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Marcelo Rubens Paiva

12.março.2010 23:36:05

90 minutos?

13_2318-caio-maria-luz

 

Estreia hoje o filme HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS, escrito e dirigido por PAULO HALM.

E tem muita gente que acha que só dura isso mesmo.

Outro dia, no caderno em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, do ESTADÃO, diziam que uma paixão dura em média 9 meses, como um parto. Houve até uma explicação darwinista: para que os genes se espalhem entre a tribo com mais eficiência.

Casamentos hoje em dia duram aproximadamente 9 anos. Quer dizer, se passar pela crise dos 7, a de Saturno.

O fato é que ninguém mais acredita que, aos 90 anos, estará ainda dividindo o andador com a primeira e única paixão da sua vida, aquela com quem teve filhos, netos, gatos, cachorros e muletas.

Quando começa HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS, a impressão que se tem é: já vi este filme antes.

Escritor em crise não consegue terminar um livro. Perambula perdido pelas ruas da LAPA do Rio. Sua mulher, envolta por uma tese, é quem movimenta a relação.

Ela conhece uma argentina bailarina, a atriz LUZ CIPRIOTA, com um corpo digno de um comercial de cerveja QUILMES [deixaria muita carioca bombada no chileno Havaianas], e aparentemente tem um caso com ela.

O ciúme do marido traído resulta numa retaliação: dá em cima da amante, até conquistá-la.

No entanto, o charme de Caio Blat e as ironias do personagem ganham o filme. Pouco a pouco, a trama surpreende. O pai, o sempre genial DANIEL DANTAS, apenas num olhar, define a enrascada em que todos se envolveram.

Filme moderno, ágil, divertido, que dignifica o rótulo de independente.

Uma estreia ótima para um primeiro longa de HALM, veterano em curtas e conhecido na indústria.

 historias_de_amor

+++

 

Em homenagem ao filme, decidi colocar aqui uma crônica [na íntegra] minha de 2006: O AMOR NÃO ACABA

 

O amor acaba?

O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.

comentários (46) | comente

46 Comentários Comente também
  • 13/03/2010 - 00:06
    Enviado por: uberVU - social comments

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by marcelorubens: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/90-minutos/...

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  • 13/03/2010 - 01:52
    Enviado por: Júlio

    Um amor a gente nunca esquece… as vezes esquecemos apenas de nos lembrar.

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  • 13/03/2010 - 06:46
    Enviado por: Leandro

    mto verdade tudo isso !
    vlw marcelo !

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  • 13/03/2010 - 07:25
    Enviado por: Deh Dominguez

    Infelizmente tenho o pessimo habito de estar apaixonada e dizer que amo!
    Ja disse “te amo” no segundo encontro, no primeiro beijo…
    Pra quem disse? Já não me lembro…passou e definitivamente, não era amor.

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  • 13/03/2010 - 08:07
    Enviado por: Tatiane

    Que crônica bonita, Marcelo! Quero mais…. xx

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  • 13/03/2010 - 08:27
    Enviado por: monica

    lindo o texto. Me lmbrou um do Paulo Mendes Campos, O amor acaba …

    http://catandopoesias.blogspot.com/2009/02/o-amor-acaba-de-paulo-mendes-campos.html

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  • 13/03/2010 - 08:46
    Enviado por: teresa tavares de miranda

    Com todos os superlativos disponíveis na língua,BRILHANTE.

    E DAÍ QUE ACABA…

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  • 13/03/2010 - 10:16
    Enviado por: Shirlene Silva

    Eu acredito nissso!

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  • 13/03/2010 - 10:36
    Enviado por: Camila

    Genta, em abril completo 9 anos! :-o kkk

    Não me canso de ler essa crônica. Tenho o link
    da outra vez que postou. ADORO!!!

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  • 13/03/2010 - 12:37
    Enviado por: Geice

    Esse post pode ter uma trilha sonora: “Mesmo que mude”, da Bidê ou Balde.

    “É sempre amor, mesmo que acabe
    Com ele aonde quer que esteja
    É sempre amor, mesmo que mude
    É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou”.

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  • 13/03/2010 - 19:18
    Enviado por: Felipe Machado

    Fala Marcelo, tudo bem?

    O tema ‘fim do amor’ também me inspirou a escrever o texto ‘Quando o Amor Acaba’.

    Se tiver um tempinho para conferir, o link é:

    http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/quando-o-amor-acaba/

    Abraço, Felipe Machado

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  • 13/03/2010 - 23:08
    Enviado por: Rafael

    Boa, Geice. A música não me saiu da cabeça conforme lia o texto – brilhante.

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  • 14/03/2010 - 00:07
    Enviado por: Daniel Barros

    ótima crônica mesmo, cheia de verdades!

    e o filme também é ótimo, o Halm tá de parabéns!

    abraço.

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  • 14/03/2010 - 00:46
    Enviado por: Camila

    mais descabelado do que nunca! kkk

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  • 14/03/2010 - 18:59
    Enviado por: Adriana Couto

    MArcelo, cadê a crônica que saiu na folha sábado (13/03) para as mulheres. AMEI! LINDA! Foi um carinho no meu ego! Posta aqui, vai!
    Bjos e obrigada pela homenagem!

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  • 14/03/2010 - 19:04
    Enviado por: Michelle

    ♫ love came here and never left /now I’ll have to live with loving you forever ♫

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  • 14/03/2010 - 20:26
    Enviado por: Ana Paula Medeiros

    O amor não acaba apenas se transforma. “Quem dera se fóssemos todos sonhadores.” Viva o amor. Eu acredito.

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  • 14/03/2010 - 21:11
    Enviado por: Vivian

    O amor só acaba quando o amor acaba.. este sim acaba, e só assim o amor que não acaba, acaba.. Enquanto não acaba, a verdade maior é que o amor não acaba.

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  • 14/03/2010 - 21:52
    Enviado por: Glúon

    ._____________
    .
    Papo de amigos
    .
    ______________
    .
    - Gostou da nova foto do Paiva?
    - Poxa, lembra alguém…
    - Foi de teatro?
    - Ah, Plinio Marcos, né?
    .
    ____________________________________________________
    .

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  • 14/03/2010 - 21:58
    Enviado por: Lina Lessa

    Muito bonita a sua crônica! De verdade, gostei muito.
    Sou uma romântica assumida. Já me apaixonei por tanta gente! Que conhecia e que nunca nem tinha visto. Quando li seu livro (Feliz Ano Velho) me apaixonei por você. KKKKKKKKKKKKKK Sinceramente, acho que isso que senti por você (e por algumas outras pessoas) também é amor. Não deixa de ser, mesmo que a maioria das pessoas considere isso um… equivoco?

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  • 15/03/2010 - 02:41
    Enviado por: Paola

    Marcelo, a primeira vez que te conheci foi ainda piveta, devorando o seu Blecaute. De lá pra cá, passei a te seguir, te admirar e a me fascinar com as suas narrativas apocalípticas, intrigantes, verdadeiras e incrivelmente encantadoras. Acabo de ler o seu “a segunda vez que te conheci” (indicado a mim por sua amiga Grace Gianoukas) e gostei muito, muito e muito, especialmente do texto sobre o amor. Vc tem toda a razão. O amor não acaba. Deixa rastro. Falei de vc aqui, coinciendentemente em março de 2009.
    http://pedacodemim.wordpress.com/2009/03/07/504/
    Parabéns pelo trabalho, pelas crônicas e por compartilhar tanta verdade.
    Abs.,

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  • 15/03/2010 - 09:24
    Enviado por: virginia bartolone miranda

    TROCOU A FOTO!!!! Que atual,um charme!Aliás ,você sempre foi um charme!!!Me apaixonei por você desde a época de Unicamp…e a paixão ,virou amor platônico,o livro Feliz Ano Velho transformou esse platonismo em admiração,me estimulando de vez a me mudar para Campinas.Campinas que era revolucionária pelos seus estudantes,um pouco burguesa pelos Campineiros mas eles acabavam sendo esmagados pelos estudantes que anarquizavam o bar P.C,o Giovannetti,o Furlan,o City Bar,o centro de Convivência c as regencias de Benito Juarez a ceu aberto .Éramos unidos ,tínhamos amor e ideologias….mas enfim Marcelo,o amor não acaba se transforma SEMPRE!!!!! Tudo é dinamico.
    Continuo te admirando e depois dessa crônica tua ….cara que lindamente romântica.Como escreve e descreve bem o sentir do amor,da saudade!!!Belo texto.
    O amor não acaba em 90 minutos ,ou em 7 anos,ou sei lá…ele se transforma ,pois amor é sentimento que está das pessoas e se pessoas mudam ,evoluem ou regridem,rsrsr assim tb será o amor !
    Bjoo em plena transformação.

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  • 15/03/2010 - 09:28
    Enviado por: Débora Lee Guerra

    Só posso fazer coro ao comentário da Lina…
    Quando li Feliz Ano Velho, me paixonei pelo Marcelo, tbm o amo até hj!!!
    coleciono amores, sempre tive certeza deles, e eles resistem… até às pequenas decepções do dia a dia (que são as que realmente nos matam), pq as grandes… essas são mais fáceis de perdoar!!!
    Esse tema é recorrente nas coisas que escrevo, quem tiver afim pode conferir no meu blog tbm:
    http://deboraleeguerra.blogspot.com

    um beijo, Marcelo, ótima semana!

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  • 15/03/2010 - 09:40
    Enviado por: rafaella

    AMEI essa cronica!!!!Linda demais!

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  • 15/03/2010 - 10:32
    Enviado por: Carol

    Acho que com vc não ficariam nem um dia quanto mais tantos anos

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  • 15/03/2010 - 12:44
    Enviado por: Vasco [zulu]

    O amor não acaba. Não pode acabar. Se acabar, acabará a vida, a razão da existência. Acabará o magma que corre em dutos no coração dos bem aventurados. Acabará este fogo que é a paixão e que traz beleza e sentido a tudo neste mundo. Não… Não pode acabar. Não deve morrer. Se não morro eu. Eros. Deus primordial. Paixão que acendeu o conhecimento no coração dos gregos. Amor que inflamou e matou, felizes porém, Julieta e Romeu. Ascendi aos céus e pintei o mundo de todas as cores. Desci a terra e escrevi “eu te amo” em todas as paredes e muros deste planeta. Não matem o amor. Não tirem a beleza pouca que resta no coração dos frios homens. Alimentem-no. Acendam-no. Façam dele o significado da existência de todos aqueles que já o esqueceram. Apaguem o cinza do rancor. Apaguem o negro da solidão. Esta é a súplica de um amante. Vosso Amado. Teu Deus. Seu mortal. Você pessoa.

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  • 15/03/2010 - 17:11
    Enviado por: Thamiris

    O filme parece ser muito bom…

    A crônica, muito boa, fico na dúvida, será mesmo que se acabar é porque não era amor? Isso me fez pensar. Ou melhor, está me fazendo pensar. Será que foram os 90 minutos de paixão que me deixaram assim? rsrs

    Beijo, Marcelo.

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  • 15/03/2010 - 17:46
    Enviado por: leka

    nossa achei incrivel isso, que faz mt tempo que li esse seu texto , nao lembro onde se no jornal ou na internet. mais adoro ele. e hoje entrei no google para ler alguma coisa que estava um pouco aflita em relacao a amor. e nao achei nada demais.ai resolvi ver oq vc tinha escrito e do de cara com isso.
    enfim.bonne chance
    bisou

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  • 15/03/2010 - 20:34
    Enviado por: Caca Manica

    Lindo esse texto.. Lindo Marcelo!
    Saudades de vc meu amigo!
    Bjo grande!!!
    Cacá

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  • 16/03/2010 - 14:24
    Enviado por: Lu Vieira

    Que crônica intensa! Não é fácil falar sobre o amor. Estarei mentindo que esqueci dos meus antigos amores. Bate, às vezes, saudades e consigo viver com as boas lembranças. Não dá para esquecê-los, pois eles fizeram parte da minha história. E nos meus pensamentos desejo que eles estejam bem e felizes. No meu caso, sinto que virou amores não correspondidos. Enfim, parabéns pelo brilhante texto!

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  • 17/03/2010 - 17:12
    Enviado por: Patrícia

    O amor é assim mesmo, não finda. Eu vivo sempre lembrar dos amores que não tenho mais por perto….
    Aproveitando, é amor que sinto pelo que escreve!

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  • 17/03/2010 - 22:08
    Enviado por: Camila

    Crônica mais que perfeita!!!

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  • 19/03/2010 - 18:11
    Enviado por: Camila

    “Só o amor, penetrando nas mais fundas entranhas do ser humano, continua a germinar. O amor não passa. Tem vida das montanhas, o amor é eterno como as montanhas e o mar.”

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  • 20/03/2010 - 18:00
    Enviado por: Douglas de Souza

    Acabei de mandar a msg pra minha namorada que vamos assistir segunda feira!! Valeu a dica!

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  • 21/03/2010 - 14:49
    Enviado por: Paula

    *-*

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  • 22/03/2010 - 10:56
    Enviado por: Gabi Silvano

    Tenho notado que seus ultimos textos só falam de amor… está apaixonado?

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  • 26/03/2010 - 16:03
    Enviado por: bruna

    Tb me apaixonei por vc!!
    Quem dera os homens tivessem o minimo de sensibilidade que vc tem!

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  • 28/03/2010 - 18:19
    Enviado por: Roberta

    apesar do texto ser de 2006 e eu apenas ter lido hoje, tenho que registrar que em algumas enrascadas me meti por falar que “se acabar, não era amor” antes mesmo de ler tudo isso. concordo, assino.

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  • 01/04/2010 - 17:46
    Enviado por: Raquel Moutinho Duque de Pinho

    Muito bonito o texto…As relações hoje são muito descartáveis e tudo que se beija ou que se conversa pelo msn é amor.O amor é mais que isso, explicar eu não sei…hoje eu tive vontade de quando morrer segurar a mão dele.Mas não quero mas estar junto, viver uma vida.Acabou a relação mas o amor é eterno camaleão…

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  • 04/04/2010 - 02:21
    Enviado por: Glaucia

    Não canso de ler! :d

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