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Luiz Zanin

31.maio.2010 17:28:14

Oliver Stone no ar

Oliver Stone, em entrevista coletiva hoje às 19h30, na Faap, responde a perguntas sobre seu filme Ao Sul da Fronteira. A entrevista será transmitida ao vivo pela internet na TV Faap.

O filme traz uma outra visão sobre os governos de Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, e Cristina Kirchner, um desafio à visão unilateral dos Estados Unidos sobre os países da América Latina. Vale a pena ver. Tanto o filme como a entrevista com Stone, que pode ser controverso mas desafina o coro da unanimidade.

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A cineasta Iara Lee, que faz alguns anos apresentou na Mostra seu filme Prazeres Artificiais, estava na embarcação atacada por Israel. Leia notícia aqui.

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30.maio.2010 14:37:30

Curta nouvelle vague

São nove curtas-metragens muito diferentes entre si. Mas talvez encontrem um denominador comum no desejo explícito de inovar, algo típico daquela época. A maior parte deles, situa-se entre os anos 1957 e 1958, época da formação da nouvelle vague, quando o movimento se cozinhava numa vaga insatisfação com o cinema que se fazia então e uma indefinição em relação ao futuro. Três exceções: 24 Heures de la Vie d’um Clown, de Jean-Pierre Melville, é de 1946. L’Amour Existe (O Amor Existe), de Maurice Pialat, é de 1961. E Le Laboratoire de l’Angoisse (O Laboratório da Angústia), é ainda posterior, de 1971.

Qualidade à parte, o maior interesse histórico dessa coleção reside nesses filmes feitos nas vésperas da eclosão da nouvelle vague. Há dois de Godard: Tous les Garçons s’Appellent Patrick (Todos os Rapazes se Chamam Patrick), de 1957, e Charlotte et son Jules (Charlotte e seu Namorado), de 1958. São dois trabalhos de muito frescor. Fazem antever o cineasta que, dois anos depois, ficaria célebre com seu primeiro longa, Acossado, de 1960. São histórias de relacionamentos amorosos. No primeiro, o mesmo conquistador (Jean-Claude Brialy) paquera duas moças na mesma manhã sem saber que elas são amigas e moram juntas. No segundo, um tipo valentão (Jean-Paul Belmondo) passa uma descompostura na garota que mora com ele, numa espécie de monólogo cheio de graça e irreverência. Quem conhece bem o cinema francês estranha a voz de Belmondo. Mas, ao mesmo tempo, reconhece como familiar a voz que sai da boca do ator: é que Belmondo não estava em Paris na época da dublagem e teve de ser substituído pelo próprio Godard. Quando não havia recursos, se improvisava.

Em Une Histoire d’Eau (Uma História de Água), Godard e Truffaut assinam juntos a direção. Usando como pretexto uma inundação na região parisiense, contam a historia de uma garota que tenta chegar a Paris e se envolve com o rapaz que lhe dá uma carona. A criatividade dos cineastas faz com que aproveitem um fato, dando-lhe tratamento documental e, ao mesmo tempo, nele insiram uma trama ficcional.

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Walter com Gary Snyder

Walter com Gary Snyder

Terça-feira à noite Walter Salles mostrou trecho de alguns minutos de Searching for On the Road (Em Busca de On the Road), documentário preparatório para sua adaptação cinematográfica do mais conhecido romance de Jack Kerouac (1922-1969). A exibição deu-se no quadro de uma aula ministrada por Salles sobre os “filmes de estrada”. On the Road, que na tradução brasileira ganhou o subtítulo de Pé na Estrada, seria o protótipo literário desse gênero. Desde a sua publicação, em 1957, a obra tem sido cogitada para uma versão cinematográfica, o que não ocorreu até hoje.

Em sua exposição, Walter lembrou o caráter radical do texto de Kerouac, originalmente escrito num rolo de papel de telex, um furioso fluxo de consciência, “rascante”, e que teve de ser podado e aplainado para conseguir convencer um editor a publicá-lo. Ele recorda que aquela era uma época muito puritana na América e que as obras sofriam uma espécie de censura prévia, uma depuração antes de poderem ser publicadas. Mesmo assim, “depurado”, On the Road foi uma revolução na cultura americana, tão fundamental quanto a publicação de O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger.

Quando Walter foi convidado a dirigir On the Road (será produzido por Francis Ford Coppola, que detém os direitos do livro), sentiu-se logo tentado a aceitar. Mas, ao mesmo tempo, via alguns problemas. “Não sou americano, nem nunca me senti totalmente à vontade nas várias vezes em que lá vivi”, diz. No entanto, esse é um livro especial para a geração da qual faz parte, pois as ideias de Kerouac desaguaram no pensamento libertário dos anos 60. “Decidi que era fundamental fazer um documentário prévio, uma espécie de estudo para ver se filmar On the Road seria mesmo possível”, diz. Por isso, esse pré-filme é um work in progress, algo ainda em formação e “que só terá um fim no dia em que batermos a última claquete”. De qualquer forma, ainda incompleto, Em Busca de On the Road é uma reflexão em processo sobre os road movies, esse gênero antigo.

“Os road movies remontam à origem do cinema”, acredita Walter, que praticou o gênero em seus filmes mais famosos como Central do Brasil, Terra Estrangeira (este em parceria com Daniela Thomas) e Diários de Motocicleta. Essa opção ilustra o diálogo permanente do cinema de Salles com o do diretor alemão Wim Wenders, autor de Paris, Texas – protótipo do filme de estrada dos anos 1980. Wenders, aliás, é um dos entrevistados de Em Busca de On the Road. Outro deles é Dennis Hopper, ator e diretor de Easy Ryder, talvez o mais conhecido dos road movies. Walter coloca também imagens de Píer Paolo Pasolini, nas estradas poeirentas da Palestina, em busca de locações para seu Evangelho Segundo Mateus, que acabaria filmado na região de Puglia, no sul da Itália. Cita também o road movie existencial mais influente do mundo – Passageiro, Profissão: Repórter, de Michelangelo Antonioni, em que o personagem de Jack Nicholson troca de identidade com um traficante de armas para escapar de si mesmo. “Foi ao ver esse filme que decidi fazer cinema”, diz Walter.

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Depois de conquistar as Copas América e das Confederações, ganhar da Argentina e ficar em primeiro lugar nas Eliminatórias, faltava à seleção de Dunga um último ingrediente para fazer uma grande campanha na África do Sul: uma certa dose de ceticismo da torcida brasileira. Pronto: agora não falta mais nada. Diz a lenda que toda vez que a seleção sai como favorita, perde o título. Em 2010, ela não corre esse risco.
A onda negativa chegou com o esquecimento dos craques que gozam de bom ibope junto à torcida, como o veterano Ronaldinho Gaúcho e as revelações Neymar e Paulo Henrique Ganso. Dunga ficou na dele e vai à Copa com o time em que confia. Se ganhar, confirma-se como homem de personalidade. Se não, vai carregar o rótulo de teimoso, limitado, sem visão. É um risco.

Objetivamente, os brasileiros sabem que o time pode ganhar. Mas, pelo que tenho ouvido pelas esquinas, ninguém se entusiasma com a equipe, apesar de tão vencedora. Não desperta paixão.

Mas não se pode negar que a seleção é um bom time, pelo menos pelos padrões atuais do futebol – ou vocês não viram de que jeito a Internazionale de Milão ganhou a Champions League? Com metade da defesa da Inter na equipe, o Brasil vai se segurar bem lá atrás. Tem um meio-campo marcador e, se os deuses da bola quiserem, pode contar com a inspiração de um Robinho ou de um Luís Fabiano para marcar os gols necessários. Duvido que nos encantemos com os jogos, mesmo que Kaká se recupere. O hexa até pode vir. Mas, quem quiser futebol bonito mesmo, faz melhor em acompanhar os jogos da Espanha.

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Hoje, de câncer (na próstata), aos 74 anos, em sua casa na Califórnia, morreu Dennis Hopper, o inesquecível caubói de motoclicleta de Easy Ryder – Sem Destino, que ele mesmo dirigiu, fazendo dupla com Peter Fonda. Jack Nicholson, outro ator da mesma trupe e mentalidade, estava no elenco.

Hopper havia começado lá atrás, com James Dean, nos mitológicos Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade. Esteve também em outros grandes filmes como Apocalipse Now (de Coppola) e Veludo Azul (de David Lynch). Em geral fazendo tipos radicais, destemperados.

Hopper pratagoniza aquele que talvez seja o melhor filme de Bruno Barreto, Atos de Amor, no qual, em papel atípico em sua carreira, contracena com Amy Irving em uma história de amor intenso, porém nada boboca.

No entanto, Hopper fica mesmo para a história como o ator e diretor de Easy Ryder, um dos filmes mais importantes do cinema americano, talvez em todos os tempos se pensarmos em termos de repercussã, influência e sensibilidade para captar o espírito de uma época. Nele, Hopper, junto com Fonda, a bordo duas motos possantes, descobriam uma América profunda, completamente intolerante em relação às mudanças comportamentais que aconteciam nos anos 60. Drogas, sexo, bebedeiras – tudo está lá, explícito, num filme de ritmo envolvente, maravilhoso.

Hopper era um pouco como seus personagens na vida real. Viveu intensamente e sem muitas regras. Muitas vezes pagou o preço da ousadia, o que, para um homem dos anos 1960, devia ser encarado como nada mais do que natural. A careta sociedade americana nunca o digeriu muito bem.

Walter Salles tem entrevistas gravadas com ele no seu documentário Searching for On the Road, ainda inédito. Pode ser o seu legado. O doc é uma preparação para a futura filmagem de On the Road, o romance de Kerouac, símbolo da era beatnik, e que prefacia os anos 60. Pensando bem, ninguém melhor do que Hopper para falar do espírito libertário de Kerouac, de quem se sentia herdeiro.

Fica o legado de um instinto de liberdade que beirava às vezes a autodestruição. Mas foi uma vida e tanto, e que deixou belos filmes como herança .

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Fim de semana punk, de plantão. Quer dizer: sem fim de semana. Aproveitei para rever O Terceiro Homem, de Carol Reed, estimulado pela leitura de Cidadão Cannes, de Gilles Jacob, em que o diretor do festival, em suas memórias, lembra-se da cena, belíssima, em que Alida Valli passa impassível por Joseph Cotten, depois de ter enterrado (desta vez para valer) seu amante, Harry Lime (Orson Welles). Marc Ferro, em seu clássico Cinema e História, diz que o modelo de Anna, personagem de Alida, é Antígona. Entre a lei natural e a lei da cidade, fica com a primeira. Faz todo o sentido. Volto ao assunto, talvez num artigo.

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29.maio.2010 10:26:14

Godard, Truffaut…

Jean-Luc Godard

Jean-Luc Godard

Muita clareza conceitual e um excelente material de arquivo tornam Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague um documentário indispensável sobre esse período do cinema francês e da cultura mundial. Com roteiro de Antoine de Baecque e direção de Emmanuel Laurent, o filme passa em revista a história dessa amizade entre os dois cineastas, que depois naufragou com toda a paixão e fúria características da época.

O filme respira do primeiro ao último fotograma o ar jovem do final dos anos 1950 e e1960, quando a palavra de ordem era renovar, sempre renovar, contínua e implacavelmente. Colocar abaixo as “velhas estruturas”, como se dizia então, e construir um mundo novo a partir de escombros do passado. A nouvelle vague foi uma das pontas de lança desse poder jovem, desse mundo em que algumas palavras, como “revolução” e “novo”, eram colocadas na do dia, sacralizadas e aplicadas a tudo – à política, ao sexo, ao cinema.

Foi por isso muito sábia a decisão de Laurent de não entrevistar os participantes da “onda”. Os sobreviventes estariam por aí disponíveis. Truffaut e Rohmer já morreram. Mas o que impediria que um dos protagonistas, Godard, fosse entrevistado e, junto com ele, seus amigos de outrora, Claude Chabrol e Jacques Rivette, todos eles vivos, ativos, produzindo filmes? Acontece que, se assim o fizesse, Laurent teria de se defrontar com depoimentos de octogenários, senhores de idade relembrando, mais de 50 anos depois, do tempo em que foram jovens e irreverentes. Possível, mas seria outro documentário. Ao invés dessa memorialística, Laurent preferiu mergulhar na profusão de imagens de que dispunha e flagrar a essência daquele movimento, que é a juventude.

Desse modo, vemos na tela entrevistas e trechos de filmes de Godard e Truffaut, ambos na flor da mocidade. Incisivos, insolentes, radicais, belos. Eles e seus atores e atrizes como Jean-Pierre Léaud e Jean-Claude Brialy, Anna Karina e Claude Jade. Há todo um clima de época, evidentemente irrepetível, que passa pelo jeito de falar, os penteados, os óculos, as cenas de rua de uma Paris daqueles anos, o hábito de fumar em qualquer parte. Coisas do passado, que ressurgem na tela com o frescor que então tinham.

Sem qualquer nostalgia. Tudo aquilo aconteceu, o mundo hoje é outro, mas não nasceu do nada. Todo o presente carrega em si uma parte do seu passado. Essa ligação dos dois tempos é feita por uma atriz jovem e contemporânea, Isild Le Besco, personagem muda, que folheia revistas e jornais antigos, numa aparente pesquisa que estaria fazendo sobre o assunto. É um recurso, digamos, ficcional, usado na construção desse documentário revelador.

Laurent coloca em perspectiva não apenas o nascimento da nouvelle vague, mas a sua característica principal de ter sido uma ação entre amigos. Os rapazes viam filmes juntos, tinham os mesmos gostos e as mesmas repulsas, escreviam, filmavam, produziam e apareciam como figurantes nos filmes uns dos outros. A nouvelle vague é, também, uma história da amizade, de irmãos. Mas que se coloca contra um pano de fundo histórico, nem sempre percebido com clareza por seus participantes. Em determinados momentos apolítica, a nouvelle vague não deixa de se engajar em certas causas – a volta de Langlois para a direção da Cinemateca, o maio de 68. Mas é dessa coesão de momento que nasce a cisão posterior.

Maio e seu engajamento caíram como um raio entre Godard e Truffaut. Godard tornou-se maoísta radical; Truffaut volta-se cada vez mais para o tema do afeto e o relacionamento entre homem e mulher. O revolucionário era o modelo do primeiro; Matisse, pintor da beleza, o espelho do segundo. A história, que num momento os unira numa bela amizade, depois se incumbiu se separá-los, como inimigos.

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Kim Catrall e Ewan McGregor em O Escritor Fantasma

Kim Catrall e Ewan McGregor em O Escritor Fantasma

Ghost writers são seres anônimos que escrevem para a glória alheia. Essa curiosa (e às vezes trágica) situação foi tema de Chico Buarque em Budapeste, romance filmado por Walter Carvalho. Roman Polanski aborda o mesmo tipo de personagem em O Escritor Fantasma, belo thriller político que chega nesta sexta. 28, aos cinemas.

Ewan McGregor interpreta esse personagem, sem assinatura, que assume uma tarefa interrompida por seu antecessor: escrever as memórias de um poderoso político britânico, agora em retiro em uma ilha na costa norte-americana. Sem emprego, o escritor aceita a oferta, bastante tentadora do ponto de vista financeiro. E viaja aos Estados Unidos para conhecer o manuscrito inacabado e entrevistar o ex-primeiro-ministro.

O filme se cola a algumas referências bem reais – Adam Lang (vivido pelo ex-007 Pierce Brosnan) é clara alusão a Tony Blair, o primeiro-ministro que envolveu seu país na invasão do Iraque. A sombra de uma guerra causada por interesses econômicos inconfessáveis, insinuações de corrupção entre homens poderosos e todo um maquinismo político que se vale e aniquila pessoas comuns são vistos na contraluz desse filme poderoso.

Há nele a presença do escritor fantasma como avatar do investigador – aquele tipo que tem uma tarefa a realizar (no seu caso, escrever um simples livro autoindulgente), mas a extrapola. Acaba descobrindo o que não deve e por isso paga seu preço. No fundo, descobre o que deve, que a realidade não é tão benigna como parece, que supostos heróis podem ser vilões e vice-versa. Tudo se embaralha, num mundo de sombras em que fica difícil, senão impossível distinguir os bons dos maus. Inútil dizer que essa maneira complexa de enxergar a vida afasta o cinema de Polanski dessa vocação apaziguadora do cinema comercial. Polanski, que sabe também trabalhar o filme de gênero como poucos, produz inquietações. Suscita mais perguntas do que respostas. E, desta vez, desce não apenas aos porões sombrios das almas individuais, mas vasculha os interesses políticos e corporativos, essa caixa-preta da nossa história contemporânea.

Como nos melhores filmes de Polanski (como Faca n’Água, Repulsa ao Sexo, Chinatown, O Bebê de Rosemay e O Inquilino), o domínio do clima e da tensão é total. McGregor mergulha no ambiente isolado onde fica o escritório e bunker de Lang, uma espécie de microcosmo depurado que, aos poucos, vai assumindo uma condição onírica. Ou melhor: de um pesadelo do qual ele não consegue acordar. Lembra um pouco a situação de Mia Farrow em Bebê de Rosemary, quando ela começa a perceber, em parte, as ameaças que a cercam, dos vizinhos ao ginecologista, incluindo o próprio marido (John Cassavetes). Também para McGregor, cada passo no sentido de esclarecer o mistério só parece aprofundá-lo.

Para comparar com uma obra contemporânea, o clima de paranoia conseguido por Polanski em O Escritor Fantasma lembra muito o de Scorsese em seu A Ilha do Medo. Dois filmes brilhantes, cada qual em seu estilo, sobre a opacidade do mundo.

O Escritor Fantasma – Direção: Roman Polanski. Gênero: Drama (128 minutos). Censura: 12 anos. Cotação: ótimo

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28.maio.2010 11:13:32

Jafar Panahi libertado

O cineasta Jafar Panahi foi solto sob fiança. Li a notícia no site da revista francesa Les Inrockuptibles. Leia aqui (em francês)

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