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A demora em escrever este post sobre o fim das Olimpíadas foi por absoluta falta de tempo. E, claro, para não comentar aqui apenas sobre o que rolou na final entre Estados Unidos e Espanha.

A começar pela decisão da medalha de ouro, o que precisa ser dito é que os espanhóis lutaram bravamente para evitar o que era óbvio, mas não conseguiram. A seleção dos Estados Unidos (esqueçam esta história de Dream Team) sofreram, ficaram algumas vezes atrás do placar, mas, no fim, venceram por 107 a 100.

Destaque para o desempenho de Kevin Durant, que anotou 30 pontos na final. Com 156 pontos na Olimpíada, o ala do Oklahoma City Thunder se tornou o maior cestinha dos Estados Unidos em uma edição, ultrapassando Spencer Haywood, que fez 145 em 1968. Ele também é agora o maior em média de pontos, deixando para trás Adrian Dantley, que teve média de 19,3 em 1976.

Depois de conquistar seu primeiro título da NBA pouco antes dos Jogos, LeBron James também entrou para as estatísticas norte-americanas em Londres, ao se tornar o maior cestinha dos Estados Unidos em Olimpíadas.Ele superou os 270 pontos de David Robinson.

A Espanha, que foi acusada de entregar o jogo para o Brasil na fase de grupos – os franceses, eliminados pelos espanhóis nas quartas de final, foram os que mais reclamaram daquele resultado – para cruzar com os norte-americanos apenas na final, também está de parabéns.

A geração de Pau Gasol ganhou duas medalhas de prata olímpicas em Pequim-2008 e agora em Londres, além de conquistar o ouro no Mundial de 2006, no Japão. Isso sem contar duas conquistas europeias, em 2009 (Polônia) e 2011 (Lituânia).

Aos 32 anos, resta saber se o pivô, que jogou muito na final – fez 24 pontos, pegou oito rebotes e deu sete assistências – terá gás para estar na seleção espanhola nos Jogos de 2016. A torcida é para que isso aconteça.

Londres também assistiu muito provavelmente o fim da geração de ouro da Argentina. O quarto lugar acabou sendo pouco para Manu Ginobili, Luis Scola, Nocioni e companhia, ouro em Atenas-2004. A Rússia foi a responsável por sepultar o sonho dos argentinos de conquistar pelo menos o bronze.

Por fim, um comentário rápido sobre a seleção brasileira. A lição que ficou é que o Brasil tem bons jogadores, um excelente treinador – ainda bem que Rubén Magnano renovou o seu contrato -, mas ainda não dispõe de uma equipe. Por isso, caiu tão cedo.

O trabalho daqui até os Jogos do Rio precisa ser no sentindo de dar um suporte maior nas categorias de base, lapidar talentos e preparar um time forte, utilizando alguns dos jogadores que estiveram em Londres, para subir ao pódio em casa.

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A final que todos esperavam acontece no domingo, em Londres. Estados Unidos e Espanha se classificaram nesta sexta-feira e vão decidir a medalha de ouro.

Claro que o enredo não foi tão simples assim. Apenas os norte-americanos cumpriram até aqui, sem sobressaltos, o papel de atores principais. A vitória sobre a Argentina, responsável por eliminar o Brasil, foi uma mera formalidade.

Desde o início, os Estados Unidos deixaram claro que ninguém seria capaz de derrotá-los. Eles têm o melhor time. E estão querendo provar que são os melhores, o que faz uma diferença absurda.

A única que deu um pouco de calor aos norte-americanos foi a Lituânia, que perdeu por apenas cinco pontos. Os demais foram atropelados. O que dizer da Nigéria? Os nigerianos perderam por 83 pontos de diferença. França, Tunísia, Austrália e a Argentina (duas vezes) também foram presas fáceis.

No papel de coadjuvante, Espanha superou um caminho tortuoso. Os espanhóis, que eram os favoritos para disputar a final contra os Estados Unidos, perderam para a Rússia na fase de grupos e tiveram de conviver até com a acusação de que ‘entregaram’ o jogo para o Brasil para ficarem do lado oposto dos norte-americanos na chave.

Polêmica à parte, a seleção dos irmãos Gasol teve de jogar muito para passar por França e Rússia nas quartas de final e semifinal, respectivamente. Nos dois jogos, a Espanha ficou quase todo o tempo atrás no placar, virando as partidas apenas no último quarto, com uma defesa forte e boa variação ofensiva.

A verdade é que Estados Unidos e Espanha, mesmo com caminhos tão diferentes nesta Olimpíada, fazem uma final mais do que esperada.

Se o roteiro for o mesmo dos outros jogos dos Estados Unidos até aqui, os espanhóis vão equilibrar os dois primeiros quartos e depois apenas observar os norte-americanos ganharem o ouro. A Espanha já cumpriu o papel que lhe cabia de ficar com a prata.

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Alguns companheiros de redação e até jornalistas que estão em Londres me perguntaram depois da vitória sobre a Espanha se eu era favorável ao Brasil ter perdido intencionalmente para não cruzar com os Estados Unidos antes da final? A minha resposta não teve relação com os norte-americanos.

O meu temor era nem sequer passar pelas quartas de final. A derrota significava enfrentar os franceses. A vitória colocou os argentinos no caminho dos brasileiros. Dito e feito. O Brasil sucumbiu diante da Argentina e foi eliminado da Olimpíada.

A derrota desta quarta-feira por 82 a 77 é mais uma daquelas dolorosas, como as sofridas nos Mundiais da Turquia, em 2010, e de Indianápolis, em 2002, e nos Pré-Olímpicos de Las Vegas, em 2007, e San Juan, em 2003.

É difícil de digerir porque o Brasil tinha condições de vencer. A equipe fez um excelente primeiro quarto e depois decaiu. Os brasileiros demoraram muito para acordar e, quando o fizeram no último quarto, tornaram a cochilar, perdendo o jogo e o sonho de chegar à semifinal.

A Argentina soube controlar melhor o jogo. E não errou tantos lances livres. O aproveitamento do Brasil foi de 50% (12 de 24). Os argentinos converteram 19 de 28, ou 68%. Como gostava de dizer um antigo treinador, com quem trabalhei em São Caetano, sempre com sua voz roca: “lance livre ganha jogo!”. Ele tinha razão.

O Brasil agora terá de aprender com mais uma derrota para os argentinos e, quem sabe, superá-los na próxima oportunidade.

A Espanha, aquela que ‘entregou’ o jogo para escapar dos Estados Unidos, venceu a França e está na semifinal. Como eu imaginava, a Argentina mais uma vez foi uma pedra intransponível no caminho da seleção brasileira.

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O jogo mais aguardado dos Jogos Olímpicos de Londres acontece nesta quarta-feira, às 16h. Brasil e Argentina se enfrentam pelas quartas de final.

Os argentinos cruzam mais uma vez o caminho dos brasileiros em um torneio importante. É uma excelente chance de o Brasil retomar o domínio do basquete sul-americano.

A Argentina, campeã olímpica em 2004, tem imposto duras derrotas ao Brasil. Claro que os brasileiros venceram um amistoso pouco antes do início da Olimpíada e, no ano passado, ganharam lá dentro, no Pré-Olímpico (depois perderam na final), mas não é suficiente.

Para ficar de alma lavada, como gostam de dizer os torcedores, não importa o esporte, o Brasil, com o argentino Rubén Magnano como comandante, precisa sair com a vitória no confronto desta quarta.

A derrota para os argentinos no Mundial de 2010, na Turquia, quando Luis Scola anotou 37 pontos, eliminado o Brasil nas oitavas de final, ainda é uma ferida aberta, necessitando ser cicatrizada.

Também não podemos esquecer das derrotas no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007, no de San Juan, em 2003, e, por fim, no Mundial de Indianápolis, em 2002.

É hora de acabar com esta história. E o Brasil tem time para isso. Claro que os argentinos continuam muito fortes. Scola, sempre ele, estará em quadra. Ginóbili e Nocioni também. Mas o time de Magnano tem um conjunto muito forte, um armador espetacular, Marcelinho Huertas, e um garrafão fortíssimo.

Não dá para fazer um prognóstico. Os brasileiros terão de estar em um bom dia para conseguir minimizar os estragos que Scola costuma fazer e impedir que Ginóbili (tarefa para o implacável Alex na marcação) seja tão decisivo.

Apenas uma coisa é certa: Brasil e Argentina vão fazer um jogo imperdível em Londres.

Confira os melhores da derrota do Brasil para a Argentina no Mundial de 2010:

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No discurso, brasileiros e espanhóis não defendem ‘uma derrota estratégica’ no confronto entre os países na última rodada da fase de grupos do torneio de basquete dos Jogos Olímpicos de Londres. Mas será que isso vai valer na prática?

Os resultados deste sábado no torneio olímpico de basquete masculino colocam Brasil e Espanha na seguinte situação: quem perder no jogo de segunda-feira enfrenta um rival teoricamente mais forte nas quartas de final, mas foge dos Estados Unidos em uma hipotética semifinal.

Explica-se: a Rússia, que derrotou Brasil e Espanha, garantiu o primeiro lugar do grupo. O segundo enfrenta o terceiro da outra chave – provavelmente a Argentina – e, se passar, encara LeBron James e companhia na briga pela vaga à final. Quem perder vai encarar a França, de Tony Parker, nas quartas de final e depois, em caso de classificação, terá pela frente muito provavelmente os russos.

Depois do jogo diante da China neste sábado, o técnico da seleção brasileira, o argentino Rubén Magnano, que eliminou os Estados Unidos na semifinal da Olimpíada de Atenas-2004 para conquistar o ouro diante da Itália, já descartou tal hipótese. Os espanhóis adotam postura idêntica.

A pressão sobre os dois times, no entanto, promete ser grande até brasileiros e espanhóis entrarem em quadra. O diário espanhol Marca, por exemplo, já faz campanha para a Espanha perder para o Brasil.

E os brasileiros até segunda-feira serão lembrados de exemplos de marmelada que deram resultado positivo. Afinal, quem não se lembra do que fez a seleção de vôlei masculino, sob o comando do técnico Bernardinho, no Mundial de 2010.

À época, o Brasil perdeu para a Bulgária por 3 a 0 na primeira fase, em um jogo que criou muita suspeita. A marmelada foi admitida pela primeira vez pelo líbero Mário Júnior. Giba falou ‘em uma mancha’ em sua carreira depois da derrota. O restante da história todo mundo conhece: a seleção teve um caminho mais fácil e conquistou o título.

Não acredito que brasileiros e espanhóis vão entrar para perder propositalmente, mas sobre a cabeça do derrotado vai sempre pairar uma aura de dúvida.

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A rodada desta quinta-feira no torneio de basquete olímpico serviu para evidenciar três situações.

A primeira é que os Estados Unidos não estão para brincadeira. Os norte-americanos simplesmente atropelaram o razoável time da Nigéria. Foram 83 pontos de diferença: 156 a 73. A atuação foi impressionante, principalmente em relação aos arremessos de três pontos. Foram 29 acertos em 46 tentativas, um aproveitamento de 63%.

E tudo isso com Kobe Bryant e LeBron James sentados (e se divertindo) no banco durante boa parte do confronto.

A marca de 156 pontos em uma partida foi um recorde em Jogos Olímpicos. Números que Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e companhia não conseguiram em 1992, quando o “Dream Team” original encantou em Barcelona.

Mais um motivo para Kobe afirmar que o time atual venceria aquela de 20 anos. Comparações sem sentido à parte (certo, Kobe?), os Estados Unidos, com certeza, não vão deixar escapar o ouro em Londres.

Definido que o lugar mais alto do pódio já está ocupado, vamos passar para as outras duas situações que ficaram claras hoje. O Brasil ainda não é uma equipe totalmente confiável. A derrota para Rússia é até aceitável, mas não do jeito que aconteceu.

Não foi discutir aqui que o Brasil poderia ter cometido uma falta para evitar o arremesso de três, ou mesmo que Leandrinho escorregou ao sair da marcação, não evitando o disparo que definiu o jogo.

O que me preocupou, de verdade, foi o péssimo aproveitamento da linha de lance livre. O Brasil converteu apenas 10 em 18 tentativas. Os russos foram ainda piores (13 de 24), mas isso é problema deles. Se o time de Rubén Magnano quiser brigar pela prata precisa melhorar neste aspecto para vencer os jogos equilibrados.

Se os brasileiros decepcionaram, por outro lado, ficou claro que os espanhóis, principais candidatos a disputar a final com os Estados Unidos antes do início dos Jogos, também não estão tão em um patamar tão acima do Brasil.

A Espanha suou nesta quinta-feira para derrotar a Grã-Bretanha. Ou seja, a seleção brasileira tem condições de derrotá-los na última rodada da fase de grupos.

Agora é cumprir o papel diante da China, tentar bater os espanhóis e esperar pela Argentina nas quartas de final. Não seria uma boa encarar a França logo no primeiro jogo eliminatório.

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O nervosismo era esperado por se tratar de uma estreia. E o Brasil, apesar de sofrer com ele, se saiu bem, vencendo a Austrália por 75 a 71.

A vitória não foi importante apenas por se tratar do primeiro jogo, no retorno do basquete masculino aos Jogos depois de 16 anos. O Brasil precisava da vitória para brigar por uma posição melhor no grupo, já imaginando o cruzamento na fase seguinte.

O primeiro quarto foi dominado por Patrick Mills. O Brasil não conseguiu conter o armador da Austrália. Os desperdícios de bola também geraram contra-ataques, que dificultaram o trabalho defensivo da seleção. Mesmo assim, os brasileiros perderam por apenas um ponto.

O equilíbrio permaneceu no segundo quarto. A equipe de Rubén Magnano melhorou, principalmente porque Marcelinho Huertas passou a escapar da marcação. O Brasil foi para o intervalo vencendo por um ponto: 36 a 35.

Na volta do intervalo, o Brasil deu um show na defesa, abrindo vantagem. A seleção chegou a estar vencendo por dez pontos, mas, alguns vacilos nos minutos finais, fez com que os australianos encostassem no placar: 56 a 49.

A vitória estava encaminhada, mas não podemos esquecer que se tratava de uma estreia. A Austrália passou a arriscar bolas de três, foi feliz e assustou o Brasil, quando ficou dois pontos atrás.

O ala-armador Leandrinho quase colocou tudo a perder em duas bolas desperdiçadas, mas o Brasil soube controlar os nervos e vencer por quatro pontos de diferença.

Leandrinho foi o cestinha com 16 pontos, mas Huertas foi o destaque, com 15 pontos e 10 assistências. Nenê também foi muito bem, principalmente na defesa, assim como Anderson Varejão e Tiago Splitter.

Boa estreia da seleção. Agora é pensar no jogo diante da Grã-Bretanha.

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O repórter Alessandro Lucchetti, enviado especial a Londres, mais uma vez ocupa este espaço.

A coletiva da USA Basketball. O esquema é um pouquinho diferente das coletivas comandadas pela assessoria do COB. Todos os jogadores e comissão técnica ficam sentados um ao lado do outro, durante 60 minutos, prontos para responder qualquer pergunta. Alguns, inclusive, com muita simpatia. Não acham que estão prestando favor algum aos repórteres.

Sabem que a imprensa é intermediária, um canal para divulgação de sua modalidade, de seus feitos, de seu business. Há uma ou outra, exceção, como Russell Westbrook, que responde com má vontade. Como, é claro, há um batalhão de repórteres ávidos por respostas, e uma grande fração deles gruda em torno de Kobe Bryant e LeBron James, os outros ficam um pouco mais livres.

No meio deles, Mike D’Antoni. O ex-técnico do Phoenix Suns é um dos poucos treinadores capazes de compreender o que se passa na cabeça de Leandrinho. Fico imaginando se D’Antoni por um acaso fosse um dos auxiliares técnicos de Rubén Magnano. Seria um auxiliar caro demais, eu sei. Mas inserir Leandrinho de forma eficiente no esquema de Magnano talvez seja tudo o que falte para o Brasil ganhar uma medalha. D’Antoni faria isso.

E vou mais longe – poderia pintar uma medalha com algum brilho. O bronze, como sabemos, é meio opaco. A prata reluz. E D’Antoni está lá, com um sorriso que se abre sob o bigode já quase totalmente encanecido. Diz que adoraria voltar a treinar Leandrinho. Lembra com saudades de sua melhor fase como treinador, no Arizona. Era quente, Leandrinho recebia os passes de Steve Nash e disparava como um raio rumo à cesta. Nostalgia.

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O espaço hoje no blog está sendo aberto para o repórter Alessandro Lucchetti, enviado especial do Grupo Estado aos Jogos de Londres.

Leia o texto na íntegra:

Um dos assessores de imprensa do COB avisou, na terça-feira: “o assunto Iziane não existe, gente”.

Era um pedido para que ninguém perguntasse sobre a crise provocada pela maranhense para a rainha Hortência, a diretora de seleções femininas da CBB. Ok, não faço nenhuma pergunta, já que o meio do esporte está cada vez mais blindado, medroso, fresco, inseguro e indisposto a prestar esclarecimentos. Acham que não devem nada a ninguém, então vamos fingir que está tudo bem.

Quero sair pela tangente e comentar o seguinte: Iziane é uma boa jogadora, uma das três melhores do grupo convocado por Tarallo para a Olimpíada. Mas NÃO fará tanta falta.

Digo isso baseado no que vi no Mundial de 2006, quando acompanhei TODOS os jogos do Brasil. Janeth era importante naquele grupo, assim como Helen, Alessandra, Érika e Adrianinha. Iziane sempre foi IBC (Iziane Basketball Club). Individualista, irregular, capaz de grandes jogadas e de grandes mancadas. Eu nunca deixei de admirar os devotados marcadores de basquete.

Qualquer um que já tentou jogar esse esporte, e eu era um ridículo pivô de 1,74m durante o segundo grau, do time da minha escola, em Santo Amaro, sabe o quanto é difícil marcar. Voltar para recompor o garrafão em velocidade exige raça, preparo físico, dedicação, entrega. Iziane não tem todas essas qualidades. Por isso, sempre gostei de ver jogadores (as) como Alex, Leila e…Karla.

Quero aproveitar este post para criticar Iziane, como muita gente fez. Mas também para enaltecer Karla. Acho que o Brasil estará melhor com Tarallo dando mais minutos de quadra a ela.

NOTA DO BLOG: Gostaria de dizer que concordo em gênero, número e grau com o meu companheiro Alessandro Lucchetti.

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Os Estados Unidos venceram o Brasil por uma diferença de 11 pontos. São os favoritos ao ouro em Londres ao lado da Espanha.

Mas os comandados de Rubén Magnano provavam que podem brigar para subir ao pódio na Olimpíada. Se o Brasil repetir o que fez especialmente no primeiro quarto tem totais condições de ir longe.

A seleção apresentou uma consistência impressionante. No ataque, Marcelinho Huertas ditou o ritmo. O Brasil trabalhou bem a bola, até encontrar o melhor momento para definir a jogada, utilizando os pivôs, infiltrando no garrafão até encontrar o arremesso livre.

Na defesa, o time de Magnano se recompunha com velocidade, impedindo que os Estados Unidos tirasse proveito do jogo de transição, arma poderosa da equipe do técnico Mike Krzyzewski. O jeito foi arremessar de fora, com péssimo aproveitamento.

Não à toa, o Brasil venceu por 27 a 17 no primeiro quarto. Claro que, depois disso, os Estados Unidos se acertaram na defesa, forçaram os erros do Brasil e viraram o placar, com 20 a 5 na segunda parcial.

Mas o comportamento da seleção contra um adversário fortíssimo, mesmo em um amistoso, mostra que há esperança de um futuro promissor.

Se jogar tudo que pode, o Brasil pode beliscar uma medalha em Londres.

Confira enterrada de LeBron James contra o Brasil:

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Marcius Azevedo

    Pivô voluntarioso nas categorias de base do Volkswagen Clube (César Guidetti, assistente técnico do Pinheiros, está aí para confirmar), C.A. Ypiranga e São Caetano, é formado em jornalismo desde 2000, trabalhou no UOL Esporte, Jornal da Tarde e exerce atualmente a função de chefe de reportagem do Grupo Estado. Apesar de trabalhar com o futebol, inclusive participando da cobertura da Copa do Mundo de 2010, tem no esporte da bola laranja uma de suas paixões.

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