
Soube ontem de mais detalhes sobre o caso do post abaixo, do grupo paulista, TEATRO NA CURVA, barrado e extraditado de Londres.
Desde o desdembarque, invocaram com eles.
O caso revoltou até os funcionários da TAM, que filmaram tudo.
Foram 8 horas de terror.
Os agentes ameaçaram “arrebentar” com os atores, se não colabrassem.
O festival mandou 2 advogados e 1 representante. Em vão.
Os passageiros brasileiros protestaram e fotografaram.
Revistaram cada ator 3 vezes.
Na revista que sofriam agressões e safanões.
Não deixaram ligar para a embaixada brasileira.
Os colocaram numa cela, com 1 telefone público, com instruções apenas em português de como ligar para o Brasil.
O que se deduz que é uma cela para brasileiros.
Alguns, para não perderem a viagem, queriam ser deportados para Paris.
Não deixaram.
Foram escoltados pelos agentes até o voo da TAM que saía 8 horas depois.
Cada ator era escoltado por 3 agentes, que não falavam português; a maioria era indiana.
Na porta do avião, os agentes levaram uma dura da tripulação da TAM, que dizia: “Aqui é território brasileiro, vocês não mandam, aqui.”
Os atores entraram no avião e foram aplaudidos.
E as comissárias diziam: “Bem-vindos ao Brasil”.
E os trataram como reis.
O caso não para aqui.
O grupo entrará com representação na embaixada inglesa e soltará um manifesto.
Só há uma dedução possível: O caso JEAN CHARLES está entalado na polcía britãnica, que revelou a sua incopetência e abalou o prestígio da SCOTLAND YARD.
E a reação é a mais insana, perseguir brasileiros.
Nem o divã salva.
Hoje, CELSO MELEZ, um dos atores deportados, que faz a minha peça O PREDADOR ENTRA NA SALA, estará de volta no palco dos PARLAPATÕES.
Foi substituído ontem dignamente pelo ator FÁBIO OCK.
Que seja bem-vindo, CELSINHO.
Aqui, para nós, você é o príncipe da PRAÇA ROOSEVELT.
Aqui vai a carta que o grupo soltou oficialmente:
Queridos amigos
Há aproximadamente 6 meses, a nossa Companhia – Teatro da Curva – recebeu um convite do Camden Fringe Festival , de Londres, para apresentar o espetáculo “Otimismo”, de Voltaire, adaptação de Ralph Maizza. Estreamos esse espetáculo em 2008 e ao longo de 2 anos fizemos 3 temporadas. Esse convite representou a expansão e coroação de um espetáculo realizado com poucos recursos, mas com muita dedicação, profissionalismo e amor. Durante esses 6 meses, trabalhamos continuamente e intensamente no levantamento de recursos afim de financiar a nossa viagem, visto que não haveria remuneração financeira, e sim apenas o intercâmbio cultural. Levantamos a verba necessária e adaptamos o nosso espetáculo para atender às necessidades do público inglês, de forma a proporcionar uma ampla compreensão do texto encenado, sem que o mesmo perdesse a sua essência.
Enfim, reunimos toda a documentação necessária de acordo com a legislação da imigração inglesa e seguindo orientação do Festival, que inclusive nos enviou uma carta convite, constando o nome de todos os envolvidos, para que a mesma fosse apresentada na imigração. Nos endividamos, recebemos o apoio de amigos, familiares e classe artística, e embarcamos rumo à concretização dos nossos sonhos e expectativas. Após uma longa viagem de 12 horas, chegamos cansados, porém muito empolgados e felizes, em solo inglês. Num primeiro momento, fomos recebidos cordialmente pelos agentes da imigração inglesa. Apresentamos todos os documentos necessários, demos as devidas explicações e fomos sinceros e claros quanto aos nossos objetivos em território inglês. Entregamos ao oficial nossos passaportes, a carta convite, as passagens de ida e de volta, o endereço no qual ficaríamos hospedados com carta de acomodação e informamos o quanto possuíamos em libras, quantia essa mais do que suficiente para bancar a nossa permanência em Londres durante os 10 dias de viagem.
Enquanto o oficial da imigração checava toda a documentação apresentada, fomos conduzidos a outra sala, onde nos revistaram e também as nossas bagagens, tudo de maneira cordial, porém, com algumas perguntas evasivas e atitudes invasivas (como, por exemplo, pedir para traduzir a carta de “boa viagem” da mãe de um dos atores, entre outras violações). Após 5 horas de espera, sendo ludibriados pelos oficiais da imigração, que nos diziam tudo aquilo se tratar de procedimento padrão para que pudéssemos entrar em território inglês, fomos comunicados (sem justificativas plausíveis) da nossa inadmissão naquele país. A imigração alegou que não poderíamos entrar, pois não se tratava de um festival que possuía registro oficial e, portanto, o mesmo não tinha o direito de nos convidar. Sendo assim, necessitávamos de um visto de trabalho. No entanto, segundo cláusula do site de imigração londrina, é permitida a entrada no país de turistas e artistas para mostrarem o seu trabalho temporariamente, num período de 10 dias, não necessitando do visto de trabalho, já que não há remuneração. Mesmo sem o direito da palavra, dissemos isso ao oficial da imigração que, com muito cinismo e prepotência, nos replicou que poderíamos sim entrar dessa forma, porém não naquele dia e, se quiséssemos, poderíamos voltar no dia seguinte. Ainda assim, manifestações, advogado e pessoas do festival estavam no aeroporto tentando falar com a imigração para confirmar a veracidade das nossas informações, a falha de um documento complementar por parte do festival, bem como explicar que a nossa situação era completamente legal. A imigração, com seu radicalismo e xenofobia, não permitiu que essa comunicação fosse efetuada. A partir desse momento, a cordialidade dos oficiais ingleses transformou-se em uma hostilidade injusta e inadequada, já que estavam lidando com artistas (turistas) com documentação legal, que não haviam cometido nenhum delito. Digitais (mãos inteiras) e fotos foram tiradas de todos, e o direito de réplica nos foi negado de maneira estúpida e ameaçadora. Nos revistaram novamente, mas dessa vez de maneira agressiva. Nenhuma explicação. Agentes da segurança foram chamados para impedir qualquer manifestação da nossa parte, que apenas desejava conversar e entender o ocorrido. O pedido de tomar banho, trocar de roupas ou mesmo de fumar um cigarro foi negado rudemente, bem como a comunicação com a nossa produtora local. Os celulares foram apreendidos para que não tirássemos fotos. Em seguida, fomos escoltados por um grupo de seguranças até o momento de entrada no avião, cuidando para que não abríssemos as bagagens. Nos cercaram na zona de embarque na frente de todos os passageiros, até que os mesmos entrassem no avião. Nos sentimos envergonhados e acuados, e enquanto embarcávamos de volta, os seguranças ingleses nos davam um “tchauzinho” cínico e um sorriso sarcástico.
É importante registrar o quanto foi saudosa a recepção da tripulação da TAM, assim como a reação dos passageiros a nossa volta, bem como a calma e solidariedade da Policia Federal ao chegarmos no Brasil.
Com relação à falha da documentação complementar que não foi emitida pelo festival, o grupo já está tomando as devidas providências. Vale ressaltar que tal falha não tornava a nossa condição ilegal para que pudéssemos entrar em solo “shakespeareano”.
Escrevemos essa carta para o esclarecimento dos fatos, para que não haja dúvidas e tampouco distorções a respeito do ocorrido. Sobretudo, colocamos aqui que o objetivo não é o ressarcimento financeiro, e sim a expressão de nossa tristeza, indignação e sensação de impotência, visto que nos sentimos envergonhados sem termos feito nada de errado, bem como nos sentimos fracassados e humilhados sem termos falhado. Não é possível descrever o sentimento de rejeição e injustiça gratuita que experienciamos. No mais, acima de tudo, queremos fazer jus a nossa dignidade. Chegou a hora de lutarmos efetivamente contra a xenofobia, bem como reivindicar nossos direitos de cidadãos do mundo e artistas.
Abraço a todos,
Teatro da Curva
Celso Melez, Didio Perini, Flávia Tápias, Leandro D’Errico, Mariana Blanski, Ralph Maizza, Reynaldo Thomaz, Ricardo Gelli, Tadeu Pinheiro e Walter Figueiredo.
O que o Patrick acha disso?
beleza…
quando os gringos vierem aqui, estendam tapetes vermelhos, cumpram todas as exigencias, geralmente estapafurdias, paguem os carissimos ingressos que eles cobram…
aos artistas brasileiros, minha solidariedade…
[...] This post was mentioned on Twitter by Camila , Brenda Rocha. Brenda Rocha said: fico com raiva ao ler uma coisa dessas: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/bastards/ [...]
Sou amigo de uma das componentes do grupo e fiquei muito chateado com o ocorrido, mas o que lá aconteceu não me surpreende.
Estudei um ano na Inglaterra em 1997 e, quando de minha entrada no País, fiquei 12 horas na imigração, correndo sério risco de ser deportado. Tinha 17 anos e falava muito pouco Inglês, fui levado para um tipo de “sala de castigo” onde estava um traficante de drogas que, após cumprir pena por tráfico na Inglaterra, seria deportado para o Equador e uma mulher que tentará entrar com um bebê (supostamente para vendê-lo) sem qualquer documentação.
O fato de minha passagem ter a flexibilidade no que se refere à remarcação do voo, acrescido à minha naturalidade (brasileira), me colocou no mesmo patamar de pessoas que cometeram crimes.
Isso acontece mesmo. É um absurdo.
responder este comentário denunciar abusoMarcelo, só uma pequena ressalva… Minha percepção, por estar morando em Londres há algum tempo, é que a questão do Jean Charles não é tão importante assim para gerar tamanho recalque – a xenofobia nas fronteiras é reflexo da imagem distorcida que o povo tem dos imigrantes (especialmente sul-americanos, africanos e árabes), bem como as novas políticas do governo dos Conservadores que tendem a ser bem mais restritivas.
Por que a gente não leu isso na grande imprensa?
Deixo minha solidariedade ao grupo de teatro, pois como brasileira tb me sinto desrespeitada com o ocorrido.
Sem dúvidas , a embaixada inglesa deve explicações a todos os brasileiros, e ao grupo de teatro deve ressarcimento financeiro e moral pelo constrangimento sofrido.
Aliás , fiquei revoltada . Foi muito baixo !
o mais óbvio: não vá à inglaterra. e quando encontrar um inglês, o mande tomar no olho do seu cu. mesmo que seja o paul mccartney.
Xará,
xingar o Paul McCartney é que nem chutar a santa. É inferno na certa. ha,ha,ha.
responder este comentário denunciar abusoSe eu fosse um socialista-petista diria assim: “Nós brasileiros-pobrezinhos somos sempre perseguidos/oprimidos pelos arrogantes ingleses/europeus (quando não pelos americanos). Temos que dar o troco agora! Chega de sermos tratados assim pelos ingleses. Bla-bla-bla…”
o que tem a ver o “socialista-petista” na história? vc é daqueles que dividem o mundo entre socialista-petistas e serristas? abra a sua cabeça, cara
responder este comentário denunciar abusoMorro de rir. Socialista-petista? Essa nem o Prestes explica… Bom demais se divertir com a burrice alheia.
responder este comentário denunciar abusoLuis W. agora temos que dizer que temos síndrome do vira-lata. Frase de nosso líder mor socialista-petista LULA… Vc tá na década de 80… Terminou A Revolução dos Bichos?
responder este comentário denunciar abusoTem tudo haver ou Marcelo Rubens Paiva!!!
Um país(BRASIL!!!!!) que agora deu pra flertar com outros países autoritários e ter-
roristas, cuja população ou se omite, ou ratifica os atos irresponsáveis de política externa de seu Presidente(Lula), ratifica, porque aprova o mandato do presidente!!!
Logo o brasileiro também deve ser de agora em diante ser responsabilizado pelos seus atos irresponsáveis.
Outro fato que acho engraçado é que tudo que é brasileiro adora falar mal dos países de 1° mundo, por que que continuam indo pra lá? Por que não vão pra Coréia do Norte? Ou por que não vão para o país do amigo do grande Presidente amplamente aprovado nesse país, o Lula, e amigo, o Chaves?
É isso brasileirada, preparem-se, a conta da irresponsabilidade virá, cedo ou tarde, e tenham certeza que ela será alta.
Se estão pensado que o mundo, principalmente o civilizado, admite essa cachorrada que vive acontecendo aqui dentro estão muito enganados!!!!
Caramba. Sempre tem alguem misturando as bolas. Que saco!
responder este comentário denunciar abusoNossa, mas que absurdo! Eu já tinha ouvido falar de brasileiros que foram impedidos de entrar em Londres sem motivo..Já achei o fim. Agora essa desse ódio… Será mesmo por causa do caso do Jean Charles? Pode ser mesmo… Que coisa horrível.. Me embrulhou o estômago
Celsinho, vcs tem que ser ressarssidos, SIM.
Se vcs tinham o passaporte nao precisavam sequer declarar que iam trabalhar. Vcs tinham o direito de entrar como turistas – os dois paises mantêm relaçoes amigaveis. Na minha opiniao vcs deveriam redigir uma carta ,sem emoçao, objetiva e encaminhá-la, via advogado, ao ministro das relaçoes exteriores. Isso é uma afronta. A imigraçao errou. Eles TEM OBRIGAçAO de se redimirem. Por favor, tomem uma atitude ou procurem quem possa ajudá-los a tomar. É facil…
Ninguém “tem direito” de entrar no país do outro. A entrada é permitida em caso de cumprimento dos requisitos legais. E, mesmo com estes cumpridos, a autoridade migratória pode negar a entrada caso suspeite de algo.
O que deve ser ressaltado é o tratamento que foi dado ao grupo, este sim completamente inadequado. Negar o contato com a Embaixada brasileira e não oferecer tratamento digno, isso sim deve ser reclamado. E em plenos pulmões. Nenhum maltrato é permitido e tolerado.
responder este comentário denunciar abusoÉ fácil dar palpite de fora! Se até hoje não se ‘redimiram’ do Jean Charles…
Boa sorte!
Nossa que horror, muita humilhação para um grupo com tamanha dignidade e sonhos..foi com certeza triste e de lamentar, eles não mereciam, tudo tão de repente, isso foi estranho mesmo…mas eles tem que dá um jeito, não tinha nada errado no que eles estava fazendo, isso me lembrou a 2 Guerra Mundial, meu Deus do céu que mundo louco… tudo estava indo bem e no final eles foram tratados como animais fora da jaula!
estranho.
e de dar náuseas
concordo plenamente!!
Locura! Qué les pasa?
God Save the Queen!
((
Qué payasada!
Caros Marcelo e Teatro da Curva,
transformem este lamentável episódio naquilo que vocês fazem de melhor: arte. Sublimem esta justa indignação em diálogos, em falas. Essa situação tem todos os elementos dos quais se nutre a boa dramaturgia.
Talvez, o saudoso Plínio Marcos dissesse: – Se esse chute na bunda não servir de inspiração, então, é porque foi merecido. Abs.
Concordo com você André, o caso teve repercussão, é bem delicado, e extremamente atual.Acho que na mão do Teatro da Curva daria uma ótima estória.
Melhor vingança não existe pra um artista…não enclausurem, regurgitem!
abraços
responder este comentário denunciar abusoAndre…
Lembre-se que o “chute na bunda” pegou na sua também…
será que vc nao tem capacidade pra fazer um texto ?
aproveita a chance, véio…
responder este comentário denunciar abusoCara, que absurdo, absurdo, absurdo. Estou sem palavras para expressar o meu desconforto e a indignidade. Quería saber de voce, Marcelo, mais articulado do que eu, o que podíamos fazer para levar adiante e não deixar esse absurdo cair no esquecimento: uma lista de repudio? um site de reclamação (claro, em Ingles e ventilado na Inglaterra que, suponho, ainda tenha gente de bem), o que vc acha que pode ser feito?? Abs e minha solidariedade ao grupo tão covardemente maltratado.
Mario
Se todos tivessem SACO ROXO, o aviao da TAM nao deveria sair a nao ser que o Embaixador brasileiro em Londres fosse ateh o aeroporto e resolvesse o assunto, porem….a Embaixada Brasileira e Consulado so servem para burocracias e e os seus chefes nao se importam com este tipo de coisa.
O triste é que no país deles eles nos tratam como entenderem. Vão dizer somente isso.
A resposta na mesma moeda só nos torna menores.
Eu voto por um protesto inteligente, mas que desça a ripa neles.
Poderiam escrever uma peça sobre isso, duplicar todos os documentos e dinheiro e ir apresentar lá no dia seguinte.
Eu pessoalmente entendo que o povo inglês não é a raiz do mal.
Geralmente é nossa culpa por deixar o tipo que lidera hoje liderar.
Bando de desocupados que se julgam atores. Loucos para ganhar uma verba
pública e encenar suas apresentacoes ridículas. Bem-feito foram barrados não
cumpriram a lei. Já fui várias vezes aos Estados Unidos e à Inglaterra a estudo
e a trabalho e nunca tive problemas. Vão arrumar trabalho de verdade
Que olhar ein? vc estuda o que? trabalha no que? fiquei bem curiosa…
responder este comentário denunciar abusoDuvido que você tenha ido estudar. Você nem sabe ler.
responder este comentário denunciar abusomuda pra la de vez…
acha atores um bando de vagabundos, mas não perde a novela da globo…
ou vc acha que só na globo tem atores de verdade?
responder este comentário denunciar abusoMEU CARO LUIZ, SE É QUE ESSE É O SEU NOME, NÃO FAZEMOS TEATRO DEPENDENDO DE VERBAS PÚBLICAS – ATÉ QUE GOSTARÍAMOS, MAS NUNCA SOMOS CONTEMPLADOS. VIAJAMOS COM DINHEIRO DO BOLSO E A LEGISLAÇÃO NA MÃO. AQUI NINGUÉM É FILHINHO DE PAPAI PRA ESTUDAR NO EXTERIOR. GOSTARIA DE SABER QUAL A SUA OCUPAÇÃO, PROVAVELMENTE DEVE TER ALGUM CARGUINHO DE MERDA, DESSES QUE FAZEM DE VOCÊ UM CACHORRINHO DE GRAVATA QUE PASSA A VIDA DIZENDO AMÉM EM TROCA DE UMAS MERRECAS. FOMOS CONVIDADOS A IR LÁ. PARAFRASEANDO VOLTAIRE, VOCÊ DEVE SER UM INFELIZ QUE PASSA A VIDA A FALAR MAL DE TUDO E DE TODOS, TAL QUAL OS CASTRADOS QUE ODEIAM AQUELES QUE GOZAM. BEIJO NA SUA BUNDA.
responder este comentário denunciar abusoE AI ITAMARATI, DESSA VEZ VOCES VAO FAZER ALGUMA COISA?!
A Inglaterra não passa de um monturo de carvão, motivo dela ter sido o berço da revolução industrial. Povo covarde e hipócrita. Vejam-se as guerras: os primeiros “ingleses” a morrerem são bengalis, paquistaneses ou outros povos “incorporados” nos seus exércitos. Um povo que nomeou “Sir” a um pirata. Um povo que cobra ingressos para verem seus butins, tesouros roubados de Egito, Índia, e diversos países da África. São lacrões, até no esporte: a única vez que foram campeões do mundo em futebol, roubaram tão descaradamente que o juiz do jogo foi impedido de apitar qualquer partida de futebol. São apenas casca, sem conteúdo. Esnobes. Tratam outros povos como inferiores, para esconder sua pequenês.
Um juiz federal tomou providencias na ocasiao pós 11 de setembro, quando os americanos faziam os brasileiros tocar piano: invocando o Principio da Reciprocidade, o dr Julier Sebastiao mandou colocar os yankess na mesma ridicula situacao.
Atencao dr Julier: vamos tratar os ingleses da mesma forma, que tal??
abraços do seu ex aluno
Quando li o relato de vcs, lembrei de tudo que vivi há uns 10 anos, quando também fui impedida de entrar na Inglaterra sem motivo. Na ocasião, estava legal na França, fazendo um curso. Pensei em ficar 3 dias em Londres para conhecer a cidade. Os oficiais da imigração alegaram que era pouco tempo, depois de terem revistado toda minha bagagem. Lembro até da cara cínica de um deles abrindo e reabrindo uma caixa de fósforo, tentando achar sei lá o quê. Eles são muito frios e cínicos, não levantam a voz, mas são campeões do sarcasmo. Entrar com processo? Eles alegam que é um direito do país impedir a entrada de qualquer estrangeiro “suspeito” pra eles.
Mais um triste caso de xenofobia feito pelo Estado inglês. Acho que o ministério das relações internacionais deveriam fazer um pronunciamento sobre isso. É ridículo que continuem com essa xenofobia.
A realidade e esta mesmo, infelizmente brasileiros sao muito mal tratados quando viajam ao exterior, e isto e em parte tambem culpa dos milhares de brasileiros que vivem no exterior e nao respeitam as leis locais. Tambem e verdade que isto nao ocorre somente a brasileiros, qualquer cidadao de paises que nao facam parte da Comunidade Europeia sao tratados da mesma maneira na Inglaterra, Franca, Portugal, Espanha, etc. Eu mesmo, moro na Alemanha, sou brasileiro (porem tambem tenho cidadania Inglesa), vi diversas vezes pessoas sendo mal tratadas pela imigracao, desde americanos, indianos, brasileiros, africanos em geral; isto claro nao tem nada a ver com o caso do brasileiro assassinado na inglaterra, somente como eles se acham superiores e como nossos governantes do brasil sao incompetentes ou coniventes com estas situacoes. Ou alguem acha que um pais quebrado, falido como a Espanha deveria retornar brasileiros sem razao? vejam que as maiores empresas Espanholas vivem da America Latina, como Telefonica, Santander, etc…
O caso Jean-Charles tem, sem dúvida, uma certa incidência sobre o que está ocorrendo. Mas a estranha diplomacia do atual governo brasileiro tende a reforçar a imagem negativa que persegue nossos cidadãos no exterior.
O Brasil está fazendo tudo para ser considerado como se fizesse parte do eixo do mal, como Irã, Cuba e Venezuela. E, aparentemente, já está obtendo os primeiros resultados.
Pessoal,
Moro na Inglaterra, sou Brasileiro e me solidarizo muito com a situacao de voces.
Infelizmente tenho que informar aos brasileiros que a Inglaterra (nao seu povo) deixou ha muito tempo de ser um pais civilizado e racional. A imigracao eh burra e cria inumeras situacoes para justificar sua estupidez. Revistaram voces duas ou tres vezes para encontrar qq coisa que fosse para incrimina-los. O legista da policia de Londres nao deu um depoimento que achou vestigios de cocaina na urina do Jean Charles? Mas vejam bem, encontrou so na urina, e nao no sangue – sugerindo que o Jean nunca havia usado cocaina, mas no dia em que foi morto sim!!! Isso justificaria um comportamento estranho do Jean Charles e por isso a policia tinha razao de fazer o que fez!
Vamos twittar esse caso de vcs para expor esse comportamento absurdo da imigracao inglesa.
Qua bordel nessa Old England ! Deixam entrar terroristas ou simpatizantes de terroristas (que fazem a propaganda deles nos guetos londrinos) paquistaneses, indianos, não sei mais quem, enfim, gente de fato perigosa entra todos os dias naquela cidade, mas quando se trata de um grupo de artistas fazem toda essa confusão ! Não dá para entender, só pode ser preconceito com o brasileiro mesmo. Façam isto: procurem uma associação inglesa que protege gays e entrem lá com a cobertura dos movimentos contra a homofobia. Vocês poderão ficar e fazerem o que quiserem fingindo que são gays.
Ô, Anna!
Estou enganado, ou você está sugerindo que brasileiros fraudem a imigração britânica?
Se hoje há uma predisposição contra brasileiros em geral, é justamente porque, durante anos, alguns brasileiros decidiram ser mais “espertos” que os outros e acharam que podiam passar ao largo da legislação daquele país. Em resumo, todos estão hoje pagando pela malandragem de alguns.
Eu não sugeriria a ninguém que insistisse na malandragem. Sorry.
responder este comentário denunciar abusoComo é que é? Fingindo que são gays? E se te tomarem ao pé da letra, como é que fica? Eu, hein!
responder este comentário denunciar abusoAnna H, vc conhece bem o mundo heim….essa sua sacada foi GENIAL de dizer que a deportacao foi homofobica…concordo plenamente com sua expressao de que o governo ingles foca no que PARECE ser o problema….mas nao no problema em si….deportar brasileiros da ibope (ruim claro), mas da ibope pros cabecas de bagre que vivem aqui e dizem que o problema sao os imigrantes…
responder este comentário denunciar abusoÔ Anna H, você quer combater xenofobia com xenofobia. Comentario mais infeliz, então barrar indiano e paquistanês pode?
responder este comentário denunciar abusoImagino todo o trabalho ao longo dos meses, a preparação ansiosa, apoio e recomendações dos familiares e amigos para o momento de poder se apresentar na Inglaterra, e acabar assim. Pelamordedeus, o que é isso!
Realmente é estarrecedor, ver uma democracia agir de forma tão arbitrária ! Por acaso é proibido fazer turismo no Reino Unido, país que estupidamente idolatra uma família real? É isso que eles consideram superioridade cultural? Se é proibido fechem logo as fronteiras….e também não precisam vir para cá.
A xenofobia é a filha da arrogancia, neta da inveja, da família do patritismo e do orgulho nacional!
E todas elas são descendentes da ignorância. Em linha direta.
responder este comentário denunciar abusoSendo brasileiro e vendo nestes aeroportos mundo afora (e no proprio Brasil) a discriminacao aos meus patricios, principalmente aqueles com peles mais escuras ou aparencia fora do padrao adquiri um sentimento de “vinganca” aos policiais de imigracao. Sempre quando posso respondo de maneira seca e com desdem (mas sempre sem faltar ao respeito). Na minha segunda e ultima passagem por um aeroporto londrino, num voo de conexao entre TAM e BMI, logo da saida do aviao da TAM vi que havia uma quantidade muito grande de policiais que enquetavam alguns passageiros (os mais escuros e feios). E eis que uma policialzinha, a ultima da fila, decide me interrogar. Falando num ingles bem abaixo do que sei, dei respostas confunsas e tomei uns 15 minutos do seu tempo, antes dela me pedir meu passaporte. Entao mostrei o do Uniao Europeia e a vaca teve que ficar caladinha e me desejar boa viagem. Fiz isso porque sei que nesse tempo algum brazuka poderia ter sido acossado por ela e provavelmente ajudei alguem a NAO ser deportado.
Só tenho um comentário a fazer: pegaram um oficial de imigração num dia ruim… não tem outra explicação! Uma pena o ocorrido. Minha solidariedade a todos vocês.
Independente da qualidade do trabalho artítsico do grupo, deve haver ressarcimento pelos prejuízos financeiros e danos morais causados pela estupidez britânica. O governo Brasileiro deveria exigir um pedido de desculpas formal e aplicar a retaliação devida.
Talvez agora, quando acontece situações como estas, alguns pessoas entendam c sentem os nordestinos quando são discriminados.
Lamentavel e muito triste.
E o momento sim de reivindicar o direito a um tratamento digno, o que alias (e supostamente) algo muito valorizado pelos britanicos.
Mas espero toda a raiva e a indignacao desse lamentavel episodio nao de lugar a intolerancia, a xenofobia generalizada e irracional. Morei no UK por alguns anos. Na epoca, era moda falar e pregar o multiculturalismo. Bons tempos aqueles. Mas mesmo assim, estranhei que logo ao chegar — talvez a ofical da imigracao tenha visto no meu rosto mestico um sinal de perigo — a oficial determinou que eu tinha 7 dias para me registrar na delegacia de policia de imigracao, na regiao onde ia morar. So eu de toda a turma! Nenhum outro brasileiro que conheci teve de fazer isso. E ainda tive de pagar. E olha que o 11 de setembro nem nos piores pesadelos poderia ser sonhado ainda…muito menos Jean Charles. Vim ao Brasil e depois retornei. E novamente tive de me registar na delegacia, a mesma. Passei uns 3 dias do prazo estipulado e o oficial de imigrante foi rude e intimidador. Amecou me denunciar e toda vez que eu tentava argumentar, ele parecia se tornar cada vez mais rude. Nao dei importancia. A raiva de ter de aguentar alguem me desrespeitando pelo simples razao de que se sentia motivada para faze-lo nao foram suficientes para ofuscar uma temporada feliz, em que conheci britanicos verdadeiramente amigos. Um povo reservado, sim, mas capaz de grandes gestos de amizade.
Entao, com o maximo respeito a sua dor e posso muito bem calcular o tamanho dela, nao deixem que isso contamine seus espiritos contra todo o povo. A vida e uma via de mao dupla e nos tambem tmos telhado de vidro. Violence breeds bviolence, bigorty breeds bigotry. Violencia gera violencia, intolerancia gera intolerancia..vira uma bola de neve.
Vamos lutar para resolver o problema e nao criar outros.
Soft words are hard arguments.
Thomas Fuller (1608-1661) British clergyman and author
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Strong and bitter words indicate a weak cause.
Victor Hugo (1802-1885) French poet, dramatist and novelist.
“Na primeira noite eles se aproximam / roubam uma flor / do nosso jardim./ E não dizemos nada./ Na segunda noite, já não se escondem : / pisam as flores, / matam nosso cão, / e não dizemos nada./ Até que um dia / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa, / rouba-nos a luz, e, / conhecendo o nosso medo / arranca-nos a voz da garganta./ E já não dizemos nada.”
Eduardo Alves da Costa, poeta brasileiro
(seu poema tem sido atribuído a um estrangeiro, e não dizemos nada)
responder este comentário denunciar abusoMarcelo, vc mandou bem como sempre.
Assisti o filme “Jean Charles” na sexta -feira de estréia o ano passado. saí do cinema um tanto triste mas me sentindo mais brasileiro. Não sou dado a nacionalismos mas acho q eu a história de Jean e a forma como foi filmada nos traz um sentimento de apego a nossas coisas, de identificação com nosso próximo e , indignação, ante a tantas injustiças. Acho que atripulação da Tam sentiu isso tb. assim como sentem os milhares no dia a dia de nosso país.
Apenas uma lembrança p/ vc que como eu gosta de futebol, pena não haver mais um jogador rebelde de verdade que desfilasse em campos ingleses com uma camiseta de Jean Charles, ou mesmo, td a seleção num amistoso desses com a Inglaterra. Mas aí já é demais p/ a turma da CBF.
Forte abraço!
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Papo de leitores
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- Você acha que se o Marcelo estivesse lá, isso teria acontecido?
- É claro que não.
- E por que não?
- Logo na primeira revista, ele gritava: pega!…pega!…pega ele, Hugo!
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O STOMP está no Brasil. Pensem nisso.
[...] vez mais comum?) li nesse final de semana no blog Diário do Tempo de Sérgio Vilar e no blog de Marcelo Rubens Paiva, sobre o grupo de teatro de São Paulo que foi convidado para participar de um festival em Londres [...]
Muito triste isso que aconteceu com eles e que vem acontecendo na Inglaterra com brasileiros com muita frequência. Um grande absurdo.
Houve alguma posição ou comunicação oficial, do governo brasileiro ou inglês, sobre o caso?
[...] There is something insane about the fact that the British Council and Visiting Arts spend so much time and effort forging international links and promoting UK theatre and culture abroad when the Home Office and UK Border Agency can so easily scupper all the goodwill. After the Teatro da Curva incident, British artists travelling to Brazil may find it harder to enter the country and receive a cool welcome. [...]
[...] There is something insane about the fact that the British Council and Visiting Arts spend so much time and effort forging international links and promoting UK theatre and culture abroad when the Home Office and UK Border Agency can so easily scupper all the goodwill. After the Teatro da Curva incident, British artists travelling to Brazil may find it harder to enter the country and receive a cool welcome. [...]
2012
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