este é o título do e-mail que acabo de receber e posto aqui.
Prezado colunista
Foi muito bom ler algumas linhas de lucidez a respeito da descrença em
sua coluna. Achei que gostaria de saber que a campanha dos ônibus
ateus está em curso também no Brasil, no momento em fase de
arrecadação de fundos, mas os canais de ‘hard news’ se recusam a dar a
notícia. Pode-se ler sobre a iniciativa em www.atea.org.br .
Também existe uma iniciativa de remoção de símbolos religiosos em
repartições públicas pela via judicial em www.brasilparatodos.org. Até
agora, sem sucesso, apesar de muitos apelos ao Ministério Público, que
teoricamente é o guardião da Constituição e dos nossos direitos.
Cordialmente
Daniel Sottomaior
Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos
está dado o recado. como dizia o meu pai, “posso até não concordar, mas garantirei sempre o direito da livre expressão”.
Mas se a própria Constituição Brasileira foi promulgada em nome de Deus, fica difícil, né não?
Olha o trecho:
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”.
Sou catolica, nao tenho vergonha da minha religiao, mas tambem sou jornalista, e acredito no direito da livre-expressao.
Sou contra a exibicao de artificios religiosos em quaisquer reparticoes publicas. Ou todas as religioes sao representadas, ou nenhuma.
Acho que o Kaka irá comprar as empresas de onibus e, desse modo, probir os anuncios!
dinheiro ele tem, mas nao faria isso…
Ou como diria Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.
Beijos
Caro Daniel,
Não acreditar, é uma crença. Uma crença tão forte, que o levou a participar de uma associação para todos aqueles que têm a mesma convicção que a sua.
O ateu não deixa de acreditar, pelo contrário, ele acredita que deus não existe.
Concluinido, o ateu não é um descrente, ele crê que Deus não existe.
Crer na existência de Deus existe, é tão absurdo quanto crer que este não existe.
Cordialmente,
Henrqie Clark
O conceito é filosoficamente incorreto. É o mesmo que dizer: o preto é um preto não-branco.
Tem gente que acredita que o homem nunca foi à Lua, esse tipo de “fé” é apoiado unica e exclusivamente em convicção pessoal, independente do conjunto de provas existentes que contrariam a “fé” da pessoa.
Por outro lado, a maioria dos Ateus consideram improvável a idéia de uma divindade criadora que controla todo e qualquer evento do universo. Todavia, se restar provada a existência de tal entidade, tenho certeza que todos mudariam de opinião. Não se trata, portanto, de fé cega, mas de razão esclarecida.
O ônus da prova cabe a quem alega a existência de deus(es).
responder este comentário denunciar abusoQue adianta dizer aos religiosos que Deus não existe e aos ateus que Deus existe????? Ainda mais no ônibus, que coisa mais ridícula.
Isso para mim é não ter o que fazer.
Arrecadar fundos pra isso? Porque não arrecadam fundos para coisa mais útil? Vamos trabalhar pessoal, fazer coisas boas para as pessoas neste mundo de Deus independentemente de acreditar ou não Nele.
Caro Marcelo,
Clark tem razão, eis os crentes da descrença. Mais um tempinho levará e eles fundarão uma seita descrente, definirão forma e conteúdo para o não-alinhamento com o que transcende e inaugurarão obras literárias onde poderão difundir sua crença no que não-existe, não-é. Ora, se não existe, não há porque se definir como crente no que não há, posto que não há e pronto. E assim levarão a vida, difundindo sua inabalável crença e apontando dedos terríveis nos que acreditam haver algo além do mundo dos fenômenos e vice-versa. Não ficaria pasmo se sub-seitas se formassem e que estas começassem a se apropriar de outras idéias extravagantes para reforçar o dogma da não-existência de Deus e se apoiassem em supostas vidas extraterrenas (extra-terrenas? Che ne sò) que, supostamente já teriam descoberto a descoberta há zilhares de anos. Tampouco me assombraria o fato de sub-seitas alugarem casarões na costa da Califórnia setentrional e se auto-imolassem para conhecerem o nada completo do após-morte que teria sido segredado ao líder não-espiritual da trupe de desocupados que viveriam na mansão pós-vitoriana um alegre e hedonista período de preparação para o nada onde tudo era permitido, uma vida de epicuros antes de conhecer nada de jeito nenhum. Como esta é uma noite de ócio profundo, resolvi escrever sobre o que me parece bem desinteressante e fruto de mentes talvez mais ociosas que a minha, so far. Com certeza são tão aborrecidos quanto os crentes e, com certeza, precisam do óbulo dos seguidores. Com certeza se acham modernos na mesma medida em que os crentes se acham escolhidos. Nas duas sedes, porém, os banheiros são exatamente iguais, com mais ou menos detalhes, mais ou menos interessantes, mas, funcionalmente idênticos. Che palle!
bons aregumentos
Caro Henrqie Clark,
Seguindo seu pensamento, você concordaria com a frase abaixo?
“Crer na existência de Papai Noel é tão absurdo quanto crer que este não existe.”
Afirmar que “não acreditar” é uma crença é uma contradição em si mesmo.
Fraternalmente,
Julián
está aí o paradoxo
Uma discussão que jamais terá fim.
Quem não acredita não acredita e pronto. Ou passará a acreditar quando “a água lhes bater”, tive um amigo “ateu” que sempre dizia: “Ai, meu Deus!” quando algo que não queria acontecia.
Da mesma forma que quem acredita tem fé e pronto. Não precisa ver, não precisa de provas, fé é fé. É a arte de crer sem provas. Porém como com os descrentes já vi situações onde deixam de crer quando algo que não queria acontece, ou vice-versa.
E como diria o pai do Marcelo: “Posso até não concordar, mas viva a livre expressão!”
Oi Marcelo,
Achei legal trocar duas palavrinhas pessoalmente contigo ontem a noite, alí perto da Avanhandava…E bacana saber que vai rolar o filme de um livro que marcou minha adolescência!
Sobre o post: vai ser lindo quando as pessoas pararem de se preocupar com Deus e começarem a se preocupar com os outros, em fazer disto aqui um lugar mais agradável para todos.
Um dia vai acontecer.
Abração
Acho que há uma diferença enorme entre crer em Deus, jogando tudo nas mãos de uma força superior, e não crer em Deus e outras manifestações metafísicas.
O argumento de quem não crê é que, como não se pode provar, então não há em que acreditar.
Não crer em Deus, portanto, não é uma crença. É uma postura prática, pragmática.
Transcrevo aqui a explicação de uma amiga para a existência de Deus: “Você já sentiu o vento? Pois é isso. Isso é Deus.”
Tem como debater? Não tem. Isso é crença.
Não crer é argumentar, tentar explicar – e não simplesmente sentir.
Concordo com a perda de tempo e dinheiro dessa campanha. Ateus deviam simplesmente ignorar Deus, já que acham que ele não existe. Sou a favor da retirada de todo símbolo religioso das repartições públicas também. Mas como barrar as investidas ridículas da bancada evangélica por exemplo? e se decidirem ensinar o criacionismo e essa votação for aprovada na também ridícula assembléia de dePUTAdos… Acho que os ateus deviam concentrar em coisas práticas, como barrar a entrada do criacionismo nas escolas, ajudar pobres coitados que precisam de muletas e vão procurá-las em igrejas de pastores nem um pouco confiavéis. Se assim for, eu participo dos fundos pra arrecadar dinheiro. Mas fazer propaganda dizendo se acredita ou não.. Não perco meu tempo.
Sou contra todos os proselitismos. Inclusive contra o proselitismo ateu. Que cada um cuide de seu nariz. Quanto a símbolos, além do qualitativo vale o quantitativo. Temos hindus aqui? Sim, mas poucos. Portanto, se Ganesh é uma presença constante na Ìndia, não precisa sê-lo no Brasil. Aqui somos predominantemente cristãos. Assim, não me abespinho por ver símbolos cristãos em lugares públicos – é natural e é cultural. O que parece não natural, ou cultural, é impor a vontade de poucos. Tolerância nunca fez mal a ninguém.
pior é acreditar em pascoa, onde um coelho macho bota ovo de chocolate…
se Deus não existisse o que seria dos ateus ?
Para eles é bem melhor Deus existir, não acham?
alguns comentário falam da inutilidade dessa campanha. que os ateus deveriam procurar o que fazer. se não creem, não precisam estampar isso em outdoors. acontece que os ateus não têm voz no brasil. penso que uma campanha como essa não tem o menor objetivo de ‘converter’ ninguém (há como se converter alguém por um cartaz?), mas sim o objetivo de gerar uma discussão, de dizer “olha qui, nós existimos, pensamos diferente e queremos dizer isso”. ou vão negar o preconceito que existe contra os ateus? quanto a quem disse que “não crer é uma crença” na mesma linha do “é preciso ter fé pra ser ateu” só posso entender como uma piada fruto da ignorância, ou motivada por desonestidade intelectual. a primeira é até descupável, já a segunta…
* Ser ateu não é “crer” que Deus não existe, mas simplesmente não “crer” que existe, não tem nada metafórico… As pessoas têm a mania de achar um “significado” por trás de tudo, está na necessidade humana. Crês em Deus é uma delas… outras pessoas não precisam do tal significado ou o encontram em outras coisas.
* Os ateus tem todo o direito de arrecadar fundos e investir no que querem. Como todos nós temos de fazê-lo para qualquer causa… Doa quem quer.
* Quanto a removerem símbolos religiosos das repartições públicas fica complicado, pois o País como instituição tem uma postura religiosa, que está amparada na fé cristã, portanto, teria-se primeiro que mudar a constituição do país, etc.
Esqueci alguma coisa? hahaha hoje o bicho tá pegando p aqui! Eu tenho uma amiga q acredita na força dos cristais. Seu “cristal de estimação” sempre está num lugar especial da casa. Estava com ela no dia q passou no vestibular, qd depois de formada fez a entrevista p o empregão que tem hoje, quando ele pediu para ter um filho menino, etc. E ela vive “muito bem, obrigada”. Portanto, o cristal funciona. Certo?
se cristal funcionasse, minas não seria o estado mais rico do mundo?
Até que enfim, começamos a entrar de cabeça ( metaforicamente mesmo) no 1º mundo.
Repararam que os países mais pobres, miseráveis, subdesenvolvidos são os mais religiosos, mas Deus só faz milagres nos de 1º mundo? Inclusive, durante a colonização dos primeiromundistas sobre os “subdesenvolvidos”, Deus tratou de mostrar onde estava o ouro, os diam,antes, os melhores lçocais para plantações, onde comprar seres humanos para trabalho escravo, etc…
Para se retirar os crucifixos dos tribunais não há nenhuma necessidade de se alterar a Constituição. Basta pegar uma escada, ter boa vontade e retirá-lo.
Não se pode confundir preâmbulo constitucional com a própria Constituição. Preâmbulo constitucional não é norma (matéria decidida pelo STF). Norma são os artigos da Constituição que, dentre ele, está o princípio da laicidade, que invoca a separação entre estado e religião. Assim, a manutenção dos crucifixos na parede é que viola a Constituição, e não sua retirada.
Quanto ao argumento de “quantidade”, seria interessante ler Tocqueville para facilmente se chegar a conclusão que democracia não se perfaz por vontade da maioria (isso é princípio de eleição), mas sim por direitos e garantias individuais. Não é porque a maioria é cristã que toda sociedade tem que se curvar a eles.
Os símbolos religiosos em repartições publica somente representa uma violação da Constituição. Cultura… só para os cristãos!
Atitude importante.
Precisamos mostrar que existimos, e que não existe nada de errado em não acreditar em algo que não se pode provar.
Abaixo o preconceito, sou ateu e exijo respeito.
A campanha não quer “converter” ninguém (entre aspas mesmo). Quer, ao invés disso, reduzir o preconceito que existe a quem assume seu ateísmo.
Como vc se sentiria numa sociedade que acredita piamente em papai noel, e vc sofrendo preconceito por não acreditar? Vc pode até não querer que eles deixem de acreditar, mas que respeite a sua opinião, e que isso não faz de vc uma pessoa ruim.
Pablo,
Todo respeito para vc, claro, mas por favor, não vá se juntar com os evangélicos pra tentar acabar com o feriado de Nª Sª Aparecida padroeira do Brasil !
Abraços fraternos.
A questão não resta sobre a existência de deus, mas sim no dano que a igreja vem causando no subconsciente da humanidade através dos séculos. Uma pergunta mais oportuna seria como podemos recuperar nossas faculdades mentais das mãos da igreja quando estamos profundamente doutrinados.
Homem Libanês será decapitado nesta segunda na Arábia Saudita por praticar magia-negra.
http://www.cnn.com/2010/WORLD/meast/03/31/saudi.arabia.sorcery/index.html
Meu Caro Marcelo Rubens Paiva
Faço questão de dizer todo o seu nome porque ele é significativo. Embora já decorrido um bom tempo daquele primeiro comentário aqui colocado, gostaria de opinar sobre o assunto. Como ateu, preferiria que ao invés do apelo a mensagens ateístas em ônibus, fossem encontradas outras formas de expressão do ateísmo. O mais importante seria falar das razões da postura ateísta. É certo que isto é também difícil, até porque os ateus não têm um discurso unificado, nem se sabe quem fala por eles. Ao contrário de outros assuntos, onde os jornais e as TV têm em cada lugar um especialista em cada assunto para falar sobre eles. A propósito no Divina Magia www.divinamagia.com.br) esse assunto está largamente abordade.
A fronteira entre a fé e a razão; entre a mitologia e a realidade; entre a mentira e a verdade; entre a prisão e a liberdade… QUIMERA, o livro: http://www.clubedeautores.com.br/book/27243–Quimera
Oque é que há? fé cega de nada adianta basta olharmos em torno, a grande maioria que pratica ou vive de acordo com uma filosofia religiosa,nao cresce como ser humano no tocante a conhecimento geral e agregação de valores a si proprio, para que com isto possa ter maior utilidade social, mais do que aparecer em procissoes e distribuir panfletos nos semáforos.
Fé é o reflexo da ignorância, do medo de ser responsável pela própria vida, é o refúgio dos fracos e o instrumento dos manipuladores de pessoas fragilizadas pelos problemas do dia a dia. Andei por várias livrarias, conversei com funcionários e todos me diziam que os livros “deus Não é Grande, como a religião envenena tudo”, de Christopher Hitchens; “deus Um Delírio de Richard Dawkins”; “A Morte da Fé de Sam Harris” estão sempre em falta.
Assim que chegam vendem tudo. E alguns funcionários acham que são donos das livrarias que não colocam mais a venda por medo de polêmicas.
Que ridículo privar as pessoas de acesso a informação. Todos esses livros são
best sellers, mas no Brasil donos cristãos de livrarias, ou pessoas em nível de diretoria e gerência boicotam a divulgação desses livros.
Os ateus do Brasil estão se levantando para não serem discriminados.
Eu sou um deles e não pertenço a organização nenhuma.
Muitos outros vão sair do armário aqui também.
Chega de religião e histórias fantasiosas.
“DEUS PROVAVELMENTE NÃO EXISTE…” a recíproca tem, pelo menos, 50% de probabilidade de ser verdadeira.
“SE DEUS EXISTE, TUDO É PERMITIDO” conota certa culpa de Deus (se é que ele existe) pelas monstruosidades provocadas pelo insano livre arbítrio do homem.
“A FÉ NÃO DÁ RESPOSTAS, SÓ IMPEDE PERGUNTAS” A não-fé não impede as perguntas, mas também não dá respostas à maioria delas.
“RELIGIÃO NÃO DEFINE CARÁTER”, nem tampouco o ateísmo.
“SOMOS TODOS ATEUS COM OS DEUSES DOS OUTROS” Se isso é verdade, porquê a divisão ?
Não tenho religião, acho que ter religião não é o mesmo que acreditar ou não na existência de um ser supremo, porque isso é foro íntimo de cada ser humano e deveria ser respeitado por todos para que pudéssemos viver em paz.
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