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Marcelo Rubens Paiva

15.agosto.2010 14:17:35

Allons enfants…

rev francesa

 

Meu sobrinho PATRICK, francês, 19 anos, estudante de CIÊNCIA POLÍTICA, considerado o questionador-sábio da família, costuma passar as férias no Brasil.

Me disse algo na semana passada que me deixou envergonhado.

Que uma das coisas que mais o incomodam quando ele vem é a instituição “empregada”, que existe ainda em poucos países e resiste às transformações sócio-políticas.

Perguntei se ele se sentia invadido pela cidadã que entra no seu quarto, arruma as suas coisas, limpa, dobra suas roupas, tem acesso à sua intimidade.

Nada disso, ele respondeu.

Incomoda alguém numa posição de submissão quase absoluta convivendo com a rotina da família, mas que ao mesmo tempo almoça em outra mesa, realiza tarefas duras, mete a mão onde não ousamos.

O deprime ver pela casa a desigualdade ampliada.

Lembrei-me de um almoço em PARIS no começo do ano, em que o garçom que me serviu, minutos depois, se sentou na mesa ao lado, pois acabara o seu turno, e comeu da mesma comida e bebeu do mesmo vinho.

Lembrei-me de um amigo carioca que, na semana passada, destratou um garçom de um restaurante simples, simpático, em que vão os amigos, e de que sou freguês, aqui da região central de SP, pois pedira uma comida e só foi avisado dez minutos depois que não tinha o tal prato.

O amigo deu uma dura no cara.

O humilhou na nossa frente.

Praguejou.

Dei uma dura no amigo.

Se você estivesse na FRANÇA, receberia uma “casserolada” na cabeça.

E pedi desculpas ao garçom pelo amigo insensível.

Então…

Li a matéria de James Cimino, que saiu sexta-feira na FOLHA DE S. PAULO.

Revela um Brasil que dá vergonha.

Ou uma São Paulo que teima.

Moradores de Higienópolis se mobilizam contra uma estação de metrô, Estação Angélica, da futura Linha 6 – Laranja, a ser construída no bairro. Fazem um abaixo-assinado para impedir a sua construção, que “descaracterizaria” o bairro.

O abaixo-assinado, elaborado pela Associação Defenda Higienópolis e está em condomínios do bairro, alega que a estação pode virar um atrativo para camelôs.

A psicóloga Guiomar Ferreira, 55, que trabalha e mora no bairro há 25 anos, diz para a reportagem por que é contrária à obra:

“Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada…”

O Metrô diz que o local da estação Angélica não está definido e alega que o traçado da linha foi planejado com base na pesquisa Origem -Destino de 2007.

“Sobre a preocupação de que a região seja invadida por torcidas, o Metrô diz que o acesso do público ao estádio do Pacaembu será diluído em quatro estações do sistema: Clínicas (Linha 2 – Verde), Paulista (Linha 4 – Amarela), Cardoso de Almeida e Angélica (Linha 6 – Laranja).”

No entanto, Thiago Rodrigues, 22, proprietário de um restaurante na rua Sergipe, retruca: “Eu sou corintiano, mas sei que os corintianos mais radicais vão descer a Angélica quebrando tudo em dia de jogo.”

Moro a uma quadra do metrô.

Aliás, me mudei para cá por causa dele.

Sou usuário e, feliz, chego em minutos em locais que, dependendo do horário, levaria horas.

E vou imaginando o congestionamento acima.

Lendo.

Não há camelôs nem mendigos ao redor da estação.

E mesmo se houvesse, e daí?

Os cumprimentaria com educação.

Desejaria boa sorte.

Daria 1 cigarro, se me pedissem.

E vou ao PACAEMBU eventualmente de metrô.

Não saio quebrando tudo.

Nem eu nem os amigos.

Estamos mais interessados em pegar um bom lugar e torcer, imaginando a escalação do Professor.

Aliás, quem vai ao estádio hoje em dia é a classe média.

O ingresso de uma arquibancada está 80 pratas.

Vão famílias, muitas mulheres, playboyzada.

Aliás, na estação CONSOLAÇÃO, onde desço pelo elevador de deficientes, num canto de uma praça, costumam dormir mendigos aconchegados pelo calor que sobe dos respiradores do metrô.

São educadíssimos.

Alguns dormem em frente à porta.

Tenho que acordá-los.

Nunca reclamam, apesar de tirá-los de um sono tranquilo.

Ao contrário, se desculpam.

Por vezes, papeio com eles.

São sempre atenciosos.

São cidadãos.

E pena que neste País acomodado, a revolução não chegou como uma ruptura.

Não houve um processo revolucionário republicano.

Houve um golpe que tirou a Monarquia do poder.

Um levante de generais vindos da Guerra do Paraguai.

GETÚLIO, com todas as suas contradições, e uma vocação a DITADOR, tentou.

Da pior maneira.

Mas vieram outros golpes, de uma elite relutante com tanques e fuzis nas mãos.

 

tanques

 

E haverá o cidadão e o quase.

Até quando…

 

ditadura

comentários (89) | comente

89 Comentários Comente também
  • 15/08/2010 - 16:26
    Enviado por: Maryá

    “uma gente diferenciada” alguém explica?
    VERGONHA!

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  • 15/08/2010 - 17:15
    Enviado por: André Rosa

    puta que pariu. que paulada, marcelo. por que as nossas elites são tão nojentas? qual é o problema com os mendigos e camelôs? que mulher idiota a tal psicóloga que “não usa nem usaria”metrô. aposto que quando ela vai lavar as calçolas em paris, ela anda de metrô. e volta arrotando que “a frança é melhor”.
    será que um dia isso vai mudar???
    um abraço de um ser também indignado.

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  • 15/08/2010 - 19:55
    Enviado por: Nelson Correa

    Marcelo,
    A senhora de Higienópolis que tem medo de conviver com novos vizinhos não deve prestar atenção nas ruas onde mora. Em março de 2008 encontrei um morador de rua com um enorme facão ao lado da Praça Buenos Aires, e ainda não havia Metrô. Até escrevi um artigo sobre meu contato com o poder público pelo 1-9-0.
    http://pomeu . com / cotidiano / um-telefonema-especial/
    Abraços e sucesso,
    Nelson

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  • 15/08/2010 - 20:52
    Enviado por: Célio

    Marcelo,
    Poxa cara, vc falou tudo. Tem gente que deveria morar num condominio fechado no quinto dos infernos. Essa gente pensa que estão mais seguras ficando isoladas, vivendo apenas com “iguais”. Indo de casa , pro trabalho(quando trabalham) ou pro shopping . Na verdade uma cidade “ocupada” com pessoas andando, usando transporte coletivo, ou mesmo em seus carros qdo preciso, é muito mais segura, agradável.
    Que adianta morar em Sampa se não sentirmos a cidade , se não interagimos com ela?
    No mais, valeu e forte abraço.

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    • 16/08/2010 - 12:03
      Enviado por: Nice

      Oi Célio,

      adorei seu comentário…. essa gente devia mesmo ir morar num condominío fechado no quinto dos infernos!!!rs
      Nunca tive empregada, mas não consigo imaginar uma dentro da minha casa… acho que as pessoas deveriam ter oportunidades de fazer coisas que gostam, de se sentirem pessoas realmente a ter que perder tempo limpando a casa dos outros.
      Grande abraço
      Nice

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    • 21/08/2010 - 21:25
      Enviado por: Célio

      Tem razão Nice, será que um dia mudamos td isso?
      Bem, de qualquer forma, um abração!

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  • 15/08/2010 - 20:55
    Enviado por: Sophia Cordeiro

    É bem essa gente que não vota em Lula ou em Dilma, não é?

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    • 16/08/2010 - 11:40
      Enviado por: André Rosa

      ou que vota…

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    • 17/08/2010 - 23:09
      Enviado por: Sophia Cordeiro

      “ou que vota”…em Jânio Quadros (gênio), em ademar de Barros, em Alkimin, em Pita, em Maluff, em Serra, em Kassab, em malluff (de novo)…

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    • 19/08/2010 - 10:14
      Enviado por: sidneih

      Uai, vota sim…
      a Dilma não tá com a maioria dos votos? pela lógica, então a maioria desse “tipo” de gente vota nela…não tem nada a ver uma coisa com a outra.. (suspiro)

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    • 21/08/2010 - 14:55
      Enviado por: Franco Café

      Que pensamento covarde este o seu, também não concordo com a posiçaõ desta mulher, porém, não voto na dilma e no lula ou qualquer um do pt.Já votei em todos eles, Aloisio, suplicy, ze dirceu e outros, só que eu acordei, voces, a maioria vermelha dormem.

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    • 24/08/2010 - 19:10
      Enviado por: Sophia Cordeiro

      O Café, esse “home”, comprova a minha afirmação (fazem parte dos 5%=elite burra e cruel-que não acorda não!). Os 56% de Dilma, certamente não vem daí. Os do DEM,PSDB e afins, sim! Sorry!

      De uma internauta: “mendigos conservadores(!!) ??…. “talvez não tiveram oportunidades”(!) (sic)

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  • 15/08/2010 - 21:42
    Enviado por: John

    Do alto dos meus 21 anos sempre achei isso uma lástima, alguns se acham melhores do que os outros quando deveriamos nos considerar irmãos.

    Não cabe aqui discurso esquerdista de luta entre classes nem nada, não consigo nem caracterizar o que falta pra essas pessoas. Mais humanidade talvez (se colocar na posição do outro)? Menos egoísmo?

    Ps.não sou religioso

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  • 15/08/2010 - 22:26
    Enviado por: deia

    marcelo…isso me dá um misto de raiva, mojo e grande envergonhamento.
    semana passada, tava na flip no meio da discussão de Casa Grande Senzala.
    sendo q em muitos momentos a flip representa com bastante distinção esse espaço de separação
    com excessão na flipinha q ainda acho q devido a participação mais forte das crianças em função dos trabalhos realizados com as escolas – dá um tom de misturança!
    qdo no restaurante, vi uma cena triste – de um senhor aos berros com o garçom
    grita e atendido e retorna para mesa e docilmente conversa com sua companheira.
    na hora fiquei com raiva dela q fez de conta q nada viu ou q quem sabe concordasse com aquele tratamento – beijinhos trocados, café tomado e de lá saíram como se nada tivesse ocorrido.
    acho q ainda levaremos anos, muitos anos para abolir e absolver os ideais da fraternidade e do respeito.
    bjos, te gosto!

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  • 15/08/2010 - 23:10
    Enviado por: Andrea

    Sabe Marcelo, essas pessoas arrogantes me dão calafrios… Se dizem essas barbaridades pra reportagem, imagina só o que não fazem quando ninguém está olhando. Sorte dos mendigos se nunca encontrarem com elas…

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  • 15/08/2010 - 23:18
    Enviado por: virginia

    Pois é morei em Higienópolis,meu filho mora aqui ,alias bem pertinho da Angélica,sempre que estou aqui como hj ,por ex.fico em Higienópolis…acho tudo isso um enorme retrocesso e preconceito imenso …Não sei mais onde não tem gente sem oportunidades e moradores de rua ,ou os que perderam empregos e viraram camelos ,q São Paulo.Mas veja,tudo vem em efeito dominó.Vcs acham q eles adoram dormir nos metros,em papelão ???que eles descaracterizaram Sampa???ou Higienópolis???Cd a política SOCIAL,CD A IGUALDADE E FRATERNIDADE ???Realmente Marcelo na frança não há domésticas pois minha filha tb socióloga distingue isso não pelo fato de ter alguem em casa q incomode mas sim a submissão do cargo q a domestica e a classe social e desvantagens q elas e outros trabalhadores se encontram…Culpa deles???culpa dessa sociedade q cd dia suga o q pode dos trabalhadores e ainda fazem baixo assinado…vão fazer um protesto ,uma revolução para melhorias sociais…AH tb sou corinthiana e meu filho sempre vai ao estádio sem quebrar nada,sem brigas…Já vi muita vizinha minha aqui em Higienópolis ,destratar o porteiro do prédio …putz..q grosseria,e formada no Colégio Rio Branco e tal,tal…o que poderia ser uma diplomacia torna-se arrogancia e prepotencia…affff

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  • 16/08/2010 - 00:20
    Enviado por: Luiza

    Ah querido, como eu adoro os suas lindas e grandes respostas, rs.
    Antigamente achei que só um ou outro era assim, mas venho descobrindo que é mal de homem isso ai, viu.
    Bom, nesse caso o nosso casamento tem um privilégio de não precisarmos morar juntas…
    Deixa eu te contar, não encare como traição ta? rs Eu li um livro semana passada, chama Querido John.. O filme tava no cinema, ouviu falar? Ele é um romance água com açucar, do mesmo escritor de O diário de uma paixão.. Devo ter comentado que é o meu filme favorito em algum daqueles dias, não? Mas enfim.. Eu adorei, foi o primeiro livro que me fez chorar. Estranho gostar disso né? rs. Talvez, muuuuuuuuito talvez, você fosse gostar.
    Mas enfim, vamos ao que interessa. Eu e a Cah estavamos imaginando dia desses se o Malu de Bicicleta iria estreiar em todos os cinemas, ou só alguns.. A gente acha que faria sucesso! Ela comentou um tempo atrás também alguma coisa sobre ver a prévia com você. Quinta estou de folga, e ja que é o papel das mulheres controlar a situação, estou te convidando a nos (re)convidar, rs. Vou te mandar também meu numero novo pro seu e-mail da uol, ta?
    Espero ansiosamente pelas suas três ou quatro palavras, de resposta pra esses meus textos bíblicos.. haha.

    Um grande beijo, pros dois é claro.

    Ah sim, gostei dessa coisa sobre casamentos.

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  • 16/08/2010 - 01:04
    Enviado por: Daniele

    Ehn…
    Passo o dia na Sé e à noite vou p/ Higienópolis.
    Extremos…

    Beijo Marcelo,

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  • 16/08/2010 - 01:29
    Enviado por: Tweets that mention Allons enfants… « Marcelo Rubens Paiva -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Ed Gardenal, Gisele Motta. Gisele Motta said: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/allons-enfants/ [...]

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  • 16/08/2010 - 02:12
    Enviado por: Cássia Regina

    “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América Católica, que sempre precisará de ridículos tiranos”
    Já cantava o Caetano..
    Ainda tenho esperanças viu Marcelo, mas olha que diabos.. Se eu com 16 anos não tivesse esperança, a coisa estaria ruim.. Pam bam! Caminho errado!! Não por mim é claro, eu faço parte da grande massa, só não significo muita coisa, mas o caso é desistir tão cedo…
    Estar na faculdade me possibilita entender muitas coisas, até esse povo “sem noção” que manifesta preconceito em um jornal com tanta circulação (isso não quer dizer que quem não cursou uma faculdade não consiga entender!! Distante de mim tal julgamento!!).. Isso é assustador!! Ainda bem que não acredito em Deus, porque senão colocaria a culpa nele nessa situação que é estritamente de ordem humana, pessoal, social, etc e tal…
    (Acho que essa foto do menino pixando o muro está no livro da Regina Zappa.. Se não estiver, parece..)
    Booa semana!

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  • 16/08/2010 - 06:47
    Enviado por: Roberto Geronimo

    As always, muito bom o texto! Sempre passo aqui no blog, pois é garantia de textos pertinentes e com um ponto de vista urbano, sem perder a qualidade.

    Seu sobrinho tem razão, essa situação da “empregada” talvez seja a que mais ilustre a hipocrisia da nossa sociedade e como nossa elite é burra e não percebe que uma sociedade digna reflete em todos os aspectos: educação, saúde, segurança. Sobre a playboyzada de Higeanopólis: Enquanto estiverem nas cercanias do bairro, tudo bem! Mas uma hora é preciso sair, e aí querendo ou não, você enfrenta o monstro que ajudou a criar e talvez seja tarde!

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  • 16/08/2010 - 08:03
    Enviado por: Paula

    Oi, Marcelo,

    Sou moradora de Higienópolis e tive o desprazer de receber no aconchego do meu lar o tal manifesto contra a nova estação do metrô. Três páginas de absurdos. Alguns dias depois, meu marido se deparou com o síndico do prédio fazendo apologia contra o metrô, incitando os demais moradores a aderir ao movimento ignorante que circula pelo bairro. O fim da picada, pra dizer o mínimo. É óbvio que os grandes revoltados são os desapropriados, que terão que se mexer pra encontrar outro lugar para continuar seus negócios – bem caros, como a loja vizinha ao supermercado que também será desapropriado. É, mexeu no bolso dos endinheirados… O duro é que fiz questão de ler o manifesto inteiro pra ver se encontrava pelo menos um argumento que pudesse ser realmente considerado, mas, olha, fora as questões de desconforto durante as obras (OK, detesto barulho de madrugada, mas prefiro que o barulho, temporário, resulte em uma estação de metrô do que em mais um prédio enorme, ridículo, caríssimo, cheio de seguranças e portarias blindadas e moradores que não olham para os lados, com medo não sei de quê), nada ali tem qualquer sentido.
    Pra mim, ficou super claro que essas pessoas devem ter tentado de todas as formas evitar suas desapropriações – muito provavelmente por todos os meios escusos possíveis – e, não atendidas, estão apelando para o “resto” do mundo. Engraçado é ver esse mesmo pessoal que não olha pro lado, agora apelar para os “queridos vizinhos”. Confesso que fiquei preocupada no início, mas estou bastante feliz em ver que existem mais pessoas sensatas do que idiotas vivendo em um bairro tão agradável e bonito que, tomara, em breve será agraciado com diversas alternativas ao transporte público.

    Um beijo,
    Paula

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  • 16/08/2010 - 11:14
    Enviado por: Jessika

    Meu colega de trabalho é francês e é analista de sistemas e as vezes vai ver os clientes de Metro e pra ele é normal (Obvio que ele pega o metro tipo umas 2h se ele pegasse na sé umas 6:40 acho que ele ia preferir até ir a pé).
    Ele disse que no Brasil empregada é também sinal de status,e na frança só a classe A mesmo que tem empregada, porque tem casas grandes e não tem como evitar, por exemplo na frança ele se vira sozinho cozinha, lava, passa no Brasil ele tem empregada full time e os apartamentos são mito parecidos.
    Gente diferenciada?
    ¬¬’ Esse foi realmente o melhor eufemismo que ela conseguiu achar?
    Ela pensa que tá aonde?
    E pensar que eu achei o “ó” quando o Lobão disse que no Brasil vivemos numa sociedade caipira.

    Também não faço parte das pessoas que puxam papo com mendigo, até porque eu sou do tipo bem tímida que não puxa papo com ninguém mesmo.

    Marcelo , demais o texto… ah e também os comentários que li para esse post super legais.

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  • 16/08/2010 - 11:26
    Enviado por: Claudia

    Marcelo,
    a sociedade burguesa de Sampa me causa náuseas…
    pessoa diferenciada… que absurdo.
    aqui o que vale é o que vc TEM e não o que É
    pra mim o que vale é quem você É… e no final todos nós vamos morrer e feder e ser comido pelos bichos do mesmo jeito…

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  • 16/08/2010 - 11:46
    Enviado por: nando

    Marcelo, legal vc ter comentado a materia da Folha. Li incrédulo, percebendo que ainda teremos varias gerações de estrada , até chegarmos numa verdadeira republica.Tambem não acreditei quando li o depoimento da psicologa (pobre tio Freud…) e pseudo-socialite , falando em “tipo de gente” (sic) e “gente diferenciada”.Como diria o Simão, “tucanaram” o preconceito.

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  • 16/08/2010 - 15:04
    Enviado por: Jacqueline

    Marcelo,
    Sempre leio seu blog, nunca comentei, mas dessa vez não resisti… Ótimo texto!
    Sou casada, tenho dois filhos pequenos, trabalho o dia inteiro, e todos acham um absurdo eu optar por não ter empregada! Acho que com um pouco de disciplina, organização e menos preguiça, não há necessidade.
    Mas infelizmente muitos ainda acham que existem pessoas “inferiores”.

    Beijos,
    Jackie

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  • 16/08/2010 - 15:57
    Enviado por: alessandra polo

    Como é bom conviver, misturar, tentar achar o belo nas estações de metrô,nas pessoas que vão e vem…
    Essa gente burguesa não quer conviver com o diferente, não quer olhar
    o real da vida!!!!!!!!!!Que pena!!!!!!!!!
    Isso emburrece a alma…deixa o olhar pequenininho…
    Eu não aguento uma visão tão estreita assim…
    vai entender!!!!!!!!!!!!!

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  • 16/08/2010 - 16:39
    Enviado por: Vanessa

    É, seria um enorme desprazer esbarrar com esse tipo de gente nas ruas.
    Eu falo que seria terrível para os moradores de ruas terem que se deparar com pessoas que não aceitam a sociedade em que vivem, e fecham os olhos para a pobreza. É melhor mate-la longe, assim da pra fazer de conta que não existe.

    É.. esse é o nosso país. Ainda temos muito que fazer para mudar essa nossa realidade. Acabar com moradores de ruas, dando uma vida mais digna a eles, e tentar acabar com a hipocrisia dessa sociedade egoísta e despreparada para os problemas das grandes cidades!!!

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  • 16/08/2010 - 19:45
    Enviado por: Santos

    Quem acha que mendigos e camelõs não incomodam deveria ir morar em Bombaim e esquecer São Paulo. Deixe-a para quem gosta dela, cuida dela e deseja vê-la cada vez mais bonita e agradável. Queremos qualidade de vida. Nada mais demagógico que aceitar passivamente que mendigos e camelôs façam parte da ‘realidade’ e por isso devem permanecer onde estão. Nada mais mesquinho que atacar a ‘elite’ paulista uma vez que em todo o Brasil, de norte a sul, leste a oeste, ambulantes, camelõs, mendigos e moradores de rua são vistos e tratados como um estorvo pela população. Afinal, para quem são criados os camelódromos e abrigos Brasil afora? Eles servem para não deixar essas pessoas morrerem de frio e ganharem seu sustento sem lotear o espaço público, as calçadas. Nada mais enfadonho que assistir ao velho discurso de esquerda vindo da própria elite pensante, essa que ajudou a fundar o PT, provavelmente o partido mais corrupto, imoral, mentiroso, sujo e decepcionante da história deste país. Mas eles sabem mentir. Inventam números falaciosos dando conta de não-sei-quantos-milhões que saíram da pobreza e outras cretinices. Há quem acredite, da mesma forma que ainda acreditam na revolução cubana. Mas fazem questão de ignorar os outros milhares que entraram nela pela porta da rua nas grandes cidades, não só São Paulo – faço questão de frisar. Porém, por algum motivo que desconheço as pedras da esquerda raivosa só caem sobre o telhado da capital paulista, a cidade que mais recebe os desafortunados.

    O metrô é fundamental para São Paulo sair do atoleiro automotivo.Precisamos do metrô assim como precisamos de uma Higienópolis bela, cheia de flores, com crianças e cachorros passeando nas ruas. O que não precisamos é dos mal educados camelõs, ambulantes, mendigos, gatunos, lixo, ratos, degradação urbana, depredação e violência gerados pela atividade do comércio clandestino. Se você discorda e acha que para ser ‘humana’ uma cidade tem que ter esses ingredientes de ‘realidade’, paciência. Mude-se para Dacca ou Lagos e nos deixe em paz. Boa viagem e divirta-se. E antes que me condenem ao apedrejamento em Teerã, esclareço: moro em casa própria adquirida após décadas de trabalho honesto, paguei a faculdade sem auxílio de cotas, tenho internet em casa, dirijo um carro usado, gosto de livros e boa música, vou ao cinema, teatro e como carne ao menos três vezes por semana. Ou seja, pertenço à ‘elite burguesa, burra, branca e de olhos azuis’ segundo a cartilha do partidão. Agora, dá licença que tenho que trabalhar para pagar minhas contas.

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    • 17/08/2010 - 13:44
      Enviado por: nando

      O que o amigo aí não conseguiu entender é que uma das principais prioridades do poder publico, na busca da diminuição da miseria, deveria ser, justamente, promover a mobilidade urbana.O transporte publico deve ser prioridade, mesmo que para isso algumas madames percam alguns postes onde seus cães defecam em Higienópolis.
      Sua postura “higienista” é a mesma que prega não a busca pela extinção da miséria, mas sim que essa mesma miséria fique longe dos nossos olhos, porque é “feia”.Afinal, contanto que não nossos olhos não percebam a tal da miseria humana, pra que se preocupar com isso?Afinal, o bairro tem tantas flores… Não deve ser facil pra aqueles seres que ficam horas na fila de um restaurante bacana de Higienopolis, com seus cardigans por cima dos ombros, sobre o mesmo relento de mendigos,serem “incomodados” por “aquela gente diferenciada”.
      Posturas como a sua é que nos fazem ainda mais parecidos com Lagos, Bombain, etc e nos afastam cada vez mais da chamada civilidade.

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    • 17/08/2010 - 14:56
      Enviado por: Vanessa

      arrasou nando

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    • 18/08/2010 - 11:14
      Enviado por: Jessika

      A postura do pessoal de higienópolis é questionável independentemente de partido político,tentar deixar a cidade mais igual, com mais facilidade de locomoção para todos, também é algo que tem que vir antes de briguinhas petistas e tucanas, por mais incrível que possa perecer e eu realmente entendo que para você é provável que soe até surreal… “Outras pessoas também trabalham e ganham a vida honestamente uhull \o/ “… eu por exemplo sou uma delas ^ ^ ! Juro, de verdade, nunca fiz nada ilícito!
      Incrível, não?
      E essas pessoas (As que trabalham assim como você, também conhecidas “como diferenciadas”- O que não me parece ruim já que eu gosto de ser diferente de você) vão ter mais facilidade na hora de chegar ao trabalho, e na hora de andar de carro, esse é um beneficio que vai atingir varias pessoas ao contrario da higienópolis bonitinha (E eu confesso que não acho tão bonita assim) !
      Sem contar que…
      Pelo amor de deus né é só uma estação de metro não o próximo Carandiru!
      Precisa de abaixo assinado mesmo ?

      ps: sim, essa é a minha pedra de contribuição.

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  • 16/08/2010 - 20:13
    Enviado por: Bruna Rafaella

    Que triste.

    Só de pensar que sábado eu esbarrei com um mendingo na Consolação próx ao mêtro e pedi desculpas e um grupo de jovens burgueses estavam passando e riram da minha educação e eu olhei pra eles com um desprezo total e vim trabalhar pensando, porquê???
    Eu penso nisso todos os dias, não só nos mendigos nas ruas que passam frio, mas também nas crianças que passam fome, na pobreza, na hipocrisia das pessoas, muitos que podem ajudar e não fazem nada…
    Você liga a tv e só vê desgraça, morte, destruição, afogamentos, estupros, não há paz, não há sossego, não muda nada, nada faz mudar.
    Eu tenho alguns amigos que são assim, tratam faxineiras como se fossem um lixo, mas minha mãe já foi faxineira, já limpou banheiros e não tenho vergonha disso porquê é um trabalho normal! e é o tal preconceito né?
    Faço o que posso pra mudar isso na minha vida,mesmo parecendo ser tão impossivel, de coração faço o que posso.
    É Marcelo, tá dificil né? como mudar um mundo?

    O texto é muito legal, me fez refletir bastante, e dá pra perceber também que você é um cara super maneiro, simpático, tá na cara!! rs

    Beijos :)

    ps- nem vou falar do meu autógrafo mais!!

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    • 16/08/2010 - 21:25
      Enviado por: Cibele

      Melhor se preocupar com mendigos que ficar como uma descontrolada por um autógrafo. Tanta coisa no mundo para se ver. Adolescentes.

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    • 17/08/2010 - 16:17
      Enviado por: Bruna Rafaella

      Só pra deixar claro, eu não sou uma adolescente descontrolada!
      eu só queria o autógrafo, mas tá virando doidera pedir assim, vou deixar pra
      pedir quando ele vim pra av. paulista estreiar algum livro, quem sabe!!

      [:D]

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    • 17/08/2010 - 18:13
      Enviado por: Ana Rita

      rsrs tá virando pagação de mico, mas qual fã não paga mico?

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    • 18/08/2010 - 11:19
      Enviado por: Jessika

      hahahaha verdade,Tipo vergonha alheia,né ?

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    • 18/08/2010 - 15:45
      Enviado por: Bruna Rafaella

      ai ai pra mim isso não é vergonha…
      amo o trabalho dele e não tenho vergonha de dizer ou tentar um autografo
      já tenho 22 anos e acho legal tentar, mesmo que seja pelo blog, vale a pena.
      porquê não?

      :P

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  • 16/08/2010 - 22:36
    Enviado por: Graziela

    Marcelo, adoro as suas crônicas e seguidamente as utilizo nas minhas aulas para o ensino médio. Como lido diariamente com adolescentes, busco da melhor maneira possível mostra-lhes um pouco de essência nas pequenas atitudes e não será sendo arrogantes e mal educados que conseguiram uma vaga de emprego ou melhores condiçoes de vida. Tudo é educação e humildade…esse é o caminho.

    Abração.Grazi

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  • 16/08/2010 - 22:47
    Enviado por: José Maurício Pinto

    Marcelo,

    Como sempre, você escreve um ótimo texto! Sou seu adimirador “desde” FELIZ ANO VELHO que lí aos 16 anos…
    Hoje, arquiteto, planejo estrear minha participação, junto à outra profissional, no evento CASACOR-Bahia(“acontece que sou baiano também”) e escolhi para isto o espaço do Lavabo para Pessoas com Necessidades Especiais.
    Pretendo homenageá-lo na ambientação do espaço e para isso gostaria de saber como contatá-lo mais diretamente.
    Aguardo seu retorno.
    Abraço,
    Maurício.

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  • 17/08/2010 - 04:14
    Enviado por: Aloizio Junior

    Perfeitos, Marcelo e sobrinho.

    Sou como seu sobrinho Marcelo, nunca tive empregada em casa (motivo financeiro), porém, não me imagino com uma em casa, justamente pelo fato de me sentir mal sendo “servido”, sempre fui amigo dos garçons (sou filho de um). Não gosto dessa sensação de ser servido, prefiro servir. É muito triste ver a opinião dessa gente né? Gente de higienópolis, eles são gente Marcelo? Sei não! é essa gente que vota no Alckmin. Pobre São Paulo, pobre paulista.

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  • 17/08/2010 - 05:41
    Enviado por: Ricardo

    Bom Dia Marcelo,
    Moro fora do Brasil ha 10 anos e tbm morro de vergonha quando vou passar ferias no meu país. O tratamento a empregadas, valets, garçons é realmente um absurdo. Tenho vergonha e nunca teria coragem de tratar alguem assim.
    abraços

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  • 17/08/2010 - 07:40
    Enviado por: pafeco

    um mendigo é muito mais humilde e honesto, que muita gente rica e nojenta que tem por ai!

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  • 17/08/2010 - 10:27
    Enviado por: Ana Rita

    Adoro os mendigos conversadores.
    Eles são inteligentes…Mais vividos, quem sabe sem uma oportunidade……

    Amanha tem Parlapatões e eu vou prestigiar.

    Beijos

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  • 17/08/2010 - 12:36
    Enviado por: Renata

    Oi Marcelo,
    Sempre pensei muito nessa questão da “empregada”.
    Acho que o título denigre a honrada função.
    Lá em casa, eu tenho um secretária. Ainda fica a reflexão…
    Beijo

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  • 17/08/2010 - 15:48
    Enviado por: Marco Labão

    A França é melhor que o Brasil sim! Exatamente por esses aspectos. Eles não se conformam por ainda termos “serviçais” num país que engatinha ainda. Somos pobres, pagamos as coisas mais caras do Mundo e achamos o máximo ter empregada. Moro num apartamento bem generoso, sou Corretor, minha esposa é Gerente Bancária e limpamos nosso lar às 6ªs feiras e sábados. Isso nos trás uma incrível sensação de liberdade e respeito mútuo.
    Coversar com mendingos é uma experiência enriquecedora em qualquer lugar desse planeta, assim como garçons, faxineiros ou taxistas (os de Buenos Aires tem ótimas histórias de seu patriotismo quando das Malvinas)

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  • 17/08/2010 - 16:11
    Enviado por: Patu

    Sabe o que é mais engraçado que essas mesmas pessoas ADORAM usar o metro na europa e nos estados unidos. Ficam maravilhadas em descer em frente a Harrods, ,Galeria Lafayete e Macys. E lá como aqui tem homeless no tube. Bom adoro metro. Converso com moradores de rua, sim. Por sinal conheço uma galera que todo domingo entrega quentinha/marmitex pra eles.Uma vez por mês estou lá.E tenho medo dessa gente que tem medo de gente.

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    • 17/08/2010 - 16:40
      Enviado por: Maria

      É verdade!!! Inclusive o FHC que fala todo orgulhoso que em Paris só anda de metrô… Rs! E olha que o nosso metrô é muito mais bacanudo que o de Paris…

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  • 17/08/2010 - 17:18
    Enviado por: Geislayne

    Fica Tranquila Bruna…Tem gente que pensa que o adolescente não sabe pensar.Como diz o Charlie Brow Jr.:O jovem, no Brasil nunca é levado a sério.
    Mas voltando ao Marcelo, bom, tomei coragem de comentar para agradecer a você por compartilhar conosco sua opinião.Conheci você através da Escola.Aqui na minha cidade não tinha muito incentivo a leitura, mas de uns anos pra cá temos a Bienal Ruben Braga e podemos explorar esse mundo maravilhoso.Gostaria muito, muito mesmo de agradecer por você ter escrito Feliz Ano Velho.Eu li esse livro e gostei tanto que roubei da escola.Ele é minha paixão.Só empresto porque é muito egoísmo não dividir cultura.Sou muito fã sua, e sua história de vida é exemplo.Fica com Deus (mesmo se ainda não acredita nEle, Ele te protege), e que você tenha muita saúde para estar conosco por ainda muito tempo.Abraços.
    Geislayne de S. Passine,18 anos, Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.

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  • 17/08/2010 - 17:48
    Enviado por: Mari

    Marcelo!
    Leio todos os dias seu blog, já li alguns livros, vi umas peças, ah um monte de coisas…sobre alguns assuntos conversaria horas com vc… queria só fazer parte do seu circulo de amigos! rs Por isso te cumprimentei outro dia no Parlapatões, e por isso sentei em um lugar estratégico que eu já sabia que vc estaria, rs, mas fiquei triste o dia que tirei uma foto com vc (, mandei no seu @ e vc não falou nem “oi Mari, bonita foto”. Tudo bem eu entendo, mtos e-mails né?rs
    Beijão!

    PS: ah!! eu moro perto da Angélica, queria MTO que tivesse um metrozinho lá, e domingo vou na Pacaembu com meu pai, mas no domingo, dia dos pais, não fomos, pq minha mãe (inexplicavelmente!) queria ir e daiii ficaria simplesmente um absurdo de caro!rs

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  • 17/08/2010 - 18:08
    Enviado por: Luciana

    Marcelo,
    A questão empregada é bem complicada, as vezes precisamos de alguém para nos ajudar com as tarefas do dia a dia de nossa casa, pois temos diversas outras tarefas a fazer, mas como tratá-las … eu prefiro tratar como se fosse da família mesmo que depois eu me desaponte.

    Agora sobre o metro em Higienópolis, parece que as pessoas vivem alienadas ao passado e não querem ver nada além do próprio umbigo, hoje em dia ajudar as pessoas esta fora de moda, o negócio e cuidar somente da própria vida.
    E adivinha quem é morador de Higienópolis … Nosso candidato José Serra !!!

    Abs…

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  • 17/08/2010 - 20:17
    Enviado por: Mariana

    Eu amo São Paulo. E odeio a classe média bunda q tem aqui. Pra melhorar, acho q só daqui umas 15 gerações. que vergonha.
    PS, eu sempre te vejo na rua do metro, tb moro por ali e tb vou ao jogo de metro, e tb sou civilizada. :)

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  • 17/08/2010 - 20:52
    Enviado por: renata

    Ótimo texto!!! Concordo em tudo!

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  • 17/08/2010 - 22:59
    Enviado por: César

    “Nada mais enfadonho que assistir ao velho discurso de esquerda vindo da própria elite pensante,…”

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  • 17/08/2010 - 23:02
    Enviado por: César

    Antes os pobres estavam contra os ricos, hoje são os ricos que estão contra os pobres.

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  • 17/08/2010 - 23:06
    Enviado por: Glúon

    .
    ________________________
    .
    Entreouvindo em Higienópolis
    .
    ________________________
    .

    - Mas que assuntos desagradáveis…
    - Pois é, empregadas, mendigos, metrô, camelôs, garçons…
    - Isso não é nada. Precisa ver o que ele sugeriu num post passado.
    - E o que foi?
    - Transformar o Saci no símbolo da Copa de 2014 ou da Olimpíada de 2016.
    - Bem que eu já tinha alertado pra você. Cuidado! Esse cara é do PV, né?

    .
    ____________________________________________
    .

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  • 18/08/2010 - 07:54
    Enviado por: Lucila

    Não me envergonho por ter uma empregada, é um trabalho honesto e que lhe proporciona muitas coisas, “realmente ela faz o que eu não faria e ela não faria o que que eu faço”. Uma vez ofereci para ela um trabalho de vendedora, em uma loja, achei que fosse melhor, porém, ela trabalhou 2 meses e voltou para minha casa dizendo.”- o quê ?? Ficar em pé o dia todo, de domingo a domingo, tendo que implorar para as pessoas comprarem e quando consigo um bom dia de trabalho ganhar 30,00 reais, enquanto o dono da loja lucra 200, prefiro ficar aqui na sua casa, onde faço o meu trabalho tranquila, posso me sentar quando canso e tenho um salário no final do mês, 13º entre outras coisas… é isso! Ninguem é melhor ou pior que ninguem somos diferentes e trabalhamos em lugares diferentes.
    Acho que contribuimos um com os outros!! Penso também que como os Europeus estamos nos tornando cada vez mais “individualistas” e não queremos compartilhar nosso espaço e nossa educação com ninguém, que seja diferente de nós…

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  • 18/08/2010 - 08:47
    Enviado por: laura prospero

    Ol@ Marcelo,
    Brasileira morando na França de 1992, fico sempre triste em saber que este tipo de comportamento de certos brasileiros não muda. Há coisas com o que não consigo (e não quero) mais conviver, insuportável !!!
    Bom ler seus textos, me dà orgulho de ser brasileira.
    Forte abraço
    Laura Prospero

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  • 18/08/2010 - 11:56
    Enviado por: Bruno Maia

    Essa gente é mais suja que o mendigo…

    Me dá nauseas…

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  • 18/08/2010 - 14:58
    Enviado por: Milene

    “A burguesia fede…”

    Infellizmente, cada dia mais atual.

    Bjos, Paivinha!

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  • 18/08/2010 - 17:27
    Enviado por: Carol

    Oi, Marcelo… que texto ótimo!
    Nunca chamei as mulheres que trabalham lá em casa de ‘empregada’, porque não acho que de fato são. E elas também nunca comeram separado, sempre achei isso bacana.
    Muito engraçado isso do metro… muito ridículo.
    Enfim…
    Não sei se a Luiza respondeu, mas continuamos grudadas. rs E vc, com certeza, será o padrinho. HAHAHA
    Não vejo a hora de sair Malu, e vou atras de voce pro nosso livro ser autografado, seu sem graça!

    beijooo em você e no Huguinho!

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  • 18/08/2010 - 17:46
    Enviado por: Chico Suman

    Esse pessoal que não quer metrô é uma minoria. Menos desolador saber que ao menos existe um plano de expansão de metrô, melhor que 1 estação por ano. Que o Brasil é muito mais Índia do que França.

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  • 18/08/2010 - 17:53
    Enviado por: Geislayne

    Bruna vc tem blog?

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  • 18/08/2010 - 18:13
    Enviado por: LILLY

    Marcelo,
    desde Feliz Ano Velho! Marcelo de tantas polêmicas e tantas verdades! Marcelo de cara amiga e de ombro certo! Marcelo, sempre a postos para denunciar abusos de uma sociedade infectada por tanta fúria e pavores. Hoje você salvou o ano inteiro…! Feliz Ano Novo, Marcelo Rubens Paiva.

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  • 18/08/2010 - 18:19
    Enviado por: E.

    Sem duvida, a grande maioria dos moradores de rua são cidadãos, pessoas boas. ( costumo conversar Tb com moradores de rua, carroceiros…etc..)
    Sem duvida, hoje em dia quem vai aos jogos de futebol no estádio são de classe média.
    Sem duvida o metro seria bem util.
    Pensemos por outro lado:
    Para os pequenos/ médios/ gdes lojistas que diariamente retiram fezes deixadas na noite anterior da porta de seus estabelecimentos, agüentarem o cheiro de urina, na porta, deixados por tais “moradores de rua” os quais NAO gostam de abrigo, NAO gostam de banho, e GOSTAM de viver nas ruas.
    Ex:Noite passada uma lojista colocou creolina na porta do estabelecimento dela para que não dormissem por La, recebeu uma caixinha cheia de FEZES como gratificação…
    Infelizmente a porta da loja dela… Cheira a URINA e merda 24hs por dia.
    ISSO deve ser um tanto incomodo.

    Torcedores de “classe média” o que para mim não tira o titulo de delinqüentes, pois destroem as coisas, produzem a PANCADARIA generalizada ferindo inocentes torcedores, tem o maior prazer de quebrar as coisas ( dos outros) entre outros…

    Não ser do agrado para moradores e empresários do bairro de Higienópolis o metro tb não é algo repugnante,infelizmente “cidadãos” que pagam seu aluguel IMPOSTOS, seus senhorios com seu imóvel ( res. / comercial)sofrerão uma perda é complicado pois sem duvidas NAO haverá recompensa de acordo.
    Realmente alguns têm sérios motivos para não estarem motivados

    Enquanto nada incomodar nossos caminhos, tudo o que observarmos no decorrer E que não nos aveludar os ouvidos e estomago, será uma grande barbaridade, feita por ouuuutros!… pessoas que são Egoístas e “suja”.

    No mais, eu curto bastante o blog, racho o bico com seus textos.

    d verdade.

    Só não gosto de baba ovos que tudo oq lêem assinam embaixo, sem a mínima idéia do que leram…e somente pelo retrato que coloriram com suas palavras.

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  • 18/08/2010 - 19:38
    Enviado por: Luci Leite

    Boa, Marcelo! Adorei!
    Essa mesma senhora que não gosta das pessoas “diferenciadas” depois vem para Paris e adora a vida “europeia”. Só que aqui as pessoas valorizam o espaço público, convivem nele, andam nas ruas, tomam metrô.
    Por isso acho que por mais rico que o Brasil possa chegar a ser, o mais difícil de mudar é essa mentalidade segregadora.
    Beijo pra vc!

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  • 18/08/2010 - 20:16
    Enviado por: Bruna Rafaella

    Não ainda não…

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  • 18/08/2010 - 20:57
    Enviado por: Julianne

    ótimo texto!
    tem gente que me da nojo!

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  • 19/08/2010 - 00:32
    Enviado por: Gabi

    O melhor post seu que já li !

    Valeu !

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  • 19/08/2010 - 21:54
    Enviado por: Paulo Ganns

    Caro Marcelo,

    E você precisou de um sobrinho francês pra te revelar isso?

    Ele é “gringo” e se acha no direito de dar pitaco nessa nação soberana, justa e feliz?
    Cuidado, alguns gringos quando fazem essas análises sobre os nossos comportamentos, levam #calaboca no twitter!
    Outro gringo que deu pitaco foi o Domenico De Masi, há 11 anos!

    O que ele disse: “Nos últimos dias, conversei com muitos intelectuais aqui no Brasil. São extraordinários, muito ativos, muito inteligentes e criativos. Tomo a liberdade de fazer apenas uma crítica. Parece-me que já se acostumaram a conviver com as diferenças sociais e não as notam mais.”

    Isso tudo é paisagem. O brasileiro é o povo mais feliz do mundo!

    []s

    PGC

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  • 20/08/2010 - 23:49
    Enviado por: Cibelle

    Quando as pessoas pararem de pensar menos no próprio umbigo e pensar mais nas vantagens que tem para a sociedade, em geral, aí sim teremos cidadãos e não “quase”.
    Bjus!!

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  • 21/08/2010 - 11:06
    Enviado por: Denise

    Eu te admiro muito apesar de nunca ter lido um livro seu.
    Atenciosamente.

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  • 22/08/2010 - 09:18
    Enviado por: Laura Diz-Elianne

    Esta psi deveria não sair mai sna rua- eu morreria de vergonha se fosse algo dela.
    Gente diferenciada é ela q não entra em metrôs- afinal é o melhor transporte do mundo.
    revoltante. A minha empregada comia comigo na minha mesa. Me incomoda, sim, ter alguém de fora em casa- como qquer ooutro hóspede- pq sou introspectiva demais e me sinto invadida- mas nada contra elas- eles(os serviçais) pelo contrário.
    Abs, e parabéns pelo texto, vou divulgar no twitter.
    Elianne Abreu -@Laura_Diz

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  • 24/08/2010 - 19:13
    Enviado por: Sophia Cordeiro

    Quer “abolir” ou quer absorver(!) criatura?

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  • 26/08/2010 - 15:51
    Enviado por: Ana

    Fácil para o francês fazer essa análise, uma vez que no continente dele não há um número tão grande de analfabetos ou analfabetos funcionais, ou pior do que isso, pessoas com dificuldade de aprendizado e escolas deficitárias que não formam bons profissionais nem em nível técnico. Se as “nossas” empregadas não trabalhassem em casas de família, com certeza passariam, elas e os filhos, necessidades mil vezes maiores do que hoje; não poderiam oferecer aos filhos alguns dos confortos da sociedade moderna que podem adquirir – ou ganham – por meio do trabalho honesto nas casas de família. Não custa lembrar que aquelas que não têm marido sustentam a casa sozinhas, já que, em função do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, criança não pode trabalhar para ajudar a família.

    Nos países “de 1º mundo”, as empregadas continuam existindo, porém são geralmente as imigrantes que não têm ou formação, ou conhecimento da língua ou situação legal para trabalhar em outras funções. E também são pessoas que precisam desses empregos para a própria sobrevivência e para ajudarem as famílias que muitas vezes ficam nos países de origem.

    Esse críticos oriundos dos países desenvolvidos nascem e são criados numa redoma de vidro, em que nunca passaram necessidades mais graves e não sabem que é preferível trabalham como doméstica do que furtar, roubar, assaltar e/ou viver de pequenos golpes.

    No dia em que TODOS os países tiverem igualdade sócio-econômica (ahahahaha, talvez depois do fim do mundo, em dezembro de 2012), essas pessoas não precisarão mais trabalhar nas casas dos outros. Nem mesmo os riquíssimos, em suas mansões, terão quem contratar, pois toda a força de trabalho humana será intelectualizada e trabalhará apenas com atividades que não requerem esforços físicos nem fazer coisas “sujas”, do tipo por a mão onde “outros não querem colocar”. Espero que então tenhamos robôs 100% controlados a distância para fazer isso, caso contrário vamos sofrer as graves consequências – inclusive de saúde – pois aposto que não será esse menino quem limpará ralos e esgotos domésticos e urbanos, desentupirá bueiros, recolherá lixo, varrerá e limpará as ruas, vidros de edifícios comerciais. Ele estará em um escritório, ou sala de aula, ou auditório, ou em videoconferências, estudando e tentando entender o comportamento e desenvolvimento humano, as filosofias sociais e políticas, a antropologia, a sociologia, a psicologia dos grupos e das massas.

    É fácil criticar quando a realidade e o contexto são completamente diferentes! Quem sabe conversamos novamente a respeito uns meses depois do fim do mundo?

    Já, quanto ao preconceito dos moradores de Higienópolis… Cabe raciocínio semelhante: “é fácil criticar e ser contrário a um serviço público quando se vive numa realidade e contexto completamente diferentes”.

    Resumo da ópera: coloque-se no sapato dos outros, veja a situação dentro da realidade do outro, e não da sua! Manter-se dentro da sua própria visão é uma forma de preconceito fundamentada no próprio umbigo.

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  • 29/08/2010 - 15:11
    Enviado por: Lais

    Marcelo, acho que a questão é bem mais complexa. Primeiro que o trabalho doméstico é visto como inferior, tanto em relação ao trabalho intelectual quanto em relação ao trabalho pesado, industrial. Primeiro é preciso ver esse trabalho como um outro qualquer. Se bem remunerado e não aliado à uma condição de submissão (em especial a de gênero), sem problemas.
    Outra coisa complexa essa coisa de pensar: “na frança não é assim, o brasil é uma porcaria de país”. Não sou nacionalista, isso não me importa muito. Mas a França só pode ser de primeiro mundo porque existem países como o nosso onde a Nestle vem contratar pessoas com salários baixíssimos, poluir, etc.
    E a situação dos imigrantes na França (muitas vezes cidadãos franceses) como bem sabemos é muito triste…

    Enfim… complexificar o pensamento… na frança não tem empregada porque seria muito caro… e não porque os franceses se organizaram pra ser diferente, porque evoluíram.

    Gostei do post e do debate.

    Abraço

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  • 16/02/2011 - 13:34
    Enviado por: Carolina

    Com a parte do metrô eu concordo, ter metrô é bom, não ruim. E pronto
    Mas a parte da empregada achei meio bobinha. Ficoi meio França país bom onde todos são iguais x Brasil escravagista. Na Fraça as pessoas não tem empregadas porque é caro demais. Quem é rico tem, quem não é não tem. Aqui isso ainda está começando e, se não sofrermos um colapso econômico, chegaremos lá. Seremos mais igualitários e teremos casas tão sujinhas quanto as deles.

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  • 11/05/2011 - 13:03
    Enviado por: Mariana Conrado

    Quando vi essa notícia me arrepiei de raiva, de saber como tem pessoas com este pensamento… Hoje tive um novo arrepio, pois o Metrô baixou a cabeça e realmente não vai ter a estação em Higienópolis. Que fiquem o povo se espremendo no ônibus de manhã, por mais que tenha um atrás do outro…. o que importa é que cheguem no horário e que antes de sair, deixe a janta pronto!

    É revoltante!

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  • 11/05/2011 - 16:55
    Enviado por: Higiene na pólis « Panóptico

    [...] >>> Não deixe de ler o sensacional texto de Marcelo Rubens Paiva sobre o assunto: Allons enfants [...]

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  • 12/05/2011 - 12:01
    Enviado por: Selma

    Eu gostaria muito de olhar na cara desta mulherzinha e de outras mais e dizer umas boas verdades… porque eu me envergonho por não ter em minha cidade uma malha viária de metro como a de Paris e a de Nova York, só para citar 2 cidades que tem malhas viárias boas.
    E me envergonho mais ainda por ter nascido aqui e ver que meus conterraneos são de um egoísmo tamanho, que só pensam no próprio umbigo.
    É revoltante ver como os mais abastados chamam os outrois: gente diferenciada.

    Gente diferenciada mesmo é Fernando Henrique e Chico Buarque usando metro em Paris. Estes dois fizeram e ainda fazem diferença!
    Não esta Guiomar Ferreira, que se diz psicóloga, ela não é diferenciada mesmo. Nem pelo que pode fazer a mais ou a menos.
    É uma aberração paulista, igual a tantas outras só pensa em si mesma e nos seus “bens”!!!!
    Que comece logo o metro, que abrange a Avenida Angélica!

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  • 12/05/2011 - 13:44
    Enviado por: Edgar Rocha

    Acho errado devolver preconceito e discriminação com mais preconceito e discriminação. Contudo, não posso deixar de fazer a seguinte provocação:. a julgar pelos noticiários que vez por outra, mostram mendigos e empregadas domésticas agredidos gratuitamente nas ruas por jovens de classe média e alta, é melhor mesmo que não haja metrô naquela região. Para o bem dos mendigos ou qualquer “gente diferenciada” que passe por lá. Sou de Itaquera. Eu é que tomaria cuidado por estas bandas de Higienópolis.

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  • 12/05/2011 - 14:28
    Enviado por: Selma

    E PARABENS ao Marcelo Rubens Paiva, que continua sendo o ótimo escritor que sempre foi e levantando bandeiras, que deveriam permanecer hasteadas sempre!

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  • 12/05/2011 - 21:10
    Enviado por: elisa

    meu preferido foi mesmo que a madame que arrota que nao gosta de metro, anda `do mesmo` em Paris……Paris eh Paris ne? Dane-se o povo brasileiro trabalhador.
    Ela devia eh ir arrumar servico

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  • 13/05/2011 - 20:24
    Enviado por: Erica

    Mto bom!! Gostei, mesmo! Vou reproduzir, tá?

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