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10.fevereiro.2014 18:22:16

Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo

O senador Jorge Viana (PT-AC) ocupou nessa tarde a tribuna do plenário para defender a aprovação do regime de urgência para o projeto que tipifica o ato de terrorismo no Brasil. Para o senador, a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, foi exatamente isso: consequência de um ato terrorista.

O projeto de lei 499/2013 da Comissão Mista do Congresso para a Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal institui e tipifica o crime de terrorismo no Brasil. Ele está pronto desde o ano passado para ser votado pelo plenário do Senado, mas precisa que seu regime de urgência seja aprovado.

“Foi usado um explosivo. Não é um rojão de festa junina. Foi usada uma bomba. Muitas pessoas poderiam ter morrido. E aí dizem: não, foi um rojão; era uma coisa… Não. É uma bomba feita com pólvora e com detonador, que, se acendida e apontada para um grupo de pessoas, mata muitas pessoas. E ela foi colocada nas costas do jornalista para matar, para causar danos. Foi, sim, uma ação terrorista o que nós vimos na manifestação. Aliás, tem-se repetido. É uma manifestação terrorista quando o jornalista não pode trabalhar cobrindo uma manifestação, quando alguém encapuzado, com máscara, proíbe que o jornalista trabalhe. Isso é uma ação terrorista. Isso não está previsto em nenhuma lei deste País”, afirmou Viana no discurso.

Como o Senado hoje praticamente apenas discutiu em plenário a morte de Santiago, é possível que esse clima facilite a tramitação e aprovação do projeto do terrorismo.

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Comentários (13) | comente

  • A + A -
13 Comentários Comente também
  • 10/02/2014 - 18:44
    Enviado por: sidney

    Terrorismo’ ai e demais.

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  • 10/02/2014 - 21:24
    Enviado por: Vinicius Scaramella

    Pronto, agora estamos há poucos passos de nos tornarmos um Estado pautado no direito penal do inimigo, e como sonham nostalgicamente alguns por aí retroagirmos ao Estado autoritário, ao cerceamento das liberdades e da democracia. Pensei que tantos anos passados do período obscuro, vivíamos em uma democracia sólida e que seria duradoura, bastávamos amadurecer, mas o Estado policial continua enraizado no subconsciente coletivo, em verdade, eu acredito é que o povo tem memória curta e gosta de apanhar, aprecia ter a boca calada.

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  • 11/02/2014 - 04:53
    Enviado por: ligia beuttenmüller

    Tentando fechar a porta depois de roubado!

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  • 11/02/2014 - 06:00
    Enviado por: Faltava um corpo ou os usos políticos do cadáver | Blogueiras Feministas

    [...] **  Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo [...]

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  • 11/02/2014 - 12:00
    Enviado por: Demanda artificial na política?

    [...] Deu no Estado: [...]

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  • 11/02/2014 - 17:07
    Enviado por: Thiago Sousa

    So limita a defesa desse ato a quem nao faz parte da família da vítima.
    Quem é democrático não avilta a liberdade de outros.

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  • 11/02/2014 - 17:14
    Enviado por: Luis Machado

    É terrorismo sim, é exatamente isso. Está na hora do Brasil ter sua legislação anti-terrorismo, já que é um dos poucos países que ainda não a tem.

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  • 11/02/2014 - 17:28
    Enviado por: Anônimo

    [...] [...]

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  • 12/02/2014 - 11:20
    Enviado por: patricia

    Você aí que está pensando ou dizendo que o primeiro morto nas manifestações foi o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade: você é muito mal informado.

    Antes morreram, pelo menos:

    1. a gari Cleonice Vieira de Moraes, em Belém (PA), vítima do gás lacrimogêneo lançado pela polícia militar;

    2. 13 mortos na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré (RJ) – neste caso, a imprensa sequer se deu ao trabalho de informar todos os nomes;

    3. o estudante Marcos Delefrate, de 18 anos, em Ribeirão Preto (SP), atropelado por um carro que furou um bloqueio de manifestantes;

    4. Valdinete Rodrigues Pereira e Maria Aparecida, atropeladas em protesto na BR-251, no distrito de Campos Lindos, em Cristalina (GO);

    5. Douglas Henrique de Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto José Alencar, em Belo Horizonte (MG), por ter sido acuado pela polícia militar. Luiz Felipe Aniceto, que saiu do mesmo viaduto, ficou um mês em coma e também acabou morrendo. No mesmo dia, depois de um toque de recolher ilegal, o morador de rua Luiz Estrela foi espancado até a morte.

    6. o marceneiro Igor Oliveira da Silva, de 16 anos, atropelado por um caminhão que fugia de uma manifestação, numa ciclovia próxima à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na altura de Guarujá (SP);

    7. Paulo Patrick, de 14 anos, atropelado por um táxi durante manifestação em Teresina (PI);

    8. Fernando da Silva Cândido, ator, por inalação de gás lançado pela polícia, no Rio de Janeiro.

    9. o senhor que foi atropelado por um ônibus, ao tentar fugir da polícia, na mesma manifestação em que o cinegrafista Santiago foi atingido – sobre esta outra vítima, nenhuma linha na imprensa. Chamava-se Tasman Amaral Accioly e era vendedor ambulante.

    E não podemos esquecer do Vitinho, figura conhecida nas manifestações, que perdeu um olho, atingido por uma bomba de efeito moral. Eu lamento o que aconteceu ao cinegrafista. Lamento que tudo tenha levado ao que estamos vivendo hoje. Mas enquanto a polícia e o governo continuar reprimindo, ameaçando, matando, seja com balas de verdade, seja nos negando saneamento básico, hospitais, segurança, educação, haverão outras manifestações. Haverão mais pessoas feridas, mas com certeza, menos do lado da polícia e mais do lado da população. Assistindo a um filme que fez a recriação do “Domingo Sangrento” na Irlanda, o personagem em uma entrevista coletiva manda o seguinte recado para o governo britânico: “hoje foi o dia em que os direitos civis morreram. Vocês deram ao Ira a maior vitória que eles queriam. Nesta noite, milhares de jovens estão se armando. Amanhã, não sei o que será”. E é exatamente o que está acontecendo no Brasil. A cada nova ofensa violenta do governo, mais jovens irão se vestir de preto, e irão para as ruas em ações diretas, e mais pessoas ficarão feridas, e sinto dizer, que serão estes mesmo jovens. Então, está na hora de todos se mobilizarem, sairem de sua zona de conforto e irem para as ruas. Porque em muitos, seremos invencíveis, e somente assim, teremos alguma mudança neste país. E no final do dia, poderemos beijar o rosto de nossos filhos e não a tampa de um caixão frio.

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  • 12/02/2014 - 12:58
    Enviado por: Morte de cinegrafista em protesto acende debate sobre legislação de “mão dura” no Brasil · Global Voices em Português

    [...] na votação do Projeto de Lei nº 499/2013, que cria crimes de Terrorismo no Brasil.  Para ele, “é uma manifestação terrorista quando o jornalista não pode trabalhar cobrindo uma [...]

    responder este comentário denunciar abuso

  • 12/02/2014 - 18:50
    Enviado por: Faltava um corpo ou os usos políticos do cadáver – Por: Camilla de Magalhães Gomes | Áfricas - Notícia minuto a minuto

    [...] **  Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo [...]

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  • 24/02/2014 - 08:05
    Enviado por: Brazilian Cameraman’s Death Fuels Push for Stricter Protest Laws · Global Voices

    [...] For him, “It is a terrorist demonstration when a journalist can't work covering a protest, when a hooded man with a mask prevents the journalist from working. This is a terrorist action.” [...]

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  • 27/02/2014 - 11:28
    Enviado por: Dito

    O terror praticado por assaltantes há décadas e que faz o brasileiro temer por sua vida à cada instante nunca é citado. E, no entanto, é terrorismo. País de m…

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    Marcelo de Moraes

    Marcelo de Moraes participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.

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