Matéria do Ubiratan Brasil no ESTADÃO de ontem deu um desânimo danado em quem trabalha com cultura neste PAÍS.
Uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro descobriu que o brasileiro hoje aumentou a sua ida ao cinema e manteve o mesmo índice de visita ao teatro e shows que em 2007, mas lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança.
O levantamento feito em mil domicílios de 70 cidades procurou detectar a visão do brasileiro sobre atividades culturais e o que o leva a procurá-las.
60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma das atividades como ler um livro, assistir a um filme, visitar exposições, ir ao teatro ou a espetáculos de dança. Em 2007, eram 55%.
Problema deles, penso indignado com meus botões.
Apenas 23% disseram ter lido um livro. Em 2007, eram 31% das pessoas consultadas. 60% responderam não ter o hábito da leitura, e 22% afirmaram não gostar de ler.
“A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros”, escreveu Bira.
38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de teatro, e 27% afirmaram não gostar de assistir a uma peça teatral.
Os números de 2009:
23% leu um livro
20% foi a um show
18% foi ao cinema
6% viu uma peça de teatro
4% visitou uma exposição de arte
4% assistiu a um espetáculo de dança
Qual o hábito cultural mais praticado?
68% responderam televisão.
Precisa comentar?
Lembrei-me de um amigo brasileiro que mora em PARIS há anos, reclamando que para xavecar as francesas é preciso ter lido tudo, visto todos os filmes. Que o portfólio cultural é analisado nos primeiros encontros. E que elas são muito cabeça. Precisa de muita concentração nos primeiros encontros. Meu amigo sofre um estresse. Está sozinho há meses.
O que adiantaram as diversas feiras de livros e bienais, investimento pesado que mobiliza todo o mercado na missão de formar público no Brasil?
E as milhares de palestras que dei em escolas e faculdades, sem cobrar cachê? E as linhas gastas em revistas, jornais, blogs, indicando livros, peças, filmes? Qual o papel das escolas, das professorinhas de literatura?
A cultura do brameiro e do abadá predomina. “Vamos pular, sai do chão! Joga este livro fora, deixa de ser nerd!”
Eu desisto. Jogo a toalha. Que fiquem ignorantes os que assim desejam. Que ler, leu.
E vou continuar lendo.
Hoje mesmo, vou ao lançamento do livro do meu amigo MARCELO MIRISOLA.

Quarta, tem estreia do Timão na LIBERTADORES. Lá vou eu, favelado-maloqueiro-sofredor, para o estádio!
Quinta, debaterei literatura com MÁRIO BORTOLOTTO e J B MEDEIROS no ITAÚ CULTURAL. Depois tem show do INSTITUTO no STUDIO SP. Se eu aguentar…
E no findi pegarei um cineminha, uma peça e terminarei FILHO DA MÃE, livro do BERNARDO CARVALHO indicado pela MANU, que estou adorando.
+++
Mas há uma esperança. Como a campanha iniciada pelo amigo baiano ROBÉRIO.
Que queimou o primeiro abadá no FAROL DA BARRA logo depois do CARNAVAL.

que desiste, que nada! olha você aí, gritando e chacoalhando as cabeças alheias por um respiro, um segundo de atenção ao que é realmente importante.
enquanto vc pensa que desiste, suas palavras estão sendo retweeted por aí!
to fazendo minha parte.
Maravilhoso texto, é triste a situação cultural que se encontra nosso país. Certa vez fui a uma entrevista de emprego, e quando disse que tinha como hobie a leitura, o recrutador riu de mim.
O que mais é preciso mostrar de exemplo para ocorrer mudanças na visão cultural da sociedade brasileira? Hoje em dia se preocupam demais com quem vai sair do Big Brother, e quem vai ser a proxima do José Mayer.
Marcelo, sou um fiel leitor seu,
e um fiel torcedor Corinthiano.
Parabens
[/gostei muito quando chamou o Santos de time sem expressão em ‘Feliz Ano Velho’
Juan Perazzo, 18 anos São Paulo
uma blogueira perguntou q horas q eu tinha tempo de ver filmes na tv a cabo. aí ela disse q só consegue ver diariamente a novela das 21h. eu disse q por não ver a novela das 21h eu conseguia ver muitos filmes na tv a cabo q começavam às 20h e acabavam antes das 22h. se eles não encontram nem tempo entre as novelas pra ver filmes na tv, que dirá saírem pra ver algo. beijos, pedrita
Concondo com você, não se pode colocar a culpa na questõa financeira, existem muitas bibliotecas, sebos que podemos adquirir livros mais baratos ou mesmo a internet com seus sites de compra e venda, aliás comprei dois dos seu livros através do mercado livre.
Na minha cidade alguns museus promovem entrada gratuita um dia por mês e cinemas a preços populares. Também existe uma lei estadual que concede ao doadores de sangue 50% de desconto no ingresso de qualquer atividade cultural.
Para se ter cultura é só ter iniciativa….
pois é, o cara nunca lê, aí a inteligentsia diz pra ele ir lá e comprar um livro de um tal Mirisola. aí ele vai e compra. por isso é que o brasileiro não lê… em vez e indicar teus amigos “underground” indica alguém que saiba escrever, ajuda bastante.
vc jáo leu?
responder este comentário denunciar abusoCaio
primeiro aprenda a escrever e a se expressar, depois quando souber o significado de crítica, critique.
Que a grande maioria dos brasileiros não lê já não é novidade a muito tempo. Quem dirá ir ao teatro, exposições, cinema. Mas a falta de cultura não precisa se justificar somente por isso: existem programações culturais na TV, documentários interessantíssimos, filmes fora da cena hollywoodiana passando, discussões, etc, etc, etc. Quem tem cabeça fechada é porque quer. É claro que a maioria desses programas passam na TV fechada, mas já como você havia citado, não se trata somente da classe mais desfavorecida que não pode ter acessoa a ela.
É óbvio que não se compara à experiência de ler um livro, assistir a uma peça ou visitar uma exposição de arte. Mas quem sabe optar para uma programação mais enriquecedora seja o primeiro passo para essas pessoas saírem da inércia.
Não é de se admirar, Marcelo.
Num país onde o presidente se jacta de não ter estudado e diz que ler dá uma preguiça….
Esperar o que?
Avente timão amanhã.
Abraço
Acabei de postar um texto falando sobre livros. Não sou intelectual, mas não sou estúpida. A última coisa que eu faço quando tenho tempo livre é ver TV, mesmo com TV a cabo, não tem nada de interessante. Então, quando os meus amigos (tenho 19 anos) dizem que não gostam de ler, só sabem falar sobre big brother e lady gaga, me sinto o ser mais isolado da faculdade.
Sinto inveja das francesas…
Marcelo, essas coisas não são baratas, não. Quem não tem grana tem que escolher, priorizar, o resto fica na fila.
Comigo é assim: ou cinema ou HQ ou livro, ou meu ou das crianças (sim, as crianças, que o vínculo emocional é importante). Suado! E música é torrent, sinto muito.
Os altos preços em relação aos salários (e não falo do valor das coisas!) não causam o desinteresse, mas que são obstáculos para o acesso, isso são.
já tentou um sebo, os cinemas gratuitos do centro cultural, as peças do sesc, sesi ou a virada cultural? abs
responder este comentário denunciar abusoAh! E enquanto escrevia, minha filha perguntou quem você é. Acabo de prometer “Feliz Ano Velho” para ela.
*
O link desse post está no twitter do Forastieri.
Abraço!
promessa é dívida
responder este comentário denunciar abusoConcordo com você, é bom lembrar que a questão financeira nem sempre está atrelada a cultura,na minha cidade, Curitiba, existem muitos eventos culturais gratuitos, bibliotecas espalhadas ou podemos comprar um bom livro em sebo ou via internet. É só não se acomodar….
aqui tb, mesmo assim…
responder este comentário denunciar abusoQuem está realmente preocupado com a formação cultural de nosso povo, não pode desconsiderar um fator determinante no atual e decadente quadro: há um interesse dos governantes e poderosos em manter a população imbecil.
Rios de dinheiro são gastos para que a coisa continue como está.
Então, apesar de todo seu esforço, isso é muito pouco se comparado ao poder da mídia de formar opiniões e comportamentos.
É hora do pessoal acordar e perceber que as coisas não acontecem por acaso – há uma conspiração por trás de tudo isso.
Basta pesquisar que você encontrará com facilidade muita informação de qualidade sobre o assunto.
Pesquise por “Illuminati” e “New World Order”
hoje em dia é possível encontrar muito material até mesmo no Youtube. Documentários excelentes.
não desista, mas garanto que sua luta será muito mais eficaz se você conhecer melhor o inimigo.
Cheer up meu !
Dois vendedores de sapatos foram mandados para uma ilha onde so’ havia indios.
Um deles escreveu pra matriz: “pessimo local mercado inexistente”.
O outro escreveu: “excelente local mercado inexplorado”.
‘As vezes somos um, ‘as vezes o outro…
Abraco
muito boa a comparação.
responder este comentário denunciar abusoFala isso pro dono da Livrara da Villa e convença ele a abrir uma filial no Capão Redondo ou em Itaquera.
Gostaria, sinceramente, que nossos empresários fossem um pouco mais ousados nesse sentido.
Mas, não… preferem abrir uma Fnac nos Jardins…
Inacreditável.
É a única palavra que me vem à cabeça diante dos dados acima.
Não consiguo imaginar alguém que passe um ano inteiro sem ler um livro, ir ao teatro ou pelo menos ao cinema. Que fique o tempo todo na base da Tv…
O nível cultural da população é lamentável…
Pior de tudo que eu tento mudar a mentalidade do povo aqui de casa, incentivar que todos ao menos leiam um livro, deixem de ver as porcarias das novelas. Doce ilusão.
Infelizmente é a nossa realidade e não há muito o que possamos fazer. Ou há?
É realmente complicado ensinar o povo brasileiro!
Mas se serve de consolo. Você é um dos maiores responsáveis por eu possuir o hábito da leitura!
Obrigado!
Marcelo
Essa é a segunda informação no dia que me deixa meio desolado, a primeira foi que uma pequena cidade aqui do interior paulista, por “medida de segurança”, resolveu proibir através de Toque de Recolher que menores de idade não permaneçam nas ruas após determinada hora, 22h se não me engano. Achei isso um tremendo absurdo, querem diminuir os índices de criminalidade proibindo as pessoas de utilizarem o espaço PÚBLICO, ou seja, aumentando a sensação da rua como terra de ninguém. Na mesma reportagem foi perguntado para os cidadãos o que eles achavam da nova obrigatoriedade, e eles para meu maior espanto, concordavam.
A segunda notícia, como já disse, foi essa sobre os índices culturais do país. E acho que uma se casa perfeitamente com a outra.
Abraços
Ola marcelo..
infelismente com a tecnologia avançada ninguem mais quer saber de ler livros,nem quando precisão deles,é muito mais prático baixar o resumo na internet e pronto,tá lá tudo o que o livro tem de bom em poucas palavras..
eu prefiro muito mais ler um bom livro do que ver tv.
Pareçe que a modernidade deixou as pessoas um pouco mais “preguiçosas”,logo não precisarão sair de casa para fazer nada..infelizmente!
Pô não passaram na minha casa, assim a pesquisa teria mais um 000,1% de pessoas que leram, foram ao teatro exposições etc…
Faço porque gosto…
Abraço
Mas…………….. é assim que nossos governantes sempre quizeram o POVO…. bem ignorante, desinformado… e com um CABRESTO…. para poder direcioná-lo…..
Um POVO que acha que uma BOLSA GAS, BOLSA MISERIA… ja lhe é suficiente…. merece morrer PASTANDO
Marcelo, não desista! Isso é reflexo de um sistema educacional falho, onde professores mal remunerados e desestimulados tratam livros como obrigação, não estimulam o prazer da leitura (experiência própria). Sem generalizar, claro. A TV, o que falar? Pão e circo! Não é à toa que este eletrodoméstico – que domestica mesmo – teve a aquisição financiada pelos milicos naquela época. A tentação é grande, mas não desista! Não sei se serve de consolo, mas um dos primeiros livros que tive tesão de ler foi Blecaute. Desiste não, cara, resista. a recompensa valerá a pena.
É lamentavel ver estes programas de tv e deixar os livros que tanto acrescenta em nossas vidas
Oi Marcelo,
Não querendo defender a falta de cultura e tudo mais… mas essa pesquisa não parece meio incompleta?
Na era da informação, faltou a pesquisa de quem faz leitura diária na internet. Leitura boa como seu blog, por exemplo…
Não faz sentido eu abrir um livro e ficar lendo na mesa do escritório, mas não há problema em eu entrar diariamente e procurar coisas interessantes pra ler rapidamente na internet. O futuro é aqui, na tela do computador…
Bjos!
Eu não desisto, não me canso de incentivar todos à minha volta e fico mais motivada quando o retorno é positivo, mesmo que de apenas uma pessoa.
E você também não irá desistir ou esse blog irá morrer!
Bjs
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Vamos lá, Paiva!
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23% leu um livro
20% foi a um show
18% foi ao cinema
6% viu uma peça de teatro
4% visitou uma exposição de arte
4% assistiu a um espetáculo de dança
1% desistiu
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Vamos mudar um pouquinho?
1º não desistiu em incentivar a leitura
responder este comentário denunciar abusoInfelizmente sou obrigado a concordar com o Marcelo parcialmente. Primeiramente, teatro e artes plásticas são entretenimento para poucos, por localizarem-se em áreas centrais e em horário em que os trabalhadores não conseguem voltar para suas casas e descansar após quase 9 horas de trabalho.
O cinema é uma alternativa que a maioria se utiliza, devido a flexibilidade de horários e temas.
Como em um país iletrado, em que muitas das pessoas na “casa” dos 40 ou 50 nunca tiveram esse hábito, não devido à preguiça, mas sim por atravessarem uma infância difícil e sem dinheiro vão “consumir” arte de forma “europeia”.
Eu leio em média 30 livros por ano, assisto em média 2 filmes por semana e ainda faço pós graduação. Já meus pais, trabalhadores desde criança, não tiveram como adquirir este hábito cultural e nem vão adquirir.
Sinceramente, este post é do típico “berço de ouro”, que estudou nos melhores colégios e teve suporte durante a juventude para o acesso às artes.
Diferentemente de um pedreiro desde a sua infância que teve de para de estudar na terceira série para sustentar sua família. Claro que ele não conseguirá transmitir estes hábitos para seus filhos, pois ele mesmo nem conhece isso. A Televisão está ao alcance das mãos, enquanto as artes são intelectualizadas, cheias de críticos e entendidos.
A comparação entre o Brasil e Paris foi de extrema infelicidade, devido ao tempo de cada nação, recursos, investimento em cultura.
No século 16 os franceses podiam ler Dom Quixote e os índios brasileiros, liam o quê?
No final do século 18, os europeus promoviam eventos culturais, já os escravos (negros e índios) trabalhavam quase 16 horas por dia.
Realmente podemos equiparar os dos países.
Eu também tenho raiva deste nosso país aculturado, mas não é simplesmente um problema da “cultura do trio elétrico”, mas sim um aspecto social, que lentamente vêm sendo derrubado. Pouco a pouco, devido a diversas ações culturais( e não reclamações), as novas gerações vêm tendo acesso ao imenso leque cultural.
Creio que em uns 10 ou 20 anos podemos ter uma nação que ostentará grandes pilares culturais.
Martins, gostei do seu posicionamento. Os problemas da falta de interesse pela leitura começam na escola. Os alunos sentem que o ato de ler como uma obrigação. Os professores deveriam estimular mais a leitura com debates sobre o livro e outras atividades correlatas. Deveriam tentar fazer com que a leitura seja um momento prazeroso, de curtição.
Apesar de você considerar este post típico de “berço de ouro”, não podemos deixar de louvar que o Paiva está tentando incentivar o hábito da leitura. Se não tem alguém que conseguiu obter bons estudos e deseja repassar o seu aprendizado para os outros, como iremos se tornar pessoas letradas? Precisamos de pessoas para nos ensinar, estimular e aconselhar e o Marcelo é uma delas.
De fato, não dá para comparar o Brasil com a França. De qualquer forma, a França é um exemplo que o nosso país pode seguir. Como o Brasil foi descoberto em 1500, houve poucos avanços na educação e nas outras situações de vida. Deveria estar muito melhor que hoje. E teve tempo para isso. Vamos continuar esperanços de que o Brasil vai ter um povo que adora ler.
responder este comentário denunciar abusoBrilhante comentário!
responder este comentário denunciar abusoOi! Não sei se ajuda, mas saiba que, na semana passada, comprei dois livros mencionados por você aqui. Abraço
Marcelo sou sua FÃ ![]()
Li o seu Livro Feliz Ano Velho para um trabalho da faculdade e nossa me apaixonei pela sua literatura é incrível!
Olha só vou te mandar o link do meu blog e queria muito que se possivel você desse uma olhada Okay ?
http://omeumundoagoraeseu.blogspot.com/
Beijos e obrigada
O que eu mais gostava na época de escola: Literatura e as aulas de teatro; me lembro que encenamos “o Auto da barca do inferno”… tinha 15 anos e foi quando me apaixonei por teatro! Hoje em dia, parece que não existe tanto incentivo…
Beijos
E VAI CORINTHIANS!!
Você não desiste. Está aqui contando para a gente. Além da televisão, o brasileiro gosta demais do futebol. E não se importa em comprar um ingresso para ver o jogo. Pena que a importância não é a mesma para a compra de um livro. Uns dizem que não tem dinheiro para isso. É mesmo? Dinheiro para ver jogo tem. Como você costuma acompanhar os jogos, aproveite perguntar para todos os torcedores se gostam de ler. Quantos seriam? Tenho esperança de que um dia a leitura vai se tornar um hábito prazeroso como o futebol.
Várias vezes pedi livros para ganhar no meu aniversário, no natal, na brincadeira de amigo secreto, etc. Já me deparei com a seguinte pergunta: “Por que você não pede algo para você mesma como roupas?” Ué, livro não é algo para mim? Se roupa veste o corpo, o livro veste a mente.
Caro Marcelo.
No interior não tem cultura.
Só na capital.
E como as capitais são poucas.
É isso.
Tudo depende de um direcionamento proveniente ou do povo (difícil) ou do governo, para que a cultura do brasileiro deixe de ser a televisiva e passe a ser mais sensorial. Abraço.
O pior de tudo isso é que existem investimentos gigantes, como as bienais, que cobram entrada, reforçando a minha tese.
O problema é que não há facilitação no acesso a cultura neste país. As coisas começaram a mudar nesta década.
Eu não gosto de literatura periférica, já que na minha opinião, ela distorce a lingua. cria maneirismos e limita o pensamento individual, tratando tudo como uma luta de classes eterna. Mas este é um caminho viável, são realizados encontros poéticos, oficinas e também são vendidos os livros destes autores na própria comunidade. É um caminho que já está sendo percorrido. Uma iniciativa ótima, embora tenha suas limitações.
Infelizmente a ARTE é diferente de ENTRETENIMENTO, um é massificado, o outro é sublime.
Vou aos jogos, vou até em caravanas para fora do estado e do país… sempre acompanhando o CORINTHIANS, e quando vou para um lugar distante, sempre levo comigo um livro… se não estou no estádio, estou no teatro, numa sala de cinema, exposições; pessoas são únicas. Algumas conciliam a diversão e o intelecto, outras não, o que se pode fazer… Marcelo, estou quase desistindo…
Garanto que na numerada o número de pessoas que frequenta teatros, cinemas (enfim…) é maior do que na arquibancada!
“…eu vou de arquibancada pra sentir mais emoção!”
O FUTEBOL, QUERENDO OU NÃO, É PARTE DA NOSSA CULTURA.
EXISTEM LIVROS, PEÇAS DE TEATRO E FILMES QUE TRATAM SOBRE O ASSUNTO!
Saudações CORINTHIANAS.
Olá uma das piores coisas que exitem no mundo é rico passar imagem de pobre você escreve no blog ” sou corinthiano maloqueiro sofredor ” acho que você pegou pesado nessa frase não é aquele ator o Dan stubah igual a você diz que é corinthiano mais ele mora em um bairro de classe alta de SP estranho vocês dois querem fazer parte do povão muito estranho !!??? Até !
Concordo em partes Edson.
Paiva, gosto do seu trabalho, mas vc escreveu algo muito depreciativo, principalmente para mim e amigos professores. Quero saber em quais escolas vc foi dar palestras?
Queria muito, mas muito mesmo que vc fosse em uma escola pública dar palestras, se um aluno ouvir vc e ficar quieto, fique feliz!
Lá há alunos que nem ler e escrever sabem e as “professorinhas de literatura” tem que alfabetizar novamente, isto são alunos de ensino médio.
Alunos que só vão à aula pelo bolsa família ou pelo “leite ninho”, alunos que qdo vc solicita um livro para ler e tem na biblioteca da escola manda vc se fuder, ou fala que não vai fazer. Vc precisa conhecer e muito a realidade das escolas públicas e da periferia, e vc como ninguém sabe que os políticos tentaram resolver isto com a progressão continuada e no que deu? Alunos faltando com respeito com “professorinhas” pq não serão reprovados.
Tem q gostar muito para ser “professorinha de literatura”, pq até em faculdade os “aluninhos” não querem e não sabem ler ou interpretar NADA!
Vc desiste, mas se 1% em sala de aula se salva, a “professorinha” aqui fica feliz!
Abraços
responder este comentário denunciar abusoconcordo, em escolas públicas são bem complicado trabalhar!
responder este comentário denunciar abusoeita, comeram o coments da minha irmã! rsrs
responder este comentário denunciar abusoCORINTHIANO, MALOQUEIRO E SOFREDOR É UM ESTADO DE ESPÍRITO E NÃO CONDIÇÃO FINANCEIRA! AHAHAHAHAHAHA!!
Quem não é, nunca vai entender…
Para Sr. Edson :
Então Corinthiano tem que morar na favela?
“Dan stubah igual a você diz que é corinthiano mais ele mora em um bairro de classe alta de SP ”
É por isso que tem muita gente que tem que ler, parar de ficar só assistindo TV…
Quanto preconceito Sr.Edson, quantos anos você tem? Quinze?
Mó merda, mas, infelizmente, nem chega a ser uma surpresa.
Basta andar de metrô e ver que não se lê mesmo. Ou peça sem famoso, ou cinema sem efeito, ou livro sem ajuda, ou…
Uma pena.
E Mirisola rocks.
abs.
f.
Fernando, concordo mas acho que isso está mudando um pouco…
Outro dia eu li uma reportagem sobre as máquinas de livro do metrô, que vendem até títulos clássicos por preços bem acessíveis, e que estão vendendo muito bem! Ou seja, livros estão sendo comprados, é um avanço!
E o que falta é esse incentivo mesmo… pessoas que talvez “nunca” entrariam em uma livraria, compram o livro pois ele está lá, na cara delas, sem elas precisarem procurar… é levar a cultura à população, e não o contrário…
[]‘s
responder este comentário denunciar abusoComo se a “cultura do trio elétrico” fosse a culpada por esse país jovem que começa a engatinhar culturalmente, estar tão carente!
Ao invés de deisitir, esqueça um pouco(só um pouco) a crítica, saia do campo das palavras e comece a agir! É fazendo a nossa parte que contribuimos para a construção de um país melhor. E pode parecer piegas, mas é, ao menos, uma saída!
O Brasil é um país atrasado culturalmente, infelizmente. Grande maioria da população diz gostar de meios mais práticos; atribui-se aí a televisão, computador e outros meios práticos. Mas esquecem-se dos livros, busca por conhecer outras culturas, nacionais e internacionais. E é muito triste ver como a maior parte da população encara um evento popular como o futebol e achar que virar o estádio ao avesso é prova de coragem e bravura. Mas felizes os que tem sede de conhecimento e crescimento intelectual. Enquanto restar um “culto” o mundo ainda estará em pé! Parabéns aos dedicados na área educacional cultural!
São vários lados a analisar:
-O governo não tem interesse de deixar a população mais “inteligente”;
-Em escolas públicas os professores fizeram como o Marcelo mencionou, mas não cumprirá: desistirão;
-A localização realmente é restrita;
-O tempo tbm ajuda a estragar.
Mas nem por isso está tudo perdido.
Nem mesmo pessoas que passaram por dificuldade financeira, infância precária e dependeram do governo todo o tempo, tem a chance de dar a volta por cima. Apesar do apoio á cultura ainda ser regrado, temos ótimas bibliotecas como a do CCSP que empresta livros e tem um acervo enorme; companias de teatro que se apresentão gratuitamente; dias de exposição gratuito e cinema a preços populares SEMPRE.
O que FALTA é estímulo.
Eu sou moradora da ZL que tem o título de “cultura marginalizada” em sua maioria e sou assidua por leitura, cinema, teatro. etc.
E além de tudo, fico 10h por dia no trabalho e a noite encaro mais 4h de aula. Como eu consigo tempo pra me “aculturar”?
É como nos disse um prof. segunda-feira:
“Quanto maior a audiência, menor o vocabulário!”
Marcelo, não adianta cobrar atitudes de pessoas que jamais tiveram contato com esse tipo de prazer que você tem. Milhões de pessoas nem sabem o que é Rodin, e se você disser “Picasso” ao lado delas, vão rir ou se sentirem ofendidas. É triste, trágico, mas nem todo mundo faz isso por mal ou porque quer.
Você conhece alguém que more nas periferias mais distantes da cidade de São Paulo? Sabe o que é preciso passar pra ver um show no Centro Cultural?
Exposições, shows, museus, etc. são localizados no centro da cidade. O transporte coletivo é ruim, as distâncias, gigantescas. As pessoas trabalham em serviços degradantes durante a semana, enfrentam verdadeiras batalhas no caminho entre a casa e o emprego. Nos momentos de lazer, não parece atrativa a idéia de ter que encarar novamente a condução por tantas e tantas horas. Costumo dizer pra minha mulher: pra assistirmos a uma peça ou filme de duas horas, nos ausentamos de casa por no mínimo 6 horas, perdendo tempo e energia preciosos. Nem por isso desisti.
Eu vim de uma cidade do interior, que tinha biblioteca, cinema popular e teatro do Sesi a 15 minutos de casa. As distâncias são menores, as 24 horas do dia rendem mais. Frequentava com meus amigos e tinha uma boa vivência cultural.
Aqui em São Paulo, morando no extremo da Zona Leste, fico isolado de muita coisa. Eu simplesmente não tenho como sequer passar perto disso tudo que você fala. Aliás, você fala como se tudo tivesse ao alcance das mãos (fácil pra quem morou a vida inteira nas regiões centrais da cidade).
Eu tenho todo o interesse do mundo por leituras, exposições, teatro. Mas como posso consumir isso morando quase 40 quilômetros distante do centro? Acha mesmo que dá pra encarar 2 horas e meia de ônibus e metrô (só de ida) durante os fins-de-semana (único momento que eu tenho para descansar, arrumar e limpar a casa – sim, eu e minha mulher não temos empregada)?
O pessoal aí comentou sobre os sebos. Alguém já viu um sebo de periferia? Ou alguma biblioteca pública? Já viu o tipo de livro que é ofertado por lá? Todos acham que encontraremos Hemingway, Chopin e Woody Allen nos parcos serviços culturais que temos à disposição nos bairros mais afastados?
Por fim, quero comentar sobre a oferta de serviços gratuitos. Em São Paulo há uma demanda reprimida por tudo que é tipo de lazer. Por isso, qualquer oportunidade de se divertir gratuitamente é disputada a tapa. O Ibirapuera vive lotado a ponto do ser difícil encontrar lugar pra estacionar. Nas promoções de teatro, as atrações mais interessantes ficam absurdamente concorridas, com filas quilométricas (quem tem condições de ficar, durante o dia, em horário de expediente, 2 ou 3 horas numa fila pra pegar ingressos grátis de teatro?). Nas Viradas Culrurais (uma iniciativa louvável), a lotação é tamanha nas atrações “indoor” que a gente acaba tendo que se contentar em ficar na rua, vagando de um lado pro outro e torcendo pra aparecer alguma coisa legal. Mesmo em lugares como Itaú Cultural, Centro Cultural Vergueiro e outros, quando há alguma apresentação gratuita, as filas se tornam intransponíveis (imagine o que é trazer a sua mulher, de salto, para ela ficar mais de 2 horas numa fila de ingressos, depois de encarar mais outras tantas na condução até o centro, para, no fim, o guarda nos avisar que os ingressos se esgotaram).
Sem contar que, mesmo existindo na periferia locais onde se poderiam realizar boa ações, não há interesse (público ou privado) em promover eventos de qualquer tipo (por que só temos shows grátis de jazz no Parque Villa Lobos e nunca, jamais, no Parque do Carmo, que é muito maior?).
Eu ainda tive a chance de ter uma educação razoável em outra cidade, onde a cultura era acessível à maioria da população. Agora, imagine quem sempre viveu essa vida de isolamento nas periferias das grandes cidades? As pessoas simplesmente nem ficam sabendo sobre o que rola na cena cultural.
Espero, sinceramente (e falo isso como seu fã), que reveja essa sua postura. Não confunda desconhecimento com desinteresse.
Há uma diferença colossal entre Paris e Guaianases. E isso não é “desculpa” para não se consumir mais cultura.
Você tocou nos principais pontos, como eu já havia dito no meu comentário anteriormente. Creio que esta confusão é um “problema de berço”, ou um olhar de 90° para a questão da leitura no Brasil.
Foi um post infeliz
responder este comentário denunciar abusoInfelicíssimo.
Uma pena…
Mas Marcelo, esse Brasilzão é uma coisa inexplicável, viu?
Não tenha dúvidas: o mesmo sujeito que “pula e sai do chão” no carnaval, vai a teatro, lê…
E numericamente falando, seria imposspivel que fosse de outra forma, já viu aquele mar de gente nos carnavais e em micaretas? ![]()
Gde abç!
Caro Marcelo!
Sou uma das “professorinhas” de literatua, trabalho em uma escola estadual na periferia de Guarulhos.
Faço o que posso e o que não poderia para “infiltrar” o vício da leitura nas minhas crianças-adultas (EJA). E saiba, por 2 anos vc ocupou boa parte das minhas aulas: seu livro, o filme, suas matérias e tentei várias vezes ter sua presença (sem cobrança de cachê), mas nunca obtive resposta dos email´s enviados. Quem sabe agora seja o momento!!
Apenas resumindo, a periferia padece de oportunidades, não basta ter teatro de graça no centro da cidade de SP, quem está no extremo leste não consegue chegar lá.
Agora temos o teatro Adamastor e o Padre Bento em Guarulhos, estão ativos, e, por sorte, sempre cheios.
Por favor, prepare-se para nos visitar, vou esperá-lo com as minhas crianças, todos gostarão de ouvi-lo. Sou sua fã. Abraços
Marta Baggio
Bom… Vou falar por mim quanto a experiência cultural. Estudei até o segundo colegial em escolas públicas, não tinha curiosidade para o mundo cultural, os professores de português/literatura que tive até se esforçavam um pouco, mas eu não me empolgava, por pura preguiça. Acho que até meus 18 anos li no máximo 5 livros (porque fui obrigada). Em criança lia muito gibi da Turma da Mônica, mas não evoluí. Ironicamente comecei a ter contato com esse mundo fuçando no Orkut, fuçando perfis, comunidades com nomes de autores, músicos importantes e etc. Mas não mudei da água pro vinho não, continuo preguiçosa e eu sei o quanto isso é ruim, mas melhorei um pouco, mês passado li 3 livros bons, mas é por época, já passei 6 meses sem ler nada. O brasileiro tem preguiça de pensar, não tem preguiça de por a mão na massa, trabalhar feio um condenado, mas tem preguiça de pensar.
E alguns são até orgulhosos, se você sentar pra conversar com alguém sobre esse assunto uns irão até achar que você está se exibindo. Triste, mas é.
Outros vão dizer que isso não é pra eles, que eles não tem vida de madame pra sentar e ler um livro. (Estranha a comparação né? Mas já vi gente achar que cultura é coisa de gente rica.)
Não sou contra a cultura “Pula, sai do chão!” desde que não tenha alienação. (rimou hahaha)Aliás até a alienação cultural pode ser ruim, pois isso pode nos tornar preconceituosos achando que tudo que é de grande massa é ruim e não é bem assim.
Então mesmo que o incentivo seja fervoroso, antes precisamos aprender a não ter preguiça de buscar o melhor, de ter curiosidade, pra não se contentar com pouco, e isso já envolve outro mundo, bem mais complicado de mudar, auto-estima pra buscar o melhor, autonomia pra não se deixar levar pelas massas facilmente, paciência e humildade pra entender que vamos passar a vida toda aprendendo, entusiasmo pra fazer tudo isso girar. Podemos aprender tudo isso justamente lendo bons livros (e eu não estou falando sobre os de auto-ajuda =P) mas se não tivermos um pouco de cada coisa pra dar o primeiro passo, nada vai adiantar. É o que acho…
Eu já desisti faz tempo. O povo não quer solução, mas entretenimento. Peça a eles pra pensar, refletir…Só sabem repetir o JN e Fantático, são pautados pela TV.
Lamentável? Sim. Mas cansei de gritar. Faço a minha parte, minha filha de 3 anos tem mais de 40 livros (contando a herança deixada pelos pais) e toda noite contamos histórias. Os filmes preferidos dela são Magico de Óz e Fábrica de Chocolate(antigo).
Mas sabe que tenho até peninha dela, vai se sentir deslocada quando for adolescente e em volta só falarem de crepúsculos da vida. Mandarei ela pra França.
Abraços
bien sur…
responder este comentário denunciar abusoEu acho que vocês devem viver em uma grande bolha, em que a cultura está ao alcance dos dedos, do outro lado da rua.
Receio dizer que vocês também têm culpa no cartório sobre isso.
responder este comentário denunciar abusoPior de tudo isso é que quem Lê e se interessa por cultura fica alienado. Quando eu disse que li A Comédia Humana e assisti Era Uma Vez na América meus amigos me olharam como se eu fosse uma extraterrestre. Me sinto isolada nesse mundo ignorante, mas é que o problema é caótico no interior, aí em Sampa me sentia muito melhor.
Assisti “Era uma vez na América” quando eu tinha uns 15 anos, numa roda de debates de cinema em uma cidade do interior de SP com menos de 6 mil habitantes.
Aqui na capital eu moro num bairro cujo cinema mais próximo dista 10 km da minha casa.
E, claro, só passa de “Crepúsculo” pra baixo.
Se eu quiser assistir filmes que fujam ao circuito blockbuster, tenho que, no mínimo, ficar 2 horas sacundindo em pé em 3 conduções.
BEM relativo esse lance de que “São Paulo tem de tudo”.
responder este comentário denunciar abusoGente que queima abadá, pff.
Aposto que são um bando de chatos esses caras, que se acham MÓ CABEÇA só porque já leram Kerouac, Joyce, Dostoiévski…
Se professores tem o costume de IMPOR livros chatos aos alunos (que, aliás, vc mesmo, Marcelo, afirmou que faria o mesmo), é óbvio que muitos deles irão crescer sem o hábito de leitura.
Aliás, já reparou que gente que faz comentários do tipo “o povo não lê”, “o pessoal não tem cultura”, geralmente são aqueles que dizem que gostam de algumas coisas só porque “pega bem” dizer que gosta?
Aposto que esses que queimaram abadá dizem que gostam de Cidadão Kane.
olá Marcelo!
Recebí uma indicação do meu professor de literatura
para ler seu livro “Feliz ano velho”.
Fazia um bom tempo q ñ tinha lido um livro tão bom,gostei muito.Agora tenho um seminário pra fazer sobre um livro, e foi ele q escolhí.
gostaria de saber o que você quiz passar para nós leitores sobre a capa do livro.
Um grande abraço!
Em relação a cimena e a livros creio que seja complementares,adoro ler livros e depois ve-lo
no cinema.Mas a maioria das pessoas buscam o mas prático e útil infelizmente!
grande abraço!
Marcelo, há de se colocar que cobrar entre R$ 40 e R$ 60 em um livro não ajuda em nada essa situação.
Em relação a cimena e a livros creio que seja [sejam]complementares,adoro ler livros e depois ve-lo[s]
no cinema.Mas a maioria das pessoas buscam o mas [mais]prático e útil infelizmente!
grande abraço!
Temque ler MAIS!
Você é mesmo estúpido.Na verdade, desde aqueles comentários sobre a Juliana Paes eu tinha percebido isso…Agora vem com esta: responsabilizar quem não tem acesso à cultura pela falta de gosto por ela é demais!!!
Nunca mais leio texto seu.
Vc escreve como se o brasileiro tivesse culpa por não ter hábito de ler. Isso é quase a mesma coisa que culpá-lo por não ter um prato de comida sobre a mesa, com a diferença de que comida se come com gosto e, mais ainda, por necessidade; livros, não. De quem é a culpa? Somente dos professores? Não! Muitos, em razão dos mesmos problemas, nem se formaram leitores de fato. Dos pais, idem. Tem que se levar em consideração nossa formação histórica e cultural: colonialismo, coronelismo, duas (?) ditaduras etc. ect. etc. Enquanto vivermos num sistema cuja educação é “alta-cultura” para alguns; ignorância para a maioria, não há como culpar somente o brasileiro, ou o preço do livro (que, aliás, é um roubo), ou até mesmo pais e professores.
até qdo vai-se ficar com esse nhé nehé nhée de é culpa de fulano , de ciclano e da pqp?!?
sobrevivemos a colonialismo, coronelismo, ditadura, colonoscopia lulista…
para com esse bla bla bla, hoje em dia qqer pessoa tem acesso a informação e cultura , é só levantar o * da cadeira e parar com essa preguiça “deitada eternamente em berço explêndido” e parar de esperar que o “salvador” vai nos resgatar amém.
como a gravidez na adolescência, uso de fumo e drogas , a falta de leitura hoje em dia é por opção e não por falta de informação.
dixe!
responder este comentário denunciar abusoamigo, qto odio! em poucas palavras, vc disse tudo; ou melhor, mostrou quem realmente e´: somos todos preguiçosos, nao e mesmo. “Ai, que preguiça”, como disse certa vez seu heroi predileto!
Deixa eu te dizer uma coisa: tenta viver no extremo da cidade, depois discutimos sobre “acessos”. Ok?
responder este comentário denunciar abusoE se quiser desistir, faça como quiser… Mas saiba que tem bastante gente lutando para fazer o Brasil um país de leitores. Voce vai ver… Um abraço, Magnólio S.
MUITO BOM!!
Em alguns momentos me sinto “cuplada” por estar por dentro de certos assuntos e remando contra “faustões” e “gugus”…
Tudo culpa das professorinhas de literatura que não largam mão da novela das oito…
po o roberio queimou o abada,mas ta usando o abada do jack daniels….kkkkk…
fala serio,esse pais nunca foi tao cheio de cultura,temos o big brother, o faustao todo o domingo,otimas novelas,a melhor musica popular(pagode,axe e sertanejo)…..putz..pensado assim ate desanima neh….
mas o fato eh q esse povo nao quer a cultura de fato,talvez seja muito sofisticada,mas facil comer um mac donalds…
mas posso te garantir da minha parte e das pessoas com quem eu me relaciono,que a arte de verdade sempre vai ser a unica a sobreviver…
nunca deixou de existir otimos musicos,excelentes atores,escritores fenomenais….eh q eh bem mais facil botar em evidencia um idiota bonitinho,pois esse tambem eh bem mais facil de se manipular…
resumindo…pra mim tudo continua igual…
eu faco a minha parte.
a unica coisa que dejeso aos outros eh “sucesso”…
a selecao natural sempre fala mais alto…
abs.
mario
Eu acho engraçado esse povo que leu meia dúzia de livros, uns do Dostoiévski, do Kerouac e do Machadinho e se considera um verdadeiro “mestre” da literatura.
Estou realmente revoltado com você Marcelo, com este seu comentário raso, elitista e sem argumentos coerentes.
Eu acho que você devia deixar estas questões de lado e dedicar o seu blog a fazer propaganda de suas peças e eventos de seus amigos.
Ver pessoas (baianos ou não) queimando abadás, é como presenciar um brasileiro nato torcendo pela seleção argentina, querendo se aparecer ou se diferenciar dos demais. Absurdo de ridículo.
sai do chao!
responder este comentário denunciar abusotrio mesmo era de Dodô e Osmar e Armandinho , o resto é coisa de marketeiro e neguinha que mais berra do que canta …
Dixe!
a questão está em se saber ler e entender o que se lê e não meramente decodificar signos,
não se ensina a compreender o texto e contexto, impõe-se o que deve ser lido porque cai no vestibular, mas não se explica a importância de um Machado no contexto historico-socióligo da época, os aspectos psicológicos dos personagens …you may say I´m a dreamer rs querer isso no Br. é pedir muito.
Estudei do primeiro ao segundo grau em escola pública do E. de SP em plena ditadura em que tudo era censurado, nos era imposta uma educação bancária nos forjando a alienação e mesmo assim graças a destreza de bular o sistema de corajosos professores e artistas sobrevivemos bravamente ao emburrecimento.Yes, havia Gretchen, xou da Xuxa e lixos afins, mas a repelência naturalmente nos afastava. Hoje em dia nos julgamos livres para escolhermos, mas a imbecilização nunca foi tão voluntária.
É “patétrico” (patético+tétrico)
Marcelo, o seu comentário no twitter é antigo, li no dia que postou, ia mandar esse link, mas o telefone tocou e esqueci. Hoje lembrei do assunto, busquei o link e aqui estou. Se já deu palestras em escolas e sentiu que perdeu seu tempo, perca um pouco a mais com essa garota de 14 anos exilada do convívio social tocando uma guitarra, lendo e escrevendo coisas como estas :
http://exiliourbano.blogspot.com/2010/04/frente-avante-e-mente-errante.html
http://exiliourbano.blogspot.com/2010/04/vou-pra-mim_15.html
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