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Marcelo Rubens Paiva

30.dezembro.2011 13:10:07

verão

Cada um curte como pode.

 

 

 

 

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29.dezembro.2011 15:58:41

o manifestante

Como a revista TIME elegeu o manifestante a personalidade do ano, aqui vão algumas das fotos escolhidas como as mais reveladoras de 2011 pelo site:

http://www.buzzfeed.com/mjs538/the-most-powerful-photos-of-2011

 

 

 

de Rich Lam

de Thierry Roge

 

de Randy L. Rasmussen

 

de Jasna Hodzic

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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27.dezembro.2011 14:19:11

PIBaço

Governistas festejam.

Os otimistas sorriem.

Brasil é a SEXTA maior ECONOMIA do mundo, depois de EUA, China, Japão, Alemanha e França.

Passamos UK.

Mas onde está tanta riqueza?

No PIB. Nos números. Nos manuais. Nos cálculos assépticos formulados em escritórios fechados. Na bolha, no câmbio artificial, nas análises do mercado.

Não nas ruas.

Nem nos serviços públicos.

Muito menos na infraestrutura.

Nem em investimentos.

Nossa riqueza está no papel, não na vida real.

VINICIUS TORRES FREIRE escreveu bem hj na FSP: “O Brasil é uma ilusão de ótica real”.

Nosso PIB per capita, dividido pela população, bate pela casa do 70º lugar.

Por onde anda também o nosso IDH [Índice de Desenvolvimento Humano].

Abaixo, o ranking das nossas universidades.

O de violência urbana e acidentes no trânsito nem sei rankiar.

O PIB de cada país é convertido geralmente em dólares.

“Em 2006, em dólares correntes, o PIB brasileiro era de US$ 1,1 trilhão. Em 2011, chegará a US$ 2,5 trilhões. Obviamente, como se acabou de dizer, a economia não dobrou de tamanho desde 2006 -em termos reais. Parte do inchaço se deve ao câmbio. Como o real vale cada vez mais em termos de dólares, o PIB fica cada vez maior -em dólares”, explica VTF.

Tá certo.

Antes de acusação de tucanagem ou má vontade, o poder de compra dos brasileiros aumentou, o mercado interno cresceu, dinheiro externo não para de entrar, atraído pelo retorno e juro, as Reservas nunca estiveram tão grandes, contas são pagas…

Mas acho muito estranho o táxi de LONDRES ser uma pechincha perto do de SÃO PAULO.

Sem contar que os motoristas lá passam 2 anos estudando as ruas da cidade, antes da licença, fazem uma prova em que demonstram saber mais do que um GPS, e seus carros têm rampinhas.

Todos. Com direito a cofrinho.

 

 

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26.dezembro.2011 12:51:23

feliz aniversário

 

Hj é aniversário do meu pai.

Faria 82 anos se estivesse vivo.

Temos uma vaga ideia de que foi morto em janeiro de 1971 sob tortura no DOI/Codi do Rio de Janeiro, máquina de horror da repressão brasileira, que passou a eliminar os “inimigos”  da ditadura sem pestanejar.

Projeto intencional para que fossem evitados os sequestros de diplomatas para a troca de presos políticos.

Sabemos quem o matou, como e por quê.

Muitos sabem.

Não temos ideia de onde foi parar o corpo.

Alguns sabem.

A Comissão da Verdade pode esclarecer.

Se rolar com independência e coragem.

Como rolou na grande maioria dos países que encararam com rigor os chamados crimes cometidos contra a humanidade de seus períodos autoritários.

Que o BRASIL é tão criticado por não punir.

 

RUBENS PAIVA E CELSO FURTADO

 

 

 

 

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21.dezembro.2011 12:44:34

no breu

Dessa vez a AES ELETROPAULO não tem nada com isso.

Nem é SÃO PAULO em dia de tempestade.

Trata-se da Coreia do Norte, sob a tutela da “dinastia” KIM JONG.

Passa fome, mas tem mísseis e bomba atômica.

Enquanto sua colega do sul vê um desenvolvimento industrial que surpreende, a do norte vive às escuras.

Esta foto noturna de um satélite mostra a linha que divide as duas Coreias [zona desmilitarizada].

Da linha para baixo, é a Coreia do Sul e Japão.

Para cima, a do Norte e a China.

Este é o país mais fechado, que sofre racionamento de energia e comida.

Agora comandado por um moleque de menos de 30 anos.

Estamos fritos [e eles congelados].

 

 

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18.dezembro.2011 21:57:21

antinomia do casamento

 

“Estamos numa baita crise. Discutimos muito”, desabafou com o melhor amigo, aquele casado ainda com a namorada da faculdade, pai de dois moleques, dono de um golden que “retrivier” até pensamento e de uma rotina aparentemente invejável.

Amigo que, como a mulher, não aparentava a idade que tinha. Casal esportista, queimado pelo sol, causava admiração. Sempre bem-humorados. Nunca expunham desavenças, se existiam.

Se um casamento pode dar certo, ali estava o exemplo a ser seguido.

Qual o segredo?

“O que detona uma discussão?”, o amigo perguntou, como um sábio socrático.

“Decisões. Em viagens, por exemplo. Brigamos em todas as viagens que fizemos. Minto. Quando namorávamos, deu certo uma vez.”

E lembrou da viagem teste para Bariloche, de classe executiva, com direito a uns diasem Buenos Airespara compras.

Estavam se conhecendo.

Se conseguissem o consenso em toda programação turística, se conseguissem esquiar, passear, comprar e ainda transar como dois adolescentes, a relação ultrapassaria o cabo das tormentas a caminho de um mundo novo, paradisíaco.

Rolou.

Foram morar juntos.

Mas, na primeira semana casados, o alarme apitou. A primeira discussão pública.

Tinha levado a mulher para apresentar um japonês escondido que só ele conhecia, daqueles que gritam “irashaimase” assim que os clientes entram. Ele era chamado pelo nome pelos garçons. Sabia de cor o cardápio e o time para qual cada um torcia.

Ela o deixou escolher o combinado; afinal, ele era um “local”. Enquanto o garçom íntimo anotava o pedido, ela lia o cardápio e questionava se o custo de um outro combinado, que tinha mais peças e era pouca coisa mais caro, não valia o benefício.

“Você me diz para escolher o prato, mas acabou de interferir na decisão”, comentou irônico.

“Só estou tentando ajudar”, foi a desculpa que passou a ser o mantra que atormentou a vida do casal.

Nas viagens seguintes, na ida ao aeroporto, começavam os conflitos.

Ele preferia fazer hora num duty free a mofar ansioso num congestionamento. Planejava sair com cinco horas de antecedência. Ela o chamava de estressado e tentava acalmá-lo com um desesperador “vai dar tempo”.

No check-in, mais conflitos, já que chegavam em cima da hora: lugar no avião e o que levar como bagagem de mão.

Assim que decolavam, ele se dopava. Preferia se apagar por todo o voo. Ela queria papear, ver todos os filmes, ler.

No exterior, ele preferia andar de metrô e gastar mais tempo em museus do que solas de sapatos. Ela, a pé. Ele preferia café da manhã no quarto. Ela, na rua. Ele detestava igrejas e museus de arte contemporânea. Ela era fascinada por todos os templos, sem distinção de estilo e religião, e seguia as dicas de viagem de uma revista feminina de moda.

Ele queria conhecer a cidade através de um ônibus de dois andares, que para em todos os pontos turísticos e resume numa tarde o que deve ser visto e fotografado. Ela preferia jogar com o acaso e sair sem plano traçado.

Ele queria conhecer a gastronomia local. Quanto mais exótica, mais interessava. Ela temia por novidades da flora e fauna local e sempre sugeria restaurantes básicos, mediterrâneos. Seu maior pavor era uma intoxicação alimentar paga em moeda estrangeira.

Por fim, o amigo deu o conselho que serviria para a vida toda, e mudaria para sempre a relação com a mulher:

“Deixa ela decidir tudo. Faça como eu. Enquanto ela discute no check-in do aeroporto, fique lá na calçada fumando.”

“Mas eu não fumo.”

“Comece.”

E assim foi.

Planejaram outra viagem para colocar em prática o novo comportamento. A ida para Orlando foi um sucesso. Ele não palpitou. Nem questionou quando ela pediu para ele ficar ao lado do Pateta, para uma foto que postou no Instagram.

E começou a fumar.

Em todo e qualquer indecisão turística, ele dizia:

“Decide você, que vou lá fora fumar um cigarrinho.”

Não discutiu com ela quando na volta deu excesso de bagagem. E passou o voo acordado vendo as fotos que ela tirou com o Pato Donald, Mickey, Margarida, Tio Patinhas e todo casting bizarro da família Disney.

Voltaram e concluíram que nasceram um para o outro.

Ela decidiu se casarem formalmente. Ele topou, apesar de agnóstico. Ela escolheu a data, o local, as músicas e o bufê. Fez sozinha a lista de convidados.

Ela sugeriu mudarem de casa. Ele topou. Ela escolheu o bairro, a rua, o condomínio e a companhia que faria a mudança. Ele apenas encaixotou.

Ela decorou o novo apê. E era a última palavra em tudo: se sairiam ou ficariam em casa assistindo a um DVD, selecionado por ela, lógico, no novo movie theater que ela escolheu e que combinava com os móveis da sala. É, foi na mudança que ela decidiu que a TV ficaria na sala.

Às quartas, jogatina. Na mesa de pôquer, só os maridos. Enquanto apontavam quem era o small e o big blind, reclamavam das mulheres mandonas e dos conflitos infindáveis. Só ele jogava concentrado, ciente de que encontrara a fórmula perfeita, que pendia para um lado.

Mal sabia que na sala ao lado, na tranca das mulheres, a sua era a que sempre puxava o debate, com a cumplicidade da mesa, que não tinha outro tema a não ser:

“Não entendo, ele parece interessado, mas no final sou eu quem acaba fazendo tudo. Fico esperando ele tomar atitudes, e nada. Ainda deu de fumar!”

 

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17.dezembro.2011 11:51:59

enfim, inseparáveis

16.dezembro.2011 12:22:26

exotique

Que os holandeses são obcecados por bicicletas, acho que todo mundo sabe.

Que é uma sociedade progressista, apesar de contraditoriamente meio xenofóbica, também.

Mas que eles juntaram esta paixão com uma releitura do CARNAVAL, para mim é novidade.

Ou resolveram economizar tecido, com a crise do EURO.

Ou resolveram soltar a poule de vez.

Tire as crianças da sala.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E Berlusconi?

Se foi. Mas a fama…

 

 

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Acabou a temporada carioca da peça DEUS É UM DJ , com MARIA RIBEIRO e MARCOS DAMIGO, que dirigi.

Mas pelo visto ela vai ser encenada em outras cidades.

Pintaram os convites.

O resultado final ficou bom mesmo.

A repercussão da peça foi incrível.

Como a crítica que a TANIA BRANDÃO, de O GLOBO, publicou no seu blog http://foliasteatrais.zip.net/

Pardon.

Minha novata carreira de diretor [só dirigi 4 peças] precisava ser massageada.

Para eu terminar o ano acreditando que valeu a pena.

 

O teatro é nosso deus

                                                                                           Tania Brandão

Entender o próprio tempo sempre foi um ato de louca ousadia – e este é, em alguns momentos ao menos, o desejo profundo do teatro. Pois não é outra a opção em cena em Deus é um DJ, texto do alemão Falk Richter, autor que permanecia inédito nos palcos daqui. A montagem é irresistível por esta razão simples: tem o sabor do nosso tempo, faz as perguntas da nossa época, aquelas que assolam os nossos travesseiros.

O original foi escrito no final dos anos 1990 com o objetivo de tentar aproximar o teatro de novas formas de arte, brindar com o universo jovem e indagar a respeito da relação entre tecnologia, mídias, ser e liberdade. Talvez, por causa deste vínculo tão explícito, imediato mesmo, o texto pareça algo datado – mas, ainda que a tecnologia, de lá para cá, tenha disparado em velocidade supersônica, o problema de fundo, humano, permanece – e não parece antigo ou reacionário perguntar sobre o valor da pessoa diante da espiral de consumo e de aniquilação humana que vigora ao nosso redor. Um farto deserto existencial nos cerca, ampliado a cada minuto pela atraente invenção tecnológica que nos envolve: vale conjeturar a respeito dos desenhos existenciais necessários para se mover nesta atmosfera.

A trama é simples – um casal de jovens artistas multimídia, imagens fortes do presente, um DJ e uma VJ, é contratado por uma galeria de arte para viver como bichos em vitrine. Cercados por câmeras, eles se transformam em imagens vendidas e veiculadas na internet, meros artigos de consumo. Eles vivem confinados na galeria e em sua rotina misturam suas histórias, suas pessoas, suas artes e o projeto para o qual foram alugados. Os limites entre arte e vida resultam esfumados e esta nota é percutida todo o tempo.

A encenação acontece no interior de um espaço novo – o Cubo – ele próprio uma proposta de ruptura do limite entre as artes, graças à combinação das funções de galeria de arte e de espaço teatral. Ainda assim, a direção de Marcelo Rubens Paiva não cometeu ousadias e manteve a separação palco-plateia convencional, bem como o desenho geral da representação. Buscou, no entanto, com bastante sucesso, diluir as fronteiras entre a realidade dos atores e a situação teatral, ampliando o efeito proposto pela peça. A cenografia de Ana Kalil traduz com limpidez as exigências do texto, papéis desempenhados também pela direção musical e pela sonoplastia (Nado Leal), pela luz (Tomás Ribas) e pelos figurinos (O Estúdio). Na criação de imagens e em toda a definição da visualidade do espetáculo há um grande profissionalismo.

O maior encanto da montagem, contudo, é o trabalho dos atores, um casal ainda sem forte projeção na cena teatral, mas dotado de perfis exuberantes. Vale a pena ver o trabalho deles em cena, é muito bom. Maria Ribeiro e Marcos Damigo conseguem traduzir o tom informal essencial para o andamento da trama, um misto de despojamento, arte e encenação. A necessidade de induzir o espectador à dúvida, ao questionamento a respeito do que vê, à definição das cenas, entre performance, vida ou teatro, é uma constante. Há um domínio da arte admirável, discretas filigranas de emoção, alguns bons efeitos de realismo e um tom elegante de distanciamento crítico, uma espécie de vontade de mostrar uma trama em ação. Enfim, o presente está no palco. E é um alento constatar, graças ao trabalho da equipe, a atualidade de uma lição antiga – não estamos sozinhos. Seja qual for a voltagem de invenção da sociedade humana, seja qual for o risco que corramos de virar postas de vida em esquisitas vitrines, o teatro está do nosso lado, pronto para nos ajudar a pensar a respeito do labirinto que – hélas – conseguimos inventar para nos perder.

 

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15.dezembro.2011 11:46:58

e na europa…

12.dezembro.2011 13:18:25

ponto de vista

Ela passa por 1 momento de reflexão.

Sua unidade é posta em cheque.

A moeda é questionada.

O modelo de capitalismo com Estado forte e generoso passa por uma prova.

Cada um a vê como quer.

A Europa de acordo com os GREGOS:

 

 

A Europa de acordo com os TURCOS:

 

 

 

A Europa de acordo com os ITALIANOS:

 

 

 

A Europa de acordo com os AMERICANOS:

 

 

 

A Europa de acordo com os TEDESCOS:

 

 

 

A Europa de acordo com os RUSSOS:

 

 

 

A Europa de acordo com os FRANCESES:

 

 

 

A Europa de acordo com os INGLESES:

 

 

 

 

 

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