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Marcelo Rubens Paiva

19.novembro.2010 12:54:19

cega e burra

O Tribunal de Justiça – SP divulgou ontem liminar que proíbe a distribuição do livro OS CEM MELHORES CONTOS BRASILEIROS DO SÉCULO a alunos de escolas públicas do Estado.

Pois o livro possui conteúdo sexual com “descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos”, e, por isso, seria inapropriado para estudantes do ensino fundamental e médio.

O conto OBSCENIDADES PARA UMA DONA DE CASA, do meu colega de coluna, IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO, pode ter sido o causador da obscura proibição.

Mas é 1 juiz quem deve indicar o que pode ou não ser lido nas escolas?

Ele entende de LITERATURA?

Seguiu um gosto pessoal, a intuição?

Vai proibir ou sugerir riscarem as palavras e trechos obscenos?

Por que não arrancarem as páginas  “inapropriadas” a garotos e garotas que não veem nada disso na TV e internet?

Não vão recolher as obras já distribuídas. Mas as escolas que ainda têm exemplares não entregues devem devolver à secretaria. E está proibida uma nova distribuição do livro. Caso a decisão não seja cumprida, a multa será de R$ 200 para cada exemplar distribuído.

A Secretaria de Educação do Estado de SP disse que ainda não foi notificada da decisão e comentou que, ao contrário do que diz a liminar, a obra foi entregue apenas para alunos do Ensino Médio.

Seleção do professor Italo Moriconi lançada pela Editora Objetiva com 100 melhores textos do gênero ao longo do século, OS CEM MELHORES CONTOS BRASILEIROS DO SÉCULO deixou de lado critérios acadêmicos e pautou pela qualidade de obras-primas produzidas no Brasil entre 1900 e o fim dos anos 90.

Uma antologia dividida em 6 momentos, segundo o professor Douglas Wisniewski:

“De 1900 aos anos 30 / Memórias de ferro, desejos de tarlatana”

O autor situa corretamente os contos deste momento com o Pré-modernismo, deixando claro que os contistas deste período experimentam os mais variados estilos, não havendo exatamente um padrão. Temos um Machado de Assis ainda a questionar certas atitudes da sociedade da época, João do Rio falando sobre o carnaval e aventuras extravagantes, Lima Barreto fazendo as pessoas desenterrarem os ossos de seus falecidos parentes para fazerem ouro e, assim, criticando a ganância e estupidez da sociedade brasileira e outros.

“Anos 40/50: Modernos, maduros, líricos”

Representando um momento em que o Modernismo já se havia estabelecido na cultura brasileira, mas em que a poesia e o romance tinham maior espaço no mundo literário. Não obstante isso, teremos maravilhosos contos dessas décadas a nos mostrar as dificuldades das relações afetivas entre os brasileiros. Temos “O Peru de Natal”, de Mário de Andrade, mostrando a onipresença de um falecido e sovina pai no seio de uma família que se reúne para cear, José J. Veiga coloca dois irmãos que nem se conheciam frente a frente, tentando quebrar o gelo da distância que os separava apesar de terem o mesmo sangue, o maravilhoso Drummond vendo o mundo com os olhos de uma garotinha de 3 anos e outros.

“Anos 60: Conflitos e desenredos”

A década de todas as revoluções também é retratada por Moriconi como um momento em que escritores consagrados como Clarice Lispector e Orígenes Lessa explorarão mais os campos da psicologia humana em contos marcados pelo fluxo da consciência do narrador e finais surpreendentes.

“Anos 70: Violência e paixão”

O país vive um contexto de violência política e social até então inédito e o conto afirma-se como instrumento adequado para a expressão artística do ritmo nervoso e convulsivo desta década passional. Rubem Fonseca destila o famoso “Passeio noturno” narrando a “tara” do personagem que tinha como hobby atropelar pessoas, enquanto Luiz Vilela põe um barbeiro experiente e um jovem assustado para fazerem a barba de um cadáver e filosofar sobre a morte.

“Anos 80: Roteiros do corpo”

A sexualidade é exacerbada no início desta década, como consequência das revoluções culturais ocorridas nas décadas anteriores e o conto terá como cenário as grandes metrópoles. A mídia ditará as regras e começará a explorar o erotismo. O homossexualismo ganhará vulto na literatura oficial. Mas tanta concentração nas energias sexuais poderão terminar com uma sensação de vazio, que parecerá anunciar um fim de século melancólico, marcado pelo afastamento das pessoas através do uso da camisinha (isolante sexual) e o medo da AIDS. Sérgio Faraco, Caio Fernando Abreu, Ignácio de Loyola Brandão e João Ubaldo Ribeiro são alguns dos representantes desta fase.

“Anos 90: Estranhos e intrusos”

Momento de nova agitação cultural e diversidade de temas e tipos será marcado pelo final do século XX. “Década de estranhos e intrusos” como afirma o Dr. Moriconi, época que celebra a diferença, combinando o humano ao animal e ao tecnológica. Um novo período de transição, como aquele marcado pelo Pré-modernismo no início do séc. XX se anuncia para o início do séc. XXI, confirmando a máxima de que “a História se repete”. O destaque é dos contistas Moacyr Scliar, Silviano Santiago e Luís Fernando Veríssimo.

Primeiro proíbem MONTEIRO LOBATO. Agora, contos.

Justiça cega e burra.

comentários (149) | comente

149 Comentários Comente também
  • 19/11/2010 - 13:28
    Enviado por: Hanny Meire

    Palhaçada isso. Com a internet invadindo os lares acho muita hipocrisia quererem proibir algo nas escolas, e aliás, não curto a palavra proibição. Um abraço !

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  • 19/11/2010 - 13:35
    Enviado por: Lucas Lazarte

    Quando o Brasil tem algo que se orgulhar, a justiça vai lá e tira
    o que sera isso?
    inveja?
    conteudo sexual não é mais desculpa para o século XXI
    ainda mais nos dias de hoje.

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    • 20/11/2010 - 16:28
      Enviado por: marie souza

      REALMENTE, MORTEIRO LOBATO É MOTIVO DE ORGULHO PRO BRASIL E ISSO DEVE INCOMODAR A JUSTIÇA E O CONGRESSO QUE SÓ NOS ENVERGONHA.

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  • 19/11/2010 - 13:41
    Enviado por: eliane

    rá, é assim mesmo, como se alunos do 3º ano fossem inocentes coitados!
    Eles veem pornografia na internet, na televisão, fazem isso.. mas ler pra eles é absurdo.
    É, é o Brasil indo cada vez mais pra frente ¬¬

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  • 19/11/2010 - 13:45
    Enviado por: João Roncatto

    Me pergunto qual a informação adquirida por esse sujeito que chegou ao Título de juiz?! Justiça cega, burra e dissimulada!

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  • 19/11/2010 - 14:35
    Enviado por: Roberta

    Por isso a cultura do país está indo para o ralo!!! Nem sei o motivo da preocupação, afinal os jovens do Brasil só sabem ler manchetes de jornais sensacionalistas (e só as manchetes mesmo, a reportagem toda dá muito trabalho). Mal conseguem ler um scrap inteiro no orkut (se não for todo abreviado). Bobagem proibir… eles deveriam lançar uma liminar OBRIGANDO a leitura.. e não o contrario .. absurdo..
    A propósito, eu tinha esse livro.. me surrupiaram.. :-(

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  • 19/11/2010 - 14:38
    Enviado por: Gabi

    Fala sério, vai dizer que nenhuma CRIANÇA de 10 anos não sabe o que é sexo? Muitas delas sabem mais do que muito adulto por aí e grande maioria pratica. Sim, a justiça é cega e não quer ver essa realidade. Não precisa proibir um livro quando uma criança dessas tem acesso fácil a pornografia na internet.

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    • 20/11/2010 - 10:50
      Enviado por: Otávio

      Gabi, você me fez agora lembrar de uma anedota em que caminhavam por uma praia três meninas, quando deparam com um casal rolando na areia e a mais velha exclama: “olha, eles estão brincando”. A do meio retruca: “que nada, estão trepando”. Ao que a mais nova sentencia: “e mal”.

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  • 19/11/2010 - 14:41
    Enviado por: Franciellen C.

    Justiça cega e burra, realmente. E hipócrita! Há tantas coisas piores e de acesso muito mais fácil aos adolescentes que um conto em um livro. Não o tenho, mas tive oportunidade de ler. É raro que o ensino público receba materiais tão bons, concentrando as fases da literatura brasileira… E um belo dia alguém proíbe. Eu acredito até que a maior parte dos jovens preferem passar o dia na internet a ler, então, nada disso influenciaria ninguém: hoje em dia, ninguém é assim tão ingênuo e/ou inocente!
    Lamentável, simplesmente. Alguém precisa rever seus conceitos e decisões, tsc.

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  • 19/11/2010 - 14:41
    Enviado por: Simone de Paula

    Que a onda da censura sobre a Literatura sirva para despertar nos jovens o impulso de transgredir a lei imposta e mergulhar nos livros. É curioso pensar que tanto se censura num país onde tão pouco se lê. Cada vez que vejo essas atitudes da ‘turma do Direito’ lembro do livro Cem Anos de Solidão, onde os “urubus de preto” chegam para ditar ordens e regras numa comunidade onde não foram chamados e transformam o lugar num centro de injustiças.

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  • 19/11/2010 - 14:43
    Enviado por: Alexandre Rezende

    E quem é que fez esse pedido ao juiz?

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  • 19/11/2010 - 14:52
    Enviado por: Gilda

    A Hipocrisia aumenta a cada dia!
    Se tivessemos colocado a boca no trombine quado resolveram PROIBIR MONTEIRO LOBATO, talvez eles nã tivessem ido tão lomge, censurando cada vez mais a leitura.
    Acho que ainda há tempo, basta começarmos, hoje , agora, JÁ a divulgar tais absurdos pelas várias ferramentas da web: TW, orkut, e-mail, etc…

    Vou fazer a minha parte, faça a sua! 1+1 é sempre mais que 2.

    abraços,

    Gilda Aché Taveira – RJ

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  • 19/11/2010 - 15:01
    Enviado por: Rafael Uchimura

    É vergonhoso tal atitude, levando em consideração o estado da megalópole brasileira. SP criou a cultura de importar costumes internacionais, perdendo a identidade brasileira e dando lugar a um vazio, sem raça. Berço de xenofobia (brasileiro com preconceito de brasileiro), de ignorância e de outras atitudes estúpidas que não se enquadram na nossa cultura. Agora a lei priva as pessoas de conhecerem os textos de grandes mestres da literatura nacional. Tenho pena de vocês.

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  • 19/11/2010 - 15:01
    Enviado por: ana campregher

    Estragou meu dia ter visto essa notícia… Será que não há nenhum jeito de impedirmos isso? Um abaixo assinado, qualquer coisa? Quem propôs essa lei não tem noção NENHUMA de literatura… Me responda, por favor. Se pudermos fazer alguma movimentação e enviar ao Tribunal para revertermos a BIZARRA situação, serei a primeira a me engajar.

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  • 19/11/2010 - 15:02
    Enviado por: Pedro Paulo

    A rede nacional de televisão tem tanta coisa obscena, internet nem se fala. E ainda “musicas” com letras extremamente impróprias, com conteúdo muito mais obsceno, alias explicito, insinuações de todas as formas possíveis e erros de português que nem merece ser comentado, garotos e garotas de 12 anos andam por ai com o celular pendurado no pescoço ouvindo esse tipo de som. Ai um juiz proíbe o acesso a literatura. Deve ser alguem que não tem nada mais importante pra fazer, e faz com o ensino alem de fraco e precário ande na contra mão!

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  • 19/11/2010 - 15:07
    Enviado por: Vanessa B.

    é mais fácil proibir do que orientar… como na prefeitura daqui de Rio Preto, o prefeito proibiu raves depois da reportagem do fantástico, onde mostrava jovens se drogando numa dessas festas… Não frequento raves.. mas achei absurda a decisão.
    Uma pessoa que se dorga, usa drogas em qualquer lugar, no bar, na baladinha, na festinha do cursinho ou no churrasco com os amigos, não é proibir um tipo de festa que vai sanar com os problemas das drogas…
    Os livros… com certeza eles não são a única fonte de leiutura desses alunos, que provavelmente procuram tudo isso que está nos livros “inapropriados” em outro lugar, onde juiz nenhum pode proibir ele de ver, assitir, ler…

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  • 19/11/2010 - 15:16
    Enviado por: Lalo Arias

    Não tenho o hábito de deixar comentários nos posts dos blogues que leio, mas desta vez não dá pra deixar passar. Vou ser direto: OBSCENA É A JUSTIÇA DO DESTE PAÍS.

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  • 19/11/2010 - 15:18
    Enviado por: Jessika

    Talvez isso ajude a vender o Livro
    e aumente o interesse por ele,
    As pessoas gostam dos livros censurados.

    O livro do gentili “como se tornar o pior aluno da escola”
    foi censurado para menores de 18 anos
    quando pergutaram para o Gentili o que ele achava sobre isso
    ele respondeu que achava bom que ia vender bem mais por isso.

    A Justiça é cega , burra , lenta …

    beijo

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  • 19/11/2010 - 15:23
    Enviado por: Isabela Martinez Milanezzi

    Ridículo! Estive em uma ‘conversa’ com o Ignácio esse ano lá na Bienal do Livro em São Paulo. Escritor espetacular, em pleno século XXI sofre com a censura da justiça brasileira, que enquanto proíbe literatura, ignora a violência como houve na Av Paulista.
    Definitivamente, vivemos num país de falsos moralistas.

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  • 19/11/2010 - 15:30
    Enviado por: Otávio

    Meu irmão é juiz, vou dar uma pressionada nele para me explicar o que esses coleguinhas idiotas dele andam fazendo.

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  • 19/11/2010 - 16:02
    Enviado por: Cláudio

    Não confundam essa proibição com a ORIENTAÇÃO, baseada em PARECER, do MEC, qe ´responsavel pela educação, sobre a nao ser apropriado o “Caçadas do Pedrinho ” do Monteiro Lobato, não se trata nesse caso de proibição. O livro tem conteudos racistas sim e criança não lê nota de rodapé. Meu filho tem 6 anos e lê uns livretos de personagens do Sitio que são ótimos, ou seja tem muita coisa baseada nas obras do Monteiro Lobato que são maravilhosas. A IMPRENSA ESTÁ COM IDEIA FIXA DE CENSURA.

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    • 19/11/2010 - 19:44
      Enviado por: Marcio

      Claudio

      Desculpe-me, mas racista é a sua cabeça. Aparentemente, você não leu o livro.

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    • 19/11/2010 - 21:38
      Enviado por: Getúlio Armando

      Você sequer leu Caçadas de Pedrinho? Infelizmente, a tal professora universitária (!) que fez o pedido da proibição suprimiu outros trechos da bela obra do nosso pai do Jeca Tatu – esse sim um personagem polêmico no meio acadêmico – que provava justamente o contrário. Delisga o orkut e vai ler um livro.

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    • 20/11/2010 - 13:50
      Enviado por: Otávio

      O autor desta matéria faz uma ressalva importante, quando distingüe (não consigo me adaptar a essa nova ortografia!) “critérios acadêmicos” da qualidade das obras literárias. Racismo é discriminação racial. Um texto literário extrapola o conteúdo explícito das próprias palavras. É diferente de um texto jornalístico, que deve ser objetivo. Havemos conviver com as diferenças. Uma leitura rasa de uma obra literária é desperdiçar-lhe o que há de mais valioso. E se quisermos enxergar Monteiro Lobato em seu contexto histórico, veremos que os negros sequer personagens eram (salvo em raras excessões). Sequer humanos eram considerados. Não precisa ir muito longe, bastar recordar quando os negros começaram a aparecer como personagens nas novelas da tv, diferentes de criados ou bandidos. Aliás, Cláudio, quantas horas seu filho passa na frente da tv? Que programas ele vê? E que tipo de brinquedos ele tem? Por último, não terá sido um burocrata do MEC quem deu o tal parecer? Será que este já escreveu algum livro, quiçá infanto-juvenil?

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  • 19/11/2010 - 16:05
    Enviado por: Roberto

    Desatualizado Marcelo, esta palhaçada começou faz um tempo, sou professor e recebemos os livros na rede estadual, e alguns alunos leram sim. Por mim não recolhessem os livro, hipocrisia das grandes, mas professores foram proibidos de trabalhar essas crônicas e se caso fossemos contra chamavam nossa atenção.
    Agora os alunos estão com mais vontade de ler, eles não compreendem literatura mesmo.
    Abraços e valeu por participar da indignação, só os professores não dão conta!!

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  • 19/11/2010 - 16:05
    Enviado por: Conceição Oliveira

    Justiça lenta, cega, burra e altamente HIPÓCRITA ! Ela precisa manter o povo ignorante, para que esse mesmo povo não cobre dela EFICIÊNCIA.C

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    • 20/11/2010 - 15:01
      Enviado por: marie souza

      Realmente, é muito triste Ler noticias como estas estamos voltando ao passado com tantas coisas + importantes a justiça perde tempo censurando livros! PORQUE NÃO VÃO ABRIR A CAIXA PRETA DO PT?

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  • 19/11/2010 - 16:07
    Enviado por: rubens

    Será que o “meretríssimo” não tem processos mais urgentes e mais graves que necessitem sua atenção?

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  • 19/11/2010 - 16:23
    Enviado por: Eduardo de Castro

    uma notícia como essa, alguns dias depois de ataques homofóbicos em plena paulicéia, mais a posição oficial do mackenzie a respeito da legislação a respeito desse assunto, dão bem uma idéia do quanto evoluído anda o intelecto de quem legisla e de quem aplica as leis nesta nossa pátria amada…

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  • 19/11/2010 - 16:23
    Enviado por: Alexandre Carlos Aguiar

    Justiça? O que é isso? É algo que vende em padaria?

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  • 19/11/2010 - 16:25
    Enviado por: Roberto

    As atitudes tomadas com base em critérios extremamente severos, que pretendem passar a sensação de “proteger” as pessoas do contato com a realidade traduzem a falta de maturidade de um país hipócrita que condena sem julgar, julga sem conhecer e acredita que alguns são mais especiais e podem decidir pelos outros.
    Será que o período da ditadura não foi suficiente para compreendermos que a liberdade com responsabilidade e respeito é o que mais precisamos??

    Cega, burra e ignorante!

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  • 19/11/2010 - 16:29
    Enviado por: Guilherme Werneck

    Impressionante como o neo-puritanismo tem pautado idiotas de todas as estirpes, inclusive os do judiciário, que deveriam, ao menos, ser beócios ilustrados.

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  • 19/11/2010 - 16:34
    Enviado por: Paula

    Pergunte ao Tiririca se ele já leu algum desses contos!!

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  • 19/11/2010 - 16:36
    Enviado por: Tirene

    A Justição censurou o Estadão. Censurou Monteiro Lobato através de seu personage Pedrinho. Triste país sem vocação para escolher seus dirigentes. Triste país com professores sem nenhuma formação/preparação que permita discutir obras literárias, clássicas ou modernas, com seus alunos em sala. Triste país e pobre de nós, os brasileiros.

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  • 19/11/2010 - 16:44
    Enviado por: Halter

    A decisão não foi tomada somente por um juiz, mas sim por um TRIbunal de justiça, o Poder Judiciário possui o princípio da Investidura, o qual garante que somente aqueles que são aprovados em concursos podem exercer a carreira. Concurso esse muito difícil, portanto a decisão não foi burra de modo algum. Sim a justiça é cega, mas para não ver aqueles que se dirigem a ela e poder decidir sobre o caso sem influências. Antes de criticar tão duramente uma decisão de um tribunal pense muito antes. ALÉM DO MAIS, QUAL DIFERENÇA FAZ ESTE LIVRO PARA OS ESTUDANTES BRASILEIROS DO ENSINO MÉDIO ? A MAIORIA NÃO SABE NEM LER !!!

    ÀS FAVAS COM SUAS CRÍTICAS SEM FUNDAMENTO !

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    • 20/11/2010 - 00:35
      Enviado por: André

      Halter, estude literatura, depois fale sobre ela. Não faça com seus parceiros de injustiça da Justiça.

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    • 20/11/2010 - 09:52
      Enviado por: Vanessa B.

      “QUAL DIFERENÇA FAZ ESTE LIVRO PARA OS ESTUDANTES BRASILEIROS DO ENSINO MÉDIO ? A MAIORIA NÃO SABE NEM LER !!! ”
      Nossa, que triste ler isso.. é tão mais fácil se conformar com a educação defasada.. Poxa, vamos lutar pra melhorar esse quadro, esse tipo de atitude só faz piorar..
      Ah.. mas o que falar a uma pessoa que pensa assim???.. só lamento…

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    • 20/11/2010 - 10:05
      Enviado por: Waldir Moreira Jr

      Halter, só uma questão pra você pensar (?): “Não sabem nem ler”, porque, hein?

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    • 20/11/2010 - 10:08
      Enviado por: Alessandra

      Por pensar dessa forma que as coisas estão como estão, deveríamos lutar para acabar com essa triste realidade de ESTUDANTES BRASILEIROS DO ENSINO MÉDIO QUE NÃO SABEM NEM LER, isso não é motivo de orgulho e a censura não é a solução.

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  • 19/11/2010 - 16:45
    Enviado por: Reginaldo Cruz de Sousa

    É incrível como a justiça se preocupa com fatos tão irrelevantes, enquanto tem outras relavantes a preocupar-se, como exemplo a corrupção que cada vez mais aumenta neste país e nada se faz para conter.

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  • 19/11/2010 - 16:46
    Enviado por: Eugenio Santos

    O que mais me surpreende é um juiz achar que tem o direito de decidir o que os outros podem ou não podem ler, ou ainda quando podem ler. Até parece que o erotismo surgiu agora, com esse livro. Caso ele conhecesse mais de literatura, talvez proibisse o clássico “Ana Terra”, no qual ocorre um estupro coletivo. Ou talvez até quisesse censurar livros de autores internacionais famosos, como Gabriel Garcia Marquez com seu “Memórias de Minhas Putas Tristes”.

    Cada um que leia o que quiser, cada um que faça suas escolhas. Ficar proibindo ou colocando advertências em livros é um retrocesso e uma banalidade sem tamanho. Coisa de gente pequena, de mentes pequenas!

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  • 19/11/2010 - 16:53
    Enviado por: claudio ribeiro

    falar o que depois dessa…

    só me resta o consolo de ter 45 anos e poder ler esse livro…e deixa-lo, junto com minha biblioteca para minha filha de 10 anos que ve muito mais “descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos” na TV, na rua, nas bancas de jornal…

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  • 19/11/2010 - 16:54
    Enviado por: bethybudney

    Não dá para acreditar!!! século 21 e um juiz desses. Será que não seria ele que queria aparecer na midia?

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  • 19/11/2010 - 16:58
    Enviado por: Naposi

    A própria decisão deveria ter seu conteúdo proibido, ela sim é obscena, imoral, indecente, impertinente, arrogante.

    Empáfia com estupidez gera esse tipo de decisão.

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  • 19/11/2010 - 17:02
    Enviado por: Oswaldo Roberto Rodrigues

    Neoinquisição!

    @ Sexo na adolescência é um direito natural e inalienável do adolescente!

    Adolescentes têm o direito natural de viver suas experiências sexuais e eróticas, escolher ou aceitar parceiros sexuais.
    O Estado ou a sociedade pretender impedir o livre desenvolvimento sexual dos adolescentes é inaceitável, cabendo aos pais o direito (e porque não dizer, o dever) de orientá-los sexualmente!

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  • 19/11/2010 - 17:04
    Enviado por: Brega

    mais cego e mais burro é o marketing literário, que dá o tiro no pé de promover conteúdo sem valor. Isso inclui o conto citado acima, e que não obstante ter um autor que aprecio, exagera na estereotipação das personagens, e enfraquece-se no quesito psicológico, que seria o mais relevante para ele explorar.

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  • 19/11/2010 - 17:04
    Enviado por: Milton Costa

    — Chegaí, chegaí, mano!
    — Qualé, Fininho, diz aí.
    — Se liga, dá uma olhada: o livro que os cara proibiro, cas história de sacanage, véi!
    — Porra, Fininho! Que sacanage, mano…
    — Que foi, maluco, num curtiu?
    — Cadê as figura, véio? Num tem foto? Sacanage…

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  • 19/11/2010 - 17:07
    Enviado por: Naposi

    E o neo-advogado Eros Grau, ex ministro do supremo, que escreveu preciosidades como “peitinho de perdiz”, “enterrar poemas nos seus recônditos”, falando explicitamente de sexo anal amantegado até “válvula de sucção” que liberava “sonoras flatulências vaginais”.

    Vai ser censurado também?

    Ou com coleguinha ninguém bole, o espírito corporativo fica acima de qualquer jurisprudência?

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  • 19/11/2010 - 17:13
    Enviado por: vinícius

    Ué, mas máquina de camisinha pode?

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  • 19/11/2010 - 17:28
    Enviado por: wendel

    Este é daquele, que soltava pipa no ventilador ,quando criança, e que casou com a primeira que o beijou.
    É impressionante como a imbecilidade e a hipocrisia se prolifera no Brasil.

    sds

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  • 19/11/2010 - 17:31
    Enviado por: paulo machado

    cara justiça : a ignorância é atrevida.

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  • 19/11/2010 - 17:44
    Enviado por: Júlio César Pedrosa

    Mais uma que a gloriosa Justiça Brasileira nos apronta! Há alguns anos atrás, magistrados deixaram de trabalhar (são pagos, muito bem pagos, por isso) para brincar de fazer o julgamento “a revelia” de Capitu, para saberem se ela havia ou não traído Bentinho; e tudo com base apenas no testemunho do marido, que se cria traído! (Se alguém não sabe do que se trata, leia-se o “Dom Casmurro”.) Agora, os magistrados querem proibir a leitura com base em suposta inadequação ao nível mental dos estudantes.
    Acho mesmo que a Secretaria de Educação de SP tem errado na escolha (ou sugestão de editoras?) de certas obras distribuídas aos alunos; certos textos não devem ser lidos por crianças de 8 ou 9 anos, mas quem está no Ensino Médio já tem maturidade para muita coisa.
    Só não entendi uma coisa: o que o colunista quis dizer com “deixou de lado critérios acadêmicos e pautou pela qualidade de obras-primas”? Por acaso há incompatibilidade entre ambas as coisas? Ou o colunista acha que a “academia” (= universidade, creio que o colunista usa “acadêmico” com sentido de universitário) é contra a “qualidade”? Se não for por esse critério, por que outro os estudiosos de literatura avaliam as obras?
    Será que Antônio Cândido e Alfredo Bosi (ambos “acadêmicos da universidade”, o segundo também um “acadêmico imortal” da ABL) não sabem avaliar a qualidade de uma obra literária? Pergunte-se a eles, por exemplo, quem tem mais “qualidade”: Machado de Assis ou Cassandra Rios? Guimarães Rosa ou Paulo Coelho?
    Toda antologia é pessoal e limitada (pelo número de páginas, entenda-se bem); se algum conto deixou de figurar na coletânea de Ítalo Moriconi, não o foi necessariamente por ser texto com pouca “qualidade de obra-prima”.

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  • 19/11/2010 - 17:45
    Enviado por: Ricardo Rayol

    Em tempos de internet, de paradas da (bio)diversidade e semana da consciência afro-brasileira, sonegar aos alunos de lerem algo como “Te virar de costas, abrir sua bundinha dura, o buraquinho rosa, cuspir no meu pau e te enfiar de uma vez só para ouvir você gritar” é babaquice. Alguém disse que toda unanimidade é burra, toda censura também.

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  • 19/11/2010 - 17:58
    Enviado por: Joanna

    Será que é homofobia com o conto delicado e sutil ‘Aqueles Dois’ de Caio F. Abreu?

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  • 19/11/2010 - 18:04
    Enviado por: Gabriella

    O que dirão de Feliz Ano Velho, então? Li no colégio, por recomendação de uma professora, e adorei (adoramos). Mas, se forem seguir essa linha subjetiva e frustrante…

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  • 19/11/2010 - 18:08
    Enviado por: Andrea Grecco

    É lamentável que isto ainda exista no Brasil, lamentável. Não sei ao certo se seria pura canalice ou a tal da censura.

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  • 19/11/2010 - 18:13
    Enviado por: Guedes Maria

    Loucura, gente! Perdeu-se totalmente o referencial sobre educar em nosso país. Sou professora e tenho provas de que esses livros que são “DADOS” pelo governo aos alunos, eles não leem e descartam o mais rápido possível. Eu comprei em sebos vários livros doados pelo governo aos alunos. São novos e com o adesivo do governo! Isso não pode ser sério. Foi no governo Serra e vai continuar sendo. Eles não sabem como deve ser feito. Acham que dar livros ou proibir leituras vai resolver o problema da falta de leitura no país.

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  • 19/11/2010 - 18:13
    Enviado por: Almerio

    O Russomano foi o autor da censura. Quem e esse tipo para querer ser censor de alguma coisa. E um energumeno. Alias, vivemos o momento de ver aparecer em cena a mediocridade dos nossos politicos. Respeitem a Constituicao, liberdade total. O Juiz que meteu a caneta deveria ter vergonha.

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  • 19/11/2010 - 18:20
    Enviado por: carla

    Tudo que é proibido soa muito mal,principalmente quando se trata de cultura.Meu filho estuda em escola particular e este livro foi muito usado durante o estudo do gênero literário”contos” e foi um sucesso.Literatura não é uma coisa descartável suas fases e tem que ser respeitadas e analisadas dentro do contesto de sua época .Li este livro que é extremamente agradável e quando criança li a obra de Monteiro Lobato e nem por isso me tornei uma pessoa racista.O pioir é que estes censores também foram criados com Monteiro Loba e estes outros ,mas infelizmente não assimilaram nada de suas obras,É com muita dor no coração e na alma que vejo a ignorância e a burrice aumentando neste País .Futuro obscuro e uncerto para as futuras gerações.

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  • 19/11/2010 - 18:33
    Enviado por: xukrutiz

    mas que revolta! troca essa porcaria vai ler vagalume, memorias postomas do fdp do braz cubas e coisas do genero! todo mundo leu isso, tem tanta opção por aí! tão errado os que proíbem sem saber e mais errado ainda os que se acham deuses da literatura! ta ridículo esse estadão… vou pegar essa idéia toda vez que não gostar de um caso infeliz vou divulgar na rede! haha

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  • 19/11/2010 - 18:34
    Enviado por: Carla Moradei

    Envergonhada!
    Assim que me sinto por fazer parte do judiciário paulista!

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  • 19/11/2010 - 18:34
    Enviado por: Geice

    Um novo index… ridículo! É a tentativa de tornar todo e qualquer discurso politicamente correto.

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  • 19/11/2010 - 18:51
    Enviado por: gilberto

    Parabéns sr juiz pela proibição . tem que proibir mesmo … o nivel da garotada está pra lá de vergonhoso e a concepçao editorial dos que só querem faturar as custas das mentes incautas está igualmente lamentavel Parabens !!

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  • 19/11/2010 - 18:52
    Enviado por: DWPS

    Noto que muitas pessoas se dispõem a, publicamente, tecer críticas fervorosas contra a decisão judicial citada pelo autor da coluna. Todavia, acredito que nenhum desses indivíduos tenha lido os fundamentos de referida decisão (confesso que também não o fiz), no que se inclui o Sr. Marcelo Rubens Paiva (pois ele se limita a afirmar que determinado conto “pode (sic) ter sido o causador da obscura proibição”). Será possível criticar algo que se desconhece? Ora, trata-se de uma decisão proferida nos autos de um processo judicial, cujo acesso é franqueado a qualquer pessoa (os processos são públicos), inclusive pela “internet”. Não faz o menor sentido criticar a decisão sem, ao menos, procurar ler seus fundamentos. Observo, ainda, que o autor da coluna nem sequer se dignou a esclarecer quem teria sido o autor do pedido (não sei se os sábios leitores sabem disso, mas os juízes só decidem o que se lhes pedem, já que não podem agir por conta própria). Não sei se tal decisão está correta, sinceramente (e, aliás, sempre cabe recurso contra as decisões, pois os juízes são seres humanos e, nessa qualidade, também podem errar). Mas posso dizer que as críticas são, no mínimo, precipitadas. Antes de falar mal (ou bem) de algo, é recomendável procurar conhecer o objeto de que se está fazendo referência.

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    • 20/11/2010 - 14:23
      Enviado por: sergio

      Esse comentário é um dos raros momentos de bom senso da página. Me preocupa mais o nivel geral expresso pelos demais comentaristas do que o caso em si: aqui temos uma mostra de onde chegou a nossa estupidez.

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  • 19/11/2010 - 19:18
    Enviado por: Paulo

    Mais um juiz hipócrita como aquele do caso do deputado eleito com mais de um milhão de votos na última eleição, supostamente analfabeto. “Que país é esse”. Cultura neles.

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  • 19/11/2010 - 19:19
    Enviado por: Luís Rezende

    Ratinho,Luciana Gimenez,Gugu Liberato,pornografia nas novelas,revistas de fofocas devassando a vida dos “famosos”,livros de “auto(picaretagem)ajuda”vendidos aos milhões,a palhaçada das provas do Enem,o presidente da república confessando candidamente que nunca leu um livro sequer e quando tentou deu sono,tudo isso e mais uma lista enorme em aberto,pode.Pode tudo isso. Um livro com os melhores contos brasileiros do séc.passado,selecionados por quem entende do assunto,contos de autores consagrados,aí não pode,é mau exemplo para os jovens. Bom exemplo é Erenice Guerra e sua quadrilha da casa civil.Bom exemplo é o ministro da educação em entrevista que está no you tube(vide Augusto Nunes na Veja) falando “cabeçário” no lugar de “cabeçalho” das provas ridículas do Enem.Monteiro Lobato é mau exemplo,gostaria de saber a opinião da Emília e do Visconde de Sabugosa a respeito da censura ao livro de contos. Eu estou como o chefe da aldeia Gaulesa irredutível,Abracursix, quando ele diz ” ás vezes eu me sinto muito cansado…”

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  • 19/11/2010 - 19:22
    Enviado por: Igor Marinho

    Que absurd. Qualquer Pessoa com o minimo de bom senso que tenha lido este livro sabe que o seu conteudo nao é de maneira alguma ofensivo! Muito pelo contrario, o livro é um estímulo ao prazer em ler, com contos envolventes e divertidos (is cem melhores da historia, de acordo com o organizador da obra.

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  • 19/11/2010 - 19:23
    Enviado por: Laura

    e depois dizem que vivemos numa democracia, que a censura foi banida junto com ditadura de 64-85…
    CONTA OUTRA!!!!

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  • 19/11/2010 - 19:40
    Enviado por: Juliano Camargo

    O que deveria ser questionado é a autoridade que a justiça, ministérios e secretarias da educação tem para ficar dizendo o que deve ser lido ou não na sala de aula. Especialmente com a péssima qualidade da educação pública brasileira, qual é a autoridade que sercretarias e ministérios tem? A autoridade máxima deveria ser o professor e o diretor da escola.

    Tem muita sujeira por trás destas vendas de livros. As editoras lucram junto com os contatos políticos ou surfando nas novas leis autoritárias que dizem que querem ditar o que vai ser visto ou não nas escolas.

    Precisamos mais do que nunca boicotar todas estas iniciativas e lutar por uma educação livre. Se a onda de imbecilidade e de uso político da educação continuar vamos ter que voltar à era da educação em casa, com tutores, até mesmo escondido, como já fizemos aqui no sul do Brasil no passado recente.

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    • 20/11/2010 - 10:59
      Enviado por: mauro

      Parabéns, Juliano. Esse seu comentário, na minha opinião, é muuito pertinente. Eu queria mesmo saber porque, num regime democrático, existe uma brecha legal que permite a uma autoridade (de qualquer um dos três poderes) praticar a censura.
      O Brasil tem um problema sério (entre outros tantos) de não impor limites ao atrevimento de entes do Estado em ditar regras de comportamento à sociedade.
      Precisamos de uma legislação que oriente essa gente dizendo assim … “sobre isso você pode legislar” e … “isso não é de sua alçada”.
      Precisamos impor LIMITES para o autoritarismo das autoridades!

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  • 19/11/2010 - 20:07
    Enviado por: Pedro Daniel Meirelles

    O que poderemos esperar do futuro de um país, se a “justiça” proíbe literatura? Isso é censura? No Brasil existe censura? Ou vivemos em um Estado civil de DIREITOS? Onde estamos mesmo? Estou estarrecido com tal decisão, aliás, indecisão, ou será proibição.

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    • 20/11/2010 - 07:31
      Enviado por: Lázarus

      E quem disse que o governo do Brasil quer um povo instruido ? É mais fácil manipular um monte de gado do que seres conscientes.

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  • 19/11/2010 - 20:09
    Enviado por: Valdeci

    Bom, quem mais poderia conceder uma liminar desse tipo a não ser aqueles puriiiiíssimos senhores do TJSP? Quanta pureza!

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  • 19/11/2010 - 20:09
    Enviado por: Bruna Rafaella

    Concordo com a maioria do pessoal, justiça cega e burra é muito pouco, não adianta juíz, papa, presidente querer proibir alunos com livros, o Brasil está um caos, hoje todo mundo faz o que quer, principalmente escondidos, ah dá licença, até quando teremos que aguentar essa merda, não dá vontade nem de ter filhos se tá assim agora, como vai ser daqui 10 anos? uma meleca….

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  • 19/11/2010 - 20:20
    Enviado por: André

    Cara, nos dias de hoje não à quase ninguem que seja inocente, a maioria dos estudantes do ensino médio e fundamental já tem aulas de orientação sexual e esse livro iria ajudar a abrir a mente da molecada !!!

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  • 19/11/2010 - 21:27
    Enviado por: Elias Bileski

    Tem acabar essa palhaçada do judiciário mandar no Brasil. Votei para presidente, NÃO para juiz.

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    • 20/11/2010 - 08:43
      Enviado por: Renato

      É bom perceber que muitos desses juizinhos e promoterezinhos nada mais são do que concurseiros bem sucedidos. Saíram da facu, prestaram um concurso e assumiram cargos importantes sem nunca terem tido experiência anterior de trabalho.
      São ótóridades com a maturidade de um adolescente-canguru.

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  • 19/11/2010 - 21:50
    Enviado por: Farhad A.

    A sociedade aberta e seus inimigos!

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  • 19/11/2010 - 23:10
    Enviado por: Renato

    Bem, mas o politicamente correto faz coisas piores todo o tempo. As crianças não podem mais aprender “O cravo brigou com a rosa”, porque segundo os idiotas de plantão a música faz apologia à violência contra a mulher. Pouco importa que a peça musical faça parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro.
    A burrice só avança. Cultura que é bom deve logo ser proibida. Apenas poderemos nos expressar segundo os conceitos indígenas (aqueles mesmos que queimavam as matas, porque não tinham noção de rotatividade na agricultura).
    É o inferno da hipocrisia, da qual juízes e promotores são os principais protagonistas.

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  • 19/11/2010 - 23:21
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Me faz lembrar daquela piadinha na escolinha, onde duas alunas de 6 anos conversavam.

    Mariazinha, você viu ?
    Encontraram uma camisinha no páteo da escola.
    Puxa, Francisquinha, o que é páteo ????

    Vai entender….

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  • 19/11/2010 - 23:21
    Enviado por: Dayse

    Acredito que n seja necessário que o judiciário entenda de literatura para “barrar” uma obra e qnd ele faz isso é procurando preservar a moral e os bons costumes, mas que moral e bons costumes são esses que esbarram na falta de bom senso? A juventude nunca foi puritana.Acredito que uma das diferenças dos jovens de gerações passadas para os de hj é o acesso a informação.Quer queira quer não,os atuais receberão orientações sexuais de tds os tipos e de variadas forma, então é melhor que tenham contato com elas na própria sala de aula,onde vão receber isso de forma educativa,do que em salas de bate-papo,onde as chances de serem vítimas de abusos são bem maiores.
    Ainda que aconteçam grandes erros no judiciário,acho que a justiça não deve ser taxada de burra.Várias decisões são tomadas todos os dia por juízes singulares,colegiados, decisões louváveis e que com certeza nos enche de orgulho nas mesmas proporções que esse julgado deixa alguns envergonhados e decepcionados,pena que não são tão divulgados assim.Os funcionários do judiciário são pessoas capacitadas,que passaram por árduos concursos e tiveram de se mostrar competentes em diversas situações.São pessoas que ocupam cargos por mérito próprio,a elas foram delegadas grandes responsabilidade e realmente é uma pena que algumas delas n demonstrem isso em suas ações,mas acredito que isso n deve ser generalizado.
    Muito bom visitar o seu blog.
    bju. ;)

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  • 19/11/2010 - 23:41
    Enviado por: Heitor

    Não quer saber quem pediu a liminar ou já sabe? Eu não sei. Quem foi. Não da sua Tchurma?

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  • 20/11/2010 - 00:25
    Enviado por: André

    Seu juiz, você entende de leis e pode legislar. Eu não.
    Seu juiz, eu entendo de literatura (mestre em Letras) e posso auxiliar. Você não.
    Que tal um pouco de responsabilidade, que tal consultar os inúmeros grandes críticos que temos neste país antes de fazer essas besteiras? Pô, palhaçada gente que não entende da coisa decidir sobre ela.

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  • 20/11/2010 - 01:48
    Enviado por: Antonio Carlos V Braga

    A boçalidade grassa neste país. Na TV passam coisas horrorosas. As vulgaridades dos programas dominicais são transmitidas tranquilamente e na hora de se ler um livro que existe há 20 anos e que nem de longe chega às unhas dos pés de um elétron da internet aparece um retrógrado a pontificar. Só mesmo neste fim de mundo cultural.

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  • 20/11/2010 - 07:16
    Enviado por: Angolfur Lems

    Enquanto juízes cuidam de banalidades para aparecerem na mídia, ficam parados diversos processos que demoram anos para serem julgados, assassinos irrecuperáveis são soltos e voltam a cometer atrocidades, dentre outras tantas injustiças que a justiça ignora.

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  • 20/11/2010 - 07:19
    Enviado por: Lázarus

    Quero ver se esse Juiz tem testosterona para proibir as referencias e CENAS com os mesmos valores questionados por ele nas novelas da Rede Globo. Acho que o número de pessoas que assistem a tv matrix é absurdamente superior as que tem o hábito da leitura.
    ( “descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos”)

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  • 20/11/2010 - 08:20
    Enviado por: ognei vieira

    obsceno é esse judiciário,que não julga certo o que tem de julgar,obsceno é esse politicos ladrões e, canalhas,enfim obsceno é esse País.

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  • 20/11/2010 - 08:56
    Enviado por: Leitor

    Quem defende uma porcaria destas, só se pode dar um nome : PROMÍSCUO

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  • 20/11/2010 - 09:15
    Enviado por: Renato

    Está na hora de proibir o livro mais cheio de putaria, violências e estímulos a matanças: a bíblia, escrito por um monte de gente rancorosa.

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    • 20/11/2010 - 12:34
      Enviado por: Mariana

      Falou tudo. Se espremer a Bíblia sai sangue. Putaria mesmo é que fazem com nossos direitos democráticos.

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    • 20/11/2010 - 15:03
      Enviado por: Fábio

      Hahahahahahahá! Rancoroso foi esse seu comentário! Está na cara que você é um adepto a uma leitura bem superior, não é?… tipo assim, Almaneque da Turma da Mônica! No mínimo, você não entende o que lê, e por isso, fala pelos cotovelos!

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  • 20/11/2010 - 09:22
    Enviado por: Elson Alegretti Rodrigues

    O país vai aprofundando seus abismos, o social, o político, o cultural, a interferencia burocratica e burra de um homem de toga usa seu “poder” para censurar a cultura !
    Pobre país, manipulado pelos tiriricas, pobre país, que não valoriza seu patrimonio e não leva a sério a educação, estaremos sempre a deriva na história das nações.
    A censura esta voltando ? Esse senhor de toga conhece um volume elementar no curso de direito chamado “Constituição brasileira”, ou será que ele esqueceu o que e´um estado de direito, a ditadura militar acabou, ou será que ele e´ saudoso do arbítrio,
    da força bruta ? Minha indignação e´ tamanha, fomos para a praça pelas Diretas-já, pela democracia, agora o arrogante homem de toga ressuscita a sombra hedionda do retrocesso.

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  • 20/11/2010 - 09:58
    Enviado por: Leonardo N. Silva

    Breve nas grandes praças: “QUEIMA (literal) TOTAL DE LIVROS”
    Que tal execução pública dos escritores?
    Estamos de volta à escuridão?
    ?????????????????????????????????

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  • 20/11/2010 - 09:59
    Enviado por: Alessandra

    A cultura e a educação, assim como o país, estão retrocedendo. Mais uma vez a justiça se apresenta na contramão da realidade contemporânea. Censurar Monterio Lobato e agora um livro de contos, aliás um ótimo livro, nos remete aos hipócritas períodos da inquisição, do holocausto e da ditadura. Será que vamos ter que queimar nosso computadores também? Ah sim, ler livros é que faz mal à humanidade. Desde quando proibir a distribuição de um livro dentro da escola vai educar alguém? Ainda bem que vivemos numa Democracia, não?

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  • 20/11/2010 - 10:07
    Enviado por: fernando kowalczuk

    É LAMENTÁVEL QUE TODAS ÀS VEZES QUE O PESSOAL DA EDUCAÇÃO SE REUNE PARA LANÇAR ALGUM LIVRO PARA AS ESCOLAS BRASILEIRAS, APARECEM ESTAS DISCUSSÕES. ACHO MELHOR ESTES SENHORES RETORNAREM AOS BANCOS ESCOLARES PARA, SOMENTE, A PARTIR DAÍ, QUANDO SE RECICLAREM …..VOLTAR AO PAPEL DE EDUCADORES, POIS DO JEITO QUE VAI…A CASA CAI…

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  • 20/11/2010 - 10:15
    Enviado por: fernando kowalczuk

    E tem mais, hj, as mamaezinhas estão enchendo as pequeninas criancinhas de batom, sapatinho alto, roupinhas cheias de trique-trique, concursos de beleza, programas e novelas perniciosas e cheias de cenas de violências e os tais doutos da justiça nada fazem ou mesmo até se importam…Pergunto, prá quê perseguir os velhos livros, que tb mostraram , nas suas épocas, vestígios perversos ou de cunho sexual enrustidos nas hipócritas ereacionárias sociedades do passado.

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  • 20/11/2010 - 10:35
    Enviado por: Dedé

    Não existem livros proibidos.

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  • 20/11/2010 - 10:40
    Enviado por: Otávio

    O julgamento intolerante do exmo. representante forense me fez lembrar de algumas pessoas: 1º – Ariano Suassuna, que, quando fala ou debate acerca de algum autor, antes, já terá lido toda a sua obra, não apenas as orelhas; 2º – Alberto Dines, quando disse que os nazistas queimaram os livros que não foram capazes de escrever; e Oswald de Andrade, que certa vez saiu com essa: “não li e não gostei”. Oswald podia, tinha cacife. Basta ver seu legado para a literatura. Pobre juventude a nossa, diariamente alimentada com conteúdos de pouca ou nenhuma importância…

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  • 20/11/2010 - 11:44
    Enviado por: Paulo Cesar Semblano da Costa

    A educação sexual de uma criança ou jovem não é tarefa do estado, mas da famíla. A sua obrigação ele não está cumprindo (escolas – hospitais – segurança – emprego – estabilidade – liberdade). Quando o estado quer substituir o pai e a mãe, mete os pés pelas mãos e se intromete nos direitos do cidadão, querendo comandar sua vida do nascimento ao túmulo. É uma prática adotada nos países comunistas. E sabemos muito bem no que deu.

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  • 20/11/2010 - 12:08
    Enviado por: luciana

    é literalmente o fim da picada…freud, quando viu seus livros serem queimados pelos nazistas, comentou irônico que ainda bem que eram os livros e não ele, como na idade média…ele não sabia o que ia acontecer alguns anos depois…pois bem, agora já sabemos o aconteceu…e aí, fazemos o que com isso?

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  • 20/11/2010 - 12:25
    Enviado por: Márcio Reis

    Na Escola Livre de Música aqui em Sampa, tiraram o charuto da boca do Tom Jobim e depois Serra mandou tirar o cigarro da mão de Coco Chanel, no cartaz de um filme sobre ela.
    O que vem de São Paulo já não me assusta em nada, é o país mais atrazado da União.
    Não estão até querendo jogar nordestino no rio, não batem e matam homossexuais?
    São Paulo é o atraso e não é á toa que elegem os tucanos há 20 anos.
    A elite rancorosa, hipócrita e perversa reside aqui.
    E o que acho mais incrível é que Eliane Tranquesi, dona da Daslu, aquela que foi condenada a 109 anos de prisão, está no Twitter, muito feliz, ora em Miami, ora na Bahia, vivendo solta e fazendo campanha pra recolher agasalhos e mantimentos para as favelas que os tucanos mandam queimar.
    Isso não indigna ninguém, sendo em São Paulo, tá tudo em família.

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    • 20/11/2010 - 20:01
      Enviado por: sidneih

      Desalmado vc ne? Que odio eh esse contra os paulistas? Generalizar tb nao eh racismo ou xenofobia??

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    • 23/11/2010 - 10:51
      Enviado por: Felipe

      O direito de ir e vir ainda não foi tirado da população, logo, sinta-se a vontade para abandodar cidade tão retograda e conservadora como São Paulo.

      Abs

      Felipe

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  • 20/11/2010 - 12:31
    Enviado por: Mariana

    Esse livro é maravilhoso. Deveria ser material didático pra quem quer aprender redação.

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  • 20/11/2010 - 12:36
    Enviado por: Cortiço

    Vi que nesses comentários, desde o M.R.Paiva até todos os outros, acham que a sensura ao livro não deve acontecer pq, pelo q. todos disseram, tá todo mundo corrompido c/ drogas e sexo em qualquer idade, etc.
    Concordo com o juiz que existe literatura no Brasil que estimula a libertinagem e promiscuidade. Mais um outro livro exemplo disso é O Cortiço! Só tem sujeira! Nada de instrutivo ou construtivo! Apodrecedor! Chulo! Papel aceita tudo! Não é pq é livro que está acima do bem e do mal. Tem outros livros que podem substituir conteúdo promíscuo e chulo! Todo mundo tá criticando aqui como se os alunos estivessem privados da leitura. Porque não apresentar livros que instruam e contribuam para melhorar o caráter de nossos meninos e meninas ao invés de jogar lenha na fogueira. Nossos jovens estão fora de controle! A sociedade está perdida, com mta. gente doente de DSTs, promiscuidade, criminalidade derivada de ausência de valores… mas o povão quer mais!!! Por que só me indicaram livro merda nas escolas, nunca consegui gostar de literatura brasileira.

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  • 20/11/2010 - 13:16
    Enviado por: Virginia

    Acho que a justiça anda muito aquém de seu trabalho. Por um lado, impede conteúdos disponíveis em qualquer site ou emissora de TV, de outro é morosa e incapaz de proteger o cidadão. Cada vez mais se mete onde não devia e deixa sem solução as reais questões de sua competência. Esse é o país que temos. Entretanto, esse é o país que queremos?

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  • 20/11/2010 - 13:52
    Enviado por: ROBERTA HELENA

    PELO AMOR DE DEUS! E O TEMPOS DA INQUISIÇÃO VOLTANDO, E OLHA QUE ISSO NÃO VEM DA IGREJA, MAS SIM, DE UM GOVERNO TITULADO DEMOCRÁTICO.

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  • 20/11/2010 - 13:58
    Enviado por: Anderson

    Engraçado a internet.
    Muita gente aqui descendo a pua no juiz. Mas quem leu o livro? Ele é adequado para as crianças? E quem o recomendou, o fêz baseado em que critérios? O Juiz não proibiu o livro de ser lido, apenas proibiu a sua leitura obrigatória em sala de aula para crianças, por classificá-lo de inadequado. Os pais, aqueles que ainda se preocupam com a formação de seus filhos, agradecem.

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  • 20/11/2010 - 14:14
    Enviado por: sergio

    Deixa eu entender: vc acha então que se pode distribuir “a alunos do ensino fundamental e médio, de escolas públicas do Estado, um livro que possui conteúdo sexual com “descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos” ?
    Então você deve ter uma teoria sobre a educação e a formação das pessoas que inclui os benefícios da exposição a esses temas. Sendo assim, ela deve ser inovadora ou deve estar sendo posta em prática em outros lugares do mundo. Será que vc pode nos esclarecer ou fundamentar melhor a sua defesa? Deve existir algum trabalho sobre “A importância da discussão do incesto na adolescência”, ou algo parecido: vc poderia nos indicar algum?.

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  • 20/11/2010 - 15:06
    Enviado por: Fictícia

    Hi, Marcelo. AS usual Ri de sua coluna hoje entitulada “Crescei e multiplicai” descrevendo os problemas de um casal no quesito sequiço ( como fazia o Angeli) se nÃo me engano ) Apesar de sobrar cumplicidade, companheirismo, confiança características essenciais para dividirmos A ViDA com alguém, concordamos todas , pelo menos minhas amigas, que namorar faz bem . Susan, foi uma privilegiada de ver ‘tão bela cena de um casal redescobrindo o amor, após longa e sincera busca no “Escuro” lado a lado caminhando por esta vida………by the way, como disse o xará Tas, o último que ler sua coluna hoje é a mulher do padre; uma pena mesmo que eles não se casam como os Rabinos………..bjs Mari

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  • 20/11/2010 - 15:43
    Enviado por: Gilmar Lins

    Sensura… fala sério!!!
    Só é livre o que é promiscuo ou ilicito… afinal de contas instruir é tão perisoso assim??

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  • 20/11/2010 - 17:09
    Enviado por: Ana Cláudia

    Com a educação de baixíssimo nível que temos hoje nas escolas públicas, ainda se tira o pouco de bom que ainda restou. Quem tem filho em escola pública sabe o quanto a qualidade da educação caiu, aliás caiu barbaramente. Fico triste cada vez que ajudo meu sobrinho a fazer lição de casa. Ele está na quarta série, quando eu já tido lido quase toda a coleção da Série Vagalume e ele nunca precisou ler um único livro, pudera não ter tomado gosto pela leitura, não existe nenhum incentivo por parte da escola. E aí, o pouco que se tem é tirado pro um juiz que, com certeza tem seus filhos em escolas particulares. Ele está tirando o direito do aluno aprender um pouco mais. Mas será que ele pensou em algum momento a profundidade da decisão dele????

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  • 20/11/2010 - 19:03
    Enviado por: mariluci fioravante

    Já que não se consegue proibir o aumento indiscriminado de uso de drogas e de bebidas, não se consegue diminuir o assustador aumento da violência e da criminalidade e não se consegue dar uma educação de qualidade, principalmente, para alunos de escolas públicas, através de “leis e considerações” absurdas, vamos tentar proibir, também, o acesso a obras de qualidade. Vamos imbecilizar, cada vez mais a população. Este deve ser o lema de nossos legisladores. Para eles, quanto pior, melhor. vamos queimar livros, como se fazia no tempo da inquisição e em outros negros tempos? Isto é democracia????

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  • 21/11/2010 - 15:45
    Enviado por: “Cega e burra” « naosoucdf

    [...] Este título é cópia do revoltoso post presente no blog do escritor Marcelo Rubens Paiva. [...]

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  • 21/11/2010 - 17:47
    Enviado por: Dora

    Tudo isso pode ser defenido com uma única palavra; HIPOCRISIA.

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  • 21/11/2010 - 17:49
    Enviado por: Dora

    Tudo isso pode ser *definido com uma única palavra; HIPOCRISIA.

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  • 22/11/2010 - 00:46
    Enviado por: Valeria

    O Brasil está passando por um tremendo retrocesso. A vontade é de abandonar esse país. Se a censura continuar do jeito que está, iremos viver como nos tempos da Idade Média? Daqui a pouco vão queimar os livros! Feliz dos mortos, eles não estão mais aqui para presenciar tamanho absurdo!

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  • 22/11/2010 - 09:24
    Enviado por: Claudia Toledo

    aposto que ele deve ter filhos e que eles passam o dia inteiro vendo pornografia na internet enquanto o pai CENSURA um livro.

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  • 22/11/2010 - 11:14
    Enviado por: deg

    te amo!

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  • 22/11/2010 - 11:18
    Enviado por: Cláudio

    A Justiça não proibiu os livros do Monteiro Lobato, nem chegou a ser questão de Justiça.

    Pelo jeito o burro é outro.

    Você faz um desserviço a população brasileira.

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  • 22/11/2010 - 11:45
    Enviado por: R. Barros

    Li o referido livro e tenho pra mim que sexo e sexualidade fazem parte da vida, então é melhor que os adolescentes tenham contato com eles através de obras como essas, que despertam a sensibilidade e provocam reflexão, do que por pornografia de baixo calão na internet e de sensualidade fútil na televisão!

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  • 22/11/2010 - 12:42
    Enviado por: Tweets that mention cega e burra « Marcelo Rubens Paiva -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Igor Iuan, Igor Iuan. Igor Iuan said: O que era distopia, agora está se tornando realidade: http://tinyurl.com/2bzz2uc Precisamos fazer alguma coisa contra a proibição de livros! [...]

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  • 22/11/2010 - 16:41
    Enviado por: Carlos Guimaraes

    Prezado Marcelo,
    Sempre gostei de você como escritor e apresentador de TV. Quero apenas fazer um reparo no seu texto. O Conselho Nacional de Educação não proibiu o livro de Monteiro Lobato, o que ocorre, como sempre, é que poucas pessoas leram o parecer do CNE e ficam repetido sandices. Recomendo à vocÊ que leia o parecer e escreva um artigo sobre. O que há é uma recomendação para se contextutalizar a obra de Monteiro Lobato.
    Agora me parece que o que nos falta é um senso ético de combate ao racismo. Como se sabe a obra de Lobato é eivado de preconceito antinegro. O que se deseja é que as novas gerações façam a leitura crítica de Lobato e que atráves dela possamos construir um país efetivamente democrático, não apenas uma democracia para uma parcela da população.

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  • 22/11/2010 - 19:45
    Enviado por: Arthur Saraiva

    Juízes sofrem de um mal chamado juizíte, cujos sintomas são o EU decido, o EU sei o que é certo e o EU sou o dono do meu cargo.

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  • 22/11/2010 - 19:51
    Enviado por: Marcia Monteiro

    Gesto obseno do MInistro pode?????????????

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  • 22/11/2010 - 20:04
    Enviado por: Renata

    Marcelo,

    Fui “apresentada” a um livro seu esse fim de semana, “Feliz Ano Velho”, que por sinal já terminei de ler e amei. Logo que li o livro fui procurar saber quem era o autor e coisas do gênero. Acabei encontrando essa página, gostaria de te parabenizar pelo livro, por conseguir falar de assuntos tabus sem cair na pieguice do estilo “auto-ajuda”. Enfim, sei que o livro foi escrito a bastante tempo, mas vale o elogio.

    PS.: Nossa Justiça realmente é cega! –’

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  • 22/11/2010 - 21:54
    Enviado por: artupa

    Tinha dois títulos desses…um eu doei prá minha escola – e o livro continua lá, virgem..Nos últmos oito anos, escola já não é mais lugar de leitores, escritores, pesquisadores e debatedores. Virou apenas a confirmação do “me engana que eu gosto”. Então proibir livros prá quê e por quê???? Isso é falta do que fazer….

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  • 23/11/2010 - 09:50
    Enviado por: Márlon Taboada

    No Brasil ainda existe censura, mesmo que moderada ou melhor dizendo “camuflada”.
    Recentemente proibiram qualquer comércio ambulante na paulista e isso incluem os artistas de rua, não sou artista de rua mas me senti indignado com isso, eram esses pequenos detalhes que tornavam a Paulista uma rua tão rica em termos culturais e estão sumindo com isso aos poucos, como fazer um protesto nos dias de hoje?
    como reunir uma multidão?
    é necessário mudar, mas todos que eu conheço são tão anestesiados pelo que o governo empurra a eles, alguma idpeia Marcelo?

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  • 23/11/2010 - 12:52
    Enviado por: Carol

    Complicado entender essa justiça …
    Será mesmo que as mães desses alunos se importariam com o conteudo obsceno do livro ? Quando hoje existem mães que dizem que seus filhos são crianças assustadas quando espancam homossexuais, quando existem mães que dizem que seus filhos “não sabem o que fazem” quando matam o colega de sala, quando cortam todo o rosto de um colega de sala com estilete ….
    Complicado entender a forma que essas pessoas são julgadas, e não digo só as “crianças” digo os pais delas, por que claro que sem querer generalizar mas o filho de muitas não pode ler um conto de um livro por ser “pesado”, mas pode assistir passione a noite, pode ver o pai chegar bebado e bater na mãe, pode ouvir eles trocarem ofensas, pode ver o irmão guardar droga na gaveta, pode ver uma cena rápida de sexo quando o filme é americano, pode rebolar até o chão por que o funk esta na moda, pode ter msn, orkut para expor fotos com caras e bocas maliciosas, marcar encontros mas claro tudo isso sem maldade.
    A justiça deve achar que esse conto ia mesmo acabar com a personalidade “reta” dos adolescentes de hoje, puxa estes que quase não veem nada do caminho de casa até a escola, eles realmente iam aprender tudo num conto.
    Que idéia ! …

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  • 24/11/2010 - 08:13
    Enviado por: Rebeca

    Sempre concordo com vc Marcelo, mas dessa vez não. Não conhecia o conto do Ignácio de Loyola Brandão e o procurei, pois sempre desconfio de proibições, e tendo a acreditar que cria-se caso por besteira e se substima a capacidade alheia. Li o conto e percebi que realmente, não cabe para adolescentes. Concordo que qualquer criança de 10 anos tenha acesso a mais ‘obscenidades” do que um conto erótico, mas me reportei para minha adolescência e pensei em qual teria sido a minha reação ao ler o conto quando eu tinha 15, 16 anos, e constantei que me sentiria excitada sem dúvida, pois muito do descrito pelas cartas da dona de casa não faziam pare sequer do meu conhecimento, mas também sei que me sentiria desconfortável lendo o conto no meio dos meus colegas. Adolescentes costumam se sentir envergonhados até com uma coisa natural do corpo que é a menstruação, imagina com a figuração sexual direta então?!
    Várias questões vem a tona com isso: porque então a pornografia – pornografia nada mais é do que uma forma de excitação, um incentivo visual para proporcionar prazer tem um limite mínimo de 18 anos? Sei que não há diferenças entre “crianças” de 17 anos e “adultos” de 18, mas é uma coisa a se pensar…

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    • 24/11/2010 - 11:17
      Enviado por: Bete

      Concordo plenamente com a sua colocação.

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    • 24/11/2010 - 12:44
      Enviado por: Marcelo Rubens Paiva

      se louyola não vale, imagine “feliz ano velho”…

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    • 24/11/2010 - 14:40
      Enviado por: sidneih

      “…ler o conto quando tinha 15, 16 anos (…)”. KKKK, com 15 eu já havia transado faz teeeempo….e as meninas da minha sala já estavam no 2º ou 3º filho com ‘apenas’ 17 anos, e isso já faz mais de 20 anos, nem existia internet. Não lembro de ninguém envergonhado por ‘ler’.
      Aliás, li MRP com 13, e só me ajudou na vida, tanto que só fui ser pai com planejamento e consciência.
      Censura para adolescentes é tapar o sol com peneira.

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  • 24/11/2010 - 08:42
    Enviado por: Flávia

    Será que todo mundo que está defendendo o livro o leu? Será que todo mundo que está defendendo o livro gostaria de escutar seu filhinho ou filhinha queridos falar na mesa de jantar bocetinha ou descrever que o namorado colocou o pau melado de cuspe dentro do cuzinho rosado dela? Não sei, mas acho que as pessoas estão com falta dos tempos romanos, ou da idade média, onde podiam assistir pessoas sendo devoradas por leões ou então queimadas em fogueiras. Virou moda detonar qualquer coisa sob o dizer que: vai virar censura! qualquer forma de controle, de autoridade é inimiga… obsceno é o comportamento das pessoas que perderam o senso crítico! E mais, ninguém proibiu a porra – porra pode, não? – do livro. Só não recomendaram para a leitura e desenvolvimento de temas em sala de aula. Acho sinceramente que as pessoas, pelo menos as que adoram brandar que são contra tudo, mesmo não sabendo contra o que, tem falta da ditadura, sentem saudade ou lamentam não terem vivido o período negro, onde realmente havia algo a se colocar contra, onde realmente havia inimigo… É a síndrome do 68 reprimido…

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    • 24/11/2010 - 12:43
      Enviado por: Marcelo Rubens Paiva

      se vc tivesse lido ou pesquisado à respeito, saberia que o que foi censurada no conto é a expressão “estava se esfregando”.

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    • 24/11/2010 - 16:57
      Enviado por: claudio ribeiro

      se ao menos ela tivesse lido o texto no seu blog…ja que o livro em questão pelo jeito ela não leu.pelo que disse deve ter confundido “OS CEM MELHORES CONTOS BRASILEIROS DO SÉCULO ” com algum livro do Sade…

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  • 24/11/2010 - 11:14
    Enviado por: Bete

    Em relação ao conteudo que definiu a proibição, o que farão com a internet, novelas da Globo, Luciana Gimenez e muitos outros, socorrooooo, tá rolando jogo de interesse nesta proibição??????

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  • 24/11/2010 - 17:05
    Enviado por: claudio ribeiro

    minha última…

    encontrei tanto erro de português nos comentarios, que acho que os juizes deveriam censurar esse comentaristas semi-analfabetos (não são todos, pessoal !)
    que escrevem errado.

    não é a toa que todos querem usar o enem pra entrar numa faculdade pública…se forem usar nota toda de um vestibular, vai sobrar vaga…

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  • 29/03/2011 - 13:54
    Enviado por: Prof Douglas Wisniewski

    Moro no Paraná, li a coluna só recentemente. O que senti?
    .
    Afora o orgulho de ter sido citado por um ídolo contemporâneo, a honra de colaborar na batalha (será eterna?) contra aqueles cuja vida se resume em não viver, não compreender o mundo e proibir os outros de o fazerem.

    Prof. Douglas W.
    @profdouglasw

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  • 16/04/2011 - 22:44
    Enviado por: @Bruna_Babo

    Acho que ele tem toda a razão. Quem são eles? E por que podem dizer o que é ou não apropriado para leitura? Vi algumas coisas desse livro e sinceramente ja vi coisa muito pior. Sem contar que tenho aulas de literatura com o Professor Douglas Wisniewski, que é muito foda, não esconde essas coisas e fico feliz por pelomenos uma pessoa com que convivo saiba que não adianta esconder certas coisas porque temos isso a, muitas vezes, menos de um click. Explícito em musicas programas de TV e as vezes alguns até veem videos “proibidos” (não que eu fassa isso). Então por que ninguem pergunto o que nós, alunos, queremos?

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