E o Oscar vai para… ‘O Artista’? Comecei assim meu texto na edição de hoje do ‘Caderno 2′. Embora o prêmio da academioa de Hollywood seja, como se diz, uma caixinha de saurpresas, vou tirar a interrogação aqui no blog. E o o Oscar vai para… ‘O Artista’, espero. Todos os indicadores apontam nessa direção. Michel Hazanavicius pode estar prestes a fazer história (com H). A França já ganhou Oscars de melhor filme estrangeiro e atriz – dois, um com Simone Signoret, num filme em lingua inglesa (‘Almas em Leilão’, de Jack Clayton) e outro no idioma nacional, com Marion Cotillard (‘Piaf’, de Olivier Dahan). A França pode estar agora a um passo de ganhar melhor filme, a categoria principal, e também melhor diretor e ator, três prêmios inéditos. Ao agradecer o prêmio do sindicato dos produtores – melhor filme -, o prtodutor Thomas Langmann fez um discurso bonito, que reproduzi em parte nãso me lembro se aqui ou se numa matéria do ‘Caderno 2′, durante a Berlinale. Alguma coisa como que ele acreditava no sucesso do filme nos EUA, mas nunca imaginou que a consagração tributada ao ’Artista’ lhe permitisse – e a Hazanavicius, sua mulher e estrela, Bérénice Béjo, e ao astro Jean Dujardin – viverem esse verdadeiro sonhon americano. Gostaria que o Oscar não fosse, como parece que vai ser, tão previspível, mas em caso de surpresa espero não ser atropelado justamente na estatueta para o melhor filme, o melhor diretor e o melhor ator, todas para ‘O Artista’. Estou acrescentando reste post na expectativa de que vocês comentem. Façam suas lidstas de apostas, lembrem os grandes acertos e as grandes injustiças. E vamos torcer pelo Carlinhos Brown, com o que poderá ser um prêmio meio atravessado – melhor canção -=, mas será, tomara, mesmo assim, o primeiro Oscar brasileiro. Estou indo hoje para Sorocaba. Vamols todos – Dib Carneiro Neto, João Luiz Sampao, Regina Cavalcanti, Camila Molina e eu – comer uma paella na casa da nossa amiga (e colega) Denise. Só volto no fim da tarde para a redação, e até lá espero pelos comentários de vocês. Ontem, foram entregues nos EUA os Spirits, o Oscar independente – que espero tenha coroado ‘Take Shelter’ e seu excepcional ator, Michael Shannon, embora Ryan Gosling, por ‘Drive’, também seja poderoso – e até nem sei se ainda ocorre a festa do limão, para os piores do ano. Só agora me caiu a ficha. Paella! Sangria! Manera, Merten, porque a noite hoje vai ser longa.
“O Artista” fisgou a todos os críticos e também às premiações.. Acho um exagero. Tecnicamente o filme é exdelente: atuação, direção, trilha sonora e uma homenagem ao cinema. Mas o roteiro é previsível, o cachorrinho bem bobinho. No conjunto gosto muito mais de “Invenção de Hugo Cabret” e “Meia-noite em Paris”.
Os favoritos: Melhor filme “O Artista”, melhor direção: Michel Hazanavicius – “O artista”, melhor ator: Jean Dujardin – “O artista”, melhor atriz: Meryl Streep – “A dama de ferro”.
Meu voto seria: Melhor filme: Meia-noite em Paris, melhor diretor: Martin Scorsese – “A invenção de Hugo Cabret”, melhor ator: Jean Dujardin – “O artista”, melhor atriz: Rooney Mara – “Os homens que não amavam as mulheres”.
Também claro que torço para C”Real in Rio”, de “Rio”, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett.
E acho que merecia ser pelo menos indicada ao oscar de melhor atriz: Tilda Swinton “Precisamos falar com o Kevin”.
Merten, realmente o artista merece o oscar de filme mas, com relacao a melhor ator, meu voto vai pro George Cloney. Talvez ate porque ja vimos(eu) atuacoes dele mais do que o Dujardin e, talvez por isto, tenho como avaliar melhor a sua atuacao, vendo um Cloney totalmente diferente do que ja vimos.Mais um show de interpretacao! Uma pergunta,qual a razao de o artista concorrer ao oscar de melhor filme no quesito filme americano e nao de filme estrangeiro, sendo ele todo France?
Sérgio, se me permite responder, o Oscar é para filmes “em língua estrangeira”. O Artista é mudo, e com os poucos intertítulos em inglês. Acho que, por isso, a França não o escolheu para representá-la no Oscar para filmes em língua estrangeira. Além disso, o fato do filme ser estrangeiro não o impede de concorrer nos prêmios principais, desde que tenha estreado nos EUA.
responder este comentário denunciar abusoParem as máquinas. Vai começar Hannah e Suas Irmãs de Woody Allen, um filme à La Anna Karenina, no qual o autor relata um pouco da história de uma pessoa, um pouco mais da história de outra, de mais outra e depois volta ao primeiro personagem, ao segundo, como o próprio Allen afirmou no livro de Stig Bjorkman e primeira atuação de Carlo di Palma como Cameramen num filme de Allen.
Merten, espero que sua previsão esteja certa, pois será a primeira vez em muitos anos que meu filme favorito entre os indicados vencerá. Adorei O Artista, a ideia em si, as citações expressionistas (como a cena em que ele descortina os seus bens leiloados), o uso dos recursos mudos (como as palmas que não ouvimos no início, o diálogo entre o casal ao lado de uma escada movimentada e o genial “Bang!”) e a interpretação de Jean, de canastrão a trapo humano sem falar nada… Nos últimos anos, meus favoritos eram as animações da Pixar (Toy Story 3 em 2011, Up em 2010) ou filmes que eu considerava mais criativos (Benjamin Button em 2009, Babel em 2007). Vamos ver se nesse ano o meu favorito vence.
Sobre o Carlinhos Brown, uma enquete de um aplicativo de guia de Oscar estava dando 85% para a música dos Muppets. Será que o Brasil no Oscar está fadado a perder até quando tem só um concorrente? Tomara que vençamos dessa vez, né?
se a meryl streep não ganhar vai se sacanagem….e parece que o doc do Win Wenders é show de bola…
Já vi “O ARTISTA” e acho que vale o prêmio. É puro cinema. Já postei aqui que sou fã incondicional de “Vertigo-Um Corpo que Cai” e quando ouvi os acordes de Bernard Hermann e a movimentação do carro que lembra muito aquele usado pela Madeleine, quase que “surtei”. É bonito demais!
Realmente o filme é uma homenagem ao cinema em todos seus termos. Há muito tempo não se via uma fita como essa. Parabéns aos realizadores!
Acertei todos os favoritos nas principais categorias do Oscar (veja post acima). Bom que “Meia-noite em Paris” ganhou oscar de melhor roteiro original. Pena que Brown não venceu. O único crítico que falou mal do filme “O Artista” foi Arnaldo Jabor (concordo com ele). Só faltou a Academia premiar o cachorrinho (personagem piegas do O Artista) em homenagem a todos os animais que já participaram em filmes.
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