Há 40 anos, à noite, duas mulheres foram presas ao desembarcar no Galeão, de um voo vindo do Chile.
Uma foi visitar o filho. A outra, a irmã, casada com ele.
Exilados em Santiago, onde se reunia grande parte dos brasileiros perseguidos e banidos pelo regime militar, sob a proteção da ainda democracia de Allende.
Exilados e agentes duplos.
O voo era monitorado por agentes da Cisa, Centro de Informações da Aeronáutica, cuja sede era na Base Aérea do Galeão, ao lado.
Havia informações de que as duas senhoras traziam cartas para amigos e familiares dos “terroristas”.
Foram presas dentro do avião e revistadas na Aeronáutica.
Encontraram, entre algumas cartas, duas para um tal Raul, com o telefone dele anotado no envelope.
Uma de agradecimento, de uma ex-estudante envolvida com o MR-8, que Raul ajudou a tirar do Brasil [filha de um dos seus melhores amigos].
Outra com uma análise sobre a luta armada e os exilados.
Raul era o codinome do meu pai.
Que, como muitos brasileiros, combatia a ditadura do jeito que dava: escondia perseguidos, tirava-os do Brasil por rotas secretas, dava passaporte falso, dinheiro, mandava relatos para a imprensa internacional [a daqui era censurada] sobre torturas e abusos dos direitos humanos.
Era parte da chamada “rede de apoio”, empresários, professores, cassados, profissionais liberais, cuja maioria nem defendia a luta armada, mas sabia que algo deveria ser feito, para mostrar que uma ditadura não pode passar sem resistência.
No dia seguinte, dia 20 de janeiro de 1971, nossa casa foi cercada e invadida.
Há exatos 40 anos.
Traziam metralhadoras e granadas.
Esperavam encontrar um aparelho subversivo na orla do Leblon.
Mas era apenas a casa de um casal jovem, de 41 anos, com 5 filhos pequenos, que se preparava para ir à praia, no feriado de São Sebastião.
Levaram Raul embora, mas parte da equipe ficou na casa.
Quem chegasse, era preso também.
Pulei o muro escondido, para levar um bilhete à vizinha. Dei a volta na quadra, para escapar dos olhos dos agentes. Bilhete escrito pela minha mãe, que avisava da prisão e pedia para ninguém aparecer.
Meu pai foi levado para o CISA e lá foi torturado.
No dia seguinte, o DOI/Codi, do Exército, que centralizava as operações de repressão política, soube que havia um “peixe grande” com a Aeronáutica, e o transferiu para as suas dependências, sede do I Exército.
E continuou a torturá-lo.
Sem sucesso, pelo visto, pois para lá levaram minha mãe e irmã de 14 anos.
Mas era tarde demais. Ele morrera.
Minha irmã foi liberada no dia seguinte.
Minha mãe, só 13 dias depois.
Que começou a luta que durou uma vida.
O Exército no início não admitia a prisão dele nem delas.
Depois, montou uma farsa, de que ele tinha fugido.
Sabemos hoje que ele morreu dois dias depois.
Tem-se até os nomes de quem o matou, sob o comando de quem.
Quanto ao seu corpo, há testemunhas de que fora enterrado no Recreio dos Bandeirantes, no Alto da Boa Vista, na Rio Santos, jogado de um avião, esquartejado.
É mais um na lista dos desaparecidos políticos.
Dia 20 de janeiro é o dia em que a família decretou a data de sua morte.
Não temos um jazigo, mas temos uma data artificial.
A morte requer rituais.
E a força da família se mobilizou para a Anistia, o fim da ditadura e muitas outras lutas.
Há 40 anos, este caso não se encerra.
Pois se o Estado não quer, assim será.
Sob as incongruências da Lei da Anistia, o Brasil nos pede para virar a página e esquecer.
Não, não dá para esquecer.
+++
Para marcar a data, sai pela Objetiva o livro SEGREDO DE ESTADO – O DESAPARECIMENTO DE RUBENS PAIVA, de Jason Tércio, que recebeu todo o apoio da família para fazê-lo e conseguiu escrever um ótimo e detalhado, mas doloroso, relato.
Será lançado dia 26/01 no Rio [Livraria Argumento].
E em 26/03 em São Paulo, com a abertura de uma exposição no MEMORIAL DA RESISTÊNCIA, organizada pelo Ministério dos Direitos Humanos.
Não dá para não ficar emocionado em ler o seu relato dessa tragédia familiar que parece ter acontecido ontem. A gente sente ao ficar sobre sua pele o que foi esse dia. Sente-se um naufrágo sem terra à vista, sem colete salva-vidas. Minhas condolências e solidariedades à sua família mesmo atrasada por 40 anos. Por isso que eu acho que os arquivos do Estado desses anos de chumbo precisam ser reabertos para solucionar esses casos escabrosos que todos querem esquecer. Dona Dilma poderia, já que ela atuou durante esse período, forçar as forças armadas a abrirem esses relatórios tão bem escondidos. Abraços.
Hayrton
eis um livro para se ler…
Marcelo, Fiquem com Deus nesta data que é simbólica pra vcs
Marcelo, parabéns pela coragem de tornar pública sua dor e de sua família. Creio que você já saiba (talvez até já tenha divulgado), mas a OAB do Rio está com um abaixo-assinado para pressionar o Congresso a exigir a abertura dos arquivos (que ainda não foram queimados…). Vale lembrar que foi assim que encampamos o Ficha Limpa!
http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp
Abraço.
acho válido. já assinei.
responder este comentário denunciar abusoQue vergonha eu tenho dessa mancha na história do meu país. Quanta gente sofreu, assim como seu pai…… quantas famílias torturadas pela ausência de alguém..
Gostaria muito que nossa história fosse passada a limpo. Nada pode ser apagado. Mas podemos tentar diminuir o sofrimento de quem foi tão atingido.
É revoltante, governos se acham no direito de roubar vidas, famílias e anos depois não podem sequer assumir a vergonha, outros países fizeram justiça, mas aqui ainda perecem muitos interesses obiscuros que não permitem que varias famílias tenham pelos menos algum reconhecimento.
Marcelo,
Dias atras saiu uma reportagem deste livro, se eu não estiver errado, no caderno Sabático do Estadão.
No dia, lendo essa noticia, me sensibilizaei tanto com a história do seu pai que passei aquele dia tão e somente brincando com o meu filho de apenas 1 ano.
Fiquei tentando pensar na dor da perda, mas neste caso, da forma estúpida como tiraram o seu pai da sua familia!
Na verdade MArcelo, tenho nojo do nosso governos, isso desde o fim da ditadura, mas hoje, meu nojo é maior ainda quando falam dos anos de chumbo!
A única pergunta que eu tenho para nossos políticos é: Por que os arquivos não são disponibilizados às familias dos presos?
Não nem falar aqui do descaso atual com as vitimas das catastrofes da natureza, isso o governo é períto em descaso.
Queria uma resposta sobre o período nebuloso dos anos de chumbo, só isso!
Mas a você e sua familia fica aqui meus sentimentos mais profundos de admiração e coragem.
Forte abraço Marcelo, continue com a sua luta, sua voz e sua escrita não podem parar.
Marcelo,
O seu textos as suas fotografias são extremamente comoventes.
Você e a sua história, de alguma forma, fizeram, parte da nossa trajetória e foram peças importantíssimas no entendimento da política e dos anos de chumbo – a ditadura saía da telinha e das páginas de jornal e ganhava corpo, metrialização, ali pertinho de casa, na praia do Leblon, onde tantas vezes íamos comer um “Toreador” no Gordon.
Beijos em você.
Tem que ver isso aí!
É verdade, a morte requer rituais. Certas despedidas, de forma geral, pedem rituais.
É muito fácil falar pra esquecer qnd não é com a gente.
Desculpe o off topic mas acho que é importante.
Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial em SP
O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, diz que foi agredido com coronhadas.
http://www.cidadeverde.com/delegado-bate-em-cadeirante-em-briga-por-vaga-especial-em-sp-71727
Emocionante seu texto…
A luta valeu a pena
Quero ler o livro
Bjo
Prazer em conhece-lo Marcelo,
Tinha dois anos quando meu pai fugiu para não morrer como o seu. Jamais conseguirei ter a riqueza de detalhes de algo tão cruel. O que restou em minha mente foram fragmentos do meu pai passeando comigo no ombro pelo aterro do Flamengo. Me levando para conhecer a cabine de um avião. Depois minha mãe pintando meus cabelos de loiro e levando-me para escola, com muito medo de “alguém” que nos perseguia. Não tenho mais memórias. Mas não sei porque doí tanto lembrar do que eu não fazia a menor ideia do que era.
Quando meu pai voltou, anistiado e “casado” com uma chilena e mais dois filhos, existia um pedaço que nunca mais se encaixaria em minha vida.
Algum tempo depois, ele me deu seu livro para ler “Feliz Ano Velho” e percebi que nunca seria capaz de ser um milímetro da sua grandeza. Sou fraca, mas continuas fantástico para escrever.
Parabéns por mostrar sempre a dor de forma tão sublime e sem auto-piedade.
marcelo. sou de todo solidário à memória de seu pai, à dor de sua família.
sou filho da geração que lutou contra a ditadura, e fico envergonhado e enojado quando vejo que em nosso país, colocamos o lixo debaixo do tapete e nos recusamos a discutir a verdade, e principalmente, a punir os torturadores e militares que comandaram a guerra suja.
na argentina, videla cumpre prisão perpétua. aqui, temos que aguentar a gentalha do naipe de um bolsonaro com suas asneiras fascistas.
sei que isso é um clichê, mas rubens paiva está conosco, pode apostar.
um forte abraço, meu e de meu pai.
Li apenas um trecho, fico esperando para comprar o livro.
Duas.
E passo lá em Março.
Meus sinceros sentimentos. De pêsames, mas principalmente por Justiça.
Att.
Felipe
A família tem uma data, mas não tem o corpo.
A família tem os nomes e a justiça, não?
A família tem a Anistia e os torturadores TAMBÉM!
Marcelo, vou deixar o ambiente mais ligth.
Você era bonito quando criança…
era?? aiai, xapralá, rs
responder este comentário denunciar abusoNo outro post vc falou em cidadão Kane, agora fala da ditadura militar e tudo o que sua família sofreu e eu acho profundamente triste, perder uma pessoa e nem saber o que ela sofreu, muito menos nem ter visto o corpo. Agora não entendo como vc
pode ser fã da rede globo de manipulação, já se mostrou ser fã de crias da rede
globo, como por exemplo : Glória e Cléo Pires. O q aconteceu com o revolucionário que vc poderia ser???
Marcelo,
Ha pouco li “Feliz Ano Velho” e agora relembro essa passagem que muito envergonha a quem quer que saiba da existencia de algo tao oprimente e abusivo como a ditadura, seja em qualquer pais, mas principalmente no Brasil.
Sentimos por seu pai como sentimos por todos que tenham passado por parte disso, direta ou indiretamente. E o orgulho de termos pessoas que lutaram contra esse sistema mistura-se a vergonha de saber que ele existiu.
Nao se deve esquecer, mas sim manter vivo para que figure na lembrança e garanta que nao se repita. E a nao repetição é fruto do esforço destas pessoas, como seu pai!
Por favor, quando será o lançamento do livro?
leia o final do texto, abs
responder este comentário denunciar abusoDesculpe, pergunta errada….
Onde sera o lançamento em Sampa?
no final do texto tem as datas, abs
responder este comentário denunciar abusoNão, não dá pra esquecer. E não devemos.
Estarei no lançamento em SP.
Beijos!
Saudades.
Marcelo, vc estara em São Paulo no dia 26/03?
Obrigada!
Posso te falar isso por também ter sido estirpado de um ente querido:
o corpo não existe, é só carne, a alma permanece e se perpetua.
Ele está em você e na sua família.
Véio,
Sei que consolo não significa nada diante do poder da morte. E, se significa, é muito pouco.
Mas uma coisa eu te digo: teu pai morreu de cabeça erguida !
Vocé é a cara do seu pai!
responder este comentário denunciar abuso[...] This post was mentioned on Twitter by João Sérgio, Toni Barros, Carlos Fran, as cátia, Ana P. Araujo and others. Ana P. Araujo said: RT @ascatia: 20 de janeiro, por marcelo rubens paiva. LEIAO! http://bit.ly/g5fkIh [...]
Pode passar 40,50 ou até 100 anos,e a família jamais esquecerá uma perda nessas circunstancias… bjs.
o Brasil tb não deveria esquecer
responder este comentário denunciar abusoCara, que barra… Uma vergonha, putaria, sacanagem, esta Lei da Anistia.
A sacanagem não é a Lei, é a interpretação que o STF deu a ela, amigo.
Todos os países sérios da América do Sul estão processando e prendendo os torturadores.
Mas o Brasil, por canetada do Supremo, ignorou a decisão da Corte Interamericana de DH. Detalhe: o país OPTOU por se submeter – via tratado Internacional, ratificado pelo CONGRESSO NACIONAL – à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
A Lei é, realmente, a sombra dos poderosos.
responder este comentário denunciar abusoQuando elefantes brigam,
quem sofre é a grama.
Concordo com o HCasagrande. O STF podia ter feito história.
responder este comentário denunciar abusoConcordo com o que vcs falaram do STF. Foi só uma maneira sucinta de demonstrar indignação.
responder este comentário denunciar abusoA sacanagem não é a Lei, é a interpretação que o STF deu a ela, amigo.
Todos os países sérios da América do Sul estão processando e prendendo os torturadores. (2)
livro mais q necessário!
tenho profunda admiração por toda a sua família.
difícil terminar o post sem uma lágrima.
difícil tb não sentir a dor q deveria ser de toda a nação.
abs
Quanto mais eu leio seus textos, mais eu amo você!!!
Quando eu nasci essa parte vergonhosa da nossa história já estava sendo empurrada pra baixo do tapete, mas tento imaginar o que deve ter sido!
Ainda bem que Deus te deu o dom de transformar a dor em literatura!
20 de janeiro é uma data importante e feliz pra mim!
Importante e triste pra vc !
Eu engoli e viajei em Blecaute essa semana. Tinha começado a
ler quando adolescente mas não me lembro de ter ido até o fim.
Foi demais, bateu um tédio, uma saudade, umas certezas ! Obrigada.
Sempre me emociono com os relatos da perda do seu pai, saudades essas jamais sanadas. Abraço Marcelo.
Encontrei com o Tercio semana passada, em Ipanema. Tá anotado, dia 26 estarei lá na Argumento.
Abração,
MM
Marcelo!
Estou lendo seu livro “FEliz ano velho” e, ontem, eu estava justamente na parte que vc relembra o sumiço do seu pai.
O fato é que hoje resolvi pesquisar e fui de encontro a esse texto.
Um grande abraço.
Parabéns pelo livro, pelos textos e pelo exemplo!
Uberaba-MG
oi Marcelo, a dor de um parto passa (rápido); a dor de uma morte natural também passa (mais lentamente); mas sabemos que o que não passa mesmo é a dor de uma morte “roubada”…
ainda mais dessas feitas em nome da rosa financeira imperial…
beijos nos seus, em especial na Veroca…
Luto e/terno…
Dê uma espiada…
Pensei que vc fosse comentar do cadeirante que tomou um cacete do delegado por haver dito que ele não deveria estacionar na vaga para deficiente.
Marcelo,tu escreveste parte dessa história no teu livro Feliz Ano Velho,mas até enquanto ele fora publicado, não se sabia o final verdadeiro do teu pai,mas então já se sabe que foi morto,o que é uma pena,e não só ele,assim como milhares de brasileiros que lutaram contra o fim da ditadura..pena que até hoje ela exista,com comentário banais como ” virar a página” ou simplismente ” esquecer” . Quero muito que esse livro seja lançado aqui no RS,para que eu possa ler,e entender cada vez mais a triste guerra brasileira contra a ditadura! Enfim,ficam meus pêsames á ti,que assim como eu,perdeu uma parte de sua família na ditadura!
…acrescentar os meus sentimentos as suas nada boas lembranças nesta data.
Grande abraço Marcelo.
O Brasil mostra a sua cara nestas memórias… na dor dos sentimentos daqueles que marcam a proto-história da liberdade de imprensa, dos reclames da Vida… O livro nos promete um triste-belo testemunho da resistência de brasileiros como teu Pai. Orgulha muito a família. [As ilusões não estão todas perdidas, nem seus sonhos foram vendidos, aquele garoto mudou o mundo... Ideologia precisamos dela para viver].
Abraços Afetuosos à Família
[...] no Rio de Janeiro o livro “Segredo de Estado – O desaparecimento de Rubens Paiva”. Pelo relato do filho dele, Marcelo Rubens Paiva (que dispensa apresentações, não é mesmo ? Ou não ?) parece que será um [...]
Marcelo, parabéns pelo texto maravilhoso. Mexeu comigo e não consigo imaginar o sofrimento de s/família. Não podemos e nem devemos esquecer, senão eles voltam. Sou seu admirador. Continue assim nos lembrando aquilo que muitos querem esquecer. Um grande abraço. Boz.
Concordo com Hayrton Prado, é realmente impossível ficar impassível diante do teu relato. Já me abalaste com outros quando eu era bem guriazinha. A gente consegue se colocar no teu lugar e dar graças por tudo aquilo que discutiu, questionou e abraçou a família inteira, porque ela não teve a bravura nem os ideais que a tua família teve… E pelo comportamento medroso e comodista que eles nos deram de exemplo, vemos que temos gerações subseqüentes cheias de “pra que vou me incomodar, se não vale a pena”?
Com erros e acertos, creio que valeu a pena elegermos um metalúrgico pra deputados, depois 2 vezes presidente. Isso seria impensável em outro tempo. E agora temos uma mulher, que antes seria apenas a sombra de outro homem, assumindo as rédeas e dando o rumo da nação, com voto popular (ainda obrigatório) e a torcida por diascada vez menos nefastos.
Um abraço apertado e solidário, com um beijo estalado.
Ingrid
Bem, tudo que eu disser já foi falado, mas desejo a você muita força Marcelo, porque essas marcas nem o tempo cura. Com o lançamento do livro contando tudo que aconteceu com seu pai haverá mais um relato sobre o período tenebroso que foi a ditadura militar nesse país que eu só conhece através de livros e filmes e apenas quem vivenciou sabe mesmo como foi.
Já ouviste falar numa peça encenada aqui no RS chamada BAILEI NA CURVA? Faz mais de 25 anos que ela é casa lotada na certa e realta muito a infância de quem viveu exatamente aquilo que tu nos trazes com esse post. Linda peça, emocionante e motivadora também!
[...] Relato de Marcelo Rubens Paiva de 20/01/2011, dia em que Rubens Paiva (seu pai) completou 40 anos de desaparecimento. [...]
Olá Marcelo ,
por razoes totalmente diferentes e que nao veem ao caso tambem vivi o exilio de sair da minha terra adolescente , de ser arrancado de um lugar , ã força , deixar tudo para tras,etc,etc,etc,…
que ao ler teu texto hoje veio a mesmissima dor ,que no fundo é o que queres dizer com outras palavras .
é Foda perder alguma coisa querida à força !!
abraços
Pedro Rui
(sem melodramas kkkk)
Engraçado como os relatos de torturas mais crueis e irracionais por parte do governo militar sempre estão relacionados com os cidadãos comuns que “lutavam” pacificamente – sem armas e sem crimes – contra a ditadura.
Talvez aquela juventude rica, mimada e metida a revoltada (cujo comunismo era só uma válvula de escape para o conflito de amor e ódio nutridos para com seus papais) que, apesar dos crimes cometidos não era presa, torturada e morta facilmente porque eram de famílias poderosas, fazia com que alguns militares descontassem toda a sua frustração nos pobres e anônimos pais de família que só buscavam um futuro melhor para seus filhos.
Brasil: desde 1500 livrando vergonhosamente a cara dos ricos e poderosos ao mesmo tempo em que torce, pisa e esmaga os menos favorecidos. Deve ser por vergonha desta injustiça tão gritante que uns e outros resolveram “fazer alguma coisa importante” e dar aquelas pensões vitalícias para os descendentes de Tiradentes… E assim caminhamos!
Olá , gostaria de convidá-los para I Festival do Livro e Leitura de Diadema Sãopaulo
dias 24,25 e 26 de março.
Por favor, entar em contato
obrigado
Oi Marcelo, li o livro Feliz Ano Velho ontem e mexeu muito comigo a sua historia de vida, não pude deixar de vir aqui conhecer um pouco mais sobre essa pessoa incrivel que você é! A sua força de vontade, sua coragem, sua luta, na verdade sua historia foi como uma lição de vida pra mim. Pelo pouco que eu pude te conhecer você é de fato uma pessoa espetacular! Uma alma evoluida, que merece tudo de bom que essa vida possa lhe oferecer! Um forte abraço, e fica com Deus amigo!
O livro é excelente, desses que a gente não consegue largar desde a primeira página. Essa memória precisa ser resgatada e preservada, para que as pessoas aprendam e isso nunca mais volte a acontecer!
Emoção,comoção,indignação,não sei ao certo que sentimentos estou sentindo após ler esse texto,com certeza nada que se compare com o seu ao fazer este relato.Confesso que seu livro veio parar em minhas mãos ao acaso,tenho 17 anos e até então era só mais uma adolescente fútil,teu livro ficou 2 anos na prateleira de minha casa,uma amiga pediu pra eu devolver pra biblioteca de nossa escola,nunca o fiz,e 2 anos depois num dia qualquer vi teu livro já poeirado na minha estante e decidi ler.Com toda a certeza,posso te dizer que mudei muito minha visão sobre politica,da censura e da imprensa brasileira,e como nós jovens não temos contato com a história do Brasil,o quão rica é a história que nossos bisavós,avós e pais viveram e que parece ser esquecida pela juventude brasileira.Obrigado.Você realmente faz a diferença.
Marcelo sou muito sua fã , parabens pelos livros e tudo mais, ri, chorei, me emocionei com seu livro feliz ano velho, parabens pela luta e perceverança!
olá,
Sou aluno da Universidade de São Paulo e busco pessoas que foram ao memorial da resistência e possam responder um breve questionário a respeito do memorial https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFFEOGJnTFhDb1FRd3FKY1oxU1dwbHc6MQ
agradeço imensamente pela ajuda,
Alan Peagno Moraes Prado
2012
2011
2010
2009
Deixe um comentário: