Outro dia, meu amigo BRUNO MAZZEO postou no FACEBOOK que finalmente tirariam o polêmico monumento em Ipanema, construído no projeto RIO-CIDADE, que enfeia o bairro- um obelisco sem sentido, bem no meio da Rua Visc. de Pirajá.
Recebeu mensagens de apoio dos seus amigos. No entanto, tive de escrever: “Eu gosto daquele monumento. Mas sou paulista. Paulista gosta de coisa feia.”
Claro que é um exagero. Talvez estejamos tão poluídos por monstruosidades arquitetônicas, que uma a mais não incomoda.
Enquanto os cariocas sabem diferenciar o belo do feio, baseado no que há em volta, paulistano olha mais para dentro, já que a cidade quase não tem vista, parques, montanhas a serem apreciadas.
A operação CIDADE LIMPA foi um sucesso eleitoral e recebeu amplo apoio. Tiraram os cartazes, outdoors, e o que se revelou? Muitas fachadas cinzas e de mau gosto [calma, ala de direita desse blog, eu apoiei a operação].
Mas me mandaram algumas fotos do metrô de ESTOCOLMO, que consegue aliar [agregar é a palavra mais em moda] a estrutura geológica com luzes, tornando dispensável a decoração padrão.
Confesso que bati palmas. Como usuário de metrô de São Paulo, me irritam aquelas pastilhas coloridas [ainda se fala azulejo?]. Particularmente, na Estação Vila Madalena, a que mais uso, são amarelas. É preciso usar óculos escuros para ficar na plataforma.
Qual foi o arquiteto mané que bolou aquilo?
Algumas estações são até bonitas, como a da Av.Sumaré. Mas a maioria não respeita os olhos do contribuinte.
Para evitar as radiações na retina, costumo olhar o túnel, com rochas à mostra, água escorrendo, cheiro de terra, mofo, uma viagem ao centro da Terra. A natureza bruta é tão mais bonita que nossas interferência [já provou o arquiteto Frank Lloyd Wright]. Quer uma prova?
Pois olha o que fizeram em Estocolmo:





Hoje e amanhã tem show do BUENA VISTA SOCIAL CLUB no GRAZIE A DIO, comemorando os dez anos dessa casa tão simpática, entre as ladeiras da Vila Madalena, que deu espaço a tudo de novo que acontece na música brasileira, lançou bandas e cantoras.
Novo e velho, pois nesta semana, na programação, tem HEARTHBREAKERS, orquestra que andava sumida, e a grande banda BLACK IN RIO, mãe do funk and soul brasileiros.
Tem ingresso ainda: http://www.grazieadio.com.br/home_full.h…
Aliás, deixe rolar o site, pois entram pelas caixas do computador as músicas dos caras que tocam lá, começando pelo maestro JUNIO BARRETO [cadê você, cabra?!].
Chance de ouvir boa música cubana que, como a brasileira, rompeu o monopólio e é admirada no mundo todo. Graças ao sangue afro e às batidas dos tambores.

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E a banda SACO DE RATOS, do meu parceiro de palco, conversa fiada e copo [o dele é sem gelo], MARIO BORTOLOTTO, mudou de casa.
Tocava todas às terças no THE WALL. Agora, se mudou para o CAFÉ AURORA, ao lado, no velho e bom BIXIGA, bairro tão mágico, tão detonado, de que falo para todos: está na hora de ressuscitá-lo.
Na mesma 13 DE MAIO de onde eu não saía nos anos 80 [CARBONO 14, CAFÉ PIU-PIU, CINECLUBE DO BIXIGA, MADAME SATÃ, cantinas baratas].
Além da banda que, a cada show, está melhor, mais afiada, com improvisos certeiros, solos [o disco sai em breve], escute com atenção as letras tão inspiradas de SACO DE RATOS [que faz pacto com o diabo, mas não faz com mulher], e se divirta com a participação especial dos fãs da banda, que dançam, sobem no palco e dão uma palha, amigos de todos, que fazem desse show um ritual dionisíaco, puro e autêntico rock and roll!
Direito à arte de MUTARELLI:
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Já que é para bater bumbo para os amigos, minha atriz e musa PAULA COHEN, com seu parceiro GERO CAMILO, estreiam HAMLET MÁQUINA amanhã no SESC SANTANA. Serão apenas duas apresentações.
Encontro presente.
Hamlet Machine
Direção – Dimiter Gotscheff
Com – Dimiter Gotscheff, Gero Camilo e Paula Cohen.
Dimiter é um diretor búlgaro que mora há anos na Alemanha. Foi expulso da Bulgária antes da queda do MURO e viveu na Alemanha Oriental, onde trabalhou com o próprio HEINER MULLER, autor desse texto poético, intrigante, que investiga o clássico de SHAKESPEARE.
Sesc Santana, dias 2 e 3 de setembro, 21h.
A peça fará também:
Espaço SESC Copacabana, Rio de Janeiro: 08/09 e 9/09.
Teatro Solis, Montevideo: 30/09 e 01/10.
Teatro Real, Córdoba/Argentina: 04/10 e 05/10.
Realização: Goethe-Institut em colaboração com SESC SP, SESC Rio, Festivais de Teatro de Montevideo e Córdoba
Uma adaptação da montagem do Deutsches Theater Berlin de 2007.
2012
2011
2010
2009