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epitáfios

Marcelo Rubens Paiva

quinta-feira 12/04/12

Já decidi qual será o meu epitáfio: “Tentei.” Se morrer no dia 12/12/2012, será: “Mas falaram que eles eram uns selvagens… Se os Maias tinham razão, quem então me enterrou? Há sobreviventes…” Quando não tenho o que fazer, bolo epitáfios. Pensei em vender este serviço para os que não sabem que mensagem deixar. Porque 1 [...]

Já decidi qual será o meu epitáfio: “Tentei.”

Se morrer no dia 12/12/2012, será: “Mas falaram que eles eram uns selvagens… Se os Maias tinham razão, quem então me enterrou? Há sobreviventes…”

Quando não tenho o que fazer, bolo epitáfios.

Pensei em vender este serviço para os que não sabem que mensagem deixar.

Porque 1 epitáfio seja talvez o último gesto em vida, que pode resumir uma história.

É a derradeira voz, o legado, o que se quer que fique para gerações.

Se é que alguém vai visitar nossas tumbas.

Será que na de Jânio Quadros está escrito “fi-lo porque qui-lo”?

E na de Vicente Mateus, “agradeço à Antártica pelas braminhas”?

É uma frase dita em vida que ficá, ou aquilo que o autor da obra deseja e deixa em testamento?

Sei que tentarão escrever “não esquenta, se não caspa vira mandiopã” no meu epitáfio, frase de Feliz Ano Velho pela qual sou muito conhecido e citado.

Só preciso lembrar que ela não é minha, mas de um enfermeiro da UTI do Mário Gatti, hospital de Campinas, que me dizia assim que me via.

 

 

Sim, ainda se fabrica o Mandiopã [em Limeira], uns flocos concorrentes da pipoca que, no forno, explodiam.

Foi lançado em 1954, no tempo em que os salgadinhos ainda não existiam. A empresa responsável é a Mandiopóca Produtos Alimentícios Ltda.

O fundador, Antônio Gomercindo, que começou como faxineiro, é o cara que tem o segredo da massa de Mandiopã.

 

 

Olha onde encontrar: http://www.mandiopa.com.br/

Se para o filósofo Cioran “o tempo não é o que passa, o tempo é o que não passa”, lá vou eu emprestar epitáfios a pessoas que nem conheço.

Se dermos azar e os MAIAS estiverem certo:

Epitáfio de Paulo Maluf é o mais lógico: “Foi Maluf quem fez”.

Epitáfio de Mark Zuckerberg: “E não é que colou?”

De Biz Stone, co-fundador do Twitter: “A ideia era boa, mas não soubemos como ganhar uns trocados.”

Epitáfio de FHC: “Vou apertar, mas não vou acender agora.”

Epitáfio de Steve Jobs: “iPitáfio”

De Bill Gates: “Reiniciando.”

Epitáfio de Adriano, imperador: “Agora emagreço!”

Do Milton Neves: “Será que cabem aqui todos os patrocinadores deste Epitáfio?”

De Netto: “Enfim, livre de Milton Neves.”

Epitáfio de um trol:  ”Sem o anonimato, não consigo me expressar.”

Epitáfio de Oscar Niemeyer: “Quero ver chegarem aonde cheguei. Se é que você tem certeza de que estou aqui.”

Epitáfio de Xuxa: “Beijinho, beijinho, galerinha, cês foram muito fofos e incríveis comigo, do começo à minha vidinha no Retiro.”

Epitáfio de Mano Brown: “Nada de flashes, filmagens, gravações, dá licença, certo?”

Epitáfio de FRED, do Flu: “E 75 caipirinhas são muito?”

Epitáfio de Ronaldiho Gaúcho: “Professor, é minha prima de Porto Alegre…”

Epitáfio de Tite: “Epitafibilidade de um vencedor.”

Epitáfio de Dunga: “Seus filhos da p&¨Ta, vão todos tomar no %$, seus cuz867 do ca*&LJ%.”

Epitáfio de Galvão: “Acabou! A-ca-bou!”

Epitáfio de Tiago Leifert: “Mudei a TV brasileira. De jeans e Lacoste.”

Epitáfio de Rafinha Bastos: “Vocês não entenderam, era só uma piada.”

Epitáfio de Danilo Gentili: “Vocês não entenderam o Rafinha, era uma piada.”

Epitáfio de Marco Luque: “Vocês não entenderam, o Danilo falou que o que o Rafinha fez foi uma piada seguindo os preceitos da liberdade de expressão.”

Epitáfio de Pedro Bial: “Saio da casa para entrar para a história.”

Epitáfio de Guido Mantega: “No próximo trimestre, o crescimento será maior.”

Epitáfio de Ronaldo Fenômeno: “Alarga porque está apertada.”

Epitáfio de José Serra: “Aqui jazz e um ex-presidente. Da UNE”

Epitáfio de Datena: “Algum motivo para deixar um epitáfio?!”

Epitáfio de William Bonner: “Boa noite. Desta vez, para sempre.”

Epitáfio de Caio Ribeiro: “Concordo plenamente, e mais um pouco.”

Epitáfio de Reginaldo Leme: “Veja bem, Galvão…”

Epitáfio de Arnaldo Cesar Coelho: “Tá, confesso, nem sempre a regra é clara.”

Epítáfio de George W Bush: “O mundo não está melhor sem Saddam?”

De Obama: “No, we can not.”

De Sarney: “Aqui jaz um Estado e o Senado.”

Epítáfio de Milton Leite: “Que beleza…”

Epítáfio de Eike Batista: “Não meXem no meu cabelo.”

De Luis Fernando Veríssimo: “Bah, diz-me que não foi pênalti em Tinga?!”

De Jabor: “Nelson, cheguei.”

 

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Amanhã estarei com meu amigo MARIO BORTOLOTTO falando de LITERATURA.

Sexta-feira 13, rapaziada!!!

às 19h.

Entrada Franca

PROJETO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS 30 ANOS – ARTES DO SUBTERRÂNEO, BENEFICIADO PELO PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO,PROMOVE DEBATES E OFICINA DE LITERATURA

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No Teatro Estação Caneca (onde acontece a Mostra) fica na Rua Frei Caneca, 384.

Mais informações: (11) 3657-2606.

Ou no site: www.cemiteriodeautomoveis.com.br