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Marcelo Rubens Paiva

28.março.2012 10:55:28

papam

 Polêmica a visita do Papa a Cuba.

Especialmente ao declarar que o marxismo não corresponde mais à realidade.

1. Então para o Santo Pontífice já funcionou alguma vez?

2. É visível que não funcionou, afinal, em 52 de doutrinação, não se cristalizou a noção de ópio do povo.  O que tinha de cubano de lencinho nas ruas acenando para o Papa…

Outra coisa que não se entende é se o chefe de um Estado dentro de outro, cuja guarda é de outro país, a Suíça, armada com lanças, armaduras e capacetes da Idade Média, tem moral para criticar o governo de uma ilha caribenha.

Na saída, o Papa ainda passou por uma revista rigorosa.

Imigração cubana queria se certificar se não tinha dissidentes escondidos em sua batina.

E foi embora só depois de se certificar de que quem não tem Jesus vai de Che.

Com uma bata cubana branca debaixo dos panos e tecidos papais.

 

+++

 

 

O filme Habemus Papam (2011), de Nanni Moretti, agora nos cinemas daqui, parte de uma trama genial: joga duas das “religiões” mais sólidas do mundo ocidental em confronto, a Católica e a Psicanálise.

Pois o novo Papa, com síndrome do pânico, se recusa a assumir o cargo para o qual foi o escolhido por deus [e cardeais], obrigando o Vaticano a se render e chamar o melhor psicanalista de Roma.

“É desnecessário lembrá-lo de que os conceitos de alma e subconsciente não podem co-existir”, é avisado o doutor ateu, assim que entra no Vaticano.

A trama começa com a morte do Papa anterior, a escolha do atual, os dilemas dos cardeais, retratados como estudantes numa sala de aula, numa prova de múltipla escolha.

MORETTI humaniza o Poder de ROMA.

Mostra cardeais australianos mais interessados em fazer turismo do que na crise resultada pela depressão papal.

Outros que brigam num jogo de cartas e vôlei como crianças.

Revela que a maioria toma remédios para dormir sem nenhum controle, e misturam antidepressivos com ansiolíticos.

E prova que, ambas, a Igreja e a Psicanálise, são incapazes de entender as confusões da alma [inconsciente] e de curá-las.

O que os Existencialistas nos cansaram de alertar.

Habemus papam.

Mas no habemus paz interior.

Ancora…

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27.março.2012 13:37:32

o punk ñ morre

Ontem os carros pararam para eu atravessar uma faixa de pedestres na Rua João Moura.

Numa quadra tranquila, que tem até lombada.

Tão civilizado, que os sabiás pararam de piar.

Diante de uma escola e uma casa modernista, que o kassabismo quer colocar  abaixo.

Haverá sábado, 15h, na Praça Benedito Calixto, manifestação contra a verticalização de Pinheiros.

Fenômeno que está acabando com São Paulo.

Atravesso a faixa até a metade, agradeço com a cabeça os educados motoristas, sentindo que cidadania é aquela semente que, se regada…

Vou atravessar a outra metade, quando 1 carro quase me atropela.

Não parou, nem olhou, não respeitou.

Xinguei como um solista de ópera.

Ele me mostrou o dedo e continuou.

O playba ainda tinha um adesivo de uma banda playba no vidro traseiro.

Não sei o que me deu.

Calibrei a velocidade e fui atrás, com minha cadeira motorizada Quickie P200, bateria selada, LEVE, centro de gravidade baixo e pneus de 16″ novos.

Quando a comprei, em 1995, pedi na loja: Quero a mais rápida.

Não sei se ainda é.  Mas chega fácil a 14 km/h.

Uma bicicleta em marcha normal.

Como a ladeira me favorecia, chegaria a mais.

Ah, o desgraçadinho parou no farol.

Acelerei.

Imaginei o playba olhando pelo retrovisor e concluindo: Melhor não encarar, este aí é possuído.

Ou, como costumam falar de cadeirantes irados: Este aí não se conformou

Ao me aproximar, eu já tinha o plano traçado.

Se ele saísse do carro para me encarar, eu voaria com a cadeira até seus 2 joelhos.

E voltaria de ré para atropelá-lo e ficar em cima do seu braço.

Já fiz isso com um frentista francês que tentou me roubar.

Fiquei na dúvida se gritava: “Aqui é curintia!”

Nós, curintia, estamos ligeiramente exacerbados, descontrolados, nos achando os donos do mundo.

Até meus porteiros curintia estão diferente.

Esta arrogância não faz bem…

Mas o cara de tão assustado engatou, foi pela contra-mão e furou o farol vermelho.

Posso confessar que eu, apesar de não aparentar, me sentia mais um jogador de xadrez do que um beque de fazenda num jogo de mata-mata.

Planejei cada passo do ataque.

Um deles era: jogaria o braço móvel da cadeira no vidro traseiro se ele fugisse.

Bem no adesivo da banda de playba.

Mas havia crianças na calçada.

Não adianta.

Sou curintia e da geração que não deixava barato.

Que devolvia bomba de gás para a Tropa de Choque, enquanto a liderança do movimento estudantil gritava: Não reajam!

E estive neste show aí, há 30 anos.

No SESC POMPEIA.

De roupa preta!

Na primeira fila.

Por isso me chamam de metido.

Cadeirante tem que ficar em casa deprimidinho.

Vai nessa…

No mesmo ano, mesmo local, lancei FELIZ ANO VELHO

E depois BLECAUTE, que “retrata” o fim do mundo.

DEMOCRACIA CORINTIANA era desta época também.

Como os primeiros discos do TITÃS, IRA, LEGIÃO…

E a derrota do dream team, a SELEÇÃO DE TELÊ.

Vai ter muita coisa fazendo 30 anos.

Os planetas estavam alinhados.

 

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26.março.2012 10:57:05

peça que dá tesones

Em abril no SESC BOM RETIRO

Estreamos IL VIAGGO, peça que escrevi em homenagem ao grande FELLINI e aos DONATI, FACCIOLLA, CERELLO e GRANATO.

Nossos parentes que vieram da ITÁLIA e fizeram de SP sua extensão.

Baseada no roteiro de FELLINI, “Il viaggio di G. Mastorna”.

Em 1965, Fellini teve a ideia de fazer o filme  sobre a história de um violoncelista, mas que nunca chegou a ser realizado.

A história começa com Mastorna dentro de um avião a caminho de se apresentar em um concerto.

Só que por conta de uma tempestade de neve, o avião é obrigado a fazer um pouso de emergência na praça de uma cidade em frente a uma catedral gótica imponente.

Numa cidade misteriosa chamada MASTORNA [?!].

 

 

 

 

 

 

 

+++

 

FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA abre nesta quarta, dia 28.

E estaremos lá com DEUS É UM DJ.

Peça que adaptei e dirigi, quinta e sexta [29 e 30 de março], 21h, no TEATRO DA REITORIA.

Com MARIA RIBEIRO e MARCOS DAMIGO, duplinha da arretada.

Peça que dá tesão.

 

 

 

TEATRO – Casal multimídia encena Deus É um DJ
Ter, 20 de Março de 2012 15:58
Maria Ribeiro e Marcos Damigo em cena de Deus É um DJ. Divu…

Curitiba, BR Press) – Um dos destaques do Festival de Teatro de Curitiba, que acontece de 28/03 a 08/04, é a peça multimídia Deus é um DJ, adaptada e dirigida por Marcelo Rubens Paiva.

A montagem, encenada dias 29 e 30/03, às 21h, no Teatro da Reitoria, mostra  um casal  de artistas – vivido por Maria Ribeiro e Marcos Damigo – convidado a morar numa galeria de arte, transformando sua própria vida numa performance.

Produtos

Eles vendem a si mesmos como produtos, veiculam imagens na internet e sabem lidar profissionalmente com essa situação. Além disso, trabalham num ousado projeto de revolucionar o mundo através da sua obra audiovisual.

No espetáculo, todos os equipamentos de som, luz e projeção são operados pelos próprios atores em cena. O texto, escrito em 1998 pelo alemão Falk Richter, faz uma crítica cheia de humor a certos fenômenos do mundo moderno, como os reality shows e as redes sociais.

Tudo é falso e espontâneo ao mesmo tempo, ao ponto de nem eles saberem onde está a verdade.

Ingressos: de R$ 25 a R$ 50.

Teatro da Reitoria – Rua XV de Novembro, 1299

 

+++

 

De resto?

Depende dela:

 

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15.março.2012 11:12:37

balzacão

 

devo muito a este cara aí, saudoso EDSINHO

filmagem MALU DE BICICLETA

Há 30 anos eu lançava FELIZ ANO VELHO no SESC POMPEIA, que também inaugurava.

Os convivas eram meus colegas da ECA -USP, parentes e amigos da família.

Surpresos ao saberem que um PAIVA virara escritor e, mais ainda, na coleção CANTADAS LITERÁRIAS da BRASILIENSE, que se gabava de ressuscitar a literatura brasileira que saía do coma depois de anos de ditadura, exílio e censura.

Na verdade, o livro quase se perdeu.

Sua única cópia ficou jogada uns dias no banco traseiro de um GURGEL sem capota – o editor CAIO GRACO achava que eu tinha xerox dos originais.

Pobre que eu estava na época, claro que não tinha.

E o quarteto de ouro da editora- CAIO TÚLIO, MATINAS SUZUKI, LUIZ SCHWATRZ e CAIO FERNANDO ABREU, seus assistentes e conselheiros- tentava desencorajar o editor a publicá-lo.

Fracasso garantido, diziam.

CAIO GRACO bancou sabe-se lá por quê.

Sentia 1 potencial no livro que eu mesmo desconhecia.

Livro que demorou pra pegar. Foi no boca-a-boca.

3 décadas depois, uma obra razoável [todos os livros agora editados pela OBJETIVA], muitas peças de teatro [minha paixão platônica], crônicas, matérias jornalísticas e até roteiros de cinema.

Meus primeiros 2 livros ainda foram cuspidos por uma máquina de escrever.

Com tendinites e bursites herdadas, deixo aqui a iconografia de uma vida literária cuja prioridade sempre foi a diversidade, a diversão.

Viajar de graça…

E fazer amigos.

visita ao set de FELIZ ANO VELHO

elenco da peça MAIS-QUE-IMPERFEITO de 2002

primeira peça – 1989

peça NO RETROVISOR

 

 

 

primeira resenha, meses depois – VEJA

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Análise literária da música AI SE EU TE PEGO, pelo professor Edmilson Borret.

Já que professor de literatura sou, dediquei alguns minutos do meu
precioso tempo para me debruçar sobre a letra desse “fenômeno” de
crítica e público que assola as rádios e tv’s, não só do Brasil, mas
também do mundo: “Ai, se eu te pego”, desse grande artista chamado
Michel Teló.

Uma letra de música tão profunda, filosófica e poética como essa
merece, sem sombra de dúvida, uma análise literária mais esmiuçada…
Então vamos lá!

“Delícia, delícia
Assim você me mata”

Nos versos acima, nota-se de imediato que o eu lírico expressa
metaforicamente seu deleite sexual, chegando mesmo – pode-se dizer – a
um estado de clímax sexual, um orgasmo.

Entretanto, à medida que
avançamos na leitura da letra da música, percebemos logo no verso
seguinte uma ideia parodoxal que nos leva a constatar que talvez o eu
lírico, através de um eufemismo muito bem elaborado, aponte para uma
das práticas difundidas na tradição literária ocidental,
principalmente a partir do Romantismo. Observem o verso:

“Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”

A anáfora presente nesse verso, com a repetição da interjeição “ai”,
mais uma vez denota a ideia de deleite, de clímax sexual.

Entretanto,
através do papel hipotético conferido pela conjunção condicional “se”,
percebe-se que o eu lírico não chegou, de fato, a um enlace, a uma
conjunção carnal com o objeto de seu desejo: o “ai se eu te pego”
significando algo como “ai, como eu gostaria de te pegar” ou “ai, se eu
pudesse te pegar” (levando-se em consideração também o neologismo já
absorvida pela linguagem coloquial quando ele usa o verbo “pegar” para
significar o ato sexual).

Ou seja: se, nos dois primeiros versos, o eu lírico expressa seu
deleite, seu clímax sexual, seu orgasmo; mas, logo imediatamente, nos
dá dicas de que o enlace sexual não ocorreu de fato, somos
forçosamente levados a considerar que o eu lírico é…

UM ONANISTA DE MARCA MAIOR !

(Edmilson Borret)

 

Concordo com o professor.

A personagem foco do narrador já é delícia antes de ser pega.

Ou o narrador é mágico e prevê o futuro com exatidão, ou é um embuste que vive nas nuvens do platonismo neurótico.

ps> Apenas ressaltar que o professor usou outra palavra no lugar de ONANISTA.

 

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Eis a carta que o presidente do bloco ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA publicou na TRIP.

E, como porta-estandarte do mesmo, assino embaixo.

 

2010 - livre descendo a Rua Augusta

2011 – cercado pela polícia

 

 

Em fevereiro de 2010, uma semana antes do Carnaval, organizamos o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, aproximando da nossa festa mais popular a região mais divertida da cidade. A ideia nasceu de uma brincadeira entre amigos proprietários de clubes, bares e frequentadores da noite paulistana. Mais precisamente, foi no casamento do arquiteto Guillaume Sibaud e da jornalista Sandra Soares que, em meio a muitos amigos e rostos conhecidos, no auge da alegria e diversão, tivemos a ideia: vamos formar um bloco de Carnaval! Vamos dançar e cantar no meio da rua Augusta!

Naquele ano nosso ato foi anárquico, resolvemos sair pelas ruas sem avisar ninguém, afinal era uma brincadeira entre amigos que não traria grandes neuras para a cidade. Fizemos um esquenta no bar Sonique com um batuque, instalamos nosso estandarte feito por Zé Carratu na cadeira do nosso porta-estandarte Marcelo Rubens Paiva e saímos. Começamos pela rua Bela Cintra, descemos a rua Costa e tomamos a Augusta de assalto, atravessando no meio dos carros, cantando uma cidade libertária e feliz. O final do cortejo foi em frente ao Studio SP, onde parte da patota se aglomerou para uma festinha pós-bloco.

Antes de entrar para a festa, um batalhão da polícia militar chegou e procurou o responsável pela baderna. Como tinha sido eleito de brincadeira o presidente do bloco – e ostentava uma camisa “oficial”, com uma caveira de Ray-Ban e a palavra “presidente”, foi para mim que o sargento deu voz de prisão. Cheguei a ficar uns três minutos dentro do chiqueirinho da polícia, até que um bando de advogados da região, junto com a doutora Mara Natacci, também uma das figuras centrais do bloco, interviesse impedindo que me levassem para o DP.

A baderna a que o sargento se referia foi parar uma faixa de trânsito da rua Augusta, em pleno final de tarde de domingo. O sacrilégio que quase me fez ser preso foi sair cantando pela rua da cidade que nunca dorme, em plena época de Carnaval.

De lá pra cá, o bloco do Baixo Augusta cresceu bastante, foi contratado para animar festas carnavalescas de gala, saiu com destaque em jornais, sites e revistas – sendo diversas vezes listado entre as melhores coisas para fazer em São Paulo –, chegou aos trending topics do Twitter e até teve seu hino entoado em pleno Jardim Botânico no auge do Carnaval carioca pelo bloco Último Gole – que reúne artistas e boêmios da Cidade Maravilhosa que conheceram as maravilhas do Baixo.

A única coisa que não mudou uma vírgula foi a conturbada relação com o poder público: em 2011 fomos esculachados pela CET, que nos obrigou a “pagar pela baderna do ano anterior” descendo a Consolação e não a Augusta. E este ano, como muito já se falou, tivemos que locar um estacionamento na esquina da Augusta com a rua Dona Antônia de Queirós para o bloco acontecer, pois novamente a mesma CET se negou a ajudar e participar “dessa pouca vergonha carnavalesca”.

Nossa brincadeira entre amigos virou uma via crucis que eu e meu chapa Alê Natacci, dono do Sonique, temos que enfrentar todo ano.

São Paulo careta

São Paulo não trata bem os cidadãos que acreditam em uma cidade divertida e criativa. São Paulo não olha pro lado para ver os exemplos de Rio de Janeiro, Recife e Salvador, que têm suas economias aquecidas com a folia de rua, muito mais do que com qualquer festa oficial e paga que aconteça nos sambódromos da vida. São Paulo é careta demais. Demais. E já passou de todos os limites.

Sonho em ver outro tipo de governo e de visão para a minha querida São Paulo. Vai ser muito mais fácil colocar o nosso bloco e os blocos de tantos outros na rua em uma cidade mais cabeça aberta que esta que está aí.

*Aê Youssef, 36, é fundador e sócio do Studio SP e do Studio RJ, um dos fundadores do site Overmundo e presidente do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. Foi coordenador de Juventude da prefeitura de SP (2001-04). E-mail: ayoussef@trip.com.br

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13.março.2012 12:22:30

pássaro proibido

FACEBOOK apaga fotos de BETHÂNIA de tetas de fora e ameaça todos que a postam.

Avisam: “Compartilhamentos que apresentam nudez ou qualquer tipo de conteúdo com imagens que sugiram pornografia não são permitidos no Facebook.

Já começa movimento do dia do peladão na rede social.

Todos postariam fotos com nudez, em protesto contra a censura arbitrária, puritana e, digamos, antiga como o Orkut.

Da minha parte, nem sou tão fã assim, mas sei da sua importância na MPB.

E passei a admirar a beleza única que há nesta mistura de personagem Almodóvar, índio brasileiro e Modigliani.

 

 

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12.março.2012 12:49:02

aviso

Recebi o email:

Olá,

Conteúdo que você compartilhou no Facebook foi removido por violar a Declaração de direitos e responsabilidades do Facebook. Compartilhamentos que apresentam nudez ou qualquer tipo de conteúdo com imagens que sugiram pornografia não são permitidos no Facebook.Esta mensagem é um aviso. Qualquer violação subsequente poderá acarretar desativação da conta. Leia a Declaração de direitos e responsabilidades na íntegra para evitar a reincidência na publicação de material inapropriado no futuro. Agradecemos desde já pela cooperação.A equipe do Facebook

 

O conteúdo é esta foto de seios de fora do post anterior.

Foto de Maria Bethânia sugere pornografia?!

Esta equipe do Face podia ver se estou na esquina.

Ou aprender a admirar as divinas tetas de uma rainha.

Nerds dando lição de moral.

Guilhotinando a estética, a poética, a beleza e o bom senso com seus mágicos algorítimos.

Olha aí 1 PROBLEMÃO do mundo digital.

A matemática nos dirá o que deve ou não ser visto.

Devemos nos precaver.

Cuidado!

Não organize seu mundo em torno das redes sociais.

E não abandone a informação ANALÓGICA. Muito menos o PAPEL.

A não ser que queira que PALO ALTO, CA, dite o que vc deve ver e saber.

+++

E LSD já foi até anunciado.

Como o mundo mudou…

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Ocidente versus Oriente [os direitos da mulher]

Proibido proibir?

 

 

Abelha rainha [uma pintura...]

O mel que vem de dentro…

 

 

Vai de Bike [pedala pelada] , ontem em SP

 

 

Pintura

 

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08.março.2012 12:42:25

parabéns mulheres

Poderia ser populista e dizer que todos os dias são dias das mulheres.

Exceto na final do Brasileirão e do Pôquer Star.

E em homenagem a ELAS, responderei a uma lista da  REVISTA ALFA, aquela de macho, em cuja capa já estiveram GALVÃO BUENO, LUCIANO HULK e STEVE JOBS – sem exibirem suas barrigas tanquinho, graças a deus.

Segundo matéria da revista, são:  ”As novas regras da masculinidade

Consultaram filósofos, especialistas, doutores e catedráticos para compor este “pequeno manual do que realmente importa para um homem hoje”.

Consultaram é as amiguinhas da Redação.

Pois não entendem nada do que é ser um homem e exercer a sua masculinidade.

Quer a prova?

Respondi pelo meu computador.

Sei que minhas irmãs vão dizer: Não aprendeu nada…

Aprendi a ser sincero.

 

 

Eles dizem [em bold], e eu provo o contrário:

Você precisa sentir dor para se tornar quem você deseja ser.

Que papo é esse?! Homem que é homem urra de dor quando enrosca um pelinho, leva agulhada, canelada.

Não há nada que dê a você o direito de usar roupas amarrotadas no trabalho.

Como não?! Homem que é homem chega da noitada ao trabalho, ou do hotel barato, ou da casa de alguém, e não tem ideia do que rolou na noite anterior.

O carro de um homem não pode ter adesivo engraçado nos vidros, a não ser que eles tenham sido colados pelo filho mais novo.

Pode sim. Especialmente se for do time e uísque preferido.

Jogue fora seu sapatênis. E o do seu vizinho. Ofereça uma recompensa para as pessoas que jogarem os delas fora.

E homem que é homem lá liga para sapatos?! Isso é coisa de mulher…

Interjeições que você nunca pode usar ao chegar ao orgasmo: “Uau!” e “Viva!”

Pode sim. E inclua: “É isso aí! Mandou bem, gata! A melhor, a melhor!”

Nunca implore para fazer sexo. Muito menos para não fazer. Nunca implore. A não ser que você esteja sob a mira de uma arma.

Não?! Fazer joguinho?! E tem que ser vulgar, tipo: Bora metê? Qué fazê nenê?!

Cumprimente todas as pessoas no trabalho.

Lógico. Especialmente as gostosas.

Não pinte o cabelo de acaju.

Não pinte de acaju, nem de rosa, vermelho, azul, marrom, preto, nada! E diga: Amo meus cabelos brancos. Mas sabia que os pentelhos também são?

Drogas depois dos 40 só se você já tiver ganhado um disco de platina e tocar guitarra. Se for baterista, não pode.

Tá maluco?! Depois dos 50, com a ingenuidade perdida, e os sonhos ignorados, nada mais chique do que chegar pra turma dos amigos dos filhos e perguntar: Alguém tem seda?

Um homem sabe quando seu tempo passou.

Espera lá, relógio biológico não é coisa de homem! Sem contar os avanços da indústria farmacêutica.

Só use seu carro para chegar a lugares em que você não conseguiria chegar a pé.

Carro?! Bike. Ou moto acima de 400 cilindradas.

Um homem chora, no máximo, duas vezes por ano. Se ele chora mais do que isso, precisa de ajuda.

Depende. Se o time for para a Libertadores…

Xingar por causa de futebol é sinal de boa saúde mental.

É sinal de estar vivo.

Um homem sabe preparar uma refeição. Pode ser só de um tipo. Mas precisa ser gostosa.

Homem sabe fazer churrasco, pratos raros e exóticos e sabe encomendar bem – tem telefones dos restaurantes étnicos da região gravados no celular.

Um homem não deve pedir desculpas por estar olhando para um decote, a não ser que seja de uma parenta de primeiro grau.

Homem olha a bunda.

Nunca telefone antes.

Acuma? Telefone sempre. Se ficar fazendo charminho e não telefonar, outros passam na frente.

Abra a porta para elas. Até para sua ex-mulher, antes de entrar no escritório de advocacia para assinar o divórcio.

Concordo. Mas deixe a ex-mulher esperando.

Cerveja, sim. Uísque, sim. Vinho, sim.

Coquetel nunca. E nada de cheirar rolha.

Não aceite nenhum drinque com cor de esmalte de prostituta. Caipirinha de saquê está no limite da irresponsabilidade. A não ser que seja de graça.

Campari!

Jogue videogames adultos. Grand Theft Auto 4, Call of Duty: Black Ops, L.A. Noire e Uncharted 3.

Tá, fica jogando videogame, e deixe a noite para os profissionais.

Não discuta a relação. A não ser que você queira levá-la para a cama.

Relação não se discute, se impõe. Afinal, toda a mulher é louca.

Quanto mais velho você fica, mais tem de se exercitar.

Com sinvastatina no bolso.

Não broxe. Se broxar, tente novamente em 15 minutos. Se broxar de novo, fale o mínimo possível. Tome um remédio.

Que papinho… Se broxar de novo, culpe ela!

Jamais queira saber por que você não foi convidado para uma festa.

E alguém tá ligando?! Entre e já fique íntimo de todos.

Não tenha um gato.

Claro que tenha. Chamado CHICO, em homenagem ao Buarque. E Coloque as fotos dele no FACE.

Nunca demore para responder a um e-mail.

O que é mesmo e-mail?

Nunca responda a um e-mail rápido demais.

Você vai sair com alguém que ainda use e-mail? Vão anexar as fotos?!

Toda mulher tem um minuto na vida em que diz “Vou dar para qualquer um”. Esteja lá.

Não… Deixe os que jogam videogame e não têm gatos terem uma chance na vida.

Trabalhe.

Se não herdou nada. Jorge Guingle nunca trabalhou e comeu a Marilyn Monroe, Hedy Lamar, Kim NovakAva GardnerSusan HaywardJayne MansfieldMarlene Dietrich e Janet Leigh, Rita Hayworth… Isso segundo o Wikipedia.

Sua sogra não é sua amiga.

O que é isso?! Comercial de cerveja?! Sogras são para serem sempre e mais amadas.

Pague a conta.

Coisa mais antiga…

Esteja preparado para trair sua mulher e ser traído.

Homem que é homem tá lá preocupado com isso?! Só os fracos temem ser traído.

Só vista sunga se estiver absolutamente seguro.

Homem que é homem não tem sunga no armário.

Satisfeito?

Dá próxima vez, liguem para quem entende.

Ou sejam honestos: homem que é homem não fica fazendo demagogia.

 

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02.março.2012 01:48:07

tv or not tv

Os camarins de uma emissora são a fórmula para entendê-la.

Bem, por um tempo, foram.

Maquiavam apresentadores.

Fonoaudiólogos treinavam vozes.

Penteados e figurinos os colocavam em sintonia com a imagem do equilíbrio.

Evitavam cores fortes e camisas listradas, que atrapalham a transmissão.

Preparavam o cenário para transformar estúdio em cozinha, sala, mesa de debates.

A luz estourada evitava sombras. Ainda há uma obsessão de diretores e iluminadores pela destruição da sombra e iluminação do nada, como se no mundo ela não existisse ou atrapalhasse a harmonia visual dos ambientes.

Segunda obsessão era pelo tripé, como um quadro de museu, para não atrapalhar o que era dito.

Era grande a dificuldade de convencer técnicos a deixarem o tripé na viatura.

Nos anos 80, com a portabilidade dos equipamentos, a era do tripé ficou para trás.

Na produtora Olhar Eletrônico, atual O2, o câmera Fernando Meirelles era até o personagem Valdeci, do repórter Ernesto Varela (Marcelo TAS).

Interagiam.

O objeto eletrônico, que no fundo era o espectador, emitia opiniões, chacoalhando “sim”, “não”, “talvez”.

Havia a missão: descobrir uma nova linguagem para TV, torná-la mais humana, informal, próxima do telespectador, que não tinha o topete de Sérgio Chapelin, nem a voz poderosa de Cid Moreira, e que aprendia a emitir opiniões.

Não tinha reflexão no apresentador.

Reflexão = humanidade

Quando se veem hoje apresentadores irreverentes, sabe-se que o processo de transformação começou lá trás. E não era gratuito.

Era a geração que queria votar para presidente e tudo mais.

Seguia princípios ideológicos, como tudo que é relevante nesta vida.

Muitas vezes, é tão simples fazer história.

 

 

Mas quem diria que um programa anti-TV, ou não TV, o gênero reality show, estaria no horário nobre da maioria das emissoras?

Primeira leitura: gente comum disputando grana e fama das grandes estrelas; uma Revolução Francesa na tela; o fim dos privilégios de uma aristocracia que dominava o meio há décadas.

Porém, a mensagem não é compartilhar, unir, fratertiné, mas destruir o outro cidadão para, sozinho, conquistar o grande prêmio.

Como?

Muita traição e complô.

É um paradoxo dentro do outro.

O participante do reality show aprendeu.

Sabe que faz parte de um jogo, em que pessoas ditas normais fingem que vivem a “vida real”, mas estão interessadas na busca da capa da revista e do paredão alheio.

Para isso, precisam eliminar (prejudicar), guilhotinar, como numa era de terror midiático.

Cidadãos disputam o melhor corte de cabelo, brigam com chefes de cozinha, choram quando são derrotados, enfrentam provas que demonstram “superação”, costumam ser humilhados, aceitam as regras.

Mas não é apenas falta de inteligência- ou excesso de músculos, narcisismo e tatuagens dos personagens- que agride o telespectador.

É a mensagem de individualismo, que nada tem a ver como mundo de hiperconectividade, redes sociais, militância online e preocupações com sustentabilidade que os novos tempos despertam.

As pessoas querem agregar, repartir, não se aproveitar das fraquezas de outros.

O mundo mudou.

 

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E saber que foram vários os LEÕES

 

 

 

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Se esta propaganda saísse hj, o Conar diria que há preconceito contra os gordos?

 

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