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Continuamos com problemas para postar.
O WORDPRESS mudou o programa de repente, numa atualização, e está difícil se entender com ele.
Vamos levando…
Voltando para casa ontem à noite, ouvi a voz do LULA no rádio.
Era propaganda eleitoral. Dizia:
“Quando eu estava preso na época da ditadura, senti uma dor de dente horrível, e foi o Tuma quem me levou ao dentista já de madrugada, para fazer um canal.”
O que é isso? Votamos nele, pois como agente da repressão duranto a ditadura, tinha sensibilidade para levar um preso ao dentista?!
Era de verdade ouo CQC zoando?
Mas Lula apoia a Marta (PT), o Netinho (PC do B) e o Tuma (PTB)?
Votamos em 2 ou 3 senadores?
É confuso, confuso, confuso…
Como entender o processo eleitoral brasileiro?
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Dados apontam que o mundo precisa dobrar a produção de “mistura” em dez anos.
A revista The Economist, que já afirmou em matéria de capa que o Brasil enfim decolou, diz agora que a agricultura brasileira é um modelo a ser seguido.
É dos poucos países que não a subsidiam, abriu o mercado para empresas estrangeiras e conseguiu milagres, como produzir no cerrado, graças a pesquisas de uma estatal, a Embrapa, que importa sementes de capim da África e as tropicaliza, adocica o solo ácido não cultivável, usa biotecnologia para fertilizar a terra e faz do Brasil o “sacolão” do mundo.
Conseguimos, sem muita intervenção do governo, passar de importadores de comida para o quinto maior exportador- o único sob clima tropical.
A crise mundial afetou o Brasil como uma marolinha.
E somos independentes em petróleo, algo que, para a geração que dirigiu Mavericks, Landaus e Opalas, soa como um sonho.
O índice de ruim e péssimo do governo atual é apenas 4%.
O PIB cresce.
Os investimentos externos, idem.
É o País da moda. Não só de sandálias e biquínis.
Turistas que viajam para as antes cidades mais caras do mundo acham tudo uma pechincha.
Nem parecem produtos importados.
Autênticos lá custam menos do que piratas aqui.
Táxi em Londres, considerada a cidade com o transporte mais caro da Europa (4 libras o passe do metrô), é mais barato do que em São Paulo.
Come-se num bom restaurante francês, incluindo entrada, sobremesa, café, vinho e mau humor do garçom, e se paga menos do que num japa paulistano mediano.
Graças ao câmbio insano, o dólar vale hoje menos do que valia em 1995.
Caso se anuncia que é brasileiro no exterior, não perguntam mais de Romário, Ronaldo e das mulheres, mas do progresso presente e das fórmulas do sucesso.
Como conseguimos?
Muitos creditam às reformas do governo de FHC, o presidente que, estranhamente, saiu impopular.
Muitos, à competência e acertos do governo Lula.
Duvido que haja um analista que conseguira prever o fenômeno. Desenharam quando Lula redimensionou o tamanho do tsunami que invadiria nossas areias. Dentro da bagunça que é este País, forças quânticas deram sinais de que acertamos.
Porém, e isso os estrangeiros não sabem, o dia a dia dos brazucas continua a mesma bagunça de sempre.
O transporte público é uma piada. Não existe metrô suficiente nas grandes cidades, nem ciclovias- a bicicleta é ainda um meio de transporte para lazer. Não há rede ferroviária que liga as grandes cidades. As estradas estão entupidas de anacrônicos caminhões. Os aeroportos não dão conta da demanda. Viajar é mais uma aventura desgastante do que um exercício para nos livrarmos do estresse.
Pagamos a telefonia mais cara do mundo. A banda larga é amadora, perto dos 10 MB normais de outros países. A Justiça é lenta e deixa fora das cadeias criminosos confessos, como o jornalista Pimenta Neves.
A violência é endêmica. Se é normal ver garotas sozinhas passeando de madrugada pelas ruas de Londres, Paris e NY, não se anda à noite com tranquilidade por nenhuma rua deste País. Nem de dia.
As contas da Previdência não fecham há décadas, e nada é feito para ajustá-las. A saúde pública é caótica. A corrupção é a regra, não a exceção.
Em 16 anos, promete-se uma reforma política e tributária. Duas administrações passaram e não ousaram mexer no vespeiro. O investimento em infraestrutura, 2% do PIB, é dos mais baixos do mundo. E o juro o mais alto.
Metade das pessoas não tem água encanada. O sistema educacional não dá oportunidades iguais. O brasileiro lê pouco e tem um dos piores índices de ida aos cinemas (0,5 por ano).
Mas amamos como poucos este País, nos orgulhamos de ser brasileiros, sorrimos da própria tragédia.
Apesar do caos rotineiro, temos explosões de alegria, sabemos comemorar e dar festas, somos fraternais, amáveis, simpáticos e bem resolvidos.
Ainda jogamos lixo pela janela. Não paramos na faixa para dar preferência a pedestres. Dirigimos como bárbaros. Buzinar é algo tão comum quanto dar a seta. Médicos cobram mais, se o paciente pedir nota. A noção de direito não é a mesma da de dever.
Sim, o Brasil é bom, mas…
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Epa!
A peça O PREDADOR ENTRA NA SALA mudou de teatro.
Recebemos o convite aos 44 do segundo tempo.
Quando terminávamos a temporada na PRAÇA ROOSEVELT.
Vamos para o glorioso TEATRO AUGUSTA. Reestreamos quarta agora, dia 22.
Teatro em que já apresentei 4 peças, NO RETROVISOR, E AÍ, COMEU?, MAIS-QUE-IMPERFEITO e FELIZ ANO VELHO, que ficou lá anos em cartaz.
Aceitamos no ato.
Afinal, este teatro faz parte da minha vida.
Palco preferido de PAULO AUTRAN.
Será às quartas e quintas, 21 h.
Curta temporada. Apareçam…
http://www.teatroaugusta.com.br/programacao/o-predador-entra-na-sala
O fenômeno TIRIRICA agora incomoda.
Depois que se revelou que ele está em primeiro na pesquisa Ibope para Deputado Federal de SP, com quase 1 milhão de votos.
Seu lema de campanha é: “Pior que está, não vai ficar.”
No horário eleitoral da TV, ele aparece como se atuasse num quadro do ZORRA TOTAL:
“Minha mãe vai votar em mim, meu pai vai votar em mim, até a minha sogra!”
Em ainda termina com um bordão, típico dos humoristas de plantão:
“É que sou bunitinho.”
Sua popularidade tem cara de voto de protesto.
Como já aconteceu com ENEAS, CLODOVIL e tantos outros.
O problema é que, com isso, ele arrasta 5 ou mais candidatos da sua legenda para o Congresso.
Como por exemplo VALDEMAR COSTA NETO, um dos pivôs do escândalo do Mensalão, que renunciou para não ser cassado, e que no ano passado teve seu nome citado nas investigações Operação Castelo de Areia, que apurou crimes envolvendo executivos do Grupo Camargo Correa.
Acusam TITIRICA de desmoralizar a democracia brasileira.
PAULO SKAF entra com representação contra ele no TSE.
O palhaço tem todo o direito de ser candidato.
Sua campanha segue o seu estilo.
E, além disso, não é o horário eleitoral que por vezes tem a cara do ZORRA TOTAL?
Deve-se perguntar ao 1 milhão de eleitores por que desmoralizam a democracia.
Porque Zé Dirceu acaba de declarar que no Brasil tem liberdade de expressão em excesso?
Porque Collor sobe no mesmo palanque de Lula? Ou porque Maluf, o segundo na pesquisa Ibope para Deputado Federal de SP, só não vai preso por causa da idade?
Porque o ESTADÃO está há mais de 400 dias sob censura?
Censura imposta pelo filho do presidente do Senado?
Presidente que, mesmo depois do escândalo de desvio de dinheiro de seus subalternos, continua presidindo-o?
Ou porque Lula disse, na semana passada, que a denúncia da quebra de sigilo da Receita é desespero de campanha do adversário, e na semana seguinte, ontem, mandou seu ministro, Guido Mantega, regularizar o acesso aos dados da Receita?
Não é TIRIRICA quem desmoraliza a democracia.
Ela já está.
E parte do eleitorado manda sinais claros.

E o PLINIO?
Me perguntam alguns leitores abaixo.
Grande PLINIO. Amigo da minha família, inclusive.
Faz bem para esta campanha.
Um franco-atirador que ironiza o processo político.
Nos faz pensar não pelas propostas, mas pelo kafkianismo que virou esta eleição e o jogo político partidário brasileiro.
O ex-presidente da FIESP, PAULO SKAF, é candidato pelo PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO.
O PCB faz campanha sob a INTERNACIONAL e chama seus candidatos de CAMARADAS.
Regime que até FIDEL diz ser inviável.
Existem o PT o PT do B e o PCO.
Tiririca (2222) está praticamente eleito; aparece em primeiro nas pesquisas.
Um voto de protesto irresponsável, já que carregará mais uns deputados da sua legenda (que nem anuncia em seu site oficial).
MALUF (1111) idem, aparece em segundo.
Será que os candidatos 3333 e 4444 também serão eleitos?
MARCELINHO CARIOCA está praticamente eleito. Vai bater um bolão do Parlamento.
Realmente, DANI, citado abaixo, tem razão: o que minha intervenção tem a ver com isso?!
Nada.
Mas traz beleza nesta nação ideologicamente perdida.
Eu não tinha revelado que DANI é DANIEL SCANDURRA, filho do grande EDGAR com a maior ainda TACIANA BARROS.
Por achar que a polícia poderia ir atrás dele.
Mas ele pede para que eu divulgue seu flicker e me escreveu:
“pode anunciar… pq não? qualquer coisa vou la e tiro, é uma intervençao pacifica, amistosa, sei la, fiz na paulista na frente de um monte de gente, e eles nem olharam… coloca o endereço do flickr no post se der, dá?!!”
Dá.
Ta aí: www.flickr.com/dscandurra
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E esta é a última semana da minha peça.
Serão apenas duas apresentações, quarta e quinta às 21 h no PARLAPATÕES.
Depois… Sabe-se lá.

Serra seria a opção ideal para aqueles que acreditam que, numa democracia, é importante a alternância.
Se Dilma for eleita, serão 16 anos, pelo menos, de um mesmo grupo regendo o País e quebrando sigilos.
Ela até pode fazer um governo impopular, mas seu mentor, Lula, que não cria conflitos com ninguém, voltaria facilmente, caso o tédio desembarque em São Bernardo, e a ONU não o eleja Secretário Geral, o que, depois do desastrado apoio ao Irã, tornou-se uma utopia.
Mas Serra fez um governo questionável no Estado e apresentou um discurso confuso.
Em educação e segurança, recebeu críticas, e pertence a um partido que muitos acusam de não entender a ginga do brasileiro.
Dilma: incógnita.
Temperamento desconhecido, ligações com os clãs de sempre (Sarney, Collor, Zé Dirceu), sem experiência no Parlamento ou nas urnas, pode se dar bem, como pode se isolar com a falta de dom em lidar com conflitos explosivos, quesito prioritário para se governar um País de instituições frágeis e herança autoritária.
Marina Silva, a terceira via, tem teses mais avançadas e um carisma que encanta. Porém, vem de um partido volátil e é ligada a um grupo religioso que defende as teses mais arcaicas do comportamento humano.
Pessoalmente, ela é contra o aborto e a união homossexual.
Dilma parece ser a barbada.
Esperavam que, quando abrisse a boca na campanha, a máscara cairia.
Que nada.
Como será o seu governo?
Palocci no comando da economia é um alívio para o mercado e um risco para os sigilos bancários de caseiros.
Ela conseguirá conflitar com quem realmente atrapalha?
Será a nossa Thatcher ou Kirchner?
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Já falei deste moleque aqui, DANI, 22 anos, que colocou 1 adesivo num dos relógios parados da cidade.
E são vários.
Pois o moleque continua a sua intervenção.
E a cidade fica mais bonita…









Faça o teste.
Pergunte para dez dos seus melhores amigos qual é o seu maior defeito.
Ou pergunte para seus ex-parceiros amorosos aquilo que mais os incomodava durante a relação.
Garanto: nenhuma resposta será parecida.
Cada um vê em você defeitos que se referem a ele mesmo, numa prática inconsciente de transferência pura.
Defeitos que talvez você nem sabe que tem.
E é claro que, dependendo do humor do outro no dia do pedido, a lista será como a de queixas de uma telefônica no Procon.
Há quem diga que o que nos incomoda no outro é aquilo que gostaríamos de ter, ou ser aquilo que não conseguimos.
As mulheres que o digam.
Por que sempre reclamam do tamanho dos seios, traseiro, nariz, calos e cabelos que herdaram, e fazem de tudo para transformá-los?
Que somos nós?
Não somos pedras.

Nem pneus.

Nem insetos.
Nem cometas.
“Eu é um outro”, imortalizou Rimbaud, numa carta para o ex-professor, que se tornou o documento chave para entender o mito do moleque poeta louco dentro do bom menino. Ou que um homossexualismo latente se escondia no aluno aplicado de uma França turbulenta, fedorenta e católica.
Na introspecção, acreditamos ser o que pertence a outros. Uma metade dentro de nós nos observa (ego?) e é diferente de nós. Em Kafka, um pobre coitado acreditava ser uma barata.
“Isto é evidente para mim: assisto à eclosão do meu pensamento, eu o vejo, eu o escuto, rejo com um movimento de batuta, a sinfonia faz seu rebuliço nas profundezas, ou aparece num átimo sobre o palco”, escreveu Rimbaud. O absinto deve ter batido. E era do bom.
Eu é o que você vê?
Eu é o que você quer que eu seja.
Ou você vê em mim o que você vê em si ou o que é?
Eu sou você, você é eu?
Eu e você somos um?
Um você ou um eu?
Me disseram que meu gato pensa que eu sou ele, dele, para ele. Dorme grudado em mim, como se eu fosse um colchão. Mas implica com o seu rabo, com se uma cobra coral o ameaçasse.
Ou será que é o rabo que pensa que é um gato?

Um exemplo simples de ser comparado é a forma como o ciumento projeta no outro seus vícios. O cara ou a mulher que desconfia muito do parceiro, é porque apronta, diz a sabedoria de botequim. É porque se vê e desconfia de todas as desculpas.
Em qualquer manual de teoria literária, se lê que o bom personagem é o esférico, regido por conflitos e movido por contradições.
Hamlet, dentro da sua loucura, e se utilizando dela, descobriu a verdade da trama palaciana- o fantasma do pai contou as sacanagens do reino “podre”.
Riobaldo, cangaceiro impiedoso e fiel, apaixonou-se por outro vaqueiro- antes de assistir ao filme O Segredo de Brokeback Mountain-, que descobriu ser uma mulher, ao limpar seu cadáver.
Hitler, que odiava os judeus, acreditava que a união de outras raças ou etnias deveria ser combatida. Como? Por uma raça superior. Propôs exterminar uma, para solidificar a sua. Porém, nem teve filhos. Não contribuiu para o florescer da sua teoria.
Em outras proporções, os judeus, perseguidos por milênios, encontraram o seu lugar em Israel e cercaram com o Muro da Vergonha quem os ameaça, projetando guetos no formato dos que viveram seus ancestrais; a forma que encontraram para se proteger da insana ameaça do homem-bomba, besta fundamentalista que se explode levando quem estiver em volta.
Edgar Hoover, o cabeça da repressão americana, que combateu gangsters e a máfia, se vestia de mulher entre as quatro paredes do bunker. O macartismo caçava comunistas e homossexuais. Paradoxalmente, o promotor assistente do senador McCarthy era um.
E se um dos motes do cristianismo foi combater a desigualdade e a riqueza, o Vaticano criou um império tão poderoso e rico, que envergonha a própria crença.
A Igreja lutou contra os poderosos- e a favor da brilhante ideia de sermos todos iguais perante a Deus- se enriquecendo.
Combateu crenças.
Perseguiu quem duvidava da sua.
A Bíblia era considerada “o livro”. Só havia uma verdade, uma ciência, a da Igreja.
Curiosamente, seu maior inimigo, o comunismo, propunha o mesmo: todos são iguais perante as forças de produção, e só existe uma verdade, a do partido.
O filósofo René Girard chama isso de Teoria da Rivalidade. Odiamos no outro aquilo que odiamos em nós mesmo.
Para ele, o mimetismo, espécie de camuflagem, é a origem da violência humana, que desestrutura e reestrutura as sociedades: quando o objeto de desejo é apropriável, a convergência dos desejos conflitantes em sua direção produz uma rivalidade mimética.
Getúlio Vargas encabeçou a revolução que acabaria com o poder da elite café-com-leite. Em anos, instaurou uma ditadura e lutou com os aliados pela democratização da Europa.
O Golpe de 64 colocou os tanques nas ruas para acabar com o suposto avanço comunista. Instaurou outra ditadura, apoiada pelos EUA, defensor do “mundo livre”.
É, a cabeça dá um nó, se olharmos para a História e o próprio umbigo. Espere. Será que somos um umbigo que pensa que é gente?

Há 6 anos, conheci o PARTENON.
Ninguém fica impune ao conhecê-lo.
No alto da colina da civilização que inventou a democracia e tinha um gosto arquitetônico que encanta até hoje.
Templo majestoso e tão simbólico, que passou por maus bocados nas mãos dos inimigos.
Porém, descobre-se que a metade dele está a milhas de distância, num museu em Londres.
E antes que o visitante fique indignado, eles dão um folheto explicativo, com as justificativas para o que na minha terra se chama “passar a mão” no tesouro alheio.
Levaram embora de Atenas para preservá-lo das ameaças dos Turcos.


É verdade, os Turcos invadiram a Grécia e, como forma de desprezar a sua cultura, delapidaram o templo e fizeram dele um depósito de pólvora.
Mas isso foi há séculos.
Já deu, né?
Talvez seja por culpa que os ingleses não cobram ingressos em seus museus.
Imagine o contrário.
A Grécia invade a Ingraterra e leva o Big Ban para decorar um parque de Atenas.

Ou os egípcios levam de Paris partes da Torre Eiffel, para melhorar as bases de uma torre de TV local.
Turcos invadem a América e levam embora a tocha da Estátua da Liberdade, para iluminar o porto.
E Argentinos invadem o Brasil e levam os braços do CRISTO.
Assim caminha a humanidade.
Caminhava…
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Curiosidade.
Sabia que as estátuas gregas e seus monumentos não eram brancos?
Utilizavam pedras brancas exatamente para realçar os pigmentos com os quais pintavam.
Minha personal agente de turismo, CLÁUDIA, quem me ensinou.

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Como tem brasileiro em Londres.
Calculam em 300 mil.
Falei mais português do que em inglês.
São jovens garçons, atendentes de lojas e até de museus.
Num restaurante, havia 4 atendendo.
Jovens estudantes.
Neste museu de bizarrices, coisa que adoro, e que acabou de abrir, BELIEVE IT OR NOT, sim, baseado naquele programa, ACREDITE SE QUISER, tinham vários.
Além, claro, do homem mais gordo do mundo.

Do mais alto.

Do mais narigudo.

De originais de AGATHA CHRISTIE, paixão inglesa.

Roupas e a carteira de motorista da MARILYN.


Um cinto de castidade original.

E bichos empalhados com duas cabeças.

Acredite se quiser, passei a tarde neste museu.
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Assim são as coisas.
Os anos passam, o mundo muda, mas eventualmente procuramos algo que já nos foi. Ou o que fomos.

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Não diga que não avisei.
Teremos apenas mais 4 exibições da minha peça O PREDADOR ENTRA NA SALA.
Nesta semana [quarta e quinta, às 21 h] e na outra [também quarta e quinta, às 21 h], no ESPAÇO PARLAPATÕES.
A temporada acaba dia 16 de setembro.
Depois, sabe-se lá…

O trânsito de LONDRES é uma zona.
Os carros andam na direção contrária!
Pedestres atravessam na faixa sem olhar.
Caótico.
Colocam em perigo os carros.
Não sabem que, como no Brasil, os carros têm prioridade.
Não me controlei.
Resolvi dar um jeito nesta bagunça.
Com knowhow adquirido no nosso País.


Às vezes não sabemos de onde vem a força.
Mas para salvar a humanidade, nos desdobramos.
De repente, me vi compelido a agir.
Olhei para o céu, e eis que vi.
E consegui.

Me estiquei todo e impedi o pior.

Não, prezados leitores, não entrei no PALÁCIO DE BUCKINGHAM.
Acho programa de menina este lance de entrar em cômodos de uma rainha.
Além do quê, custava 50 pratas.
A mulher mais rica da Inglaterra cobra para visitarmos seus aposentos.
Por isso é rica.
Rico é fogo, sempre quer mais.
Se ainda tivéssemos direito de conhecer sua coleção de roupas de baixo…
Ganharia um sentido arqueologicamente interessante.
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I’m aftraid not!
Adoro esta expressão que só tem aqui.
Para tudo, eles dizem I’m afraid not.
Tradução literal: Tenho medo que não.
Você tem café descafeinado?
Tenho medo que não.
Tem ingresso ainda?
Tenho medo que não.
Só perde para outra expressão mais dramática, proferida pelos franceses.
Je suis désolé.
Que é o mesmo que I”m afraid not.
Adoro quando me falam Je suis désolé.
Eu estou desolado, a tradução literal.
Você tem ração para gatos?
Je suis désolé.
Mas fico depois triste ao ver alguém desolado por algo que não tem.
Ah, vai, não tenho tanta importância assim para te deixar desolado(a), sou um brazuca qq, desencana, de boa…
Sempre tenho vontade de abraçar e consolar a pessoa que me diz Je suis désolé.
Não fica assim, passa, meu gato nem está aqui, relaxa…
Americanos são também dramáticos, preferem I’m terribly sorry.
Não é preciso tradução.
Pelo jeito, eles exageram nas desculpas.
Como se implicasse uma incompetência que os envergonhasse.
Prefiro o nosso: Tenho não!
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Esta é uma das pedras mais importantes da humanidade, encontrada casualmente há quase 200 anos.
A PEDRA ROSETA.
Não precisa googar, explico.
Nela, há um texto em hieroglífos e, abaixo, a sua tradução em grego, entalhada na mesma.
O que possibilitou arqueólogos a traduzir os milhões de textos entalhados nos monumentos do Egito Antigo, o que aumentou a audiência do DISCOVERY CHANNEL.
E até que é simples.
Aquelas figuras são letras.
Um triângulo é M.
Parece uma anarquia de passarinhos e pessoas de perfil. Mas contam histórias.
Decidi fazer um curso de hieroglifos. Será que tem na Wisard?
E ir ao Egito para ler, ler e ler o que está entalhado em seus monumentos.
E insensar meu currículo. Línguas: inglês, francês mediano, portunhol e hieroglifos.
Poderia ler, por exemplo, o que está nesta JACUZI egipcia. Ou seria um sarcófago?

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Museu possibilita conhecermos culturas antigas.
Por exemplo, sabia que as romanas tinham celulites?

E que a opção sexual dos gregos é facilmente decifrada em seus monumentos?

E que a técnica das modelos levantarem os braços para levantar os peitinhos têm milênios?

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