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Ginobili vive dilema de ir ao Mundial

Marcius Azevedo

05 julho 2014 | 14:19

Com uma fratura por estresse na tíbia da perna direita, o ala da Argentina quer disputar o Mundial da Espanha, mas está sendo pressionado pelo San Antonio Spurs para não fazê-lo.

Perto de completar 37 anos, Manu Ginobili, que faz aniversário no dia 28 de julho, vive um dilema profissional.

Com uma fratura por estresse na tíbia da perna direita, o ala da Argentina quer disputar o Mundial da Espanha, que começa no dia 30 de agosto, mas está sendo pressionado pelo San Antonio Spurs para não fazê-lo.

Ginobili sabe que não terá outra chance. A competição, com certeza, marca o fim da “Geração de Ouro”, responsável pela maior conquista do basquete argentino.

Sob o comando de Rubén Magnano, hoje treinador da seleção brasileira, os argentinos foram medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Esses jogadores, já sem Magnano no banco de reservas, conquistaram ainda o bronze quatro anos depois, em Pequim.

“Se estiver bem, vou jogar”, afirmou Ginobili ao desembarcar no aeroporto internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, para um período de férias na capital argentina antes de se apresentar ao técnico Julio Lamas.

Ginobili quer jogar o Mundial da Espanha (EFE)

A afirmação, claro, não foi bem recebida no Texas. A direção do San Antonio Spurs, o atual campeão, teme que Ginobili possa comprometer sua participação na próxima temporada, perdendo o período de treinos.

Apesar de reserva, o ala, que tem mais um ano de contrato com os Spurs, é considerado fundamental na rotação do técnico Greg Popovich por sua experiência e contribuição em momentos decisivos.

Ginobili considera que estará 100% recuperado em quatro semanas, já que sofreu lesão parecida há cinco anos, mas admitiu que “obviamente” o San Antonio prefere que ele não dispute o Mundial.

A decisão está nas mãos do jogador. De um lado, o peso de uma despedida honrosa pela seleção. No outro, os milhões que recebe dos Spurs.