O kassabismo é uma doutrina ideológica muito popular em São Paulo. Fundada em cima dos preceitos de que uma cidade deve ser limpa e respeitar o sono dos seus cidadãos, desenvolveu-se através de teorias que garantem que, se baixar a fiscalização, os problemas se resolvem.
Como todo desenvolvimento prático de uma teoria, o kassabismo necessita de um aparelho repressivo bem organizado, as sub-prefeituras, dividido em grupos táticos, Fiscais do PSIU, Guarda Municipal, que usam de todos os instrumentos para que se cumpram as leis.
Caso tais ações não resultem em resultados efetivos, uma tática mais eficiente é empregada: lacram-se os ambientes dolosos com placas de concreto, os “kassabinhos”.
Alguns feitos do kassabismo são notáveis, como o fechamento de bingos, postos clandestinos e lojas de contrabando, combate a pirataria e puteiros, e o encerramento das atividades de baladas de jovens arruaceiros.
No entanto, o kassabismo está apenas começando. Há muito ainda a ser feito. E para contribuir para o seu desenvolvimento, faço uma lista de sugestões do que falta ser proibido:
1. A chapinha, que gerou um verdadeiro holocausto da minoria cacheada.
2. Shows começarem depois da 1h.
3. Bandanas.
4. Camisas para dentro das calças.
5. Cuecas aparecerem em cinturas masculinas.
6. Celulares em elevadores.
7. Sabiás que cantam antes do sol nascer.
8. Buzinas em motos.
9. Seguranças se despedirem com: “Bom descanso”.
10. Assaltarem a Soninha.
11. Portas giratórias travarem.
12. Leitores que xingam blogueiros.
13. Proibir a proibição de cinzeiros nas calçadas.
14. O trânsito.
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Eu não ia tocar mais no assunto GAMBIARRA, festa que ocorre aos domingos num hotel fechado, no centro de São Paulo. Mas um leitor postou um comentário, exigindo a minha retratação, quanto à repressão que ocorreu no último domingo, criou polêmica e foi o assunto da semana [leia post abaixo para saber dos detalhes]
Reproduzo aqui o texto do(a) leitor(a) ANDREA, que coincide com a nota oficial da prefeitura.
Sobre as acusações infundadas que vocês fazem sobre a ação, este texto esclarece o quão equivocados, ao questionar identificações e mandatos, vocês estavam. Uma operação de fiscalização não precisa disso. Informem-se sobre o assunto, para não falarem levianidades. E, se ainda assim, vocês se sentem injustiçados, sugiro passar na prefeitura e colher informações sobre como proceder de maneira a regularizar os casos em que vocês estão sendo falhos, para que a festa continue, sem problemas: A subprefeitura da Sé enviou uma nota, onde explica que a blitz foi gerada por denúncias dos próprios frequentadores, que reclamaram ao Contru “sobre excesso de lotação e dificuldade para transitar pelo espaço em eventos realizados anteriormente.” Sobre o alvará de funcionamento, a nota explica que o documento “autoriza a realização de eventos, em apenas uma das áreas do local, de 328,69 m², para uma capacidade de 510 pessoas.” Os organizadores da Gambiarra, alegam, no entanto, que a festa nunca tinha sido anteriormente notificada pela Prefeitura. Ainda de acordo com a assessoria da subprefeitura da Sé, o Hotel Cambridge não foi interditado, “fato que caberia ao Contru em razão da capacidade superior a 500 pessoas, se a casa continuasse a funcionar com excesso de lotação.” A subprefeitura conclui a nota dizendo que “não há diferenciação no tratamento entre os estabelecimentos” e que “no mesmo fim de semana, mais de 70 estabelecimentos foram fiscalizados em ações da subprefeitura Sé, algumas delas em conjunto com o Psiu.” Confira abaixo a nota na íntegra: Nota à imprensa Prefeitura de São Paulo – Secretaria de Coordenação das Subprefeituras Com relação à ação fiscal ocorrida na madrugada desta segunda-feira no Hotel Cambridge (Avenida 9 de Julho, 216), onde ocorria o evento denominado “Gambiarra”, a Subprefeitura Sé esclarece que, a pedido do Contru, foi até o local após receber diversas denúncias, feitas por freqüentadores, sobre excesso de lotação e dificuldade para transitar pelo espaço em eventos realizados anteriormente. A ação teria de acontecer necessariamente no momento da festa para constatar se de fato havia a irregularidade denunciada. Após solicitação pelos agentes da Prefeitura – feita primeiramente do lado externo e depois, com condução pelo proprietário, no escritório da casa, para evitar confusão na entrada -, o responsável pelo estabelecimento apresentou o alvará nº 2009/21195/00, expedido pelo Contru, com validade de 25/05/2009 a 13/10/2009. Este documento autoriza a realização de eventos, em apenas uma das áreas do local, de 328,69 m², para uma capacidade de 510 pessoas. O próprio responsável informou que, naquele momento, a casa contava com a presença de aproximadamente 950 pessoas, o que já caracterizava desrespeito ao estabelecido pelo documento apresentado. Solicitou-se, então, a contagem precisa dos clientes, que foram orientados a deixar a casa. A checagem apontou a presença de 1.693 pessoas, mais de três vezes a capacidade máxima permitida. Não houve interdição do local – fato que caberia ao Contru em razão da capacidade superior a 500 pessoas, se a casa continuasse a funcionar com excesso de lotação. O alvará que a casa possui é claro sobre a permissão para evento em um ambiente que comporte e ofereça segurança a, no máximo, 510 pessoas. Os outros dois ambientes possuem apenas licença de funcionamento para a atividade de exposição de obra de arte e não estão autorizados a realizar eventos como festas. Na prática, constatou-se o uso dos três ambientes interligados. A Prefeitura cumpriu a lei ao realizar fiscalização após recebimento de denúncias. Se houvesse algum incidente no local durante a realização dos eventos aos domingos, a casa não teria condições de proporcionar segurança a todos os presentes. Também não há diferenciação no tratamento entre os estabelecimentos. Tanto que, no mesmo fim de semana, mais de 70 estabelecimentos foram fiscalizados em ações da Subprefeitura Sé, algumas delas em conjunto com o PSIU. Secretaria das Subprefeituras e Subprefeitura Sé.
A nota da prefeitura e o comentário levantam algumas questões:
1. Como se chegou ao número de 1.693 pessoas, se as portas foram abertas pela própria PM, que temia uma tragédia e liberou os participantes, que saíram em massa?
2. Se havia denúncias de superlotação, por que a fiscalização não chegou antes e controlou a entrada? Não seria a melhor forma de evitar “um incidente no local”? Ou aparecer de madrugada com 13 viaturas, lacrar portas, ordenar “ninguém entra e ninguém sai”, desligar o som, obrigar as centenas de pessoas a entrar em filas, para pagarem as suas comendas, é o jeito mais seguro de se fiscalizar?
3. É verdade que, de acordo com denúncias, um dos fiscais era frequentador da festa? E é verdade que, na semana anterior, ele se envolveu numa briga local? E saiu aos berros gritando: “Vou fechar esta po%$a”?
4. É verdade que a mesma equipe esteve na noite anterior na Praça Roosevelt e multou bares com mesas nas calçadas, bares que estão há 20 anos no local?
5. É verdade que no mesmo dia entraram às 2h no ESPAÇO PARLAPATÕES. O chefe fiscalizou o barulho com medições e a presença de fumantes e, como não encontrou nada irregular, ameaçou prender por “desacato à autoridade”, mandou abrir o teatro e o notificou por falta de acesso a cadeirantes, teatro em que não há uma barreira arquitetônica em suas instalações, onde dirigi uma peça e ia quase todas as noites, instalado no espaço para cadeiras de rodas, e de onde, na última quarta, dois cadeirantes, eu e o diretor Maurício Paroni, assistiram ao Curta na Praça instalados comodamente?
6. Aliás, se é para se far algo construtivo, por que não começaram ainda a reforma da PRAÇA ROOSEVELT? O dinheiro já foi há anos liberdado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Esvaziou-se a praça, que virou terra de ninguém e um puxadinho da cracolâncdia. Fecharam o estacionamento dela, o supermercado e até uma crechê.
7. Como andam os projetos que tentam transformar a região num polo de cultura, lazer, negócios, educação e turismo? E os planos de revitalização, como o Procentro, com financiamento de R$ 100,4 milhões do BID?
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Estréia hoje em todo país TEMPOS DE PAZ, filme baseado na obra de Bosco Brasil, NOVAS DIRETRIZES EM TEMPO DE PAZ, que nem é citado na divulgação [que anuncia "um filme de Daniel Filho"].
A obra teatral de Bosco é um marco na dramaturgia brasileira contemporânea. A peça, elogiada e de grande sucesso, começou pequena, com um jeito underground, e chegou ao mainstream, apresentando ao mercado uma nova dramaturgia brasileira, que já vinha sendo feita em locais alternativos.
Talvez seja a peça mais emblemática do renascimento dessa dramaturgia, a comovente história de um fugitivo de guerra que é barrado no porto de Santos.
Quem sabe não inspira todos nós, que precisamos de tempos de paz.
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Ontem, 3 NA MASSA fez um show inesquecível na Rua Augusta [STUDIO SP]com os baderneiros de plantão. Tocou até Barry White. Hoje tem EDDIE. Tocando EDDIE. O que rola de melhor nos palcos das noites paulistanas. Bora, juventude transviadas?
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Hoje tem festa da GAMBIARRA. Mas é na The Week. Comparecer é um ato de resistência. O kassabismo entrará em ação?
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Dias 1 de 2 de setembro, o GAZZIE A DIO, casa de shows da Vila Madalena, celeiro dos novos talentos da MPB, e em que “tudo” começou, comemora dez anos. Com 2 shows da banda cubana BUENA VISTA SOCIAL CLUB.
Presentão pra cidade. Os ingressos já estão disponíveis.
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“Marcelo, sei que você gosta de arte, mas eu gosto mesmo é de mulher”. Frase do meu amigo MARCELO COPPOLA, ainda sóbrio, ontem no Studio SP.
Muito boa essa do kassabismo kkkk
adoro ser um “jovem transviado”, ontem tava no Studio tbm, cheio de “transviados”.
Que beleza!!
acrescento mais uma proibição
15) silicone na mulherada
16) mulher de pernas musculosas (cruzes)
Só penso nisto kkkk
Achei muito boa a exposição do kassabismo e sua lista de sugestões. Ironia neles, Marcelo!
Vem cá… Quando você vai fazer um Twitter pra mais gente, como eu, te encher o saco?
Beijos.
Serra e o Kassab, o presente/herança que o vampirão deixou para os paulistanos, foram além da conta ao pensarem que podem regular a forma de viver e se divertir das pessoas. Não devemos aceitar que essas canetas limitem a nossa lascividade. Sim, não passam de canetas reacionárias.
Puta que los peta, tem uma trupe ai de cabecinhas obtusas que acham que todo mundo que escreve dividindo o texto em parágrafos e usando algumas maiúsculas são a mesma pessoa,
campo repertorial fraco,
eu sou eu, porra, que saco, sempre escrevi assim ; parem de cuidar da vida dos outros, se alguém escreve com métrica semelhante (sabem o que é isso?) sorte dele(a), cambada de donas Maricotas !
Não valem mais atenção !
Tú sabes que eu estava levando um papo parecido com outros CONFRADES CELERADOS E HEREGES que fumam, bebem, gostam de ouvir música alto, e chegamos aos próximos passos da LEI ANTI PRAZERES KASSABIANA (ou como bem disse: o KASSABISMO):
- LEI ANTI PICANHA COM GORDURA;
- LEI ANTI COLARINHO NO CHOPP;
- LEI ANTI GOZAR 2 VEZES;
- LEI ANTI BLUES E ROCK’ROLL, ou alguém aqui vai ouvir Back in Black baixinho ?
- LEI PRÓ iiiiiiiiiiÇA _ Quem não for da geração “iça” e não correr 10 km por dia, não ouvir só Vivaldi (que é maravilhoso, nada contra), não tomar açaí e não comer arrobas de alfafa…TEJE PRESO !
agora,
- ROUBAR PODE;
- SE APROPRIAR DO ERÁRIO PÚBLICO SEM JUSTIFICATIVAS PODE;
- MENTIR DISCARADAMENTE PODE;
- DISSIMULAR PODE;
- PROMETER E NÃO CUMPRIR PODE;
E a conclusão: precisamos arrumar um amiguinho pro Kassab !
Às 18:00:01 vou ao butiquim, cometer alguns desses crimes hediondos, e espero que não surja nenhum Ustra com uma lupa para me prender…ou multar !
Marcelo Copolla, toda mulher é uma obra de arte.
lindo…
No começo do texto sobre o Kassab achei que voce estava exagerando em continuar tocando nesse assunto, mas o final foi hilário! Cá pra nós, ninguém merece mesmo elástico de cueca aparecendo por aí, bem como buzina de motociclista. Mas, tem muita coisa de extrema importância pra ser resolvida antes disso.
Parafraseando Beatriz Segall “eu tenho medo”… só que neste caso, do kassabismo. Mas falando sério, é incrível como a onda conservadora tem retornado (se é que um dia sumiu) e encontrado adeptos na cidade de São Paulo.
Kassab é demo-tucano e portanto é indolente e preguiçoso.
Para os indolentes esse é o caminho mais fácil: a truculência e o autoritarismo: manda levantar parede, manda lacrar, manda fechar.
O caminho que dá trabalho é o de ouvir a população, negociar, conciliar, contemplar.
Kassab ser o que é, é previsível, o que me surpreende é a passividade do paulistano e acho que vem a calhar o vídeo que o Eduardo Guimarães disponibilizou no seu blog: Cidadania.com, chamado MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE.
É um vídeo antigo, mas cada vez mais atual e mostra um pouco do que é a Rede Globo, a mesma que poupa o atual prefeito de qualquer crítica e portanto ninguém o critica nunca.
Fazemos tudo que seu mestre mandar, o Serra/Kassab manda, a Globo faz e o povo fielmente obedece.
Kassabinhos, cara a ironia mora aí com vc hein?! rsrs
Qto ao assunto Gambiarra, pulo! Já disse para chamar o PKB (Partido dos Kassabs Brasileiro) para discutir o assunto lá, só falo sobre isto lá!!
EM PORTO ALEGRE COMEÇA A BATALHA PARA A QUEDA DO PSDB/DEM, PORÉM A BRIGADA MILITAR SE COMPORTA COM EM TEMPOS DE DITADURA….
Organizadores e participantes do ato pelo impeachment da governadora Yeda Crusius, que será realizado nesta sexta-feira, às 11 horas, em frente ao Palácio Piratini, devem dedicar uma atenção especial à presença de agentes inflitrados da chamada P-2 (serviço de inteligência da Brigada Militar). Há informações dando conta que foram chamados agentes do interior, desconhecidos em Porto Alegre, para infiltrar-se na manifestação e fazer provocações. Por via das dúvidas, a atenção será redobrada.
Marcelo,
eu me contentaria se o Kassab fizesse valer a lei que proibi aparelhos sonoros em transportes públicos.
Ele está fazendo isso porque quer garantir sua chance de se candidatar a governador, assim que o Serra deixar vago a cadeira. São os interesses particulares agindo acima do interesse público.
Mas, meu Deus, a chapinha e os sábias?
teu cabelo não é enrolado né?
tão bom qdo o cara passa os dedos e desliza pelo cabelo, com os cabelos enrolados grudam!!!
Estou na casa dos quarentas, agora sou “tiozinho transviado” kkkk
Q se fo%$#!!!
ainda gosto das alisadas!!
concordo com a leitora q disse q os paulistanos estão muito passivos!!
Eu não vou nem falar que a São Paulo de hoje está irreconhecível e descaracterizada. Também não vou me estender sobre o fato de as pessoas confundirem educação com caretice para justificar a falta de alegria e o excesso de trabalho em suas vidas.
Quero usar esse espaço apenas para sugerir uma reflexão: ninguém aqui acha estranho que, numa cidade em que sobram problemas de extrema gravidade, o principal foco do governo seja coibir o fumo e a diversão? Ok, ainda que existam argumentos de toda sorte para defender a lei antifumo, o PSIU, a Cidade Limpa e outras iniciativas capitaneadas pela prefeitura do DEM e pelo governo do PSDB para fazer de São Paulo um lugar silencioso, respeitoso e saudável – para quem ficar em dúvida, isso é uma ironia –, ninguém se pergunta o que leva governantes a elegerem essas ações como prioritárias? Ainda mais em um momento de crise?
Eu defendo a pluralidade de opiniões. Sempre. Mas só gostaria de lembrar aos defensores dessas ações que quando um governo elege um foco de atuação isso significa que a atenção do Estado, o dinheiro do Estado, os funcionários do Estado – em resumo, toda a máquina pública – voltam boa parte de seus esforços para que o plano de governo se concretize e seja bem-sucedido. E, como consequência, outros programas são deixados de lado: ficam sem verba, sem planejamento, sem o holofote da mídia, enfim, saem da agenda. Afinal, como todo mundo sabe, não há gente, nem dinheiro, nem tempo para debater e resolver todos os problemas de São Paulo ao mesmo tempo, de uma vez.
O que eu quero dizer com isso é o seguinte: vocês concordam que coibir o fumo e o barulho devam ser as prioridades do governo hoje? Que os esforços do Estado (leia-se, a grana do contribuinte) deveriam ser empregados majoritariamente nessas ações, em detrimento do combate à fome, ao desemprego, à falta de moradia, à deficiência do transporte público, etc?
Se a resposta for sim, meus parabéns: sem querer ofender, mas a sua consciência coletiva é tão restrita e rasa quanto os políticos gostariam que fosse. Ela se limita a identificar os espaços coletivos como centros em que a palavra convivência se traduz pela regra do “não incomode e não seja incomodado”.
Você tem o direito de pensar assim, claro. Mas será que São Paulo não merecia mais? Quando estiver voltando para casa hoje, por favor, repare nos problemas da cidade e veja se a gente não deveria estar falando sobre outra coisa.
PS: em tempo, obrigada Marcelo Rubens Paiva por levantar a discussão sobre o kassabismo e seus derivados. Alguém precisava falar.
A gente pensou que tinha limpado a área, arquivando o Malufismo… Será que Kassab vai virar verbo também?
“Não kassabeia, porra, me deixa fazer o que eu quero”.
Ana C. Mielk, por acaso não era a Regina Duarte que tinha medo? Lembra, a primeira eleição do Lula? “Tenho medo…”
Infelizmente, a onda conservadora não é criação nossa. A coisa tá espalhada pelo mundo, basta ver o noticiário. Nem nisso fomos originais.
Estamos passando por um novo momento de repressão, só que agora encabeçado pelo Kassab e por um pretenso grupo de pessoas que alegam “saber se divertir”.
Algo semelhante aconteceu entre a segunda metade da década de 70 e a década de 80, quando ainda havia a repressão militar. O resultado disso? Explode alguns “movimentos alternativos” em São Paulo, como o punk e o gótico. Quem sabe o Kassabismo não seja o responsável pelo (re)surgimento de algo inovador?
Aliás, em tempo: foi graças ao Kassab que o Madame Satã, uma das principais danceterias góticas dos anos 80 e 90 foi fechada. Pra ver que não é de hoje que o Kassabismo atua…
Dá vergonha do Kassabismo.
Li alguns coments do seu post anterior e senti uma tremenda vergonha de muitas pessoas, principalmente pela falta de educação!
Engraçado q sobre a lei anti-fumo todos brigam, mas saúde e educação neca!
Sou educadora e como tal, em sala de aula, sou psicóloga, assistente social, orientador educacional e pedagógico, e muito mais.
Estamos sem reajustes desde q o PSDB está no governo (uns 11 anos +-) e só recebemos bonificações por produtividade uma vez ao ano, isto se os alunos não faltarem, estudarem e forem de acordo com o que o PSDB determina. A galerinha acha lindo a lei do PSIU, Anti fumo e blá blá blá, mas por baixo do tapete ninguém repara né?! Se fumam ou fazem baderna na balada todo mundo cai de pau e sai dedando, mas em sala de aula ninguém vai ver como funciona a bagaça, ninguém deda, ninguém quer saber se os filhos aprenderam, se o governo age correto, só se aparecer um quadrinho com alguém puxando um baseado, ai vira baixaria!!
A progressão continuada tá aí, e ninguém reclama!!
Façam-me o favor de crescer, hipócritas!!
Cara, concordo com a Samira, o Kassab tem q proibir aparelhos sonoros em transportes públicos.
Já comentei isto aqui, e uma leitora sua me aconselhou pegar aquele bendito trem espanhol às 9h00, só q nem sempre dá, tenho q chegar cedo no trampo.
Véi, ouvir música clássica bem alta, às 07h00 da manhã é dose!!
Sem noção total!
aquilo estressa qlquer peão, desliga aquela merda, q tem gente querendo ler!!!
Marcelo,
Agora sim você tocou no ponto certo: o Kassabismo (que não tem nada a ver com outros “ismos”). Ele é um movimento próprio desta cidade e deste tempo.
Grande abraço.
Abaixo a Soninha que traiu o PT para virar secretária do Kassab!!!
Eu não entendo porque, segundo algumas pesquisas, a maioria dos estabelecimentos comerciais não tem a licença para funcionar. Como sera que é o criterio das fiscalizações? Existe uma falta de vontade dos comerciantes em conseguir a licença? Se a maioria não tem, tem que fechar tudo? O tratamento é igual para todos? Existe ameaças?
abs
tb nao entendo, e serve à chantagem dos fiscais
Pois é…meu pai ia ao Madame..depois minha irmã…depois eu…ta no sangue (e ele odeia quando jogamos isso na cara dele…kkk)
Bem acho até que a coisa ta melhorando. O pessoal tá mais gentil!
Não lembro se foi na época da Martaxa ou do Pita.
Moro na Vila Olímpia faz uns 20 anos. Bem na esquina de casa, abriu um bar da “galera”. Só garotada criada com leite tipo A e WHISKY importado. Toda sexta para sábado e sábado para domingo, era a mesma coisa. Barulho, barulho e barulho. Chama-se a fiscalização, eles vinham, recebiam uma grana e iam embora . E a vizinhança sem dormir. Chamava-se a PM, eles vinham, pediam para abaixar o som.Abaixavam.PM ia embora .Aumentava-se o som. E a vizinhança sem dormir. Briga era de praxe. A formula; álcool,mais jovens machos fazendo a dança do acasalamento, só terminava em porrada. E la vinha a policia. Novamente. Conversavam com pessoal ,ficavam mais calmos e iam todos embora.Embora lá pelas 4:30 da manhã. Quem tinha gente com problemas de saúde na família agradecia. O doente quase terminal agradecia mais ainda. Mas teve um dia que a casa caiu. Eu lembro que eram 5 da manhã, som alto e ai começa a gritaria. Reparou que; quando a porrada come ,tem sempre mulher gritando: -Para! Para! Para!Como se os macacos fossem entender . Lembro até hoje do cara falando; olha o que ele fez! Olha o que ele fez!Bem, não o que “ele” fez, mas a partir daí foi um festival de aí aí aí! Levantei da cama e fui ver pela janela o que acontecia. Só dava pra ver parte da esquina, a outra ponta não.Realmente não posso dizer que fiquei triste com o que vi. E nem com a explicação de um dos garçons do bar na semana seguinte.
A PM de saco cheio de ir lá apartar briga, resolveu baixar a porrada! Apanhou todo mundo, homem, mulher, gato, galinha, DJ, garçons e gerente. Até o papa ia apanhar aquele dia se estivesse lá. Todo mundo teve sua cota de porrada.Foi democrático.Só de um lado da esquina contei 5 viaturas. O garçom falou que foram 11. Cara, depois disso a coisa ficou mais calma. Mas o detalhe foi que a partir daquela data, sempre que tinha confusão a PM, não ia mais!Deixava na mão dos donos e funcionários resolverem. Resultado; fecharam em 6 meses.
E não deixaram saudades.
Pior que o kassabismo, que pouco estrago faz, na verdade, faz pouco mesmo, é o macedismo. Aquela seita que afirma que “Jesus é o caminho e a igreja, o pedágio.”
Votaram neles? Agora segura a perucaa!!!
Eles foram eleitos…..
Oi marcelo,
nem sei se meus posts vao online, sinceramente, sai de sp faz 5 meses, sinto falta de algumas coisas, mas ao ler o q acontece na cidade…. nem surpreende!!!
Veja bem, SP e o Governo Federal.. qdo a coisa comeca a comer…. engaveta, joga pra baixo do tapete, inimigos se abracam… pq sera ne???
alguem ja parou pra avaliar isso… ANO Q VEM TEM ELEICAO!!!!
nada vai ser resolvido, td vai ser maquiado e tds os brasileiros vao la, votar como o bando de trocha q sao – aqui incluo eu, vc e tds q leem ou nao – EXATAMENTE NOS MESMOS POLITICOS!!!
quem nao chora, nao mama!!! quer parar de chorar? entao, abre o olho e presta atencao.
Benê !
Devia ser assim em todos os lugares…
aumentou o som ?
borrachada !
fez baderna após as 9 da noite ?
borrachada !
não fez baderna, mas ta se preparando para ?
borrachada preventiva !
engraçado que se fazem barulho na rua desses playboys criados leite A e uisque importado eles correm chamar a policia…
vai nos Jardisn, perto das mansões e aumenta o som do carro pra tu ver!
enche de segurança armada, para-militares de uma nova época, pra te dizer que ali é zona residencial e os doutô precisa dormí !
Depois de alguns anos de “Suplicysmo”, agora vem o “Kassabismo”!!…normal, é o contraponto, um era do relaxa e goza, liberdade, viva a viadagem e tudo mais. Agora vem o troco, a cara fechada, o moralismo perdido, resquicio de ditadura… Quanto a Gambiara, o marcelo é promoter dos caras? Vamos transformar a festa em ‘bandeira’ antiKassab!
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