Av Paulista com Rua Augusta.
Notória esquina simpática e agitada, dia e noite.
Depois da reforma do passeio da avenida, virou ponto de lazer.
Skatistas, ciclistas, casais namorando, violãozinho tocando LEGIÃO…
Até gente fazendo cooper passa por ali.
Nestes degraus e muretas, costumava ficar uma garotada vendo o tempo passar.
Especialmente aos fins de semana.
São Paulo lembra uma cidade do interior.
Mas sábado a caminho do cinema vi uns caras instalando umas grades.
Não entendi por que interferiam na fachada do banco.
Ao voltar, já tinham terminado o serviço.
Então saquei.
Claro, não querem ninguém nestes degraus e muretas, para ficar papeando ou ver o tempo passar.
Preferem o povo longe.
Povo é desordeiro e enfeia a fachada.
Esta é a minha contribuição para hj, o DIA DA DEMOCRACIA.
infelizmente os espaços públicos no Brasil não são considerados públicos. Você não pode deitar na praça, molhar o pé na água do chafariz e muito menos andar de skate…e daí ja vem os exemplos para que espaços privados façam o mesmo. Lembro que me surpreendi quando começou o verão em Londres e as pessoas tomavam conta das praças, levavam as crianças para brincar no chafariz e a prefeitura realizava verdadeiros eventos nos espaços público, para todos.
a praça e a rua são do povo
responder este comentário denunciar abusoPor essas e outras, venho cada vez mais pegando bode dessa cidade e o projeto de sair daqui fica mais próximo. Os atrativos da cidade não conseguem superar os seus problemas, infelizmente.
Isso me lembrou um episódio no CCBB do Rio. Eu frequento o lugar desde criança, quando ia com minha mãe, ela usava a biblioteca pra estudar.Lembro que nos anos 90, se formavam grupinhos de universitários conversando sentados no chão para todo lado,e sempre amei a descontração do ambiente, pessoas sentadas na escadinha tomando café e discutindo arte.
Ai, um dia, já adulta, estava conversando com uma amiga num dos banquinhos e , para poder ficar de frente pra ela, cruzei a perna e coloquei um joelho sobre o banco. Pronto foi o suficiente pro segurança do local vir falar comigo.
No bairro super pacato onde moro aqui em Orlândia, SP, um morador tem a capacidade de amarrar um cão policial no tronco de sua árvore na calçada pública com uma trela de tal tamanho que possibilita-o dominar toda a frente de sua bela casa. Antes que alguém recrimine o dono do cão por maus tratos é bom que se diga sobre as tinas de água e ração estarem à vontade e na sobra. Particularmente, não atrevo-me a passar por este território demarcado, sob pena de ser chamado de intransigente!
o que deixa bem claro que o problema não está na cidade, mas nas pessoas.
responder este comentário denunciar abusoFicaria mais bonito se fosse cerca elétrica….
rrrrr, nao da ideia…
responder este comentário denunciar abusoMa, voce assistiu o Roda Viva ontem??? O prefeito disse que é uma pena que não tem como construir uma outra Av. Paulista. Pra que??? Pra proibir o povo de caminhar nela nos finais de semana? A ditadura já não acabou?!?!?!?! Também vi isto no sabado assim que sai do cinema e me fiz a mesma pergunta. É Brasil mostra a tua cara. Bjs amor
Começam a montar essa tralha na sexta a noite, me entristeci a primeira vez q vi e até o momento continuo sem entender o motivo, mas o q esperar de um banco cujo presidente ensurdece toda a Paulista diariamente as 11h ao chegar com seu helicoptero para trabalhar? Não querem se misturar, vivem em seu mundinho fechado e qto mais distante o povão ficar melhor né?
Ah! E tem mais, democracia aqui é assim: voce tem a “liberdade de andar”, porem nem sempre pode exercer e isso serve para a “liberdade de expressão” também.
Putz Marcelo, que triste! Sou de Bauru/SP, num final de semana atrás fui a trabalho, mas depois à noite saí com meus amigos e ficamos lá, sentados, olhando o tempo passar na esquina da paulista com a augusta… tão bacana! Legal ver como as pessoas se apropriam do espaço público… já que o governo não fornece cultura o suficiente, a gente dá um jeito nela… Uma pena… que se fodam, eles (não sei quem mandou colocar essas grades) abraço
É uma tristeza mesmo. Mas vamos reclamar com quem devemos reclamar. Aquele espaço não é público, é do Banco Safra. Que tá pouco se lixando pra galere que, no máximo, é cliente Pessoa Física Classe C, coisa que não é o foco dele. Logo que, ou rola um Occupy Paulista protestando contra a ganância e o espírito indiviudalista do capitalismo, ou sabiamente lutamos para preservar e promover nossos espaços verdadeiramente públicos. Não se esqueçam que a administração policialesca do Kassab (que nada faz, só proíbe) tá querendo vender espaço no Itaim pra pagar coisa que a Prefeitura devia pagar ela própria (financiar seu caixa, leia-se). Enfim, vamos começar votando direito.
“Não pisem na grama! Não pisem na grama!”
Eles ficam gritando para as crianças que estão correndo na praça, tentando aproveitar o evento feito para “o povo”.
A arquitetura da cidade já não favorece muito e ainda enfiam grades e muros no meio da av paulista, queremos uma cidade mais humana com ciclovias e transporte coletivo eficiente.
De vez em quando acho seus textos pouco atrativo mas é legal quando fala da cidade.
Estou morando em Fortaleza desde o dia 02/03/2007, mas sempre quando sonho com São Paulo, essa esquina aparece nas minha imagens.
Foi nessa esquina que em outubro de 2001, uma semana depois de ser demitido do CCBB, encontrei um envelope de carta branco, sem identificação, com 375 dólares. Estava sem dinheiro na época, mas foi o suficiente para ver 40 filmes da Mostra e comprar ingresso para ir ao Free Jazz.
Adorava essa esquina pois sempre tinha alguma garota interessante pra conhecer e também funcionava como um ponto de encontro.
Essa noticia é muito triste.
E a imagem pra quem ama São Paulo deprimente.
Esse é só um dos exemplos! Se pensarmos numa “cidade 24h” que após meia noite é praticamente impossível contar com transporte publico. Me considero classe média, trabalho com musica e moro em um bairro privilegiado, mas não é sempre que posso gastar com um taxi, porque tive um ensaio até mais tarde, um trabalho ou mesmo uma cerveja. E o povo como fica? Como ele sai pra se divertir? Como quem trabalha até mais tarde volta pra casa? Sem falar no desrespeito que acontece nos horários de pico dos metrôs…
Que grande merda! uma vez tinha feito uma foto linda de um garoto sentado exatamente nessa parte fotografada.
É Marcelo, its the end of the world as we know it…
Fiquei pertinho desse endereço aí, neste findi passado (esquina da Frei Caneta com a Peixoto Gomide). Aliás fui a Livraria Cultura, comprei “Ua: Brari” prá completar minha coleção das suas obras e o vendedor ainda me disse que vc de vez em quando bate ponto naquela livraria! Me senti tão tiete!!!!! Mas fique tranquílo, sou tão sua fã que tenho medo de te pedir um autógrafo ou mesmo chegar perto de vc! Bjks amore!
Infelizmente esse não é um problema exclusivo de SP.Estive em Blumenau no mês passado e fui proibida por um segurança, de permanecer sentada num banco próximo ao museu da Cerveja.
A justificativa: estamos restringindo o acesso devido ao comportamento inadequado de alguns casais homossexuais.Detalhe,eu estava sozinha.
Linda essa fachada….. é mármore né?
Não sou contra o povo, sou contra as marcas que o povo deixa, a depredação. Quanto será que custa limpar a tinta das pichações de uma fachada de mármore? Os jovens que se sentam nos degraus para ver a tal vida passar são limpinhos, né? Quem paga a limpeza???? Ahh o condomínio é rico, a cidade é rica…
Aqui na minha cidade invadiram uma casa em construção no condomínio que eu morava, picharam tudo, mármores de carrara, gárgulas…. as pedras da fachada, foi triste de ver, moleques de dentro do próprio condomínio que fizeram isso, e, segundo o pai de um deles os meninos só queriam se divertir.
O problema do povo é esse: Todos querem só se divertir, ninguém quer limpar a sujeira.
Penso que não dá para culpar esses condomínios que cercam de grades seus prédios, se não há respeito não pode haver direito.
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