
Esta foto me fez pensar: qual o papel da literatura, afinal? Este sujeito, William, vende poemas escritos na hora na praça Washington Square, no coração do Village, em Nova York.
Tem uma cara triste. Estava solitário no último domingo [de sol e calor, depois de dias de chuva] num canto escondido, em que a praça estava repleta.
Tímido. Me perguntou se eu queria um poema. Imaginei se ele rimaria Marcelo com Violoncelo.
Ele escreveria na hora na sua máquina de escrever “vintage”. Olhando a minha cara de turista brazuca. Então, você faz poesia para vender? Como aquele ali, que vende hot dog? Ou são tormentos que vêm da alma que devem ser expelidos sobre um papel, independente das relações de mercado?
Eu disse não obrigado, mas me arrependi.
Ora, somos todos comerciantes, sim, nada de ilusões platônicas, escrevemos para aliviar as dores do coração e para sermos lidos.
Fora que morro de curiosidade até agora para ler o que ele escreveria à minha frente.



Já no outro canto da praça essas negas dançavam alegremente o som sucesso anos 60-70 que esses caras faziam.
Neste momento, rolava Credence Clearwater, banda que adoro, e que remete às origens da praça, tomada por hippies, no bairro berço da contracultura.

Já nesse outro canto, um jazz comia solto, dois sax, trompete, nada de fusion, coisa tradicional, bem Village, bem Charlie Parker.
Esse corintiano dando um trocado pros caras é meu sobrinho. Corintiano sabe apreciar [e recompensar] um bom jazz…

O público curtia. Outro corintiano no gramado? Não, é o mesmo maloqueiro-sofredor.

Por alguma razão, há uma estátua do Garibaldi, o “herói de dois mundos”, herói da unificação italiana, guerrilheiro republicano que lutou até no Brasil [marido da nossa Anita].
No meio da praça. Está para tirar a espada. Furioso. É, tem a ver…

Parece uma estátua. Mas repare na estica do tiozinho. Roupa de domingo, pra passear na praça, dar uma pinta. Malando é malandro, mané é mané.

Ó o cara aí, também dando uma pinta, na entrada da praça, com a Quinta Avenida atrás. Malandro ou mané?

E o que o Fio La Guardia, 3 vezes prefeito de Nova York [de 1934 a 1945], conhecido como “Little Flower”, está fazendo em bronze numa ruazinha transversal. Aplaudindo? Ah, sim, ele nasceu no bairro. Valeu, prefeito.
Depois continuo o diário de bordo.
+++
Caramba, esse blog tem 7 meses e ganhou um prêmio do Top Blog: foi o Top 1 na categoria “comunicação” do Júri Acadêmico. É mané? Olha o resultado aí.
http://www.topblog.com.br/top.php
Ficaram de me enviar o troféu. Quero só ver… Já que não pude ir na cerimônia de entrega, no último sábado, lá vai: Queria agradecer a minha mãe, família, amigos, pelo apoio recebido, etc etc.
Apresentação Especial
Nessa próxima sexta-feira (18/09), como parte da programação em homenagem ao ator Adilson Barros e Luis Antônio Martinez Corrêa, o elenco de Volví, ou A Volta do Clown recebe os ex-integrantes do Grupo Pessoal do Victor para um bate-papo, no Teatro de Arena de São Paulo. Esta atividade que vai acontecer logo após o encerramento da sessão, visa trazer mais informações a respeito da contribuição dada pelo grupo à cultura brasileira, com destaque para o ator homenageado em Volví. Neste mês de setembro está completando 30 anos da estréia nacional de Na Carrera do Divino, no mesmo teatro em que está sendo apresentada à peça Volvi, ou A Volta do Clown.
O Grupo Pessoal do Victor foi criado pelo diretor Celso Nunes, em meados da década de 70 quando ainda era professor da EAD, após de várias outras tentativas. No espetáculo de formatura apresentaram Victor ou As crianças no Poder, que acabou se transformando numa espécie de senha para identificar seus integrantes. Posteriormente, fizeram outros trabalhos com grande sucesso de crítica e público, enture eles Os Ikis; A vida é Sonho; Cerimônia para um Negro Assassinado e, finalmente, Na Carrera do Divino. Nessa época (1979), seus integrantes já faziam parte do Núcleo de Artes Cênicas da Unicamp, também criado por Celso Nunes.
Adilson Barros só veio a integrar o núcleo, a partir de um único insucesso do grupo, o que quase motivou o encerramento das atividades do mesmo – O Processo de Kafka – mas, ressurgiram das cinzas justamente com Adilson, protagonizando Cerimônia…, ao lado de Eliane Giardini e Marcio Tadeu.
Sexta-feira, portanto, o publico poderá reencontrar-se com Marcília Rosário, Marcio Tadeu, Reinaldo Santiago (já confirmados), além do ator e diretor Paulo Betti (dependendo de horário de gravação de seu próximo filme). Contará, também, com a presença do ator Umberto Magnani que, na oportunidade, era o responsável pela programação do Teatro de Arena.
(*) Legendas (fotos):
- Cartaz – Marcio Tadeu;
- Elenco (pela ordem) – Maria Elisa Martins; Eliane Giardini; Marcília Rosário; Paulo Betti; Adilson Barros; Reinaldo Santiago e Marcio Tadeu.
saudoso adilson, linda homenagem, pena que estarei viajando
Oi! Prêmio muito merecido! O seu blog é ótimo mesmo! Parabéns! Beijo
Parabéns pelo prêmio, Marcelo! E espero que você esteja aproveitando a viagem. Queria te perguntar algo de trabalho: sou o editor do blog do site http://www.olivreiro.com.br e gostaríamos de combinar uma pauta com você na Bienal do Rio. Você estará aqui com algum tempo depois da sua mesa? Se sim, por favor me escreva para combinarmos nosso encontro nos pavilhões faraônicos do Riocentro. Abraço e bom retorno,
Douglas
podemos tentar, abs
Seria maravilhoso, se todos os BLOGs, fossem iguais a este, é isso que nós precisamos, lêr e apreciarmos o assunto. Parabéns.
Ola Marcelo estou lendo sobre suas andanças em nova york e quem sabe vc me dá umas dicas legais de casas de jazz ou aquela boa música para ouvir depois de um dia de bater pernas….
um abraço e tudo de bom estarei em ny em novembro
putz, to por fora…
Muito bom, acredito que é este tipo de comunicação que precisamos lê. Quase todos os meios de comunicação só falam de violência, pois, dá ibope, e essas reportagens nos remete a nostalgia e nos faz sentir no local onde está acontecendo o evento. Parabéns.
Saudades de NYC!!! Acho que deixei de ver o melhor…Fica pra p´roxima…
pra cedilhar e acentuar…
no painel de controle tem uma opção chamada idiomas regionais (acho que a tradução não é bem essa – dá pra reconhecer pq o ícone é um globo). aí lá você tem que alterar o idioma do teclado para Inglês Internacional. não é difícil! é que agora não to com o meu netbook e não lembro o passo-a-passo. se vc não conseguir, eu vejo os detalhes e te passo!
um bjo
Ai, Marcelo, fiquei louca de curiosidade para saber o que o William ia escrever tambem!! (meu teclado nao tem acentos, desculpe)
Adorei sua domingueira novaiorquina, como sempre adoro ler seus textos, agora na internet, do outro lado do Atlantico, com saudades de quando eu lia no jornal impresso, sentada no sofa da sala com uma xicara de cha na mao…
Conta mais de NY! Nada como aproveitar uma cidade que nao a nossa, reparando nessas coisas que os locais nao reparam.
Parabens pelo blog, ele é realmente muito legal.
Agora essa ultima foto é bem legal, nunca tinha visto estatua de anão, será q ele já morreu,pq eu tbm nunca vi enterro de anão.
Marcelo, estou carente te ti, como pode ficar passeando em Nova York e me deixar sem ler algo que me faça refletir com raiva ou com carinho de ti. Te admiro a tempos…nem sou tão velha…mas. Escreve algo para mim… que carência não é bom. E vc está um gato nessa foto!
Nova Iorque é foda…
já ouvi alguns falarem que é uma Sampa organizada, mas é bem mais que isso,
sem ufanismos,
é o centro da bagaça mundial. Sampa chega lá, apesar dos Kassabs…
O Rubens Paiva, falta um post seu sobre o divino BIXIGA, templo da boemia e cultura paulistana.
O sagrado manto Corinthiano no lugar certo, no topo do mundo !
são paulo organizada, é uma boa comparação
Saudades da Washington Square, adorei as fotos e as suas impressões, o post me remeteu à epoca em que morei em NY (1999). Bateu uma saudade enorme das ruas do Soho. Uma dica para você, Marcelo, passe no Bistro Les Amis (180, Spring St.) comida boa e preços bem honestos…
Muito bom passeio,mas deveria ter comprado o poema! Na proxima não deixe passar. um fraterno abraço, Amarildo
o tiozinho na estica é a cara do Obama mais velho e mais acabado, em fim de mandato…
Parabéns pelo prêmio, baby..
encontrei susan e amy la, remember, baby?
Ahhhh Marcelo, faltou agradecer os seus leitores do blog que votaram né ??? inclusive eu!!! rs
mas é júri academico, não pop
acompanhei o topblog, parabéns!!
bjs
Parabéns Marcelão!! Vô até coxá um em sua homenagem
Ops… sorry
achei que tivesse sido aquele que vc pediu pra gente votar!
Congrats,
Oi Marcelo querido, tudo bom? Poxa que legal ver esses registro de NY. Estive ai no inverno – primavera, passei 3 meses, morando no Brooklyn e estudando em Manhattan, foi delicioso. Sinto muita saudade dessa cidade. Ainda voltarei no verão, acho que a cidade tem um clima diferente. Parece mais alegre e mais atrativa. Divirta-se e faça bastante registro. Estarei acompanhando, como sempre.
Um beijo, saudade. Quando vem na Bahia? bjos
Humm, também fiquei curiosa em saber o que o William iria escrever para você. Na próxima oportunidade, você pede para ele. Parabéns pelo seu prémio!
2012
2011
2010
2009
Deixe um comentário: