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Brasil, de duas facetas, está pronto para iniciar o Mundial

Marcius Azevedo

27 agosto 2014 | 08:53

Seleção necessita ser mais regular para voltar ao pódio na Espanha

O período de preparação está encerrado após um jogo-treino contra o México. Agora é entrar em quadra para estrear no Mundial da Espanha, sábado, às 13h, diante da França, em Granada. Os amistosos provaram que o Brasil tem uma equipe forte, capaz de subir ao pódio, mas que ainda padece de antigos problemas.

A partida diante da Lituânia expôs as duas facetas da seleção.

A boa, com um primeiro tempo primoroso, de marcação intensa e agressiva, bolas roubadas, contra-ataques, rotação correta no ataque, jogo com os pivôs, arremessos equilibrados, tudo dentro do script do basquete praticado pelas melhores equipes do mundo.

E a ruim, com um segundo tempo decepcionante, de marcação frouxa, precipitação no ataque, apatia e desconexão total do jogo, gerando erros sequenciais que culminaram com uma derrota.

A missão do Brasil será equilibrar essas duas equipes totalmente opostas que existem dentro de um mesmo time.

A seleção do técnico Rubén Magnano, claro, não será sempre perfeita, como foi naquele primeiro tempo, mas não pode ser tão ruim como no segundo. A regularidade será fundamental. O Brasil terá de jogar no limite (e parar de errar tantos lances livres) para ir longe no Mundial.

Os 12 jogadores que vão representar o Brasil

A estreia, diante da França, é fundamental para o futuro na competição.

Mesmo com três desfalques importantes – Tony Parker, Joakim Noah e Nando de Colo -, os franceses têm uma equipe fortíssima, com jogadores capazes de provocar estragos, como Nicolas Batum e Evan Fournier nos arremessos de fora e Ian Mahinmi e Boris Diaw, no trabalho dentro do garrafão.

Estrear com vitória significa garantir praticamente uma vaga na fase eliminatória (não vejo como o Brasil perder para Irã e Egito) e até um posicionamento mais favorável no cruzamento em que perder significa voltar para casa.

A briga da seleção será contra franceses e sérvios pela segunda colocação, já que, para mim, os espanhóis vão avançar como líderes do grupo.

Se conseguir alcançar o ponto equilíbrio, o Brasil pode voltar a frequentar o pódio em um Mundial. Situação que não acontece desde 1978, nas Filipinas, quando Marcel, hoje técnico do Pinheiros, fez uma cesta milagrosa no último instante na vitória sobre a Itália que rendeu o bronze.

Tudo que poderia ser feito em teremos de preparação foi feito. Agora é aguardar para saber qual time (faceta boa ou ruim) vai entrar em quadra neste sábado.