Chora, Caufield. Não saberemos para aonde vão os patos do Central Park no inverno.
Chora, Fernandinha, quem me apresentou toda a obra dele, livros que lemos juntos no começo dos ano 80, e que me inspirou a escrever.
Chora, Paulo Francis, quem afirmava a todos os pulmões, que Peixe Banana era o maior conto norte-americano já escrito, enigmático, profundo, delicado.
Chorem Franny e Zooey, na estação de trem, em desespero!
Morreu o maior autor de todos! Sempre relegado a secundário, por ser um best seller [vendeu mais de 60 milhões de cópias].
Morreu a maior influência literária de todos os autores do pós-guerra.
Recluso, estranho, indefinível, 4 livros apenas!
Títulos esquisitos, que nunca entendemos.
Sem escrever há 40 anos.
Jerome David Salinger.
JD.
Veterano da Segunda Guerra Mundial, invadiu a Normandia.
E nunca superou a morte do irmão, Seymour.
Pra cima com a viga moçada!
Eu choro.
peixe banana, gargalhada, para esmé, franny. o cara é foda
me lembrei de sua análise do peixe banana, o signicado erótico de toda a coisa etc. discordo! mas isso é conversa pra outra hora, em mesa de bar. abraço, meu querido!
eu acho erotico, nao acha? te vejo domingo
poxa… eu acabei de ler a notícia e por impulso vim até aqui. sabia que sentiria…
bonita homenagem.
“Pra cima com a viga moçada!”
um beijo.
Que triste…
Conheci este livro e autor tarde.
Ganhei este livro de presente da tati, mas a simplicidade com que ele conta a história de um adolescente me cativou e me lembrou muito o seu livro, FAV.
Não há nada de místico, mas exatamente por ser uma história de e para jovens encanta á todos.
Uma pena.
Tenho certeza de que sabe o que significa poder postar mensagens no blog de alguém que se admira. Já se imaginou “blogando” com Guimarães Rosa, Gabriel Garcia ou J.D. Salinger??
Pois é, eu “blogo”. Com vc. Uuhuuu!!
Bj, Marcelo.
Oi marcelo..o meu comentário,cara,vai fugir do assunto.É que eu tô feliz “pacas” de ter achado seu blog,tenho um livro seu que li varias vezes (feliz ano velho)pena que as livrarias da minha cidade não tem seus outros livros..
mas é muito legal ter achado um meio de saber um pouco mais da sua vida…Te adoro!!
bjs..
E quantos de nós, hj, vão pegar seus livros do Sallinger e folhear… reler….
Beijo Marcelo,
Olha só que coincidência, eu estou há alguns dias lendo o The catcher. E ainda não terminei. Nem sabia que o autor ainda estava vivo.
Chora, Washington Olivetto que passa a vida a recomendar “O apanhador no campo de centeio” como leitura obrigatória da literatura universal.
Choro eu, que depois fiz a mesma recomendação para os meus filhos e netos.
Mas é isso mesmo: “pra cima com a viga, moçada!!!
Chorei. Já era Salinger.
Marcelo, seu blog é uma delicia de ler. Vc faz parte da minha vida há muito tempo, com 12 anos li o seu livro e me apaixonei, por vc ( rsrsrs ), pela história. Fiz minha mãe me levar no teatro ver a peça e depois assiti no cinema varias vezes.
Qdo vc tinha o fanzine fui com a faculdade ( sou fisio ), e para minha surpresa fiz uma pergunta que foi considerada a melhor da noite e ganhei um livro das suas mãos, imagina como me senti. Hoje, tanto tempo depois, tenho um blog ligado à deficiência e muitos amigos deficientes, que adoro, na ultima passeata do superação achei até que ia te encontrar, queria muito te contar toda essa história ao vivo, mas fica pra próxima, sempre qdo vou em qualquer evento, tipo Reatech, no teatro Menéstreis, nos encontros com o Jairo da folha, nos eventos da secretaria, penso que posso te encontrar, quem sabe um dia a gente se esbarre por aí e eu possa estravasar o meu lado “fã” e te dizer que vc sempre fez parte da minha vida.
Obrigada!!!!
Belíssimo texto.
Escrever para quem merece, ainda que tarde, revigora a alma.
Eu choro também.
Do grande peniano,
depois de ler Salinger dá vontade de fazer alguma coisa…e gostaria muito de ler – não acho em lugar nenhum – o conto do “…banana peixe”.
Sempre achei que Salinger foi referência pro Kerouac…
e outros “jovemcistas” filosóficos.
tb acho. peixe banana esta em “nove historias”
“Pra cima da viga moçada!”, agora vamos descobrir o mundo de J.D. com as mão de Jonh Fante, que passa quase a mesma sensação, depois vamos em Charles B. que também dá varias respostas para as perguntas deixadas por J.D. Abraços sem choro, pois também somos o que perdemos.
“Boy, when you’re dead, they really fix you up. I hope to hell when I do die somebody has sense enough to just dump me in the river or something. Anything except sticking me in a goddam cemetery. People coming and putting a bunch of flowers on your stomach on Sunday, and all that crap. Who wants flowers when you’re dead? Nobody.”-
Holden Caulfield.
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