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Marcos Guterman


Clinton com o suposto Kim: igualzinho, né?

Dizem na Coréia do Sul e no Japão que o sujeito que Bill Clinton encontrou na Coréia do Norte em agosto não era o ditador Kim Jong-il, e sim um sósia.

Aliás, dizem que Kim está muito doente para sair da cama, razão pela qual somente sósias o representam em eventos oficiais. E isso é o que não falta na Coréia do Norte.

Foto: Associated Press

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É como se diz: “Donde manda capitán, no manda marinero”. Foi preciso que os EUA agissem para que a crise hondurenha tivesse um desfecho razoável. Logo os EUA, que os “anti-imperialistas” amam odiar.

Não havia outro mediador disponível. O Brasil se desqualificou como tal no minuto em que aceitou que o deposto Manuel Zelaya fizesse da embaixada brasileira em Tegucigalpa um quartel para suas investidas contra os opositores. Ademais, o governo Lula, ao se negar a conversar com os “golpistas”, fechou as portas da diplomacia – um erro que o zeloso Itamaraty não comete quando se trata de conversar com Irã, Venezuela, Bolívia e Sudão, entre outras “democracias”. Se o caso de Honduras era um teste para a pretensão brasileira à liderança regional, o Brasil não passou.

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A Comissão de Relações Exteriores do Senado afinal aceitou a entrada da Venezuela no Mercosul, apesar das evidências de que o modelo econômico e político chavista é frontalmente contrário aos princípios do bloco sul-americano. Isso, no entanto, é irrelevante para empresários brasileiros ávidos por um naco das oportunidades de investimento pesado na república bolivariana. E foi isso o que determinou a reversão de votos de senadores ressabiados com os efeitos da irresponsabilidade chavista sobre um Mercosul fraquíssimo e desarticulado.

A conversa do governo Lula é que, uma vez dentro do Mercosul, Chávez terá de respeitar as regras e adaptar seu discurso radical ao pragmatismo dos bons negócios. A julgar pela hostilidade de Chávez por qualquer forma de pressão externa, é mais fácil o presidente venezuelano implodir o Mercosul do que o Mercosul mudar Chávez.

De qualquer maneira, todo o barulho em torno da questão parece ser um exagero: nem a Venezuela nem o Mercosul tem o peso que a histeria em torno de Chávez faz crer. O Mercosul vive uma eterna indefinição sobre o processo de integração, graças ao desequilíbrio evidente entre os sócios – e os países menores, como o Uruguai, buscam acordos fora do bloco, num claro desprestígio. A entrada da Venezuela, uma economia frágil, centralizada e dependente do humor de um só homem, apenas intensificará essa disparidade.

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A Forbes acaba de soltar sua lista das celebridades mortas que mais geraram dinheiro no último ano. É a primeira vez que ela inclui Michael Jackson. Com US$ 90 milhões, o astro pop superou Elvis Presley, que obteve US$ 55 milhões.

A lista é liderada por Yves Saint Laurent, com US$ 350 milhões.

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Susan: promessa de home run

Na Filadélfia, Susan Finkelstein, de 43 anos, estava doida para ver os Phillies jogarem pelo World Series, o campeonato norte-americano de beisebol. Por isso, postou um anúncio na internet oferecendo mais do que dinheiro a quem se dispusesse a lhe repassar as entradas. “Sou criativa. Talvez possamos nos ajudar”, insinuou ela.

Um policial respondeu ao anúncio e constatou que a “criatividade” de Finkelstein resumia-se à possibilidade de variações sexuais. Ela foi presa por prostituição.

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O Brasil pode até eleger sua primeira mulher presidente em 2010, mas está muito longe de ser um modelo de igualdade de condições de trabalho e oportunidades para mulheres e homens. O ranking anual divulgado pelo Fórum Econômico Mundial coloca o país em 82º lugar entre 134 analisados. Em 2008, estava em 73º.

Na América do Sul, só estamos mais bem colocados que a Bolívia. Os países nórdicos, claro, dominam os dez primeiros lugares do ranking, mas surpreendentemente dividem espaço com África do Sul (6º) e Lesoto (10º). E entre os mais desiguais a maioria absoluta é de países muçulmanos.

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A ONG Repórteres sem Fronteiras, que monitora a situação da liberdade de imprensa no mundo, colocou Israel na 93ª posição em seu ranking. O país, que se auto-intitula “a única democracia no Oriente Médio”, ficou atrás de Kuwait, Emirados Árabes e Líbano, entre outras razões porque tem prendido muitos jornalistas, tanto nacionais quanto estrangeiros.

A ONG Anistia Internacional, que monitora a situação de direitos humanos no mundo, acusou Israel de impedir que os palestinos tenham acesso à água em Gaza e na Cisjordânia. Segundo o relatório, Israel, que se orgulha de sua política humanitária em relação aos civis palestinos, consome 80% da única fonte aqüífera da região disponível para os palestinos. Boa parte desse volume vai para assentamentos judaicos ilegais.

Multiplicam-se denúncias como as mencionadas acima. A resposta padrão de Israel tem sido a de desqualificar os denunciantes ou então embaralhar questões ideológicas e políticas para se colocar como vítima. A “clareza moral” do governo israelense impede qualquer tipo de discussão racional sobre esses e outros temas que têm contaminado as relações do país com seus vizinhos, sem falar das relações com os EUA.

Desse modo, as ações israelenses se tornam cada vez mais inexplicáveis, em qualquer perspectiva que sejam colocadas – política, econômica ou humanitária. Somente a razão desvairada de uma direita irredutível na sua relação com a afirmação de um ideal nacional proto-fascista pode explicar tamanha inabilidade. No limite, o sonho sionista de uma Israel soberana e amiga, como realização urgente de um lar nacional para os judeus oprimidos mundo afora, está sendo roubado por um bando de “líderes” cuja cegueira só alimenta a lista de inimigos mortais e fragiliza a própria soberania do país, principal razão de ser de Israel.

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A professora brasileira de planejamento urbano Raquel Rolnik foi designada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para fiscalizar as condições de moradia de Nova York. Sua missão era verificar se a crise econômica nos EUA causou tantos estragos que passou a ameaçar o direito humano a uma habitação decente.

O Conselho de Direitos Humanos é aquela entidade que tem entre seus integrantes países que são verdadeiros paraísos habitacionais, como Cuba, Índia e Bangladesh. Sem falar do Brasil, claro.

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Quando Você Casa” é um livro didático publicado em 1962, nos EUA, que explica aos jovens tudo o que está envolvido no casamento. Entre outras coisas, o livro recomenda que não haja cruzamentos entre negros e brancos, para não prejudicar a raça branca, e mostra os problemas causados por mulheres que insistem em querer trabalhar fora de casa. E há observações muito atuais, como a que segue:

“Personalidades que prezam a ordem, que a casa esteja limpa e arrumada, que cada cadeira tenha seu lugar adequado e que todas as roupas estejam guardadas, em outras palavras, personalidades que geram ótimas donas-de-casa raramente resultam em mulheres adaptáveis, compreensivas e pacientes. Dificilmente uma mulher é, ao mesmo tempo, uma perfeita dona-de-casa e uma companhia flexível. Um marido pode escolher uma mulher que não seja uma dona-de-casa exemplar, mas que também não fique se preocupando tanto com ela e com os filhos. A compulsão pela ordem, indispensável para o gerenciamento de uma casa, é incompatível com o cotidiano da vida conjugal. Faça a sua escolha! Um homem pode gostar de manter as coisas em ordem quando está no escritório, mas, em casa, quem é que gosta de viver sob vigilância militar?”.

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26.outubro.2009 09:44:11

Ainda chego lá

Quero me desculpar a vocês por minha ausência no final de semana e pela demora na publicação dos comentários. Passei os últimos dias às voltas com compromissos por causa do meu livro (dei uma entrevista à CBN, que pode ser ouvida aqui) e também para fazer uma resenha de última hora para o caderno Cultura, do Estadão.

A propósito, meu livro já está à venda e pode ser adquirido AQUI, AQUI ou AQUI. Ou seja, não há desculpa.

Se o livro vender bem, vou poder dedicar mais tempo ao blog e aos meus grandes amigos deste mundo bacana.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Marcos Guterman

    Marcos Guterman é jornalista profissional desde 1989. Trabalhou por 15 anos na Folha e desde 2006 está no Estadão, onde edita a Primeira Página. É historiador, com graduação e mestrado pela PUC-SP. Atualmente faz doutorado em História na USP, tendo o nazismo como tema de pesquisa. É autor do livro "O Futebol Explica o Brasil". Sua pátria é o Santos Futebol Clube.
    Contato: marcos.guterman@grupoestado.com.br

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