples, para não dizer “limpeza étnica”, o que seria, historicamente, redundância). Além da prolificidade dos ortodoxos como disse Alexandre Magno em seu comentário. Será que as formações político-partidárias do estado hebreu não estariam passando por um período de “mutação” que levaria de fato o país a uma teocracia? Imaginem os conflitos que adviriam entre muçulmanos e judeus caso isto viesse a se consolidar. Lembrando que em meno de 10 anos o perfil etno-religioso da sociedade israelense teve mudanças substanciais, o que pode ser percebido na composição do parlamento israelense, cada dia mais corporativista. Fica uma pergunta: Como será o Estado de Israel daqui a duas ou três décadas? Talvez o Mordechai, que vive em Jerusalém, possa nos dar uma visão precisa sobre o assunto. Aliás, em seu comentário acima, ele nos mostra um quadro mais otimista.

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  • 05/01/2012 - 18:01
    Enviado por: Sorales

    Rogério

    Lúcidas suas observações.

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  • 06/01/2012 - 00:24
    Enviado por: Ciro, o Persa

    Os ultraortodoxos financiados pelo estado estão fazendo todo este barulho para garantir que o governo continue providenciando a mordomia , estes religiosos não trabalham e não servem o exercito, vivem para criticar os que realizam e produzem. E a crise financeira deve pesar lá também como no resto do mundo.
    Para mim, vale muito mais as liberdades das mulheres judias e a crescente forca do movimento gay israelense, nota 10.

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  • 06/01/2012 - 00:59
    Enviado por: Lorenzo

    Guterman,
    seu texto foi extremamente bem escrito com sólida argumentação. Gostei muito. Uma lição de política , história e sociologia

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  • 06/01/2012 - 01:32
    Enviado por: david

    Marcos,

    sua afirmaçao de que os judeus ortodoxos nao fariam nada por que D-us os salvará sem fazer nada é equivocada.
    Os judeus ortodoxos(sou judeu, nao me considero ortodoxo) acreditam na providencia divina, mas que ela vem de varias formas, e com certeza a maioria(sempre existe a minoria que é contra) acredita que Israel faz parte da providencia divina, eh claro que alguns vao discordar, mas querer generalizar todos os haredim como extremistas é ridiculo.
    Inclusive se vc pesquisar, verá que proporcionalmente nos mais altos cargos da IDF sao preenchidos por haredim e isso é pela competencia e vontade de luta deles e nao por qqr outra coisa.

    Um grande abraço

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  • 06/01/2012 - 05:02
    Enviado por: Alexandre Magno

    Yediot Aharonot

    http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4172027,00.html

    “Haredi rioters stone buses

    Stones hurled at non-segregated buses; elsewhere, haredi detained for cursing woman

    Yair Altman

    Published: 01.06.12, 00:28 / Israel News

    Clash of civilizations: Two haredi men were detained in Beit Shemesh Thursday evening on suspicion of hurling stones at non-segregated buses and hurting a police officer.

    The ultra-Orthodox men were protesting the detention of their friends in recent days.

    Related stories:

    Tanya Rosenblit receives death threats

    Haredi who called soldier ‘slut’: She acted provocatively

    Indictment: Haredi sexually harassed female soldier on bus

    The incident began after haredim hurled stones at buses that do not offer segregation between males and females. A police force called to the scene dispersed the rioters and detained two suspects.

    A police officer sustained light shoulder wounds during the arrest.

    Meanwhile, a haredi man was detained in Jerusalem after cursing at a secular woman walking in the ultra-Orthodox Meah Shearim neighborhood. The man referred to the woman as a “whore” and a “shiksa.”

    A Jerusalem police force on an undercover patrol in the area witnessed the incident and detained the suspect. During the arrest, a stone was hurled at a police cruiser at the site and damaged it. The suspect was taken in for interrogation.

    Last week, an indictment was filed against Jerusalem resident Shlomo Fuchs, 44, an ultra-Orthodox man who hurled sexist slurs at a female soldier on a bus in the capital. Police officials said Fuchs’ behavior was unruly, and that he sexually harassed the soldier, Doron Matalon, by humiliating her and making sexual remarks.

    Fuchs later told Ynet that the female soldier acted provocatively and had intervened in an argument between him and another woman who stood near the “men-only” section of the bus.”

    Tradução livre

    “Desordeiros judeus ultraortodoxos apedrejam ônibus

    Pedradas foram dadas em ônibus não segregado; em outro lugar, judeu ultraortodoxo foi detido por amaldiçoar mulher

    Choque de civilizações: Dois homens foram detidos na comunidade judaica ultraortodoxa de Beit Shemesh na quinta-feira à noite por suspeita de atirar pedras em ônibus não-segregado e ferir um policial.

    Os homens ultra-ortodoxos têm protestado contra a detenção de seus amigos nos últimos dias.

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    Acusação: Judeu ultraortodoxo assediou sexualmente soldado do sexo feminino em ônibus

    O incidente começou após judeus utraortodoxos atirarem pedras em ônibus que não ofereceu a segregação entre homens e mulheres. Uma força policial chamada à cena dispersou os manifestantes e prendeu dois suspeitos.

    Um policial sofreu ferimentos leves no ombro durante a prisão.

    Enquanto isso, um homem judeu ultraortodoxo foi detido em Jerusalém depois de xingar uma mulher secular que estava andando no bairro ultra-ortodoxo Meah Shearim. O homem referiu-se à mulher como uma “prostituta” e uma “shiksa”.

    [Eu nunca tinha ouvido a expressão "shiksa" e por isso consultei Wikipédia:

    "Shiksa
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Shiksa (em iídiche: שיקסע, polonês: siksa) ou shikse, é uma palavra iídiche e polonesa (também conhecido como чикса em russo), sendo assimilada pelo inglês, principalmente na cultura judaica da América do Norte , em que pode ser usado como um termo pejorativo para designar originalmente mulheres não-judias, mas agora é muitas vezes usado de forma. Nem todas as mulheres gentias não-judias são referidas como shiksas, apenas aquelas que estão interagindo com o Judaísmo de alguma forma,como por exemplo, se encontrando com homens judeus, casando-se com um judeu, etc. Normalmente, embora não exclusivamente, "Shiksa" refere-se a uma mulher atraente, o tipo que mais facilmente podem seduzir os homens e os meninos judeus para desviar-se de mulheres de sua própria fé. Entre os judeus ortodoxos, o termo pode ser usado para descrever jovens mulheres judias que não seguem preceitos religiosos ortodoxos. [Carece de fontes?] O termo equivalente para um homem não-judeu é shegetz.

    Na América do Sul (Argentina, Brasil, Uruguai), o termo shiksa é usado por asquenazes e sefarditas para indicar uma empregada ou empregada doméstica e não simplesmente uma mulher não-judia.

    [editar]Ver também

    Gentio”]

    A força policial de Jerusalém que estava fazendo uma patrulha à paisana na área testemunhou o incidente e deteve o suspeito. Durante a prisão, uma pedra foi lançada contra um carro da polícia no local e danificado. O suspeito foi levado para interrogatório.

    Na semana passada, uma denúncia foi apresentada contra o morador de Jerusalém, Shlomo Fuchs, 44, um homem ultra-ortodoxo, que lançou insultos sexistas contra um soldado do sexo feminino em um ônibus na capital. Policiais disseram que o comportamento de Fuchs foi indisciplinado, e que ele assediado sexualmente o soldado, Doron Matalon, humilhando-a e fazendo observações sexuais.

    Fuchs disse mais tarde ao Ynet que o soldado feminino agiu provocante e interveio em uma discussão entre ele e outra mulher que estava perto da seção só para homens do ônibus.”

    Obs.: até alguns dias atrás, eu não fazia ideia de que há segregação de gênero em ônibus de Israel. Eu achava que essa forma de barbarismo só acontecia na Arábia Saudita.

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    • 06/01/2012 - 10:43
      Enviado por: Fabio de Israel

      Realmente Magno,voce nao tem o que fazer a nao ser despejar o seu odio aos judeus e a Israel
      relatando fatos sem nenhuma importancia,e facilmente resolvidos sem machucar ninguem e
      de responsabilidade unica dos assuntos internos nossos aqui dentro do Pais,sem alterar em
      nada a sua vida ai no Brasil.E ridiculo o que voce despeja com seu odio sem ir a lugar nenhum.

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    • 06/01/2012 - 10:49
      Enviado por: José Antonio

      Uma coisa que sempre quis perguntar: Qual o seu interesse em denegrir os judeus? Por que não acontece com outros povos em um estágio de civilização mais atrasada. Não venha dizer que luta por justiça e bla, bla, bla. Vc. deve ter um trabalho muito grande em procurar estas citações, não consegue achar outras que falam do povo judeu e suas grandes descobertas para os não judeus. Está pesquisando idishe, realmente vc. tem tempo vago ou é ódio puro? Algum judeu lhe fez algum mal? Cobrou uma prestaçào que vc. não pagou? Quando começou esta loucura.

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    • 06/01/2012 - 11:02
      Enviado por: carlos 3mmm

      seu professor, ja que voce aparenta querer diminuir sua ignorancia sobre o que comenta, lhe informo que essa turma de bagunceiros eh radicalmente anti-sionista, isto eh, judeus morando em israel que sao totalmente contra a existencia do proprio estado e mesmo assim recebem subsidios do mesmo.

      e agora, como fica a sua cabecinha?

      nao esquenta que hoje eh sexta feira e nada que um chopinho nao atenue.

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    • 06/01/2012 - 11:45
      Enviado por: Fabio Unique

      “Na América do Sul (Argentina, Brasil, Uruguai), o termo shiksa é usado por asquenazes e sefarditas para indicar uma empregada ou empregada doméstica e não simplesmente uma mulher não-judia.” Mas é verdade, ou foi, pelo menos no Brasil e no Uruguai, na Argentina não sei. O seu dicionário tambem mencionou quem passou uma agradável e longa velhice em Bertioga, longe dos incômodos que os Nazistas sofreram sob mira de serviço secreto na Argentina?

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    • 06/01/2012 - 14:19
      Enviado por: Gudrun

      Eu sempre me pergunto, quando me deparo com um sujeito como este aí de cima, o que leva a tal obsessão?
      Não deve se tratar apenas de curiosidade intelectual ou exercício de retórica. Parece genuinamente como uma tara. Aparece consistentemente como uma perversão.
      Psicanaliticamente falando: tudo isto se parece com um desejo. Uma vontade de pertencer a algo que se afigura inatingível. Pena!
      Concordo com o José Antônio quando ele se questiona sobre o interesse excessivo e particularista do sujeito acima. E escreve apenas dos particularismos dos erros dos judeus. Nunca, mas nunca mesmo, dos acertos.
      Recomendação: quem sabe o compulsivo acima se dedica com esta energia toda aos usuários de crack de São Paulo? Ou às tartarugas marinhas?
      Já lavou as mãos e as partes hoje?

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    • 06/01/2012 - 16:11
      Enviado por: João Só

      Existem os que só defendem Israel, quase todos de direita, assim como existem os que só atacam Israel. Mas não são iguais. Os eternos e incondicionais defensores de Israel não conseguem conviver com a crítica à sua razão existencial, Israel, tão bem quanto os que só atacam. Talvez porque os que só atacam o fazem por, na maioria das vezes, uma legítima razão para sua indignação. Esses normalmente são de esquerda.

      Aqui está o exemplo mais acabado. Antes de comentar o que o Magno escreveu preferem desqualificá-lo. Esse é o velhíssimo modus operandi fascista.

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    • 07/01/2012 - 01:05
      Enviado por: carlos 3mmm

      joao, nao fala bobagem por favor. leia os comentarios e questionamentos ao que o alexandre escreveu antes de soltar essas perolas.

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    • 07/01/2012 - 14:33
      Enviado por: João Só

      carlos,

      não estava me referindo ao seu comentário. Estava me referindo àqueles que não sabem conviver com o contraditório e partem logo para a tentativa de calar seus inimigos.

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    • 08/01/2012 - 09:59
      Enviado por: Gudrun

      Ora. ora.
      Se o comentário do João Só se dirigiu à mim, eu reitero minha dúvida.
      A saber: Por que, então, sujeitos como João Só e Alexandre Magno se dedicam compulsivamente, como se fosse uma tara irrefreável, ao assunto Israel, sionismo e judaísmo? Por que esta gente insignificante (no sentido da notoriedade pública) não se envolve com mesma paixão por outras causas?
      Estas são interrogações legítimas.
      Não se trata de desqualificar os argumentos dos oponentes.
      Explico: as citações de jornais, livros, blogs conspiratórios e de panfletos totalitários foram todas pinçadas e coladas pelos antissemitas acima com apenas um propósito, a saber- hostilizar os judeus e Israel.
      Portanto, é tarefa de toda pessoa decente denunciar a campanha de ódio destes racistas e tentar descobrir quais as motivações obscuras e doentias que os levam a passar dias e noites, minuto a minuto procurando factoides, garimpando exemplos irrelevantes para sustentar suas teses preconceituosas.
      Já afirmei aqui que estes sujeitos se constituem em casos clínicos e não em debatedores respeitáveis.
      Estas personalidades paranoides devem ser evidenciadas. Sob a aparência de uma argumentação democrática se escondem os racistas e genocidas.

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  • 06/01/2012 - 05:05
    Enviado por: Alexandre Magno

    Obs.: a matéria anterior foi publicada em seis de janeiro de 2012 (depois de Cristo).

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    • 06/01/2012 - 13:36
      Enviado por: Fabio de Israel

      E.Mas o seu comentario e o seu intuito e da epoca da Inquisicao,quando os judeus eram perseguidos por pessoas como voce,so que os tempos mudaram e voce nao pecebeu.

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  • 06/01/2012 - 11:21
    Enviado por: Dany

    Discordo de quem acha que grupos minoritários são inofensivos.Podem ser por certo tempo,mas pouco a pouco vão achando ressonância na sociedade quanto às suas reivindicações.Seitas e grupos dissidentes ou extravagantes têm maior força do que pensamos e conforme as situações vividas pelo homem,as circunstâncias, um desconforto importante (no caso de privações ou decadência no modo de viver) podem arrebanhar muitas pessoas que acabam sendo doutrinadas por eles.E com razão,por que não percebemos mas a capacidade de moldar-se e mudar mentalidades aparece de um momento pra outro,,e na história da humanidade temos mil exemplos.Felizmente que tudo passa…

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  • 06/01/2012 - 11:33
    Enviado por: Kiara Deeva

    Como um estado judaico pode ser laico/democrático, se há algumas leis da Torá que sobrepujam leis civis? Ex: A questão do divórcio, onde só o homem pode requerer, por qualquer motivo. Daí, a existência das agunot, mulheres separadas, mas presas ao ex-marido. Isso é até usado como artifício para extorquir essas mulheres em troca da liberdade.

    Só tou dando um exemplo de paradoxo…

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  • 06/01/2012 - 12:01
    Enviado por: Naime Kalil Saade

    Não há dúvida que religião e fé influenciam muito na vida das pessoas, até mais do que o necessário. Sou filho de pai libanês maronita, imigrante que fugiu da opressão do Império Turco Otomano e chegou ao Brasil em 1927 e para variar trabalhou no comércio do Brás e da Rua 25 de Março e formou seus filhos.
    Não devemos misturar religião com política. Respeito muito o Judaísmo e tenho empatia com o Povo Judeu, que para mim teem a mesma origem Semita. Shalom.

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    • 06/01/2012 - 21:26
      Enviado por: Lorenzo

      Naime,
      nem todos os judeus têm origem semita. Muitos vieram da Russia, Alemanha e demais países europeus sem, necessariamente, ter origem semita. Pode ter havido muito sincretismo cultural. Na verdade, é um dos povos mais complexos….abs! ;)

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  • 06/01/2012 - 12:02
    Enviado por: Alexandre Magno

    Fatos sem importância? Por acaso a depredação de patrimônio público e um fato sem importância? Ninguém se machucou no incidente que citei? Por acaso quem escrevev isso nço leu que tm dos policiais chamados para conter esses fanáticos ficou ferido? Por acaso o fato de haver segregação de gênero em parte dos ônibus de um país considerado desenvolvido e democrático é um fato sem importância? Não pode haver segregação de gênero em um país considerado desenvolvido e democrático. Se há, então esse país não é nem desenvolvido, nem democrático. Fatos sem importância? Por acaso assédio sexual é um fato sem importância? Ódio aos judeus? Por acaso os editores do Yediot Aharonot, o jornal de maior tiragem de Israel odeiam os judeus? Será o Yediot Aharonot um jornal antissemita? O que Einstein pensaria de um país em que pessoas atiram pedras em ônibus movidos pela intolerância religiosa? Será que Einstein aceitaria viver em um país assim? Aliás, o que será que os judeus ultraortodoxos pensam da Teoria da Relatividade?

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  • 06/01/2012 - 12:57
    Enviado por: Sorales

    José Antonio

    O tema do blog refere-se a Israel. Independentemente de preconceito ou “ódio” (vc tem o pleno direito de interpretar, a seu critério), entendo que o Alexandre Magno prestou uma importante contribuição com o comentário tão bem embasado que ele postou. Existem no mundo perto de seis milhões de judeus. Nenhum outro povo ganha tanto destaque no noticiário internacional; assunto, por sinal, obrigatório na imprensa mundial. Falar de política internacional sem considerar o sionismo seria um acinte ao direito do homem à informação. Veja Bem. Como eu citei acima, o premier de Israel, Netanyahu, foi ao congresso dos EUA, ao lado de perto de 100 parlamentares americanos, democratas e republicanos, para protestar contra um presidente, democraticamente eleito pelo seu povo, pelo fato de ele ter feito um discurso para o mundo, que feriu os interesses do governo israelense na questão do direito de os palestinos terem o seu estado. Agora mesmo, um republicano, pré-candidato, disse que Netanyahu simplesmente humilhou Obama. O que seria inconcebível se isso acontecesse no parlamento israelense. Algumas vozes isoladas lamentaram o episódio, mas a imprensa simplesmente se limitou a noticiar o fato como algo corriqueiro. Um terrorista judeu recebeu o Prêmio Nobel da Paz, sem que praticamente não houvesse nenhuma manifestação de repúdio veiculada no noticiário internacional. Veja o caso da limpeza étnica que pesa sobre o povo palestino, desde há sete décadas, sem que houvesse uma manifestação efetiva contra tais atrocidades na imprensa internacional. E vc acha antissemitismo – ódio, quando alguém tem a coragem de denunciar e de se indignar? Admite-se que a cultura de um povo possa resistir situações que coloquem em risco sua identidade nacional e étnica. Aquilo que é definido como “assimilação”. A China, hoje, debate intensamente a questão do risco de assimilação cultural no país, com o advento do capitalismo. No entanto, essa diferenciação (que muitas vezes pode ser interpretada como preconceito – discriminação) pode despertar estranheza e até mesmo indignação naqueles que se sintam “atingidos” ou discriminados. Aqui mesmo, em Goiás, os gaúchos (esses bandeirantes que desbravaram grande parte daquelas terras), têm, em certas cidades que eles fundaram, discriminado brasileiros de outros estados. No comércio, nos negócios, na política e, até mesmo em questões familiares. Não sou contra a existência do Estado de Israel. Acho mesmo que este é um fato consumado. Há anos critico no blog os ditadores árabes que, mais que os judeus, supliciam o povo palestino, com um falso apoio. Porque são eles os maiores avalistas de toda essa tragédia. Alertei, há anos, a tendência de Israel se tornar cada vez mais um estado confessional, com a vinda de religiosos para o país, e com o êxodo de israelenses, especialmente para os EUA. Tenho conversado com amigos judeus que viveram em Israel. Alguns reclamam de imigrantes, judeus africanos e da antiga URSS, além dos religiosos. Para mim, este choque de culturas é muito natural, até mesmo dentro de Israel. Mas, acredito na tendência de muitos israelenses, especialmente os seculares, em deixarem o país, atraídos pelas culturas liberais de outros povos. Como, aliás, já está ocorrendo.

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  • 06/01/2012 - 13:06
    Enviado por: Alexandre Magno

    Correção ortográfica de comentário anterior

    Fatos sem importância? Por acaso a depredação de patrimônio público é um fato sem importância? Ninguém se machucou no incidente que citei? Por acaso quem escreveu isso nço leu que um dos policiais chamados para conter esses fanáticos ficou ferido? Por acaso o fato de haver segregação de gênero em parte dos ônibus de um país considerado desenvolvido e democrático é um fato sem importância? Não pode haver segregação de gênero em um país considerado desenvolvido e democrático. Se há, então esse país não é nem desenvolvido, nem democrático. Fatos sem importância? Por acaso assédio sexual é um fato sem importância? Ódio aos judeus? Por acaso os editores do Yediot Aharonot, o jornal de maior tiragem de Israel, odeiam os judeus? Será o Yediot Aharonot um jornal antissemita? O que Einstein pensaria de um país em que pessoas atiram pedras em ônibus movidos pela intolerância religiosa? Será que Einstein aceitaria viver em um país assim? Aliás, o que será que os judeus ultraortodoxos pensam da Teoria da Relatividade?

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  • 06/01/2012 - 13:45
    Enviado por: carlos 3mmm

    nao deixa de ser uma resposta positiva

    http://www.jpost.com/NationalNews/Article.aspx?id=252521

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  • 06/01/2012 - 14:47
    Enviado por: Marcio

    Alexandre
    Porque voce nao gosta de judeu?
    Joga limpo, abre o jogo, .

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  • 06/01/2012 - 14:52
    Enviado por: Sorales

    mm

    Eu subestimei a população de judeus em Israel. Segundo o Wikipédia a população é de 5.433.842 milhões de judeus.

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  • 06/01/2012 - 17:44
    Enviado por: Marcio

    A total falta de honestidade intelectual do senhor Alexandre magno tem uma unica origem, E nos sabemos qual e’.
    Mas apenas para exemplificar como funciona a desonestidade em questao podemos usar como exemplo manchetes de mals tratos as mulheres em nosso proprio pais Brasil e inflar os fatos para extrapolar e usar como desulcpa para culpar o pais inteiro.
    Mas o pior mesmo e’ que esse senhor e’ um covarde pois nao admite seus preconceitos e esconde-se atras de subterfugios para destilar seu odio contra judeus. Uma atitude simplesmente nojenta.
    Vejamos alguns pequenos exemplos:

    -A AVALIAÇÃO DO SEXISMO NO BRASIL E A ANÁLISE CONFIRMATÓRIA PROPOSTA- revista de psicologia Junho2011
    Vejamos alguns exemplos de idéias sexistas no Brasil:

    “É dever natural do homem o sustento da família”

    “Mulheres devem ser responsáveis pela casa”

    “As mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais”

    “Homens não choram/ homens devem ser fortes / homem que apanha de mulher é frouxo”

    “Trair é da natureza masculina (mas não da feminina)”

    “As mulheres são mais frágeis (ou inocentes)”

    “Gays são promíscuos/não conseguem controlar seus impulsos sexuais”

    “Mulheres não sabem dirigir”

    Ler mais: http://pensegrande.blogspot.com/2010/11/sexismo-no-brasil-projeto-diga-nao-ao.html#ixzz1ii1KsEfs

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  • 06/01/2012 - 18:32
    Enviado por: Alexandre Magno

    O texto escrito por Marcos Guterman fala sobre o crescimento do extremismo religiosos entre os judeus israelenses. Reproduzi, no meu comentário, um fato real, mostrado na home page da edição online do jornal de maior circulação de Israel. Isso porque a matéria em questão é sobre o extremismo religioso em Israel. Se fosse sobre o extremismo religioso nos Estados Unidos, eu falaria sobre a Direita Cristã. Se fosse sobre o extremismo religioso no Brasil, eu não falaria nada, pois creio que, no Brasil, o extremismo religioso existe, mas não tem a dimensão que tem em outros países. Creio que a força política de determinadas igrejas no Brasil está muito mais relacionada a baixa escolaridade média de sua população que ao extremismo religioso em si.

    De nada adianta tenar fugir aos fatos acusando-me de ódio aos judeus quando cito fatos reais, narrados pela própria imprensa israelense.

    Também não adianta tentar minimizar a dimensão do fanatismo religioso entre os judeus israelenses dizendo que os judeus ultraortodoxos são minoria. Sim: eles são minoria. Mas como, em uma pesquisa que citei antes eles eram 8% dos judeus israelenses, e mais de 5 milhões de judeus vivem em Israel, então existem mais de 400 mil judeus ultraortodoxos em Israel.

    Também citei uma pesquisa que afirma que, em 2028, os judeus ultraortodoxos serão mais de 20% dos judeus israelenses. Essa previsão não é um exercício de adivinhação. Ela é feita da mesma forma como se prevê que os brancos não hispânicos, que hoje são mais de 60% da população dos Estados Unidos, deixarão de ser maioria também em 2028. Essas previsões se baseiam no fato de que certos grupos (os judeus ultraortodoxos em Israel, os hispânicos nos Estados Unidos) têm uma maior taxa de fecundidade (um maior número médio de filhos por mulher) do que a população geral (nos Estados Unidos, as hispânicas têm, em média, três filhos, enquanto as mulheres não hispânicas [inclusive as negras] têm em média dois filhos, aproximadamente). É sabido que muitos casais judeus ultraortodoxos israelenses têm mais de oito filhos.

    Agora, façamos um exercício matemático. Digamos que um determinado grupo social seja formado por mil mulheres. Digamos que, nesse grupo social, cada mulher tenha sempre cinco filhas. Então, essas mil mulheres terão um total de cinco mil filhas. Assim, em uma geração, esse grupo social saltará de mil mulheres para seis mil mulheres (as mil que já existiam, mais as cinco mil que foram geradas por elas). Se cada uma das cinco mil mulheres da segunda geração desse grupo tiver também cinco filhas, em mais uma geração, esse grupo social será formado por 31 mil mulheres ( as seis mil das duas primeiras gerações mais as 25 mil da terceira geração). E, se cada uma das 25 mil mulheres da terceira geração tiver cinco filhas, esse grupo saltará, na quarta geração, para 131 mil mulheres. Agora, continuem esse cálculo, e descubram quantas mulheres formarão esse grupo na décima geração.

    Assim, somente um completo idiota não percebe que, se nada for feito agora, e se essa tendência não mudar, os ultraortodoxos tornar-se-ão a maioria dos cidadãos de Israel antes do final do século. Aí, eles elegerão um parlamento de maioria ultraortodoxa e transformarão Israel em uma teocracia semelhante a iraniana. É apenas uma questão de tempo.

    Assim, cabe aqueles que desejam a sobrevivência de Israel parar com essa babaquice de chamar os outros de antissemitas mesmo sabendo que o antissemitismo quase não existe mais, e parar de procurar inimigos externos imaginários (Irã, palestinos) e tratem de trabalhar para descobrir uma forma de impedir que os fanáticos religiosos se tornem a maioria da população de Israel e tomem o poder em algumas décadas.

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  • 06/01/2012 - 18:58
    Enviado por: Marcio

    “mesmo sabendo que o antissemitismo quase não existe mais”

    o pior racista e’ o que nao sabe que e’ racista!

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  • 06/01/2012 - 19:02
    Enviado por: Marcio

    “Assim, somente um completo idiota não percebe que, se nada for feito agora, e se essa tendência não mudar, os ultraortodoxos tornar-se-ão a maioria dos cidadãos de Israel antes do final do século. ”

    E dai?

    Somente um idiota nao percebe que ser ultraortodox NAO e’ ser extremista.
    Sao duas coisas diferentes. Anta!

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  • 06/01/2012 - 20:27
    Enviado por: Alexandre Magno

    Reproduzirei, agora, a opinião de um jornalista judeo-israelense, publicada no Yediot Aharonot. Trata-se, claramente, de uma brincadeira feita por esse jornalista, mas mostra bem o atual estado de espírito da sociedade judeo-israelense. Não acho que esse jornalista seja antissemita, já que ele é judeu. Coloco o link abaixo para que cada leitor com tiver algum conhecimento de inglês (mesmo que limitado, como o meu) posso ler este artigo com seus próprios olhos.

    http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4172186,00.html

    “The Isra-Iranian bloc

    Op-ed: Recent events suggest that Israel aims to neutralize Iran by becoming more like it

    Asaf Gefen

    Published: 01.06.12, 16:26 / Israel Opinion

    The official Israeli responses to the Iranian issue may create the disturbing impression that our government has no solution to the problem, with the exception of the suicide strike we keep hearing about.
    However, it appears that behind the scenes and under the surface we are formulating a revolutionary plan to contend with the threat.

    The recent escalation in “price tag” acts, the assault on the High Court of Justice, the harassment of moderate rabbi groups, the bill proposing limits on the funding of human rights groups, the law for greater compensation in libel lawsuits against the media, the removal of female faces from Jerusalem billboards and the objection to female singing in the IDF are not just domestic events in Israeli democracy’s goodbye party.

    In fact, all of the above are part of a five-year plan for neutralizing the Iranian threat by turning Israel into Iran. If you can’t beat them, join them, while eliminating any fundamentalist motivation to harass us.
    As we can see from the abovementioned examples, the Iranization plan is moving along at a nice pace, and the worst is still ahead of us. A few more years down this slippery slope and not only won’t we have a reason to quarrel with the Iranians, we would even be able to consider a merger.

    The combination of two bearded, crazed nuclear powers is something that this world has not yet experienced. Let’s see it contending with the Isra-Iranian threat.”

    Tradução livre:

    “O bloco isra-iraniano

    Op-ed [?]: eventos recentes sugerem que Israel tem como objetivo neutralizar o Irã tornando-se mais parecido com ele

    Asaf Gefen

    Publicado em: 01.06.12, 16:26 / Opinião Israel

    As respostas oficiais israelenses para a questão iraniana podem criar a impressão perturbadora de que o nosso governo não tem solução para o problema, com exceção do ataque suicida de que se fala.

    No entanto, parece que, nos bastidores e sob a superfície, estamos formulando um plano revolucionário para enfrentar a ameaça.

    A recente escalada dos atos do “preço a pagar” [ataques de colonos extremistas judeus não só contra os palestinos, mas também contra as próprias Forças de Defesa de Israel, o ataque ao Tribunal Superior de Justiça, a perseguição a grupos de rabinos moderados, o projeto de lei propondo limites para o financiamento de grupos de direitos humanos, a lei de maior remuneração em ações judiciais por difamação contra a mídia [parece que a mídia, em Israel, também está sob ataque, mas eu não sabia disso], a remoção de rostos femininos dos outdoors de Jerusalém e a objeção ao canto de mulheres nas IDF [Forças de Defesa de Israel] não são apenas eventos nacionais na festa de despedida da democracia israelense.

    Na verdade, todos os itens acima fazem parte de um plano de cinco anos para neutralizar a ameaça iraniana, transformando Israel em Irã . Se não podes vencê-los, junta-te a eles, ao eliminar qualquer motivação fundamentalista para nos intimidar.

    Como podemos ver pelos exemplos acima, o plano de iranização está se movendo em um ritmo agradável, e o pior ainda está por vir. Alguns anos mais nesta ladeira escorregadia abaixo e não só não teremos um motivo para brigar com os iranianos, como até seríamos capazes de analisar uma fusão [com eles, os iranianos].

    A combinação de duas potências nucleares loucas e barbudas é algo que este mundo ainda não experimentou. Vamos vê-lo lutando contra a ameaça Isra-iraniana.”

    Este deve ser um exemplo do famoso humor judaico.

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  • 06/01/2012 - 22:27
    Enviado por: Abel

    Visao que o mundo deveria ter sobre o Oriente Medio e seus habitantes.

    Proverbios de Salomao

    Quem se mete na discussão dos outros é como quem agarra pelas orelhas um cachorro que vai passando.

    Elogiar um tolo é tão absurdo como cair neve no verão ou chover no tempo da colheita.

    A maldição não cai sobre quem não merece; ela é como um passarinho que voa sem rumo.

    O chicote foi feito para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas de quem não tem juízo.

    Quem dá uma resposta séria a uma pergunta tola é tão tolo como quem a fez.

    Responda ao tolo de acordo com a tolice dele para que ele não fique pensando que é sábio.

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  • 07/01/2012 - 06:58
    Enviado por: Alexandre Magno

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,congresso-de-ginecologia-em-israel-cria-polemica-ao-vetar-participacao-de-medicas,819474,0.htm

    Congresso de ginecologia em Israel cria polêmica ao vetar participação de médicas

    Encontro é organizado por associação que reúne médicos e rabinos para tratar casais inférteis

    06 de janeiro de 2012 | 19h 00

    TEL AVIV – Um congresso de ginecologia que será realizado em Jerusalém vem provocando uma onda de protestos por proibir a participação de médicas e por obrigar as mulheres do público a ficarem separadas dos homens.

    A notícia vem à tona em meio a uma polêmica crescente no país sobre a segregação das mulheres imposta por judeus ultraortodoxos.

    ONGs de direitos humanos e cidadãos seculares estão pressionando os médicos que deveriam fazer palestras no congresso para cancelarem sua participação.

    A organização do encontro, que discutirá questões de fertilidade e começará no dia 16, incluiu na lista de palestrantes apenas médicos homens e rabinos.

    O congresso é organizado pela instituição Puah – nome em hebraico formado com as iniciais das palavras ‘fertilidade’ e ‘Halachá’ -, que presta aconselhamento a casais judeus religiosos que sofrem de problemas de fertilidade.

    A organização engloba rabinos e médicos para garantir que nenhum procedimento viole a Halachá, o conjunto de leis da religião judaica.

    Boicote

    Uma das ONGs que mais criticou o congresso é a secular Israel Livre, que divulgou nomes e e-mails dos médicos escalados para palestrar, pedindo que as mulheres “boicotem ginecologistas que boicotam as mulheres”.

    Yuval Yaron, diretor do departamento de Diagnóstico Genético Pré-Natal do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, já cancelou sua participação. “Impedir mulheres de fazer palestras no congresso contradiz totalmente os valores segundo os quais fui educado”, afirmou o médico.

    “Além de ser um exemplo claro de segregação, não convidar mulheres para falar em um congresso sobre medicina da mulher também é um absurdo do ponto de vista profissional.”

    O rabino Menachem Burstein, diretor do Puah, minimizou a polêmica e disse que graças ao instituto a legislação rabínica aceita inovações da medicina e assim possibilita o avanço da saúde das mulheres ultraortodoxas.

    “Infelizmente há elementos que se aproveitam de maneira cínica e agressiva do clima público atual”, afirmou Burstein em referência à polêmica na sociedade israelense sobre a segregação das mulheres.

    Isso porque, nas últimas semanas, se intensificou em Israel o debate público sobre a segregação das mulheres em ônibus, calçadas e instituições públicas, praticada em várias cidades, especialmente onde há grandes concentrações de habitantes ultraortodoxos, como Jerusalém, Beit Shemesh e Elad.

    O debate tem sido acompanhado por manifestações de seculares e de extremistas e já houve casos de confrontos físicos entre os dois lados.

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    • 07/01/2012 - 15:29
      Enviado por: Fabio de Israel

      Alexandre Magno,veja como voce e ridiculo.Judeu voce nao e.Em Israel voce nao vive e nunca
      esteve por aqui.Odeia os judeus e Israel como ninguem aqui.Qual seu interesse nos assuntos
      internos de Israel? Voce pensa que nos aqui estamos muito preocupados com os religiosos?
      NAO.Eles tem a vida deles e nos a nossa,so que as vezes eles exageram,so isso,nada mais,
      ninguem mata,ninguem morre,e so uma questao de acertos,so isso.Mas voce pensa que fazendo
      suas analogias como neste texto idiota que acabou de escrever nao sabe que nos aqui estamos
      alem disso,porisso somos um pais de primeiro mundo em todos os sentidos e isto voce nao consegue admitir nao e? Voce e um cara frustrado,o que fazer.Alem de Antissemita e claro,sem duvida alguma.Voce nao vai a lugar nenhum com suas bobagens.So para voce saber anteontem
      foi feito um implante num recem nascido da parte circuncizada para as palpebras,inacreditavel,
      nao e mesmo? mas voce nao entende,nao e mesmo?Continue na sua insignificancia.

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    • 07/01/2012 - 20:58
      Enviado por: Brasilino José Silva

      Senhor Fábio, Israel se curvou ante o Egito:

      “Só para voce saber anteontem foi feito um implante num recém-nascido da parte circuncizada para as pálpebras,inacreditável, não é mesmo?”

      Não, não tem nada de inacreditável nem de original. A primeira vez que foi feito um implante assim foi no Egito.

      Veja só:

      “Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.”

      http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120104_israel_bebe_palpebras_gf.shtml

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  • 07/01/2012 - 17:42
    Enviado por: Alexandre Magno

    Fábio de Israel, qual é a sua opinião sobre o fato da participação de mulheres em um congresso internacional de ginecologia ter sido proibida em israel, tido como um país moderno e democrático, ter sido proibida por pressão de fundamentalistas religiosos? Você não acha que isso torna Israel um país parecido, não com o Irã, mas, pior ainda, com a Arábia Saudita?

    Não quero saber a sua opinião sobre mim. Quero saber a sua opinião sobre esse fato.

    A propósito: A reportagem que reproduzi em meu último comentário foi retirada da edição online do Estadão. Será que o Estadão é uma publicação antissemita? Será que o Estadão está fazendo o jogo dos antissemitas, ao publicar uma reportagem como essa?

    A propósito. Não sou antissemita, e muito menos machista. Ao contrário do Rabinato Chefe de Israel, sou a favor da total igualdade de direitos entre homens e mulheres. Sou a favor de que as mulheres tenham o direito de tomar a iniciativa do divórcio, por exemplo. Também sou a favor do casamento civil entre pessoas de religiões diferentes. E sou a favor de que as pessoas possam se casar no civil com quem quiserem no país onde nasceram, e não em Chipre.

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    • 07/01/2012 - 21:14
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Magno

      Não adiante, seus comentários são pertinentes e estão perfeitamente alinhados com a proposição original da postagem do Sr. Guterman, que ressaltou exatamente a dicotomia desta discussão dentro de Israel.
      Mas o senhor não pode escrever e destacar essas contradições, pois são obviamente “antissemitismo”, se o senhor escrevesse afirmando que os radicais religiosos de lá, não fazem o que as reportagens estão dizendo, o senhor estaria correto, mas como o senhor ressalta exatamente a contradição da moderna Israel, que “periga” retroceder por causa do radicalismo religioso, o senhor está sendo é claro”antissemita” . Para certas pessoas, toda e qualquer crítica a Israel, é “antissemitismo” e acabou ..

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    • 08/01/2012 - 10:25
      Enviado por: gudrun

      O Fabio de Israel já respondeu.
      Para nós- judeus e israelenses- estes assuntos são irrelevantes. Tem o mesmo significado do pastor da igreja universal um dia ter chutado a santa em programa televisivo. Não muda em nada o caráter pluralista e democrático de Israel. Como não mudou nada no Brasil.
      Mais uma vez o senhor Alexandre Magno quer fazer do seu desejo- desqualificar e destruir Israel- um fato. Não adianta este sujeito desejar que Israel se torne fundamentalista, pois todos os argumentos de quem conhece e vive em Israel contradizem este desejo profético.

      Afirmar que não é antissemita ou machista não significa nada. Todos os comentários DEMONSTRAM o viés e a agressão antissemita. Você dorme, sonha e acorda lutando contra os judeus e Israel. A quem você quer enganar?

      Repito meu entendimento do que se passa nas cabeças destes enfermos:

      “Se o comentário do João Só se dirigiu à mim, eu reitero minha dúvida.
      A saber: Por que, então, sujeitos como João Só e Alexandre Magno se dedicam compulsivamente, como se fosse uma tara irrefreável, ao assunto Israel, sionismo e judaísmo? Por que esta gente insignificante (no sentido da notoriedade pública) não se envolve com mesma paixão por outras causas?
      Estas são interrogações legítimas.
      Não se trata de desqualificar os argumentos dos oponentes.
      Explico: as citações de jornais, livros, blogs conspiratórios e de panfletos totalitários foram todas pinçadas e coladas pelos antissemitas acima com apenas um propósito, a saber- hostilizar os judeus e Israel. Imagino-os procurando excitadamente textinhos na internet que avalizem suas idéias deturpadas. Orgasmos!!!
      Portanto, é tarefa de toda pessoa decente denunciar a campanha de ódio destes racistas e tentar descobrir quais as motivações obscuras e doentias que os levam a passar dias e noites, minuto a minuto procurando factoides, garimpando exemplos irrelevantes para sustentar suas teses preconceituosas.
      Já afirmei aqui que estes sujeitos se constituem em casos clínicos e não em debatedores respeitáveis.
      Estas personalidades paranoides devem ser evidenciadas. Sob a aparência de uma argumentação democrática se escondem os racistas e genocidas.”

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  • 08/01/2012 - 03:33
    Enviado por: Fabio de Israel

    Alexandre Magno e Marcos LS, em primeiro lugar esta historinha do Egito e conversa.
    Em segundo lugar NINGUEM proibiu nenhuma MULHER a participar do congresso,e sim,
    vao sentar separadas dos homens,SO ISSO. Se voces nao sao antisemitas qual o interesse
    de criticar varias vezes Israel e os judeus ,qual seria o proposito?
    Porque voces nao criticam os problemas ai no Brasil? nao sao poucos,nao e?
    Mas e que nao vai dar IBOPE sacou? O negocio e falar mal de Israel e dos judeus
    porque isto sim interessa a midia,porque? Por puro gosto de criticar um Pais que cresce a
    olhos vistos com sua tecnologia e em todas as areas que voces possam imaginar.Um Pais
    deste tamanho com 60 anos,e voces ai ficam chupando os dedos ,nao e verdade?
    Que raiva,ne? Enquanto isso os seus descendentes estao se matando uns aos outros,isto
    sim e lindo,mas nao da IBOPE.sacou a diferenca? Quem sao os atrasados e retrogados?

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    • 08/01/2012 - 19:37
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Fábio

      Caso não tenha notado, a postagem do Sr. Guterman é sobre Israel e sobre sobre a revolta do ortodoxos judeus quanto a condução, digamos “pouco” religiosa do estado como está, quando o post for sobre problemas brasileiros, eu, dependendo do temo, emitirei ou não a minha opinião. Graças a Deus, essa ainda é uma prerrogativa minha ..

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  • 08/01/2012 - 03:35
    Enviado por: Fabio de Israel

    Alexandre Magno e Marcos LS,so mais uma pergunta:
    Voces tem amigos judeus,nao e?

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    • 08/01/2012 - 19:41
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Fábio

      Quanto a ter amigos judeus, bem, se tenho não sei, não costumo ficar perguntando as particularidades da vida de cada um ..
      Na faculdade, tive 2 colegas judeus, eles eram politicamente muito ativos, e eram para sua decepção socialistas roxos …

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  • 08/01/2012 - 09:30
    Enviado por: Fabio de Israel

    Alexandre Magno,nao respondi a sua pergunta.Voce acha mesmo que pode comparar
    a Arabia Saudita com Israel? Voce so pode estar louco,pois a unica coisa que a Arabia
    MAUDITA tem e Petroleo,e se nao fosse o tal do Petroleo a economia deles estariam
    na M……Alias como estao,pois eles nao produzem nada,so areia e vento como todos os
    Paises Arabes.Que sorte esse tal de petroleo voce nao acha? Mas e so na mao de alguns
    Sheiks.
    Como voce nao conhece Israel,os homens e as mulheres aqui tem o mesmo direito,ao ponto
    que as mulheres servem o exercito.Alias acabou de ganhar um Premio Nobel de Quimica uma
    MULHER Israelense.Quantos patricios seus la do Mundo Arabe ja ganharam algum Premio Nobel?
    Arafat? ehehehehehe……..
    Voce realmente deve ter amigos judeus,e muitos.Quantas vezes voce esteve em Israel? Muitas,nao e?

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  • 09/01/2012 - 03:50
    Enviado por: Fabio de Israel

    Marcos LS,e dai que eram socialistas roxos,amarelos ou azuis???.Que comentario mais idiota,
    impossivel.Sua opiniao voce pode dar o quanto queira,pois somos democraticos.O que nao
    pode e denegrir e deturpar um Pais e seu povo e sua religiao que e o que voces fazem o tempo inteiro.Isto e racismo e pior,ANTISEMITISMO.Nao sei se voce percebeu o Magno quando e pego
    de “”jeito”" foge,percebeu?

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    • 09/01/2012 - 10:27
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Fábio

      Que Israel é um país democrático, eu não tenho dúvida, assim como tenho a mais absoluta certeza que democrático, o senhor não é.
      Repito, o próprio post do Sr. Guterman levanta questões bem parecidas com as que o Sr. Magno levantou, e não vi o senhor chamar o Sr. Guterman de “antissemita”, nem dizer que ele pretendia denigrir, o povo e a religião de Israel.
      Lamentavelmente, o senhor é que aparenta ter uma queda pelo nazismo, pois não tolera divergências quanto as suas pretensas “verdades”.
      Além disso é típico dos que não tem argumentos convincentes, ofender e repetir “chavões” como “antissemitismo”, para tentar fazer valer o que não conseguem sustentar com o raciocínio …

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  • 09/01/2012 - 10:24
    Enviado por: Fabio de Israel

    A UNICA razao de eu escrever nos Blogs sobre Oriente Medio e com o proposito de combater
    a PROPAGANDA NAZISTA cujos comentaristas atraves de seus codinomes tentam atraves
    de mentiras deslavadas nos desqualificar assim como fazia Goebbels na Epoca Nazista.
    E isto nao pode mais acontecer,NUNCA MAIS.Ha muitos por aqui que ate escrevem em hebraico
    e ate mencionam e citam judeus que estao impedidos de regressar a Israel(Pappee outros) por serem considerados personas non gratas usando-os como fonte de referencia,e muita desinformacao, e mais ainda, usar de ma fe por odiar nos judeus pois somos pessoas normais como qualquer outro no planeta,mas ser judeu em qualquer lugar no Mundo incomoda aqueles
    que tem a cabeca fechada e um odio que jamais nos conseguiram aniquilar,nem com o Holocausto
    e nem com as tentativas desde 48,67,73,2006, de nos jogar ao Mar como quer agora o Ira,Chavez ,e os Antisemitas aqui do Blog e de outros tambem.Nao vai acontecer,pois estamos
    preparados para o que der e vier.Sempre foi assim e nao sera diferente,e porisso que um Pais Palestino nao saira de uma ideia enquanto houver Hamas,e Hezbollahs e Jihads e Al Qaedas vagando por ai como ervas daninhas so desejando como objetivo nos matar e nos destruir.

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  • 09/01/2012 - 13:13
    Enviado por: Fabio de Israel

    Marcos LS, ou voce se faz de tonto ou o e. O Texto do Jornalista Marcos Guterman so expos
    um fato acontecido e ja faz parte do passado de um grupo de religiosos que nao permite que
    pessoas que nao seguem o que eles chamam de tradicao,e de repente ,estes mesmos religiosos
    sem muita nocao do que fazem,fizeram uma manifestacao sem pe nem cabeca se vestindo de prisioneiros dos campos de concentracao na epoca do Holocausto,o que foi de muito mau gosto,e estao sendo punidos por esta “”manifestacao”" sem graca e inadmissivel,so isso.Como voces
    partem para um ouro lado de MA FE,pegando como gancho um texto qualquer seja do Marcos
    ou do Chacra para extrapolar as suas ideias Nazistas,e nao diga que estou enganado,porque nao estou.E realmente nao sou “”democratico e nem liberal”" com gente que pensa desta maneira,muito pelo contrario,tenho NOJO.

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    • 10/01/2012 - 06:57
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Fábio

      É sempre salutar, ver alguém assumir suas convicções. Mas embora o senhor se declare frontalmente anti democrático, esse espaço onde opinamos o é, e permite à pessoas de todas as vertentes emitir opiniões, desde anarquistas, a “anti-democráticos”.
      Essa sua característica sem dúvida explica porque toda e qualquer opinião contrária as suas crenças, são classificadas pejorativamente pelo senhor, com algum adjetivo depreciativo, mas acredite, nem todos os que não compactuam de suas ideias, são tolos, idiotas, nazistas ou antissemitas.
      Frequentemente, quando uma pessoa envereda pela intolerância quanto a opiniões contrárias a sua, ela acaba se tornando exatamente aquilo que tanto critica …

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  • 10/01/2012 - 10:27
    Enviado por: Fabio de Israel

    Marcos LS,aceito a sua opiniao sobre a minha pessoa,sem problemas.
    Mas quando nos qualificam de ladroes de terras,terroristas,expansionistas,e outros
    adjetivos pejorativos como voce mesmo escreveu,e porque ha uma tremenda falta
    de conhecimento e cultura sobre a nossa historia e o que passamos para estarmos
    aonde estamos hoje,e quando comecam a falar inverdades e inventar Estorias mentirosas,
    ai nao da,e voce ve muito aqui,e nao e so ignorancia nao,e preconceito racial,e isto se chama
    antisemitismo sim,querendo ou nao.Vou citar para voce um fato ocorrido recentemente no Chile,
    um rapaz de 23 anos israelense,sem querer,acidente,colocou fogo na mata em uma montanha,
    ja o classificaram de judeu sujo,judeu isso ,judeu aquilo,e so ver o video.Nao foi de proposito,
    e so ver a cara dele de assustado e o erro que sem querer ele cometeu.mas ja o classificaram
    de JUDEU SUJO.Porque? o que na sua opiniao passou na cabeca desta gente? eu sei o que
    passou e o que passa.Nao muito tempo atras tivemos outra historia sobre o metro em Higienopolis,
    voce leu os comentarios? isto nao e antisemitismo? entao faz-me rir.Chega,ne,ja e o suficiente.
    Te recomendo ler um pouco de Reinaldo Azevedo (que nao e judeu).na Veja.

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  • 03/02/2012 - 07:41
    Enviado por: Sutter

    Foi apenas a expressão de pensamentos de alguns poucos ortodoxos, esse negócio de ultra é coisa do Guterman para avacalhar os religiosos, isso é coisa antiga já sei. Tanto que a maioria vaiou.

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  • 29/03/2012 - 08:13
    Enviado por: Ricardo

    São estes mesmos judeus haredim que atacam cristãos, cospem em padres, picham igrejas com dizeres anti-cristãos e assim por diante. Os judeus seculares não fazem isso, mas podem acabar sendo colocados no mesmo grupo desses malucos para consumo externo. É uma pena.

    Podem vir a se tornar um problema para Israel, sim.

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