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Luiz Zanin

16.maio.2007 12:38:28

Cronistas

Dois comentaristas do blog iniciaram um diálogo sobre cronistas. Dou meu pitaco sobre esse gênero que, dizem, é tipicamente brasileiro. Rubem Braga é considerado o mestre dos mestres. De fato, seu lirismo nunca piegas e a maneira como busca a epifania do cotidiano é única. Braga é um clássico. Li muita crônica de craques como Drummond e Clarice Lispector. O exercício da crônica, hoje, tem me parecido muito preso ao dia a dia, quase se confundindo com o comentário político, como se os cronistas entendessem que seu dever de ofício é destilar fel e malhar o governo de plantão – e nada mais. Falta transcendência, humor, aquela centelha de inteligência que leva o olhar além do senso comum. Mas é um gênero que me agrada e sempre começo a ler as crônicas dos vários jornais, mesmo que raramente consiga ir até o fim dos textos. Muitos são bons, como disse, mas na minha maneira de ver existe hoje em dia apenas um mestre do texto curto, um prodígio de síntese e inteligência, que atende pelo nome de Luis Fernando Verissimo. Para mim, é o grande cronista do presente.

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46 Comentários Comente também
  • 16/05/2007 - 12:57
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Parece implicância.
    Mas não é não.
    Anteriormente, em outro “blog”, já falei, várias vezes, do “Síndrome de Down” do Luiz Fernando Veríssimo.

    Ele tem “Síndrome de Down”. Leve. Mas tem.

    Fui criticado por pessoas que têm parentes com “Síndrome de Down”, por compará-los com Luiz Fernando Veríssimo.
    Em respeito aos “Down”, parei.
    Não falo mais.

    Érico Veríssimo era bom. Produziu um filho deficiente mental. É a vida.
    O “menino” só é publicado e tem fama, graças à fama de “Papai”…
    Rubem Braga é um “Porre”, mas vá lá.
    Drummond, o “fazedor de versos”, é outro “Porre”, parecido com o Luiz Fernando Veríssimo. Parece que para ser “bom” tem que ser “bicho do mato”, com horror à urbanidade civilizada, e retardado mental.
    É o Brazil, literário.
    A única boa, na sua lista, Zanin, é Lispector, que, por sinal (revelador!)NÃO era brasileira…

    Gostar de “Porrrcaria” Zanin, é uma coisa.
    Indicá-los, como jornalista, é desumano.
    Você está contribuindo, ainda mais (nem precisa…) para o ATRASO do Brazil. Cultura é importante. Ajuda a pensar e sair do ATRASO.
    E olhe, para seu benefício, que essa lista que você deu, é repetida por décadas e décadas…Num país de 180 milhões de pessoas não apareceu ninguém, ninguém, melhor que o “Down” L.F.Veríssimo e o “Tira a Pedra daí” Drummond? O “Fazedor de Versos”?…
    Você, Zanin, não encontra ninguém mais? Rubem Braga e a ótima Lispector já morreram há décadas…

    Aah!! Fala do Chico, do Caetano, do Gil (tudo Petista!…), fala deles, fala!
    Esqueci do Cony, a farsa “literário-jornalistica”.

    É o Brasil.
    Que bom seria se fosse BraZil. Com “Z” mesmo.

    Oh! Yeah!!

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  • 16/05/2007 - 13:03
    Enviado por: luizanin

    Sérgio, você não vai conseguir me convencer da inutilidade de manter um blog. Vou resistir. Abraços

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  • 16/05/2007 - 13:17
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Sinceramente, não entendi…
    Um “blog” não é para debater idéias? Para discutir assuntos e pontos de vista?…

    EU dei o MEU ponto de vista. Se EU estou errado, desmonte meu argumento…

    Acho que a “proposta” (que horror!) de um “Blog” é essa. Principalmente um “Blog” do maior jornal do Brazil, lido no MUNDO todo…

    Já pensou o MUNDO TODO com a mesma opinião?…

    Um sinal de inteligência é reconhecer que está errado, enganado, etc. Se você, democraticamente, argumentar e me disser que eu sou um IDIOTA ficarei contente…Será revelador(!) e tentarei, (será difícil…)tentarei deixar de ser idiota…

    Mas, enquanto isso, não consigo engolir goela abaixo coisas que acho absurdas. Só as que não acho absurdas…

    Você é muito bom.
    Gosto do seu “Blog”
    E de você. Apesar de Petista.

    Um “Blog” público, não deve ser panfletário ou dogmático…na MINHA modestíssima opinião.

    Mas, se você quer ter um “blog” panfletário, dogmático e Petista…bom, aí será um “Blog” inútil mesmo…Ainda há muita gente inteligente no Brazil…

    Apesar de Lulla.
    Apesar do PT/PCC/MST/CUT/UN”E”…

    Você, Zanin, é bom.
    E Petista.

    Um paradoxo!…

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  • 16/05/2007 - 17:11
    Enviado por: Felipe Campos

    Vamos montar uma estátua para a nova ordem brasileira da cultura !!Sigam o Sérgio!!!É como aquele jogo “Simon says” e agora será “Sérgio says” que em bom português é “O Sérgio mandou”.Esse monstro da cultura brasileira que não aprova os grandes escritores brasileiros, vamos colocar Sérgio numa redoma !!Elejamos o Sérgio para a Academia brasileira de Letras, sim pois de Letras ele entende tudo.Minha outra campanha é:será que o Sérgio é o Paulo Maluf??O ACM, que não tem o que fazer em sua vida política e fica importunando os outros num blog??Ou é o macaco Simão querendo “tirar um sarro” com a nossa cara?Aceito sugestões…

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  • 16/05/2007 - 17:20
    Enviado por: Fabio

    Luis Zanin, um dos cronistas muito presos ao dia-a-dia e que só malham o governo de plantão, como você escreve, seria o João Ubaldo? Mas ele escreve com muito humor, muita picardia, até mesmo quem não vê o atual governo com esse horror pode dar algumas risadas com os textos dele.

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  • 16/05/2007 - 17:28
    Enviado por: luizanin

    Não vou “fulanizar” a discussão, mesmo porque seria antiético da minha parte. Apenas destaquei um “fulano” que, a meu ver, é privilegiado porque, comentando o dia-a-dia, vai além dele. Para isso é preciso talento. E também coração aberto, pois o ódio embota a inteligência das pessoas. Mas essa é apenas a minha opinião, nada além disso.

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  • 16/05/2007 - 17:31
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Caro Zanin,

    Que tema cem por cento como diria Baneira em uma de suas crônica sobre o Recife Velho.

    O Sérgio é na realidade um subversivo literário. Ele permite o debate. Já tive mais restrições ao douto Sérgio. Tem uma postagem forte, contundente… lembra os “tiros” do Paulo Francis. Aprendi a lidar com esse “cabra da peste”. O psicanalista do Sertão, doutor Cristiano Lobo teceu esse milagre.

    Gosto de crônicas. Publico-as em vários jornais. Lancei recentemente “Rapsódia para Ouro Preto” livro com 50 crônicas sobre a cidade ouro-pretana. Tenho enorme prazer em publicá-las. Não tenho o fôlego dos ficcionistas. Sou modesto.

    Gostaria de voltar a lembrar os textos de Inágnio Loyola Brandão no Estadão. Ele passa por uma grande forma. Um outro nome: Antonio Maria, pernambucano, já falecido, dono de uma síntese excepcional. Cony é um gigante. Verissimo passa pelo seu melhor momento, embora insista num excesso de humor. Suas reflexões de viagens são excepcionais. Por todo Brasil há bons cronistas. É um gênero menor, mas tem sua importância.

    Bandeira era um ótimo cronista. Otto Lara Resende tinha uma mineiridade muito forte em seus textos. Gostava das sacristias, retábulos e hóstias consagradas. Grande Otto!

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  • 16/05/2007 - 17:34
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Não leio o João Ubaldo.Bom romancista e péssimo cronista. Muitos escritores de renome imaginam que sabem fazer crônico. Ledo e Ivo engano. A crônica tem sua maneira própria.

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  • 16/05/2007 - 18:08
    Enviado por: Felipe Campos

    O grande Sérgio é o cidadão mais inteligente embotado do “Brazil” (????)!!Acompanho seu raciocínio Zanin !!

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  • 16/05/2007 - 18:10
    Enviado por: Eva do Carmo

    São João del Rey fica contente com os elogios ao conterrâneo Otto Lara Resende. Ele é muito querido nesta terra que tem devoção as letras. Obrigada. Otto tinha um cuidado enorme por Minas.

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  • 16/05/2007 - 18:30
    Enviado por: Saymon Nascimento

    Eu gosto do Shirts, que escreve às segundas no Estado. Preferido de todos os tempos: Otto Lara Resende.

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  • 16/05/2007 - 18:37
    Enviado por: Saymon Nascimento

    Aliás, cadê Ruy castro na Folha. Tenho visto o jornal de relance, somente à procura dele, e sumiu… A melhor coisa da Folha ultimamente. Ainda assim, era muito melhor com aqueles textos gigantescos no sábado do Estadão – nessa modalidade, bate todos, incluindo Sérgio Augusto.

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  • 16/05/2007 - 18:46
    Enviado por: mara mourão

    Como vai?
    O DVD do filme DOUTORES DA ALEGRIA foi lançado no varejo numa versão com 90 minutos de cenas inéditas! Está à venda nos sites e lojas do ramo e tb no site da ONG e tem parte da renda revertida pro Doutores da Alegria. Você poderia nos ajudar a divulgar? Se quiser sortear um no blog… Abraços,
    Mara Mourão

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  • 16/05/2007 - 19:08
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Zanin,

    Tenho dois nomes para acrescer: Carlinhos de Oliveira e Fernando Sabino. A crônica é um patrimônio das letras nacionais. Por esse interior há muitos bons textos. São cronistas modestos, que escrevem na pequena imprensa. Como estou contente com o presente tema. O assunto foi suscitado e você percebeu a iminência.

    Com o tempo gostaria que você aprofundasse sobre a filmografia de Ernst Ingmar Bergman.Só agora estou descobrindo para valer esse cineasta nórdico. Você é o tônico para esses desejos.

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  • 16/05/2007 - 19:17
    Enviado por: Eva dos Carmo

    Zanin,

    Tenho o hábito de ler os ensaios/crônicas de Nelson Ascher na Folha. Ele é muito erudito. Tem muito apreço pelo Leste Europeu. Como morei em Budapeste gosto de seus assuntos. Ótimo tradutor de poemas.Obrigada.

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  • 16/05/2007 - 19:21
    Enviado por: luizanin

    Tenho lido bastante o Carlinhos de Oliveira, cuja obra está sendo toda relançada. E sabem quem foi um ótimo cronista? O Caio Fernando Abreu, que escreveu vários anos aqui no Estadão.

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  • 16/05/2007 - 19:35
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Zanin,

    Caio Fernando Abreu era formidável. Saudades… No meu estado, Rio Grande do Norte durante 4 décadas Câmara Cascudo manteve no jornal “A República” uma crônica antropológica de grande valia. Escrevia de forma leve assuntos tidos como complexos. Gilberto Freyre também escreveu no “Diário de Pernambuco”. Assuntos etnográficos, mas com um “tom leve”. E a Rachel de Queiroz? Sabe, não gostava do seu jeitão cético.

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  • 16/05/2007 - 20:52
    Enviado por: Alcione Bidinoto

    Uma hipótese que me parece plausível acerca de Sérgio: é um personagem criado para provocar polêmica e suscitar respostas de pessoas tocadas por suas declarações absurdas.
    Façamos de conta que ele realmente existe.
    Por que se preocupa tanto em exigir argumentos para provar a qualidade de certos escritores, quando ele próprio não apresenta razão alguma (coerente) para acreditarmos que LFV e companhia são nada mais que “porcaria”?
    Será que um argumento suficientemente forte é chamar alguém – de modo totalmente irresponsável e preconceituoso – “síndrome de Down”?

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  • 16/05/2007 - 21:58
    Enviado por: tupiniquim

    tenho q concordar com o zanin.
    o luis fernando veríssimo é aquele ser q consegue desnudar a alma cotidiana com instrumentos visionários inigualáveis.
    creio q a crônica propriamente dita está longe de ser um artigo q exponha uma birra ou um humor ácido direcionado única e exclusivamnete para a crítica e pela crítica.
    o luis fernando não tem medo de ignorar um padrão de escrita muito comum no jõao ubaldo e no arnaldo jabor;a ira desmedida q os leva a enveredar por um caminho quase de militancia anti-governo.
    a crônica requer nuances descritivas que encontrem verossimilhanças com a simplicidade de um amanhecer num ponto de ônibus,do dia-a-dia numa feira-livre,do momento de um gol,de uma reunião de família,do nascimento de um bêbê etc…
    as crônicas do luis fernando são recheadas de todos esses elementos citados acima.
    o zanin tem razão!!!
    quem há de negar!?

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  • 16/05/2007 - 22:54
    Enviado por: neli

    com todo respeito a esses escritores mencionados por vc,mas sou mais eu: escrevo cada crônica…Um dia,num passado longínquo,escrevi alguma coisa e dei a uma amiga, e ela perguntou:quem escreveu? Disse eu: Rubem Braga…ao que ela enalteceu: ele é o maior escritor contemporâneo…então,meu caro,as crônicas são boas ou ruins:depende de quem assina…se for um grande,pelo passado,será enaltecida;se for por uma Maria Ninguém ou um Zé da Esquina…
    E,vou ver o meu SANTOS….que será Tricampeão da Libertadores!

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  • 16/05/2007 - 23:22
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    A literatura tem essa face. Que tal colocar fragmenos de uma crônica de sua autoria neste espaço. Digamos, uma rapsódia.

    Zanin, o poeta Antonio Cícero está escrevendo para a Folha. Crônicas robuscas, anti-líricas, com jeitão de ensaios. Bom texto. Acho que os jornais estão bem servidos de cronistas.

    Por fim, a sugestão que surge: Zuenir Ventura.

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  • 16/05/2007 - 23:51
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Prezado Antonio Bezerra Neto,

    Concordo com você:

    João Ubaldo Ribeiro é um bom romancista e um péssimo cronista.

    Viu? Nem tudo está perdido!

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  • 17/05/2007 - 00:45
    Enviado por: Bugio

    Ivan Lessa há tempos é o melhor cronista do Brasil, apesar de escrever lá de Londres.

    “Minha glóroa literária”, do Braga, é a melhor crônica que já li.

    Veríssimo é bom cronista, exceto quando tenta se meter a falar em economia, aí é um desastre.

    O “dia-a-dia” na frase “O exercício da crônica, hoje, tem me parecido muito preso ao dia a dia” pede uns tracinhos.

    Boa noite.

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  • 17/05/2007 - 01:04
    Enviado por: Marcio

    Que saudades de Raquel de Queiroz na última página de “O Cruzeiro”

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  • 17/05/2007 - 04:47
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Já gostei mais do Ivan Lessa. Parece meio solto no ar, deslocado. Millor, Jaguar, Lessa e outros perderam o sacrossanto humor. É o tempo… senhor de tudo.

    As crônicas do Lessa postas no site da BBCBrasil  www.bbcbrasil.com) envelheceram.

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  • 17/05/2007 - 08:47
    Enviado por: Paulo

    Antonio Bezerra, muito bem lembrado o nome de Carlinhos de Oliveira. Abraço.

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  • 17/05/2007 - 11:11
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    O Petismo quer se intelectualizar…

    Mas não falam de Fernando Henrique Cardoso. Não têm coragem de discutir o maior intelectual brasileiro co Século XX.

    Até Lulla o “intuitivo” manteve tudo, tudo que FHC fez. E que está dando certo.

    FHC escreve em revistas internacionais. De Política Internacional, bem entendido. (tem gente que vai achar que é “Caras” international…).

    FHC é obrigado a escrever para um público internacional. Seleto.

    A caipirada e baianada brasileira só lê:
    Rachel de Queiróz (que horror, nem meninas lêem mais…);
    Millor, velho e acabado;
    Jaguar, falecido;
    Ivan Lessa, soporífero, nas glórias de papai Orígenes;
    Ruben Braga, tutor intelectual de Roberto Carlos Braga e suas musíquinhas;

    Todos eles, inclusive FHC, perto ou já passados dos 70 anos. Ninguém mais apareceu no nosso Brazil? Ninguém escreve ou lê nesta tribo chamada Brasileira? Desde criança ouço falar em “Rubem Braga”. Um lixo. Raquel de Queiróz, para retardados…
    Ops! esqueci da baianada, velha também, Caetano, Gil, e o Chico Corre Atrás da Mulher Mais Nova dos Outros Buarque “Escritor”…

    Que pobreza Meu Deus!
    Raquel de Queiróz, ai, ai, meu dedão…

    O Sertão Nordestino tomou conta do Brasil.

    Uma pergunta:
    Por quê será que no Nordeste dá tanto “Afeminado” e tanto “Sapato”?
    Caetano, Gil, Bethânia, Gal, “Simone”, etc, etc?…

    O Sertão Nordestino tomou conta do Sudeste do Brasil…

    Cruz Crédo, Santa!

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  • 17/05/2007 - 11:28
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Sérgio,

    O Sertão – falo do bom Sertão – plantou neste país um civilização. Ninguém é maior do que Vandré. No teatro ninguém é maior do que Suassuna. Na Antropologia Cultural ninguém supera Freyre. Nas Ciências Econômicas niguém superou doutro Celso Furtado, na Etonografia ninguém passou o velho Câmara Cascudo, na poesia ninguém é capaz de atar as sandálias de João Cabral de Melo, no cimema ninguém é maior do que Glauber. Todos nasceram no interstício entre o Sertão e o Agreste.

    Que tal ouvir “Asa Branca” de Gonzagão. Mário de Andrade quando passou por Natal desejou morar no nosso meio. Tem muito paulista querendo morar perto das dunas de Natal. O problema é que estão descapitalizados.

    Saúde e paz!

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  • 17/05/2007 - 11:52
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Prezado Bezerra,

    Você tem alguma razão, parcial, em partes.

    “Ninguém é maior que Vandré”…Em quê?
    João Cabral de Mello Neto, respeito, mas não admiro. Vi coisas respeitáveis dele. Ele tinha “ódio” (palavra que estão atribuindo a mim) tinha “ódio” de poesia. Você sabe disso. Ele não era um poeta. Tinha “ódio”. Era um fazedor de Versos. Como Drummond “Tira a pedra daí”.
    Você, Bezerra, que diz gostar tanto de poesia, Auden, (comunista também) etc, pode respeitar, mas gostar de Cabral e Drummond, só como “fazedores de versos”.
    Poesia é muito mais que isso. “Gonzagão” eu gosto imensamente. É autêntico. É o verdadeiro Brasil. Atrasado. Mas não é hipócrita. Era atrasado, mas autêntico. Mas que ritmo!!
    “Gonzagão” também não teve filhos. A não ser o horripilante adotado “Gonzaguinha”, recalcado e cheio de complexos por ser filho adotivo…que “músicas” (modo de dizer…) horrendas…Só doidas como Marilia Gabriela poderiam gostar disso. Mas, mulher é mulher em qualquer lugar. Clodovil que o diga…
    Bezerra, pode me falar um pouco sobre a cidade de João Pessoa, que não conheço? Dá para se mudar e morar e viver lá?…É bonita? Arejada? Bom padrão de vida? Agradeço a eventual resposta.

    “Gonzagão”, não teve filhos. Caetano, Gil, Bethania, Simone, Gal, Sangalo,…

    O que será que acontece no Nordeste?…

    Tudo Invertido…

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  • 17/05/2007 - 11:53
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Sérgio,

    Tenho um respeito quase sacramental pelo doutor Fernando Henrique Cardoso. Em 1988 na Reunião da SBPC na USP tive oportunidade de acompanhar uma conferência sob título: A ética comp perspectiva política. Foi um colosso. É muito amigo de um correligionário: José Agripino Maia,l senador da reública (sic). República???

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  • 17/05/2007 - 12:00
    Enviado por: Antonio Bezerra Neto

    Sérgio, você é uma lâmina fora do comum. Seu contraponto (será contra-ponto?) é sempre arrebatador.

    João Pessoa é a capital da moda por estas bandas. Jamais estive por lá. Vou muito ao Recife, onde gosto de passar pelo Restaurante Leito, local onde João Pessoa foi morto por João Dantas. Dizem que a Revolução de 1930 foi definida a partir desse episódio. A cadeira de João Pessoa continua no mesmo lugar. O crime foi passional, não teve conotação política. Foi papai que me levou pela p0reimeira vez ao citado restaurante, defronte a Praça Joaquim Nabuco.

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  • 17/05/2007 - 12:06
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Prezado Bezerra,

    Conheço o tema da Conferência de FHC a que você se refere. Foi publicada na “Foreign Policy”, de alguns anos atrás. Um colosso, realmente. Na revista está “atualizada” com a Globalização. Mas Fernando Henrique Cardoso é muito mais que isso. Intelectualmente.

    Politicamente, junto com JK, foi o maior político brasileiro do Século XX, descontando o pagé Getúlio, em outras épocas, pré-civilização.

    Se o Brasil, hoje, tem um mínimo de estabilidade, devemos a Fernando Henrique Cardoso.

    Ele sim deveria ser reeleito, para um 3º, 4º, mandatos…

    E Lulla poderia ir para a Suiça.

    Beber Champagne.

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  • 17/05/2007 - 13:04
    Enviado por: Adair

    Desanima constatar que o debate político, já há mais de uma década, restrinja-se no contraponto FHC X Lula. Por sinal, pelo conjunto da obra, duas péssimas experiências para o país, uma ainda em curso que, pelo menos por hora, dá poucas esperanças. Que em 2010 seja diferente.

    Sérgio,

    Você leu a autobiografia de FH? Se sim, qual a sua avaliação?

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  • 17/05/2007 - 14:37
    Enviado por: Sérgio

    Prezado Zanin,

    Prezado Adair,

    Sim, li sim “A Arte da Política” – A História que Viví, de Fernando Henrique Cardoso, que não é, absolutamente, uma “Autobiografia”, que é uma coisa diferente do que ele escreveu, um relato de seus anos de governo.

    Bom, você me faz uma pergunta educada. Espero que sem segundas intenções (Petistas).

    Minha avaliação: É um ótimo livro. Embora denso, com 700 páginas, é de leitura rápida, pela qualidade como FHC escreve e, claro, pela importância dos assuntos.
    No livro vemos como nós, brasileiros, uma vez na vida (outra na morte) tivemos sorte de termos um real Estadista governando o Brasil.
    Poderia ter feito muito mais, não fosse a OPOSIÇÃO SISTEMÁTICA E CONTRA TUDO QUE FHC FAZIA, por parte de Lulla e do partido do Zanin, o “PT”.
    Um Estadista pensa no País. Sem perseguições ideológico-políticas, como ele sofreu. Um pequenino exemplo? Veja só:
    “Com o passar das semanas, não sem prejuízo das sondagens de opinião e, o que é mais grave, na credibilidade do governo, o assunto foi sainda da pauta da mídia. Mesmo porque surgiu outro escândalo: DENÚNCIAS DE MILITANTES DO PT CONTRA LULA, COMO SE ELE TIVESSE COMPROMETIDO COM MANOBRAS “MENOS CLARAS”(sic) PARA OBTENÇÃO DE CONTRATOS EM PREFEITURAS CONTROLADAS PELO PARTIDO. Como Presidente, dei logo declarações de que o acusavam sem provas e manifestei testemunho de apreço…” pg.303,(aspei e siquei).

    Quer dizer, a política é uma arte. Para preservar a Democracia, FHC teve que isentar Lula de acusações dos próprios petistas, de que havia roubalheira…E que foram comprovadas depois, NO “GOVERNO” LULLA…

    E muito, muito mais.
    Um ótimo livro.

    Tivemos sorte de termos FHC. Pena que ele, como intelectual, agiu democraticamente e respeitou o Congresso Oligarca Corrupto do Brasil, que não quer a Privatização de nada, continuando recebendo propinas e lavagem de DINHEIRO PÚBLICO.

    Espero ter respondido à sua pergunta, Adair.

    Um abraço.

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  • 17/05/2007 - 23:59
    Enviado por: Felipe Campos

    Já estou começando à chegar à um indício da figura Sérgio nesse blog.Além de desestabilizar, criticar, importunar, contrariar (a cultura brasileira e seus expoentes), satirizar (mulheres participantes desse blog), repudiar (a opinião do mentor desse blog), ignorar (o mesmo mentor),contradizer-se com seus comentários, distorcer (típico de figuras reacionários) intrometer-se, privilegiar-se de seus comentários o mesmo é agente e “macaca de auditório” do governo FHC.E ainda escolheu o Zanin como bode expiatório do PT.Onde está o manual dos maus costumes dessa figura “malufesca” ??

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  • 16/08/2007 - 12:42
    Enviado por: Larissa

    Querido Sérgio

    Minha vó já dizia que quando não se tem nada para falar, não fale nada. Poupe-nos do seu preconceito em relação à cultura brasileira e às mulheres e das suas opiniões pitorescas. Ah e estude um pouco mais para nao falar besteiras.
    O Brasil agradece.

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  • 17/01/2008 - 16:17
    Enviado por: Anna Santiago Floriani

    Acabei de acessar o site, gostei de sua postura e como escrevo crônicas há algum tempo mas, só agora resolvi publicar meus textos em um blog, conforme me orientou um escritor, gostaria muito de receber sua visita e de todos que assim de desejarem. Sua opinião é muito importante para mim.

    Meu endereço é dozetempos.blogspot.com

    Abraços de felicitações.

    Anna.

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  • 15/04/2008 - 13:54
    Enviado por: eliane

    Olha adoro cronicas e acho uma injustiça chamarem esse gênero de genero menor, já li grandes cronistas como Staniyslaw Ponte Preta, Nelson Rodrigues, Carlos Drumond, e li Rubem Braga e simplesmente amei pois ambos usavam uma linguagem acessivel, e quanto aos novos autores ainda não tenho um preferido mais sempre leio todos os tipos de cronica.

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  • 16/04/2008 - 21:15
    Enviado por: Jaqueline Aragão

    Puxa, a coisa pega fogo por aqui, hein? Tô chegando agora e de mansinho… E gosto do Drmmond à beça e do PT tb, rs.

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  • 26/10/2008 - 09:57
    Enviado por: Sergio Luis Lisboa

    Sou Sérgio Luis Lisboa e sou da terra do LFV e publico crônicas em vários jornais e sites pelo Brasil afora. Publiquei um livro com a minha coletânea, que será necessária uma reedição.
    Consegui com uma linguagem simples, direta e com humor, agradar tanto o gari quanto o professor universitário.
    Dá uma conferida.
    Um abraço.

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  • 25/07/2009 - 14:52
    Enviado por: Soraia Garcia

    Sr Sergio,
    Opinião é tal o nariz…
    Cada um tem o seu e o põe onde quer…
    O incrível é considerar que apenas “as mulheres são mulheres em qualquer lugar”. Os homens não o são?
    (Não, não é uma pergunta para o senhor responder. Eu, sendo mulher, inclusive aqui, não chegaria a tanto, se é que o senhor me entende)

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  • 28/09/2011 - 19:36
    Enviado por: Rodrigo Brown

    O PÁSSARO

    Há um pássaro que há dias mora na antena da minha televisão. Não sei que pássaro é, pois faltei às aulas que me formariam uma ótima taxonomista. Minha melhor amiga se desapontou com a minha inabilidade em reconhecer um pássaro, mas apenas para fugir da questão: também ela não sabe que pássaro é este que mora na antena da minha televisão.

    A tristeza da minha amiga durou pouco, somente até ela perceber que sou uma colecionadora e tanto de pássaros de origami, além de mestra em desejar enveredar pelo aeromodelismo. Mas o que realmente me encanta é observar barquinhos de papel a navegarem na banheira.

    Eles não afundam… Transformam-se. Misturam-se à água morna de um mar dos que sentem tremenda falta de sal, de sol, de céu. E que, cansado da brincadeira da menina, esgueira-se pelo ralo.

    O pássaro parece até um dos bibelôs que enfeitam a minha estante. Imóvel, altivo e silencioso. Pouco canta o tal, respeitando o silêncio como poucos o fariam. Mas aqui embaixo, contemplando o telhado, olhos grudados no pássaro, inquieta-me essa discrição toda. Que pássaro não quer cantar seu canto, como se o show fosse somente dele, e mostrar as suas asas em voos ora delicados, ora ousados?

    Minha amiga se senta ao meu lado, mordiscando um pedaço de pão de ontem. Isso é uma coisa dela. Adora pão amanhecido, como quem adora o fato de ter acordado, ao invés de ter se perdido na profundidade da noite. Há um quê existencial na relação dela com o pão que já perdeu o seu frescor, assim como um medo não revelado da morte. Eu já a alertei: quer comer pão amanhecido, tudo bem, porque gosto se discute sim, porque é saudável e nos ajuda a compreender e a respeitar o gosto do outro. Porém, dia desses – e eu digo isso a ela com a severidade de uma amiga de infância que nunca deixa de falar bem do perfume do pão que acabou de sair do forno -, ela terá de experimentar do novo, do fresco, do inédito. Porque a vida é assim, minha amiga. Não sou eu bancando a filósofa de botequim, tampouco tentando reconstruir a identidade dela ou apaziguar os seus desfechos. A vida é frente e verso e avessos e antigo e novo e tantas coisas e sentimentos diferentes.

    Enquanto observamos o pássaro, tão silente e estático quanto agora há pouco, ela rasga o pão e me dá um pedaço, que eu mastigo lentamente, enquanto teço teorias sobre o pássaro que mora na antena da minha televisão.

    Dentro de casa, o ator da novela se engasga e minha mãe não entende o que ele diz. Ela grita para que escutemos: culpa do pássaro que mora na antena sem pagar aluguel. Permitimo-nos permanecer alheias à braveza de minha mãe por causa da interferência na imagem da televisão. Talvez não tenha nada a ver com o pássaro que, eu juro, não mexeu uma pena, enquanto o ator se engasgava. Vai ver ele é um ator que se engasga nas falas mais complexas. Além do mais, interferência é o tipo de coisa que sofremos o tempo todo, e de tantas formas…

    Minha amiga diz, sem tirar os olhos do pássaro ou o pedaço de pão da boca, deseducada, mas de um jeito ingênuo. Ela diz que sofreu interferência da revista que sua irmã mais velha adora ler, e diz que é a melhor para as mulheres deste mundo. Eu sorrio, porque sei que revista é essa, e de jeito nenhum ela tem distribuição mundial, portanto não há como ser melhor para as mulheres do mundo inteiro, já que elas nem sabem da existência da tal. E pergunto que interferência foi essa, e minha amiga engole o pão: de acordo com o teste que eu fiz, da revista, como mulher adulta, descolada e propensa à felicidade, preciso perder 10 quilos, urgentemente, renovar o guarda-roupa, frequentar salões de beleza da zona oeste e programar um lifting facial para daqui um ano, para me tornar, também, completa.

    E caímos numa gargalhada que assusta o pássaro, que mexe a cabeça em busca da origem de tanto barulho, e minha mãe grita para ficarmos quietas. Abafamos as gargalhadas, mãos na boca, e eu me curvo para me aproximar um pouco mais da minha amiga e cochichar: se perder mais um quilo você vai sumir…

    E caímos na gargalhada histérica novamente.

    Minha amiga confessa, um pouco envergonhada, que deve ser bom ser completa, ao que dou de ombros, pregando que não somos carros para sermos equipados com todos os acessórios disponíveis para que outra pessoa desfrute dele. Somos sim pessoas, sintonizadas na frequência das mudanças que nos cabem, de acordo com o que cada um de nós experimenta.

    O pássaro que mora na antena da minha televisão me inquieta. Não conta segredos, não promove performances de rock’n’roll. Com certeza não lê revistas que diz às mulheres, que sequer se tornaram mulheres ainda, que elas não são boas o suficiente para se sentirem completas, nem que seja até a próxima falta. Muitas delas passarão a vida tentando se transformar em um alguém que jamais serão.

    A noite chega e minha amiga vai para a casa dela e eu para o meu quarto. Adormeço embalada em pensamentos sobre pássaros mudos e de asas quebradas, novelas engasgadas, mães esbaforidas, pão de ontem, amiga incompleta, revistas idiotas. E quando amanheço, sinto um vazio e saio correndo para fora de casa.

    O pássaro que mora na antena da minha televisão continua lá, mas tenho certeza de que me olha nos olhos desta vez. E então ele começa a cantar uma bela canção que, tenho certeza, desbancaria muitas bandas com músicas no top list. E quando balança as asas, dou-me conta… O pássaro que mora na antena da minha televisão está de mudança. E ele parte, num voo suntuoso, destemido.

    E enquanto a vida vai voltando à rotina, percebo que interferência do pássaro em mim, ela que rearranjou meus sentimentos. E enquanto a vida segue, eu me detenho neste pensamento: houve o dia em que o pássaro que morava na antena da minha televisão ganhou o mundo, como pretendo fazer daqui a alguns pães frescos.

    ; Roodriigoo Broown ‘ o//

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  • 28/09/2011 - 19:38
    Enviado por: Rodrigo Brown

    LIÇÕES DE CACHORRO >> Clara Braga

    Para quem tem o costume de me ler aqui às terças-feiras, já notou que eu tenho certa adoração por tudo que se trata de cachorros. Seja filme, música, foto, vídeo, enfim, tudo que está relacionado a cachorros mexe um pouco comigo.

    A última de cachorros que eu vi foi um e-mail. Um e-mail lindo, mas sem ser apelativo como muitos dos filmes que já me fizeram chorar.

    O e-mail tinha uma foto lindíssima de um cachorro e a seguinte frase: “Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim…”

    Antes de continuar a ler, eu mesma parei para pensar nas coisas que meu cachorro me ensinou quando vivo, e aqui faço um convite a todos os leitores para que parem e pensem no que vocês acham que a gente poderia aprender com cachorros…

    Para quem não gosta muito de cachorros, com certeza não há muitas coisas boas das quais a gente pode tirar proveito, afinal, cachorros fazem xixi no tapete da sala, furam nossas meias, ocupam nosso lugar na cama quando estamos dormindo e nos exigem muito tempo, pois são muito dependentes.

    Já para quem é apaixonado por cachorros, com certeza uma das primeiras lições que vem na cabeça é a da fidelidade. De fato essa é uma lição que nós estamos precisando aprender ultimamente, mas me surpreendi com a quantidade de outras coisas interessantes que deveríamos aprender.

    Aqui vão algumas dessas lições que todos deveríamos guardar para termos uma vida melhor: “quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro”; “mostre aos outros que estão invadindo seu território”; “corra, pule e brinque todos os dias”; “tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem”; “não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado… volte e faça as pazes novamente”; “nunca pretenda ser o que você não é”. E a que eu considero a melhor de todas: “quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar”.

    Sei que parece bobo, e algumas pessoas devem estar achando que eu surtei querendo aprender com os cachorros, mas para mim eles ainda parecem muito mais racionais e inteligentes do que muito ser humano por aí.

    Fonte: Crônica do Dia: LIÇÕES DE CACHORRO >> Clara Braga

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  • 28/09/2011 - 19:39
    Enviado por: Rodrigo Brown

    “quando estiver nervoso, rosne antes de morder”.

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  • 28/09/2011 - 19:44
    Enviado por: Rodrigo Brown

    Gosto das ” CRÔNICAS ” pelos motivos, de terem espectativa, gosto pela sua escritura, isso para mim é bom! Minha vida hoje é feliz, amo crônicas, tanto as engraçadas quanto de aventura. Pessoas que já viram uma Crônica, devem ter gostado pelo Habtat. Meu nome é Rodrigo Brown. E amo CRÔNICA!

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  • 28/09/2011 - 19:51
    Enviado por: Denise Rodrigues

    O dia

    O dia, ah, o dia! Um dia é mais do que vinte quatro horas, é cada minuto, cada resplandecer da aurora, cada derrota e cada vitória. E as derrotas, estas parecem durar eternidades, as vitórias são fugazes, passam mais rápido do que delas nos damos conta. É a lei do tempo: o dia guarda pra si um tempo original, que é só dele, o tempo das rotações, das leituras atentas, daquele abraço que nos acalenta, das salas de esperas: pode sentar, diz a recepcionista. E sentamos e esperamos, um atendimento, um chamado, ao som da canção da moda, trocando um dedo de prosa, observando uma alma viçosa…até chegar a nossa hora…
    O dia , como já disse, é mais do que vinte quatro horas, é o peixe que mexe no aquário, as rodadas de carteado, os minutos sérios, macambúzios, calados, o coser do velho bordado, das relações humanas, uma verdadeira colcha de retalhos, personalíssimos, fruto de momentos trabalhosos, indolentes ou simplesmente preguiçosos…o humano forja-se num dia mais do que num ano, pois cada dia explica um pouco de nós, dos nossos sonhos, dos nossos planos…Viajamos num dia muito além do que pensamos, pois nossos dias são pequenos instantes que tornam a vida suportável, o viver mais agradável e quando se esvai o último lapso de vaidade ( o dia é um império vaidoso ) vamos nós junto, com os olhos fechados e a alma serena para abraçar mais um dia…
    .

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