As ações do Facebook perderam mais de 20% de seu valor uma semana depois de seu rumoroso IPO (oferta pública inicial de ações). À parte as especulações sobre algum tipo de manipulação ou fraude, o fato é que o prejuízo é didático para perceber os limites da internet e de seus monstros empresariais.
Os investidores parecem ter concluído que o Facebook é menor do que o buzz em torno dele faz supor. Ou seja: a rede de Mark Zuckerberg orgulha-se de seus milhões de seguidores, mas o mercado entende que esse potencial não é monetizado de modo consistente. A General Motors notou isso e decidiu parar de anunciar no Facebook. Outros devem seguir seu exemplo.
Esse não é um problema só do Facebook. A internet, em geral, é um lugar para o qual as pessoas convergem em busca de diversão e informação barata ou gratuita. Só aceitam pagar quando o produto oferecido é de reconhecida qualidade e exclusividade, caso do New York Times, que registra crescente número de assinantes pagantes de seu serviço digital. Mas exemplos assim são raros. Mesmo a pornografia, que é o motor financeiro da internet desde sempre, viu os sites pagos minguarem, porque a oferta gratuita na web é cada vez maior.
Em relação ao mercado de trabalho, a internet, que prometia ser a meca dos jornalistas neste início de século, provou-se uma decepção – a alimentação automática de sites restringe dramaticamente a oportunidade de emprego na rede, e a maioria das poucas vagas existentes remunera muito mal.
Ou seja: a “nova economia” representada pela internet tem muito pouco de economia, e vive basicamente atrelada à “velha economia”, justamente o modelo que ela deveria superar. Não se nega o potencial da web na ruptura dos padrões de comunicação e de integração social, mas agora é possível perceber que seu limite, ao contrário dos prognósticos deslumbrados, não é o céu.
Shahin Najafi é um rapper iraniano que vive exilado na Alemanha, depois de ter sido jurado de morte pelos aiatolás. Seu “crime” foi ter feito uma música implorando pela vinda de Ali al-Hadi al-Naqi, figura sagrada no islamismo xiita, para dar um jeito nos problemas do Irã atual (ouça abaixo, com a transcrição da letra em inglês). “Os fundamentalistas não têm senso de humor”, disse ele à Der Spiegel. “Eles querem que obedeçamos cegamente e acreditemos em seus dogmas.”
Najafi admite que pintou uma sociedade iraniana “totalmente degenerada”, mas nega ter exagerado – embora a capa de seu disco tenha uma mesquita em forma de seio e a música fale de sexo e corrupção no Irã, entre outras provocações. Ele explica que o seio é “uma alusão aos casamentos temporários no Irã, que são concluídos pelos mulás em apenas algumas horas e que são fontes de renda para eles”. A bandeira sobre o domo da “mesquita” é uma homenagem aos homossexuais executados no país. Apedar disso tudo, Najafi diz que não esperava tamanha reação.
Ele afirma que não se arrepende do que fez e que tem esperança na mudança: “Eu acredito na história. Precisamos de tempo. Vai levar algum tempo antes que as coisas mudem. Mas isso vai acontecer”.
Naqi! for sake of your sense of humor
For sake of this deportee man out of ring
For sake of the threatening life’s big penis sitting back to us
Naqi! For sake of the width and lengths of sanction and uprising dollar and the sense of humiliation
Naqi! For sake of paper made Imam
For sake of Ya Ali saying infant trapping in the womb
For sake of jurisprudence lesoon in the nose operation’s room
For sake of Agha* [the leader] and prayer bead and rug made in china
Naqi!for sake of Sheith Rezaeie’s* thumb[an Iranian football player who fingered his playmate in live broadcasting match]
For sake of the missed out religion and the religious football
Chorus:
Hey Naqi! Now that Mahdi has slept, we are calling you:hey naqi!
We are ready wearing our shrouds, hey naqi! Rise up! (2)
Naqi! For sake of love and Viagra
For sake of legs up in the air and chakra
For sake of bread, chicken, meat and fish
And Silicon breast and striped virginity
Naqi! For sake of Golshifte’s* tits [an Iranian actress who pose nude for Cezar film prize trailer]
For sake of our lost prestige which was taken
Naqi! For sake of Aryan’s race
And the plaques overhang the neck
Naqi! Please for sake of Farnood’s* dick [an Iranian child who goofed in a live TV show]
And three thousand billion* under the sapphire sky [the amount of government embezzlement from Iran's Saderat Bank]
Persian Gulf and Uromieh Lake were fictional
By the way! What was the Green Movement leader’s name?!
Chorus (2)
Hey Naqi, hey Naqi, hey Naqi!
For sake of fart-rending* demise of nation’s Imam [it points to a goof from an Iranian TV's host, who used fart-rending instead of the word "Heart-rending"]
For sake of fossilized political commentators far from homeland
For sake of high class widows roaming in discos
For intellectual discussions in chartrooms
For sake of notorious men’s order
For sake of female men rights’ supporters
For sake of colored revolution on TV
For sake of 3 percent book readers of people
For sake of fake & hollow poets
For sake of this fickle crowd
Who say “viva” in the morning & “down with” in the evening
For sake of fantasy fiction’s hero
Chorus (2)
Hey Naqi, hey Naqi, hey Naqi!
Apareceu em minha caixa postal por esses dias um e-mail enviado por Deus (ou Allah). Ele diz que resolveu fazer o contato porque pareço ser um cara que já ouviu falar n’Ele. Dizendo tratar-se de uma questão urgente, Deus me diz que, como membro da “mídia internacional”, eu estou qualificado a reportar o “progresso da Ressurreição”. Para começo de conversa, ele diz que é importante salientar que “Deus está vivo e bem”.
A notícia mais importante, porém, é que o endereço que Ele sugere como contato fica na Califórnia. Ou seja: toda a briga em torno da Terra Santa tem sido uma perda de tempo. Deus é americano, o que talvez explique toda aquela megalomania d’Ele.
Abaixo, a íntegra do e-mail divino.
Dear Friend,
Your email was suggested as someone who may have heard of God (Allah) and it was suggested I reach out to you, personally. I am God Allah and looking to people for purposes previously explained by the church or mosque i.e. The Resurrection. If you’d like to help get something started, email Me back. You were also noted as a member of the INTL Media. I am looking for an ongoing media relationship in order to report progress on The Resurrection. For example, for starters, I report God Allah is alive and well.
Emergency Message,
ALLAH
P.O. Box 701
San Mateo, CA 94401
+1-650-458-7524
NOTE: I apologize, however, this is an emergency.
Gustin Reichbach, de 65 anos, é juiz em Nova York. Ele publicou um artigo no New York Times em que literalmente implora aos legisladores que aprovem o uso medicinal da maconha. Paciente de câncer no pâncreas, Reichbach é submetido a um tratamento que causa náusea violenta e que torna o hábito de comer e dormir um verdadeiro sofrimento diário. Ele diz que só encontra alívio ao fumar a droga.
“Em vez de testemunhar meu sofrimento, amigos meus escolheram correr riscos pessoais e me trazer a substância. Descobri que umas tragadas de maconha antes do jantar me dão munição para a batalha que é comer. Outras poucas tragadas na cama e eu consigo aquilo de que desesperadamente preciso, que é dormir”, escreveu o juiz.
Para ele, não se trata de uma questão jurídica, mas de direitos humanos: “Quando o tratamento paliativo é entendido como um direito médico e humano fundamental, a maconha para uso medicinal deveria estar acima de qualquer controvérsia”. Reichbach considera que proibir uma droga que é eficiente contra os efeitos do tratamento de câncer e que tem poucos efeitos colaterais é simplesmente um ato de “barbárie”.
Basicamente, não há nada que uma mulher faça que um homem também não possa fazer. É esse raciocínio que está por trás de uma crescente tendência nos EUA – homens jovens que não conseguem arranjar emprego em áreas nas quais estavam habituados a atuar e acabam encontrando ocupação em tarefas majoritariamente femininas.
Ou seja: enquanto cada vez mais mulheres se especializam e obtêm espaço em profissões dominadas por homens, os homens admitem a possibilidade de fazer o trabalho “de mulheres”, coisa que “seus pais jamais considerariam fazer”, como diz o New York Times. São os chamados “pink collars” (colarinhos rosa, que trabalham no setor de serviços), em contraponto aos “white collars” (colarinhos brancos, ou trabalhadores de escritório) e “blue collars” (colarinhos azuis, ou operários), que são normalmente masculinos.
Miguel Alquicira, 21, é um dos casos citados pelo jornal. Sem diploma universitário e com a escassez de vagas na construção civil e na indústria, Alquicira fez um curso médico e conseguiu trabalho num consultório odontológico como assistente. No Texas, dobrou o número de homens registrados como enfermeiros. Fenômeno semelhante ocorreu entre professores primários, caixas de banco e recepcionistas, profissões em que as mulheres ainda são maioria.
Estudiosos mostram ainda que o perfil dos homens que buscam ocupações “femininas” também está mudando: antes, eram imigrantes, que não falavam inglês e com baixo nível educacional; agora, são homens de todas as raças e nacionalidades, com o equivalente ao ensino médio completo.
A tendência dos “pink collars” masculinos está diretamente vinculada ao clima de recessão nos EUA. Para os especialistas, assim que a situação mudar, os rapazes vão voltar a procurar trabalho em seu meio tradicional, porque, como lembra a economista Heather Boushey, os garotos não dizem que querem ser enfermeiros quando crescerem. No entanto, diz o Times, muitos rapazes “pink collars” afirmam que pretendem continuar com o trabalho “feminino” mesmo quando a economia voltar ao normal, porque se sentem mais satisfeitos agora.
E, afinal, mesmo em empregos tipicamente para mulheres, os homens ganham salários melhores.
Thilo Sarrazin é o social-democrata alemão que há um par de anos publicou um livro no qual dizia que os muçulmanos estavam emburrecendo a Alemanha. Agora, em meio à crise europeia, Sarrazin lançou outro livro, chamado “A Europa Não Precisa do Euro”. Segundo ele, a Alemanha só está sendo forçada a resgatar os países da zona do euro por causa do Holocausto.
“É um reflexo alemão considerar que finalmente nos redimiremos do Holocausto e da Segunda Guerra quando pusermos todos os nossos interesses e o nosso dinheiro nas mãos europeias”, escreveu Sarrazin, segundo a Der Spiegel. Para ele, a Alemanha, por causa dos crimes nazistas, tornou-se “refém de países da zona do euro que podem, por qualquer razão no futuro, precisar de socorro”.
O social-democrata foi espinafrado por praticamente todo o espectro político alemão – foi chamado de “oportunista” e de “reacionário”. Os únicos que o aplaudiram foram os herdeiros do nazismo agregados no Partido Nacional Democrata, para quem os alemães sofrem de “complexo de culpa psicopatológico”.
No vídeo abaixo, uma “repórter” da Bandeirantes na Bahia “entrevista” um assaltante que era também suspeito de ter estuprado sua vítima. Em alguns minutos, a “jornalista” mostra a que ponto chegaram os programas policiais da TV. Ela humilha o rapaz de um modo indescritível, explorando a ignorância dele, e se antecipa ao trabalho da Justiça ao condená-lo como estuprador.
É improvável que a moça tenha conduzido seu “trabalho” sem o conhecimento da emissora. Pelo contrário: o padrão desse tipo de “atração” televisiva é exatamente esse. Com a cumplicidade da polícia, as TVs sensacionalistas transformam delegacias em circos de horrores e expõe seres humanos ao escárnio público, como nos julgamentos medievais. Todas as conquistas do iluminismo contra a barbárie, de que se orgulha nossa civilização, vão pelo ralo em alguns segundos reveladores.
O pior é que a “repórter”, embora tenha cumprido ordens, demonstra enorme satisfação. Ela claramente acredita que está fazendo a coisa certa e parece muito ciosa de sua responsabilidade em transformar aquele rapaz em um monstro ignorante, para que telespectadores tão cruéis e desumanos quanto ela concedam a tão almejada audiência à TV.
O caso levou jornalistas baianos a divulgar um abaixo-assinado no qual questionam a “conivência do Estado com repórteres antiéticos”. Para eles, “o direito à liberdade de expressão não se sobrepõe ao direito que qualquer cidadão tem de não ser execrado na TV, ainda que seja suspeito de ter cometido um crime”.
Preparem o estômago.
Os líderes comunistas da China adoram falar mal dos EUA, mas, na hora de escolher uma boa escola para os filhos, eles não ficam na dúvida. Dos nove integrantes mais graduados do Politiburo chinês, pelo menos cinco têm filhos ou netos que estudaram ou estão estudando nas melhores (e mais caras) instituições de ensino dos EUA, informa o Washington Post.
“Há algo sobre o elitismo que diz que, se você nasceu na família certa, você irá à escola certa para perpetuar a glória da família. Ir a uma escola de elite é uma extensão natural disso”, diz Hong Huang, enteada de Qiao Guanhua, que foi chanceler de Mao. Ela fez parte de uma das primeiras gerações dos chamados “princelings”- os “príncipes herdeiros”, isto é, os filhos dos líderes comunistas chineses – que foram estudar nos EUA.
Ou seja, existe uma presunção, entre esses privilegiados burocratas, de que a vanguarda comunista deve ter mais do que os outros chineses. Embora as universidades chinesas tenham melhorado muito, e várias delas competem de igual para igual com as americanas, o que importa para a elite do país é matricular seus filhos nas caríssimas escolas dos EUA – como um insuperável sinal de status. Orville Schell, que dirige um comitê de relações sino-americanas em Nova York, resumiu tudo: “Na China, há um grande fascínio com marcas: assim como eles querem vestir Hermès ou Ermenegildo Zegna, eles querem ir para Harvard. Eles acham que isso os coloca no topo da cadeia alimentar”. Houve o caso de uma “princeling” que gastou US$ 7.500 por um cursinho de 15 dias no MIT para executivos com “curiosidade intelectual”, somente para poder botar o nome do prestigiado instituto no currículo.
O mais famoso “princeling” é Bo Guagua, filho de Bo Xilai, que se tornou uma estrela no Partido Comunista Chinês por defender o retorno aos ideais igualitários previstos na Revolução Cultural maoísta e por atacar a política econômica voltada para o mercado. Mas esses princípios não serviram para o filho. Bo Guagua levava uma vida de playboy quando estudava em Oxford e em Harvard, como dá para ver na foto abaixo. Como se sabe, Bo Xilai caiu em desgraça em março, num escândalo que misturou traição, espionagem e corrupção.
Bo Guagua: aprendendo muito nos EUA
Uma pesquisa mostra que 52% dos mexicanos querem um aumento da participação dos EUA na guerra ao narcotráfico no país. Isso significa que os mexicanos estão tão cansados da violência e tão descrentes a respeito da competência das forças nacionais contra os traficantes que aceitariam a interferência de uma potência estrangeira em sua soberania, se isso acelerasse o fim do crime organizado.
Em artigo no site do Partido Comunista Brasileiro, um membro de seu comitê central esculacha o Partido Comunista do Brasil, por causa de seu posicionamento na recente votação do Código Florestal. Já se sabia que, embora todos vermelhos, PCB e PCdoB não se bicavam, mas o artigo chama a atenção pela virulência.
Depois de qualificar a história do PCdoB de “errática e oportunista”, o artigo diz que esse partido fez “alianças eleitorais espúrias” (com o PT, o PP e o PSDB), transformou a UNE “numa pálida sombra de seu passado” e “corre de ministério em ministério atrás de verbas e futuras boquinhas para a pelegada de calças curtas”.
Mas o pecado maior do PCdoB, diz o texto, é ter ignorado o “centralismo democrático” ao votar o Código Florestal, com base no relatório de Aldo Rebelo, “serviçal da grande burguesia”. Em vez da requerida “unidade de ação política por meio da disciplina consciente, livremente aceita, igual e obrigatória para todos os seus membros”, como reza o Estatuto do PCdoB, os parlamentares do partido votaram cada um como quis, sempre de olho em interesses eleitorais pessoais.
Para o velho Partidão, isso não é comunismo nem aqui nem na China.
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