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Marcelo Rubens Paiva

29.fevereiro.2012 17:54:28

what?!

Assim não dá!

A gente sua para defender a liberdade de expressão, enquanto frases de duplo sentido como estas são publicadas?

 

 

O Conar julga representação contra um anúncio do azeite Gallo, acusado de supostamente incorrer em racismo.

A AlmapBBDO, responsável pela campanha, diz que só comentará quando o caso for a julgamento.

Nem precisa.

Pede desculpas e contrate 1 bom advogado.

Pior que adoro este produto aí.

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29.fevereiro.2012 13:40:26

arrogância

 

Alguém me perguntou o que leva os lexicólogos a negarem sugestões do MP.

Arrogância.

Onipotência.

Como donos da língua que nós, o povo, criamos.

Como gramáticos fundamentalistas, que querem ensinar a quem inventa e reinventa a língua o que é certo e errado.

A língua é viva, está sempre em mutação, recebe influências, adora novidades, modismos e estrangeirismos.

A língua é uma eterna adolescente, mochileira, inquieta e boêmia.

Não queira tirar dela as palavras deletar, acessar, tuitar, blogar.

Não venha dizer que existem equivalentes nos poetas além-mar.

Agora, chamar “louraça” de prostituta como faz o HOUAISS?

Aí entram valores morais conservadores na definição que deveria ser isenta.

Louraça é a gostosona da praia, do bar, do comercial de cerveja.

Quem disse que por ser exibida é vadia?

Que as louraças se unam e peçam indenizações.

Olha outras do HOUAISS trazidas pelo colega TUTTY VASQUES:

Judeu – “Pessoa usurária, avarenta”;

Paulista – “Que ou o que é teimoso, birrento, turrão; muito desconfiado”;

Paraíba – “Mulher de aspecto e comportamento masculinos; lésbica; operário não qualificado da construção civil; qualquer nordestino”;

Baiano – “Indivíduo originário ou habitante de qualquer dos estados brasileiros, excetuando-se a região Sul; nortista”;

Crioléu – “Reunião, ou baile popular, frequentada predominantemente por crioulos”;

Louraça – “Mulher que comercializa o próprio corpo, mulher de vida fácil; prostituta”;

Mulato – “Sonso”

Turco – “Ambulante que vende a prestações”;

Polaca – “Mulher da vida, meretriz”;

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Dias de hoje, fronteira dos EUA com Canadá. Um misterioso objeto radioativo cai na Terra.

Testemunhas pensam ser um meteorito.

Outra hipótese é de que a Al-Qaeda espalha por um pequeno avião radioatividade no ar.

Mas a agência governamental recupera o que parece ser uma capsula espacial desconhecida da era soviética.

E, surpresa, dentro dela, encontra um moleque russo, debilitado, com câncer e imunidade baixa.

Talvez um sobrevivente de uma secreta missão a Marte dos anos 80.

Enquanto a Casa Branca precisa de respostas, a cada hora a história parece mais enrolada. O cosmonauta aparentemente nasceu em Marte, planeta para onde a antiga União Soviética mandara uma espaçonave, cujos tripulantes sobreviveram com os recursos de lá e procriaram, algo cientificamente possível.

 

 

É a sinopse de Pioneer One, série americana criada por Josh Bernhard, escritor, e Bracey Smith, diretor, que, diferentemente da maioria das séries produzidas, não teme a pirataria e nos quer corsários.

Ela é distribuída diretamente por meio da rede BitTorrent- responsável pelo compartilhamento de milhares de filmes e séries piratas-, proposta inédita que discute a guerra de trincheiras entre grandes produtores e torrents, extensões que possibilitam o compartilhamento de arquivos entre pessoas.

Com o engenhoso plot na cabeça, e sem a pretensão de fazer uma mega produção, a dupla largou empregos e levantou grana numa campanha no site Kickstarter- a maior plataforma para se levantar fundos a projetos criativos, apoiada por Sundance Festival, Youtube, New York Times, CNN, Wired e outros:

http://www.kickstarter.com/

Dois meses depois, estrearam o piloto no site VODO.net.

Ganharam o prêmio de melhor drama no NYFTV (New York Festival Television).

Inauguraram a era da “série de TV sem TV”.

Os dois avisam no primeiro episódio: os próximos só serão realizados se os telespectadores doarem uma grana ou comprarem a camiseta ou o poster da série no site de vendas com o sugestivo nome hackerthreads:

http://www.hackerthreads.com

Rolou.

Cada vez que a grana pingava, um novo episódio saía do forno.

Os primeiros quatro foram baixados mais de sete milhões de vezes.

Completaram os seis episódios da primeira temporada.

Uma segunda está prometida.

Tudo isso é novo, pioneiro e encorajador.

Não vai solucionar o problema da indústria, nem será o airbag da atual crise de direitos autorais do setor.

Porém, um grande e instigante roteiro, na boca de um ótimo elenco, é que faz da imperdível série realmente um sucesso.

Lição de moral: não basta rediscutir o meio, é preciso, como sempre, contar uma boa história (mensagem).

 

+++

 

Não foi só o dicionário HOUAISS, que pode ser tirado de circulação pelo MP, que teve problemas em definir a palavra CIGANO.

No AURÉLIO SEC XXI, versão 3.0, está:

CIGANO. Do gr. bizantino athínganos, pelo fr. tzigane ou tsigane.] S. m. 1. Indivíduo de um povo nômade, provavelmente originário da Índia e emigrado em grande parte para a Europa Central, de onde se disseminou, povo esse que tem um código ético próprio e se dedica à música, vive de artesanato, de ler a sorte, barganhar cavalos, etc. [Designam-se a si próprios rom, quando originários dos Bálcãs, e manuche, quando da Europa central.] [Sin.: boêmio, gitano; calom (bras.); judeu (MG); quico (MG e SP).] 2. Gloss. Romani (1 e 2). 3. Fig. Indivíduo boêmio, erradio, de vida incerta. 4. Negociante esperto, vivo.

Complicado enquadrar dicionários numa moral que não ofenda minorias.

Deveriam se isentar de explicar os significados de “bicha”, “viado”, “crioulo”, “judiar”?

Claro que não.

Talvez devessem apenas ser mais cuidadosos [afinal, são dicionários!!!], atualizados [ciganos = boêmios?] e alertar.

Como nos manuais de redação, que lembram que tais expressões existem, porém são polêmicas, induzem ao preconceito e devem ser evitadas.

Faltou bom senso ao INSTITUTO HOUAISS que, diferentemente dos responsáveis pelo AURÉLIO, ignorou os alertas do MP.

Deveria deixar mais claros o que é sentido figurado, depreciativo etc.

Porém será ridículo agora uma caça aos lexicógrafos incorretos.

Outra do AURÉLIO antigo?

Apesar do aviso Deprec, é meio esquisito e impreciso…

JUDIAR.  [De judeu + -iar, com síncope.]

V. t. i. Deprec.
1. Escarnecer, mofar, zombar: 2
2. Fazer sofrer; atormentar, fazer judiaria2; fazer sofrer; atormentar, maltratar:

 

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26.fevereiro.2012 12:35:05

parpites

É só uma bobagem mesmo.

Afinar, o OSCAR é imprevisível. Como todos os prêmios.

E um caipirão aqui do sul do Equador não manda nada, não entende nada, mas adora parpitar.

E blefar. Lá vai.

The OSCAR goes to…

 

FILME:  O Artista

ATOR: Jean Dujardin

COADJUVANTE: Christopher Plummer

ATRIZ: Meryl Streep

COADJUVANTE: Octavia Spence

DIRETOR: Michel Hazanavicius

ROTEIRO ORIGINAL: Meia-noite em Paris

ROTEIRO ADAPTADO: Os Descendentes

FILME ESTRANGEIRO: A Separação

CANÇÃO: Muppets

FIGURINO: O Artista

FOTOGRAFIA: HUGO

EDIÇÃO: MILLENIUM

MAQUIAGEM: A Dama de Ferro

TRILHA: O Artista

SOM: HUGO

EDIÇÃO DE SOM: HUGO

EFEITOS VISUAIS: HUGO

DIREÇÃO DE ARTE: HUGO

 

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Alô ANTT.

Busão intermunicipal e estadual pra deficiente mesmo é este abaixo, de LONDRES.

Repare que não tem escada, e a porta fica quase no nível da calçada.

Este sim tem direito a usar o símbolo internacional de acesso.

Não a “carroça” abaixo.

 

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24.fevereiro.2012 16:40:16

golpe na praça

Já falei antes aqui, mostrei fotos de um busão na Dutra e repito.

Golpe na ANTT [Agência Nacional de Transporte Terrestre].

Muitas empresas de ônibus intermunicipais e estaduais trafegam com ônibus com o símbolo internacional de acesso, sem serem acessíveis.

Porque exige-se uma cota de ônibus acessíveis que não é cumprida.

E a malandragem apenas coloca o adesivo abaixo.

Como a fiscalização quase não existe, o gato passa por lebre.

Este aqui, o motorista nem sabia me explicar o que o símbolo fazia na porta, ao lado da escada estreita.

E servia ao camarote da Prefeitura no SAMBÓDROMO.

 

 

 

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Como diz o Capitão Fábio [Milhem CORTEZ] em TROPA DE ELITE 2, “se quer me foder, me beija na boca antes!”

 

 

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22.fevereiro.2012 23:08:10

passeiozinho

No novo museu MAC-USP.

Ninguém.

Mais seguranças do que visitantes, numa terça-feiras de Carnaval ensolarada e Ibirapuera lotado.

Bem, o museu tb está vazio.

Poucas esculturas no térreo e mais nada.

Tem mais texto na parede de autoridades homenageando autoridades e placas de bronze homenageando autoridades do que obras de arte.

Destaques para obra sem nome de Ângelo Venosa, que eu chamaria de siso de dinossauro, e de Cildo Meireles, que eu chamaria de aluno Medusa.

 

 

 

Mas olha que ideia genial do arquiteto espanhol Soledad Diaz, o ESTÁDIO QUE BALANÇA.

A torcida sim influenciaria e muito o resultado do jogo.

Pois pulando poderia mudar a inclinação do campo no ataque e defesa.

Seria de fato o 12 ndo jogador.

Que interagiria bem mais do que com gritos de incentivo.

 

 

 

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20.fevereiro.2012 13:45:56

túmulo

Domingo de Carnaval, 21h, hall do CINESESC, Rua Augusta, região central de São Paulo.

Tiozinho toca marchinhas na sanfona.

“Eu mato, eu mato, quem pegou minha cueca, pra fazer pano de prato…”

Público espera sessão que já vai começar.

 

 

 

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17.fevereiro.2012 13:53:39

carnaval em sp

Os teatros estarão abertos.

Nos cinemas:

A DAMA DE FERRO [interessante, que humaniza uma figura amada e odiada, que muitos juravam que não tinha coração e que fez a folia dos neoliberais]

A SEPARAÇÃO [tipicamente iraniano, que a intelectualidade acha que não é e anda babando por ele]

PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN [genial, melhor filme em cartaz pela história, forma de narrar, som, elenco]

J. EDGAR [como ser gay sem chamar atenção e errar feio na maquiagem]

REIS E RATOS [sátira divertida, humor inteligente, com show pra variar de Selton Melo]

TOMBOY [genial filme francês, simples e profundo, que o fará lembrar de conflitos que amigos gays da infância tiveram]

O ESPIÃO QUE SABIA DE MAIS [fraco, fraco...]

MILLENNIUM [triller genial como o livro]

A PELE QUE HABITO [melhor Almodóvar dos últimos tempos, menos mulheres histéricas, mais hitchcokismo].

E nesse sábado (dia 18/02), a banda “Saco de Ratos” manda ver rock and roll no Club Noir (Rua Augusta, 331) a partir das 23h.

A banda toca em formato acústico e a formação será:

Mário Bortolotto (vocal), Fábio Brum e Diego Basanelli (violões), Fábio Pagotto (baixo) e Rick Vechione (bateria).

O couvert lá morre em R$ 10.

 

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16.fevereiro.2012 20:36:06

volver!

14.fevereiro.2012 16:06:16

pelo visto…

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