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Lúcia Guimarães

15.novembro.2011 21:55:09

DE VOLTA AO PARQUE

Depois da operação de despejo, manifestantes, policiais, mídia e turistas lotam a área em torno do Zuccotti Park.

Atualização: Pouco mais de 30 manifestantes passaram a noite de terça para quarta-feira no Zuccotti Park. A praça, ainda com cercas de metal,  está  sob a proteção de seguranças contratados pela imobiliária responsável pela manutenção do  terreno público. Os segurança revistam quem entra no parque para impedir que os manifestantes levem sacos de dormir. Embora grupos ligados ao Ocupem Wall Street estejam procurando locais alternativos para um novo acampamento, a expectativa é que o Zuccotti Park continue o ponto de referência para os protestos.

 

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Atualização: Cerca de 200 manifestantes tentam reocupar o parque, munidos de uma ordem judicial, mas as barricadas policiais continuam a isolar o local.

Comandante Ray Kelly: 200 presos dentro e fora do parque, de madrugada.
O Prefeito Michael Bloomberg dá coletiva e afirma que a decisão de desmontar o acampamento foi “minha e só minha.” Ele disse que a reabertura do parque, prevista para esta manhã, foi adiada, por causa de uma moção judicial em curso.

“Infelizmente, o parque de tornou um local não de protesto, mas de violação da lei,” disse Bloomberg, mas ressaltou que a maioria dos manifestantes eram pessoas pacíficas. “Agora, os manifestantes vão ter que ocupar o parque com o poder de seus argumentos,” disse Bloomberg, explicando que barracas e sacos de dormir não serão tolerados.

Operação Surpresa

A operação policial começou pouco depois de 1 da manhã, 4, hora de São Paulo.

Ouça o primeiro boletim da rádio Estadão ESPN sobre a operação.

Centenas de policiais cercaram a praça, fecharam as ruas de acesso e inundaram o acampamento com a luz de holofotes.

O comandante da polícia de Nova York, Ray Kelly, observou a operação. Um policial passou com um megafone dizendo que os manifestantes teriam direito de retirar seus pertences. Tudo o que estivesse no parque seria jogado fora. Havia cerca de 200 pessoas dormindo no parque quando a operação começou. Um grupo saiu carregando sacos de dormir e objetos de valor  mas várias pessoas que tentaram voltar para buscar mais pertences foram impedidas de voltar.

Um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu no centro da praça, onde ficava a cozinha e a despensa de mantimentos. Tentaram erguer uma barreira e se acorrentaram uns aos outros e às árvores. A polícia levou um por um, com algemas de plástico. O porta-voz da polícia nova-iorquina, Paul Browne, disse que 70 pessoas foram presas.

A operação de limpeza demorou um pouco mais de 3 horas. Alertadas pela mídia social durante a noite, centenas de pessoas correram para a área do parque mas não puderam se aproximar. Um helicóptero da rede CBS chegou a sobrevoar o parque com câmeras mas o espaço aéreo sobre a área, no sul de Manhattan, foi fechado.

O Prefeito de Nova York anunciou a operação pelo Twitter à 1:19 da manhã, horário local: “Ocupantes de Zuccotti devem deixar a área temporariamente, remover barracas e coberturas de plástico. Os manifestantes podem retornar depois que o parque estiver limpo.”

Pouco depois das 7 da manhã, centenas de pessoas tentam começar uma nova marcha que pode fechar o tráfego na Brodway, próximo a Wall Street. O parque está completamente vazio e já foi lavado com mangueiras. A empresa imibiliária Brookfield Properties, responsável pela manutenção do Zuccotti Park, cujo terreno é público, pode reabrir o parque às 8 da manhã, 11 em Brasília.

Uma enfermeira que estava na barraca de assistência médica do parque como voluntária, disse a uma estação de rádio nova-iorquina que a ocupação pela policia foi muito abrupta e todos os suprimentos médicos foram destruídos.

 

FIM DO ACAMPAMENTO, PROTESTO CONTINUA

A operação de surpresa que desmontou a pequena cidade de barracas no Zuccotti Park, pouco menos de 2 meses depois do início do protesto que se espalhou por cidades em dezenas de países priva o movimento Ocupem Wall Street de um símbolo poderoso. Afinal, o parque fica próximo ao centro financeiro americano, em Wall Street.

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Imagens ao vivo eram transmitidas do Zuccotti Park (Foto Lúcia Guimarães)

Mas, com a proximidade do inverno, os manifestantes começaram a erguer barracas mais sólidas, como as usadas por militares americanos.  O terreno do parque de 3 mil metros quadrados foi sendo tomado a ponto de dificultar as inúmeras assembleias diárias. Organizadores do acampamento alugaram um escritório na área com linhas de telefone fixo. O Occuppy Wall Street arrecadou mais de meio milhão de dólares em doações e divulgou seu primeiro relatório financeiro em outubro, prometendo manter a transparência sobre o uso dos fundos.

 

 

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14.novembro.2011 05:00:33

CENAS DE UM ACAMPAMENTO

O acampamento do Ocupem Wall Street, no Zuccotti Park, vai se transformando com a chegada do inverno.

Coluna de hoje Domingo no Parque.

Imagens Lúcia Guimarães

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Sim, é possível tirar a carioca do Rio mas não o Rio da carioca. Especialmente quando o primeiro recado, às 7 horas da manhã,  é: “Mãe, fica tranquila, estou bem, os tanques e os helicópteros já passaram.”

 

AS QUATRO ESTAÇÕES CARIOCAS

Neste domingo em que o imperativo Ocupem, no Rio, se refere a tanques na Rocinha mas tem em comum com o Ocupem nova-iorquino os desfavorecidos,  pela economia ou pelo crime, uma pausa para outros sons.

Na quarta-feira, dia 16, o Cine Odeon vai receber, com entrada franca, o Quarteto Radamés Gnattali e o incomparável violonista Zé Paulo Becker para o concerto de lançamento do cd As Quatro Estações Cariocas. Aqui um aperitivo, Estação Leopoldina, cortesia do compositor Paulo Aragão.

 

NO COMPASSO DA HISTÓRIA CANTADA

E um programão para os cariocas ficarem em casa à noite. Um novo episódio da série No Compasso da História, A História Cantada do Brasil vai ar às 8 da noite, no canal 14 (Multirio). Hoje, a cantora e compositora Joyce vai tratar dos anos 1968 a 1970, anos de chumbo e de música memorável. Performances de Joyce, Marcos Sacramento, entrevista com Nelsinho Motta e arquivo musical de quem dispensa sobrenome, para lavar a alma: Caetano, Gil, Torquato, Capinam, Chico.

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A parede indispensável que deve separar a publicidade do conteúdo jornalístico foi comparada a uma cortina de chuveiro por um crítico de mídia americano. Será que o sarcasmo do comentário é justificado? O Urban Dictionary já traz uma definição para o neologismo blogola: posts escritos por bloggers que receberam dinheiro, presentes ou outros incentivos para escrever sobre uma empresa.

No fim de outubro, um blogger do site Gawker revelou que foi procurado por uma companhia de marketing digital, 43A  Marketing, que lhe ofereceu US$130 por cada link incluído em seus textos.

Intrigado com a oferta, Hamilton Nolan foi investigar e escreveu sobre o assunto no artigo O Golpe de Marketing que Está Subornando Seus Bloggers Favoritos. O site Gawker, cujo lema é “A fofoca de hoje é a notícia de amanhã,” paga bônus em dinheiro para os jornalistas que atraírem o maior número de hits com suas reportagens.

No email enviado em nome da 43A, uma pessoa que se apresentou como Bryan Clark e se declarou “grande fã” do texto de Nolan, oferece o acordo potencial para o “nosso benefício mútuo” e se gaba de ter clientes “enormes” interessados no link.

Quando Nolan indagou, “Quais são as companhias?”, o representante ofereceu exemplos: Dell, T-Mobile, Motorola. Todas as companhias citadas, consultadas pelo repórter, negaram  qualquer relação com a 43A, que tem sede em San Mateo, na California, e anuncia no seu site uma equipe de redatores de alto nível, “ansiosos para trabalhar para sua empresa.”

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Homepage da 43A (Foto Reprodução)

O suposto Bryan Clark disse que não estava tentando forçar a barra e não queria links que não ocorressem de forma “seminatural.” Quando Nolan retrucou que editores de sites teriam reservas sobre a prática, Clark disse que preferia ir direto aos bloggers porque eles são mal pagos e a maioria está disposta a ganhar por fora.

Como tática para receber dinheiro por debaixo da mesa, o representante sugeriu que Nolan inserisse um link. Caso o link despertasse a atenção do editor, ele deveria ser imediatamente retirado. Se passasse despercebido, Nolan seria recompensado. O preço por link, durante a troca de correspondência, subiu para US$175, por causa do “calibre” do redator.

Clark foi mais longe e garantiu que editores do Huffington Post, Business Insider e Technorati tinha acordos com a 43 A. Os três sites também se apressaram a negar categoricamente que façam este tipo de acordo.

Em 2009, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos publicou um guia ético para endossos e testemunhos, num esforço de proteger o consumidor da confusão de conteúdos. O guia reitera que a publicidade travestida de reportagem pode estar sujeita a multas.

Mas, na pista molhada da corrida digital, quem pode patrulhar a integridade de milhões de links? Se há fogo por trás da fumaça que chegou por email ao blogger do Gawker, qual o próximo passo? Pagar jornalistas para não usar certas frases que gerem buscas pouco lisonjeiras para corporações?

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12.novembro.2011 16:52:38

Aquele Gil

Luiz Gonzaga, exílio, Bob Marley, expectativa da velhice e show acústico na noite de Gil.

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Gil na Biblioteca Pública de NY

(Foto Lúcia Guimarães)

O auditório estava lotado, na noite de quinta-feira, e o showman da noite parecia ser o anfitrião. O convidado entrou discreto, de terno preto e camisa cinza, e sentou na primeira fila. Um funcionário da biblioteca escoltou o lendário Claude Nobs, fundador do Festival de Montreux, a quem  Gil agradece por ter começado sua  carreira internacional, na década de 70.

No palco, Paul Holdengraber, o diretor do programa Live da Biblioteca Pública de Nova York abriu a noite contando como é boa a vida de quem tem a chance de entrevistar seus ídolos. Holdengraber, que aperfeiçoou a arte da entrevista como espetáculo, anunciou seu convidado e desapareceu para Gil ocupar o palco sozinho e se acompanhar ao violão em Eu Vim da Bahia.

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Paul Holdengraber entrevista Gil (Foto Lúcia Guimarães)

A conversa começou um pouco prolixa mas Holdengraber com sua técnica, digamos, proustiana, levou Gil para o território das memórias. Quando o anfitrião disparou uma gravação de Luiz Gonzaga cantando A Volta da Asa Branca, naquele cenário tão removido de Exu, terra de Gonzaga, ou Ituaçu, de onde Gil partiu aos 10 anos para estudar acordeão em Salvador, os olhos do convidado ficaram marejados e sua voz enrouqueceu.

Gil lembrou como a música americana e a brasileira são próximas, na influência do foxtrot sobre o baião de Gonzaga e na admiração de Pixinguinha pelas primeiras orquestras de jazz. Quando Gil hesitava em busca da palavra ideal para se expressar, o entrevistador completava sua frase e apressava o ritmo. A platéia caiu na gargalhada quando ele pediu a Gil para contar o que o lendário guitarrista Jimi Hendrix lhe havia dito quando se conheceram. Em 1971, o percussionista Airto Moreira, que estava se apresentando no Festival da Ilha de Wight com a banda de Miles Davis, viu Caetano Veloso e Gil na platéia e os chamou para o backstage.  Gil teve um branco e não se lembrou da conversa. Pediu a Holdengraber para recuperar sua memória. Hendrix, contou o anfitrião, lamentou as circunstâncias da chegada dos dois músicos brasileiros, exilados da ditadura militar, e lhes deu as boas-vindas.

A outra resposta que arrancou risos da plateia foi sobre as lições que Gil aprendeu em 3 meses de prisão, em 1969. “Yoga e macrobiótica,” ele resumiu. Holdengraber citou Caetano Veloso, no livro Verdade Tropical, para perguntar qual a influência de Bob Marley sobre a consciência negra de Gil. Ele concordou que entendeu melhor o significado de ser negro no continente americano quando viu como Marley afirmava sua identidade racial.

A entrevista foi interrompida com performances acústicas de Gil ao violão. Ele cantou  Não Chore Mais, sua versão do clássico de Bob Marley, e Expresso 2222.

Na conclusão da noite, um momento de leve melancolia. Quando o anfitrião perguntou sobre a perspectiva da velhice, Gil, que completa 70 anos em 2012, disse que queria viver de acordo com sua idade, e se dirigiu ao público: “Espero que vocês todos tenham a oportunidade de envelhecer. Vocês vão ver como é.” Mas, num exemplo de que sua terceira idade dificilmente poderia ser  imitada por muitos dos presentes, pegou de novo o violão e fez a plateia cantar refrões sem letra do samba Aquele Abraço, que compôs quando partia para o exílio. A maioria dos presentes podia não entender  porque “Chacrinha continua balançando a pança” mas a despedida sacudiu de alegria o solene salão em estlo Beaux Arts da sede da Biblioteca da Nova York.

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Gil conclui a noite com Aquele Abraço (Foto Lúcia Guimarães)

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Live from the NYPL, a mais bem sucedida série de eventos literários e culturais de Nova York recebe hoje à noite Gilberto Gil como convidado para ume entrevista ao vivo no majestoso auditório Celeste Bartos, na Quinta Avenida.

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Gilberto Gil (Foto: Divulgação NYPL)

O anfitrião e idealizador da série, que começou em 2004, é Paul Holdengraber, apresentado neste perfil no Sabático. A série Live convida escritores, acadêmicos e artistas para as entrevistas que misturam conversa, exibições multimídia e participação do público. Os ingressos podem ser comprados online e, acabo de saber, quem usar o código “PROTEGE” recebe 40% de desconto.

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O  candidato republicano Herman Cain, cuja campanha pode se tornar inviável por causa de múltiplas acusações de assédio sexual, foi a um talkshow noturno se defender. A entrevista ao Jimmy Kimmel Live foi provocada pela coletiva de Sharon Bialek,  a primeira acusadora a mostrar a cara e descrever em detalhes – um tanto explícitos para este jornal família – o que Cain teria feito com ela no carro, quando Bialek lhe pediu ajuda para conseguir um emprego.

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Herman Cain (Foto: Divulgação/Herman Cain For President)

O argumento de Cain, citando sua mulher, a discreta Gloria Cain, com quem é casado há 45 anos: “Ela disse, o que esta mulher descreveu não soa como você.”

Sim, porque nada como a mulher de um executivo acusado por quatro ex-funcionárias de assédio sexual para saber com precisão como ele soa quando supostamente pula a cerca.

Debate Republicano  Rick Perry comete uma gafe épica no debate.

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Começa hoje o primeiro julgamento de um prisioneiro de Guantánamo, sob as novas regras criadas pelo governo Barack Obama.

O presidente Obama voltou atrás da promessa eleitoral de fechar a infame prisão na base militar em território americano na ilha de Cuba. A primeira aparição pública de Abd al-Rahim al-Nashiri em 9 anos – 4 deles desaparecido sob a custódia da CIA – vai marcar um momento sem precedentes na história da justiça americana.

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Abd al-Rahim al-Nashiri (foto: Reprodução)

O saudita al-Nashiri, de 46 anos, é acusado de planejar o ataque suicida ao navio contratorpedeiro USS Cole, em outubro de 2000, e de envolvimento em outros ataques terroristas ordenados pela Al-Qaeda. Ele foi capturado em 2002 e só reapareceu em 2006. A CIA admitiu que Al-Nashiri foi torturado com técnicas como afogamento, entre outras. Sua família foi ameaçada. É a primeira vez que juízes de uma comissão militar vão lidar com um caso envolvendo pena de morte e tortura admitida por uma agência do governo federal. Pelas novas regras do governo Obama, promotores não podem admitir confissões obtidas sob tortura.

Transparência

Quando assumiu o cargo, em 2009, Barack Obama cancelou os julgamentos militares de terroristas ordenados pelo governo de George W. Bush.  Obama reformou as comissões militares, argumentando que o processo deve ser mais transparente. E, de fato, uma câmera instalada na sala do julgamento em Guantánamo vai enviar imagens para os Estados Unidos. Mas só 100 membros do público americano vão poder assistir. Os lugares devem ser tomados por observadores jurídicos e jornalistas.  E só os que se dirigirem à base militar de Fort Meade, no Estado de Maryland, único local onde as imagens serão transmitidas em circuito fechado.

Justiça

Em Guantánamo, o principal advogado de defesa de Al-Nashiri, falou com jornalistas pouco antes do começo dos procedimentos, com a acusação formal. Richard Kammen é um advogado especializado em pena de morte. Ele declarou à rede de rádio pública americana: “Vamos usar ternos; vai parecer um tribunal. Mas não é um tribunal real; não há nada justo ou legítimo. É um tribunal organizado para condenar e matar.” Organizações de direitos civis também têm criticado o processo, que classificam como uma encenação.

Entre os telegramas vazados pela organização Wikileaks, um relatório militar americano sobre Al-Nashiri define o saudita como um dos “mais talentosos, capazes e prolíficos membros da Al-Qaeda.” O relatório afirma que Al-Nashiri chegou a tomar injeções para se tornar impotente e evitar que mulheres provocassem distrações na sua missão de promover jihad, a guerra santa islâmica.

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Uma plateia de algumas centenas de pessoas formou uma barreira  em torno de David Crosby e Graham Nash, da banda Crosby, Stills and Nash, no Zuccotti Park. Foi uma tarde memorável para o movimento Ocupem Wall Street. Os dois ícones da década de 60 cantaram clássicos como “Military Madness” e exortaram os manifestantes a seguir em frente com o protesto que já completa 2 meses, na praça próxima à bolsa de valores de Nova York.

 

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Esta repórter, acompanhada de um cinegrafista, não conseguiu romper a muralha humana. Nem quando nos separamos e tentamos furar o bloqueio de lados diferentes da praça conseguimos chegar perto dos músicos. Depois de um concerto acústico que durou cerca de meia hora, Crosby e Nash deram uma caminhada pelo emaranhado do acampamento. A presença policial era forte e não notamos incidentes, apesar do ambiente caótico.

Muitos dos manifestantes acampados pareciam nem ter sido avisados da chegada das celebridades. Continuaram com suas mini-assembleias e promoviam suas causas como este senhor, que deve defender a reforma do financiamento das campanhas eleitorais. Hoje foi dia de eleições locais nos Estados Unidos e o cartaz anunciava uma liquidação: “Compre um político e leve outro de graça.”

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Fotos de Lúcia Guimarnaes

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Lúcia Guimarães

    Lúcia Guimarães é colunista do Caderno 2, colaboradora dos suplementos Aliás e Sabático e colunista da Rádio Estadão ESPN.

    Email: lucia.guimaraes@estadao.com.br

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