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Marcos Guterman

Sete anos depois do início da guerra e com o fim dos 35 anos de ditadura de Saddam Hussein, os iraquianos estão às voltas com a difícil tarefa de definir sua história recente para ser ensinada às crianças.

Khazi Mutlaq, o funcionário do governo responsável por adequar o currículo escolar à luz da democracia, resumiu o problema ao New York Times: “Estamos tentando resolver os temas sensíveis. Por exemplo, os eventos de 2003 e a invasão. Alguns iraquianos a chamam de Operação Liberdade. Outros a chamam de ocupação. Desse modo, não abordaremos o assunto”.

Há ainda diferenças sectárias que dificultam a unificação curricular. Xiitas e sunitas divergem até no modo como os alunos devem rezar, como observou Mohammed al-Jawahri, do Ministério da Educação, que acrescentou: “Nossa sociedade até agora não teve uma educação que aceitasse esse tipo de diversidade de opinião”.

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Lula e Berlusconi tiveram muito o que conversar no encontro que tiveram nesta terça-feira em São Paulo. Segundo o premiê italiano, eles falaram de futebol e mulheres.

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As fantasias com “atletas sexuais”, que supostamente transam por horas, deveriam ser abandonadas. É o que dizem Eric Corty e Jenay Guardiani em estudo publicado no Journal of Sexual Medicine.

Os pesquisadores ouviram terapeutas sexuais nos EUA e no Canadá para conhecer a opinião sobre qual deveria ser a duração da “latência ejaculatória” do pênis na penetração vaginal. Na média, os especialistas consideraram “adequada” uma latência ejaculatória de 3 a 7 minutos; “desejável”, entre 7 e 13 minutos; “muito curta”, entre 1 e 2 minutos; e “muito longa”, entre 10 e 30 minutos.

Para os pesquisadores, o estudo mostra que a percepção generalizada sobre o que seria uma relação sexual satisfatória – quanto mais longa, melhor – é baseada em falsa premissa e acaba gerando estresse desnecessário no relacionamento amoroso.

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Uma pesquisa do Pew Research Center mostra o que os americanos esperam para o ano 2050:

71% acham que o câncer terá cura

53% prevêem que pessoas comuns viajarão ao espaço

74% acreditam que a maior parte da energia usada no país não virá das fontes atuais (carvão, petróleo e gás)

66% temem que o mundo fique mais quente

58% apostam que haverá mais uma guerra mundial

53% acham que os EUA sofrerão um ataque terrorista com armas nucleares

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, comeu hambúrguer com Obama numa lanchonete de Washington e ganhou um iPod novinho de Steve Jobs quando visitou a Apple. Medvedev estava animadíssimo com a receptividade americana – traduzida na promessa de investimentos de US$ 1 bilhão da Cisco Systems na Rússia. Ele admitiu que “o capitalismo de risco não está indo bem” em seu país, porque “ninguém quer correr riscos”. Steve Jobs então lhe disse que isso é “cultural” e que é preciso “mudar a mentalidade”.

O que Jobs quis dizer com isso é um tanto enigmático, mas, para os políticos americanos, a coisa é muito clara: os “capitalistas” russos não correm riscos porque estão garantidos por uma eficiente rede de corrupção no governo. “Os investidores americanos deveriam ter sérias preocupações sobre a corrupção na Rússia”, disse Anna Eshoo, deputada democrata. Para William Browder, empresário que já investiu na Rússia, “não basta apenas pronunciar a palavra ‘modernização’ e esperar que todos os problemas simplesmente desapareçam”.

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Sean Gregory, colunista da revista Time, escreve entusiasmada análise sobre o desempenho da seleção dos EUA na Copa – o time acaba de se classificar num surpreendente primeiro lugar na chave que tinha os favoritos ingleses.

O texto diz que “nunca tantos americanos assistiram futebol e se interessaram tanto pelo esporte” e que, enfim, “este pode ser o ponto de virada da história do futebol nos EUA”.

A pergunta feita no título da coluna – “Os EUA podem ganhar a coisa toda?” – dá ideia do quão alto voa o “sonho americano” no soccer.

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Segunda-feira passada, dia 21 de junho, foi o Dia Internacional da Lentidão. De acordo com seus organizadores, inspirados no “slow food” e no “slow reading”, a data é um manifesto “contra a pressa, um dia de hospitalidade, um dia de recuperação, uma manifestação contra a ganância e o ódio, um dia de amor e bondade, uma oportunidade para reflexão, uma oportunidade de diálogo, um ponto de partida para uma sociedade lenta”.

A adesão à ideia, porém, tem sido lenta.

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O site AcidCow.com reúne centenas de fotos desconhecidas de gente muito conhecida. É sensacional. Abaixo, só um aperitivo:

 clooney

George Clooney

 warhol

John Lennon, Andy Warhol e Yoko

che 

Che

 madonna

Madonna

 

Via @RedeHistorica

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O governo da Turquia, que deu amplo apoio à famosa “Flotilha da Liberdade” e acusa Israel de cometer “crimes contra a humanidade”, entre outras gentilezas, enviou uma comissão de militares a Israel. O objetivo deles é aprender a usar os aviões não tripulados fabricados no país e que os turcos querem comprar, informa o Jerusalem Post.

O governo de Israel, que ficou bastante irritado com a atitude turca no caso da flotilha, hesitou, mas acabou dando sinal verde à negociação. Afinal, o contrato, assinado em 2004, é de US$ 180 milhões.

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23.junho.2010 00:12:39

Síndrome de Dunga

A desmoralização do contraditório é um dos elementos centrais do pensamento totalitário, bem como a certeza de que uma “missão patriótica” jamais pode ser objeto de questionamento. Pela primeira vez em sua história, a seleção brasileira está inteiramente impregnada desse espírito, graças ao técnico Dunga.

A equipe nacional já teve treinadores difíceis. João Saldanha, por exemplo, brigou com muitos jornalistas – e a ironia é que ele mesmo era um. Zagallo, por sua vez, notabilizou-se pela célebre frase “vocês vão ter que me engolir”, invectiva dirigida, obviamente, aos jornalistas cuja diversão era criticá-lo.

Não se espera que todos os técnicos da seleção sejam cavalheiros como Parreira ou boas-praças como Feola. Eles foram exceções numa função que é objeto de imensas pressões – por parte de torcedores, da imprensa e dos patrocinadores – e que, portanto, exige de seu ocupante uma personalidade que pende necessariamente mais para a dureza que para a doçura. No entanto, o destempero de Dunga vai muito além do figurino, o que autoriza a conclusão de que o técnico está numa cruzada pessoal para se vingar da história.

De fato, a história foi madrasta com Dunga. Seu nome está para sempre associado ao futebol burocrático, pobre e defensivo da seleção brasileira que disputou a Copa de 90. Chamar esse período de “Era Dunga”, no entanto, é uma injustiça evidente.

O jogador havia sido eleito “símbolo” da seleção pelo próprio técnico na ocasião, Sebastião Lazaroni, que via em Dunga a possibilidade de impor à equipe a eficiência e a força, elementos que, de acordo com seu raciocínio, faltaram ao Brasil nas campanhas de 1982 e 1986. Sua missão era catequizar os brasileiros a aceitar o novo evangelho do futebol, como ele disse à revista “Playboy” antes da Copa: “A gente precisa trabalhar a finesse de um Careca, de um Romário e, ao mesmo tempo, dar força à tenacidade de um Dunga, do Alemão. Aliás, os brasileiros precisam aprender a gostar dessa aplicação, como os italianos”. Como se vê, se houve alguém responsável pela “italianização” do futebol brasileiro nos anos 90, esse alguém não foi Dunga.

Mas ele carregou a cruz que Lazaroni lhe colocou nos ombros. Após quatro anos de suplício, Dunga sagrou-se campeão do mundo como capitão da seleção e fez questão de escancarar sua mágoa para os jornalistas brasileiros, com a taça na mão: “Esse título é para vocês, seus traíras”. Em vez de comemorar, Dunga preferiu usar o grande momento de sua vida para desabafar contra os que, em sua opinião, o haviam marcado como símbolo de futebol ruim.

O ritual de purificação pela violência, porém, parece não ter saciado Dunga. Desde que foi chamado para treinar a seleção, ele se empenha o tempo todo em provar que merece o cargo, que não deve satisfações senão à CBF e que, no limite, é mais brasileiro que os que eventualmente o questionam. Só isso explica sua aberta hostilidade aos jornalistas, com doses cavalares de desrespeito e soberba.

Essa atitude destruiu os já frágeis laços dos jogadores com os torcedores e com os jornalistas. Pior: criou na seleção uma atmosfera de agressividade permanente, sugerindo um paralelo com as gangues de rua que, devidamente doutrinadas, carregam a essência do fascismo. Esses movimentos se notabilizam pela rejeição sistemática e militante de toda forma de oposição e pela resposta violenta ao “mundo exterior” – isto é, ao mundo ainda não convertido às certezas morais em torno da “sagrada missão” do grupo. Nesse clima, até o pacato Kaká revela-se hostil.

Para Dunga, quem não comunga de sua cartilha é simplesmente inimigo, na melhor das hipóteses. Fica muito difícil torcer por alguém assim.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Marcos Guterman

    Marcos Guterman é jornalista profissional desde 1989. Trabalhou por 15 anos na Folha e desde 2006 está no Estadão, onde edita a Primeira Página. É historiador, com graduação e mestrado pela PUC-SP. Atualmente faz doutorado em História na USP, tendo o nazismo como tema de pesquisa. É autor do livro "O Futebol Explica o Brasil". Sua pátria é o Santos Futebol Clube.
    Contato: marcos.guterman@grupoestado.com.br

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