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Luiz Carlos Merten

02.fevereiro.2012 17:01:07

Lá vou eu

Cá estou eu no aeroporto de Guarulhos, acrescentando este post rapidinho, para dar contas de que estou embarcando para Paris, onde fico até quarta e dali sigo para BErlim (e o festival). Quero aproveitar estes dias para ver filmes, muitos filmes, de preferência os que não chegam aqui ou aquelas reprises maravilhosas de clássicos que só PAris oferece. Nos últimos, até por conta da viagem e das matérias e entrevistas que tinha de fazer, além dos filmes, nem tive tempo de postar. Fiz uma entrevista por telefone com Michel Hazanavicius e o diretor de ‘O Artista’ foi ótimo, Amei o filme que deve estrear na sexta que vem, distribuído pela Paris. Vi também ontem, na cabine da WArner, ‘REis e Ratos’, justamente porque hoje não teria tempo de assistir à cabine de imprensa. TOdos aqueles atores – Selton Mello, Rodrigo Santoro, Cauã Reymond – me falavam do filme com carinho, cheios de expectativa. Descobri por quê. Mauro Lima fez um filme de personagens em que eles estão todos muito bem, cada um imprimindo uma marca ao tipo que interpreta. Muito interessante. Não tenho mais tempo. Amanhã espero estar postando da Rive Gauche.

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2 Comentários Comente também
  • 03/02/2012 - 15:49
    Enviado por: Paulo Antunes

    Merten, que invejinha boa. Paris, Berlim, esta última minha cidade fetiche. Visitar as cinematecas das duas cidades, não tem preço. Conhecer antecipadamente os filmes que vão chegar aqui, se chegarem, dentro de um ano com muito boa sorte, também é coisa para poucos.

    Pois bem, quando vc. se despedia, eu assistia pela segunda vez “As praias de Varda”, da Agnès Varda. Outra vez, agora no CineSesc, já havia assistido em suporte Beta Digital, na Cinemateca, fiquei eu e minha companheira Tereza magnificados com esta pequena joia do cinema. Memória, arte, sensibilidade, paixão pelo amor querido perdido de morte, amor pela família, amigos, lugares. Lugares, aqui um beco, ali uma cidade (Los Angeles, Pequim, Bruxelas), acolá uma praia. Aliás, muitas praias que dão nome ao filme autobiográfico dessa artista que nos proporciona joias de sensibilidade com seus filmes. O que dizer de Jacó de Nantes, uma homenagem ao marido cineasta Jacques Demmy. O que dizer do filme em que Varda traça um perfil dramático de uma menina andarilha perdida no mundo, ultrajada e desafiadora dos modos operandi da sociedade injusta. O que dizer de “Cinco a Sete”, o que dizer do filme sobre os Panteras Negras, ou daquele filme que trata das paredes pintadas, e com humor revela que o mural que registrava como que num desenho animado as peripécias dos suinos, que por detrás dos muros funcionava uma fábrica que triturava milhares de porquinhos para deleite dos humanos. Enfim, o filme “La Plages de Varda”, possibilita a todos quantos conseguimos acompanhar uma retrospectiva da cineasta e uma exposição de fotos, há quatro ou cinco anos, no CCBB, um revival satisfatório. Agora é aguardar que o filme seja lançado em DVD para ter em nossas casas e assistir assim quando desejarmos lembrar, recordar e fazer uma homenagem sincera, emocional ao CINEMA.

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  • 04/02/2012 - 22:48
    Enviado por: Sidney

    E o “Dois Coelhos”, sobre o qual prometeste escrever mais e que muitos têm visto como uma novidade no cinema nacional pelo uso eficiente dos efeitos especiais e pela direção/edição eficiente das cenas de ação?

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