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Quem Faz

MARCELO DE MORAES participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.
quarta-feira 30/04/14

Candidatos acirram disputa pelo voto do agronegócio

Na temporada de caça aos eleitores, os candidatos à Presidência da República apontam suas baterias para o agronégocio, setor estratégico em qualquer campanha nacional. E os representantes da oposição parecem estar conseguindo se mover melhor entre os representantes do setor do que fez até agora a presidente Dilma Rousseff. Nessa quarta-feira, isso ficou claro com o discurso adotado pelo senador mineiro Aécio Neves (PSDB) ao participar da Agrishow, em Ribeirão Preto, em São Paulo. Aproveitando que Dilma acabou não podendo ...

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quinta-feira 24/04/14

Senado vai recorrer ao plenário do Supremo contra CPI exclusiva da Petrobrás

Em nota oficial, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acaba de anunciar que vai recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liminar concedida pela ministra Rosa Weber que garantiu à oposição o direito de abrir uma CPI exclusiva para investigar irregularidades na Petrobrás. O governo e sua base aliada, que tem Renan como um dos principais integrantes, são contra essa decisão. Preferem que a CPI seja ampla, incluindo investigações contra o cartel dos trens de São ...

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segunda-feira 21/04/14

Comando do PSDB se reúne para montar palanques regionais de Aécio e atrair dissidentes do governo

Na reta final para fechar suas candidaturas regionais, o PSDB reúne sua Executiva Nacional, em Brasília, nesta terça-feira, para analisar a situação do partido em cada Estado e organizar os palanques de apoio para o senador Aécio Neves (PSDB). O partido estima que 80% de seus diretórios regionais já tem esses palanques definidos. Mas existe um plano extra nessa montagem de alianças. Os tucanos querem mapear dissidências dentro da base política da presidente Dilma Rousseff e tentar atrai-las para seu ...

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terça-feira 15/04/14

Governo tenta sair das cordas com ida de Graça Foster ao Senado e renúncia de André Vargas

Há um mês, desde que a presidente Dilma Rousseff admitiu ao Estadão que a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás foi autorizada com base num parecer técnico impreciso, o governo não vive um momento de sossego político. Desde então, se desdobra para tentar explicar a sequência de denúncias com supostas irregularidades cometidas em negócios da Petrobrás e luta para impedir que o Congresso instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assunto.

Para piorar, a Operação Lava Jato, feita pela Polícia Federal, foi responsável pela prisão do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. O ultimo personagem acabou comprometendo o vice-presidente da Câmara, o deputado petista André Vargas (PR). Em conversas gravadas pela PF, os dois aparecem supostamente tratando de negócios que ajudariam o doleiro a conseguir vantagens junto ao Ministério da Saúde.

Hoje, com dois movimentos, o governo tenta começar a sair das cordas do canto do ringue e tomar a iniciativa das ações. Sem condições políticas de sustentar sua situação, André Vargas vai renunciar hoje ao mandato. Aconselhado por petistas e por integrantes do governo, Vargas foi convencido que manter o mandato de deputado só serviria para continuar sangrando em praça pública, sem conseguir impedir a cassação dentro da Câmara. De quebra, ainda contribuiria para continuar desgastando também a imagem do governo, já que sempre foi quadro destacado do PT, partido da presidente Dilma Rousseff. Fora do Congresso, Vargas pode cuidar de sua defesa e reconstrução política.

Politicamente, mais importante do que isso, será a participação da presidente da Petrobrás, Graça Foster, em audiência pública no Senado. O governo espera que a fala da dirigente da estatal seja suficiente para reduzir a pressão política pela abertura e instalação da CPI da Petrobrás. Dentro do Palácio do Planalto, é consenso que a sucessão de denúncias contra a companhia não ajudam em nada ao governo, especialmente num período em que as campanhas eleitorais começam a se acirrar. Pior: não deixa espaço para que Dilma possa assumir o andamento normal de sua campanha, ficando refém de uma agenda negativa.

O problema é que as denúncias de irregularidades cometidas na Petrobrás! especialmente envolvendo o ex-diretor Paulo Roberto Costa, são extremamente sérias. O governo sabe disso e vai tentar convencer parlamentares e a opinião pública que pode conduzir as investigações sobre o caso utilizando os mecanismos oficiais, como Polícia Federal, Ministério Público, CGU, além de auditorias internas na própria estatal. O governo também vai argumentar que a oposição deseja abrir a CPI apenas com motivação eleitoral.

Até agora, o governo teve pouco sucesso nas tentativas que fez para retomar as rédeas do jogo político. Quanto mais demorar a conseguir isso, maior poderá ser o dano eleitoral para a presidente Dilma Rousseff.

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segunda-feira 14/04/14

Dissidências do PMDB sacramentam apoio a Aécio na Bahia e no Rio

Enquanto o governo federal é obrigado a se concentrar na tentativa de superar a agenda negativa deflagrada pela crise da Petrobrás, os palanques regionais de seus aliados vão se consolidando. O problema é que os acertos começam a se distanciar dos interesses do Palácio do Planalto. Hoje, na Bahia, o PMDB de Geddel Vieira Lima anunciou oficialmente a aliança com DEM e PSDB na disputa pelo governo do Estado. O ex-governador Paulo Souto (DEM) será o cabeça de chapa, Joaci ...

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quarta-feira 09/04/14

No Maranhão, clã Sarney troca candidato “poste” e deve lançar filho de ministro ao governo

Depois de passar os últimos três meses tentando fazer o secretário estadual de Infra-estrutura, Luís Fernando Silva, decolar como candidato à sucessão da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o clã Sarney foi obrigado a refazer toda sua estratégia. Mesmo depois de se desincompatibilizar do cargo, Luís Fernando, o "poste" escolhido pelo grupo político para concorrer ao governo, não será mais o candidato. A ideia agora é lançar o senador Édison Lobão Filho (PMDB), filho do ministro das Minas e Energia, ...

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sexta-feira 04/04/14

Com prazo para desincompatibilização praticamente esgotado, Joaquim Barbosa não disputará eleição

Um dos movimentos mais importantes para a composição final do cenário de disputa presidencial está praticamente definido. Nessa sexta, termina o prazo para que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se desincompatibilize do posto se quiser concorrer a algum cargo eletivo. Segundo interlocutor próximo do ministro, ele decidiu que não vai concorrer a nada em 2014. Se quisesse ser candidato ao Palácio do Planalto ou a uma vaga para o Congresso, Joaquim precisaria sair do Supremo hoje e se ...

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quinta-feira 03/04/14

Depois do quase rompimento, governo passa a depender do PMDB para conter CPI da Petrobrás

O governo federal passou os primeiros meses do ano brigando em praça pública com o PMDB, principal partido aliado dentro do Congresso. Os peemedebistas se queixavam - e muitos seguem reclamando - do tratamento ruim que recebiam do Palácio do Planalto, seja na liberação de emendas parlamentares, na ocupação de cargos ou na formação de alianças regionais para as próximas eleições. Depois de a parceria quase romper, o governo conseguiu atender algumas das demandas mais urgentes dos peemedebistas e conteve ...

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terça-feira 01/04/14

Nova coordenação política do governo só vai funcionar se tiver poder de fogo para negociar

A presidente Dilma Rousseff deu hoje posse ao deputado federal como ministro das Relações Institucionais de seu governo. Na prática, caberá a ele fazer a ponte do Palácio do Planalto com o Congresso e garantir que a articulação política funcione. Parece simples, especialmente com a imensa base de apoio que Dilma possui. Só que a tarefa talvez seja a mais difícil de todas dentro do primeiro escalão presidencial. Berzoini é o terceiro ministro que recebe essa incumbência desde a posse da ...

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