Carnaval nunca foi o forte de São Paulo. Era focado em bailes nos clubes, e naquele desfile que imita o do Rio.
Porque paulistano viaja no Carnaval, tem grana, carro, estradas e bons médicos de rim.
Sumiram os blocos de São Paulo? Cadê o REDONDO, do velho PLINIO MARCOS?
Os amigos boêmios resolveram fundar um bloco de Carnaval, os ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA. Sob o comando de LU-BARBEIRO-CALCOLARI, ALE YOUSSEF, BETO LAGO, FRÂNCIO HOLLANDA e mais alguns maus elementos.
Olha o samba aí [do PLINIO PROFETA]:
https://www.yousendit.com/transfer.php?a…
Sai no domingo dia 07/02, na Bela Cintra, e desce até a Augusta, que se acende como o melhor da noite paulistanas [please, não espalhe].
Sai no domingo anterior, porque somos playboys e viajamos na festa. Garanto que a maioria do bloco estará em Trancoso ou Olinda durante o Carnaval.
Então, numa reunião, ZECARRATU, amigo há 25 anos, sugeriu que eu fosse o porta-estandarte.
Imaginaram que eu jamais aceitaria. ZE me conhece. Já enlouquecemos por aí nos anos 80, 90. Me ligou, e topei na hora, para a surpresa dos organizadores. Lógico.
Quando o ZE me contou que ninguém acreditava, rimos juntos.
Só não sei o que faz um porta-estandarte. Porta um estandarte e o que mais?
Ontem, passei o dia com MARCÃO, um serralheiro, preparando um suporte para o estandarte de mais de 2 metros, que será instalado na minha cadeira de rodas. E hoje tem ensaio no STUDIO SP.
Me sentirei a LUMA DE OLIVEIRA da Pompéia? Escalo a fama. Será que rola um ensaio pra TRIP, e o próximo BBB me convida?
Preciso agora correr atrás de um empresário, um coach, um coreógrafo e um personal styler.
Uma nova perspectiva profissional se abre pra mim. É bom, escrever dá trabalho…
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Duvida que eu seja playba?
Meu programa de ontem, sábado à noite, foi jantar no FASANO. Meu brotherzinho MARCELO SERRADO estava hospedado lá. Coisa de galã.
Ganhamos a companhia da ALESSANDRA NEGRINI, de volta a São Paulo, para falarmos de projetos [nosso filme NO RETROVISOR], peças inéditas.
Estava lá o amigo MANOEL BEATO, sommelier da casa, novo homem da mídia [tem um excelente programa na RÁDIO ELDORADO]. Que nos embebedou com os mais incríveis vinhos e não cobrou.
A banda METALLICA estava hospedada lá. Fãs se espalhavam pelos corredores e calçada.
SERRADO foi para o piano do bar e começou a tocar TOM JOBIM. O restaurante parou. Garçons, seguranças, até algumas groopies heavy metal se instalaram ao redor e cantaram bossa nova.
Integrantes da banda vieram se juntar. Ouviam surpresos aquela maravilha. METALLICA who?! Viva TOM JOBIM! Eterno, universal…



Estes caras são da banda INSTITUTO, que tocam de tudo [ontem foi funk no STUDIO SP].
Esses caras aí tocaram PINK FLOYD agora no meio do mês no SESC POMPÉIA.
Fotos minhas do gargarejo. Não reclame. São artísticas.
Foi o show imperdível, para começar o ano! Lotado.
Sem arranjos modernos ou abrasileirados. Usaram até os timbres originais. E praticamente só o lado b da banda que entrou na minha adolescência [e na de muitos da minha geração] como uma droga pesada!
Entraram no palco, disseram “nós somos o Instituto, mas queríamos ser o Pink Floyd”. E, lógico, atacaram de SUMMER 68 [que, ninguém se lembra, é o tema original da abertura do Jornal Nacional; o de hoje é estilizado].
E mostrou de onde saiu RADIOHEAD, COLDPLAY, MUSE, BLUR, para aonde caminhou o rock, a origem, junto com os Beatles, de tudo que se escuta hoje em dia.
Eles precisam repetir a dose. Me ajude a convencê-los.
Chora, Caufield. Não saberemos para aonde vão os patos do Central Park no inverno.
Chora, Fernandinha, quem me apresentou toda a obra dele, livros que lemos juntos no começo dos ano 80, e que me inspirou a escrever.
Chora, Paulo Francis, quem afirmava a todos os pulmões, que Peixe Banana era o maior conto norte-americano já escrito, enigmático, profundo, delicado.
Chorem Franny e Zooey, na estação de trem, em desespero!
Morreu o maior autor de todos! Sempre relegado a secundário, por ser um best seller [vendeu mais de 60 milhões de cópias].
Morreu a maior influência literária de todos os autores do pós-guerra.
Recluso, estranho, indefinível, 4 livros apenas!
Títulos esquisitos, que nunca entendemos.
Sem escrever há 40 anos.
Jerome David Salinger.
JD.
Veterano da Segunda Guerra Mundial, invadiu a Normandia.
E nunca superou a morte do irmão, Seymour.
Pra cima com a viga moçada!
Eu choro.
Apesar de um bom patriota, cumpridor dos meus deveres, alistamento militar em ordem, nome limpo [por enquanto], em dia com a Receita e o TSE, poucos pontos na carteira e orgulho de ser brasileiro, costumo decepcionar meus amigos gringos, quando os levo para jantar.
Peço vinho, uísque ou caipirinha de vodka, nunca de pinga, bebida que me enlouqueceu nos tempos de faculdade e me fazia falar sem parar, dar shows desagradáveis e foras, passar mal em muitos banheiros e perder o melhor da festa.
Cheguei até a ganhar um apelido: Marcelo Rubens Mala.
Sou chegado numa capirinha russa. Dizem que não engorda [sem açúcar]. E nunca acerto o termo. Caipirosca? Em alguns lugares, funciona.
Porém achei um lugar no Rio, ao lado do meu escritório local [a Academia da Cachaça, fora do roteiro turístico, cuja a empadinha ganhou o prêmio de melhor petisco da cidade, que meus amigos já chamam de Academia da Cara%$#, pois só marco reuniões lá], que definiu bem: caipivodka.

Foto depois de beber umas com meu parceiro há mais de 25 anos, que mudou a minha vida e me levou para o teatro [produziu 4 peças minhas].
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Falando nisso, minha produtorazinha paulista, Anna Junqueira, se casou com meu ator, Alex Gruli. O namoro engatou firme quando começamos a produzir a peça A NOITE MAIS FRIA DO ANO.
Na cerimônia, colocaram um painel com textos de peças, de Tennessee Williams a Jorge Andrade.

Não é que bem no meio encontro uma frase minha? Faz bem se sentir um clássico eventualmente… Especialmente num casamento.

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Me mandaram essa. Sapatos feminino ideais para os dias de hoje.

ps> se alguém souber de quem é a foto, me avisa, para eu colocar crédito. chegou por email.
Os cariocas têm um humor peculiar.
São especialistas em dar apelidos, nomes inusitados e engraçados, gozar de tragédias, rir da vida.
Eu nunca tinha entrado neste tradicional restaurante do Leblon, DEGRAU, por razões óbvias, que afastam um cadeirante. No entanto, anos depois, descobri: não existe um degrau dentro dele. Virei freguês, apesar do nome pouco convidativo.

Pois neste ano, eles abriram um anexo simpático. O nome não poderia ser outro:

O ex-coronel Erasmo Dias, que morreu há duas semanas, não teve velório de um herói, nem foi homenageado por populares. Apenas alguns membros da família, que reclamaram da falta de reconhecimento.
Se ele dizia que cumpria ordens, quem as comandou não apareceu.
Anticomunista convicto, desempenhou o papel de salvar os valores da família e propriedade, que seriam “tolhidos” por aqueles terroristas jovens cabeludos e maconheiros, manipulados pela Internacional Comunista.
Era a sinopse da sua vida. Ajudou a implantar uma ditadura sanguinária que se mantinha não pelo debate, mas pelo terror, e declarava que era contra a tortura.
Em 1968, descarregou o revólver ao redor do ex-líder estudantil e amigo Luiz Travassos, preso no congresso clandestino da UNE em Ibiúna. Em 1969, no Vale do Ribeira, jogava numa cova os guerrilheiros da VPR presos e descarregava a automática ao redor.
Perguntei-o uma vez se isso não era tortura. Teimoso, dizia que não.
O coronel tinha um mérito; se “mérito” é a palavra apropriada. Era dos poucos do regime que defendiam seus métodos e a forma equivocada e desproporcional da luta, como invadir uma universidade católica, a PUC, já durante a Abertura.
Tirou estudantes e professores das salas para colocá-los sentados no estacionamento em frente e reprimir a reunião que ocorria no TUCA, para a reconstrução da UNE. Gritava no estacionamento: “Onde está a Veroca! Eu quero a Veroca!”

VEROCA NO CONGRESSO DA UNE [SALVADOR, 1979]
Veroca é minha irmã mais velha. Líder estudantil, era a alma do movimento que retomou a luta pelas liberdades democráticas e anistia no final dos anos 70- que representou a estaca que romperia com as artérias do regime miliar e o afastamento definitivo de parte da sociedade civil que o apoiava e financiava.
Num encontro clandestino de estudantes também reprimido, Erasmo encontrou na triagem minhas irmãs e estudantes da USP, Eliana e Nalu, e as levou.
Aqui o relato da Nalu, que hoje mora em Paris, na troca de e-mails familiar em que anunciei a morte do ex-coronel.
“Nesse dia ele prendeu mais de cem estudantes que estavam na Paulista de Medicina. Liberou, depois de ter fichado todo mundo. Menos dois: Eliana e eu.”
“Fomos interrogadas com revólver na cabeça em salas separadas, e diziam: ‘Onde está sua irmã Veroca? A Eliana já falou tudo e foi liberada, e se você não falar, vai acabar como o seu pai.’ Era mentira, pois Eliana não tinha falado nada, mas fiquei apavorada, eu sabia onde ela estava e não falei.”
“Fomos liberadas graças à intervenção do governador Paulo Egídio. Nunca vou esquecer da cara lívida da mamãe, que veio nos buscar.”
Anos depois, o ex-coronel se beneficiou da democracia pela qual lutávamos e se elegeu deputado.
Entrevistei várias vezes como repórter. Foi minha fonte em matérias em que eu investigava, com Cláudio Tognolli, a presença da CIA no Brasil durante a ditadura.
Me abriu os arquivos e deu horas de depoimento para o meu livro Não És Tu, Brasil (1996), sobre a Guerrilha do Vale do Ribeira; ele comandou a fracassada repressão.
Eu via nele um combatente confuso, como um histérico diante dos seus erros. Suas convicções eram facilmente derrubadas. Ele sabia que participara de uma missão insana. Como profissional, eu respeitava o repertório da minha fonte. Como democrata, desprezava.
Em 1999, Serginho Groisman teve a ideia genial de juntar Veroca e o ex-coronel num programa de TV. E sempre me lembra que foi um dos mais marcantes que fez.
Veroca perguntou ao vivo: “Como o senhor se sentiu depois de ter sido eleito, usufruindo de nossas conquistas democráticas? Porque nos massacrou por isso, entrou na PUC jogando bombas em mulheres grávidas, com cavalos em sala de aula, gritando o meu nome enlouquecido.”
“Tinham meninas que estavam com meias de seda e nem participavam da manifestação. Viraram tochas humanas, nunca mais puderam andar de saia ou maiô, meses de hospital para curar as queimaduras.”
Ela lembra: “No estacionamento estavam alunos e professores aterrorizados pela violência. Meus colegas que me encontraram no dia seguinte explodiram em choro de alívio, achavam que eu estava morta.”
Sob vaias da plateia, Erasmo respondeu: “Eu era autoridade! Tinha que fazer valer o princípio de autoridade, não importa se eram meninas comunistas ou baratas, o que fosse, tinha que reprimir.”
“Eu disse depois que achava que ele era gente, por isso tinha defendido o direito a liberdade democrática. Inclusive a dele, de ter suas posições políticas defendidas num parlamento”,
Veroca conclui. “Morreu achando que gente que pensa diferente é barata. Perdeu completamente a compostura quando fiz a pergunta. Minha impressão é que ele estava querendo passar para a história de outra maneira. Tinha levado um recorte de jornal que falava de Rubens Paiva. Não chegou a mostrar, eu vi na mão dele.”
Erasmo Dias era assumido. No Brasil, a direita costuma pensar de um jeito, mas dedetiza o discurso. Na Europa, a direita é declaradamente racista. É bom, porque o eleitor lá sabe quem é quem. Já aqui..
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Na edição de Réveillon de telejornal da Band, depois de mostrar imagens de lixeiros desejando felicidades, Boris Casoy, sem saber que o áudio estava aberto, mandou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.”
O vídeo caiu na internet. Simboliza o discurso reprimido de parte da sociedade brasileira, que cria elevadores de serviço e social em condomínios, mas avisa que é ilegal discriminar.
A mesma que se deslumbra pelo Réveillon dos VIPS de Trancoso ou coberturas de Copacabana e ignora os milhões de cidadãos nas areias e avenidas.
No País em que garçom não come a mesma comida que o cliente, nem na mesma mesa, Boris disse num lapso (e se desculpou apenas depois da repercussão) o que está no inconsciente da nossa formação.
País do futuro com esse passado e presente? Se liga!
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Saiu a lista de livros da Fuvest. Nem GUIMARÃES, nenhum MODERNISTA. Literatura estrangeira então… Quem é a anta que decide isso?
•Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
•Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
•Iracema – José de Alencar;
•Dom Casmurro – Machado de Assis;
•O Cortiço – Aluísio Azevedo;
•A cidade e as serras – Eça de Queirós;
•Vidas secas – Graciliano Ramos;
•Capitães da areia – Jorge Amado;
•Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.
É a foto mais enigmática que tirei na vida. O que significa?

PARIS [2010]
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A Fuvest anuncia que vai unificar a lista de livros para os vestibulares da USP e da Unicamp para os próximos 3 anos.
Será o eixo do ensino de literatura das escolas paulistas e influenciará todos os Estados. Espero que, enfim, cedam espaço para a literatura não escrita em Português.
Costumam dividir autores em estilos literários- romantismo, realismo, simbolismo, modernismo-, uma xaropada que afasta leitores e comete injustiças [Lima Barreto vive neste limbo teórico].
Literatura é muito mais do que tal reducionismo.
Deixo aqui a minha lista. Terão 3 anos para ler, reler e debater.
1. Odisséia, de Homero [o big bang do pensamento ocidental]
2. Dom Quixote, de Cervantes [o começo do romance]
3. Hamlet, de Shakespeare [no comments]
4. Crime e Castigo, de Dostoievski [o personagem dialético]
5. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis [precisa dizer?]
6. O Triste Fim de Pilocarpo Quaresma, de Lima Barreto
7. O Processo, de Kafka
8. Por Quem os Sinos Dobram, de Hemingway [o diálogo na literatura]
9. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa [nada a temer, é um livro lindo]
10. Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade [reinventou tudo]
11. Vidas Secas, de Graciliano Ramos
12. Capitães de Areia, de Jorge Amado
13. Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia
14. O Apanhador no Campo de Centeio, de J D Sallinger [pro universo teen]
15. O Complexo de Portnoy, de Philip Roth
16. Pé na Estrada, de Kerouac [o começo da contracultura, que mudou o mundo]
17. Orlando, de Virgina Woolf
Eu sei, faltaram Camus, Proust [chatinho que dói, mas...], Joyce [os contos], Flaubert, Thomas Mann, Tosltoi, Mário de Andrade, Conrad, Nelson Rodrigues e especialmente poesia. Fazer o quê? Lista é assim, não cabem todos.
Há exatamente 1 ano eu começava este blog.
O primeiro post foi uma homenagem aos meus amigos. Sem eles, não sou o que sou, não escrevo o que escrevo, nada faria sentido.
Viver em muitas cidades, estudar em muitas escolas e faculdades, me forçou a aprender a fazer amigos [e a gostar do exercício].
Afinal, o moleque paulista chegando no Rio com 6 anos, depois em Santos com 12, depois voltando pra São Paulo com 15, depois Campinas com 17, depois São Paulo de novo com 20, e até uma parada pela Califórnia com 35, precisava se adaptar rapidamente.
Pois agora decido homenagear as AMIGAS.
Que curam minhas dores, ressacas, doenças, crises, dúvidas, feridas, queimaduras, com quem falo frequentemente, aprendo, rio, choro, vivo.
São a matéria-prima da minha obra cheia de personagens femininos. E o perfume da minha vida.
Caras me veem com mulheres e acham que sou mulherengo. E nunca acreditam quando digo que são minhas amigas. E são. Por quê, não podemos ter amigas? Não podemos falar merda, rir, passar uma noite com uma mulher sem ter sexo envolvido? Em que século você vive?
Não, não entendo nada de mulheres. Mas me esforço, convivendo com elas, as minhas lindas AMIGAS:
MARIANA MELGAÇO, QUE ENTENDE TUDO DE RELAÇÕES
CACA, LU E RENATA, NA BEBEDEIRA
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LÍGIA FAGUNDES, QUE ME CONHECE DESDE MOLEQUE

ATRIZES, ATRIZES, ATRIZES…

CLAUDIA PRANDINI, DIRETAMENTE DE LONDRES

LUCIANA VENDRAMINI, AMIGA HÁ… DESDE QUANDO ELA TINHA 16
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MARINA MORAES, COMO COZINHA!

DÉBORA, A MAIS CORINTIANA DAS CORINTIANAS, COM XICO SÁ, OUTRO AMIGÓLAGO DELAS
ALEJANDRA, A NOSSA GARÇONETE ETERNA! BAITA ATRIZ
CATARINA, AFILHADA VALE?

ROSA, AMIGA DE INFÂNCIA [SEU PAI SALVOU A VIDA DAS MINHA IRMÃS NA DITADURA]

PARCERINHA BARBARA PAZ E PATRICIA COELHO

LILIAN PACCE, QUE NESSA FOTO DE UM SITE VIROU MINHA MULHER, SEGUNDO A LEGENDA – ENQUANTO CORTARAM O MARIDÃO DELA, MEU AMIGO DE INFÂNCIA LEÃO SERVA, QUE ESTAVA AO LADO

PRISCILA BORGONOVE, SEMPRE ME CONVIDADO PRAS BALADAS FORTES [COM O FILHÃO]

MARIETA, ANA CIÇA E LARA ME PAPARICANDO – QUEM DISPENSA UM PAPARICO?

RACHELZINHA, A EX QUE VIROU SUPER AMIGA E CONSELHEIRA E BALADEIRA
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NANA DE RECIFE, QUE CUIDOU DE MIM NA UTI [PERSONAGEM DE FELIZ ANO VELHO], A PRINCESA DA PRAIA DOS CARNEIROS

A TURMA ANIMADA [CERCADO PELAS IRMÃS RODINI, MORTS E PODRES], TADEU, UMA “AMIGA” PRA LÁ DE DIVERTIDA, E FABI [DE CAMISETA REGATA BRANCA], QUEM DEU O TÍTULO MAIS BONITO DE TODOS OS MEUS LIVROS: “A SEGUNDA VEZ QUE TE CONHECI”
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MARIA MANOELLA, AMIGA QUE MEXE COM O CORAÇÃO DA SOBRINHADA. E ESTÁ MARAVILHOSA NO FILME “MALU DE BICICLETA”

ROSANA, EX QUE VIROU MINHA MASSAGISTA

VERO E FRANCIO. DE QUEM SOU PADRINHO DE CASAMENTO. MEUS INSEPARÁVEIS. E CLAUDIA NO MEIO
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JERUSINHA…

PAULA E HELENA, NO COMMENTS. MUSAS
E se faltou alguma [e faltou], espere eu comprar um scanner novo. Essas são as fotos que eu tinha. Beijão pra todas vocês.
Obrigado por fazerem parte da minha vida. Espero nunca decepcioná-las. Não sumam.
Muita gente acha que a vida de escritor é cheia de glamour e prazer.
Mas na maioria das vezes estamos sós. Procurando entender por que somos assim, por que tem famílias desunidas, teimosia, ódio, solidão, incompreensão, mal-entendidos, guerras e um olho amigo [o leitor].
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Ou gente que desperdiça histórias de amor, construídas tijolo por tijolo com muita paciência, justamente quando poderia viver o seu auge. Daquelas histórias que não se encontram em qualquer esquina.
Material farto para um escritor. Pode até dar em comédia. Problema é um se arrepender. Aí vira drama mexicano. Ou, pior, filme de terror.
Depois da reforma da PAULISTA, em que mudaram o piso da calçada, pensando nos cadeirantes, o MAC perto da AUGUSTA, que antes era acessível, e em que me empanturrava, ficou com este degrau.

Então, passeando por lá num raro dia de sol, reparei que encontraram uma solução simpática: uma rampa dobrável, discreta, no canto esquerdo.
Pensei em comer um Mac’Fish, tentei desdobrar a rampa. Mas ela estava trancada.
Chamei o segurança. Ele me pediu para esperar e disse que ia chamar o responsável que tinha a chave.
É o famoso TIOZINHO DA CHAVE, o terror dos cadeirantes brasileiros.
Ele existe em todos os cantos, uma praga.
Se o cara está apertado, corre para o banheiro reservado a deficientes em postos de estrada, teatros, lojas, cinemas, e o encontra trancado, tem que ir atrás do misterioso TIOZINHO DA CHAVE.
Em rampas, plataformas e elevadores que sobem ou descem uma cadeira de rodas, sempre há uma chave a ser encontrada no bolso de algum TIOZINHO DA CHAVE.
No metrô e shoppings, para ir e vir, diferentemente o cidadão comum, o cadeirante aprende a esperar.
Horas do dia estamos o aguardando. “QAP, uma prioridade precisa da chave” [é assim que nos chamam, "prioridade", o que me deixa orgulhoso].
Ele aparece às vezes rapidamente. Outras, o TIOZINHO DA CHAVE tem seus afazeres e demora. E a prioridade deixa de ser uma.
Odeio todos os TIOZINHOS DA CHAVE deste País! E sempre pergunto por que trancam banheiros e plataformas. “Porque se não outras pessoas podem usar.”
Isso quando não guardam seus baldes, rodos, vassouras e apetrechos no espaçoso banheiro pra deficiente.
Os TIOZINHOS DA CHAVE são aquelas pequenas autoridades que querem nos manter sob o seu poder e dominar nossas necessidades fisiológicas e de ir e vir. São uns sádicos!
Já uma loja de PARIS oferece uma solução mais prática [e leve]. Il n’a pas d’oncle de la clé.



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