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Marcos Guterman

O New York Times começou a aceitar anúncios em sua Primeira Página. A decisão, que seria considerada uma heresia em outros tempos, é mais um sinal da crise que afeta o principal jornal do mundo e que inclusive já o obrigou a hipotecar sua sede.

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Dois médicos americanos, Rachel Vreeman e Aaron Carroll, publicaram no British Medical Journal uma série do que chamaram de “mitos médicos”, com o objetivo de “buscar a verdade científica”, aplicando-a à “sabedoria convencional”. A íntegra está em duas partes (1 e 2). Eis alguns exemplos interessantes:

1) Açúcar causa hiperatividade em crianças

“Independentemente do que os pais possam acreditar, o açúcar não pode ser responsabilizado pela perda de controle deles sobre os filhos”, disseram os médicos, acrescentando que nenhum estudo mostrou qualquer papel do açúcar nos distúrbios comportamentais.

2) Há mais suicídios nos feriados

“Feriados podem fazer surgir o pior de nós”, comentaram Vreeman e Carroll, mas isso não é o suficiente para fazer ninguém se matar, mesmo nos solitários dias das férias de inverno. Pelo contrário: as estatísticas mostram que há mais suicídios em meses mais quentes.

3) Manter a cabeça desprotegida faz o corpo perder calor

Basta a temperatura cair e o uso do gorro ou do chapéu se multiplica. Mas estudos mostram que o corpo não perde calor só porque a cabeça está eventualmente desprotegida. “Qualquer parte descoberta do corpo perde calor” de maneira proporcional, dizem os autores. “Assim, se estiver frio lá fora, deve-se proteger o corpo. Se você quer manter sua cabeça coberta, é problema seu.”

4) Comer à noite engorda mais

A comilança das festas de fim de ano deixa muita gente com peso na consciência. Afinal, diz a lenda que, para evitar ganho de peso, é preciso comer menos à noite. Mas isso não faz diferença. “As pessoas ganham peso porque consomem mais calorias do que queimam”, argumentam os médicos.

5) É possível curar ressaca

Todo mundo tem alguma receita para acabar com a ressaca. No entanto, não há nada na medicina que ratifique essa possibilidade. “A ressaca é causada pelo consumo excessivo de álcool. Assim, o modo mais efetivo de evitar a ressaca é consumir álcool com moderação, ou nem consumi-lo.”

6) Deve-se beber ao menos oito copos de água por dia

Trata-se de um exagero. “Estudos sugerem que é possível atender à necessidade de líquidos por meio de uma típica dieta de consumo de sucos, leite e mesmo café”, dizem os autores. “Em contrapartida, beber água demais pode ser perigoso – pode até matar.”

7) Usamos apenas 10% do nosso cérebro

É um mito antigo, “propagado por múltiplas fontes que defendem o poder da auto-ajuda e do desenvolvimento de habilidades latentes”. Os estudos mostram que as pessoas usam muito mais do que 10% da capacidade cerebral, dizem os autores. “Nenhuma área do cérebro fica completamente silenciosa ou inativa.”

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04.janeiro.2009 22:17:34

Bush, de novo?

O ex-presidente dos EUA George H. W. Bush, pai do atual presidente, disse em entrevista à Fox que outro filho seu, Jeb Bush, deveria se candidatar à Casa Branca. “Ser presidente tem a ver com servir o maior país sobre a face da Terra e com a honra que isso significa. Acho que Jeb cabe nessa descrição”, declarou o orgulhoso Bush pai.

Mas acrescentou, sábio: “Agora é provavelmente um momento ruim, porque talvez já tenhamos tido Bushes demais na Casa Branca”.

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Israel, afinal, deflagrou a esperada invasão de Gaza por terra. Sua intenção declarada é liquidar a capacidade do Hamas de atacar Israel, negando que deseje “mudar o regime” no território palestino. Como até agora os objetivos israelenses não estão claros, e mesmo dentro do governo há evidentes divergências sobre estratégias e metas, fica difícil saber aonde Israel quer chegar.

No geral, porém, é lícito supor que Israel pretenda de fato, em primeiro lugar, garantir um mínimo de estabilidade e segurança para os moradores de cidades do sul do país constantemente atacadas pelo Hamas. É esse o leitmotiv central, e qualquer outra consideração que não o leve em conta será parcial e falaciosa.

A questão é se o objetivo declarado será alcançado. “Vitória”, tal como antigamente se entendiam os triunfos militares, parece ser uma possibilidade remota, ainda que Israel inflija danos consideráveis ao inimigo. Várias razões concorrem para isso: o adversário não se renderá nem tem pretensões fora da esfera da guerra; o apoio diplomático a Israel é limitado; e o Hamas fará o que for possível para que haja muitos civis entre os mortos pela ação de Israel, ajudando seu projeto de transformar a luta local em uma batalha por corações e mentes no mundo islâmico – que é o que anima o eixo Irã-Hezbollah-Hamas.

Ao Hamas, por seu lado, interessa profundamente uma luta cara a cara com Israel. Em entrevista antes da atual crise, um dos líderes palestinos em Gaza, Abu Bilal, declarou: “Nada podemos fazer para ferir os israelenses a não ser atirar foguetes e esperar que eles entrem em Gaza. Estamos rezando para que os tanques entrem e então possamos lhes mostrar umas coisas novas. Temos nos preparado para essa batalha, e todos os nossos combatentes estão esperando pela chance de matá-los”.

O Hamas nunca escondeu que seu principal objetivo, em relação a Israel, é conduzir a situação a um ponto sem retorno. Sua carta de fundação, de 1988, desconsidera qualquer esforço diplomático para a resolução da questão palestina, o que deveria esvaziar apelos ingênuos nesse sentido enquanto o Hamas representar os palestinos de Gaza. Diz o Artigo 13 do documento: “As iniciativas e as chamadas soluções pacíficas e conferências internacionais estão em contradição com o Movimento de Resistência Islâmica”. Mais claro, impossível.

A carta de fundação do Hamas vai ainda mais longe e defende a morte dos judeus e a destruição de Israel. No preâmbulo, o grupo diz que “Israel existirá e continuará a existir até que o islamismo o destrua, como destruiu outros antes dele”. No artigo 7º, o Hamas reproduz supostas palavras do Profeta: “O Dia do Juízo não virá até que os muçulmanos matem os judeus”.

Diante desse quadro, uma solução diplomática aparenta ser uma quimera, razão pela qual, na equação israelense, resta ao país usar a força para defender seus cidadãos da perene ameaça, declaradamente genocida, representada pelo Hamas.

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Igor Panarin, 50, ex-analista da KGB e consultor do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, prevê que os EUA tenham entre 45% e 55% de possibilidade de se desintegrar em 2010.

Segundo Panarin, que dá duas entrevistas por dia à mídia russa e é habitué do Kremlin, o cenário nos EUA é o seguinte: o declínio econômico e a degradação moral do país vão provocar o colapso do dólar e uma guerra civil já no final de 2009. No final de 2010, os EUA vão se dividir em seis partes, entre as quais a República da Califórnia e a República do Texas. O Alasca será controlado pela Rússia, e o Havaí se tornará protetorado do Japão ou da China.

Abaixo, o mapa do pós-EUA projetado por Panarin, conforme publicado pelo Wall Street Journal.

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A Virgem amamenta Jesus: para o Facebook, é pornografia

A rede social Facebook resolveu tirar do ar fotos de mulheres amamentando seus filhos nas quais apareçam o bico do seio ou a aréola. A explicação oficial é que as fotos constituem “pornografia”, uma vez que mostram partes do seio consideradas “obscenas”.

A reação foi imediata. Nos EUA, milhares de mulheres inundaram o site com fotos suas amamentando filhos, e 80 mil assinaram uma petição intitulada “Ei, Facebook, amamentar não é obsceno”.

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A ONG One Laptop per Child, cujo objetivo é fazer com que cada criança do mundo tenha um computador portátil para acelerar seu aprendizado e se conectar, usou a imagem de John Lennon em sua campanha. Por meio de um truque técnico, o beatle diz: “Imagine se cada criança, não importa onde elas estejam, pudesse acessar um universo de conhecimento. Elas teriam a chance de aprender, de sonhar, de obter tudo o que quisessem. Eu tentei fazer isso por meio da música, mas agora você pode fazê-lo de um jeito diferente”.

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A Igreja Católica nos EUA está enfrentando um déficit cada vez maior de padres no país. O grande fluxo de imigrantes hispânicos, que elevou o número de católicos americanos, não foi acompanhado pela ordenação de sacerdotes. Assim, como mostra reportagem do New York Times, há padres cuidando de até cinco paróquias ao mesmo tempo, e alguns deles nem lembram o nome da igreja em que estão pregando. Diante disso, os católicos americanos estão se vendo obrigados a recrutar padres do exterior – Peru, Filipinas, Nigéria e Uganda são alguns dos países que têm fornecido sacerdotes para os EUA.

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    Quem Faz

    Marcos Guterman

    Marcos Guterman é jornalista profissional desde 1989. Trabalhou por 15 anos na Folha e desde 2006 está no Estadão, onde edita a Primeira Página. É historiador, com graduação e mestrado pela PUC-SP. Atualmente faz doutorado em História na USP, tendo o nazismo como tema de pesquisa. É autor do livro "O Futebol Explica o Brasil". Sua pátria é o Santos Futebol Clube.
    Contato: marcos.guterman@grupoestado.com.br

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