Conexão Anália Franco-Paulista
- 1 de março de 2012|
- 16h41|
- Por Luiz Américo Camargo
Publicado no Paladar de 1/3/2012
Pode ser mero impressionismo, mas não consegui deixar de associar o Nozomi, um belo restaurante aberto há um ano no Jardim Anália Franco, ao Kinoshita. Talvez por conta de algum elemento da arquitetura; ou quem sabe pela presença do maître João Fernando da Silva, que já trabalhou no salão do chef Murakami; ou ainda pela intenção de abordar a cozinha japonesa por um prisma moderno-chique.
O Nozomi é uma casa bem montada, com clientes cativos, cumprimentados pelo nome à medida que chegam. O movimento no entorno, a propósito, é interessante de observar. A entrada fica bem de frente a um parque (na verdade, a Praça do Trabalhador), frequentado pelos moradores dos prédios da vizinhança – que, por sua vez, são o público predominante também no restaurante e assim vai. Um universo autorreferente que pouco tem a ver como o vaivém de carros dos Jardins e do Itaim-Bibi.
Quem manda no balcão e na cozinha é o chef Alexandre Nakandakari, que já passou por lugares como o Hideki. Seu cardápio inclui niguris, sashimi, itens quentes mais clássicos e algumas entradas de perfil contemporâneo. Mas destaca especialmente o omakasê, a degustação, em três fórmulas diferentes. Os pratos são bem realizados, ainda que haja uma tendência à complicação, um pendor para se entusiasmar mais com foie gras e trufados do que com matéria-prima fresca – que lá é de qualidade, por sinal. Invencionices à parte, portanto, há também bons cortes de buri, carapau e robalo, entre outros. É só pedir.
No balanço final, gostei da atenção aos detalhes e da gentileza do serviço. E desassociei do Kinoshita na hora da conta: o omakasê básico, com duas entradas, sushi e sashimi variados, prato quente e sobremesa, sai por R$ 70.
Por que este restaurante?
É uma casa caprichada, longe do circuito mais badalado da cidade.
Vale?
Os preços estão um pouco abaixo da média nipônica. E o omakasê fica entre R$ 70 e R$ 120. Vale conhecer.
Miyabi - Chegando aos 20 anos, o restaurante vem passando uma transição que parece não ter fim. Hoje, ele me soa menos como uma referência em cozinha tradicional; e mais como um lugar para almoços despretensiosos.
Recuando no tempo: aberto em 1992 no Top Center, o Miyabi, até recentemente, era comandado por Masanobu Haraguchi (agora no Ban). A casa mudou de piso no shopping, passou por uma reforma infeliz, fez concessões ao rigor nipônico no cardápio. Atualmente, o chef responsável é o japonês Yasushi Hara, recrutado em Tóquio. A sensação, no entanto, é ainda de um certo desencontro.
Não é um momento dos mais inspirados para os sushis, um tanto desequilibrados na proporção arroz/peixe. Nem para refeições mais gastronômicas – inclusive porque o serviço ainda patina, algo que não se resolveu bem desde a reforma, em 2010. Mas o almoço, com preços abaixo dos R$ 40, é bem servido e saboroso. Pratos simples como katsudon (empanado suíno com arroz e ovos) ou o tenzaru sobá (sobá frio com tempurá misto), entre outros, valem a visita e a aventura de atravessar a praça de alimentação do Top Center.
Por que este restaurante?
É um endereço tradicional, de 20 anos, que segue em transição.
Vale?
O menu do almoço, compensa. Mas os sushis e o omakasê, por ora, não.
Nozomi - R. Eleonora Cintra, 1.040, Jd. Anália Franco, 2338-3327. 19h/23h30 (5ª a sáb., até 0h; fecha dom.). Cc.: D, M, V
Miyabi - Av. Paulista, 854, 3289-4708. 11h30/14h30 e 18h/22h30 (fecha dom.). Cc.: todos
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01/03/2012 - 22:39 Enviado por: Rafaela - Tudo em Foco
Pareceu-me que o primeiro restaurante é mais interessante do que o segundo, apesar de este ser mais tradicional. Gostei da avaliação feita do primeiro estabelecimento, afirmando que é composto por clientes costumeiros. Esse clima familiar é bacana e diferente para um restaurante japonês.
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05/03/2012 - 21:13 Enviado por: Flavio
Dois meses do ano se passaram comi algumas coisas medianas ,poucas boas e várias caras, mas nada que impressionasse. Mas hoje depois de muito tempo voltei ao Dinhos. E comi uma das melhores carnes dos últimos tempos ! Foi um prime rib.Quando chegou a mesa me senti um Flinstones , com um grande pedaço da costela do boi junto da carne. No ponto exato (ao ponto para mal) ,sangrante ,textura macia, com a gordura entremeada, num grau perfeito de marmorização ,que aguçavam o seu sabor.Simplesmente espetacular ! É caro …bem caro(cerca de 90 reais), mas pela sua qualidade , tamanho e nível de felicidade que me proporcionou vale !
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IAbadabadu ! !
Voltaria? já tô até salivando…..por enquanto o melhor prato de 2012. -
07/03/2012 - 13:16 Enviado por: batataepepino
Minha últimas experiências no Miyabi não foram boas, melhor atravessar a rua e almoçar no Bueno da alameda santos, com teishokus um pouco mais baratos e qualidade superior. Abs!
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26/04/2012 - 04:40 Enviado por: Conexão Anália Franco-Paulista - Muito Lokos por Notícias
[...] Fonte: Blogs do Estadão [...]
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