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Marcelo Rubens Paiva

23.junho.2009 13:29:47

Diploma?

Sim, que seja eliminada a obrigatoriedade do diploma para jornalistas [e radialistas também]. O mercado tem condições de dar as ferramentas que um profissional precisa: ética, princípios, bom senso, precisão no texto.

A técnica e o termos se aprendem e uma semana de estágio: lide, pauta, chapéu, orelha, abre de página etc. A vivência é que cria um bom jornalista. Suas fontes aparecem com o tempo. O ambiente de uma redação ensina mais do que muitas faculdades. E escrever bem não se aprende na escola.

Há grandes jornalistas médicos, engenheiros, advogados, poetas, observadores, contadores de histórias.

Concordo com o amigo Maurício Stycer, que já trabalhou em muitas publicações [JB, Folha] e postou no seu blog no dia 18 de junho.

Dou aulas de jornalismo, de forma não contínua, desde 1994. Já passei por cinco faculdades diferentes. Ao longo do tempo, adquiri algumas certezas e muitas dúvidas sobre a necessidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista.

Tento a seguir ordenar alguns argumentos e questões sobre o fato.

1. O que é preciso saber e aprender para ser jornalista? É uma questão polêmica. Há alguns consensos: é preciso ter cultura geral e domínio total da língua portuguesa. Conhecer história é fundamental. Matemática e estatística são conhecimentos necessários. Ética. Direito. É preciso ter o hábito de ler jornais e revistas, ter gosto pela informação. Ter espírito crítico, ser capaz de compreender a realidade em que vive, é outro atributo obrigatório.

2. Onde adquirir os conhecimentos citados no tópico anterior? Começa em casa, prossegue na escola básica, depois na secundária e, finalmente, na faculdade. Qual faculdade?

3. Você não precisa cursar uma faculdade de jornalismo para aprender nada disso.

4. Quais são os conhecimentos específicos necessários para ser jornalista? Entramos aqui no terreno da técnica. Não são muitos. Desafio alguém a defender a necessidade de mais do que dois anos de estudos para adquirir conhecimentos específicos da profissão, tais como técnicas de entrevista ou técnicas de redação voltadas para diferentes mídias.

5. Pessoalmente, acredito que um ano, com uma oferta de cursos bem articulada, cumpra bem esta função de transmitir conhecimentos específicos da profissão. Mas admito pensarmos até em dois anos. Mais que isso é embromação.

6. Discordo do meu amigo Leandro Fortes, para quem o diploma de jornalismo defende “milhões de brasileiros informados por esquemas regionais de imprensa, aí incluídos jornais, rádios, emissoras de TV e sites de muitas das capitais brasileiras, cujo único controle de qualidade nas redações era exercido pela necessidade do diploma e a vigilância nem sempre eficiente, mas necessária, dos sindicatos sobre o cumprimento desse requisito”. Na minha opinião, não é o diploma que defende o público dos manipuladores de notícias, mas a concorrência. Sem concorrência, como é o caso em grande parte do país, a imprensa de má qualidade prospera – e continuará a prosperar – com ou sem diploma para jornalista.

7. Meu amigo Ricardo Kotscho preocupa-se com outra questão importante. Tudo bem, acabou a obrigatoriedade do diploma. Mas, e agora? Concordo que não podemos, de fato, ficar numa espécie de terra de ninguém, sem algum tipo de regulamentação.

8. Defendo, para início de discussão, que a prática só seja permitida a pessoas com formação universitária (em qualquer área, inclusive jornalismo), mais um curso de especialização técnico.

Assino embaixo.

*

Em 2006, escrevi um texto para o CADERNO 2, sobre o meu diploma pendurado no lavabo de casa, que polemizou e virou depois matéria da Revista Imprensa.

Mandaram até um fotógrafo aqui para fotografá-lo no banheiro. Não me controlei e posto aqui. Ciente de que alguns programas citados nem existem mais.


Diploma no lavabo

Fiz uma provocação aqui em casa. Amigos e convidados apoiam. Coloquei meu diploma da USP no banheiro. O assinado pelo reitor da época, Flávio de Moraes, e pelo diretor da Escola de Comunicação e Artes, em papel-manteiga entre dois vidros, com o brasão da universidade em dourado, provando (comunicando?) que sou bacharel em comunicação social. Está pendurado em cima da privada. Um protesto. Ou melhor, uma intervenção, exprimindo o desgosto com a profissão.

Sou formado em rádio e TV. Teoricamente, treinado para produzir, dirigir, editar, apresentar, apurar, reportar programas de rádio e televisão. Trabalhei pra Gazeta, Rede TV!, Band e Globo. Na TV Cultura, apresentei dois programas. Conheci de leve o fazer TV. E a deixei, convicto: um peixe na areia pulando em vão.

Nunca apoiei a obrigação de diploma para jornalistas ou radialistas, exigência fisiológica herdada de movimentos sindicais pelegos do regime militar (ironia). Não são profissões que colocam pessoas em risco. Não? Depois dos acontecimentos em 15 de maio [dia em que o PCC parou a cidade], do pânico alimentado pelas rádios e TVs, do sensacionalismo evocando o medo, passei a duvidar da ética de meus colegas e da consciência de sua responsabilidade.

O Brasil da TV e a TV do Brasil são histéricos. Os locutores esportivos não narram, urram. As notícias quase sempre são apresentadas aos gritos, como jograis infantis, repare. Depois, programas de malucos com gostosas, ou de gostosas com platéias em transe, alimentam bizarrices. Quando não há culto, descarrego ou venda de jóias e tapetes.

É um stress assistir à TV brasileira. A bolsa não cai, despenca. Clichês se repetem: “A gente sai de casa e não sabe se volta vivo, sô!” Ditadores são chamados de facínoras. Crimes, de massacres. Culpam as autoridades, omitindo que, num Estado democrático, nós somos as autoridades.

É fácil, para a reportagem local, o discurso genérico do caos. O inimigo é o Bin-Laden, o Beira-Mar, o Marcola. A TV Brasil trata o seu público como atrofiado. Somos? Ora, a luz do Masp foi cortada. Somos. Lembro um clássico dos anos 80, Psicopata (Capital Inicial): “Esta vida me maltrata, estou virando um psicopata, quero soltar bombas no Congresso, fumo Hollywood para o meu sucesso, sempre assisto à Rede Globo com uma arma na mão, se aparece o Francisco Cuoco adeus televisão.”

Imaginávamos que a TV paga iria nos salvar. Quantos jornalistas comandam programas? Na maioria, o triedro atriz-manequim-modelo. No programa Tribos, Dani Suzuki. “Você vai poder ficar por dentro das manias e curiosidades das tribos urbanas, sempre com a presença de uma pessoa que entenda do assunto, para traduzir as tendências”, afirma o site do canal. A apresentadora não entende nem é capaz de traduzir? Ora, então por que não contratam logo uma pessoa que entende do assunto?

E quem mais estreou no Multishow? Jorge de Sá, da família Sandra de Sá. Seu programa, Mandou Bem. “Jorge de Sá vai aos eventos que estão agitando a cidade e dá dicas com as melhores opções para os jovens se divertirem no final de semana: shows, estréias de cinema, teatro e muito mais”, informa o site, que traz o perfil de Jorge. Melhor filme: Batman Begins e 25th Hour. Qual a sua tribo? “Das boas vibes…” Balada preferida? “Onde todos estiverem com disposição”. Experiências de vida inesquecíveis? Morar nos Estados Unidos. Ator preferido: Tony Ramos. Cantor ou cantora preferida: Sandra de Sá. Ah, vá… Suas manias? Andar fazendo dribles e cestas de basquete. Sonha em ser… “Bem sucedido na vida em todos os sentidos”. Frase, ditado, lema: “Pra que o medo se o futuro é a morte?” Mandou bem…

O cara que tem Batman Begins como um marco me indicará as melhores opções para eu me divertir no fim de semana de boas vibes, claro. Se meu diploma cair do prego, encontrará seus pares.

*

“Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito” [Fernando Pessoa]

Não sei você. Acho Fernando Pessoa o maior poeta da nossa língua-mãe. Por anos, gostar e Pessoa era censurável. A vangurda o considerava relativamente piegas e “fácil”. Eu, hein?

O espetáculo português com textos dele, TURISMO INFINITO, do Teatro Nacional São João de Porto, ficará de 19 a 28 DE JUNHO no SESC PINHEIROS [Teatro Paulo Autran].

Em Julho de 2000, o Teatro Nacional São João trouxe o espetáculo Madame -a partir de uma ideia da Fernanda Montenegro, com Eva Wilma no elenco. Também fez parceria com Arrigo Barnabé em 2008, no projeto músico-cênico Caixa de Música.

E, sim, eles montaram FELIZ ANO VELHO em Portugal, nos anos 80, e ajudaram a levar a minha peça NO RETROVISOR para o festival de Porto em 2004. A ligação deles com o Brasil vem de longe.

O diretor Ricardo Pais, que dirigirá a Fernandona num próximo espetáculo, propõe uma leitura da vida e obra de Fernando Pessoa a partir de vários textos- coloca os heterônimos conversando entre si, o visionário Álvaro de Campos, o guarda-livros Bernardo Soares, o “Fernando Pessoa”, o bucólico Alberto Caeiro e também Ofélia – a única mulher que o envolveu amorosamente. O espetáculo é dividido em três blocos e um epílogo.

Além disso, hoje, terça-feira, às 19h, haverá uma MASTER CLASS com Ricardo Pais no palco do Teatro Paulo Autran [50 vagas]. Retirada de ingressos pelo sistema INGRESSOSESC [é grátis].

SESC Pinheiros é na Rua Paes Leme, 195. Bora?

comentários (40) | comente

40 Comentários Comente também
  • 23/06/2009 - 13:42
    Enviado por: Fabiano

    Grande Marcelo, Fernando Pessoa foi o melhor, e dificilmente alguem chegará perto. Quero ler o livro do Saramago onde o homenageia “Fernandão”

    Fiz uma crônica, postei no blog, curta, simples. Leia se possivel.

    http://sem.rumo.zip.net

    grande abraço

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  • 23/06/2009 - 14:05
    Enviado por: Otávio Pacheco

    Jorge Sá dá medo…
    e o final do texto é sublime.

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  • 23/06/2009 - 14:08
    Enviado por: BIRA

    Vc tb já fez muita merda da tv, programa de tiazinha e fanzine

    se liga, deixa de ser mal educado

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  • 23/06/2009 - 14:09
    Enviado por: Evelyn

    Estou no 2º ano do Ensino médio, e pretendo (ou pretendia?) cursar jornalismo. Mas e aí? Pra que fazer jornalismo sendo que não é mais uma obrigatoriedade da área que quero seguir? Me deixou muito confusa. Esse texto do Maurício Stycer me animou um pouco, mas ainda estou cheia de dúvidas. Que faculdade fazer? Letras? História? É, é bem complicado mesmo..


    pera la, faculdade de jornalismo pode ser bem legal, apenas o diploma nao deveria ser obrigatorio

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  • 23/06/2009 - 14:33
    Enviado por: Daniele

    Pelo menos as pessoas tem o que ler caso forem ao seu banheiro…rs..
    Desisti do meu diploma da USP.. e acho q o no andar da carruagem, muita gente vai fazer o mesmo…

    Sesc Pinheiros, pertinho de casa.
    Beijo Paiva,

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  • 23/06/2009 - 14:40
    Enviado por: Paula

    Eu evitei dizer que sou contra a obrigatoriedade do diploma, durante todas as (muitas) discussões realizadas na minha sala, prestes a se graduar em jornalismo.
    Evitei porque pedras voariam contra mim e meus argumentos seriam os únicos contrariando os outros 30 alunos, todos revoltosos, porque “jogaram quatro anos fora”.
    É bom ver alguém falando pro mundo ouvir o que eu também penso! Competência não se atesta por um papel pendurado na parede do lavabo, não mesmo.

    E Fernando Pessoa é mestre! Uma companhia daqui de Curitiba montou uma peça deliciosa sobre ele, com os heterenônimos dialogando, “Pessoalmente Fernando”.

    É piegas, mas, Marcelo Rubens Paiva, sou sua fã!

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  • 23/06/2009 - 15:05
    Enviado por: Hilda

    pode explicar pq a matematica e estatistica?

    hã?

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  • 23/06/2009 - 15:18
    Enviado por: Ana Rita

    Olha, concordo não…
    Tenho 40 anos e sou jornalista formada, e foi um sufoco chegar na posição em q estou. concordo q muitos jornalistas estão na área errada e nem sei pq carguas d’água fizeram faculdade de jornalismo.
    Claro q seria bem mais útil um geógrafo escrever sobre relações internacionais, fico feliz q abra um extenso campo para o pessoal q sabe escrever, mas não são jornalistas.
    Porém, ainda assim acredito q o diploma deva ser exigido. Pq então, qlquer um q goste de escrever ou tenha um blogzinho de merda vai virar jornalista??
    Qual será o critério de avaliação?!
    O mesmo para se entrar na carreira política?
    E coloco uma frase de alguém aí do blog:
    “Afirmo q quem quer aparecer diz mais para ser discutido do que para ser concordado”.

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  • 23/06/2009 - 15:43
    Enviado por:

    Essa hist de dispensa do diploma tá dando o q falar…tem opinião p todos os gostos. Eu tinha uma professora na escola q dizia q quem escreve abreviando não tem educação, tadinha, ela não conhecia msn nem a expansão do acesso à web. Desculpe os abrevios, mas é como faço qdo é informal.
    Não sou jornalista, então fico meio em cima do muro p dar pitaco, mas li algo ont q achei sensato: a dispensa do diploma vai democratizar a escrita; escreverão mais e pior. Por isso, acho sensata sua opinião de obrigatoriedade de qq curso superior (q não é garantia de nda, mas enfim…) . Em suma, acho q teremos q filtrar ainda mais as informações, uma vez q qq um, em tese, poderá lança-las mundo afora.
    Sendo só p/o momento, gde abraço

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  • 23/06/2009 - 16:26
    Enviado por: gabriela

    Sou estudante do 3º ano do ensino medio, e hoje abri o site do estadao e vi uma cronica muito interessante, que causa as vezes ate medo de escrever, mas muito interessante de refletir em tais situaçoes. Concordo que algumas profissoes nao teria que exigir diploma, como jornalismo e radio, há muitas pessoas competentes que fazem o serviço muito bem sem um papel reciclado com um monte de letrinhas bonitinhas, e reconhecido pelo MEC. Penso que se uma pessoa “manja” tem dominio da lingua portuguesa, sabe ser uma pessoa crítica, ela nao precisa de um cone azul, verde, sei la a cor, guardado, na gaveta de calcinha ou de cueca. Só que “EU” jamais passaria em um médico sem diploma(rsrsrsr), em um psicologo(esse é meu conhecido) com as piores notas na faculdade, e que so lê revistas e livros de sereais killers. Se nosso governo, nao fosse essa marolinha, esse grude de farinha com agua, e investisse mais nos jovens do ensino medio, com um portugues de qualidade, nao teriamos que sacrificar nosso rico dinheirinho, com 4 anos de faculdade, por que hoje faculdade é balada, é diversao.E diploma, é apenas um cheque sustado.

    GABRIELA BOAVENTURA,17, SJBV.

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  • 23/06/2009 - 17:01
    Enviado por: Bruna Amaral

    Ai, essa questao de diploma esta acabando comigo!!!
    estou no segundo ano de faculdade de jornalismo, e confesso que se tivesse certeza de que nao vale a pena concluir o curso eu trancaria agora mesmo e iria estudar historia ou letras…
    Mas meu objetivo é trabalhar em redacoes da folha, estadao, abril, globo…. e sempre ouço dos meus professores que esses lugares tradicionais exigem diploma de jornalista, mesmo nao estando na lei…
    assim é dificil neh…

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  • 23/06/2009 - 18:30
    Enviado por: Mari Guterman

    Sabe que sempre achei que você fosse jornalista? Também faço rtv, fico feliz em ver alguém da área … não trabalhando na área, mas fazendo sucesso!
    O diploma de radialista não é mesmo obrigatório, entra no esquema quem tiver Q.I., padrinho, etc. Com um drt que qualquer curso técnico moleza oferece. Pra quê então, quatro anos de faculdade, eu me pergunto? Tanto pra Jô quanto pra Rtv. Eu eu sei…

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  • 23/06/2009 - 19:56
    Enviado por: Renata

    Mas Marcelo, sabe o que me preocupa nessa história de não precisar do diploma? Será que nós, estudantes de jornalismos, teremos a chance de realmente aprender a profissão? Moro e estudo no interior de São Paulo e vejo como é difícil conseguir um estágio numa redação da minha cidade (tirando aqueles que fazem você trabalhar de graça). Imagina conseguir um estágio em São Paulo, então?! Se nem o diploma é garantia de emprego, o que mais nos resta?

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  • 23/06/2009 - 21:36
    Enviado por: Thay

    Ah, ótimo, não precisamos mais de diploma. E agora, o que é que eu faço doutor?!
    Tranco o curso no 4° semestre? E vou fazer o que da vida, se experiência na área eu não tenho nenhuma? Quais serão os critérios pra contratar um universitário que queira trabalhar num jornal? Boa aparência, fama de pseudo-intelectual?
    Eu concordo com algumas coisas que você disse Marcelo, mas e os parâmetros? Precisamos deles.
    Acho que vou virar administradora de empresas, ganhar muita grana, comprar muitos livros, viajar e conhecer uma porrada de culturas novas, e daqui uns 10 anos vou me candidato a um emprego num jornal….Estou mais perdida que agulha no palheiro!
    Desculpe. Mesmo. Só um pequeno desabafo.

    vc so estuda por causa do diploma? ng esta dizendo que nao se deve fazer faculdade

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  • 23/06/2009 - 23:48
    Enviado por: Rubens Hideo

    Concordo que como anda a comunicação no Brasil, não há a mínima necessidade de diploamas.
    Sou da área Gráfica, e sempre me deparo com projetos de agêcias que deixam a desejar, faço faculdade de Design gráfico, e lá cada projeto é uma odisséia, mas todos sabem a vida real não é assim.
    Os “caras” das agências, exibem seus diplomas e no entanto as milhares de cópias que mandam imprimir só servirá pra entupir bueiros.

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  • 23/06/2009 - 23:50
    Enviado por: Rubens Hideo

    Ah, uma pergunta, talvez irão rir.
    Não tem por aqui nenhum link de “Siga o Marcelo no Twiiter?”

    to fora

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  • 24/06/2009 - 00:18
    Enviado por: Mariana

    O mais tosco que vi sobre o assunto foi na passeata organizada pelos estudantes: “4 anos de estudos pra que??? ” Começaram muito bem. Não querem o conhecimento, mas sim o diploma. E por isso, não pelo fim da obrigatoriedade, eu repenso se vou fazer jornalismo. Achei que conviviria com pessoas inteligentes…

    exatamente, fazem faculdade so para obterem o drt?!

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  • 24/06/2009 - 00:24
    Enviado por: Camila

    Este post foi muito util!
    Principalmente por citar o Mauricio…
    Gracias!

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  • 24/06/2009 - 07:41
    Enviado por: Camila

    Conversando com uma amiga ontem, ela me contou o que ouviu no primeiro dia de aula, de uma das professoras, que tinha um puta curriculo e na época era uma das chefonas do Folha:
    Se estiverem buscando esta profissão por dinheiro, esqueçam!
    Se for pelo prazer de expressar a opinião de vcs, contestar, lutar etc, esqueçam tbm, pq só sobrevivem, aqueles que se vendem!

    Isso desmotivou metade da turma…
    Não é uma regra…e pode ser só no início…mas nem todos teriam um texto como o seu publicado certo?

    tb nao é assim…

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  • 24/06/2009 - 08:25
    Enviado por: Fabiano

    Para escrever uma coluna sobre qualquer tipo de assunto o que seria melhor: UM CARA COM VIDA EM TAL PROCESSO OU UM JORNALISTA.
    Acredito que a primeira opção.

    Fato que para ser jornalista não é preciso um diploma do mesmo, mas sim conhecimento de causa.
    E vamos convir, a imprensa hoje é triste, poucos veiculos de comunicação se salvam.

    Abraços

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  • 24/06/2009 - 09:31
    Enviado por: claudio ribeiro

    hoje só fazem faculdade pra ter o diploma…
    na minha área, analise de sistemas, se o cara não tem experiencia, nunca trabalhou, mas fez a faculdade e tem algumas certificações que ele nunca usará, pega a vaga de quem tem experiencia e não tem diploma ou se tem diploma não tem certificação em “modismos”…

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  • 24/06/2009 - 09:55
    Enviado por: Nanda Alvarenga

    Gostei da idéia de colocar o diploma no banheiro! Vou pensar no caso… rsrsrs.

    Sou jornalista de formação e marketeira por profissão (com orgulho, antes das piadinhas). Engraçado a moçada discutir a obrigatoriedade do diploma de jornalista, porque realmente depois de 4 anos, você experimenta tantas coisas e repensa tantas outras. Então quer dizer que publicitários, artistas plásticos, editores gráficos e outros da área de comunicação só poderão exercer a função se tiver diploma? O talento e experiência não contam? Mas o principal que é a vontade de aprender e se renovar, todos os dias, indepente de um papel imponente em formato A4.

    Penso que estudar, aprender, compartilhar é importante, mas mais que isso, é prazeroso. Fazer faculdade de jornalismo pensando em emprego.. é ruim hein. Pára tudo e vai a luta. Mas seguindo a vontade e coração. O resto acontece com ou sem diploma.

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  • 24/06/2009 - 10:39
    Enviado por: Michelli

    Cadê a foto do diploma no lavabo ?

    na revista imprensa

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  • 24/06/2009 - 11:09
    Enviado por: Monica

    Por isto q mudei para letras, não me arrependo, sou uma professora de literatura muito feliz.
    Ouvia muita gente me criticando por ir para letras, mas agora não me arrependo de ser professora, mesmo ganhando uma merreca sou realizada profissionalmente, não pelo diploma, mas pelo que exerço!!

    abs

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  • 24/06/2009 - 11:43
    Enviado por: Andrey

    Marcelo

    Ontem fui ver a Noite Mais Fria do Ano e gostei Muito!!!

    Te vi lá mas logo vc sumiu… rs!

    Parabéns a você e a todo o elenco.

    Abraço.

    ontem foi bonito, valeu

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  • 24/06/2009 - 12:06
    Enviado por: Michelli

    Olha Marcelo a notícia que vi hoje
    sua atriz já está se preparando para interpretar Malu de bicicleta
    http://msn.bolsademulher.com/video/tQv/
    legal hein… peguei o seu livro pra ler antes do filme

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  • 24/06/2009 - 13:38
    Enviado por: Eloá

    Olá Marcelo, acabo de ler seu livro ‘Feliz ano velho’, tenho apenas 14 anos e fiz para a escola um trabalho sobre o seu livro. Gostaría muito que o senhor, me desse um e-mail pois gostaría de mostrar este trabalho ao senhor. Não sei se ficou muito bom..mas é de coração.

    Muito obrigado. :)

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  • 24/06/2009 - 14:45
    Enviado por: Aline

    Marcelo,
    Sou estudante de jornalismo e admito que na hora que ouvi na rádio quarta feira a noite que a obrigatoriedade do diploma para jornalismo tinha caído fiquei brava, mas depois de digerir vi que ser ou não obrigatório não muda relativamente nada. Existem sim grandes profissionais que não precisam de um pedaço de papel para comprovar sua capacidade, mas um curso ajuda a dar uma direção. Ouvi muita gente dizendo que ia parar a faculdade por conta dessa medida, infelizmente essas pessoas ajudam a banalizar uma profissão que apanha tanto e só reforçam o que dizia um professor que tive “tem gente estuda 4 anos e consegue seu “diproma” e outros conseguem seu diploma a escola é sua”. Estudo porque gosto e digo pra quem pensa em fazer a faculdade de jornalismo se é isso que você realmente gosta vai em frente, porque conhecimento também se ganha em banco acadêmico, não é a única forma, mas ajuda muito.

    Beijos adoro esse Blog

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  • 24/06/2009 - 21:47
    Enviado por: Pedro Brandão Ramos

    Marcelo, sou obrigado a discordar de ti. Sinceramente não sei no que a decisão do gilmar/stf contribuirá para a nossa profissão. Por mais que a faculdade tenha sérias limitações, penso que isso não a torna dispensável, pelo contrário; deveríamos lutar por um ensino cada vez melhor.
    Em muitos momentos -muitos mesmo- esta pergunta também me aparece. É so ligar a tv, ler alguns jornais e deparamo-nos com uma quantidade imensa de absurdos e asneiras. Dá vontade de pegar o diploma e colocar no vaso mesmo. Todavia, lutemos então pela melhoria do jornalismo brasileiro, formando melhores profissionais. Será que a ausência de diploma melhora os pontos que questionas?
    Os conceitos que na minha cabeça formam um jornalista vão além de ser alfabetizado ou bisbilhoteiro. Por coincidência, no mesmo dia que retirei o registro profissional aconteceu a comentada decisão. Ficou-me a impressão que todo esse estudo simplesmente não é valorizado, afinal qualquer cidadão pode acordar e pensar “que dia bonito, acho que serei jornalista”. Sem contar os reais motivos que levaram ao elástico placar, atender as grandes corporações e manter um discurso pífio de liberdade de expressão – que não existe ou deixa de existir com a falta de diploma.

    Grande abraço

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  • 24/06/2009 - 21:49
    Enviado por: Pedro Brandão Ramos

    Marcelo, sou obrigado a discordar de ti. Sinceramente não sei no que a decisão do gilmar/stf contribuirá para a nossa profissão. Por mais que a faculdade tenha sérias limitações, penso que isso não a torna dispensável, pelo contrário; deveríamos lutar por um ensino cada vez melhor.
    Em muitos momentos -muitos mesmo- esta pergunta também me aparece. É so ligar a tv, ler alguns jornais e deparamo-nos com uma quantidade imensa de absurdos e asneiras. Dá vontade de pegar o diploma e colocar no vaso mesmo. Todavia, lutemos então pela melhoria do jornalismo brasileiro, formando melhores profissionais. Será que a ausência de diploma melhora os pontos que questionas?
    Os conceitos que na minha cabeça formam um jornalista vão além de ser alfabetizado ou bisbilhoteiro. Por coincidência, no mesmo dia que retirei o registro profissional aconteceu a comentada decisão. Ficou-me a impressão que todo esse estudo simplesmente não é valorizado, afinal qualquer cidadão pode acordar e pensar “que dia bonito, acho que serei jornalista”. Sem contar os reais motivos que levaram ao elástico placar, atender as grandes corporações e manter um discurso pífio de liberdade de expressão – que não existe ou deixa de existir com a falta de diploma.

    Grande abraço

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  • 25/06/2009 - 00:31
    Enviado por: Mariana

    Vixi!!

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  • 25/06/2009 - 09:54
    Enviado por: Simone

    Ainda não tenho uma opinião pronta sobre este assunto, acho q quem fez/faz jornalismo está em um grande dilema.

    Ahh Otavio, eu amava o programa Fanzine.
    Marcelo vc poderia voltar a fazer TV…

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  • 25/06/2009 - 09:55
    Enviado por: Otavio

    Para quem já está na área é mais fácil jogar o diploma no lixo mesmo, não precisa correr atrás de muita coisa…

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  • 25/06/2009 - 13:23
    Enviado por: kelly marciano

    ai marcelo, te amo…
    concordo tanto que nem tenho o que comentar.
    o povo reagindo como se estivessem proibindo a faculdade. na verdade, acho que discutir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo é um desvio da questão principal. todo esse povo que tá reclamando fez/faz faculdade só pelo diploma? que faculdades são essas de onde, após 4 anos, só se salva o diploma?
    faculdade pode ser legal. eu acho legal. e eu tô me lixando pro diploma.
    ah… vou te copiar e colocar meu diploma da fundação getúlio vargas no meu lavabo. a emma thompson guarda o oscar no lavabo, lembra dessa história?

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  • 25/06/2009 - 19:03
    Enviado por: Larissa Rosa

    Estava esperando um post seu sobre o diploma…

    Sou estudante de Jornalismo…
    Diferentemente de muitos, não estou desesperada com o fim da obrigatoriedade do diploma. Sempre achei que a competência que eu pudesse/posso vir a adquirir não estaria atrelada exclusivamente à faculdade e ao diploma.

    Ao mesmo tempo, porém, fico um pouco balançada com algumas questões – talvez seja inevitável para alguém que acaba de ingressar na faculdade.
    Fico pensando que o curso torna-se banalizado demais… E algo tão importante, que eu acredito ser o Jornalismo, torna-se apenas uma especialização. Não acha?

    De qualquer forma, antes uma especialização do que nada. Acho que tudo ficou muito a Deus dará… E é preciso algum tipo de regulamentação.
    “Defendo, para início de discussão, que a prática só seja permitida a pessoas com formação universitária (em qualquer área, inclusive jornalismo), mais um curso de especialização técnico.” Assino embaixo, também.

    Mas, apesar de tudo, acredito que empresas sérias permanecem com um critério rigoroso de seleção dos profissionais…. O que apenas valoriza os bons, sejam eles de jornalismo ou qualquer outra área.

    Enfim, não sou contra o fim da obrigatoriedade, mesmo que algumas questões ainda gerem muitas dúvidas para mim.
    Ainda assim, desistir da faculdade não me passou pela cabeça em momento algum. Afinal, não estarei perdendo nada, não é mesmo? Aliás, penso que estou só ganhando.

    Abraços!

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  • 01/04/2010 - 19:34
    Enviado por: IONE

    Marcelo,eu queria comprar o pacote com todos os programas fanzine. Como posso fazer? aquele foi um dos melhores programas da tv brasileira, senão o melhor mesmo. Eu soube que a tv cultura vendia o pacote com todos os programas,mas já foi há muito tempo. Tenho certeza que voce vai me orientar legal. abraços e beijos,te amo fanzinamente. ione

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  • 04/04/2010 - 21:36
    Enviado por: IONE

    E antes que eu me esqueça tb amo a bandafanzine !!! ione

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  • 23/08/2010 - 11:07
    Enviado por: raphael

    diplomaparatodos@hotmail.com adquira ja o , seu totalemente registrado e publicado no D.O.U.

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  • 29/09/2011 - 12:26
    Enviado por: suelen

    nossa vinde de ti,
    agora tenho certeza que precisamode diploma sim
    etica,educação se aprende em casa?
    tem certeza . opa ! então porque temos vidas sendo destruida com falat dela ?
    opa ! di novo, perai valores e adquiridos com estudo, e estudo temos em uma faculdade sim.
    O jornalista precisa de diploma sim!
    so nao precisa para as familiazinhas controlarem o monopolio da imprensa.
    perai deixa eu pensar são 5 familias felizes

    repense sua teoria

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  • 14/02/2012 - 04:45
    Enviado por: Uagadugu

    Pelamordedeus. NÃO quero ser jornalista! Gosto de EDITAR vídeos, e SÓ. Porque diabos, a profissão de “Editor de VT”, está incluída na legislação do radialista/jornalista que precisa ser diplomado? Se exerço a profissão ha mais de 20 anos como “Editor de VT”, mal ou bem, é problema MEU e do CONTRATANTE. Comparar um DUBLADOR com um JORNALISTA???????? Comparar um CENÓGRAFO com JORNALISTA???????????? Comparar um OPERADOR DE VT com JORNALISTA??????? Comparar um TÉCNICO DE MANUTENÇÃO com JORNALISTA??????? O que, me expliquem, tem a ver um profissional que somente limpa cabeçotes de um VT, com o JORNALISTA???? É ÓBVIO que um TÉCNICO EM MANUTENÇÃO, diplomado em JORNALISMO, é melhor. Mas então por que não se cobra DIPLOMA de ELETRICISTA ao JORNALISTA? Aliás, se você pilota aviões e também é formado em JORNALISMO, muito bom, PARABÉNS! Afinal de contas, se o PILOTO DE AVIÃO não souber se expressar, ele mata todo mundo? Ou ele precisa expressar somente, e bem, os códigos próprios da função que ele exerce? Vocês ficam batendo cabeça como crianças, enquanto na verdade, na rua, na realidade, ESTÃO APAVORADOS com os BONS autodidatas, achando que todos eles são “o sobrinho do patrão”. Saibam SEPARAR as coisas. EU NÃO QUERO DIPLOMA! EU QUERO SABER AS DIFERENÇAS ENTRE UM MINIDV E UM DVCAM! QUERO SABER AS DIFERENÇAS ENTRE FINALCUT E PREMIERE! E quero saber TUDO sobre isto, para PODER TRANSFORMAR EM VERDADE PALPÁVEL, A DIGNIDADE DO BOM JORNALISTA DIPLOMADO. E só.

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