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Quem Faz

MARCELO DE MORAES participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.
sexta-feira 28/03/14

Rumos da CPI vão depender da expectativa de poder de Dilma

Políticos são capazes de fazer tudo, menos cavar a própria sepultura. Essa lógica vai valer para se ter uma noção de quanto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás vai poder avançar ou não nas suas investigações. A presidente Dilma Rousseff tem hoje uma base aliada que representa maioria absoluta no Congresso. A questão é saber se essa turma, cada vez mais insatisfeita com o governo federal, manterá a fidelidade ou se vai entregar a presidente à própria sorte. A ...

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quinta-feira 27/03/14

Governo já considera CPI irreversível e quer tentar controlar seus rumos

O governo federal já considera irreversível o processo de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dentro do Congresso para investigar irregularidades na Petrobrás. A avaliação é que a sucessão de operações nebulosas envolvendo a empresa tornou impossível impedir sua abertura. Por conta disso, o governo decidiu priorizar agora outro tipo de articulação política. O objetivo agora é uma espécie de operação para redução de danos. O primeiro passo é defender que a CPI seja mista, ou seja, reunindo deputados ...

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terça-feira 25/03/14

Dilma já se arrisca a perder heranças sólidas deixadas por Lula na política e na economia

Quando passou o cargo para Dilma Rousseff, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou também outros bens valiosos. O primeiro era uma sólida base de sustentação no Congresso, capaz de apoiar o governo federal e de cortar o oxigênio da oposição. O segundo bem foi uma economia estável. Apesar de todas as críticas sobre o que poderia ter feito a mais e dos sinais de aparelhamento excessivo da máquina pública, Lula soube tocar a economia do País sem sobressaltos. Menos ...

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segunda-feira 24/03/14

Depois do mensalão, crise da Petrobrás traz de volta tema da corrupção para a campanha eleitoral

Governo e oposição não precisaram fazer contas muito complexas para saber que o julgamento do processo do chamado mensalão! pelo Supremo Tribunal Federal, tinha um prazo de validade limitado. Os dois lados sabiam que os efeitos políticos causados pela condenação e prisão de pesos pesados do tamanho de José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoíno, Valdemar Costa Neto, Delúbio Soares e Roberto Jefferson, entre outros, não durariam até mais do início do ano.

A partir daí, apesar de todos os desgastes causados, especialmente, ao PT, seria uma espécie de vida nova no cenário eleitoral. Inclusive, para a presidente Dilma Rousseff que atravessou todo o período do julgamento sem deixar que qualquer de suas discussões respingasse na sua administração e também na sua imagem.

Sem o mensalão e o tema corrupção para contaminar as discussões, governo e oposição precisariam achar caminhos próprios para atravessar o período eleitoral. Para o Palácio do Planalto, a estratégia seria a de tentar entregar obras, máquinas e equipamento no maior volume possível. E também atrair o máximo de aliados para o palanque oficial garantindo amplo tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Para a oposição, tudo ainda era um mistério. A ideia original era tentar martelar em duas teclas já conhecidas. Ineficiência do governo, que tem dificuldades para fazer seus programas funcionarem adequadamente, e o baixo crescimento da economia. Apesar disso, os dois eixos ainda não tinham produzido qualquer efeito capaz de ameaçar a tranquilidade do governo em relação à reeleição da presidente Dilma Rousseff, líder em todas as pesquisas de intenção de voto apresentadas até agora.

O primeiro sinal que a blindagem do governo estava falhando foi a crise de relacionamento com o PMDB, seu principal aliado dentro do Congresso. Os peemedebistas ficaram muito insatisfeitos com o tratamento dado pelo governo federal na liberação de recursos orçamentarias prometidos e no espaço de ocupação de cargos acenado pelo Palácio do Planalto na reforma ministerial.

Faltou pouco para a crise virar rompimento, mas expôs uma fratura na relação com o PMDB. E, pior, pode servir de combustível para alimentar a crise política enfrentada pelo governo em relação a Petrobrás.

Porque foi justamente a sequência de más notícias envolvendo a empresa com denúncias de irregularidades que acabou trazendo de volta os fantasmas que assombraram o governo federal durante todo o processo do Mensalão.

Em duas semanas, o governo deixou de enxergar o cenário limpo do escândalo do mensalão para precisar dar satisfações ao Congresso e à opinião pública sobre negociações feitas pela estatal durante os governos petistas. No meio do tiroteio, viu a Câmara dos Deputados aprovar a criação de uma comissão externa para investigar a suspeita de pagamento de propina da empresa holandesa SBM Offshore para empregados da Petrobrás. A própria Dilma jogou mais lenha na fogueira ao ser obrigada a reconhecer para o Estadão que sua decisão de apoiar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás, foi baseada num parecer falho tecnicamente. E que se soubesse das cláusulas existentes no contrato não teria topado o negócio.

Para piorar tudo, apareceu o ingrediente policial para temperar toda a crise. O ex-diretor de refinaria e abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa acabou sendo preso na Operação Lava Jato da polícia Federal acusado de envolvimento em suspeita de lavagem de dinheiro. O ex-diretor participou diretamente da operação de compra da refinaria de Pasadena e tem grandes ligações com o meio político.

A primeira tentativa do governo para controlar o caso aconteceu com a demissão do diretor que deu o tal parecer falho que sustentou a compra da refinaria de Pasadena. O problema é que a falha de Nestor Cerveró foi registrada em 2008, segundo as explicações dadas por Dilma ao Estadão. Apesar disso, ele seguiu diretor da estatal até agora, sendo rifado apenas na semana passada, já por conta da pressão política e da opinião pública.

Com tantos elementos, a oposição tem certeza que terá apoio de governistas insatisfeitos, como os do PMDB, para instalar no Congresso uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás e, naturalmente, tentar desgastar a imagem de Dilma e do seu governo. Assim, antes mesmo que as cinzas do mensalão se apagassem, a corrupção volta a ser tema centrada discussão entre governo e oposição. Resta saber qual peso político isso terá de fato na disputa presidencial.

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sexta-feira 21/03/14

Ex-diretor da Petrobrás preso negociava construção de refinaria de R$ 120 milhões com o governo de Sergipe

Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe de Notícias

[caption id="attachment_324" align="aligncenter" width="300"] Paulo Roberto Costa e o governador Jackson Barreto assinando protocolo de intenções para construir a refinaria Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe de Notícias[/caption] Preso na quinta-feira pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa tinha planos ambiciosos para ampliar suas atividades empresariais. Presidente da Costa Global e do Grupo Ref Brasil, já tinha conseguido assinar um protocolo de intenções com ...

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quinta-feira 20/03/14

Comissão de Agricultura da Câmara aprova pedido para TCU auditar compra de duas usinas de biodiesel pela Petrobrás

O Congresso já tem um novo alvo de investigação sobre aquisições feitas pela Petrobrás. Na sua sessão de quarta-feira, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou pedido que solicita a abertura de auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a operação de compra de 50% de participação em duas usinas de biodiesel. Uma delas fica em Marialva, no Paraná, e outra em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. As duas ...

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quarta-feira 19/03/14

Oposição agora quer tentar destravar CPI da Petrobrás

Depois da confirmação feita pela presidente Dilma Rousseff ao Estado revelando que a compra da refinaria de Pasadena só foi feita pela Petrobrás por conta de pareceres falhos, a oposição acha que tem elementos suficientes para tirar do papel uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a estatal. Além do escândalo da compra da refinaria de Pasadena, parlamentares de oposição lembram que acaba de ser criada uma comissão externa da Câmara para investigar outra suspeita de irregularidade envolvendo a ...

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segunda-feira 17/03/14

Posse coletiva de ministros disfarça demissão do titular da Ciência e Tecnologia

Quando der posse por atacado, nesta segunda-feira, a um lote de novos ministros do seu governo, a presidente Dilma Rousseff estará conseguindo disfarçar a insatisfação que a levou a demitir Marco Antônio Raupp da pasta de Ciência e Tecnologia. Enquanto as outras pastas substituições de sua equipe tiveram como motivação o fato de os antigos titulares precisarem se desincompatibilizar dos cargos para concorrerem a mandatos eletivos, Raupp sai porque seu desempenho não agradava Dilma. Aos 76 anos e respeitado no setor ...

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sexta-feira 14/03/14

Governistas apresentam quadro otimista para agência de risco

O governo tem apresentado uma visão otimista sobre o cenário econômico e político para os integrantes da missão da agência de classificação de risco Standard & Poor's. Além das questões ligadas à macroeconomia, os analistas da S&P perguntaram sobre diversos outros assuntos abrangendo a turbulência política no Congresso, as perspectivas para as eleições deste ano, bem como sobre um eventual segundo mandato de Dilma Rousseff e as manifestações populares que sacudiram o País em meados de 2013 e ainda repercutem. Existe ...

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