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Marcelo Rubens Paiva

 

Muitos apontam o Golpe de 64 como resultado da instabilidade institucional e desordem provocadas pelo próprio governo João Goulart.

O Brasil vivia um conflito ideologicamente polarizado. Greves em diversos setores, como a de marinheiros, sublevação de tropas, comícios com bandeiras de partidos então ilegais (PCB) e palavras de ordem radicais assustaram parte da sociedade.

A conspiração se generalizou e atravessou fronteiras.

Mas o único que respeitou as regras estabelecidas foi justamente ele, o desordeiro Jango- latifundiário acusado de ligações com comunistas, que empregou o diplomata Tiago Dantas, o banqueiro Walter Salles (ministro da Fazenda), e o empresário José Ermírio de Moraes (ministro da Agricultura).

Para uma democracia que não tinha completado a maioridade, depois de séculos de poder colonial, monárquico, regimes turbulentos, República Velha e Nova, outra ditadura, que vivia sob regras da Constituição de 1946, a rebelião de sargentos da Marinha e Aeronáutica, inconformados com a decisão do STF de não reconhecer a elegibilidade de sargentos para o Legislativo, e conflitos agrários levantaram o clamou pela intervenção armada.

Como se hoje o estado democrático não sobrevivesse à ocupação de um terreno na M’Boi Mirim, de uma fazenda improdutiva, queima de pneus em estradas, bloqueios de caminhoneiros e índios, greves de professores, taxistas, agentes penitenciários, e a uma manifestação de PMs, com trocas de tiros com seus colegas da Policia Civil, cercados por bandeiras vermelhas de partidos de esquerda e centrais sindicais, a quadras do palácio do governo. Conflitos que aprendemos não temer e negociar democraticamente.

Os EUA encararam o assassinato de um presidente, de líderes de direitos civis e a renúncia de outro, a França ficou em chamas em Maio de 68, a Alemanha confrontou o Baader Meinhof, o Reino Unido, o IRA, a Itália, as Brigadas Vermelhas, a Espanha, o ETA, mas não penhoraram sua joia mais valioso, a democracia.

Por aqui, ela não resistiu ao Comício da Central do Brasil.

Jango pode ser se acusado de frouxo por uns, inábil por outros.

Não resistir e fugir do Brasil no dia 2 de abril decepcionou aliados. Incendiar com palavras e gestos um ambiente já volátil atiçou a conspiração.

Mas, do começo ao fim, ele cumpriu a lei.

 

 

 

Numa época em que se votava separadamente para presidente e vice, Jango foi eleito vice-presidente em 1955 com mais votos do que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Na eleição de 1960, foi reeleito vice-presidente de Jânio Quadros.

Em 25 de agosto de 1961, Jânio renunciou de surpresa. Jango estava na China. Os ministros militares Sílvio Heck (Marinha), Odílio Denys (Exército) e Gabriel Grün Moss (Aeronáutica) ameaçaram derrubar o avião do novo presidente por direito, caso voltasse. O líder da Câmara, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.

Começou a “campanha da legalidade”, para fazer cumprir o que a Constituição mandava. Parte do Congresso queria Jango, que esperou em Montevidéu a solução da crise. Militares não cederam. Tentou-se a conciliação: mudar o regime político brasileiro. Em 2 de setembro de 1961, o parlamentarismo foi aprovado. Tancredo Neves se tornou primeiro-ministro.

Em 1962, eleições renovaram o Congresso. Foi convocado um plebiscito em janeiro de 1963, para definir se o país voltaria ao regime anterior. O presidencialismo ganhou de lavada, e Jânio tomou o Poder de fato e direito. Tinha dois anos para governar. A eleição de 1965 estava garantida e seria uma barbada: Juscelino ganharia com folga, voltaria à Presidência.

Jango lançou o Plano Trienal: reformas institucionais para controlar o déficit público, manter a política desenvolvimentista, instaurar a reforma fiscal para aumentar a arrecadação do Estado e limitar a remessa de lucros para o exterior, reforma bancária para ampliar acesso ao crédito de produtores, nacionalização de setores de energia elétrica, refino de petróleo e químico-farmacêutico, direito de voto para analfabetos e militares de patentes subalternas, desapropriação das áreas rurais inexploradas nas margens das rodovias e ferrovias federais, reforma educacional para combater o analfabetismo com Método Paulo Freire, abolição da cátedra vitalícia.

Uma pesquisa feita no período, encontrada recentemente nos arquivos do Ibope, mostra que 59% dos entrevistados eram a favor das medidas anunciadas no Comício da Central do Brasil.

Outra mostra que 49,8% admitiam votar em Jango, se ele pudesse se candidatar à reeleição, contra 41,8%.

Em 20 de março de 1964, o general Castelo Branco informou a oficiais do Exército que aderia ao golpe eminente. Foi a senha de que os conspiradores precisavam.

 

 

O embaixador americano Lincoln Gordon recomendou remessa clandestina de armas e petróleo, e sugeriu que o governo americano preparasse uma intervenção.

O presidente Lyndon Johnson autorizou o envio de uma frota ao Brasil. A missão: invadir Pernambuco, para ajudar o golpe, se houvesse resistência.

Seria a primeira vez na História que uma potência estrangeira nos invadiria.

Na madrugada de 31 de março, o general Olímpio Mourão Filho iniciou a movimentação de tropas em MG, incentivado pelo governador Magalhães Pinto. Em 1 de abril de 1964, Jango foi a Brasília e, depois, para o Rio Grande do Sul. No dia 2 de abril, numa manobra da mesa do Congresso, declarou-se a vacância do cargo, já que o presidente, em Porto Alegre, não estaria em território nacional. Mais uma vez, o presidente da Câmara, Mazzilli, assumiu a Presidência.

 

 

Brasília foi cercada pelo Exército. A junta que tomou o Poder, general Costa e Silva, tenente-brigadeiro Correia de Melo e vice-almirante Rademaker Grünewald, instaurou o Ato Institucional, cassando o gabinete e políticos aliados do governo Jango.

 

 

O resto você já sabe.

Pergunta: Quem realmente subverteu a ordem institucional?

 

 

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A foto resgatada é do Arquivo Nacional.

Janis Joplin passou uma temporada em Arembepe, litoral baiano [a 30 km ao norte de Salvador], para se livrar do vício de herô.

E deu um rolê em fevereiro de 1970 pelo carnaval carioca. Caiu no samba.

Foi barrada, pois tentou desfilar numa escola de samba no centro do Rio, ao lado do grande DJ Big Boy [de branco], ídolo da minha infância.

Foi acompanhada pelo fotógrafo Ricky Ferreira e pelo cantor Serguei, que, dizem, teve um caso com ela.

 

 

Ricky a hospedou depois que ela foi expulsa do Copacabana Palace, hotel mais caro da cidade, por nadar nua na famosa piscina.

E a levou para as baladas cariocas, em que ela quase passou despercebida [fez topless na praia de Copacabana e até cantou num inferninho do bairro].

Figuraça.

Uma pena que o Carnaval dela durava 365 dias por ano.

Ela morreria meses depois, em 4 outubro em Los Angeles, aos 27 anos.

 

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Política, futebol e rock’n roll

Tudo é possível

Um retrato dos agitados e excitantes anos 1980

Num momento em que, ao colocar os pés nas ruas, se fazia política

Lançamento hoje

 

 

 

 

 

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Ditadura começou hoje há 50 anos 

São 9 dias que mudaram o Brasil

O Golpe Militar fez 50 anos em 31 de março, segunda-feira passada.

No dia 1 de abril de 1964, as tropas se movimentam até o Rio.

No dia 2, o Congresso declarou a presidência vaga, e Jango fugiu para o Uruguai.

Mas é hoje, dia 9 de abril, que faz 50 anos que a ditadura militar começou de fato e lei.

Pois há 50 anos a Junta Militar instaurou o AI [Ato Institucional] e cassou o governo anterior e a oposição.

Em seguida, o general Castelo Branco foi empossado, iniciando um ciclo que durou 21 anos. Não devolveram o Poder aos civis, nem marcaram eleições, como combinado.

Meu pai era deputado federal quando estourou o Golpe. Estava em Brasília. Estava em sexto lugar na lista dos 102 cassados pelo AI-1.

João Goulart era o primeiro. Depois, Jânio Quadros, Luiz Carlos Prestes, Miguel Arraes, Leonel Brizola. Celso Furtado, o décimo.

Na capa do Estadão de 10 de abril, a manchete: “Entra em vigor o Ato Institucional”.

Toda a capa do jornal é dedicada ao tema. No texto abaixo, o título: “Terá vigência até janeiro de 1966”. O governo que dizia ter apoio popular e que um dispositivo militar organizado para resistir ruiu por inteiro; general Argemiro Assis Brasil, chefe da Casa Militar, foi quem armou o suposto dispositivo militar para repelir o Golpe.

Aos 85 anos, Almino Affonso, que acaba de lançar a biografia 1964: Na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart, contou para o Valor: “Os comunistas não tinham como chegar ao poder. Por eleições, nem falar; por luta armada, nem falar; muito menos em aliança com Jango. A que título um proprietário de terras faria aliança que levasse ao comunismo?”

Sobre o fato de Jango abandonar o poder: “Não se pode chamar de covarde a quem, tendo um canivete, não reage ao ataque de alguém armado com metralhadora”.

Meu pai e Almino se asilam na embaixada da Iugoslávia, recém-inaugurada.

Ele dizia com ironia que a escolheram porque tinha piscina e era novinha em folha.

A embaixada estava vazia.

Um ano antes, o marechal Tito, a terceira via [liderava um país comunista mas sem fechar a fronteira com o Ocidente e se alinhar totalmente com a URSS], esteve em Brasília e agradou os militares de ambos os lados.

Os novos asilados achavam que não sofreriam retaliação.

Nas primeiras noites, dormiram no chão, depois, arrumaram camas de vento e se cotizaram para comida e sabonetes.

As famílias chegaram.

Lembra Almino: “No início, estavam lá os deputados Bocayuva [Cunha] e Lício Hauer, do Rio, Fernando Santana, da Bahia, e José Aparecido de Oliveira, da bossa nova da UDN mineira. Rubens Paiva, outro amigo-irmão, chegou mais tarde. Viajaram para Belgrado num navio cargueiro. Rubens Paiva conseguiu ir logo para Paris e, com a mulher, Eunice, foi de carro buscar Almino dois meses depois.”

Aqui estão eles, com a vista de uma Brasília ainda descampada.

 

 

Reconheço ainda na foto o assessor de imprensa de Jango, Raul Ryff.

Ficaram meses na embaixada. Meu pai emagreceu [aqui com minha avó Paiva estirada na poltrona].

 

 

E nossa família em Brasília, com direito a passeios turísticos.

Podíamos entrar em sair pelos portões da embaixada livremente.

 

 

Passei meu aniversário de 5 anos, em maio, dentro dela, em que fizeram uma festinha animada.

Aqui, eu ao lado dos irmãos Affonso, Rui e Gláucia.

 

 

 

 

Meses depois o governo militar deu o salvo-conduto, e puderam todos sair.

Sem os passaportes brasileiros, que não foram entregues.

Viraram todos cidadãos iugoslavos, com direito a passaporte, com o que viajaram por todo exílio.

 

 

 

 

Meu pai voltou de surpresa ao Brasil no mesmo ano.

Nos mudamos para o Rio, reencontrar Ryff, Waldir Pires e Bocayuva

Almino, só na Anistia.

Aqui um encontro de exilados e cassado no exílio [Chile ou Uruguai]

 

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São Paulo era uma grande bacia hidrográfica.

Não por outra, 4 nações indígenas viviam por aqui, antes da sua fundação.

Pouco a pouco, enterramos seus rios.

Por baixo das nossas avenidas [9 de Julho, Sumaré, Pacaembu], correm rios aterrados e canalizados. Um elevado corre sobre o Rio Tamanduateí [foto abaixo com Mosteiro de São Bento ao fundo].

 

 

Os rios Tietê e Pinheiros foram adulterados e retificado [foto acima do blog de Iba Mendes].

As enchentes e a falta de espaço para correr esse bem tão precioso chamado água nos levarão cedo ou tarde a desenterrá-los.

E para quem acha impossível, eis o exemplo do que Seul [Coreia do Sul] fez com seu rio- canal Cheonggyecheon, construído entre 1392-1410 na Dinastia Joseon.

Em 1976, 6 km de vias elevadas foram construídas sobre ele.

Trocar a estrada pelo rio foi proposto em 1999.

A Câmara Municipal de Seul fechou uma das três artérias rodoviárias e, com isso, diminuiu a quantidade de carros em circulação.

É o chamado Paradoxo Braess: “Removendo o espaço em uma área urbana e diminuindo a capacidade extra dentro de um sistema de rede viária, pode-se diminuir o trânsito de automóveis em geral.”

Em julho de 2003, decidiram derrubar a autoestrada para revitalizar a área: um parque urbano linear de 5,8 km de extensão e 80 metros de largura.

75% do material da demolição da antiga via foi reutilizado para a construção do parque de 400 hectares e reabilitação do córrego que agora tem peixes e pássaros.

O projeto finalizado em 2008 custou US$ 300 milhões. Levou 3 anos.

Pergunto se não vale a pena.

 

 

 

 

Escreveu Rafael Giaretta, do portalarquitetonico.com.br:

Seul também ampliou a malha de transporte público e fez mudanças no fluxo dos veículos que circulavam pelo centro da cidade. Como resultado, houve aumento do número de usuários optando por novos sistemas de transporte e na mudança de hábitos de viagem.

O projeto é incrível e nos faz ter esperanças de um futuro melhor para as grandes cidades. Claro que pra fazer isso é necessário lidar com processos difíceis, posturas e significativa complexidade técnica. Porém, tudo isso vale a pena em função de toda melhoria que uma mudança dessas proporciona para a cidade e seus habitantes.

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Da turma do #tenhotempolivreadoidado.

A internet é cheia desses criativos e desocupados, a quem devemos tanto conteúdo útil e inútil.

E curiosos.

O pessoal do site Buzzfeed com tumblr Live! (I see dead people) redesenharam capas de discos das nossas bandas preferidas, retirando as imagens dos membros mortos.

Tétrico. Mas divertido.

Temos Beatles [Abbey Road], sem John Lennon e George Harrison, The Who [Odds & Sods], sem John Entwistle e Keith Moon, Ramones, desfalcado de Dee Dee, Johnny e Joey Ramone, Nirvana [single do Smells Like Teen Spirit], sem Cobain, The Beach Boys [Surfer Girls], sem os irmãos Dennis e Carl Wilson, AC/DC, New York Dolls, sem Arthur Kane, Jerry Nolan e Johnny Thunders, The Clash, sem Joe Strummer, e Doors, sem Morrison [Morrison Hotel]

E vem muito mais por aí.

Afinal, banda de rock & roll sem um membro falecido é como ópera sem gordo.

 

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O anúncio da aposentadoria de DAVID LETTERMAN deu um nó na minha cabeça.

O anúncio dominou ontem as redes sociais.

 
 https://www.youtube.com/watch?v=l5sVI_-L…

 

E garanto que muita gente foi para a cama e sentiu já nostalgia e um certo vazio.

Sem ele todas as noites, há 33 anos, comandando o LATE SHOW que diverte, informa, ironiza e retrata o sabor da América, uma solidão grande passará a nos fazer companhia.

LETTERMAN era sarcástico, mas era o bom senso.

Muitas vezes, precisávamos do seu programa para opinarmos sobre algo ou justificarmos a nossa indignação.

Assisti por anos seu show, dica ainda no final dos anos 1980 do Marcelo TAS, que me contou de um programa americano em que o entrevistado falava sem rodeios aquilo que queríamos dizer.

Aprendi inglês assistindo-o ainda na NBC.

 

 

Nunca vi cometer uma grosseria com algum convidado.

E olha que praticava o humor que passeia no fio da navalha, no limite do grotesco.

Sua grande esperteza é que se fazia de ignorante curioso, gente boa e bobão, um estereótipo do americano comum.

Mas de bobo e ignorante, ele não tinha nada.

Via todos os filmes dos atores que iria entrevistar, lia os livros, sabia o que acontecia nos bastidores do Poder, zoava de Putin ao Papa de uma maneira que ambos cairiam na gargalhada.

Seu alvo preferido durante anos foi o atrapalhado e colecionador de gafes, George W Bush.

Reclamou que Obama não inspirava piadas, o que virou piada.

 

 

Muitas vezes, ele próprio, “Uncle David”, era a piada do programa.

Fumava escondido das câmeras. Tomava uns goles extras.

 

 

Sua mãe, uma simpática velhinha de Indiana, aparecia em links para passar receitas de biscoitos ou falar de trivialidades.

O dono da Deli da esquina no teatro na Broadway, em que se gravava o show, um asiático americanizado, aparecia sempre para falar de temas de interesse geopolíticos.

Ele dava voz ao povo.

Os técnicos de estúdio ganharam quadros. Os roteiristas, até estagiários, apareciam e interviam.

Aliás, por traz do sucesso do programa, estava a numerosa equipe de roteiristas que bolava quadros, piadas, em 33 anos, inovando a cada semana o show.

LETTERMAN era Nova York, a capital do mundo.

Bandas indies tomavam de assalto o seu programa.

Está tudo no Youtube: Radiohead em começo de carreira, Queen of Stone Age que, ineditamente, tocou em dois programas seguidos.

 

 

Algumas atrizes apareciam mais provocantes e sexy em seus programas como uma piada, exatamente para ironizar a sua fama de galinha, constranger o apresentador e, lógico, a audiência.

Aliás, uma das atitudes mais dignas e corajosas, ele tomou ao vivo:

Quando começou a ser chantageado por um produtor, que queria dinheiro para não revelar que o apresentador, então casado, tinha um caso com uma estagiária, Letterman anunciou que estava sendo chantageado, pediu desculpas à mulher, e o idiota foi preso.

Triste demais a sua aposentadoria.

Dificilmente encontrará substituto.

Perdemos todos.

 

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31.março.2014 12:25:31

Simpsons jantam em SP

 

Figueira?

Isso mesmo. A família mais popular dos EUA volta ao Brasil depois de 12 anos.

E vai jantar no Figueira Rubaiyat, Rua Haddock Lobo, Jardins, um dos mais caros da cidade.

Merge tenta se comunicar em Português com o garçom, e Hommer, depois de traçar um espeto misto, de que consegue comer só a carne, diz que até moraria no Brasil, se não fossem os peixes que, quando você vai nadar, entram na uretra (?!).

No episódio chamado VOCÊ NÃO PRECISA VIVER COMO UM JUIZ, que foi exibido ontem nos EUA, os Simpsons chegam para a Copa do Mundo.

Homer é convidado para apitar uma partida, mas é assediado pela máfia de manipulação de resultados. 

 
 https://www.youtube.com/watch?v=3VOhkDrX…

 

Dessa vez, esperamos que o governo Dilma não repita o papelão do de FHC, que protestou contra a FOX e o episódio de 2002, em que a família veio ao Rio para adotar um garoto chamado Ronaldo, e pai e filho se esbaldaram diante do programa de TV da apresentadora infantil sexy, que rebolava e rebolava.

Segundo o governo brasileiro, o episódio era preconceituoso.

 

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Pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social do Ipea projeta:

1. São praticados 527 mil estupros por ano no Brasil.

2. Mais da metade das vítimas, menores de 13 anos.

3. 15% dos estupros foram praticados por mais de 2 agressores, indício de estupros coletivos, como os vistos na Índia.

A pesquisa sobre violência contra as mulheres entrevistou 3.810 pessoas em todos os Estados. As mulheres representaram 66,5% do universo de entrevistados.

65% concordaram que a mulher que usa roupa que mostra o corpo merece ser atacada; 42,7% concordaram totalmente, e 22,4%, parcialmente.

Diante da frase “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”, 35,3% disseram sim e 23,2% afirmaram concordar parcialmente.

Para os pesquisadores, os dados revelam que “os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres que provocam, e deveriam saber se comportar, não os estupradores”.

Já em casa, a relação é outra. Diante da frase “homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia”, 91% concordam.

85% entendem que o casal deve se separar se houver violência.

82% discordam da frase “A mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos”.

Para 82%, “O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros”.

Esta contradição entre o que acontece dentro de quatro paredes (privado) e o público mostra a dupla face do brasileiro.

Um povo cordial que não se controla e é bombardeado pelo estereótipo de sociedade feliz, sexualmente avançada e hedonista.

A jornalista Bia Abramo reflete nossa indignação:

Feminismo para quê? Por causa de números como esses, por exemplo:

* 58% dos entrevistados dizem concordar “totalmente” com a afirmação de que ela só é vítima de agressão por não se comportar de maneira adequada.

* 82% dos entrevistados, o que acontece com o casal em casa não interessa aos outros”

* 64% dos entrevistados dizem que “os homens devem ser a cabeça do lar”

* 79% afirmam que “toda mulher sonha em casar”

* 60% concordam que “uma mulher só se sente realizada quando têm filhos”

Nessas horas, nenhum orgulho de ser brasileiro.

 

+++

 

Se a palavra de ordem é o fim do assédio em transporte coletivo [mais 2 foram presos ontem no Metrô suspeitos de molestar sexualmente passageiros; 1 deles foi uma travesti que apalpou um homem num vagão na Estação Sé], se ao todo no ano já foram 27 presos, e se volta o debate da criação de vagões exclusivos para as mulheres, contrariando os próprios movimentos feministas, aqui vão mais sugestões de traquitanas anti-abuso.

 

Minha amiga Angela Dip sem querer contribuiu

 

 

Esse vem da China

 

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Tá na rede.

Dizem que a garota é de Portugal.

#FICADICAPOIS

Se a moda pega…

 

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