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Quem Faz

MARCELO DE MORAES participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.
segunda-feira 30/06/14

Aliados de Dilma minimizam escolha de Aloysio e dizem ser plano B de Aécio

A opção feita pelo PSDB com a escolha do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP) para ocupar a vaga de vice presidente na chapa encabeçada pelo senador Aécio Neves foi vista com otimismo e alívio pelos aliados da presidente Dilma Rousseff. Para os governistas, Aécio sai mais fraco do processo porque tentou e não conseguiu atrair o nome que considerava ideal para compor a chapa com ele, que era o do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Ex-tucano e presidente ...

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sexta-feira 27/06/14

Dilma blinda Mantega e não falará sobre sucessor na pasta até o fim da campanha

Para interlocutores, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já repetiu que não planeja permanecer à frente do Ministério em 2015, na hipótese de a presidente Dilma Rousseff conseguir garantir sua reeleição. Na visão do ministro, sua missão já estaria completa no cargo, depois de mais de oito anos comandando a economia do País. A questão é que a eventual saída de Mantega abre espaço para o debate sobre quem irá sucedê-lo no Ministério, caso Dilma se reeleja. E o assunto fica ...

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quarta-feira 25/06/14

Para governo, Petrobrás fez bom negócio com novas áreas do pré-sal

Apesar da reação negativa do mercado, o Palácio do Planalto avalia que a operação de conceder à Petrobrás, sem licitação, quatro novas áreas do pré-sal será extremamente lucrativa para empresa. O movimento garantiu a entrada de R$ 2 bilhões no caixa do governo, facilitando a vida do Tesouro Nacional para conseguir fechar as contas de 2014. Mas, segundo um importante ministro, a estatal terá grande vantagem recebendo as áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. Na avaliação ...

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segunda-feira 23/06/14

Alianças eleitorais viram um verdadeiro vale-tudo

Na reta final para a definição de todas as candidaturas pelo País afora, alianças e rompimentos inimagináveis estão sendo fechados pelos partidos políticos. Velhos adversários, considerados irreconciliáveis, se acertam e tradicionais parceiros se afastam. Tudo em nome de aumentar as possibilidades de vitórias nas eleições de outubro.
Só essa necessidade explica, por exemplo, os acordos fechados no Rio de Janeiro. O PMDB local apóia oficialmente a reeleição da presidente Dilma Rousseff, mas já embarcou quase na sua totalidade na campanha do tucano Aécio Neves, principal candidato de oposição. O último movimento nesse sentido mostra o ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB) topando abrir mão da disputa pela vaga no Senado em favor de seu ex-inimigo César Maia (DEM) para atrair o apoio do DEM para a campanha de Luiz Fernando Pezão (PMDB), seu candidato à sucessão. E a costura de toda a operação foi organizada justamente por Aécio, interessado em fazer do PMDB fluminense seu palanque no Estado.
Essa aliança fica mais explicável a partir do momento em que foi facilitada pela parceria firmada entre o PT e o PSB locais, com o ex-jogador Romário se aliando ao candidato petista ao governo Lindberg Farias. Pouco importa se no plano nacional Lindberg pede votos para Dilma e Romário para Eduardo Campos (PSB). Afinal, em tese, Dilma também apoiaria vários candidatos de sua base no Rio, como os próprios Lindberg e Pezão, além de Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR).
A questão é simples: na ponta da cadeia eleitoral, os candidatos regionais estão cuidando da própria vida e priorizando suas campanhas em detrimento dos interesses nacionais de seus partidos. Essa luta pela própria sobrevivência política explica porque numa semana o PMDB nacional faz uma convenção na qual decide apoiar a aliança com Dilma e, nos dias seguintes, vários de seus diretórios acertam alianças em vários Estados para pedir voto para Aécio Neves.
O vale-tudo político também justifica o surpreendente desembarque do PTB da aliança nacional com o governo para formalizar acordo em torno de Aécio. Até poucas semanas atrás, o presidente da legenda, Benito Gama, ocupava uma você-presidência do Banco do Brasil e negociava até mesmo a entrada formal no primeiro escalão de Dilma, recebendo um ministério. Essa negociação não deu certo, as alianças regionais se distanciaram do PT e o PTB se mudou de malas e bagagens para o lado adversário.
Partido de Dilma, o PT também aumentou seu interesse pelas disputas regionais em detrimento da eleição presidencial. Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sabia que precisava concentrar seus esforços para eleger a desconhecida Dilma Rousseff como sucessora. Para isso, convenceu o comando do PT a abrir mão de projetos estaduais em favor de aliados que reforçassem o palanque de sua ministra da Casa Civil.
Com isso, em 2010, o PT teve candidatura própria aos governos em apenas dez Estados, o que representa menos que a metade das unidades federativas do País. Cedeu a cabeça de chapa até mesmo em locais importantes como Rio de Janeiro, priorizando o projeto nacional. Agora, a previsão é que o partido lance nomes em 16 disputas, complicando bastante a montagem dos palanques pró-Dilma nos Estados.
É exatamente esse modelo de comportamento que explica ser ainda possível, por exemplo, que partidos como PSD e PP, integrantes da base de Dilma, ainda possam mudar de lado e se alinharem com Aécio. Continua na mesa de negociações do PSD, por exemplo, a possibilidade de indicar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a vaga de vice presidente na chapa do senador mineiro. Ao mesmo tempo, o presidente do partido, Gilberto Kassab, participa da convenção do PT, que homologou a candidatura de Dilma, para anunciar seu apoio à reeleição. Como tempero de toda essa confusão, os petistas, que sabem da importância do apoio do PSD de Kassab para o projeto de reeleição de Dilma, brindaram sua presença no encontro com uma vaia.
Um ano atrás, manifestantes ocuparam as ruas em todo o País, cobrando não apenas melhoras nós serviços públicos, mas também um comportamento mais adequado da classe política. Pelo que se vê, a mensagem parece não ter sido compreendida.

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