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Luiz Carlos Merten

11.fevereiro.2011 17:38:19

Conselho de pai

BERLIM – Entrevistei há pouco Jeff Bridges, que veio mostrar a nova versão de Bravura Indômita, dos irmãos Coen. Os tietes de Ethan e Joel vão gostar de saber que Bridges disse em alto e bom som que eles são os maiores autores do cinema norte-americano atual. Sobre o clássico de Henry Hathaway que deu o Oscar para John Wayne, disse que “não é mau”.

Bridges conta que, quando jovem, resistiu o quanto pode ao desejo do pai, Lloyd Bridges, de que o irmão e ele virassem atores. “Como todo jovem, eu queria ir na contramão de meu pai, o que agora percebo, era idiota.”

Jeff queria ser músico e até hoje canta e compõe. Foi o papel em A Última Sessão de Cinema que lhe fez tomar gosto pela coisa e ele agradece a Jeff Corey, que foi quem mais o incentivou. Corey fazia o papel que agora é de Josh Brolin na versão dos Coens. Jeff revela que tentou incentivar as filhas a atuarem, mas elas foram contra (como ele, no passado). O mais próximo que ele conseguiu foi agora, com uma delas, em Bravura Indômita. A mais velha, Jessie, foi sua assistente pessoal. É pena, porque hoje ele acredita que atuar está no sangue e que as filhas também poderiam fazer carreira, como Beau Bridges, seu irmão, e ele. O melhor conselho que admite ter ouvido foi da mãe – “Keep doing as long as you amuse yourself”, (continue fazendo (atuar) enquanto se divertir).

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11.fevereiro.2011 17:35:43

Protestos na Berlinale

BERLIM – Não é só a cadeira vazia no júri nem a retrospectiva de Jafar Panahi que tentam chamar a atenção para o drama do cineasta iraniano vencedor do Urso de Ouro por Fora de Jogo, Offside, aqui na Berlinale. Outdoors espalhados por toda a capital alemã mostram a foto de Panahi e lançam a pergunta – onde está? Os protestos são unânimes contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que transformou o cineasta em bode expiatório num processo no mínimo discutível para intimidar a oposição e a classe artística iranianas. Mas esse não é o único protesto a movimentar o 61° Festival de Berlim. Agora mesmo, próximo ao Palácio do Festival, houve uma passeata pedindo a liberação da Itália do “velho sátiro e ridículo”. Quem? Silvio Berlusconi, claro.

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