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Luiz Zanin

27.julho.2010 17:11:51

Pau em Viajo porque Preciso Volto porque Te Amo nos Cahiers du Cinéma

Viajo porque Preciso Volto porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, tem recebido toda a admiração crítica possível aqui no Brasil. Não foi assim nos Cahiers Du Cinéma. Comentando de forma sumária o filme, que participou e ganhou o Grand Prix do Jury no Festival de Toulouse, o crítico Nicolas Azalbert liquidou-o em duas linhas.

“(O filme) nos arrasta pelo caminho de um geólogo que percorre o sertão, no Norte (sic) do país: o clichê, o pitoresco e o folclore reinam soberanos com cinismo e complacência”, escreveu, no número de junho da revista.

E é só. Me pergunto: para fazer tal afirmação, quanto esforço foi necessário ao crítico para nada compreender, nem o mínimo que fosse, deste filme?

comentários (14) | comente

14 Comentários Comente também
  • 27/07/2010 - 19:12
    Enviado por: Xokito Cunha

    Como a produção de qualidade no Brasil é rala, aqui no Brasil certos cineastas são premiados e elogiados pela crítica de forma estranha. Alguns ganham prêmios em festivais, são elogiados por críticos, sendo que esses alguns não conseguem nem ficar em exibição e o grande público nem liga. Também acontece o contrário, caso dos filmes comerciais e oportunistas de Daniel Filho / Globo Filmes, mas também de baixa qualidade. Como crítica pessoal, destaco como os melhores filmes nacionais dos últimos tempos: Narradores de Javé e O Cheiro do Ralo. Esses filmes indicados para representar o filme no Oscar e esses ganhadores de Festivais de Brasília, Gramado, Paulínea – tudo fraco. Cidade de Deus virou uma referência até mundial, ok é um filme bem feito, mas sua linguagem de vídeo clip e seu favelismo sob a ótica de um diretor pequeno burguês colocam um tom artificial que os gringos nam sacam. Torço para o cinema nacional, mas jurados de festivais e editais de cinema estão corroborando e ratificando péssimos filmes.

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  • 27/07/2010 - 20:57
    Enviado por: Alan Pascal

    Zanin, concordo com os franceses neste caso. Não consegui captar o que os senhores críticos brasileiros enxergaram de positivo neste filme tão fraco. O personagem narrador é um tolo e o texto é pobre. As imagens são mal captadas e óbvias. O som é ruim, a trilha sonora é horrível.

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  • 27/07/2010 - 23:17
    Enviado por: Andrea Treadle

    Uai. Obviamente “Viajo porque preciso…” não conseguiu criar no crítico francês nem a vontade de se esforçar para entendê-lo. E isso, sem dúvida alguma, é uma fraqueza do próprio filme. Honestamente, também esperava muito mais da dupla responsável por dois dos melhores filmes dos últimos anos (“Cinema, Aspirinas e Urubus” e “O Céu de Suely”). “Viajo porque preciso…” me pareceu uma espécie de colagem de cenas extras de algum filme inexistente.

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  • 28/07/2010 - 09:14
    Enviado por: Paloma

    Bem, só porque ele não gostou do filme, não significa que a opinião dele seja inválida.

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  • 28/07/2010 - 14:07
    Enviado por: Luiz Zanin

    Claro, claro. Críticos respeitáveis (como Jean-Claude Bernardet) gastaram páginas e páginas falando desse filme. Será que dá para liquidá-lo em duas linhas? Foi o que me espantou. Ainda mais nos Cahiers, revista que assino há muitos anos (e pago uma fortuna pela assinatura!). Abs.

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  • 28/07/2010 - 16:22
    Enviado por: Paineis Eletricos

    Adorei o post, muito interessante!

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  • 28/07/2010 - 21:06
    Enviado por: Telmo

    gente, também não gostei do filme! O cinema brasileiro entrou numas de exotimos made in nordeste que já deu o que tinha que dar!

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  • 29/07/2010 - 11:30
    Enviado por: Marcos Anton Nogelli

    O site da “Cahiers du Cinema” não é atualizado desde abril. Brincadeira…

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  • 29/07/2010 - 12:56
    Enviado por: Tatiana

    Isso acontece bastante aqui no Brasil. Filmes que são cultuados no país e origem a aqui criticados.

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  • 29/07/2010 - 20:41
    Enviado por: mila

    O exotismo made in nordeste no cinema, é culpa de muitos “teóricos” que fecharam os olhos para um “certo” cinema novo à cata de um herói popular, camponês e revolucionário, não encontraram em nossa História.

    Então resolveram reciclar Lampião, o cangaceiro, assassino e cruel bandido nordestino e um velho maluco e proprietário de uma seita, de nome Antonio Conselheiro para os papeis de Pancho Villa tupiniquim. O engôdo pegou muito bem e até hoje não falta quem acredita que os dois, foram “heróis” popular.

    Vira e mexe, alguém à cata de um novo cinema novo, elege o sertão, sua miséria, sua fome, sua prostituição para falar de não importa o que.

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  • 02/08/2010 - 21:55
    Enviado por: Mateus

    Em uma linha entao:
    Melhor filme do ano. Melhor filme do Karim.

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  • 27/11/2011 - 20:09
    Enviado por: Renato

    O filme é genial. Saí do cinema extasiado. Mas pra gostar, tem que entender um tiquinho sobre linguagem cinematográfica.

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