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Marcelo Rubens Paiva

30.outubro.2009 13:53:21

Homem das cavernas

Há uma semana, uma estudante do 1º ano de Turismo do período noturno da unidade da Uniban de São Bernardo do Campo teve que sair da faculdade escoltada pela PM.

Motivo, vestia uma minissaia vermelha. Iria a uma festa depois.

Ela foi xingada e acuada por um grupo de estudantes, quando subia uma rampa. Ficou trancada numa sala com a ajuda de um professor, que lhe deu um avental e chamou a polícia.

Apesar de ter acontecido no dia 22, só ontem ganhou repercussão, já que as imagens do tumulto foram postadas no YouTube

“Ela veio com um vestidinho rosa da pesada, daqueles que se usa com calça legging, só que sem a calça”, disse o estudante de Matemática Pedro Adair, de 23 anos, para o Estadão. “Os três andares da faculdade subiram atrás dela. O pessoal parecia estar no tempo das cavernas, só faltou arrastá-la pelos cabelos”, disse.

O fato parou a faculdade. Uma aluna afirmou que os colegas ficaram gritando “puta” para ela. O coral de gritos de “puta” a acompanhou até que deixasse o prédio.

Uma catarse masculina exigiu à força que os padrões que eles consideram corretos fossem respeitados. Submeteram uma mulher ao humilhante papel de obedecer.

No dia seguinte, não houve manifestação ou passeata. O caso seria esquecido se não causasse alvoroço na internet. Garanto que suas colegas, em protesto, não apareceram todas de minissaia nas aulas seguintes. Ao contrário, muitas delas devem ter dito: “Essa puta mereceu.”

Há um traço conservador da sociedade brasileira que é fácil de detectar e difícil de entender. Diferentemente do que acontece nas praias da Europa, aqui as mulheres não se atrevem a fazer topless. As poucas que tentaram foram expulsas. O Brasil ainda é um dos poucos países do mundo em que o aborto é crime. E garanto que a maior parte das mulheres apoia a proibição.

“Ela é um poço de bondade. E é por isso que a cidade vive sempre a repetir: Joga pedra na Geni, joga pedra na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni!”

+++

Há 4 dias, uma adolescente da CALIFÓRNIA foi estuprada coletivamente por alguns colegas da escola, numa festinha regada. As testemunhas que assistiam não fizeram nada para impedir.

Seu corpo foi jogado numa mesa de piquenique no parque vizinho e abandonado. A polícia só a encontrou desacordada, casualmente. Prendeu 5 moleques. Um deles tinha 14 anos. A repercussão negativa do caso foi tamanha, que talvez eles peguem prisão perpétua.

No dia seguinte, a comunidade, pais e alunos da escola fizeram uma passeata em protesto contra a violência. No coments…

+++

Estreia na MOSTRA DE CINEMA de SÃO PAULO um filme por quem tenho muito carinho e me sinto responsável: CARMO, do diretor MURILO PASTA, meu colega de faculdade.

É uma produção BRASIL, ESPANHA, POLÔNIA. Falado em português e espanhol. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.

CARMO foi selecionado para a Competição Internacional do Festival de Sundance este ano, bem como para vários outros festivais – Seattle, Guadalajara, Praga, Varsóvia, Raindance (Londres), Hollywood (Los Angeles). O filme será distribuído nos EUA em 2010.

No elenco, Seu Jorge (fazendo o papel de um bandido gay enlouquecido),
Rosi Campos (no papel de uma beata ninfomaníaca), Fele Martinez (um dos
atores favoritos de Almodóvar), Márcio Garcia (bronco, com dentes
podres, desfigurado e desconstruído, como nunca se viu antes) e Mariana Loureiro (de Abril Despedaçado).

A música é de ZECA BALEIRO. Mas tem também Cesária Évora e Lila Downs.

Por quer tenho carinho por ele?

MURILO era o meu melhor amigo da faculdade. Enquanto eu escrevia FELIZ ANO VELHO, ele escrevia também um romance, que nunca foi publicado, e acho que ele nunca terminou. Éramos os escritores da turma e grudados. Líamos e palpitávamos cada capítulo levantado.

Rodávamos a cidade juntos. MURILO era o primeiro a tirar a minha cadeira de rodas do porta-malas do carro, a me ajudar a subir as escadas da ECA e cinemas da cidade.

Muitos achavam que era meu irmão, já que, por vezes, com outros colegas, PAULO RICARDO e RUI MENDES, me subia escadas no colo, inclusive a da casa da minha namoradinha dos tempos de facu, FERNANDA.

MURILO se formou em cinema e se mudou para LONDRES. Lá, dirigiu episódios de séries de TV e seu primeiro longa, financiado pela MTV.

Voltou para o BRASIL há poucos anos e escreveu e dirigiu CARMO, um road movie que se passa na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Nos primeiros tratamentos, ele não estava satisfeito. Até me reencontrar. Eu lhe contei sobre os deficientes mais loucos que conheci, entre eles, um ladrão de carros de BH, que arrombava a porta, sentava no banco de motorista, jogava a sua cadeira de rodas no banco de trás e, com tocos de vassoura encaixados nos pedais, dirigia.

Então, MURILO teve a ideia de ouro, que engrandeceu o roteiro: o personagem de Fele Martinez, um contrabandista, seria paraplégico.

Aliás, o espanhol Fele esteve em São Paulo antes das filmagens. Dei algumas dicas e emprestei uma cadeira de rodas manual, que ele ficou usando, para se acostumar, durante os ensaios e a pré-produção.

E é essa minha antiga cadeira de rodas que está no filme, a mesma que MURILO tantas vezes guardou e segurou. O mundo dá voltas [em si].

Ele estará em cartaz na MOSTRA e entra em cartaz no circuito comercial daqui a uns meses. Quem quiser conferir antes:

UNIBANCO ARTEPLEX 3
31/10/2009 – 18:20 – Sessão: 862 (Sábado)

RESERVA CULTURAL 1
01/11/2009 – 20:00 – Sessão: 1022 (Domingo)

ESPAÇO UNIBANCO POMPÉIA 10
02/11/2009 – 18:10 – Sessão: 1146 (Segunda)

ESPAÇO UNIBANÇO POMPÉIA 2
03/11/2009 – 14:00 – Sessão: 1227 (Terça)

+++

Ah, já estava me esquecendo.

Amanhã mediarei o debate A POÉTICA DA IRREVERÊNCIA com CONTARDO CALLIGARIS, REINALDO MORAES e outros, ao meio-dia, no TEATRO SATYROS 1 [faz parte das SATYRIANAS, agitação que acontece nesse fim de semana na capital].

E EU e MÁRIO BORTOLOTTO estaremos no palco da SATYRIANAS, atuando na peça ROURKE SONG, à 1h, de sábado para domingo, na Tenda Tendências, em plena Praça Roosevelt.

Um trechinho:

os homens se perdem nessa luta contra um moinho e, no fim, nem sabem mais por que mesmo estavam se martirizando pela infidelidade intrínseca, se nunca sequer traíram a namorada. é a grande conspiração feminina pra dominar os homens pela culpa. desde criancinhas incutem dia noite as avós e tias e mães nas cabecinhas a mistificação da infidelidade masculina. reclamam de precisar cuidar dos filhos, mas faz tudo parte do grande plano. querem manter os homens trabalhando o maior tempo possível, pra que eles não possam criar os filhos de acordo com os valores masculinos da honestidade e da honra. os menininhos crescem já culpados por um crime que talvez nem cheguem a cometer.

comentários (28) | comente

28 Comentários Comente também
  • 30/10/2009 - 15:09
    Enviado por: teka

    Pois é Marcelo, eu fiquei pasma ( acredite ainda me pasmo com atitudes deste tipo).
    Eu só não entendi o porquê de todo chingamento para uma garota que resolveu ir de minissaia para a Facu. Concordo plenamente com você, estamos no tempo das cavernas, e agora me caiu a ficha.
    Na chamada do jornal: – Garota é agredida verbalmente porque foi de minissaia para a Faculdade.
    Eu e meu marido falamos ao mesmo tempo um pro ou outro: E daí que mal hà uma garota ir de minissaia para a Facu?
    O que mais me espanta é que as moças que não concordaram com o modelito da garota pareciam ser tão antenadas, disprovidas de preconceitos, tipo “acompanho as tendências da moda”…
    balela…
    Concordo plenamente com você, estamos ainda no tempo do homem das cavernas…

    Agora, e daí se ela fosse “puta”? Cada um no seu cada um… Não justifica…
    É certo tamanha agressão contra uma pessoa que resolveu usar minissaia?
    Agora as amigas dela poderiam sim e deveriam protestar contra essa discriminação…
    Estou beje…

    bjs

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  • 30/10/2009 - 15:23
    Enviado por: Alu

    Achei muito curioso esse caso da minissaia. O Brasil é um país sem muita regra. Especialmente do ponto de vista de roupa e novela – se vê de tudo. Eu canso de ver gente vestida de maneira que julgo imprópria no trabalho e em salas de aula. A reação que houve desta vez é difícil de entender – pelo local e pelo motivo que desencadeou. Parece dessas reações do insconsciente coletivo, que de repente desperta, num susto. Que a roupa era imprópria, parece haver pouca dúvida. Mas a reação da massa acostumada a ver quase tudo de fora é surpreendente. E injustificada. Se alguém se sentiu ofendido – e acho razoável que isso possa acontecer – deveria queixar-se à direção da escola, ou tomar outra providência civilizada. O linchamento moral que se perpetrou é inaceitável.

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  • 30/10/2009 - 15:40
    Enviado por: Uila Gabriela

    Até eu fiquei com um carinho embutido por esse filme e por esse cara, amigo que nem esse nem no céu meu caro =)

    E é impressionante com o conservadorismo e o preconceito no Brasil é algo tão presente e óbvio, mas as pessoas maqueiam, se iludem que vivem num país supostamente liberal…é da mais pura hipocrisia, e coitada dessa moça.
    Se fosse eu processava até o zelador ^^

    Beijo
    :*

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  • 30/10/2009 - 15:57
    Enviado por: Antonio Gabriel Ligeiro Silva

    “E EU e MÁRIO BORTOLOTTO estaremos no palco da SATYRIANAS, atuando na peça ROURKE SONG, à 1h, de sábado para domingo, na Tenda Tendências, em plena Praça Roosevelt”.

    Marcelo, não seria Tenda Residência?

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  • 30/10/2009 - 16:06
    Enviado por: Camila

    Uia! Dias, horários e locais certinhos! rs
    Ja tinha ouvido falar do filme, mas pela feiura do Marcio Garcia… o personagem do Seu Jorge é sério? ou caricato?

    Outra coisa…
    Se esse puta evento (fiquei besta com a programação) ja está até incluso no “Calendário Cultural Oficial de Sp”, poderiam fazer um esquema pra rodarmos por aí de metrô!
    Vai ter uma programação voltada pro terror na Casa das Rosas e vou ter que subir a consolação a pé!? Adoro caminhar a noite, mas peraí né…rs

    Inté!!!

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  • 30/10/2009 - 17:17
    Enviado por: Camila

    Haha, disfarça: “bandido gay enlouquecido” …

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  • 30/10/2009 - 17:36
    Enviado por: Didi

    Se eu tivesse aula amanhã cedo juro que descia uma quadra e ia te dar um beijinho pessoalmente!
    Como não vai ter eu mando só um virtual mesmo
    : *

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  • 30/10/2009 - 18:38
    Enviado por: cida

    Menininhos crescem e aparecem provando que não há nada de novo sob o sol. Caminhando com passos de formigas e sem vontade, a humanidade vai. Acusando-nos mutuamente, vamos…Aceitar o novo dói demais…Aceitemos o velho: a humanidade é impossível!!! Adoro seus textos.

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  • 30/10/2009 - 20:11
    Enviado por: Bruna Amaral

    nao perco amanha por nadaaaaaaaaa

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  • 30/10/2009 - 22:26
    Enviado por: leigo

    Quando vi o vídeo da UNIBAN, não acreditei no que vi. Em pleno século XXI, na grande São Paulo e, por cima, em uma universidade, acontecer tal aberração. Mas, aconteceu. Para mim, agiram pior que os homens da caverna. É muita hipocrisia desse pessoal. Mas, no nosso país onde pessoas ficam celébres mostrando explicitamente suas bundas, em shows, na televisão, no cinema, nas praias, etc.
    SÃO UM BANDO DE HIPÓCRITAS E BURROS. Que tipos de profissionais serão esses estudantes no futuro?

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  • 31/10/2009 - 01:53
    Enviado por: Alcyone Coelho

    Já te disse isso antes, éramos para sermos amigos. No exato momento que li a matéria sobre o caso da faculdade lembrei da música, comecei um post no meu blog com o título “joga pedra na Geni”, mas acabei não publicando. MASSSS o importante é pelo menos tentar chamar atenção para o fato de que as mulheres brasileiras não são livres. A sociedade masculina, machista, imp~~oe regras e a mulherada ratifica, pois prefere não ser do contra.

    A mulher, não só a brasileira, tem esse estigma de se usa roupa assim ou assada é porque tá “afim”. A questão é que mesmo que o faça para provocar, é dever do outro respeitar, e se não gostar, procurar meios de se manifestar, mas nÃo execrando a pessoa, sua imagem… bla bla bla

    O caso do estupro é recorrente. Vez por outra a imprensa divulga casos como esse onde os atacantes sempre tem a mesma desculpa: “ela queria”. Entretanto, históricamente, o argumento não se segura na corte, as penas são duras e corretas. Jodie Foster atua em um filme que a história é parecida, o nome do filme: “I said no”. Houve um caso que uns caras drogaram a moça, estupraram e embora sentisse dores e percebesse as marcas em seu corpo, ela só ficou sabendo exatamente o que acontecera porque viu um filme que fizeram no momento do estupro. Imagine só! Ver você mesma inconsciente sendo molestada de todas as maneiras… Ela deu parte do ocorrido e os carinhas estão presos. Todos os envolvidos adolescentes.

    Uma pena. Claro. O que muitos homens ainda não entendem é que mesmo que a mulher use a roupa (considerada) mais indecente, provoque da maneira que for, vá para a casa do cara (hotel, motel ou o que seja), tire a roupa, abra as pernas… SE NA HORA “H” ela achar que não quer mais, ela tem todo o direito. E o contrário também.

    AFF falei demais… é que essas coisas são bem revoltantes.

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  • 31/10/2009 - 03:55
    Enviado por: diogo

    porra marcelo,

    esse é o assunto. lembrar para nao esquecer. suma importancia para nós brasileiros de memória curta. há uns dois anos atrás fizemos (unesp-araraquara) um documentario sobre a invasao da puc, em setembro de 1977. entrevistamos sua irmã (grande Vera e uma língua afiada), fomos escurraçados por alguns “academicos” pelo amadorismo das filmagens, tinhamos uma pequena verba e pouco conhecimento tecnico, mas o que valeu foi a reconstiuicao de um fato marcante dos anos de repressao. É deveras importante lembrar e resistir. abraço. diogo.

    obs** cara, querendo ver o documentario, apesar dos inumeros problemas, entre em contato.

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  • 31/10/2009 - 04:05
    Enviado por: diogo

    porra marcelo,
    escrevi um comentario grande e acho que nao foi. tá. era só pra falar a importancia da memoria historica no brasil, e que nós ( la na unesp, uns dois anos atras) fizemos um documentario sobre a invasao da puc em 77, entrevistamos a sua irma ( Vera, entrevista impagavel, lideranca da epoca), fomos escurraçados por “academicos” em questoes tecnicas. Acho que é isso. Madrugada. Querendo ver o documentario entre em contato. Vale a pena pois há poucos registros da década de 70. abraco. diogo.

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  • 31/10/2009 - 08:50
    Enviado por: Magali

    Pois é… esse caso da Uniban foi extremo e selvagem. Acho mesmo que as mulheres da faculdade deveriam protestar e irem todas de minisaia no dia seguinte.
    Mas, meu caro, toda mulher já foi tratada assim, obrigada a ser submissa pelo menos uma vez na vida. Não com tanto descaramento, mas de forma velada, quando ganhamos menos que os homens (há exceções, claro), quando toda a responsabilidade da criação dos filhos recae apenas sobre nós, quando somos proibidas de decidir sobre o nosso próprio corpo, quando os publicitários acham que a gente “tá” doidinha pra comprar um sabão em pó turbinado…
    Temos um longo caminho pela frente se quisermos acabar de vez com todo o ranço de machismo deixado por séculos de história de opressão e violência, velada ou não contra a mulher.

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  • 31/10/2009 - 09:12
    Enviado por: Sergio Borges

    É, o fato da garota foi lamentável. Afinal, nós temos o direito de ir e vir, não é? E podemos até discordarmos uns dos outros, mas agredir verbalmente ou fisicamente nunca.
    Sou da instituição em questão, e achei tudo ridículo. Mas pelo menos o caso serviu para nos mostrar a verdadeira cara da sociedade brasileira.

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  • 31/10/2009 - 16:25
    Enviado por: Benê

    Hot Wheels,
    Quanto a garota de Uniban , só faltou os ancinhos, as foices, e as tochas!
    Comecei a lembrar das mulheres que foram queimadas como Bruxas.
    Só faltou gritarem; – Ascendam a fogueira! Vamos queima-laaa!
    Parecia filme de terror. Filme B.
    O mais interessante é que esses “defensores” dos “bons costumes”, não tiram o traseiro do bar pra protestar contra as bandalheiras do Congresso Nacional!
    Mas para protestar contra uma mini saia……
    Ah! Homem, heterossexual reclamar que uma mulher esta usando mini saia….rs…nunca vi!
    Acho que isso ocorre apenas, na agora rebatizada UNIBAMBI! Rs…
    Mas sério, a garota tem que tomar cuidado. A fórmula; ignorância + álcool, é perigosíssima! Isso pode sair do controle. Já ameaçaram a coitada, que se ela voltar a faculdade, vai ouvir ofensas. Isso é caso de polícia.

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  • 01/11/2009 - 00:41
    Enviado por: Rozivaldo

    Estava asistindo o programa do Jô ontem, quando de repente me aparece a gata da Nivea Stelmann, com um minúsculo vestidinho rosa. Fiquei pensando, se os boçais da Unibam estivessem ali, será que iriam querer apedrejá-la? Esse tipo de episódio deixa claro mais uma vez que nosso país é muuuito conservador e retrógrado, por mais que teimamos em não admitir. Se resolvese se estabelecer por estas plagas, o Taleban com certeza contaria com uma boa base de apoio.
    E teve otário da dita facu falando que faltou respeito por parte da moça. Reacionário aos 20 anos…, que desastre!

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  • 01/11/2009 - 06:00
    Enviado por: CAMILA!!!!!!!!!!!!!

    Ei…
    Obrigada!!!!!!

    (E PARA AS “FURONAS FDP”: VCS NÃO SABEM OQ PERDERAM!!!! HUAHAHUAHUAHUAHUAHAU)

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  • 02/11/2009 - 02:46
    Enviado por: Camila

    Pois é, se contar ninguém acredita!
    Mais uma vez estávamos sob o mesmo teto, e nos desencontramos!
    Os celulares não pegaram, torpedos não chegavam, nossa memória fotográfica falhou e de novo não confiamos no instinto…
    Resultado: O livro da Rebelde vai ficar guardadinho aqui comigo, até a própria vir buscar!

    Isso é oq hein? Maldição? Travessura da Elô em noite de lua cheia, Hallowen? rs

    Após a troca de figurinhas que vc deve imaginar como foi chegamos a uma conclusão: Apesar de vc não gostar, é sim “nhuqui-nhuqui, tchuqui-tchuqui, uff uff…etc e tal!!!”
    Além de escritor, dramaturgo, colunista do caderno 2, vencedor do Top Blog Juri Acadêmico, ATOR, roteirista de filme, documentário, palpiteiro de primeira, etc, etc, etc…
    /:-***

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  • 02/11/2009 - 09:00
    Enviado por: Ricardo N.

    Nada justifica a ação dos alunos. Porém…
    Conheço o meio em que vivo, mesmo acreditando que o mais adequado para o nosso clima seria os homens também utilizarem saia, não o faço, pois, seria visto, no mínimo, como um estranho e não dariam o devido respeito ao meu trabalho e as minhas idéias. Fazer o que! Existe um atraso mental que se surpreende quando fica sabendo que alguém foi assaltado por uma pessoa de terno e gravata e se que também se assusta quando passa por algum morador de rua.
    Frases feitas como – “Em pleno século XXI”, “homens das cavernas”, entre outras, são muito mais amplas do que imaginamos. Ainda acreditamos em um ser que só existe em nosso imaginário, não temos nenhum compromisso com o lixo que geramos, damos mais valor à estética à ética, não temos respeito com os animais e com as plantas.
    Em relação ao ocorrido não devemos ser hipócritas e fazer só o que a sociedade aceita, mas isso está longe de não assumir as consequencias de nossas ações. Para cada lugar cabe um comportamento. A nossa sociedade precisa de mudanças e o fato em si não contribuiu para algum progresso. Bom! Se alunos forem punidos, se aluna for advertida, se houver palestras e se os pais (todos), refletirem o corrido, daremos um passo para frente. Portanto, saia como quiser, mas saiba que irá atrair pessoas e pensamentos e ações diferentes, usando uma burca ou uma minissaia.

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  • 02/11/2009 - 15:46
    Enviado por: ghaidy cesetti

    olha…cada um pode se vestir do jeito que bem entender…so que num local publico com muitas diversidades como uma faculdade, quem nao quer chamar a atenção nao sai de casa como uma qualquer…
    Bjimmm amo vc ..gosto de suas opnioes!!

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  • 02/11/2009 - 17:23
    Enviado por: D

    É por isso que a mulher não pode mais rebolar, pode acontecer dela ser estuprada. Quanto ao aborto, creio que uma coisa não tem nada que ver com a outra. Descartar um feto é descartar uma vida. É isso. Beijo.

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  • 03/11/2009 - 03:03
    Enviado por: B. Soler

    Numa das reportagens do UOL está escrito que tudo estava relativamente calmo até que que a menina entrou no banheiro. Foi seguida por umas 20 colegas que começaram a insultar em voz alta, essa foi a ¨SENHA” para o início do distúrbio generalizado. O Incrível é isso, as mulheres particparam do tal linchamento moral como também da pra ouvir no video.

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  • 03/11/2009 - 09:10
    Enviado por: Samira Nagib

    Marcelo, sobre o fato da moça do vestido, é foda porque alguns disseram que aquilo não era roupa para tal lugar. Mas, o que que tem?! Pura mediocridade! Temos de nos vestir como quisermos e os outros tem que respeitar!
    No caso americano, há uma conscientização por justiça e moralidade. Foi um caso de estupro coletivo e eles não admitem mesmo!

    Mas, como já há um conceito de que mulher respeitada é somente aquela de jeans… Brasileiro tem muito que aprender!

    ps: o Satyrianas estava ótimo!

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  • 03/11/2009 - 09:41
    Enviado por: Cláudia

    O episódio serviu para mostrar os valores dominantes naquela faculdade, aliás, valores confirmados pelo vice-reitor na entrevista ao Fantástico quando disse que o que os alunos fizeram não era motivo para tanto – tanto seria expulsão. O que seria motivo para tanto? Terem de fato estuprado a menina?

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  • 03/11/2009 - 17:49
    Enviado por: Br Soler

    Parece se um caso de Bullying de massa.

    A MEMÓRIA: Eu me lembro muito bem que eu tinha uma professora de inglês, lá pelos anos setenta, que dava aula na Cultura Inglesa com uma mini saia azul de tamanho igual a esse com a bandeira da Inglaterra estampada.

    Há alguns anos fui na PUC e vi umas mini saias que com certeza não perdiam para essa.

    O tiro dos Uni-Bullys saiu para culatra. Geysi virou celebridade. Já saiu em capa de jornal e em programa de televisão. Agora só falta aparecer naquela tal revista.

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  • 04/11/2009 - 21:54
    Enviado por: alfredo azevedo

    Vamos invocar a Declaração dos Direitos Universais, O Tribunal de Haia, ressuscitar a Simone de Beuvoir, a Costituição brasileira, mas não podemos aceitar o recibo de trouxas. A sirigaita que sem compostura mínima no vestir(a primeira reação foi de um grupo de alunas), sabia o que estava fazendo e buscava exatamente o que ocorreu. Teve os cinco minutos, e mais: dias depois, já estava sendo entrevistada em um desses programas de “celebridades” e que só começam depois das 22h. Mostrava seus atributos com a leveza de uma profissional, com certeza, já estará, a esta altura, sendo sondada pela play boy; aí o diploma-convite dos trouxas fica pronto e o CQC faz a farra. Pensei que a compra do Pão de Açúcar, à vista, tinha sido a última do trouxa. Estava enganado.

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  • 09/11/2009 - 11:53
    Enviado por: tulio

    Será que foi humilhada apenas pela roupa ?

    Parece que há algo de podre no Reino da Dinamarca !

    Lembra a Brasileira que disse ter sido surrada no Norte da Europa ?

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