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Marcelo Rubens Paiva

08.fevereiro.2011 14:38:55

cisne negro

Pensei que fosse 1 filme de menina.

Fui meio arrastado; não estava na minha lista.

Nada contra a música Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, que adoro.

Mas balé…

Nunca fui muito fã, nunca entendi, nem sei por que as coitadas precisam dançar nas pontas dos pés, posição incômoda e cômica, e chacoalhar os braços como se estivessem com ardência nos sovacos ou tentando secar o desodorante.

Aliás, uma fala do filme realçou a minha ignorância: “Montaremos Lago dos Cisnes, mas não no estilo Bolshoi.”

O que será que significa estilo Bolshoi?

Pior que um dos únicos balés que vi na vida foi um Bolshoi nos anos 70, dançando Sagração da Primavera no Municipal, uma viagem para um moleque recém-chegado em São Paulo.

Eu deveria saber muito bem qual é o estilo Bolshoi.

E se aquilo que Nina [Natalie Portman, favorita ao Oscar de melhor atriz] faz no palco é trucagem ou a atriz aprendeu a dançar.

Na real, não foi Natalie quem me levou a ver o filme.

Acho uma boa atriz, mas sem sal.

Foi o diretor Darren Aronofsky, que só faz filme bom [Réquiem Para um Sonho, O Lutador] e gosta de reabilitar atores marcantes e encostado por má conduta na moral vitoriana, como Mickey Rourke e, agora, Winona Ryder [como ela é demais...], cleptomaníaca que faz uma bailarina deprê aposentada à força.

O filme parece mais um do gênero “competir para ser o melhor”, obsessão americana.

Afinal, o papel principal do balé a ser montado pela companhia nova-iorquina  está entre Nina [Natalie] e a recém-chegada Lilly [Mila Kunis], exótica californiana, gostosa pra valer, queimada, tatuada, sua rival, que dança sem técnica, mas com tesão, exatamente o que falta à travada Nina, e atiça a libido de toda a companhia.

Mas o filme vai além. Os mitos de Dionísio e Apolo se confrontam.

Lá está o sentido da arte, o dilema técnica versus visceralidade, razão contra emoção. Cuja síntese é o dever da grande arte.

Me lembrou muito o período que em passei pelo CPT [como dramaturgo iniciante] e a mensagem e valor das palavras de Antunes Filho: estude, pesquise, estude, mas não basta, enlouqueça no palco, chegue ao extremo, é o nosso papel, entregue tudo, como se o mundo fosse acabar amanhã.

Relação que instiga o amor e ódio por nosso mentor, que nos cobra mais e mais,. e sabe das nossas fraquezas e exige superação.

Aliás, o diretor do balé, Thomas [Vincent Cassel], lembra Antunes e provoca a frieza de Nina, como eu, diretor novato de 3 peças, tentei também fazer, para que as atrizes se desarmassem e mergulhassem em seus personagens.

O problema é que alguns conseguem. E outros enlouquecem de fato, como Nina. E não sabem administrar as diferenças entre o palco e a rua.

E a metáfora do Cisne Branco e seu gêmeo, Cisne Negro, é perfeita. É a pureza contra a explosão. Nina consegue com perfeição fazer o Branco. Não consegue fazer o Negro. Até ouvir do diretor: “Você dança sem tesão. Vai para casa e se masturbe.”

Rá. Eu diria o mesmo.

ps> Quer saber algo engraçado. Só tinha homem a plateia. Bem. Era o Shopping Frei Caneca.

comentários (59) | comente

59 Comentários Comente também
  • 08/02/2011 - 17:32
    Enviado por: Paulo Silveira

    “E a metáfora do Cisne Branco e seu gêmeo, Cisne Negro, é perfeita.”

    Perfeitamente pobre. Essa dualidade que não existe.

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  • 08/02/2011 - 17:57
    Enviado por: Marcio Melo

    Pra mim dos indicados ao Oscar de melhor filme foi o que mais gostei até aqui. Falta ainda ver mais 4 filmes

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  • 08/02/2011 - 17:59
    Enviado por: Isabela Martinez Milanezzi

    Estou louca pra ver o filme! E concordo, não há habilidade técnica que substitua o tesão pelo que se faz.

    Olha o preconceito com o Frei Caneca, hein.. hahahaha
    Beijos Marcelo. Espero ver “Malu” esse fim de semana!

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  • 08/02/2011 - 18:02
    Enviado por: Márcio

    Cara, sou teu fã…agora, a Nat (sim, sou íntimo) Portman, “sem sal” ? tenho que discordar…pra mim, ela é pimenta pura!! Aceitava fácil um pedido de casamento dela…Ainda não vi o filme, mas fiquei com mais vontade ainda depois do seu texto.
    Abs

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  • 08/02/2011 - 18:15
    Enviado por: Fabiana Marques

    Fui ver exatamente com a mesma atitude que vc. E a supresa não poderia ter sido melhor!

    Pena que Malu ainda não estreeou aqui em Ribeirão.

    Beijos

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    • 09/02/2011 - 21:37
      Enviado por: Vanessa

      Fabiana, nem aqui em Rio Preto, e eu perguntei la no cinema sobre Malu de Bicicleta e eles nem sabem que filme é esse.. Como pode isso????????

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  • 08/02/2011 - 18:17
    Enviado por: Mario Viana

    Marcelo,
    eu também gostei do filme e da maneira como ele filma o balé – menos interessado na coreografia, mais atento às dores que devem causar aqueles movimentos.

    Engraçado que entrei no cinema esperando ver mais um filme de superação dos limites, bem ao gosto (limitado) dos americanos médios. Fiquei surpreso com o paralelo que dá pra traçar com nossa atividade em teatro, em escrita – os fantasmas que temos de enfrentar, os diabinhos que precisamos soltar… “A única barreira entre você e o que você quer é você mesma”, diz o diretor. Me atingiu.

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  • 08/02/2011 - 18:24
    Enviado por: Tweets that mention cisne negro « Marcelo Rubens Paiva -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Adriano Singolani, Isadora Peron, Cecília Pires, Francisco Ventura, Niara de Oliveira and others. Niara de Oliveira said: RT @marcelorubens: cisne negro « Marcelo Rubens Paiva http://t.co/jeDZ83J via @estadao [...]

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  • 08/02/2011 - 18:24
    Enviado por: Caio Lafayette

    Sabe. Gostei muito, mas devo admitir: acho a Natalie sensacional!

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  • 08/02/2011 - 19:50
    Enviado por: Cleber Papa

    hummm… Não gostei nada. Bem filmado, trololó, trololó, mas um clichê atras do outro. A mãe possessiva, os ursinhos de pelúcia, a esquizofrenia da bailarina confundindo realidadeximaginação, o diretor comedor, a inimiga “estrangeira” (a rival vem de fora), balada com ecstasy e transa no banheiro, as duas transando (na imaginação da maluquete), briga com espelho quebrado transformado em faca…kkkk engraçado (e novo) foi o velho pervertido no metro. Muito clichê prá pouca novidade, vc não acha? Gostaria muito de ver um figurino “crescendo” de verdade. Teatro photoshop, after effects ou coisa que o valha… Sonho de qualquer diretor… De resto, dá pro gasto, pode até ganhar um Oscarzinho…Mas não passa da sola do chinelo. Vale ver? Sei lá… cada um faz o que quer, né? Fui lá e conferi, apesar de estar meio contra a maré.

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    • 09/02/2011 - 11:46
      Enviado por: Marcelo Rubens Paiva

      tb acho, rrr. filme pra oscar.
      o velho do metro merecia oscar de ator coadjuvante

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    • 21/02/2011 - 21:47
      Enviado por: Didi

      Sexta-Feira 13 lhe cai bem.

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    • 22/02/2011 - 22:44
      Enviado por: gisela

      Cleber,
      que pena que vc tirou por esse lado. O filme é encorpado e te faz pensar no outro lado que todos nós temos, e muitos coitados não conseguem perceber… vale vc se envolver mais com Arte, por exemplo.

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    • 24/02/2011 - 11:33
      Enviado por: Carla

      Tem sempre alguém pra falar mal de filmes indicados ao Oscar… Às vezes estão tão preocupados em implicar com o indicado, que procuram só por defeitos, ao invés de esquecerem essa antipatia pelo prêmio e se atentarem mais pra todo o conflito na telona… O filme é bom demais!!

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    • 27/02/2011 - 11:49
      Enviado por: sonia

      Concordo com vc em genero,numero e grau.Em algumas cenas o filme chega a ser comico.Aqueles olhos em brasa!!!!

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  • 08/02/2011 - 20:48
    Enviado por: Andressa

    O filme é confuso. Não se sabe ao certo quando os fatos são apenas imaginação de Nina ou reais. Vai ver a intenção é essa mesma. Vai ver a intenção é nos deixar confusos em relação aos termos técnicos também.
    Sexualidade e suspense são duas coisas que não costumam me agradar em filmes, mas nesse caso, não me incomodou. Apesar das cenas de aflição, o filme é… visceral, como li em alguma crítica. A evolução do personagem surpreende à todos e, provavelmente, quem assiste espera por isso.

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  • 08/02/2011 - 21:19
    Enviado por: Pâmela

    Oi Marcelo,

    Espero que entre no espirito da dança e se lembre do convite que lhe entreguei na pré estréia do “Malu de Bicicleta” em São Paulo.
    Esta convidadissimo para o espetáculo burlesco no teatro/bar/cabaret O Inflamável.

    Espero ve-lo

    Bjs!

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  • 09/02/2011 - 08:22
    Enviado por: Flafli

    Olá Marcelo!

    Eu, ao contrário de você, fui assistir o filme entusiasmada pelas cenas de dança… mas me deparei com os conflitos e obsessões de Nina. Interessante… nova visão da “coisa toda”… Durante o filme não tinha certeza de estar gostando… mas o final foi maravilhoso e valeu a pena!

    Beijos!

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  • 09/02/2011 - 09:36
    Enviado por: Cristiane

    Oi Marcelo,

    Vira e mexe dou uma olhadinha aqui no seu blog mas é a primeira vez que comento.

    Esse filme é surreal, adorei! Estava muito a fim de ver pq adoro balé mas não imaginava que seria tão bom. Assisti no Shopping Frei Caneca no domingo passado e foi o contrário do dia que vc viu pq tinha bastante mulher.

    Beijos

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  • 09/02/2011 - 21:31
    Enviado por: Vanessa

    Acho que entendi o pq de não ser estilo Bolshoi. É que o estilo Bolshoi o ballet é cheio de técnica, a bailarina dever ser técnicamente perfeita, embora haja sentimento em sua expressão. Já no ballet do filme, ou seja, o do sonho dela, ela deve se soltar mais ao fazer Odile (o cisne negro), sem usar muito de sua técnica..
    Bom, acho que é isso.. não tenho tantaaaa certeza!!! Foi assim que interpretei.

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  • 09/02/2011 - 22:46
    Enviado por: Alessandra Vieira

    Oi marcelo..

    Eu moro em joinville-sc,aqui todos os anos tem o festival de dança que é muito conhecido.
    Temos aqui a filial do bolshoi que no festival de dança escolhe as melhores bailarinas pra fazer parte do balé bolshoi..
    Mas não tem só balé que tem no festival,tem outras danças tbm..
    Quando quiser apareça aqui para conferir,te mostro a cidade..rsrsrs
    Bjo..

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  • 10/02/2011 - 13:57
    Enviado por: Alanina

    Achei este filme do caralho! Tenso e intenso..

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  • 11/02/2011 - 07:01
    Enviado por: Carol

    todos esses elementos (não vale eles isolados ou parte deles juntos!) de modo tão magistral e assustador, aí sim eu não digo mais nada!
    Eu, apesar de não concordar com algumas coisas que o Marcelo escreveu, pelo menos parabenizo o fato de que ele notou, por experiência própria, que o filme trata de certos papeis na vida artística que fazem mal à vida pessoal do ator/bailarino, a ponto deste enlouquecer de verdade.
    Saia da sua inércia mental e vá tentar saber só um pouquinho como é a realidade de uma grande companhia de ballet, e você descobrirá que está muito longe de ser aquela coisa cor-de-rosa dos filminhos sobre dança realmente clichês por aí! Que você não goste do filme é uma coisa, mas vir falar abobrinha sem fundamento, é uma piada!

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  • 12/02/2011 - 01:03
    Enviado por: Marcio

    Brilhante! Portman está impecável… E aquela cena das duas se pegando no quarto…benza Deus… A Natalie merece o Oscar!!

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  • 12/02/2011 - 04:18
    Enviado por: Jota

    Muito escroto o comentário do Frei Caneca.

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  • 13/02/2011 - 14:32
    Enviado por: Marcelo de Souza

    Ainda não pude assisitir, só vi teasers, li muito a respeito e acho que esse filme vai me lembrar muito um outro de animação japonesa chamado Deep Blue (diretor: Satoshi Kon), principalmente por causa das alucinações da Nina, além de também ter um tema parecido: uma artista à beira da loucura pela manutenção de sua imagem pública, que literalmente se volta contra ela.

    Ouvi dizer que Cisne Negro também tem paralelos como “Clube da Luta”… inetressante como dois filmes de temas aparentemente tão antagônicos como brigas de homens e balé de mulheres possam se encontrar dessa forma.

    Mas só falta assistir… por hora, fiz minha homenagem e tb um desabafo pessoal inspirado no filme:

    http://marcelographics.wordpress.com/2011/02/13/caricatura-cisne-negro-black-swan/

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    • 03/03/2011 - 18:06
      Enviado por: Marcelo de Souza

      Acabei de assistir… Espetacular!

      E aquela cena c/ a Lilly… que imaginação dessa menina Nina!

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    • 04/03/2011 - 01:27
      Enviado por: Marcelo de Souza

      “Cisne Negro” by Marcelographics

      Acho que num certo sentido, o Cisne Negro tem um “final feliz” ou algo mais perto disso do que qualquer outro filme pretensamente mais leve… no momento mais tenso e chocante de todos (o espelho quebrado), o filme inclusive se dá ao luxo de ter um breve mas infalivel alívio cômico.

      (Eu pelo menos achei aquela cena engraçada e percebi outros c/ o mesmo senso de humor)

      Mas a transformação em si conseguiu elevar o terror à categoria do BELO como só um filme de arte pode fazer.

      Natálie Portman possuída pela Nina e seus reflexos, perfeita!

      E sim… lembra muito o anime “Deep Blue” que mencionei e agora entendo o porque das relativas comparações c/ Clube da Luta ;)

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    • 05/03/2011 - 00:21
      Enviado por: Marcelo de Souza

      Errata tardia: O nome do anime é PERFECT BLUE e não Deep Blue…

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  • 14/02/2011 - 16:38
    Enviado por: Giovana

    Adorei o filme. A Mila jamais poderia ser o cisne branco. Já Portman poderia ser o branco e também o negro, pois ela personifica o conflito. Pode ser intensamente um quanto o outro. Só dependerá dela. Nesse sentido sem sal seria a personagem de Mila, que é bem mais óbvia.

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  • 14/02/2011 - 17:38
    Enviado por: Gildo Araújo

    Nem percebi a presença de Winona Ryder, mas adorei as atuações da ucraniana Mila Kunis, que eu já conhecia de That`70s Show e de Barbara Hershey, que atuou em Hannah e suas irmãs, o melhor filme de Woody Allen.

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  • 19/02/2011 - 10:53
    Enviado por: Linda

    Vi Cisne Negro “Black Swan” – em 720p WEBSCR o nome deve ser “Black Swan’s Lesbian” The Soft Porn, Maybe…rs. Muito bom. http://leu-meu-email.blogspot.com/

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  • 19/02/2011 - 18:33
    Enviado por: Luna

    “deve ser “Black Swan’s Lesbian” The Soft Porn, Maybe”

    HAUHAUAHAUAHUAHAUAHUAHAAHAUHAUAHUAHAUHAUAHAUHAUAHUAHAHAUAHUAHAUAHS
    Eu ri disso.

    Hmm,filme intrigante. Não vou mentir que a principio não me agradou, me prendi a uma analise superficial, só parando para realmente digerir tudo em casa.
    A atuação de Portman me fez ficar impressionada, e digo que nem foi pelas caras e bocas de medo-tristeza-dor de barriga ou coisa e tal. A verdade é que me apaixonei pela cena onde ela dança belissima o cisne negro, achei sublime e olha que nem me admira muito o balé ou seus pliés e esquisitês.
    A frase “Foi perfeito” no final, também me tocou. Tomei a ousadia de direcionar o filme todo para esse lado : a busca extrema pela perfeição e a destruição que isso leva.
    Minha teoria maluca teve ainda como apoio o cartaz magnifico com o rosto rachado da nossa protagonista.
    E com isso, o filme me agadou.
    Contou com exageros que por mim seriam muito bem despensados, mas é de fato intrigante e inteligente.

    Adorei o texto, abraços.

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  • 20/02/2011 - 17:58
    Enviado por: claudia

    Não consegue fazer o Negro. Até ouvir do diretor: “Você dança sem tesão. Vai para casa e se masturbe.”

    é bem melhor q ir ao cinema e ver esse filme, nao achei nada demais.

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  • 20/02/2011 - 18:05
    Enviado por: Tatiana

    Oi Marcelo, por mais estranho que possa parecer eu te amo muito ( sem maldade) te adoro como escritor, mais sei que vc não irá responder, pois o Tognolli disse que vc não responde mesmo..
    Assisti o filme ontem e adorei… bem surpreendente o final..é um recado para tudo na vida ser feito com amor e tesão.. como diria meu ex professor Claúdio Tognolli : ” Sem tesão, não se chupa nem um chicabon..” Beijos.

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  • 22/02/2011 - 20:56
    Enviado por: Pegaki

    Ja vi coisas piores e paguei.
    A moral do filme eh: para ser Cisne, primeiro precisa ser galinha!

    Valeu Marcelao!!!!!

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  • 27/02/2011 - 18:46
    Enviado por: Cecilia

    Pobre Nina!!! Não tinha ninguém para contar… Mãe louca, Lilly rival, diretor comedor,… Pirou mesmo!!!

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  • 03/03/2011 - 16:08
    Enviado por: Karin Verthein

    Gostei do filme, embora aquele clima de suspense constante tenha me incomodado, parece q o cinema americano tem que recorrer sempre à esses esquemas para tratar de temas mais profundos, talvez para q o filme não fique monótono.
    O q mais me marcou no filme foi justamente a não dualidade entre os cisnes negro e branco presentes tanto na montagem do balé como na própria Nina. A história do balé se confunde com a da personagem. Nina é vítima e algoz de si mesma, nela habitam ambos o cisnes. E o mais interessante foi identificar em mim e à minha volta esses cisnes, como somos capazes, em maior ou menor grau, de praticar auto-boicotes, violências silenciosas. Achei isso forte e tocante.

    Abraço!

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  • 06/03/2011 - 18:46
    Enviado por: Dani

    Filme perfeito… O limite entre a força de vontade e a obsessão de Nina por sua perfeição aliados à sanidade e insanidade provocadas por sua atitude são complexamente atrativas.

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  • 07/03/2011 - 14:32
    Enviado por: Oda Nobunaga

    Só achei que a Mila Kunis merecia um oscar também. Eita atriz talentosa!!!

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  • 09/03/2011 - 10:53
    Enviado por: Rose Rocha

    Noosa, obrigada
    Fui ver o filme, e não entendia pq não havia gostado, até ler vc. Não queria parecer ignorante, pouco culta, ao iniciar uma conversa à respeito, fui logo sendo criticada.
    Agradeço a vc por me sentir menos burra.

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  • 13/03/2011 - 17:16
    Enviado por: Dalto Pessoa

    Odiei o filme.

    Muito cabeça pro meu gosto.

    Deveria ter ido assistir Bruna Surfistinha.

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  • 14/03/2011 - 20:14
    Enviado por: Patricia

    O filme é denso e realmente não é para todos os gostos. Do ponto de vista psicológico é extremamente bem construído, a obsessão pela perfeição de uma pessoa extremamente rígida que tem dificuldades incluse de obter um orgasmo. É repleto de simbolismos e ao final ela não consegue integrar os dois lados de sua personalidade e como uma corda de violino esticada ao extremo literalmente quebra e ocorre a cisão de sua personalidade e fica psicótica. Para ela se tornar o cisne negro e assumir sua sombra é claro que tinha que matar o cisne branco. Na verdade vejo o filme como uma metáfora, é simbólico e fala do desabrochar da mulher que deixa de ser a menininha comportada da mamãe que age conforme o desejo do outro para se tornar um sujeito desejante. Simplesmente maravilhoso. Outro aspecto que chama atenção e que ela repete no final é que ela era incapaz de sentir, na verdade ela tinha medo de sentir pois sentir significa se entregar ao prazer
    e a vida. Enfim chega de falar que já aborreci com esse papo. O filme no meu ponto de vista é excelente.

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  • 16/03/2011 - 02:27
    Enviado por: Franco de Paula"

    Gostei muito do texto. Já li alguns textos seus, mas fazia tempo que não lia.

    Parabéns pelos textos!!!

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  • 17/03/2011 - 05:29
    Enviado por: Rafael

    é um filme bem legal. sensível. trata do debute tardio de uma jovem bailarina na vida. o mérito da produção é conseguir ser universal. o que é muito proprio para atingir várias pessoas, fazer bilheteria, discussão, como eram aqueles filmões de Hollywood – lembra? Para ganhar Oscar, mesmo. Por exemplo, a obra trata de mutilação com alicate de unha, coceira nas costas – bem comum – e não um clitoris cortado a tesoura, como no filme do Lars Von Trier – O Anticristo. No filme do dinamarquês, uma mulher também está por desvendar do “lado maligno”. Lars consegue ao menos criar um produto original, sem dúvida, apesar da apelação deslavada e desnecessária. E muita coisa fica no ar para que arte continue seu ciclo, se recriando. Já em Cisne Negro tudo está bem explicado para nos confortar. Até o diretor canalha, nem é tão canalha assim. Ele ganha um beijo da mocinha! Ele só queria o melhor daquele bela e “suculenta” dama. Os tabus do filme dizem respeito apenas não deveriam gerar muita discussão para quem não acompanha cinema mais atentamente ou CDFs, como Natalie, como sexo entre garotas, masturbação, mães dominadoras, pessoas que se perderam no tempo, etc. Só que está tudo tão bem amarrado que a perfeição nos impacta. O balé nos impacta. Nem precisa de óculos 3d. Tal perfeição que levou a personagem a se ferir gravemente com um caco de vidro para viver a experiência completa. mais CDF impossível! desde o ônibus de Ken Kesey ao Jackass!, a ordem principal é, viver intensamente, mas MANTER-SE VIVO.

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  • 17/03/2011 - 16:28
    Enviado por: philipe barral

    Uma garota de 20 e poucos anos que a mãe sempre controlou e que controladas por sentimentos devassos, vive tormentas horríveis.
    Ilusões, vida retraída, obsessão, pressão, tudo isso fazendo com que sua vida corporal seja afetada por espíritos inferiores.
    por causa de sua obsessão, se torna seu próprio desejo, sendo que esse é causado por sua mãe, destrói seu corpo físico de tal forma que sua vida se transforma em um pesadelo vivo.
    sua busca incessante pela perfeição em ser o cisne negro, fez com que ela se destruisse pouco a pouco e quando chegou ao extremo,sem se dar conta do seus atos e devaneios, acaba com a mais bela dança que é viver e não ser perfeito.

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  • 06/04/2011 - 22:52
    Enviado por: Renata

    Postei uma crítica no Svhoong, espero que gostem!
    http://pt.shvoong.com/humanities/theory-criticism/2144519-cisne-negro-crítica/

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  • 07/04/2011 - 17:27
    Enviado por: Pati

    Oi Marcelo,

    Fiz ballet com o objetivo de ser bailarina profissional durante 16 anos, o joelho acabou e o plano de vida teve que ser mudado. Hoje sou diretora financeira em um empresa estrangeira, estou realizada, mas a melhor coisa que fiz foi o ballet clássico. Traz postura, educação, movimentos leves (mesmo que minhas risadas sejam altas) e dor, muita dor.É superação pura. A gente aprende que se não praticar não só deixa de melhorar como começa a piorar, os movimentos deixam de ser precisos como o ballet clássico exige.
    Enfim, visceral é o que tenho a dizer sobre o ballet e sobre o filme, com direito a taquicardia e tudo. Compreendo que muitas pessoas nem tenham compreendido certas cenas em sua profundida, mas tudo bem, niguém é obrigado a gostar do ballet clássico em sua essencia.

    Abraços

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  • 18/05/2011 - 20:18
    Enviado por: Alexandre XS

    Muito bom filme!!!! Gostei demais!!!

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  • 21/05/2011 - 23:58
    Enviado por: cris

    Não se pode falar daquilo que não se consegue sentir ,nem entender,tai uma boa chance para ficar calado. Para mim que amo a arte da dança,acho que não é linguagem pra qualquer um….

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  • 31/07/2011 - 18:19
    Enviado por: Gabrielly

    Bom….
    Acho q o autor dessa critica esta completamente equivocado quanto ao filme..
    Eu assisti e achei muito interessante,a Natalie Portman estava otima…
    Nao posso dizer q o filme é perfeito,mas na minha opiniao é um dos melhores….
    E pra qm nao sabe fazer bale e muito bom,nao precisa entender pq ficamos em posiçoes incomodas e comicas ou pq dançamos na ponta dos pes,basta gostar de bale e querer dançar…
    E nenhuma bailarina é coitada,fizemos porque gostamos…
    Obrigado!

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