Uma pequena nota na última página do caderno Metrópole, todo dedicado ao apagão, do ESTADÃO de hoje, passa desapercebida, mas tem tanto a dizer…
RIO – MUITOS BOATOS E POUCAS OCORRÊNCIAS, DIZ A POLÍCIA
“Apesar dos boatos, o Rio de Janeiro não registrou nenhuma ocorrência grave durante o apagão.”
A nota nega que tenham ocorrido arrastões.
Destoa do tom da imprensa no dia anterior, que anunciou violência, caos, desespero, pânico. Por que então não se faz um balanço do que realmente aconteceu?
Quando escrevi ontem aqui que vi a cidade calma, uma leitora, Helena, me chamou de romântico:
Nossa, que legal né…? o caos não te atingiu, nenhum assalto, nenhum pânico, nem aparelhos domésticos queimados, nem dormiu no terminal de ônibus pq era o único lugar iluminado e não tinha transporta.. nada! nadinha! Rodinhas na rua, gente cantando a luz de velas, café em família… que lindo sua visão do caos.. Puxa… eita mundinho bão sem portera, né?
E repetiu:
que legal, né? não viu assalto, gente dormindo em terminal de ônibus, preso em elevador, vendo o Zé Mayer na tv… nada disso aconteceu, né? Só gente confraternizando na rua, a luz de velas e café da manha em familia. Isso seria pura alienação ou o sempre outro jeito de contar a história do escritor. Puxa…
Pensei com minha barba branca: será que sou assim romântico e tenho uma visão platônica da vida? Por que nada me assusta?
Rodei a cidade durante o apagão. Às 23h e à 1h30. Me surpreendeu a ordem. Até brinquei com a minha editora Isa: “Garanto que a bandidagem deve estar também morrendo de medo e, como nós, só pensa em chegar em casa o mais rápido possível.”
A pequena nota me confirmou. Sim, pessoas ficaram presas no elevador, ou, pior, no metrô. Não tinha transporte. Talvez alguém tenha sido assaltado. Mas nada comparado ao alarme propagado por aqueles viciados na adrenalina do CAOS.

Afinal, a luz acabou por 4 horas. Na minha infância, no Rio de Janeiro, a luz acabava dia sim, dia não.
Me lembrei do dia em que o PCC parou a cidade. Uma amiga, ROSANA, estava aos berros no telefone comigo: “Explodiram Congonhas!” Fonte? O marido dela. Enquanto berrava, eu via pela janela os aviões sobrevoando a USP, a zona oeste, o bairro em “procedimento de pouso”, cena que me é familiar há anos. Esses caras vão pousar na Marginal, pensei.
Aliás, nesta noite, saí pela cidade deserta para jantar com a ROBERTINHA. Só encontrei um restaurante aberto, o GERO. Jantei tranquilamente. O BONI estava lá. Soube que o Mário Bortolotto também rodava a cidade com a Fernanda D’Umbra, com fome. Parece que encontraram algo no centro. Se eu soubesse, ia jantar com eles e andar pelas ruas…
Durante o apagão, ouvi 3 explicações, todas de “fontes seguras”
1. Atentado terrorista contra a visita do premier de Israel. Uma bomba em Itaipu. A fonte era um Promotor da justiça. Logo de cara, neguei o boato: Mas o presidente do Irã vem agora. De quem seria a bomba, dos israelenses ou dos antissemitas?
2. Para pressionar o Brasil, devido ao preço que paga pela energia, o Paraguai desligou Itaipu. Pera lá, contestei. É Furnas que controla a barragem, não o Paraguai.
3. A culpa é dos hackers.
Se tivesse um palmeirense na roda, diria que é da arbitragem.
Eu que dormi todo torto no sofá da minha irmã, com a cachorra dela me lambendo, imaginei que as 4 horas de blecaute renderão 4 meses de debates na imprensa, acusações, lulistas versus oposição, gráficos, especialistas, técnicos. Que tédio…
Uma repórter afoita, ao ouvir um técnico do Ministério de Minas e Energia explicar que era melhor o sistema desligar tudo do que acontecer como no blecaute de Nova York, que demorou 3 dias para a luz voltar e explodiu algumas retransmissoras, interrompeu: “Mas Nova York é uma cidade! O Brasil é um país”. Ouviu a resposta, que até eu sabia. “O blecaute de Nova York atingiu toda a Costa Leste, com mais consumidores do que o Brasil.”
Repórteres despreparados atropelam informações, confundem o telespectador, agenciam o terror e o caos. Alimentam a histeria.
Desliguei a TV ontem quando começou o Jornal Nacional. Meu amigo Maurício, que me visitava, ficou indignado. “Pô, hoje vai ser quente o JN”. Falei: “Cara, vamos beber um uísque, a gente volta a ligar a TV no jogo do Palmeiras, para checar se a arbitragem está sim do nosso lado.
É, cara leitora Helena. Seus comentários me fizeram pensar. Não sou um alienado. Sou um jornalista cético, que conhece um pouco do fazer notícia e não aguenta mais a histeria coletiva e, sim, procura ter uma visão romântica da vida… Prefiro a literatura ao teleprompter.
E dessa vez a arbitragem errou para o Palmeiras, você viu?
Faz tempo que não assisto telejornais, parece que eles adotaram a filosofia do terror, da neura, do medo, sei lá, o que mais.
Por causa de um blecaute, fazer um “auê” desses. Claro que houve alguma falha. É só acertar o erro e cada um procurar seus direitos, em caso de prejuízo. Mas, daí ficar fazendo debates políticos, filosóficos, sociológicos, por um blecaute é demais.
Obs.: Para não falarem que estou amenizando o lado do governo, esclareço que não sou filiado a nenhum partido político.
Quando acabou a luz eu estava num cinema na Paulista, no meio do filme, vi um certo caos na cidade, na avenida, mas nada grave, que me tenha afetado. Tive que voltar à pé para casa.
Minha irmã mora no Rio, também não aconteceu nada com ela.
Acho que existem mundos diferentes, só isso.
Eu sou da turma que penou pra voltar pra casa. Aliás, o prof. ainda teve a pachorra de continuar dando aula no escuro…
E goldens são divertidos.
Grande Marcelo….
sabe q por mais q para muitos o apagao tenha sido um caos, para mim foi ate q bacana….acabei fazendo amizade com meu vizinho, o qual so conhecia de passagem pelos corredores do predio… ao comecar o apagao, todos foram para as sacadas ver oq acontecia e numa dessas ficamos trocando ideia cada um em seu apto, por 1 hora….e vendo a cidade escura, como nunca antes…. As vezes nao nos damos conta q atras da nossa parede moram pessoas bacanas… e nessas e outras o apagao serviu para quebrar essa barreira….
É, também acho que é por aí…
Tenho uma visão romanceada e platônica sobre diversas coisas sim, por que não? Isso não me cega, apenas soma. O que também não interfere no meu ceticismo, muitas vezes confundido com arrogância. Mas penso que é uma postura menos leviana, mais responsável. Mas muita coisa me assusta. Acho que tive sorte por estar em casa na hora do apagão. O que pesa, nesse caso, é o fato de ser mulher, caso homem fosse tbm não me assustaria. E imagino que deve até mesmo ser gostoso sair por aí se sentindo o dono da rua, guiado pelas estrelas… E nada mais romântico que um jantar.
Sobre as prováveis causas do apagão aqui reinou o achismo dos temíveis hackers dominando o mundo (sim, o mundo). Daí iniciou uma porrada de teoria sobre o final dos tempos.
Sobre o comentario da menina eu achei interessante enquanto a classe alta e media se “divertia”,a classe baixa estava vivendo em um verdadeiro caos
toda a classe baixa? como vc sabe, conversou com ela?
Achei um absurdo o quanto falaram desse apagão, óbvio tinha pessoas que dependiam de aparelhos respiratórios, mas não foi o fim do mundo. Quatro horas não é uma eternidade. Sou de SC e quando vejo o jornal só se vê o apagão. Pelo apagão meu irmão e eu fizemos uma campanha, desligamos as tvs lá de casa. Ás vezes é preciso ter um apagão na mídia.
Pois é, no blog do Bortolotto ele nos passa a impressão de que o Rio estava mesmo tranquilo…
A peça até rolou as escuras!
Marcelo, lendo o e-mail da sua internauta, acredito que sou como você: uma jornalista alienada. Também fiquei muito confusa com algumas reportagens quando com todo mundo que entrevistei, se impressionou com a educação e generosidade das pessoas que estavam nas ruas, nos carros, etc. Escrevi uma reportagem sobre isso ontem, com o titulo: “Apagam-se as luzes, acende a civilidade”, que sai no jornal amanhã. Chega de pessimismo cotidiano. Que saco só falar mal.
se interessa saber eu já nasci errado, o certo seria os mares ou o mar e não Osmar. Mas pra não ser alienado precisa ficar falando apenas de tragèdias?ver a vida pelo pior angulo?então tô fora.
Se quer saber eu nunca mais liguei a televisão.
Faz anos que cansei do especial do Roberto Carlos (o melhor cantor), do Faustão (omelhor apresentador), da Xuxa e do Renato Aragão então… e tb não suporto o Tony Ramos, a Glória Pires, o casalzinho Glória e Tarcisio então meu amigo, fudeu…Se o blecaute fosse igual no teu livro, explodiria a rede globo, a record e o sbt… nosso subconsciente tem muito bem gravada a musiquinha do fantástico e o Silvio Santos vem ai… Porra de mundo alienado, quer ver tragédia liga no jornal nacional e similares… deixa o cara escrever o que ele quer no blog
Excelente texto. Moro em Sao Paulo e na noite dos “ataques” do PCC fui trabalhar normalmente e depois procurei um lugar para comer no meu bairro e nao encontrei…. Tbem nao aguento mais a histeria coletiva! Ando bastante a pe por Sao Paulo a noite e varios conhecidos me acham louca e dizem ser muito perigoso! As vezes penso que estou realmente errada pois nao há mais ninguem caminhando! Mas, vou resistir! É como diz a cancao do Rappa: “As grades do condominio sao para trazer protecao, mas tambem trazem a duvida se é vc que está nesta prisao”.
BeLLuZZo é meu herói !
Perfeito!!!
Será que a Helenas vai replicar?
Paiva… Seus textos são excepcionais.
Em Brasília não teve apagão, não teve caos. Eu fui dormir mais ou menos na hora em que o apagão aconteceu. Nâo soube de nada e nem vi. Aliás, soube. No dia seguinte, a caminho do Senado. O irmão da colega de trabalho informou após o celular apitar às 7 e meia as ligações (sem sucesso) da noite anterior. Liguei também para minha irmã, que tentara ligar. Ao saber que lá, na capital do País, nada aconteceu argumentou: É, aí não pode acabar a luz, né? Tem que passar o cartão de crédito corporativo. Mais tarde um cara me disse que a Miriam Leitão tinha dito na TV que a culpa era do Lula, que reduzira o IPI, possibilitara que os pobrinhos comparessem geladeira e que, agora, o sistema elétrico não aguentara.
Eu não sei, não vi, estava isolada e ainda estou tão ocupada que nem consigo mais ler o jornal (há 3 semanas).
É estranho o apagão, mas não terrível porque a meu ver terrível é a imprensa e o que dizem as pessoas – semana passada, por exemplo, aconteceu aqui no trabalho durante 3 horas. O caos foi uma pessoa presa no elevador e ficar até às 21 horas para recuparar o tempo perdido, mas de resto me sobrou um almoço delicioso de papo com as meninas com quase 2 horas de duração!
beijinhos
Eu só queria ressaltar que a tal repórter que você cita — a que argumentou que Nova Iorque é uma cidade e o Brasil é um país — não se lembrou que o tal apagão não atingiu o país inteiro. Ok, entendo que tudo que acontece em São Paulo e Rio a gente é obrigado a saber — desde buracos na rua, passando por assaltos comuns, sequestros, balas perdidas e outras frivolidades que acontecem em TODAS as grandes cidades brasileiras. Afinal, o centro da mídia é no eixo RJ-SP e as duas cidades só olham pro seu próprio umbigo.
Mas como eu dizia, o tal apagão atingiu dez estados. O Brasil tem 27. “Ah, mas atingiu os mais populosos.” Ok, mas 40% da população brasileira foi afetada pela falta de energia. Tá, é muito. Ainda assim, 60% não ficou nem sabendo que tava tendo apagão — a não ser quando viu a histeria dos jornais, sites, rádios e TVs. Eu, pelo menos, que tinha coisa melhor com o que empregar meu tempo numa noite (beber no bar com amigos), nem dei fé do tal blecaute. E olha que eu moro na quarta maior cidade do Brasil. Quando cheguei em casa que liguei o rádio, fui inundado com “mensagens de ouvintes” dizendo que faltou luz em tais e tais bairros que eu nunca nem ouvi falar. Uai, e o que eu tenho com isso?
Enfim: muito barulho por pouco. Vão surgir (já surgiram) as velhas teorias da conspiração, “isso-é-coisa-de-hacker”, ou a politização do problema (“a culpa é do Lula, da Dilma e do PT”) e toda essa lenga-lenga. Concordo contigo, Marcelo: vai ser um saco aguentar esse papo nos próximos meses, nas eleições do ano que vem etc.
Eu prefiro tomar cerveja; uísque é caro e fura o estômago.
fura? carai…
Apagão sempre pode ocorrer, afinal não existe reservatório de energia nas cidades, como se fossem caixas dagua, energia é instantanea, precisa de contato, e o sistema é cheio de auto proteção, desarmando para não comprometer equipamentos, mas acredito que medidas podem ser tomadas para evitar a sobrecarga em toda a malha, hoje mais que nunca somos dependentes da energia elétrica, e em apenas o pouco tempo que ela nos falte causa grandes transtornos, ao homem urbano.
Pois é ! Não precisa desse pânico, desse terror que os meios de comunicação criam para vender mais jornais e terem mais audiencia. As pessoas que não tiveram danos reais por conta do apagão não precisam desse terror, pois pânico e terror já vão aparecer pessoas demais para criar!
Pra quem não teve nem um dano; relaxa que o apagão já passou e o bicho papão não tá mais em baixo da cama.
Pois é ! Não precisa desse pânico, desse terror que os meios de comunicação criam para vender mais jornais e terem mais audiencia. As pessoas que não tiveram danos reais por conta do apagão não precisam desse terror, pois pânico e terror já vão aparecer pessoas demais para criar!
Pra quem não teve nem um dano; relaxa que o apagão já passou e o bicho papão não tá mais em baixo da cama.
Marcelo, suas referências literárias ao apagão me fizeram lembrar de um texto sacadíssimo do Roberto Pompeu de Toledo sobre apagão vs. fashion e porque o black-out virou apagão e a moda virou fashion. Vale a pena ler em http://veja.abril.com.br/110701/pompeu.html. O texto é de 2001 e só o milagre da internet me possibilitou achá-lo depois de alguns minutos de busca pelo Google (Bing jamais!).
Converso com a classe baixa todo dia,nunca conversou com ela não?
nossa ela é muito legal, tenta conversa com ela.
mas com os 40 milhões? deve estar rouca. menina, nao faça generalizações…
eu tenho uma 4ª explicação..
lá em Itaipu falaram pro estagiário: quando sair desliga tudo! rs
beijos
Uns se deram mal nesse apagão, fato. Ou por terem sido presos no metrô, no elevador; ou por estarem voltando pra casa sem iluminaçao dps de um dia cansativo. Fazer oq? Paciência. Eu tinha acabado de tomar banho e ia dormir. Nada mudou aqui. Mas mesmo assim me assustei um pouco com os rumores – mesmo sendo só rumores. É pelo menos desconfortável saber que o período de 4h sem energia elétrica pôde causar transtorno e até violência. Parece que o anonimato e a deficiência visual momentânea geraram a oportunidade perfeita pro caos. Mas oq fazer? Nem Mãe Diná prevê apagões. Por isso eu também vou estar morrendo de tédio quando começarem todas as explicações científicas, técnicas e esotéricas desse caso. Só o uísque pra salvar!
beijos.
Uns se deram mal nesse apagão, fato. Ou por ficarem presos no metrô, no elevador; ou por estarem voltando pra casa sem iluminaçao dps de um dia cansativo. Fazer oq? Paciência. Eu tinha acabado de tomar banho e ia dormir. Nada mudou aqui. Mesmo assim me assustei um pouco com os rumores – mesmo sendo só rumores. É pelo menos desconfortável desconfiar que o período de 4h sem energia elétrica pode causar transtorno. Parece que o anonimato e a deficiência visual momentânea geraram a oportunidade perfeita pro caos. Mas oq fazer? Nem Mãe Diná prevê apagões. Por isso eu também vou morrer de tédio quando começarem todas as explicações científicas, técnicas e esotéricas desse caso. Só o uísque pra salvar!
beijos.
Helena? Helena do Manoel Carlos?
Gostei do texto, afinal a maioria da mídia atualmente não é confiável…principalmente se tratando de notícias tendenciosas ao sensacionalismo…vc só errou na crítica ao Palmeiras…rsrsrs.
Marcelo
eu estou fazendo um trabalho pra escola sobre os dramaturgos brasileiros e gostaria de saber se deria como você me passar seu email,para que eu posso te fazer alguns perguntas sobre seu trabalho.
Agradeço desde já.
PS: você é o dramaturgo em desde no nosso trabalho.
ah.. lendo os comentários..
classe baixa é aquela que cata onibus, geralmente mora em lugares distantes, e raramente estão em casa às 22h caro Marcelo.
E ainda que fosse 1 pessoa, não entendo a sua discussão sobre quantidade… o que isso tem a ver? Escuridão em 2010 é caos, seja no Blecaute, seja no maravilhoso Ensaio sobre a Cegueira…. ou voce só enxerga o caos no livro?
De qualquer forma, foi um prazer descobrir seu blog… vc escreve muito bem.
mais abraços
Sou carioca e moro em Santos desde de muleque, aqui no estado de SP se falam horrores do Rio, claro que todo mundo conhece a realidade do Rio e muitas coisas são verdadeiras e serias.Porem do jeito que falam parece que se vc vai pisar no Rio e sera morto ou assaltado.
Fiquei um tempo sem ir ao Rio, confesso que quando fui fiquei com um certo receio, mas quando cheguei lá não vi absolutamente nada de anormal, não vi briga, não vi sequestro e nem guerra(não que não exista), mas na verdade o que mais me chamou atenção foi o calor humano dos cariocas que se aproximam de vc sem frescura, e fazem questão de ser simpaticos e muito receptivos, diferente dos paulistas que são um povo mais serio e fechado.
Enfim, tirem suas conclusões basiados em suas próprias vivências e não apenas no que a Tv diz.
Desliguem a tv e leiam um bom livro.
Marcelo, por que vc colocou uns nomes em letras garrafais e outros não?
Marcelo,
A maioria das pessoas tendem a adotar a Teoria do Caos, em qualquer aspecto ou momento da vida, elas sempre vão defender a idéia de que o Caos está formado e perdem os pequenos momentos e instantes que passam desapercebidos.
Por essas e por outras, há muito tempo não acompanho Tele Jornais e similares, procuro buscar informações na Web, onde Eu posso escolher as minhas fontes.
Abraços,
“tá todo mundo louco, oba…”
Peraí, estou tendo alucinações ou os fatos questionados não têm conexões entre si? Primeiro, um romântico se torna insensível e alienado pois teve a sorte de não passar por desconforto maior do que dormir em um sofá acompanhado por uma cadela e sensibilidade demais por ver além (independente) do que noticiam. E depois, o mais irritante, a tentativa de levantar uma discussão de classe.
Acho legítima a indignação da moça Helen quanto aos transtornos passados por ela, amigos e tantos outros (transtornos que provavelmente eu passaria caso não estivesse em casa), mas ilógico o seu direcionamento e “acusações”. Até onde sei a crônica se difere do texto jornalístico e o Marcelo nada mais fez do que cronicamente falar sobre o seu apagão DELE. Os repórteres e jornalistas de plantão que cumpram o seu papel. E nós cidadãos que cumpramos o nosso, com bom senso, exigindo de quem realmente seja responsável.
Abraços.
A notícia,hoje em dia, recebe mais maquiagem do que os atores da novela das oito.
Por que o JN se preocuparia em procurar alguma matéria interessante, de cunho informativo, enquanto pode fazer a visita da Madonna se tornar o acontecimento do ano?
Realmente a literatura é mais interessante do que o teleprompter.
puts!Na hora do apagão so achei que o mundo fosse acabar…..nada demais….eu estava no banho quente ….e por fim tomei banho frio…mais tem o lado bom o mundo não acabou e o caos do apagão serviu pra muita gente pedir indenização no procon que legal neh?
E verdade Marcelo, ate agora nao entendo como alguns jornais podem fazer um aue desses…
Adoro seu modo de ver a vida e de falar oque pensa,..
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