Apenas dois brasileiros no Festival de Veneza, e mesmo assim um na mostra paralela Horizontes, o curta O Mundo É Belo, de Luiz Pretti, e outro fora de concurso, o longa-metragem Lope, de Andrucha Waddington. Fica assim adiada, mais uma vez, a luta pelo Leão de Ouro, o único prêmio principal dos três grandes festivais europeus que os brasileiros não ganharam. O País venceu uma vez em Cannes, com O Pagador de Promessas, e duas em Berlim, com Central do Brasil e Tropa de Elite. Em Veneza, nunca. E não será este ano que o tabu será quebrado.
Aliás, quem quiser dar uma olhada na programação completa, clique aqui.
Hummmm, Monte Hellman com filme competindo num júri presidido por Quentin Tarantino… O cara foi produtor executivo de “Cães de Aluguel”, filme que quase dirigiu. O Mertem já escrevgeu várias vezes sobre a coletiva do filme em Cannes-92. Hellman aparecendo como o diretor cult que servia de avalista para o novato, mas ficou calado; no meio, Harvey Keitel (bêbadão, parece), e Tarantino desatando desesperadamente a falar (que novidade… quer dizer na época isto não era conhecido, então era novidade mesmo). E a competição tem ainda ex-namorada também do presidente do júri…
Palpite: Leão de Ouro para nenhum dos dois rola. Mas duvido que pelo menos um dos dois não saia com um prêmio, de repente ambos, quem sabe uma Osella ou um belo Leão de Prata?
Nossa, a competição ainda tem Tusi Hark, Takeshi Miike, Alex de la Iglesia. Só podem ter adequado a competição ao presidente do júri. Não é possível interpretar de outra maneira.
Mesmo sem prêmio, o cinema brasileiro está sempre produzindo e mandando bons filmes.
Depois que o Glauber perdeu em Cannes, o Brasil nunca mais deveria participar desses … dessas festinhas.
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