Minha irmã Vera foi convidada para falar na cerimônia de instalação da Comissão da Verdade.
No Palácio do Planalto, com a presença de Dilma e ministros da Justiça, Casa Civil, secretária de Direitos Humanos, não a chamaram para discursar. Aos 45 minutos do segundo tempo cancelaram seu discurso por pressão dos militares.
Começamos bem mal esta histórica comissão.
O que eles temem tanto escutar?
Abaixo, a carta de desabafo da minha irmã.
“Segue as anotações da minha fala que foi cancelada, segundo os jornais de hoje, por pressão dos militares. Assim começa muito mal…
Não fui desconvidada, simplesmente não falei! A minha volta diziam que a Pres. Dilma tinha que viajar e encurtaram a cerimônia, que alguém tinha falado um tempo a mais. Sai para uma reunião na UNB, ainda emocionada com o carinho que dispensou aos familiares e ex-presos políticos, um a um.
Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra Maria do Rosário.
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 11:00. Palácio do Planalto, Brasília.
Excelentíssima Sra. Presidenta Dilma, querida ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário. Demais ministros presentes. Senhores representantes do Congresso Nacional, das Forças Armadas. Caríssimos ex-presos políticos e familiares de desaparecidos aqui presentes, tanto tempo nessa luta.
Agradecemos a honra, meu filho João Paiva Avelino e eu, filha e neto de Rubens Paiva, de estarmos aqui presenciando esse momento histórico e, dentre as centenas de famílias de mortos e desaparecidos, de milhares de adolescentes, mulheres e homens presos e torturados durante o regime militar, o privilégio de poder falar.
Ao enfrentar a verdade sobre esse período, ao impedir que violações contra direitos humanos de qualquer espécie permaneçam sob sigilo, estamos mais perto de enfrentar a herança que ainda assombra a vida cotidiana dos brasileiros. Não falo apenas do cotidiano das famílias marcadas pelo período de exceção. Incontáveis famílias ainda hoje, em 2011, sofrem em todo o Brasil com prisões arbitrárias, seqüestros, humilhação e a tortura. Sem advogado de defesa, sem fiança. Não é isso que está em todos os jornais e na televisão quase todo dia, denunciando, por exemplo, como se deturpa a retomada da cidadania nos morros do Rio de Janeiro? Inúmeros dados indicam que especialmente brasileiros mais pobres e mais pretos, ou interpretados como homossexuais, ainda são cotidianamente agredidos sem defesa nas ruas, ou são presos arbitrariamente, sem direito ao respeito, sem garantia de seus direitos mais básicos à não discriminação e a integridade física e moral que a Declaração dos Direitos Humanos consagrou na ONU depois dos horrores do nazismo em 1948.
Isso tudo continua acontecendo, Excelentíssima Presidenta. Continua acontecendo pela ação de pessoas que desrespeitam sua obrigação constitucional e perpetuam ações herdeiras do estado de exceção que vivemos de modo acirrado de 1964 a 1988.
O respeito aos direitos humanos, o respeito democrático à diferença de opiniões assim como a construção da paz se constrói todo dia e a cada geração! Todos, civis e militares, devemos compromissos com sua sustentação.
Nossa história familiar é uma entre tantas registradas em livros e exposições. Aqui em Brasília a exposição sobre o calvário de Frei Tito pode ser mais uma lição sobre o período que se deve investigar.
Em Março desse ano, na inauguração da exposição sobre meu pai no Congresso Nacional, ressaltei que há exatos 40 anos o tínhamos visto pela última vez. Rubens Paiva que foi um combativo líder estudantil na luta “Pelo Petróleo é Nosso”, depois engenheiro construtor de Brasília, depois deputado eleito pelo povo, cassado e exilado em 1964. Em 1971 era um bem sucedido engenheiro, democrata preocupado com o seu país e pai de 5 filhos. Foi preso em casa quando voltava da praia, feliz por ter jogado vôlei e poder almoçar com sua família em um feriado. Intimado, foi dirigindo seu carro, cujo recibo de entrega dias depois é a única prova de que foi preso. Minha mãe, dedicada mãe de família, foi presa no dia seguinte, com minha irmã de 15 anos. Ficaram dias no DOI-CODI, um dos cenário de horror naqueles tempos. Revi minha irmã com a alma partida e minha mãe esquálida. De quartel em quartel, gabinete em gabinete passou anos a fio tentando encontrá-lo, ou pelo menos ter noticias. Nenhuma noticia.
Apenas na inauguração da exposição em São Paulo, 40 anos depois, fizemos pela primeira vez um Memorial onde juntamos família e amigos para honrar sua memória. Descobrimos que a data em que cada um de nós decidiu que Rubens Paiva tinha morrido variava muito, meses e anos diferentes…Aceitar que ele tinha sido assassinado, era matá-lo mais uma vez.
Essa cicatriz fica menos dolorida hoje, diante de mais um passo para que nada disso se repita, para que o Brasil consolide sua democracia e um caminho para a paz.
Excelentíssima Presidenta: temos muitas coisas em comum, além das marcas na alma do período de exceção e de sermos mulheres, mãe, funcionária pública. Compartilhamos os direitos humanos como referência ética e para as políticas públicas para o Brasil. Também com 19 anos me envolvi com movimentos de jovens que queriam mudar o pais. Enquanto esperava essa cerimônia começar, preparando o que ia falar, lembrava de como essa mobilização começou. Na diretoria do recém fundado DCE-Livre da USP, Alexandre Vanucci Leme, um dos jovens colegas da USP sacrificados pela ditadura, ajudei a organizar a 1a mobilização nas ruas desde o AI-5, contra prisões arbitrárias de colegas presos e pela anistia aos presos políticos. Era maio de 1977 e até sermos parados pelas bombas do Coronel Erasmo Dias, andávamos pacificamente pelas ruas do centro distribuindo uma carta aberta a população cuja palavra de ordem era
HOJE, CONSENTE QUEM CALA.
Acho essa carta absolutamente adequada para expressar nosso desejo hoje, no ato que sanciona a Comissão da Verdade. Para esclarecer de fato o que aconteceu nos chamados anos de chumbo, quem calar consentirá, não é mesmo?
Se a Comissão da Verdade não tiver autonomia e soberania para investigar, e uma grande equipe que a auxilie em seu trabalho, estaremos consentindo. Consentindo, quero ressaltar, seremos cúmplices do sofrimento de milhares de famílias ainda afetadas por essa herança de horror que agora não está apoiada em leis de exceção, mas segue inquestionada nos fatos.
A nossa carta de 1977, publicada na primeira página do jornal o Estado de São Paulo no dia seguinte, expressava a indignação juvenil com a falta de democracia e justiça social, que seguem nos desafiando. O Brasil foi o último país a encerrar o período de escravidão, os recentes dados do IBGE confirmam que continuamos uma país rico, mas absurdamente desigual… Hoje somos o último país a, muito timidamente mas com esperança, começar a fazer o que outros países que viveram ditaduras no mesmo período fizeram. Somos cobrados pela ONU, pelos organismos internacionais e até pela Revista Economist, a avançar nesse processo. Todos concordam que re-estabelecer a verdade e preservar a memória não é revanchismo, que responsáveis pela barbárie sejam julgadas, com o direito a defesa que os presos políticos nunca tiveram, é fundamental para que os torturadores de hoje não se sintam impunes para impedir a paz e a justiça de todo dia. Chile e Argentina já o fizeram, a África do Sul deu um exemplo magnífico de como enfrentar a verdade e resgatar a memória. Para que anos de chumbo não se repitam, para que cada geração a valorize.
Termino insistindo que a DEMOCRACIA SE CONSTRÓI E RECONSTRÓI A CADA DIA. Deve ser valorizada e reconstruída a CADA GERAÇÃO.
E que hoje, quem cala, consente, mais uma vez.
Obrigada.
Depois de saber que fui impedida de falar ontem, lembro de um texto de meu irmão Marcelo Paiva em sua coluna, dirigida aos militares:
“Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura (…)Por que não limpar a fama da corporação? Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.”
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Prezado Marcelo:
minha mãe jogou fora o jornal de sábado, 19/11, e nele havia sido publicada sua crônica sobre Twitter, #crisenagréciaantiga. Será que vc poderia me fazer a gentileza de me mandar esse texto por e-mail ou publicá-lo em seu blog? Meus e-mail são ximena_leiva@hotmail.com e xleiva@uol.com.br.
Adoro ler seus textos.
Obrigada pela atenção.
Ximena Morales Leiva
Marcelo.
Sei da sua indignação, compreendo demais a sua irmã, mais acredito que a luta está só re-começando. Fiquei feliz com essa comissão da verdade, pode não ser a comissão dos nossos sonhos, mais é um começo, sei lá, não posso perder a esperança em relação a essa comissão.
Principalmente depois que li várias mensagens horrorosas na internet em relação a Comissão da Verdade, muitos ainda sentem saudade daqueles anos de chumbo. E jovens cibernéticos dizem que torcem pela volta da ditadura. Uns porque não apoiaram os anos do governo Lula e outros por não apoiar o governo Dilma.
Eu nunca votei no FHC e muito menos tenho saudade do seu governo, mas querer a volta da ditadura por um tucano estar no poder (presidência) é patético e revoltante.
Temos que mostrar e divulgar o que foi o governo militar, não podemos deixar no passado, esquecer o que aconteceu.
Alguma das vítimas dos terroristas comunistas foi convidada a depor?
Alguma das vítimas dos terroristas comunistas foi indenizada com polpudas indenizações e aposentadorias?
Alguma das vítimas dos terroristas comunistas foi lembrada em algum momento?
De que vitimas vc esta falando?
responder este comentário denunciar abusoSenhora, Thaís. Espero que essa comissao possa esclarecer varios fatos da historia do Brasil durante a ditadura, mas a sua indagaçao sobre vítimas do lado contrario só pode demonstrar uma de duas coisas: ou voce desconhece a história dessa época; ou voce acha que os assassinatos da esquerda devem ser todos justificados. Heiiiinn?? Embora sabemos que a comissao visa somente investigar os crimes cometidos contra os que se levantaram contra os estado de exceçao instituído pelas forças militares,
Achei, inclusive, que a decisao de abortar os discursos foi prudente e acertada. Nao há razao para esses discursos agora. Esta iniciando os trabalhos da comissao e isso lançaria dúvidas sobre a isençao que deve ser observada nesses trabalhos. Ao final, aí sim, caso as familias envolvidas decidam pela conveniencia do ato de manifestaçao.
Thaís, cerca de 100 pessoas foram mortas pela esquerda nesta época. Nem todos militantes da esquerda apenas lutaram contra a ditadura militar, muito tentaram implantar por aqui sua própria ditadura, patrocinados pela China, Cuba e URSS, e também torturaram e mataram. Pesquise “justiçamentos” e vc entenderá.
responder este comentário denunciar abusoTHAYS ELE FALA DOS 119 MORTOS PELOS TERRORISTASN COMO É O CASO DO MARIO KOZEL OU DO PM MORTO NO VALE DO RIBEIRA “A PANCADAS QDO FOI BUSCAR FERIDOS E FOI FEITO REFEM .
THAYS PELO QUE VEJO VOCE É A FAVOR DA COMISSÃO DA 1/2 VERDADE.
LEIA OS DEMAIS CAPITULOS DA HISTORIA.
RESPONDA SE PUDER AS PERGUNTAS ‘ D”O CENSURADO” E VEJA SE CONSEGUE DIZER UM SIM PARA ALGUMA DELAS
THAYS MAYME ESSA RELAÇÃO É PARA SEU CONHECIMENTO DA HISTÓRIA.
OBS : NENHUM INDENIZADO
AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5
1 – 12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto
2 – 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.
3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.
4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.
5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.
6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.
9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani
10 – 26/06/68- Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.
11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.
12- 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM – RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.
13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.
14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
15 – 20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery – Soldado PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.
16- 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.
18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).
19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.
20 – 07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – dona de casa – Rio de Janeiro/RJ
Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua
21 – 11/01/69 – Edmundo Janot – Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
22 – 29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – Subinspetor de Polícia – BH/ MG
23 – 29/01/69 – José Antunes Ferreira – guarda civil-BH/MG
Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
24 – 14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP
Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto
25 – 14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário -SP
Também Morto durante o assalto acima relatado.
26 – 08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.
27 – 09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
28 – 27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
29 – 04/06/69 – Boaventura Rodrigues da Silva – Soldado PM – SP
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.
30 – 22/06/69 – Guido Boné – soldado PM – SP
Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.
31 – 22/06/69 – Natalino Amaro Teixeira – Soldado PM – SP
Morto por militantes da ALN na ação acima relatada.
32 – 11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
33 – 24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
– Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
– Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
– Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
34 – 20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente
35 – 25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista
36 – 31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues – Soldado PM – MA
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.
37 – 03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
38 – 03/09/69 – João Guilherme de Brito – Soldado da Força Pública/SP
Morto na ação acima narrada.
39 – 20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP
Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.
40 – 22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS
Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.
41 – 30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton – Agente da Polícia Federal – SP
Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.
42 – 04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira – Guarda particular – RJ
Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães
43 – 06/10/69 – Abelardo Rosa Lima – Soldado PM – SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).
44 – 07/10/69 – Romildo Ottenio – Soldado PM – SP
Morto quando tentava prender um terrorista.
45 – 31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar
46 – 04/11/69 – Estela Borges Morato – Investigadora do DOPS – SP
Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.
47 – 04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético – SP
Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.
48 – 14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP
Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.
49 – 17/11/69 – Joel Nunes – Subtenente PM – RJ
Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.
50 – 18/12/69 – Elias dos Santos – Soldado do Exército – RJ
Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos
51 – 17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – Sargento PM – São Paulo / SP
Morto a tiros por terroristas.
52 – 20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró – Sargento PM – São Paulo
Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
53 – 11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento – Soldado PM – Rio de Janeiro
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.
54 – 31/03/70 – Joaquim Melo – Investigador de Polícia – Pernambuco
Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”
55 – 02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.
56 – 10/05/70 – Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas – Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.
57 – 11/06/70 – Irlando de Moura Régis – Agente da Polícia Federal – RJ
Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.
58 – 15/07/70 – Isidoro Zamboldi – segurança – SP
Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
59 – 12/08/70 – Benedito Gomes – Capitão do Exército – SP
Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
60 – 19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva – Guarda de segurança – RJ
Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.
61 – 29/08/70 – José Armando Rodrigues – Comerciante – CE
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.
62 – 14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva – Guarda de segurança – SP
Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.
63 – 21/09/70 – Célio Tonelly – soldado da PM – SP
Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.
64 – 22/09/70 – Autair Macedo – Guarda de segurança – RJ
Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos
65 – 27/10/70 – Walder Xavier de Lima – Sargento da Aeronáutica – BA
Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
66 – 10/11/70 – José Marques do Nascimento – civil – SP
Morto por terroristas que trocavam tiros com a polícia.
67 – 10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM – SP
Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.
68 – 10/11/70 – José Aleixo Nunes – soldado PM – SP
Também morto na ocorrência relatada acima.
69 – 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.
70 – 07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – Estudante – MG
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Autor dos disparos: Newton Moraes.
71 – 12/02/71 – Américo Cassiolato – Soldado PM – São Paulo
Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.
72 – 20/02/71 – Fernando Pereira – Comerciário – Rio de Janeiro
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.
73 – 08/03/71 – Djalma Peluci Batista – Soldado PM – Rio de Janeiro
Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.
74 – 24/03/71 – Mateus Levino dos Santos – Tenente da FAB – Pernambuco
O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.
75 – 04/04/71 – José Julio Toja Martinez – Major do Exército – Rio de Janeiro
No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Seção do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Seção da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.
O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas. Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.
76 – 07/04/71 – Maria Alice Matos – Empregada doméstica – Rio de Janeiro
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.
77 – 15/04/71 – Henning Albert Boilesen – (Industrial – São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. Por de3cisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
78 – 10/05/71 – Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
79 – 14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.
80 – 09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de Oliveira – Civil – RJ
Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro
81 – 01/07/71 – Jaime Pereira da Silva – Civil – RJ
Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre terroristas e policiais.
82 – 02/09/71 – Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas, Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.
83 – 02/09/71 – Jayme Cardenio Dolce – Guarda de segurança – RJ
Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.
84 – 02/09/71 – Silvâno Amâncio dos Santos – Guarda de segurança – RJ
Assassinado na operação relatada acima.
85 – 02/09/71 – Demerval Ferreira dos Santos – Guarda de segurança – RJ
Assassinado na operação relatada no item 83
86 – –/10/71 – Alberto da Silva Machado – Civil – RJ
Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.
87 – 22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.
88 – 01/11/71 – Nelson Martinez Ponce – Cabo PM – SP
Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo
89 – 10/11/71 – João Campos – Cabo PM – SP
Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.
90 – 22/11/71 – José Amaral Vilela – Guarda de segurança – RJ
Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.
91 – 27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho – Soldado PM – RJ
Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.
92 – 13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura – Guarda de Segurança – RJ
Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.
93 – 18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – Sargento PM – São Paulo / SP
Morto a tiros de metralhadora no bairro Cambuci quando um grupo terrorista roubava o seu carro. Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Molipo.
94 – 20/01/72 – Sylas Bispo Feche – Cabo PM São Paulo / SP
O cabo Sylas Bispo Feche integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi metralhado. Dois terroristas, membros da ALN, morreram.
95 – 25/01/72 – Elzo Ito – Estudante – São Paulo / SP
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, foi morto por terroristas que roubaram seu carro.
96 – 01/02/72 – Iris do Amaral – Civil – Rio de Janeiro
Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (”Chico”, “Alfredo”.)
97 – 05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:
“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
A ação criminosa foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
– ALN – Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”), que fez os disparos com a metralhadora, Antônio Carlos Nogueira Cabral (”Chico”, “Alfredo”), Aurora Maria Nascimento Furtado (”Márcia”, “Rita”), Adair Gonçalves Reis(”Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”);
– VAR-PALMARES – Lígia Maria Salgado da Nóbrega (”Ana”, “Célia”, “Cecília”), que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”; Hélio Silva (”Anastácio”, “Nadinho”), Carlos Alberto Salles(”Soldado”);
– PCBR – Getúlio de Oliveira Cabral(”Gogó”, “Soares”, “Gustavo”)
98 – 15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira – Soldado PM – Goiás
O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou morto.
99 – 18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva – Cabo PM – São Paulo
Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.
100 – 27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi – Civil – São Paulo
Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.
101 – 06/03/72 – Walter César Galleti – Comerciante – São Paulo
Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A. Após o assalto, fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.
102 – 12/03/72 – Manoel dos Santos – Guarda de Segurança – São Paulo
Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.
103 – 12/03/72 – Aníbal Figueiredo de Albuquerque – Coronel R1 do Exército – São Paulo
Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários
104 – 08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.
105 – 02/06/72 – Rosendo – Sargento PM – SP
Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.
106 – 29/06/72 – João Pereira – Mateiro-região do Araguaia – PA
“Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.
107 – 09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo – Detetive Polícia Civil – RJ
Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.
108 – 23/09/72 – Mário Abraim da Silva – Segundo Sargento do Exército – PA
Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.
109 – 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.
110 – –/09/72 – Osmar… – Posseiro – PA
“Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.
111 – 01/10/72 – Luiz Honório Correia – Civil – RJ
Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá
112 – 06/10/72 – Severino Fernandes da Silva – Civil – PE
Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
113 – 06/10/72 – José Inocêncio Barreto – Civil – PE
Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
114 – 21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira – Comerciante – São Paulo
No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo, desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP por interveniência do militante Paulo Frateschi.
115 – 22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia – Civil – Rio de Janeiro
Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.
116 – 25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior – Delegado de polícia – São Paulo
Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.
117 – 12/03/73 – Pedro Mineiro – Capataz da Fazenda Capingo
“Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.
118 – Francisco Valdir de Paula – Soldado do Exército-região do Araguaia – PA
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
119 – 10/04/74 -Geraldo José Nogueira – Soldado PM – São Paulo
Morto numa operação de captura de terroristas.
PESQUISE THAYS SE VÃO FALAR SOBRE ELES TAMBEM. SE OS “PATRIOTAS ” VÃO FALAR DAS MORTES QUE PROVOCARAM
responder este comentário denunciar abusoA comissão da verdade é o corolário do processo que está reescrevendo a história do Brasil no formato de Estória, exclusivamente pelo prisma ideológico.
E para quem não engole essa artimanha grotesca, a internet oferece muitos subsídios, como por exemplo este:
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=186&tipo=2
Não se trata de revanchismo, mas sim, de dar uma lição. Para que no futuro não se repita. Ou seja para que os torturadores saibam que mesmo que eles tenham apoio do estado HOJE, se eles estiverem torturando, no FUTURO eles poderão ser presos e condenados. Ou seja serve como exemplo, para as proximas gerações. Até se criar um pais desenvolvido onde a pratica de tortura é abominada por todos.
Caso contrario, segue a velha tatica de justiça Brasileira para este tipo de crime que é a pratica de dar tapinha nas mãos. Ou seja fica tudo por isso mesmo, ninguem é responsabilizado por nada. O que gera não democracia, mas sim uma politica de irresponsaveis.
Brasil é lento na revisão dos crimes da ditadura, diz ‘Economist’ …
Infelizmente tenho o dever de declarar que a culpa original por tudo isso é dos políticos, muito antes de 1964, roubalheiras, desvios de verbas, corrupção, etc, constitui um genocídio de familias e mais familias de brasileiros, sem atendimento em hospitais, sem escolas de qualidade, onde o dinheiro foi desviado.
Óbviamente nada é 100% certo ou 100% errado, mas a classe de bandidos que esta aí, hoje no poder, são os mesmos que estavam em 64 com o aparecimento de novas gerações. Os militares erraram? Sim também erraram, mas o que esta por tras dessa campanha discriminada é o recebimento de indenizações milionárias. Para que a festa continue.
Pobres brasileiros, abram os olhos, cobrem a ficha limpa, que deverá incluir atos terroristas de muitos políticos que se auto apiedam de persegiições políticas, olhem para o futuro de seus filhos e dêm um basta nesse passado grotesco. Aqueles que se sentem injustiçados, entrem na justiça e esperem mais 50 anos, como acontece com os brasileiros comuns que aguardam até mais que isso para receber um simples precatório.
Tudo isso é indecente e me sinto indignado, principalmente pelos militares de hoje verem que esta tudo pior e não fazem nada.
Basta!
E aí, Marcelo? Vai me censurar? Por expor verdades? Ou no mínimo questões relevantes? Vocêw é a favor da censura? E a liberdade de expressão? Rs.
Além de morrer de saudades da DITADURA, o cara é chato pra cacete…
responder este comentário denunciar abusoO Censurado, ignaro. Não há ação sem reação. A extensa lista de supostas ações postada acima no blog não aponta provas de que alguns atos são mesmo de “terroristas”. Me desculpe, mas já vi militares jurarem que os dois oficiais que morreram no atentado do Rio Centro eram “vítimas” dos comunistas. A diferença é que a ação no Rio Centro foi tão divulgada pela imprensa que a “versão” oficial virou motivo de chacota, assim como no caso Vladimir Herzog. Expliquem pra mim de quem são as 1.500 ossadas encontradas na vala comum de Perus durante o governo Luíza Erundina na cidade de São Paulo. Algum de vocês podem me dar a relação de nomes desses corpos? Essas ossadas são reais e não estória da carochinha. Quantas valas comuns teriam espalhadas pelo país? Militar que age contra o seu próprio povo é um CRIMINOSO! Não há nada que justifique essa insanidade. Para citar um exemplo, é impensável um comando militar americano raptar civis daquele país, torturá-los e matá-los. A corte Marcial estadunidense os puniria severamente porque as forças armadas americanas estão focadas no inimigo externo. Não há “inimigos internos”, uma vez que todos são cidadãos de uma mesma nação, considerando, naturalmente, os crimes comuns, que são caso de polícia. Aqui é diferente? Não pertencemos a mesma nação? O mais hilário é ver as viúvas da ditadura apoiarem as manifestações da primavera árabe. Os árabes estão lutando por democracia e enfrentando forças armadas que agridem o seu próprio povo. Será que eles são baderneiros e comunistas? Por que aqui é diferente? Eu tenho militares na minha família que não atuaram nas forças de repressão e se envergonham do histórico que impregnou a imagem das forças armadas. Eles não podem externar esse sentimento porque na caserna há uma mordaça quanto a opiniões divergentes. É algo como um pacto de silêncio no intuito de proteger os criminosos daquela época. O que eles não entendem é que o acobertamento desses crimes acaba maculando TODA a instituição, incluindo os que nem sonhavam em participar desses crimes. De fato, os principais atores estão todos reformados. Não vejo porque os jovens militares devem favores a eles e principalmente, se obrigam a carregar esse fardo. Peguem essa extensa relação postada acime e aguardem que a comissão, composta por militares também, comprove esses fatos. Exigiremos também que se dê nomes aos 1.500 brasileiros que jazem na vala de Perus. É preciso cortar na carne sim, o nosso país precisa crescer como nação. TODOS os crimes devem ser apurados e punidos. As viúvas da ditadura que bradam nesse espaço estão com medo porque têm culpa no cartório. Temem a punição. Temem a vergonha da divulgação dos seus atos insanos. Temem ter que explicar aos seus netos o quão bandidos foram. Temem o atormento da consciência. Se foram machos para torturar e matar, devem ser machos para suportar as consequências.
responder este comentário denunciar abusoMarcelo.
Não se esqueça que sempre existem tres verdades.
A sua, a minha, e a verdade verdadeira.
Continue respeitando isso.
E por que você não se identifica? É facil cuspir palavras e se esconder atrás da tela do computador…
responder este comentário denunciar abusoSem querer ser implicante, Natália, mas porque você não faz o mesmo?
Poste seu nome completo, RG, e CPF.
Afinal, “Natália” deve haver aos milhares pelo Brasil.
responder este comentário denunciar abusoA Comissão da Verdade é similar a Progressão Continuada: no papel e no mundo das maravilhas ela é excelente, porém na ação é uma patifaria. Sua irmã Vera tem toda razão de estar indignada, mas faça uma pergunta à ela por mim Marcelo, ela como uma pessoa inteligente que é, sabendo como são os politicos neste país, realmente achou que irião deixa-la falar???? A verdade é que eles tinham que chamar alguém da familia Paiva, já que todo o país conhece e se indigna com a história do seu pai. Foi uma lastima ela não ter tido esta oportunidade, pois além de ser uma vitima dos horrores da ditadura, ela não ficou, na época, como muitas pessoas no mesma situação, foi lider estudantil, protestou e acima de tudo não se calou.
E só uma pergunta: “A ditadura realmente acabou, ou ela só esta “mocozada” em baixo dos tapetes de uma sociedade que acha que acabou por “acharem” que hoje em dia ela tem o direito de se expressar “?????
Bom, pelo menos a carta está aqui, e está sendo lida. Essa comissão, aparentemente, não vai dar em nada… como tudo nesse país, que só repete sua história, esmagando os índios e oprimindo os que querem mudar.
O caminho é difícil, infelizmente. Não podemos perder as esperanças. Foi bom ler a carta.
Caro Marcelo, muita força na batalha pela comissão da verdade. Na argentina torturadores e assassinos foram recentemente condenados e na republiqueta de bananas chamada brasil?
mudando de assunto, ainda no campo politico,
É gratificante saber q apesar de tudo ainda existem politicos serios no controle das obras da copa 2014
Veja exemplo, q lhe encaminho cronologicamente: Em agosto, vereador do RJ Eliomar Coelho (PSOL) (engenheiro) entra c/ representação no TCM/RJ contra o edital da obra do entorno do Maracanã, pois o projeto da obra continha irregularidades técnicas no projeto, e pede suspensão de licitação para obras no entorno do Maracanã conforme link: http://cbn.globoradio.globo.com/cbn-rj/2011/08/18/VEREADOR-PEDE-SUSPENSAO-DE-LICITACAO-PARA-OBRAS-NO-ENTORNO-DO-MARACANA-POR-CAUSA-DE-IR.htm e aqui: http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/10/informe_do_dia_mais_um_problema_nas_obras_para_a_copa_do_mundo_201194.html Em novembro TCM após analise da denuncia do vereador informou que o projeto apresentado pela Prefeitura – orçado em cerca de R$ 118 milhões – não tinha coerência c/ orçamento cancelando a licitação http://www.lancenet.com.br/minuto/Suspensa-licitacao-obras-entorno-Maracana_0_584341674.html
Parabens pelo blog
Acho que o objetivo da Comissão da Verdade teria de ser o de descobrir onde estão os corpos das vítimas desaparecidas da ditadura militar 64-84. E assim permitir que as famílias dos desaparecidos possam enfim enterrá-los com dignidade, sem entrar na questão de quem agiu certo e errado [recomendo a leitura da peça Antígona de Sófocles ].
Claro que o ideal seria que os que torturaram com autorização do estado fossem punidos, mas agora isso não tem como acontecer, devido à Lei da Anistia.
Quanto a parte de revelar o que houve nas período da ditadura 64-84, isso hoje não é possível porque os dois lados envolvidos – guerrilheiros e militares – temem que muitas verdades tornem heróis em vilões e vice-versa. Jogar luz nesse período sombrio só será possível quando os envolvidos estiverem mortos. É um fato que a sociedade brasileira nunca se dispõe a ir a fundo quando se trata de questionar a si mesma – como fazem nossos vizinhos argentinos com o seu tenebroso regime militar.
Jo Lima, sou contrário a sua opinião. Devemos buscar a verdade. Ações foram tomadas com a chancela de estado. Não foi só a barbárie que foi encoberta. Crimes econômicos e desvios de toda ordem podem ter sido encobertos pelo simples fato de terem acontecido sob uma ditadura. Darmos as costas a esses fatos é agir como avestruzes, enterrando a cabeça na areia. Percebo pelas suas palavras que você é um democrata mas devemos buscar sempre a verdade.
responder este comentário denunciar abusoSinto raiva e tristeza ao mesmo tempo.
Detesto ditaduras. As de direita e as de esquerda. As de civis, as de generais, coronéis e capitães, as de imperadores e reis também. São todas um atentado ao humano. Mas eu gosto de um ditado que meu pai sempre me dizia: “o combinado não é caro”. Todo mundo concordou com a Anistia. Se não concordassem, que continuassem lutando (ainda que a causa fosse fazer o pêndulo sair da direita à esquerda, tendo Cuba ou Albânia como espelho). Mas todo mundo concordou. Agora, está feito. Não concordo em encarecer o combinado.
Quem concordou? Nem eu nem ninguém foi consultado. Alguém concordou por mim e eu não sabia. Essa lei foi outorgada num congresso infestado de biônicos e sem a menor representatividade. Só os militares bandidos concordaram, claro, pois era do seu estrito interesse.
responder este comentário denunciar abuso“”"Thaís Mayume
De que vitimas vc esta falando?”"”
Por exemplo, as vítimas dos “justiçamentos”, assassinatos seletivos, perpetrados pelos terroristas comunistas.
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=60&tipo=2
Ressalte-se que muitas vítimas, dentre esssas muitas “desaparecidas”, foram assassinadas pelos próprios companheiros de jornada, e as culpas imputadas às forças de segurança.
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=97&tipo=2
“”"Quando os esquerdistas mataram seus próprios companheiros
Reinaldo Azevedo
A lista das 120 vítimas das esquerdas pode ser ampliada a depender do critério que se use. E o total conhecido pode passar de 130. E, nesse caso, são os próprios esquerdistas que surgem como vítimas. Os tribunais revolucionários dos “companheiros” decretaram a pena de morte de alguns de seus pares.
Sabem o que impressiona? Nesse caso, os “reparadores” não cobram justiça. Tampouco pretendem levar os que ainda estão vivos e respondem por aquelas mortes para o banco dos réus. A canalha se protege de tal modo que acha crime de lesa humanidade que um militar mate um dos seus, mas considera que esquerdista matando esquerdista, em nome da causa, é parte legítima do jogo.
Destaco uma vítima da ALN morta por seus pares. É a organização a que pertenceu Paulo Vannuchi. Acompanhem.
O militante Márcio Leite Toledo manifestou descontentamento com os rumos da ALN e fez críticas à direção do grupo terrorista. Foi assassinado com oito tiros. Em comunicado, a organização admitiu: “A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização… Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras… Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira… Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos… A revolução não admitirá recuos!”.
Seguem os outros “justiçados” – isto é, terroristas mortos por seus próprios “companheiros”, conforme está sintetizado no site “Quinto Poder”:
1) Antonio Nogueira da Silva Filho, da VAR-Palmares, condenado ao “justiçamento” em 1969 (a sentença não foi efetivada por ter o “condenado” fugido para o exterior);
2) Geraldo Ferreira Damasceno, militante da Dissidência da VAR-Palmares (DVD), “justiçado”em 29 de maio de 1970, no Rio de Janeiro;
3) Ari Rocha Miranda, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 11 de junho de 1970, por seu companheiro Eduardo Leite, codinome “Bacuri”, durante uma “ação”, em São Paulo;
4) Antonio Lourenço, militante da Ação Popular (AP), “justiçado” em fevereiro de 1971, no Maranhão;
5) Márcio Leite Toledo, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 23 de março de 1971 (ver primeiro parágrafo e JUSTIÇAMENTO 3);
6) Amaro Luiz de Carvalho, codinome “Capivara”, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR) e, posteriormente, do Partido Comunista Revolucionário (PCR), “justiçado” em 22 de agosto de 1971, em Recife, dentro do presídio onde cumpria pena;
7) Carlos Alberto Maciel Cardoso, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 13 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro;
Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da Resistência Armada Nacionalista (RAN), “justiçado” em 28 de junho de 1973, dentro da Escola onde era professor, por um comando da (ALN).Maria do Amparo Almeida Araujo, então militante da Organização e, bem mais tarde, presidente do “Grupo Tortura Nunca Mais”, em Pernambuco, participou dos levantamentos que permitiram a realização do referido “justiçamento”. Hoje, em depoimento no livro “Mulheres que Foram a Luta”, do jornalista Luis Maklouf de Carvalho-1998, ela declara não saber quem realizou a ação, embora seja evidente que, para que o “justiçamento” pudesse ter sido realizado, ela devesse ter passado este levantamento para alguém;
9) Salatiel Teixeira Rolins, do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), “justiçado” em 22 de julho de 1973 por militantes da Organização. Segundo Jacob Gorender, que em 1967 foi um dos fundadores do PCBR, em seu livro “Combate nas Trevas”, os assassinos não poderiam intitular-se “militantes do PCBR”, pois nessa época o “o PCBR não mais existia”.
No Araguaia, o PC do B justiçou Osmar, Pedro Mineiro e João Mateiro (estão na lista que já publiquei) e também o guerrilheiro(10) Rosalino Cruz Souza. Um outro de nome (ou codinome) (11) Paulo também teria sido assassinado, mas não há provas.
Justiçamentos”"”
Outras vítimas, fruto de ações armadas, tombaram às centenas.
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=516&tipo=2
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=578&tipo=2
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=700&tipo=2
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=809&tipo=2
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=902&tipo=2
http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=1054&tipo=2
Essa fonte, o tal site “ternuma” é um corolário de textos desconectados de qualquer senso de realidade. Quem mantém esse site deve ser um lunático. Ali eu li os textos mais estapafúrdios, incluindo um que resume as nações indígenas brasileiras a apenas dois grupos étnicos. São uns cabeças duras que me lembram o conto de Ítalo Calvino “Um General na Biblioteca”. Nem todos são ignaros a esse ponto.
responder este comentário denunciar abusoOi Marcelo, nao nos conhecemos. Lamento te informar que voce està iludido neste apelo para os bons sentimentos dos atuais chefes militares. Eu era capitao-tenente da ativa do corpo de engenheiros navais . Fui sequestrado de dentro da vila residencial dos oficiais da base naval de aratu em abr73. Trazido para o cenimar-rio na mesma madrugada, fui torturado , fiquei incomunicavel 28 dias,preso mais 33 dias. Minha esposa estava gravida de sete meses e ficou sem noticias minhas por seis semanas. Fui em seguida expulso da marinha pelo AI-5. Os oficiais superiores chefes da repressao recrutavam os oficiais recem saidos das escolas militares para as suas açoes . Os atuais comandantes das forças armadas eram segundo-tenentes em 1965…. O atual comandante da marinha è da minha turma da escola naval. Muitos jovens oficiais participaram da repressao entre 1965 e 1977. Nao se iluda !! Para voce ter uma ideia, até hoje, resistem em escrever na minha caderneta registro o periodo e a razao de minha prisao !! Tres requerimentos seguidamente indeferidos. A luta continua…..nao foram os militares expulsos e cassados que sujaram a farda militar com o sangue de brasileiros nos poroes podres da ditadura.
Será meia verdade se não forem mostrados os crimes dos estudantes terroristas que queriam a “ditadura do proletariado”. Isso eles afirmavam quando faziam seus justiçamentos ou assassinatos, jogando panfletos em volta dos corpos sem vida. Verdade ou mentira?
Outra coisa, que precisa acabar: o AI-5 apareceu como resposta à luta armada iniciada em 66. Verdade ou mentira? A Comissão vai esclarecer essas mentiras da esquerda?
Minha questao eh: Quem me garante que hoje seu pai nao estaria ao lado de Joao Paulo Cunha, Jose Dirceu, Delubio Soares, Genoino, etc? Meu pai foi um comunista e acho que se estivesse vivo estaria se locupletando como todos os seus amigos.
Marcelo, com todo o respeito que este assunto merece, e sua irmã, vc e seu pai também, o fato é que não existem “atingidos” apenas de um lado, e não vai ser com esta meia-verdade, achar que apenas os militares torturaram e mataram, que se chegará a alguma verdade factual.
E complementando, meia-verdade não seria se apenas sua irmã pudesse falar? Ora, houve inocentes mortos pelas bombas da esquerda, não estou falando de militares ou traidores justiçados, inocentes mesmo, simples transeuntes, ninguém pode falar por eles? Péssimo título.
responder este comentário denunciar abusoCaro Colunista, talvez você saiba, esse jornal em que você trabalha (e o concorrente) emprestavam os veículos com a logomarca do jornal na porta para o SNI e os serviços reservados das polícias sequestrarem suas vítimas. Afinal, por que eles têm tanto medo da verdade? Na minha opinião, se for o caso, como punição, sugiro a caçassão da aposentadoria deles e/ou dos seus dependentes.
Não é crime entrar em confronto armado ou bombardear alvos específicos quando se está em uma guerra ou em uma guerrilha. Não se pode colocar soldados que foram para as trincheiras ou pilotos que lançaram bombas no banco dos réus depois da guerra, ainda que os bombardeios tenham atingido inocentes, o que, aliás, é inevitável. Mas, uma vez que se faz um prisioneiro, torturá-lo é crime de guerra. E esse crime foi cometido apenas por um dos lados, sim. E de forma deliberada e sistemática.
Letícia, eu não quero dar a impressão, falsa, de que defendo a ditadura, claro que não. Seu raciocínio está correto a priori, mas falta informação completa para sua conclusão. Você parte de uma premissa falsa. A esquerda também torturou antes de matar, “justiçar”, seus próprios quadros, tidos como traidores. Isto é crime comum, não crime de guerra, o que é pior ainda. Não é porque estes fatos estão sempre sendo omitidos e escondidos da população que eles não aconteceram. Isto também aconteceu de forma deliberada e sistemática. Então cara Letícia, estes crimes foram sim cometidos pelos dois lados, se é que foram apenas dois os lados desta tragédia.
responder este comentário denunciar abusoLetícia, o problema é que você parte de uma premissa falsa. A esquerda golpista à época também torturou e matou, seus próprios camaradas. A menor suspeita de traição eles eram torturados, “julgados” e assassinados, fuzilados. Estes são crimes comuns minha cara, piores que crimes de “guerra”. Pesquise “justiçamentos”, foram muitos, infelizmente os que você considera libertadores não são o que você pensa, e apesar da sistemática tentativa de se esconder estes fatos, eles continuam sendo fatos, a esquerda matou sim! E muito! E inocentes também! Os outros mortos, civis, chamados pela esquerda de “efeitos colaterais”, e por você de “inevitáveis”, bem não tenho palavras para descrever o que penso de sua frieza “seletiva” com as pessoas humanas.
responder este comentário denunciar abusoQuanto a ideia de que os torturadores não podem ser julgados pq a lei da anistia não permite, ou pq “foi esse o combinado”, é um argumento muito fraco. Leis podem ser revistas e mudadas, não precisamos ficar reféns de algo que foi “combinado” a trinta anos atrás pra sempre. Na época, querer julgar torturadores poria em risco a transição para a democracia. Hoje, com a democracia estabelecida, isso pode e deve ser revisto.
Letícia, a lei de anistia poderia ser mudada se todas as partes que participaram de sua elaboração concordassem (não foi o povo que elaborou tal lei). Mudar uma lei unilateralmente e pretender que apenas um dos lados da “guerra” seja investigado e punido é uma inferência que carece de qualquer lógica. Chega a ser incompreensível, afinal, uns são melhores que outros? Lógica Sarney?
Em tempo, sou a favor da revogação da lei de anistia.
Acho que os crimes cometidos pelos militares foram crimes comuns, cometidos pelos “guardas da esquina”, crimes de ódio. Jamais houve uma ordem de comando, da Presidência para que se torturasse e matassem “opositores”. E assim também foram os crimes da esquerda, crimes comuns cometidos por terroristas/guerrilheiros, torturadores e assassinos, mataram os seus próprios soldados, e devem também ser julgados e punidos, exceto claro, os poucos que lutaram pela democracia e que dentro da lei tentaram derrubar o regime ditatorial, estes poucos são os heróis desta “guerra” suja, nunca pegaram em armas.
Não se deve esquecer que bem antes de 1964 guerrilheiros eram treinados na China e em Cuba, para que? Para implantar por aqui uma ditadura marxista, coisa que NUNCA teve apoio popular no Brasil. No final, se não foram a causa da ditadura, foram a desculpa que os militares de direita precisavam. Neste embate a única vítima foi o povo, e a punição dessa gente toda seria uma satisfação ao povo, que nunca quis nenhuma destas ditaduras patrocinadas pelos EUA e pela URSS. Punir o militar torturador de direita então, é uma satisfação que se dá ao povo, não à esquerda, assim como punir o militante assassino golpista de esquerda também é uma satisfação que se dá ao povo e não aos militares golpistas.
responder este comentário denunciar abusoTodos os lados devem ser ouvidos. Todos os lados tem de contar o seu lado da história. A família de Rubens Paiva tem todo o direito de saber tudo o que aconteceu com ele. A família de Mario Kozel Filho tem todo o direito de falar sobre ele. O que teme nossa Presidente? Qual o medo dos familiares dos torturados? Qual o medo dos militares? Qual o medo dos assassinatos cometidos pelos grupos de esquerda? Qual o medo? Vamos abrir para a esquerda e para a direita. A verdade não pode ser aquela contada unicamente pelos militares e nem tão pouco pelos militantes de esquerda. A verdade tem de ser contada por todos os lados. Inocentes morreram à esquerda e à direita. É uma falácia achar que só um lado foi bom e outro foi ruim. Existem mocinhos e bandidos de ambos os lados. Vamos colocar luz no passado. Pode ser que manchemos algumas histórias de pessoas que posam de heróis. Precisamos desmistificar ou engrandecer nossos heróis. A verdade é um bom começo.
Se recuperarmos todo o “dinheiro” pago aos perseguidos políticos tô dentro.
Provocações
responder este comentário denunciar abusoNa argentina fizeram revisão da lei da anistia e os militares foram julgados e condenados. Por que não no Brasil?
Obviamente a revisãoi da lei da Anistia tem que ser para os dois lados, mas qual deles mais teme a reabertura dos arquivos?
A propósito, algumas semanas atrás a ditadura síria foi tema do blog do Gustavo Chacra. Curiosamente, muitos criticavam o governo sírio mas defendiam abertamente a tortura praticada no governo militar no Brasil.
Oi Marcelo, tudo bem?
Eu gostaria de te perguntar algo relacionado aos seus livros, como nao sabia como entrar em contato com voce (e se voce respondera!), resolvi escrever por aqui!
Voce sabe se o Feliz Ano Velho foi publicado em hebraico? Eu estou morando em Israel e um conhecido acabou de sofrer um acidente de uma forma parecida com o seu. Pensei em dar o livro para ele, mas teria que ser hebraico ou ingles! Bom, se voce souber onde eu possa acha-lo, te agradeco! Abracos!
Boa Tarde
Prezado Sr Marcelo
Essa comissão concordo com o sr e é 1/2 verdade, pois só estao querendo analisar o lado dos militares e nao como um todo, se houve excesso pelos militares tambem houve dos “guerrilheiros”
como sequestro de banqueiro, embaixadores, roubo a banco e por ai vai.
Sou a favor da comissao desde que eles avaliem os dois lados, os militares e os “guerrilheiros” (ladroes de banco, sequestradores) , se punirem os militares punan tb os “guerrilheiros”
atenciosamente
marco antonio
E tem mais.
Havia uma guerra global em andamento. A internacional comunista, o Komintern soviético, atacava a América Latina em toda sua extensão, inserindo seus agentes para tomar os governos respectivos, e submeter todos esses países ao jugo soviético, como aconteceu com Cuba, que se arrasta até hoje, com seu povo na mais miserável escravidão.
A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19/03/1964, levou um contingente de cerca de 500.000 pessoas apenas em São Paulo, em defesa da constituição, da democracia, da liberdade, e contra a submissão do Brasil à URSS e seu comunismo imperialista e anti-cristão.
Esta reportagem do Jornal do Brasil ilustra esse marco histórico.
Marcha da Familia com Deus pela Liberdade completa 47 anos. Veja vídeo
Jornal do Brasil+A-AImprimirPublicidade
Na capital paulista, 500 mil pessoas participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade em defesa da Constituição e das instituições democráticas brasileiras e de repúdio ao comunismo.
A Marcha saiu da Praça da República ao som dos clarinetes dos Dragões da Força Pública, e chegou à Praça da Sé com os sinos de todas as igrejas repicando simultaneamente, enquanto a banda da Guarda Civil executavaParis Belfort, o hino da Revolução constitucionalista de 1932.
Veja vídeo do CPDoc JB sobre os 47 anos da marcha da Familia com Deus pela Liberdade
Falaram durante a concentração em frente à Igreja da Sé o Senador Auro de Moura Andrade, o deputado Herbert Levi, o Senador Padre Calazans, a Deputada Conceição da Costa Neves e outros oradores. O governador Carlos Lacerda, que assistiu a parte da concentração, disse que “São Paulo começou a salvar o Brasil”.
O movimento era uma clara resposta às recentes decisões anunciadas pelo presidente João Goulart. São Paulo mostrava mais uma vez possuir um voto conservador.Milhares de faixas conduzidas pelos manifestantes faziam alusão à integridade da Constituição, à democracia e às reformas, e combatiam o comunismo.Nos cartazes portados pelos manifestantes, críticas diretas ao governo federal e até mesmo pedidos de impeachment a João Goular.As principais faixas diziam: “Deputados patriotas, o povo está com vocês”; “Brizola: playboy de Copacabana”; “Reformas só dentro da Constituição”; “Basta de palhaçada, queremos Governo honesto”; “A melhor reforma é o respeito à lei”; “Senhora Aparecida iluminai os reacionários”.Essa demonstração de massa foi, a olhos militares, o aval definitivo para o golpe de 1964.
O aval que os militares precisavam
A Marcha foi uma resposta ágil e direta ao comício feito por João Goulart e os seus partidários na estação Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro.Ele havia acabado de assinar o primeiro passo para a reforma agrária e o projeto que previa a encampação das refinarias particulares de petróleo. No palanque de 13 de março de 64, Miguel Arraes e Leonel Brizola também discursaram. Brizola foi o mais aplaudido.Após deixar o governo, Jango exilou-se no Uruguai, e morreu na Argentina em 1976. Com o golpe de estado, os militares tomaram o poder e só o deixaram 21 anos depois.
Estranho que o pessoal que defente a ditadura não fala que os mesmos militares que deram o golpe em 1964 nove anos antes tentarm impedir a pose do Juscelino, mas foram impedidos pela Marechal Henrique Lott um dos homens mais honrado que usou a farda do exercido.
Tambem não falam que a Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi patrocinada pela classe media e pelo governo dos Estados Unidos e por ricos empresarios, e que mais 70% da população estava apoiando o Jango.
Tambem costumam falar sobre as ditaduras da URSS e dos genocidios (no qual eu sou totalmente contra todo o tipo de ditadura) mas não falam que durante o governo do Jango não teve nenhum tipo de crime contra os direitos humanos e a oposição não era perseguida.
Tambem é estranho eles nunca falam do Atentado do Rio Centro.
É precisamente isso que os esquerdistas de hoje não conseguem entender, ou lhes é negada a informação. A população brasileira nunca foi favorável à esquerda marxista/leninista e ao comunismo, e “preferiu” o golpe da direita ao da esquerda, à sua visão, um mal menor. Até hoje infelizmente grande parte do povo tem saudades da ditadura militar, e o “sucesso” da esquerda deve-se a figura carismática de um líder populista e autoritário (dirigista como o PT), e não ao idealismo socialista/comunista da população, longe disso.
Acho muito engraçado esses reaçionários, parentes de torturadores e colunistas da VEJA, que tentam justificar com a mesma ladainha de sempre, o golpe militar que além de interromper um processo democrático, queiram eles ou não, emburreceu cerceando os produtores de cultura e privatizando a educação pública e entre outros crimes perseguiu e assassinou aqueles que lutavam pela volta da democracia. Podem inventar nomes, passar o dia inteiro respondendo aos comentários, ler o Olavo de Carvalho, que se diz filósofo mas não passa de um analfabeto raivoso, podem espancar homossexuais, perseguir maconheiros e depois galhofar dos nossos mortos e perseguidos, mas nunca serão reconhecidos. Vocês defendem o indefensável, vocês defendem esbirros como Sérgio Paranhos Fleury. Saibam que a esquerda SEMPRE lutou pelo direito digno de pensão à soldados como Mário Kozel Filho. Os militares podem ter ganho na sua arena de luta, mas na política a esquerda que lutou contra a ditadura foi pelo menos um pouco vitoriosa. Abraço especial para Fernandão, ocensurado e todos os outros nominhos que o Olavo de Carvalho possa inventar para escrever aqui.
Fatos meu caro, escreva sobre algum fato e não apenas repita a ladainha com que fizeram sua cabeça no diretório. Tente ter algum pensamento próprio, desenvolva algum poder de análise e participe deste ótimo tópico no nível dos outros participantes, de preferência com a mesma educação. Gritar nada resolve por aqui, reaças são pessoas como você que não argumentam, apenas repetem mantras da década de 60, qualificam pessoas sem conhecê-las, tentam desqualificá-las pelo que supõe que lêem, o Marcelo certamente não precisa de ninguém como você por aqui, no entanto atura seus arrotos de ódio e lhe cede seu espaço, mire-se no exemplo dele e você será uma pessoa, e depois, talvez, uma pessoa melhor.
responder este comentário denunciar abusoClaro! Os DOI-CODI eram todos coisa de “guardas da esquina”, e os desaparecidos da ditadura não foram torturados até a morte lá, e sim pelos próprios companheiros!
Mario Kozel Filho era um soldado e foi morto em um ataque a um quartel. Atacar alvos militares não é terrorismo, é ação de guerrilha. Não defendo a opção pela guerrilha, a maioria dos que participaram admitem que a opção foi desastrosa, mas não se pode considerar ações de guerrilha como crimes de guerra. Tortura é crime de guerra.
Letícia, um grande Presidente certa ocasião demonstrou preocupação com o excesso de poder dado ao poder executivo por alguma medida de exceção. Disse então que seu medo era como seria usado este poder pelo “guarda da esquina”, uma óbvia metáfora ao se referir a um subalterno, militar, certamente despreparado para usar tanto poder, e não como seria usado por si próprio, o Presidente. Pesquise, a história é ótima e você aparentemente não entendeu nada. E ninguém afirmou que todos os desaparecidos foram mortos e torturados pelos próprios companheiros, apenas algumas dezenas de traidores dos cerca de 400 mortos, torturados e/ou desaparecidos. Novamente, pesquise “justiçamentos” e você ficará surpresa com a quantidade de informação que lhe foi negada desde sempre sobre este triste período da nossa história.
responder este comentário denunciar abusoO fato é que os da “esquerda” foram presos, torturados, processados, julgados e cumpriram pena. E os da “direita”?
O fato é que os da “esquerda” foram presos, torturados, processados, julgados e cumpriram pena. E os da “direita”?
Não Márcia, assim como os militares da direita que nunca pagaram por seus crimes, vários guerrilheiros assassinos nunca foram presos ou torturados e mortos. Há “desaparecidos” que misteriosamente “apareceram” na Europa vivendo muito bem no anonimato. Muitos nunca foram sequer identificados. Muitos dos crimes de justiçamento cometidos pelos esquerdistas (assassinar traidores, seus próprios camaradas) estão impunes até hoje. Muitos que cometeram atentados à bomba que mataram inocentes nunca foram presos e punidos, estão por aí alardeando seu heroísmo assassino, assim como fazem alguns militares da direita, pessoas abjetas. Ou seja, não é “fato” que todos os que lutaram e cometeram crimes foram punidos. Assim como muitos por aqui, seu raciocínio parte de uma premissa errada, e por desinformação vocês tem este conceito errado sobre todo um período de nossa história.
responder este comentário denunciar abusoComissão da Verdade? dá para acreditar num Governo em que a corrupção é chamada de mal feito? em que mentira deslavada no congresso é chamado de lapso de memória? que o presidente da comissão de constituição e justiça da Câmara é o principal réu do mensalão? em que o principal partido do governo diz que a prova de um deposito bancário de uma propina na conta corrente do Governador de Brasília não é prova alguma e que a palavra do Governador vale mais que isto?
dá para acreditar nesta comissão da verdade? em que os prováveis indicados serão os amigos ideológicos do governo…. não tem crédito algum.
Aos que acham que a “verdade ” vai aparecer , eis um relato de uma das vitimas da “Ditadura” e pode ser confirmado no blog de Mirian Macedo ( a propria ) uma das ” VITIMAS ,,,,ai a VERDADE
domingo, 5 de junho de 2011
A verdade: eu menti.
Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já ‘caí’ (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.
Despreparada e ‘festiva’, eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares d’A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (a AP-ML, ala vermelha maoísta do PC do B, a mesma que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará).
Os jornais estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS!* (O primeiro texto fala em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos, desde que comecei a mentir sobre os ‘maus tratos’. Façam as contas, fui presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo “gritos assombrosos” de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram -achei, depois, que fosse gravação – e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu também menti dizendo que meus ‘algozes’, diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um ‘trauma de escadas”, imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos ‘socos e empurrões’ de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos ‘inquisidores’; afinal, eu os levava à loucura, com meu ‘enrolation’. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: “Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de “vítima da repressão”. A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas ‘tortura inumana’ se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido ‘barbaramente torturados’ falávamos a verdade?
Não, não é verdade. A maioria destas ‘barbaridades e torturas’ era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos ‘barbaramente torturados’ e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de ‘torturado’, ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: “quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre.”
Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles “anos de chumbo” era não ser preso(sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e ‘amarelões’ que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os “ômi”. Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a ‘marieta’, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que ‘marieta’ era uma corruptela de ‘maritaca’, nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de ‘verdade sufocada”? Vou conferir
Postado por Mirian Macedo,
PossoporVáriosNomes
“”"Acho muito engraçado esses reaçionários”"”
Posso por Vários Nomes escrever reaÇionário quando na verdade deveria ter escrito reaCionário, mas também posso por vários nomes justificar que se trata de um erro de digitação.
Elementar, meu caro Watson.
Marcelo.
Mais uma vez quero expressar minha admiração pela sua ilustre pessoa.
Apesar de toda a carga emocional envolvida em razão do seu histórico familiar, você é um verdadeiro democrata, visto que não censurou nenhum comentário meu, e aparentemente de ninguém que exprima opiniões antagônicas às suas. Essa hombridade não é comum nos blogs, mormente aqui neste estadão.
Mais uma vez, quero te parabenizar pela grande pessoa que você é.
Sou do tipo que acha q as coisas nunca caducam.
Me chamam de radical. Mas eu acho q é uma postura q todos deveriam adotar.
Se não somos o que fazemos, então somos o quê?!
Para valorizar a vida, para valorizar o ser humano, para a consciência existir…
Força e fé!
Boa sorte pra vc e família, Marcelo!
Gostaria de receber uma explicação da diferença entre as palavras exilado e asilado. Parece que no caso dos exilados quem paga as custas é o governo que o exilou e no caso de asilado as custas ficam por conta do governo que deu asilo. Estou correto?
Eu gostaria de ser exilado ou asilado na França, Alemanha, EUA, Italia ou Chile, como muitos de nossos políticos que tanto sofreram na ditadura, estudando en Sorbonne ou dando aulas nos EUA, não conheci muitos desses esquerdistas que ficaram em Cuba, Albania, Vietnan do Norte, China ou URSS, ou ficaram?
Me desculpe seu menino.
Há falta o caso Celso Daniel ser resolvido e outros crimes que foram e são cometidos pela esquerda, sequestro de embaixador, assalto e bombas em bancos e em predios de multinacionais.
É seu menino, parem com isso, ou na verdade continuem mas mostrem a verdade toda.
Claro, Fernandão, os DOI-CODI, equipados com as maquinas mais modernas de tortura, e que contavam com numerosas equipes de torturadores rigorosamente treinados, eram coisa de guardas da esquina. A presidencia da república não tinha nada a ver com isso.
Pessoas que sairam vivas dos DOI-CODI relataram o que acontecia lá, e existem documentos oficiais e fotos de torturados e mortos que comprovam esses relatos. Sua versão de que 400 pessoas foram torturadas pela esquerda armada não se comprova e não se sustenta.
Os embaixadores feitos prisioneiros pela esquerda não foram torturados pelos grupos que os capturaram. Fazer prisioneiros em uma guerra não é crime. Realizar bombardeios também não. Torturar prisioneiros é crime de guerra.
Releia querida, eu disse 400 mortos e torturados, não pela esquerda, disse que destes (este é o total que está no livro Brasil: Nunca Mais) certamente alguns pouco foram justiçados, foram mortos pelos próprios companheiros. Você tem problemas para compreender textos simples, só pode ser isso. E você ainda não entendeu a metáfora do guarda da esquina, perdão mas é impossível desenhar.
responder este comentário denunciar abuso(sim, estou sem palavras)
Fernandão, eu entendi perfeitamente que com “guardas da esquina” vc quis dizer que as torturas foram realizadas por alguns radicais do exército, sem autorização da presidência da república. O que é simplesmente impossível, dada a complexidade do esquema montado dentro dos DOI-CODI que eu já citei. A tortura era uma política de estado na época da ditadura.
E, enquanto está mais do que comprovado que a ditadura adotou a tortura como política, não há o menor indício de que a esquerda armada tenha torturado nem centenas, nem dezenas, nem uma única pessoa. Essa versão dos fatos é pura ficção.
Claro que há indícios caríssima, só que os justiçamentos também eram do interesse da ditadura, que fazia vistas grossas e ignorava tais assassinatos e julgamentos ilegais, afinal, seriam menos guerrilheiros a perseguir se deixassem que se matassem, o que per si já teria sido outra ilegalidade cometida pelo governo de exceção . Vários esquerdistas já admitiram estes fatos, e vários já confessaram que praticaram os tais justiçamentos. Vale novamente pequena pesquisa sobre o assunto. Os DOI-CODI tinham independência,”frequentei” alguns, acredite, como preso (todos jovens são socialistas), 3 vezes para ser mais preciso, e nunca fui “molestado”, certamente por sorte pois todos sabemos o que ocorria por lá, embora eu nada tenha visto, e todos concordamos que era brutal, ilegal e desumano, mas não era política federal matar e torturar, nunca foi.
Marcelo.
Sinto pelo acontecido e penso que deve existir muito orgulho da vossa parte por ter um pai que não se calou, numa sociedade que não se faz outra coisa se não fazer de conta…
Gostaria de saber um pouco mais sobre a origem familiar do seu pai, tenho um parente que é Paiva e é de Portugal, e ficou interessado em saber se é da familia.
Obrigada
2012
2011
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2009
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