
Já falei diversas vezes aqui das garotas do Colégio Andrews, do Rio, onde estudei dos 6 aos 12 anos.
E me pergunto sempre o que havia de mágico nelas, além de ciceronearem com carinho um paulistinha recém-chegado, tímido, sotaque italianado, e ainda sem uma identidade carioca.
Um, não, dois. Edu também chegara de São Paulo. 1 ano antes.
Pois elas nos adotaram, já que éramos vítimas da ira bairrista dos veteranos. Mostraram a lanchonete, os rituais, a usar o uniforme, a se esconder na hora do hino.
Roberta [primeira da esquerda] e Isabel [primeira da direita] dividiam mesas conosco, trabalhos, ajudavam nas aulas de música e nos defendiam dos pequenos vândalos.
O que fascina nesse tempo de escola é que as garotas são tão ou mais fortes que os garotos. É um mundo temporário de igual para igual, com pequenas amazonas.
Submissão feminina? Espere a gordinha aparecer no recreio e dar bofetadas em todos.
Na infância, vivemos uma utopia em que os gêneros se unem. Há correlação de forças. Um grupo não domina o outro na porrada. Garotos e garotas são uma coisa só. E tem garota que joga mais bola que muito marmanjo.
Até o sexo aparecer e estragar todo o equilíbrio. Sei lá, aos 12, 13, 14 anos? Então, Isabéis e Robertas se fecham e se apaixonam pelo garoto mais velho, mais esportista, mais rico, e os babacas paulistinhas se deprimem.
Ou se trancam e passam dias olhando o poster do pequeno astro, escutando músicas de pequenos astros, escrevendo no diário “eu amo rick martin” centenas de vezes.
Sexo é uma merda.
Paradoxalmente, afastam as pessoas, isolam as garotas, aterrorizam os garotos. Elas se trancam nos quartos. Nós, nos banheiros.
Tudo passa a ter sub texto. Interesse entra no vocabulário. Nossas amigas agora andam com os caras mais fortes, ameaçadores. Nem dá pra chegar perto.
Jogo, charme, vaidade, ego, insegurança, complexos surgem no universo das antes puras criaturas que só queriam dividir uma mesa com a garota bacana, fumar um cigarro escondido no recreio, fugir e rir da gordinha irada.
Então me mudei pra Santos e nem te conto.
Ah, as santistas… Já te falaram delas?

NÃO SOU O DA FLECHA
a da última fileira ali paracia a lidia brondi hein, vc nunca falou sobre ela, eu tenho um texto na internet dedicado a paixao que tive por ela, a namorada possivel, paixão da minha adolescencia esquecida, tinha te um poster dela no meu guarda roupa. Hj as musas sao photoshopadas inatingiveis, ela merecia uma cronica ehin malandro/
Cara, que coisa mais fofa você nestas fotos. Na primeira, o sétimo da esquerda pra direita na última fileira, a de cima.
Na segunda, ou o primeiro da ponta esquerda (loiro) ou o bem do meio (moreno) bem na frente do menino de camiseta branca. Acertei?
beijos
acertou os dois, didi, no rio, o sétimo da esq pra dir, em santos, o da primeira fila
Cara, por favor vai…
Ah, as paulistanas… Já te falaram delas?
vc leu algum livro meu?
Você está sentado, é o penúltimo da segunda fila (próximo aos que estão de pé ao fundo).
Acertei?
nem
E sobre as garotas de São Paulo, descobriu alguma coisa?
Se não é o da flech, chuto que seja o garotinho da frente mas ele é tão miudinho…rs…
Beijo Marcelo,
Tudo bem, quando chegar a velhice não haverá mais este problema, aí poderemos sentar na mesa de um lugar qualquer e simplesmente conversar sem se procupar com os avassaladores aviões que planam bem pertinho.
É o primeiro loirinho?
PS: No fim de semana ponho a leitura em dia! rs
Bacana esse saudosismo infantil! Mai que belezura é rememorar a época de ouro (ou de choro) de nossas pré-escolas, não é mesmo? As fotos de cada turma sempre eram tiradas dessa forma, nunca alteravam. Lembro das agitações discentes do dia, da professora impaciente (rubra até) e do fotógrafo sério. Olhe: todos uniformizados, com a mesma pose, num arranjo grupal curioso. Lembram as fotos dos clubes esportivos ganhadores (ou não) de algum campeonato, né não?! Ganhávamos e perdíamos todos os dias, e nem nos importávamos. Era tão legal.
Concordo contigo, o melhor dessa época era as gurias da classe. Lembro-me de cada coisa surpreendente que elas mostravam debaixo da mesinha…
Marcelo,
Ao ler mais um post citando as “garotas do colégio”, não tive como evitar deixar um comentário aqui no blog.
É só para compartilhar uma agradável surpresa que tive outro dia zapeando a TV.
Estava passando um filme que, para mim, era absolutamente desconhecido. Chama-se “ABC do Amor”.
O tema é justamente a paixão de um garoto de dez anos por sua colega de escola, de 11 anos. O ponto de vista da descoberta de um sentimento estranho por parte de um menino, que se vê atraído incondicionalmente por alguém que, até então, era algo a ser evitado pelos meninos de sua idade: uma garota!
O filme parece ingênuo, tolo, realmente. Mas, como eu o assisti sem maiores pretensões, achei maravilhoso! O universo masculino, com todas as suas incertezas e inseguranças (que carregamos até hoje, para ser sincero), em pleno desabrochar. Acho que você também vai se identificar com o garoto do filme…
Enfim, é isso!
Abçs,
Edson
Ao que tudo indica e pelos seus textos a respeito dos seus amigos e das suas amigas, fazer boas amizades e superar essas barreiras que aparecem depois dos 12, 13, 14, é um talento seu. E é justamente uma das coisas que faz o seu blog ser tão legal: ele tem vida. Abraço!
ai que franjunha mais linda
Há muito tempo atrás, me encantei com “Feliz Ano Velho”, e agora me encanto com seu blog…
Tenho um blog também: “mosaicos”, que é quase da idade do seu (completou 1 ano dia 8 de janeiro).
Gostaria muito de receber uma visita sua qualquer dia, e se deixar um comentário, pode ter certeza que me deixará muito feliz.
Tudo de ótimo para você
Um abraço
Cid@
_________________________
Entreouvindo a geração 60
__________________________
- Viu a foto do Paiva no Colégio Andrews em 1967?
- Vi sim. É estranha, hein?
- Como assim?
- Notou como antigamente aluno tinha cara de aluno?
- E professora de professora, né?
_________________________________________________
é verdade…
depois vem a faculdade…ah, as paulistanas…
Fã desde o tempo de “feliz ano velho”…
Putz tinha uma gordinha q sempre batia na gente na escola. Beatriz ,hoje ela é uma gordona e lésbica.
Que legal ter acertado! É, na verdade, eu sou boa em achar você. Se eu te achei em jogo de basquete porque não ia achar nestas fotos????
hahaha
beijos e saudades
E já faz um ano que meu amor platônico por vc só cresse, mas os tocos que me deu ajudaram, lembro da primeira mensagem e vc falou que roncava, fui relendo e fiquei morrendo de vergonha, se conhecesse vc nos tempos das fotos…
tudo bem, sou nova, tenho 16 anos, mas não ligo!!
está lindo como sempre!
bj
Babaca, irada…
adoro essas gírias antigas, minha mãe fala muito: babaca, panaca, pão, quitutes ou “ele é um pedaço de céu” kkkkk
aprendo muito
aliás, um pedaço de céu nas fotos, mas prefiro hoje em dia do mesmo jeito
bjs gelados
Ciúmes das amigas, das quase namoradas…
“Sexo é uma merda”…veja bem…eu como você não diria isso.
Gostei muito…. comungo em tudo.
Caramba, como tinha meninos nessas turmas!
Eram quase o drobro das meninas…
Saudade destes posts saudosistas…rs
Marcelo, parabéns pelo texto.
A infância é o paraíso na nossa vida. Sem “pre-conceitos”, sem a escravidão do tempo e do sexo.
Marcelo,
Usei essa via pra te apresentar o projeto em qual trabalho; ele é destinado a pacientes com lesao de medula. Gostaria muito de mostra-lo a voce, sei da sua importancia como escritor e quero apenas uma ajuda para divulga-lo na comunidade de pessoas com lesao de coluna.
obrigado
valmir de souza
2012
2011
2010
2009
Deixe um comentário: